20 de junho de 2026
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A Polícia Civil de Goiás (PCGO) prendeu preventivamente, na segunda-feira (15), uma mulher suspeita de jogar soda cáustica no órgão genital do companheiro, em Uruaçu, no norte do estado. De acordo com as investigações, o crime foi motivado pelo ciúmes da mulher, que desconfiava de uma suposta traição. A vítima sofreu queimaduras graves e deformações no corpo.

Segundo a PCGO, a mulher, de 56 anos de idade, inicialmente negou o crime. No entanto, as investigações apontam que ela agiu de forma premeditada, planejando cuidadosamente o ataque ao companheiro, com quem convive há cerca de 10 anos.

Suspeita detalhou como foi o ataque com soda cáustica
De acordo com o inquérito policial, a mulher dopou o companheiro, de 43 anos, e esperou que ele perdesse a consciência para cometer o crime. Ainda segundo as investigações, ela então tirou a roupa da vítima e passou a agredi-la. Em seguida, a investigada diluiu soda cáustica em uma vasilha e jogou na região íntima da vítima, causando ferimentos graves. O crime ocorreu no dia 25 de abril.

Diante dessas evidências, a PCGO encaminhou o caso ao Ministério Público, solicitando a prisão preventiva da autora e a busca domiciliar para coletar provas. Depois do parecer favorável do MP, a Justiça autorizou as duas medidas. Assim, após o cumprimento das referidas cautelares, a investigada confessou os fatos e detalhou como cometeu o crime. A princípio, a intenção do ataque era fazer com que a vítima não tivesse mais condições de manter relações com outras pessoas. Agora, a suspeita responderá pelo crime de lesão corporal grave.

Portal Guaíra com informações da Ric Mais

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Uma mulher de 56 anos, cuja identidade não foi revelada, foi detida sob a suspeita de ter aplicado soda cáustica nos órgãos genitais de seu marido, em um ato motivado por ciúmes em Uruaçu, interior de Goiás. O crime, ocorrido em 25 de abril deste ano, só resultou na prisão da mulher na última segunda-feira, 15. Segundo a Polícia Civil, a acusada teria ministrado rivotril ao homem de 43 anos até que ele perdesse a consciência, momento em que diluiu a substância química em uma vasilha e a despejou sobre as partes íntimas da vítima.

O delegado encarregado do caso, Sandro Leal, relatou que a solução química causou lesões extremamente graves e deformidades no órgão genital do homem. Inicialmente negando a autoria do ato, a mulher acabou por confessar o crime após as investigações revelarem suas verdadeiras motivações. Durante o interrogatório pós-prisão, ela detalhou os eventos que levaram à agressão.

Além da detenção da acusada, as autoridades procederam com uma busca na residência da suspeita. “Ela encontra-se sob custódia e será transferida para o Presídio Feminino de Barro Alto para responder por lesões corporais gravíssimas no âmbito doméstico, delito passível de pena superior a 10 anos de reclusão”, afirmou o delegado.

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Vítima devia dinheiro ao suspeito e à esposa dele. Ainda segundo o MP-GO, o homem e Katherine tinham um desentendimento motivado por uma dívida de seguro veicular — o débito da empresária com o homem e a esposa dele era de cerca de R$ 300 cada.

No momento em que foi morta, Katherine realizava atendimento na boate adulta. A empresária boliviana era mãe de duas crianças. Na época do crime, os filhos da vítima foram encaminhados a uma Casa de Abrigo Temporário do Conselho Tutelar de Rio Verde. Não há informações atualizadas sobre o destino das crianças.

Esposa do denunciado e uma segunda mulher, suspeitas de participação no crime, não foram denunciadas. A Polícia Civil de Goiás indiciou as duas e solicitou ao MP-GO que apresentasse denúncia contra as mulheres, mas o órgão entendeu que não há provas de que elas tenham auxiliado o homem no crime.

Homem está preso desde 21 de maio na Unidade Prisional de Rio Verde. O Ministério Público pediu à Justiça do estado que converta a prisão temporária dele para preventiva. O UOL não conseguiu localizar a defesa do homem. O espaço segue aberto para manifestação.

Em caso de violência doméstica, procure ajuda

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie. Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.



