19 de junho de 2026
  • 20:17 Hino do Brasil é eleito o mais bonito da Copa 2026 pelo “NY Times”
  • 16:33 Virmondes Cruvinel prestará tributo de mérito a militares e outras personalidades
  • 12:49 Academias ao ar livre levam esporte e saúde à Valparaíso
  • 09:05 PT quer reservar valor máximo permitido pelo TSE para campanha de Lula
  • 05:21 Lucas do Vale projeta ampliação de campanhas de estímulo à doação de órgãos


A Polícia Civil do Amazonas prendeu, nesta quinta-feira (6/2), três militares da Força Aérea Brasileira por suspeita de participação no tráfico de drogas em aeronaves da FAB. Além deles, dois civis também foram detidos pelo mesmo crime.

A Operação Queda no Céu foi iniciada pela Delegacia Especializada de São Gabriel da Cachoeira, município localizado a mais de 850 quilômetros de Manaus, na fronteira com a Colômbia e a Venezuela. A região é historicamente marcada por intensa atividade do narcotráfico.

A delegada responsável pelo caso, Grace Jardim (foto), relata que os militares, de 22, 23 e 26 anos, colaboravam com o transporte das drogas nos voos da Força Aérea. O esquema criminoso foi revelado em 2 de junho de 2024, por meio de deslocamentos militares a partir do aeroporto da cidade. Na ocasião, a investigação teve início após a apreensão de aproximadamente 350 quilos de entorpecentes, que levou à prisão de três militares, incluindo um soldado do Exército.

Além dos integrantes da FAB, dois civis, de 22 e 42 anos, foram presos durante a operação Queda no Céu. A polícia aponta que o suspeito de 42 anos financiava a aquisição dos entorpecentes, que eram enviados de São Gabriel da Cachoeira para Manaus.

Com renda de R$ 1 mil, financiador movimentou R$ 2 milhões

De acordo com a Polícia Civil, um dos presos era o responsável pelo financiamento e transporte da droga, que supostamente era levada regularmente para Manaus em aeronaves da FAB.

O financiador, capturado na segunda-feira (3/2), seria o proprietário de mais de 300 kg de maconha apreendidos no ano anterior. Ele teria movimentado cerca de R$ 2 milhões em 2024, apesar de declarar uma renda de apenas R$ 1 mil mensais. Além disso, usava o aluguel de veículos em São Gabriel da Cachoeira para ocultar os lucros obtidos com o tráfico.

A Agência Brasil solicitou um posicionamento da FAB. A Força Aérea informou que “acompanha o caso e colabora com as investigações policiais em andamento”. O Comando da Aeronáutica ainda reforçou que “não tolera condutas incompatíveis com seus valores, comprometimento e dedicação ao cumprimento da missão institucional”. (Com informações da Agência Brasil)

Autor Manoel Messias Rodrigues


Perillo nega acusações e diz ser alvo de “armação” do governador de Goiás, Ronaldo Caiado

O presidente do PSDB, Marconi Perillo, foi alvo de uma operação da Polícia Federal e CGU (Controladoria Geral da União) nesta 5ª feira (6.fev.2025). Ele é investigado por desvios de recursos públicos da saúde de 2012 a 2018, quando atuou como governador de Goiás.

Segundo a Polícia Federal, o esquema envolvia a subcontratação de empresas vinculadas a políticos e gestores de uma ONG (Organização Não Governamental) que, ao serem pagas, repassavam parte dos valores aos envolvidos. A ação viola as normas de administração pública.

Foram emitidos 11 mandados de busca e apreensão, a maioria em Goiânia e 1 em Brasília. Além do bloqueio de mais de R$ 28 milhões em bens dos suspeitos de envolvimento no esquema criminoso.

OUTRO LADO

Nas redes sociais, Perillo negou o envolvimento no crime e disse que a investigação contra ele se tratava de uma “armação”. O tucano afirmou que sofre “perseguição” por criticar a gestão do atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União).

