A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Municipal de Uruaçu, deflagrou nesta quarta-feira (25/3) a Operação Bandeirante e deu cumprimento a mandados judiciais de busca e apreensão, além de medidas cautelares de proibição de acesso ao local dos fatos e de suspensão da posse e do porte de arma de fogo dos investigados.
A ação contou com apoio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Uruaçu e foi desencadeada a partir de uma investigação sobre conflito possessório na Comunidade do Grotão, na zona rural do município, onde moradores relatam ameaças e intimidações armadas.
A comunidade reúne mais de 100 propriedades e abriga mais de 150 famílias, estabelecidas no local há mais de 20 anos. Trata-se, segundo os relatos, de uma comunidade tradicional de posseiros, organizada e com registro formal em CNPJ, que mantinha convivência pacífica até os episódios mais recentes.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos um revólver calibre .38 e uma foice, objetos que, segundo a investigação, teriam sido usados para intimidar as vítimas. Também ficou determinada a proibição de os investigados acessarem ou permanecerem na Comunidade do Grotão, com distância mínima de 1.000 metros do local.
Com a adoção das medidas, a Polícia Civil afirma ter atuado para conter o conflito e reduzir o risco de novos episódios, contribuindo para a preservação da ordem e da segurança na região.
Ameaça e intimidação de homens armados
Desde o início do ano, os moradores da comunidade, localizada às margens do Lago Serra da Mesa, vivem sob clima de tensão e insegurança diante da circulação recorrente de homens armados em suas propriedades. De acordo com o portal Jucimar Alves, no dia 3 de fevereiro, por volta das 16h, homens entraram em áreas particulares sem autorização.
O fato foi registrado por câmeras de segurança de um morador, que mostram os indivíduos circulando dentro das ocupações da comunidade.
Na manhã do dia seguinte, em 4 de fevereiro, por volta das 8h, os mesmos homens teriam retornado ao local para realizar medições de terras, novamente sem apresentar documentos, ordem judicial ou qualquer identificação oficial. A situação ampliou o medo entre os moradores.
Imagens feitas pelos próprios moradores reforçam a gravidade da denúncia. Em um dos registros, um homem aparece à frente portando uma foice, enquanto outro manuseia equipamentos de medição topográfica. Também é possível notar uma arma de fogo em um coldre preso à cintura de um dos envolvidos.
Os moradores afirmam ainda que o caso já está judicializado, o que torna a situação ainda mais preocupante. Eles sustentam que não houve apresentação de documentos legais e classificam a entrada dos homens na área como uma invasão arbitrária acompanhada de intimidação armada.
Na época dos fatos, a Polícia Militar foi acionada, mas, quando a equipe chegou ao local, os homens já haviam deixado a área. A ocorrência foi então encaminhada à Delegacia Municipal da Polícia Civil de Uruaçu.
A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta sexta-feira (20/3) a Operação Pole Position para desarticular um esquema de cambismo ligado ao MotoGP Goiânia 2026. Um homem foi preso suspeito de desviar e revender ingressos oficiais de forma ilegal, cobrando valores até 300% acima do preço original. Em um dos casos apurados, um bilhete de R$ 500 era revendido por R$ 1,5 mil.
A investigação é conduzida pela 4ª Delegacia de Polícia de Goiânia e aponta que o grupo usava acesso privilegiado para obter entradas por meio de uma agência de viagens, que também passou a ser alvo das apurações. Ao todo, foram cumpridos um mandado de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão em Goiânia e Aparecida de Goiânia, com três pessoas físicas e duas empresas do ramo de turismo entre os investigados.
Segundo o delegado William Bretz, responsável pelo caso, a apuração começou após a Polícia Civil identificar anúncios dos ingressos na internet com preços considerados exorbitantes.
“A Polícia Civil de Goiás, ao tomar conhecimento, na sexta-feira passada, da prática de cambismo estruturado envolvendo o Grande Prêmio Internacional MotoGP, iniciou, de imediato, as buscas na rede mundial de computadores, onde foi possível constatar esse suspeito oferecendo e anunciando esses ingressos a todo o público, com esses valores exorbitantes”, explica.
De acordo com a investigação, pessoas jurídicas ligadas ao evento teriam repassado ingressos que deveriam integrar pacotes turísticos para o suspeito preso, que então os revendia por preço muito acima do estampado no bilhete. O delegado afirmou que a conduta se enquadra no crime de cambismo previsto na Lei Geral do Esporte e pode gerar pena mais grave quando há facilitação ou distribuição das entradas para revenda.