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Condutores flagrados em excesso de velocidade superior a 50% do limite da via terão a CNH suspensa por dois meses, ao invés de seis, caso não tenham outra infração grave ou gravíssima

Mais de 8 mil condutores tiveram a CNH suspensa neste ano; em 90% dos casos, o motivo é excesso de velocidade superior ao limite da via em 50%

O Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) irá alterar os critérios para a suspensão do direito de dirigir dos condutores flagrados acima de 50% do limite de velocidade estabelecido pela via. Agora, em Goiás, esses motoristas terão a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por um período que pode variar de dois a seis meses. Até então, o prazo adotado pelo Detran era de seis meses para todos os casos.

A dosagem da penalidade vai depender do histórico do condutor. Aqueles que tiverem infração grave ou gravíssima nos últimos 12 meses terão a CNH suspensa por seis meses, caso excedam em mais de 50% o limite de velocidade. Já os que não possuírem outras infrações de natureza grave ou gravíssima no mesmo período terão o direito de dirigir suspenso por apenas dois meses.

De acordo com o presidente do Detran, Delegado Waldir, a mudança tem caráter pedagógico e busca fortalecer o princípio da razoabilidade. “Vamos estabelecer parâmetros mais justos. Hoje, um condutor reincidente em outras infrações de trânsito tem a mesma penalidade que um condutor que comete uma só infração. Não vamos alisar a cabeça de infratores, mas temos que diferenciar a penalidade para punir com mais rigor os infratores contumazes”, destaca.

De janeiro a junho deste ano, 41.795 motoristas foram flagrados acima de 50% do limite de velocidade no estado e cerca de 36 mil processos de suspensão do direito de dirigir foram instaurados. Mais de oito mil condutores já foram penalizados e outros 5.657 serão penalizados ainda neste mês de julho. Esta infração corresponde a cerca de 90% das suspensões aplicadas.

Outros motivos podem levar à suspensão do direito de dirigir independemente de o condutor ter ou não pontuação anterior na CNH. Entre elas, conduzir motocicleta sem capacete ou transportando crianças menores de 10 anos; fazer manobras perigosas, dirigir ameaçando pedestres ou outros veículos, dirigir sob o efeito de álcool ou outras drogas e participar de rachas.

Fonte: Com Informações da Gerencia de Comunicação e Marketing do Detran Goias



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Brasileira denuncia ter sido presa por engano na frente da família no aeroporto de Londres

A empresária goiana Alline Fernandes Dutra, de 36 anos, viveu momentos de pânico após ser presa no aeroporto de Londres. Ao g1, ela denunciou que foi detida por engano e ficou por cerca de 30 horas em uma cela, onde chegou a passar mal por ansiedade. A mulher contou que foi algemada na frente dos filhos e do marido ao ser confundida com uma mulher de nome parecido que dirigiu bêbada.

“Entrei em desespero total, crise de choro, eu não conseguia contentar, não conseguia falar. Chegou um momento que eles me tiraram da cela, veio uma enfermeira me examinar, porque eu estava em estado de choque, em crise constante de desespero, de choro”, relembrou Alline.

A prisão aconteceu no dia 13 de junho deste ano quando Alline e a família estavam a caminho da Itália. Ela foi solta no fim da tarde do dia seguinte. No período que ficou presa, a empresária disse que teve que implorar por remédios para dor e ficou com fome.

“Eu tive que esmurrar a porta da cela para pedir remédio, eles não queriam me dar. Eu estava com fome, eu não tinha jantado, eles me deram uma refeição durante todo o dia, no segundo dia que fiquei presa”, desabafou.

Alline Fernandes Dutra em frente à corte depois da última audiência após ser presa por engano em Londres — Foto: Arquivo Pessoal/Alline Fernandes Dutra

Ao despachar as malas, três policiais abordaram a goiana perguntando se ela era a “Alinne Fernandes”. A brasileira respondeu que se chama “Alline Fernandes Dutra”. O nome das duas se diferencia no último sobrenome e na grafia, um tem dois “L’s” e o outro tem dois “N’s”.

  • Suspeita do crime: Alinne Fernandes
  • Goiana: Alline Fernandes Dutra

“Sou mãe de 2 filhos pequenos, trabalho honestamente no Reino Unido. E o que está acontecendo não pode ficar por isso mesmo. Fui tratada como uma criminosa o tempo todo, mesmo que claramente não tinham certeza se eu era a pessoa certa”, desabafou Alline.