“Tentaram me frear para que eu pare de falar o que eu falo. Mas eu continuo de cabeça erguida, não devo nada, não tenho nada a temer. As leis são jogadas fora em Goiás. É vergonhosa a forma como eles usam isso para tentar assassinar minha reputação. São capazes de tudo, dominaram o Estado para fazer o que querem com seus adversários”, disse.

Perillo afirmou que procurou as autoridades para que a “justiça seja feita”. “Vou atrás dos que armaram contra mim. O abuso de autoridade precisa ser combatido”, disse Perillo.



Autor Poder360 ·


A primeira sessão ordinária da Legislatura 2025/2028 da Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia, realizada na manhã desta terça-feira (4/2), foi marcada pela leitura de várias matérias e debates sobre temas como educação e infraestrutura e relação dos vereadores com o secretariado.

Entre os projetos que foram lidos e agora tramitam na Casa, destaque ao que propõe a mudança de nomenclatura da Guarda Civil Municipal para “Polícia Municipal de Aparecida de Goiânia”. Autor da proposta, Felipe Cortez (PL) disse ao PORTAL NG que o objetivo é trazer igualdade às forças de segurança “para que não haja discrepância entre a Polícia Militar e a Guarda Municipal”.

“É uma proposta que vem regulamentar o que já existe. A GCM hoje não é uma instituição que faz somente a guarda de patrimônio, tanto que temos a Romu, que é uma polícia ostensiva. Então ela deve ser tratada de polícia municipal”, argumentou.

Outro propõe reserva de 25% das vagas em concursos públicos para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas. A matéria é de autoria do vereador Tales de Castro (PSB).

“É uma demanda histórica do movimento de combate ao racismo, do movimento negro no Brasil, a busca de uma reparação histórica a essa população que já sofreu tanto no desenvolvimento do nosso país. Então esse projeto busca contribuir para um acesso maior dessa população historicamente marginalizada ao serviço público”, explicou, ao apontar dificuldade maior de negros, pardos e quilombolas em acessar o mundo do trabalho.

Presidente da Câmara, o vereador Gilsão Meu Povo (MDB), considerou a sessão como “muito proveitosa”, especialmente por permitir à população trazer suas demandas aos 25 vereadores que representam a cidade.

“Foi uma sessão de muitos debates, visando beneficiar a população. E estamos aqui pra isso, para trabalhar para o povo e ajudar nosso prefeito Leandro Vilela a reerguer a cidade”, disse, reafirmando que dará toda sustentação ao prefeito.

Vice-prefeito João Campos com Gilsão Meu Povo: harmonia entre poderes

Representando o Executivo municipal, o vice-prefeito João Campos (Pode) destacou que a gestão de Leandro Vilela deseja trabalhar em parceria com os vereadores.

“A mensagem é de confiança, respeito, de convicção de que o Legislativo, por meio de cada vereador, vai contribuir muito com a cidade, em uma relação harmoniosa com o prefeito Leandro Vilela”, pontuou.

O vice-prefeito afirmou, ainda, que alguns projetos estão sendo gestados pelo Executivo, mas não adiantou o teor. Sobre a indicação do líder do prefeito na casa, ele pontuou que deverá ser definido em breve.

Mais projetos – Também na sessão foi lida uma proposta que busca equiparar pessoas em tratamento de câncer às pessoas com deficiência, para fins de atendimento prioritário em repartições públicas e estabelecimentos privados. Outros projetos criam o Conselho Municipal de Segurança Pública, a proibição do uso de fogos de artifício na cidade e instituição do Canil da Guarda Civil Municipal.

Antes de irem a votação em plenário, os projetos seguem para análise das comissões permanentes da Casa.