“Cumpre destacar que vender ingresso para evento esportivo obtendo algum tipo de ágio caracteriza o crime de cambismo, previsto no artigo 166 da Lei Geral do Esporte e é o resultado de uma opção do legislador para trazer uma reprimenda mais gravosa para essa conduta”, disse o delegado.
“Então, diferente de outras práticas de cambismo relacionadas a eventos, neste caso, nós temos uma pena mais alta que pode chegar até seis anos, para quando ocorre a facilitação para o cambismo, a distribuição, como é o caso em comento”, acrescentou Bretz.
A operação ocorre em meio ao retorno da elite da motovelocidade ao Brasil após 20 anos, no Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna. O evento deve mobilizar mais de 1,2 mil agentes de segurança e atrair cerca de 150 mil visitantes, com impacto econômico estimado em R$ 868 milhões para a região.
As autoridades reforçam que os ingressos legítimos são nominais, vinculados ao CPF e vendidos exclusivamente pela plataforma Eventim Brasil. A Polícia Civil também apurou a existência de uma lista com cerca de 180 nomes de possíveis compradores e investiga se todos os bilhetes chegaram a ser revendidos. A orientação é que o público adquira entradas apenas em canais oficiais, para evitar falsificações e não alimentar a prática criminosa.
A Polícia Civil de Goiás abriu investigação para apurar se a morte da biomédica e empresária Priscila Lopes Dorneles de Souza, 31 anos, tem relação com procedimentos cirúrgicos realizados dias antes do óbito. A paciente passou por lipoaspiração, mastopexia com prótese (implante de silicone com levantamento das mamas) e correção de cicatriz em procedimento realizado no Hospital Grand Santa Maria, em Goiânia.
Priscila foi encontrada sem vida em casa pela irmã no sábado (1º/3), depois de ter recebido alta. A operação havia sido realizada na manhã de quinta-feira (26/4), segundo registros hospitalares apresentados à reportagem. As equipes ainda não informaram se há ligação direta entre a cirurgia e o falecimento.
No local, o Corpo de Bombeiros relatou que a vítima foi encontrada deitada no chão, enquanto a irmã realizava massagem cardíaca; quando os socorristas chegaram, Priscila já não apresentava sinais vitais. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Inhumas, que requisitou perícia e exames da Polícia Técnico-Científica de Goiás para integrar o inquérito.
Em nota, a Polícia Civil informou que “desde a comunicação do fato, foram adotadas todas as providências investigativas cabíveis, incluindo a realização de perícia no local e a requisição dos exames necessários ao completo esclarecimento das circunstâncias”. Os laudos periciais serão anexados ao inquérito em andamento.
Formada em biomedicina, Priscila era proprietária da PD Clinic e atuava em estética em Inhumas, Goiânia e Anápolis, com especialidade em rejuvenescimento e transformação facial. Nas redes sociais ela costumava divulgar resultados de procedimentos e atender clientes que buscavam tratamentos estéticos na clínica de sua propriedade.
O Grupo Everbeauty, responsável pela cirurgia, afirmou que todo o tratamento seguiu o protocolo estabelecido e que a alta hospitalar ocorreu no dia seguinte porque Priscila apresentava condições clínicas consideradas adequadas. O hospital informou ainda que o médico responsável, Urias Carrijo, está à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades.
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A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), deflagrou nesta quinta-feira (26/2) a Operação Engrenagem para desarticular um esquema de receptação e desmanche de caminhonetes furtadas. As diligências ocorreram em Goiânia e Goianira e resultaram na prisão de um empresário do ramo automotivo, apontado como integrante do grupo investigado.
Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa atuava principalmente na receptação de caminhonetes do modelo I/Toyota Hilux, furtadas na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Os veículos eram trazidos para Goiás e destinados a galpões utilizados exclusivamente para o desmanche, onde tinham os sinais identificadores suprimidos antes da comercialização das peças de forma fracionada.
As investigações apontam que dois lojistas mantinham um estabelecimento comercial na Vila Adélia, em Goiânia, que funcionava como fachada para a venda de peças e veículos do segmento de picapes. Um deles foi preso durante a operação desta quinta-feira e já havia sido identificado como receptador em pelo menos quatro outros inquéritos policiais instaurados na DERFRVA desde 2024, o que indica atuação reiterada no esquema criminoso.