Alline ficou presa das 11h do dia 13/06 às 17h do dia seguinte, quando foi à corte passar por uma audiência. Durante o julgamento, a foto da suspeita do crime não estava no processo, informações da incompatibilidade das digitais foram omitidas e o nome da brasileira foi adicionado ao documento da prisão da verdadeira culpada, segundo Alline.

“Após verem o vídeo da ‘Alinne Fernandes’ sendo presa em 2022, eles afirmaram que não era eu, e por isso fui solta em liberdade condicional com data marcada para retornar. Eu e minha família retornamos à corte no dia 28 para mais uma audiência, e para a minha defesa esclarecer de uma vez por todas o erro que a polícia britânica cometeu ao me prender indevidamente”, explicou.

Agora, a goiana deve andar com um documento que comprova sua inocência, em caso de abordagem policial, até que a verdadeira acusada do crime seja presa. Alline nasceu em Goiânia, mora no Reino Unido há 15 anos, e tem dupla nacionalidade, a brasileira e a italiana, por conta do avô.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral em Londres,informou que acompanha o caso e presta a assistência consular cabível à nacional brasileira. O g1 pediu informações à Polícia de Londres, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

No momento da prisão, Alline estava com o marido Joel Winston Petrie, cidadão inglês, e seus dois filhos de 3 e 1 ano, nascidos em Londres. Durante a abordagem, os policiais explicaram que o crime de “Alinne Fernandes” aconteceu em 16 de janeiro de 2022.

“Falei que não sei dirigir, não tenho carteira de motorista, e não estava nas redondezas onde a outra pessoa foi presa. Durante a minha prisão no aeroporto, a polícia se recusava a mostrar os dados que eles anotaram da suspeita presa em 2022, como data de nascimento, endereço, qual carro ela estava dirigindo ou onde ela foi presa”, relembrou Alline.

Segundo a empresária, até a foto tirada durante a prisão da verdadeira acusada, chamada de mugshot, era diferente dela. “A foto claramente não era eu! Quando meu marido questionou a polícia sobre a foto, eles disseram que era irrelevante o fato de que não era eu”, desabafou Alline.

Após alguns minutos de conversa, a goiana foi algemada na frente dos filhos. Ao g1, Alline contou que se machucou durante a prisão, mostrando o pé inchado e marcas nos punhos.

Alline Fernandes Dutra em mostra punho machucado e pé inhcado após ser presa por engano em Londres — Foto: Arquivo Pessoal/Alline Fernandes Dutra

A brasileira foi levada algemada no camburão até uma cela e suas digitais foram colhidas. Alline disse que foi informada que se a impressão digital ficasse vermelha, indicaria que ela não era a pessoa que cometeu o crime em 2022.

“Após a minha impressão digital ter voltado vermelha, eles ainda me mantiveram presa e não me explicaram mais nada”, pontuou.

No dia 14/06, diante do juiz, Alline percebeu que a foto da verdadeira acusada não estava no processo e a polícia omitiu a informação da impressão digital, conforme contou a brasileira ao g1. Alline descobriu também que os dados que os policiais tinham em mãos não eram iguais aos dela.

“Percebi que a polícia havia editado o documento da prisão em 2022 adicionando o meu nome completo e endereço, deixando tudo mais confuso no sistema para parecer que eu tinha algo a ver com o crime”, completou.

O juiz só percebeu que algo estava errado quando o vídeo que mostrava a prisão da verdadeira acusada foi exibido na corte. Em seguida, ela foi solta em liberdade condicional com uma audiência marcada para retornar.

No dia 28/06, durante a última audiência na Barkingside Magistrates Court, em Londres, a Justiça reconheceu que Alline era inocente. No entanto, ela explicou que precisa andar com um documento que comprova o fato, até que a verdadeira culpada seja presa.

VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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Foto: Divulgação

Uma mulher de 56 anos, que não teve o nome divulgado, foi presa em Uruaçu, Goiás, por atacar seu marido com soda cáustica, causando-lhe graves ferimentos nas partes íntimas. O crime ocorreu em 25 de abril, mas a prisão só foi efetuada nesta segunda-feira (15/07).

Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Goiás, a mulher dopou o marido, de 43 anos, e, após ele perder a consciência, retirou suas roupas e despejou a soda cáustica diluída em uma vasilha sobre seu pênis. O ataque resultou em queimaduras severas e deformidades permanentes.

A motivação por trás do crime foi revelada pela própria suspeita, que confessou ter agido movida por ciúmes. Ela teria descoberto uma suposta traição do marido e, num ato de vingança, decidiu atacá-lo de maneira premeditada. De acordo com o delegado Sandro Leal, responsável pelo caso, o casal estava junto há cerca de 10 anos, e a mulher planejou o ataque de forma dissimulada, com a intenção de impedir que o marido mantivesse relações sexuais no futuro.

A vítima, cujo nome também não foi divulgado, sofreu lesões gravíssimas que demandaram atendimento médico emergencial. As consequências físicas do ataque foram descritas como irreparáveis, deixando o homem com sequelas permanentes. Detalhes sobre seu estado de saúde atual não foram divulgados pelas autoridades.

A detida foi encaminhada para a Unidade Prisional Regional Feminina de Barro Alto, onde permanece à disposição da Justiça. Ela deverá responder pelo crime de lesão corporal gravíssima, e, se condenada, pode enfrentar uma pena de até 13 anos de prisão.

O delegado Leal ressaltou a gravidade do crime, destacando a frieza e a premeditação com que a mulher agiu.

*Redação AM POST

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Uma artesã de 56 anos foi presa nesta segunda-feira, 15 de julho, em Uruaçu, Goiás, por suspeita de causar lesões no órgão genital do companheiro de 43 anos.

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A suspeita teria sedado a vítima com um medicamento antidepressivo e em seguida jogado soda cáustica no pênis dele, que segundo informações da Polícia Civil de Goiás, teve lesões gravíssimas.

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Depois do homem perder a consciência, a mulher teria tirado a roupa dele e jogado a soda cáustica. O produto químico estava diluído em uma vasilha. Houve queimaduras graves e sequelas permanentes no corpo da vítima.

O crime aconteceu em 25 de abril deste ano, mas só na manhã desta segunda-feira, 15 de julho, os policiais civis puderam cumprir um mandado de prisão preventiva contra a suspeita, pois a vítima precisou de um tempo para tomar coragem de ir à delegacia registrar ocorrência.

O homem tem 43 anos e vivia junto com a parceira havia 10 anos.

Questionada, a mulher negou. No entanto, com o avanço da investigação policial, ela assumiu o crime e alegou que a motivação do crime foi por ciúmes e para impedir que o companheiro tivesse relações sexuais com outras pessoas.

A artesã foi presa preventivamente.

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Brasileira denuncia ter sido presa por engano na frente da família no aeroporto de Londres

O que era para ser uma viagem em família se tornou um pesadelo para a empresária goiana Alline Fernandes Dutra, de 36 anos. A brasileira denunciou que foi presa por engano e foi algemada na frente dos filhos e do marido no aeroporto de Londres (assista acima). Alline explicou que foi confundida com uma mulher de nome parecido que dirigiu bêbada e não compareceu à corte.

“Sou mãe de 2 filhos pequenos, trabalho honestamente no Reino Unido. E o que está acontecendo não pode ficar por isso mesmo. Fui tratada como uma criminosa o tempo todo, mesmo que claramente não tinham certeza se eu era a pessoa certa”, desabafou Alline.

A prisão aconteceu no dia 13 de junho deste ano quando Alline e a família estavam a caminho da Itália. Ao despachar as malas, três policiais abordaram a goiana perguntando se ela era a “Alinne Fernandes”. A brasileira respondeu que se chama “Alline Fernandes Dutra”. O nome das duas se diferencia no último sobrenome e na grafia, um tem dois “L’s” e o outro tem dois “N’s”.

  • Goiana: Alline Fernandes Dutra
  • Suspeita do crime: Alinne Fernandes

Alline Fernandes Dutra em frente à corte depois da última audiência após ser presa por engano em Londres — Foto: Arquivo Pessoal/Alline Fernandes Dutra

Alline ficou presa das 11h do dia 13/06 às 17h do dia seguinte, quando foi à corte passar por uma audiência. Durante o julgamento, a foto da suspeita do crime não estava no processo, informações da incompatibilidade das digitais foram omitidas e o nome da brasileira foi adicionado ao documento da prisão da verdadeira culpada, segundo Alline.