Dificuldade para agendar reuniões com secretário

Após a leitura das matérias, iniciou-se um amplo debate sobre infraestrutura e relacionamento entre vereadores e o secretariado municipal. O vereador Edinho Carvalho (MDB) relatou dificuldades para agendar reuniões com o secretário de Infraestrutura, Alfredo Soubihe Neto, e criticou a falta de diálogo entre a pasta e o Legislativo.

Outros parlamentares também manifestaram insatisfação com a falta de agenda por parte do gestor, enquanto os vereadores Mazinho do Madre Germana (DC) e Ataídes Neguinho (MDB) reclamaram do excesso de buracos nas vias da cidade, em especial no bairro Madre Germana, como foi citado por Mazinho.

Já o vereador Dieyme Vasconcelos (PL) elogiou o prefeito Leandro Vilela pela redução de gastos na máquina pública, mas criticou a falta de planejamento e diálogo na recente reestruturação do turno integral em unidades escolares. Para ilustrar o impacto da medida, ele apresentou um vídeo com depoimentos de mães afetadas pelo fim do turno integral para determinadas faixas etárias na rede municipal de ensino. Ele ainda lamentou a ausência de audiências públicas para debater as mudanças.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Um médico, um enfermeiro e dois policiais penais foram afastados de suas funções na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Aparecida de Goiânia, suspeitos de se envolverem sexualmente com detentas. Segundo a Polícia Penal (PP), os profissionais mantinham “relações libidinosas” com presas dentro do Posto de Saúde da unidade.

A investigação teve início no dia 7 de janeiro, após a corporação receber uma denúncia e colher depoimentos de detentas e servidores da saúde. Uma das presas que denunciou a situação está grávida e foi transferida da unidade prisional de Aparecida de Goiânia para o presídio de Inhumas. A Diretoria-Geral de Polícia Penal justificou a transferência como uma medida para resguardar a integridade física da detenta.

Os quatro funcionários envolvidos foram afastados. Os agentes de segurança tiveram suas identidades funcionais recolhidas e os portes de armas suspensos. Até o momento, há relatos de duas detentas envolvidas, sendo que uma delas engravidou. No entanto, fontes ligadas à Diretoria-Geral de Polícia Penal afirmam que esses casos não são isolados e que outros policiais penais estão sendo investigados por manterem relações sexuais com outras detentas.

“Com o andamento das apurações, constatou-se elementos ainda mais robustos de que práticas irregulares e ilícitas, de fato, foram realizadas por profissionais da saúde e policiais penais de Aparecida”, afirmou a Polícia Penal em nota.

Como medida imediata, os investigados foram proibidos de entrar em qualquer unidade prisional do estado por tempo indeterminado. A Polícia Penal reforçou que não compactua com qualquer conduta que afronte a integridade física e moral de qualquer pessoa.

O médico e o enfermeiro eram funcionários da Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia e atuavam na CPP por meio de um convênio entre o município e a Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP). A Secretaria de Saúde informou que tomou conhecimento do caso por meio da Gerência de Saúde da Polícia Penal e que os contratos dos envolvidos foram encerrados.

Os Conselhos Regionais de Medicina e Enfermagem também se manifestaram. Em declaração, o Conselho Regional de Enfermagem de Goiás (Coren-GO) afirmou que as autoridades estão tomando “medidas e providências cabíveis quanto à investigação e apuração das possíveis ilegalidades e irregularidades éticas cometidas”. A entidade também reforçou seu compromisso com a “defesa dos direitos humanos e a luta por um ambiente seguro e respeitoso para todos”.

Já o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que, até o momento, não recebeu nenhuma informação oficial sobre o caso, mas ressaltou que “todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos são apuradas em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico”.

A Polícia Penal segue com a investigação para apurar os detalhes do caso e eventuais outras irregularidades.

Autor Agatha Castro


Milhares foram às ruas em Buenos Aires contra declarações; o presidente da Argentina disse que “ideologia de gênero leva à pedofilia”

O presidente da Argentina Javier Milei (La Libertad Avanza, direita) minimizou nesta 2ª feira (3.fev.2025) os protestos que se deram no país por uma fala durante o Fórum Econômico Mundial. O libertário fez críticas à “agenda woke” e disse que a “ideologia de gênero levada ao extremo leva à pedofilia”.

Milhares foram às ruas em Buenos Aires contra o governo Milei. Em entrevista ao LN+, ele disse ter “pena” dos manifestantes. 

Eu tenho pena que as pessoas continuem sendo enganadas […] inventaram uma mentira, nesse caso editaram parte do meu discurso em Davos, um trecho em que dediquei à destruição da instituição Woke, que dura 1 minuto e meio. Eles fizeram um recorte”, disse.

Assista:

Apesar de dizer que foi uma “mentira”, Milei voltou a dizer que a “ideologia de gênero” em casos “extremos” leva ao abuso sexual de menores de idade. Disse que a manifestação foi “política” e que lá se juntaram “todos os anti-Milei” e “odiadores do governo”.

A “Manifestação do Orgulho Antifacista e Antiracista”, como foi chamada, se deu no sábado (1º.fev). Segundo o jornal La Nación, os manifestantes se concentraram na praça de Mayo e carregaram cartazes e bandeiras contra Milei. Estiveram presentes figuras da oposição a Milei, como Axel Kicillof, governador da província de Buenos Aires. Milei criticou a ida de Kicillof à manifestação.

[Na manifestação] apareceu o governador da província de Buenos Aires, a província vive um banho de sangue e ele aparece lá para fazer barulho político em uma manifestação“, declarou.



Autor Poder360 ·


Procuradoria também reforça pedido de cassação da deputada; acusação também inclui falsidade ideológica contra o ministro Alexandre de Moraes

A PGR (Procuradoria Geral da República) pediu na 6ª feira (31.jan.2025) a condenação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e do hacker Walter Delgatti pelos crimes de invasão de sistema informático e falsidade ideológica. Além disso, a acusação reiterou o pedido de cassação do mandato da congressista.

Ambos são réus no STF (Supremo Tribunal Federal), investigados por suspeita de participação na invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

“Há significativos elementos sobre a gravidade das condutas ilícitas dos denunciados, cujos desdobramentos atentaram contra a segurança, o sigilo, a inviolabilidade de dados sensíveis e, ainda, a fé pública do Poder Judiciário”, afirmou a PGR.

ENTENDA O CASO

A PF (Polícia Federal) indiciou em fevereiro de 2024 a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e o hacker da “Vaza Jato”, Walter Delgatti Neto. Eles são considerados suspeitos de invadir sistemas do Judiciário e cometerem falsidade ideológica. Eis a íntegra do relatório (PDF – 38 MB).

O objetivo das invasões seria inserir mandados de alvarás de solturas e mandados de prisão contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, forjando sua assinatura.

A congressista, segundo a defesa do hacker, teria pagado ao todo R$ 40.000 para invasão a “qualquer sistema do Judiciário”. Ela nega.

Em petição enviada a PF em novembro de 2023, a defesa de Zambelli reforçou a acusação de mitomania de Walter Delgatti Neto. Eis a íntegra (PDF – 1 MB).

Em depoimento na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do 8 de Janeiro, em agosto de 2023, o hacker reafirmou que o pedido de ataque ao site havia sido feito pela deputada. Na comissão, Delgatti também afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) havia prometido anistia caso cometesse algum ilícito.

Ariovaldo, advogado do hacker da Vaza Jato, afirmou também que Delgatti forneceu em depoimento à PF detalhes da sala em que esteve no Ministério da Defesa para auxiliar na produção de um relatório sobre fragilidades nas urnas eletrônicas.

MANDATO CASSADO

Em outro caso, o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) cassou o mandato de Zambelli na 5ª feira (30.jan.2025) por abuso de poder político e disseminação de fake news nas eleições de 2022.