“Após verem o vídeo da ‘Alinne Fernandes’ sendo presa em 2022, eles afirmaram que não era eu, e por isso fui solta em liberdade condicional com data marcada para retornar. Eu e minha família retornamos à corte no dia 28 para mais uma audiência, e para a minha defesa esclarecer de uma vez por todas o erro que a polícia britânica cometeu ao me prender indevidamente”, explicou.

Agora, a goiana deve andar com um documento que comprova sua inocência, em caso de abordagem policial, até que a verdadeira acusada do crime seja presa. Alline nasceu em Goiânia, mora no Reino Unido há 15 anos, e tem dupla nacionalidade, a brasileira e a italiana, por conta do avô.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral em Londres,informou que acompanha o caso e presta a assistência consular cabível à nacional brasileira. O g1 pediu informações à Polícia de Londres, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

No momento da prisão, Alline estava com o marido Joel Winston Petrie, cidadão inglês, e seus dois filhos de 3 e 1 ano, nascidos em Londres. Durante a abordagem, os policiais explicaram que o crime de “Alinne Fernandes” aconteceu em 16 de janeiro de 2022.

“Falei que não sei dirigir, não tenho carteira de motorista, e não estava nas redondezas onde a outra pessoa foi presa. Durante a minha prisão no aeroporto, a polícia se recusava a mostrar os dados que eles anotaram da suspeita presa em 2022, como data de nascimento, endereço, qual carro ela estava dirigindo ou onde ela foi presa”, relembrou Alline.

Segundo a empresária, até a foto tirada durante a prisão da verdadeira acusada, chamada de mugshot, era diferente dela. “A foto claramente não era eu! Quando meu marido questionou a polícia sobre a foto, eles disseram que era irrelevante o fato de que não era eu”, desabafou Alline.

Após alguns minutos de conversa, a goiana foi algemada na frente dos filhos. Ao g1, Alline contou que se machucou durante a prisão, mostrando o pé inchado e marcas nos punhos.

Alline Fernandes Dutra em mostra punho machucado e pé inhcado após ser presa por engano em Londres — Foto: Arquivo Pessoal/Alline Fernandes Dutra

A brasileira foi levada algemada no camburão até uma cela e suas digitais foram colhidas. Alline disse que foi informada que se a impressão digital ficasse vermelha, indicaria que ela não era a pessoa que cometeu o crime em 2022.

“Após a minha impressão digital ter voltado vermelha, eles ainda me mantiveram presa e não me explicaram mais nada”, pontuou.

No dia 14/06, diante do juiz, Alline percebeu que a foto da verdadeira acusada não estava no processo e a polícia omitiu a informação da impressão digital, conforme contou a brasileira ao g1. Alline descobriu também que os dados que os policiais tinham em mãos não eram iguais aos dela.

“Percebi que a polícia havia editado o documento da prisão em 2022 adicionando o meu nome completo e endereço, deixando tudo mais confuso no sistema para parecer que eu tinha algo a ver com o crime”, completou.

O juiz só percebeu que algo estava errado quando o vídeo que mostrava a prisão da verdadeira acusada foi exibido na corte. Em seguida, ela foi solta em liberdade condicional com uma audiência marcada para retornar.

No dia 28/06, durante a última audiência na Barkingside Magistrates Court, em Londres, a Justiça reconheceu que Alline era inocente. No entanto, ela explicou que precisa andar com um documento que comprova o fato, até que a verdadeira culpada seja presa.

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Imagem ilustrativa da imagem Operação prende líder de organização criminosa responsável por roubo milionário


Um homem suspeito de liderar uma facção criminosa foi preso em uma operação coordenada pela Polícia Civil da Bahia e de Goiás, na última sexta-feira, 12. As acusações incluem organização criminosa, furto, porte ilegal de arma, além de ser procurado em todo Brasil por diversos outros. 

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Divulgação: PCGO









Identificado pela Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic), como Alex Alves Tinoco Morais, homem é suspeito  de chefiar um grupo responsável pelo roubo calculado em R$ 1 milhão em mercadorias de diversos estabelecimentos comerciais.