A deliberação não tem efeito imediato. Ou seja, ela continua como deputada federal. Entretanto, a congressista fica inelegível por 8 anos. Ainda cabe recurso ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).



Autor Poder360 ·


A Polícia Civil indiciou os proprietários de uma creche particular de Goiânia pelo crime de maus-tratos. Segundo as investigações, bebês eram trancados em um quarto escuro, sem acesso a água e comida, até que parassem de chorar. Localizada no Setor Faiçalville, o espaço foi denunciado às autoridades por familiares e ex-funcionários.

A mãe de uma das crianças, Ingrid Gabriella Lima Barcelos, registrou a denúncia no dia 12 de dezembro de 2024. O inquérito policial foi concluído em 20 de janeiro, com o depoimento de seis ex-funcionárias e 11 responsáveis por crianças matriculadas no local. Todos relataram episódios de negligência e agressões psicológicas contra os bebês.

Ingrid, que também atua como assistente de acusação no caso, contou que começou a desconfiar de irregularidades devido ao estado do filho, de 2 anos. Segundo ela, a criança voltava da creche constantemente com assaduras graves e sinais de fome excessiva.

Ela conta que uma ex-funcionária do local comentou que buscava um novo emprego e, quando Ingrid perguntou o porquê, a mulher revelou as condições precárias em que ele funcionava.

“No calor, as crianças só bebiam água quente. Eles serviam sopa todo dia na hora do almoço. Na janta, davam sopa batida. Se uma criança estivesse dormindo na hora do almoço ou da janta, ela não comia”, contou Ingrid.

Os depoimentos também apontaram problemas graves de higiene. Mamadeiras usadas pelas crianças ficavam acumuladas no final de semana e só eram lavadas na segunda-feira seguinte, segundo o relato dos pais.

Após o início das denúncias, a creche encerrou suas atividades, alegando férias antecipadas. Os proprietários teriam recebido pagamentos antecipados de matrículas para 2025, mas não reabriram as portas.

A nova administração do berçário afirmou que assumiu a gestão há dois meses e que os atuais proprietários não têm qualquer ligação com a gestão anterior ou com os fatos investigados pela polícia.

Os advogados dos ex-proprietários informaram que ainda estão analisando o caso e tomando as medidas legais necessárias. Declararam, ainda, que irão se manifestar oficialmente assim que tiverem uma posição definida. O Ministério Público aceitou o indiciamento e encaminhou a denúncia à Justiça, que agora deve decidir sobre as próximas etapas do processo.

Suspeitos de integrar facção criminosa são presos em Goiás

A Polícia Civil de Goiás realizou, nesta sexta-feira (31/1), uma operação para prender três suspeitos de integrar uma facção criminosa de alcance nacional que estariam em Goiás. A ação ocorreu em Goiânia e Aparecida de Goiânia, sendo conduzida pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), por meio do Grupo Antissequestro (GAS) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE/GT3), com o apoio da Polícia Civil do Pará, onde foram cumpridos outros 14 mandados de prisão.

O delegado responsável pelo caso, Samuel Moura, explica que os presos seriam chamados de “idealizadores de missão” dentro da organização criminosa e foram responsáveis pelos ataques violentos contra agentes de segurança pública registrados em novembro de 2024 na Região Metropolitana de Belém, no Pará.

“A operação teve como objetivo prender integrantes de uma facção criminosa de atuação nacional. Esses indivíduos são investigados por uma série de ataques ocorridos na Região Metropolitana de Belém, tendo como alvos agentes de segurança pública”, informou o delegado.

Durante a ação, três suspeitos foram presos preventivamente em Goiás. Um deles havia retornado recentemente de uma comunidade em um morro do Rio de Janeiro, onde estava escondido para evitar a captura. Além das prisões realizadas no estado, a operação ocorreu simultaneamente no Pará e no Ceará, resultando na execução de outros 14 mandados de prisão contra indivíduos envolvidos nos crimes sob investigação.

Após os procedimentos legais, os presos em Goiás foram encaminhados à disposição do Poder Judiciário do Pará, que conduz o processo relacionado aos ataques.

Autor Agatha Castro


Banco alega que o ex-diretor financeiro Alexsandro Broedel embolsou quase R$ 5 milhões do montante destinado a contratações ao longo de 5 anos

O Itaú entrou com uma ação de responsabilidade na Justiça de São Paulo na 5ª feira (30.jan.2025) contra o ex-diretor financeiro Alexsandro Broedel por supostamente embolsar parte do dinheiro pago a serviços contratados. O banco requer uma indenização de R$ 3,35 milhões.

Segundo o documento o qual o Poder360 teve acesso, o ex-CFO fraudou contratos ao garantir que recebesse 40% dos valores pagos em mais de 40 contratações de junho de 2019 a maio de 2024 relacionadas à Care Consultores, uma das empresas de Eliseu Martins que, segundo o Itaú, é um de seus mais relevantes prestadores de serviços. Eis a integra do processo (PDF – 544 kB).

O banco alega que o Itaú pagou R$ 13,2 milhões em consultorias aprovadas pelo ex-diretor à empresa de Martins, entre 2019 e 2024. Deste valor, Broedel recebeu pelo menos R$ 4,86 milhões no esquema.

“Após acurada investigação interna, descobriu-se que o ex-CFO (Alexsandro Broedel), Eliseu Martins, seus filhos e empresas engendraram um esquema que, embora sofisticado nas medidas para encobrimento do ilícito, tinha como objetivo realizar uma fraude rasteira: garantir que o Sr. Alexsandro Broedel recebesse aproximadamente 40% de todos os valores pagos pelo Itaú Unibanco ao Sr. Eliseu Martins, por meio de contratações direcionadas”, afirmou a defesa do banco, representada pelo escritório Bermudes Advogados.

A defesa requer as condenações dos envolvidos por “Desvio de poder, gestão abusiva, conflituosa e irregular”. A ação diz que o Código de Ética e Conduta do Itaú proíbe que o ex-CFO atue em contratações com pessoas com quem tem relação de sociedade. Afirma que o ex-diretor nunca revelou para a companhia ser sócio de Martins “há muitos anos”. 

O ex-executivo do banco tinha uma empresa em sociedade com o consultor Eliseu Martins, a Broedel Consultores, onde o ex-CFO do Itaú tinha 80% das ações. 

“Valendo-se de um procedimento de caráter excepcional, que permite a determinados executivos contratarem diretamente prestadores de serviços, o ex-CFO aprovava pessoal e diretamente a contratação do Sr. Eliseu Martins, que por sua vez utilizava das empresas geridas por ele e seus filhos para clandestinamente repassar parte desse dinheiro (mais especificamente 40% desses recursos) para o próprio administrador que o contratou”, diz.

Além de explicarem como funcionava a suposta fraude, os advogados afirmam que as “gravíssimas violações aos deveres fiduciários” só foram possíveis com a “participação e conivência” de Eliseu Martins, que seria uma das “maiores autoridades em contabilidade do país” tendo ocupado cargos de destaque no cenário nacional ao longo das últimas décadas, como de diretor da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e do Banco Central do Brasil. 

Apesar disso, não pedem a devolução dos valores pagos a Martins por Broedel, mas os honorários advocatícios e reembolso das custas e despesas processuais. Segundo o banco, R$ 13,2 milhões teriam sido pagos para a consultoria de Martins. Destes, R$ 4,86 milhões teriam sido embolsados por Broedel. Uma vez que parte dos pagamentos estariam prescritos, o banco requer os R$ 3,35 milhões restantes, com acréscimos legais e moratórios.