De acordo com a Deic, este caso específico representa apenas um dos quatro procedimentos em que o investigado está envolvido, além de mais de 20 ocorrências registradas em seu nome.

Alex foi preso e encaminhado para delegacia onde aguardará o desdobramento do processo judicial relacionado as investigações das quais é suspeito pela PC.
















A divulgação da imagem se faz com base em despacho da autoridade policial responsável pelo inquérito, fundamentado na Lei 13.869/2019 e Portaria normativa n. 547/2021-PC.


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Fachada do Tribunal de Justiça de Goiás — Foto: Divulgação/TJGO

“A adolescente também [disse] que, se não tivesse apoio na decisão da interrupção da gestação, ela iria “tomar outras medidas por parte dela””, explicou o Conselho Tutelar em documento à Justiça.

O g1 pediu um posicionamento ao pai da adolescente por mensagem na manhã deste sábado (13), mas não obteve retorno até a última atualização deste texto. A reportagem não localizou a defesa do suspeito do estupro para se posicionar.

O TJ-GO disse ao g1 que, como o caso tramita em segredo de Justiça, não pode se manifestar sobre ele. No entanto, reforçou que todas as providências determinadas pelo CNJ são cumpridas imediatamente pelo tribunal.

Depois da decisão do TJ-GO, a ministra Cida Gonçalves disse que o Ministério das Mulheres está acompanhando o caso. Pontuou ainda que que o Corregedor Nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, já disse que “é inequívoca a urgência e a gravidade do caso”.

Em apoio à adolescente, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) fez uma reclamação disciplinar sobre a decisão do TJ-GO. No documento, a associação considera o pedido do pai da adolescente como fruto de uma atitude ‘irresponsável’, porque o pai teria explicado ao Conselho Tutelar que se trataria de um acordo entre ele e o estuprador, que teria se comprometido a “assumir toda responsabilidade acerca do bebê”.

A menina de 13 anos luta para conseguir uma autorização judicial para interromper a gravidez depois de ter sido vítima de um estupro. O pai da adolescente entrou com um pedido na Justiça para que a autorização fosse negada, e a solicitação do homem foi acolhida.

A gravidez da adolescente foi denunciada ao Conselho Tutelar depois que ela foi a uma unidade de saúde relatar a gestação. Segundo o conselho, a menina estaria se relacionando com esse homem adulto e eles teriam se encontrado quatro vezes no mês de janeiro. O artigo 217 do Código Penal diz que “aquele que tiver qualquer tipo de relacionamento amoroso com alguém que não tenha completado 14 anos, está sujeito a ser responsabilizado pelo crime de estupro”.

Depois que o pai da menina soube da gravidez, ele a proibiu de interrompê-la. A adolescente então chegou a pedir ajuda a uma conselheira para que a profissional conversasse com o pai dela. Na ocasião, sem a autorização dos responsáveis da adolescente e com a gestação se aproximando da 20ª semana, o Hospital Estadual da Mulher (Hemu) se viu legalmente impedido de realizar o procedimento desejado pela menina. A partir daí, iniciou-se uma batalha judicial.

O Conselho Tutelar entrou com pedido que o caso fosse avaliado com rapidez pela Justiça e pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO). Inicialmente, a menina conseguiu a autorização judicial, mas em uma nova decisão, a desembargadora Doraci Lamar Rosa da Silva Andrade proibiu a interrupção da gravidez e acatou o pedido feito pelo pai da adolescente.

A desembargadora pontuou que, no documento em que pediu a proibição do aborto, o pai argumentou que “não há relatório médico que indique risco na continuidade da gestação”. Em seguida, a desembargadora proibiu a realização de qualquer procedimento para a interrupção da gravidez.

Após essa decisão, o CNJ disse em um documento emitido na sexta-feira (12) ter tomado conhecimento que a menina grávida de 28 semanas estaria sendo impedida pelo TJ-GO de realizar um aborto legal. Em seguida, o conselho determinou que sejam fornecidas explicações pela juíza e pela desembargadora acerca de suas respectivas decisões. Assim, elas devem prestar as informações que entenderem pertinentes. As providências solicitadas, segundo o TJ-GO, estão sendo feitas.

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