IMBRÓGLIOS DO ITAÚ COM EX-CFO

O Itaú Unibanco publicou uma ata de uma assembleia-geral extraordinária (PDF – 71 kB), de 5 de dezembro de 2024, na qual acusa seu ex-diretor financeiro Alexsandro Broedel de ter agido “em violação às políticas internas e à legislação e à regulamentação aplicável”, além de ter atuado “em grave conflito de interesses, e em benefício próprio, no relacionamento com determinado e específico fornecedor de pareceres”.

O Banco entrou com uma ação contra o ex-diretor financeiro no dia 6 de dezembro. O processo alega que Broedel “prestava serviços de parecerista e consultor ao mercado” enquanto era funcionário do banco. Eis a íntegra do processo (PDF – 329 kB).

Na função de chief financial officer (diretor financeiro) do Itaú, segundo o banco, Broedel usou “de forma irregular, das alçadas e prerrogativas do seu cargo, aprovou pagamentos a referido fornecedor no valor histórico total de R$ 10,455 milhões. Foram R$ 3,380 milhões (em 2021), R$ 1,850 milhão (2022), R$ 3,350 milhões (2023) e R$ 1,875 milhão (2024). Alexsandro Broedel trabalhou 12 anos no Itaú e no passado havia sido diretor da CVM.

A CMV abriu um processo administrativo em que o Itaú aparece como parte interessada. O processo está em sigilo, por isso, não há informação se o conteúdo diz respeito ao ex-diretor do banco. Mas a suspeita foi levantada devido ao processo interno ser aberto no dia 9 de dezembro, dias depois da ata publicada pelo Banco.

O ex-diretor já estava fora do Itaú desde 5 de julho de 2024. Segundo o site de notícias Neofeed, em reportagem publicada em 8 de julho de 2024, ele já teria sido imediatamente contratado pelo banco Santander para “comandar a unidade global de contabilidade do banco espanhol” como chief accounting officer. Broedel assumiria o post só no início de 2025 e não há ainda informação se essa decisão está mantida agora com acusações públicas do Itaú contra seu ex-executivo.

Outro lado

Em nota enviada em 7 de dezembro, Alexsandro Broedel, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que as acusações são “infundadas e sem sentido”. Disse que recebeu com “profunda estranheza” o Itaú levante de suspeita sobre supostas condutas impróprias “somente depois de Broedel ter apresentado a renúncia aos seus cargos no banco para assumir uma posição global em um dos seus principais concorrentes”.

Eis a íntegra:

“Sobre acusações infundadas e sem sentido feitas pelo Itaú a Alexsandro Broedel, informamos que Alexsandro Broedel sempre se conduziu de forma ética e transparente em todas as atividades ao longo dos seus 12 anos no banco – algo nunca contestado pelo Itaú, que tem uma rigorosa e abrangente estrutura de controle e compliance, própria de um grupo financeiro com seu porte e importância na economia brasileira. O parecerista mencionado pelo Itaú já prestava serviços ao banco há décadas, muito antes de Broedel ser convidado para a diretoria da instituição. Os serviços mencionados eram do conhecimento do Itaú e requeridos por diferentes áreas do banco. Causa profunda estranheza que o Itaú levante a suspeita sobre supostas condutas impróprias somente depois de Broedel ter apresentado a renúncia aos seus cargos no banco para assumir uma posição global em um dos seus principais concorrentes, cumprindo o período de quarentena definido pelo banco. Alexsandro Broedel tomará as medidas judiciais cabíveis neste caso”.

O Poder360 tenta contato com Alexsandro Broedel para obter um novo posicionamento diante do processo. O espaço está aberto.



Autor Poder360 ·


No próximo mês de março, entra em vigor a Lei nº 22.977/24, que trata da transparência e da eficiência na gestão dos medicamentos nas unidades de saúde. A norma, proposta por Jamil Calife (PP), foi sancionada em setembro do ano passado pelo governador em exercício, Daniel Vilela (MDB), e tem, de acordo com sua redação, 180 dias para entrar em vigor.

A legislação estabelece que o Governo de Goiás deve publicar mensalmente informações atualizadas sobre o estoque de medicamentos disponíveis na rede estadual de saúde. Com essa medida, o deputado Calife visa a garantir maior transparência e maior eficiência na gestão dos medicamentos, prevenindo atrasos nos tratamentos e melhorando o atendimento em casos de emergência.

A iniciativa pode ser crucial para salvar vidas e assegurar que todos os pacientes tenham acesso aos medicamentos necessários. A proposta do parlamentar foi sancionada com vetos em alguns quesitos propostos pelo parlamentar. 

Em 2016, o gasto do SUS com medicamentos, abrangendo os orçamentos das três esferas de Governo, totalizou R$ 18,6 bilhões. A participação do gasto federal com medicamentos na despesa com ações e serviços públicos de saúde aumentou de 11% em 2010 para 16% em 2016. Esses números destacam a necessidade de uma gestão eficiente e transparente dos recursos destinados a medicamentos, alinhando-se perfeitamente ao objetivo da iniciativa do legislador.

“Esse projeto é um passo importante para garantir que a população tenha acesso contínuo aos medicamentos essenciais, promovendo maior transparência e confiança no sistema de saúde”, destacou o deputado.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás confirmou a primeira morte por dengue registrada no estado em 2025. A vítima era moradora de Heitoraí, na região central de Goiás. Seis outras mortes estão sob investigação: quatro em Goiânia, uma em Mozarlândia e outra em São Simão. Atualmente, o estado tem 1.905 casos confirmados da doença.

Atualmente, 14 municípios goianos enfrentam situação de emergência devido ao aumento expressivo de casos de dengue. No último ano, Goiás passou por uma epidemia da doença, com 321 mil casos confirmados e 429 mortes.

Um alerta especial foi emitido após a confirmação de casos de dengue tipo 3 em três cidades goianas: Anápolis, Goiatuba e Rio Verde. Segundo o infectologista Marcelo Daher, a reintrodução deste sorotipo, que não circulava no Brasil há 17 anos, representa um grande risco.

Daher destacou ainda que o novo cenário é preocupante, especialmente porque pessoas que já contraíram os tipos 1 ou 2 da dengue podem ser infectadas novamente pelo tipo 3, o que amplia o número potencial de casos. Ele relembrou a epidemia de dengue tipo 2 do ano passado, considerada a maior do mundo, para ressaltar o impacto que o vírus pode ter.

Os sintomas da dengue tipo 3 são semelhantes aos das demais variações do vírus, incluindo febre alta (acima de 38,5°C), dor de cabeça, principalmente atrás dos olhos, dores musculares e articulares, manchas vermelhas na pele, náuseas, vômitos, mal-estar e falta de apetite.

O especialista enfatizou a relevância da vacinação, que protege contra os quatro sorotipos da dengue. A vacina está disponível tanto na rede pública quanto na privada, mas a adesão ainda é baixa. Em Rio Verde, apenas 24% das pessoas elegíveis buscaram a primeira dose nos postos de saúde. O público-alvo definido pelo Ministério da Saúde são crianças de 10 a 14 anos.

A subsecretária de Vigilância da Saúde, Flúvia Amorim, explicou que as ações de controle continuarão a ser intensificadas, com foco na redução de criadouros do mosquito, no incentivo à hidratação precoce e na orientação da população para evitar a automedicação e buscar atendimento médico ao apresentar sintomas.

Além disso, a Secretaria de Saúde de Goiás anunciou um reforço no monitoramento dos casos e nas ações de controle realizadas pelos municípios, capacitando servidores e oferecendo suporte às prefeituras. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros também estão envolvidos nas iniciativas.

Para 2025, o governo estadual pretende adotar a borrifação domiciliar, uma estratégia que utiliza inseticidas aplicados nas paredes de casas em áreas de grande aglomeração. Esse método oferece proteção prolongada contra o mosquito transmissor.

Autor Agatha Castro