Para dificultar a ação policial, os investigados chegaram a alugar um imóvel em Goianira, utilizado exclusivamente como local de desmanche. Esse galpão já havia sido alvo de uma ação policial no dia 24 de janeiro, quando dois homens foram presos em flagrante enquanto fracionavam uma caminhonete recém-chegada. Ambos permanecem presos preventivamente.

Além da prisão do empresário, a operação cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais ligados aos investigados, incluindo uma loja localizada na Avenida Consolação, na região da Canaã, em Goiânia. Outro investigado também foi detido, embora a polícia não tenha detalhado o grau de envolvimento dele no esquema.
A Operação Engrenagem contou com apoio da Core/DOA, da Polícia Militar de Goiás e da Polícia Rodoviária Federal, além de peritos do Laboratório de Identificação Veicular da Superintendência de Polícia Técnico-Científica.
Os investigados vão responder por associação criminosa, receptação qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. As diligências seguem em andamento para identificar outros envolvidos.
A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta terça-feira (10/2) uma operação para cumprir um mandado de busca e apreensão. A ação foi realizada pela Delegacia Estadual de Atendimento à Vítima de Crimes Raciais e de Intolerância (Deacri) contra um homem investigado por ameaça com arma de fogo e injúria motivada por intolerância religiosa. A diligência aconteceu em uma residência localizada em Aparecida de Goiânia.
As investigações tiveram início após um episódio ocorrido em novembro de 2025. Na ocasião, as vítimas realizavam um ritual de religião de matriz africana nas proximidades do Bosque Alto Paraíso. Elas foram então abordadas de forma agressiva por um morador da vizinhança que se opunha à fé dos praticantes.
De acordo com as informações apuradas, o suposto autor proferiu insultos de cunho discriminatório. Portando uma arma de fogo, ele ameaçou os presentes e chegou a apontar a arma contra a cabeça dos participantes para interromper o ato religioso.
O investigado ainda ameaçou as vítimas de “meter chumbo” caso repetissem as liturgias. A intimidação fez com que o grupo se retirasse do local.
O trabalho da polícia levou à identificação do suspeito e confirmou que ele possuía registro de arma de fogo. A arma teria sido usada como instrumento de intimidação. Durante a operação, foram apreendidos diversos armamentos, munições e acessórios.
Os policiais também encontraram uma farda da Polícia Militar em condições suspeitas, visto que o investigado não pertence àquela corporação.
O suspeito responderá pelos crimes de injúria preconceituosa, ameaça e impedimento de manifestação religiosa. Se for condenado, as penas somadas para esses delitos podem chegar a seis anos e seis meses de reclusão. Ele também pode ter de pagar multa e deve perder as licenças para possuir ou portar armas de fogo.
O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades.
A Polícia Civil de Goiás cumpriu nesta segunda-feira (2/2) três mandados de prisão temporária e de busca e apreensão ligados a uma investigação sobre execução ocorrida em Nerópolis. As medidas resultaram na detenção de três suspeitos apontados pela participação no homicídio qualificado, segundo a delegacia responsável.
A ação foi autorizada pela Justiça após investigação que reuniu indícios da participação dos alvos no crime, perpetrado com disparo de arma de fogo dentro de um estabelecimento comercial, em setembro do ano passado. O trabalho policial foi descrito pela corporação como robusto e minucioso.
Os mandados foram cumpridos com o apoio do Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic) e do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), em endereços localizados em Anápolis, Goianápolis e Goiânia. A atuação integrada foi apontada como decisiva para o desfecho das diligências.
Durante as buscas, um dos investigados foi surpreendido em posse de uma pistola. Pela situação, ele foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma, além de ter a prisão temporária decretada e executada. A arma foi apreendida e encaminhada para perícia.
Os três presos foram conduzidos à unidade policial e permanecem à disposição do Poder Judiciário para os procedimentos cabíveis. Os nomes dos detidos não foram divulgados pela Polícia Civil, que ressalta o sigilo das investigações em andamento.
A polícia informou que as diligências prosseguem para esclarecer integralmente a dinâmica do crime e a participação de cada investigado. Novas medidas poderão ser adotadas conforme o aprofundamento das apurações e eventuais elementos colhidos na fase pericial.
A Polícia Civil de Goiás está investigando supostas fraudes em licitações de obras na Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra). Os contratos sob suspeita alcançam o valor aproximado de R$ 5,3 milhões. As investigações tiveram origem em informações encaminhadas pela própria estrutura da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), à qual a Goinfra está vinculada.
No âmbito da investigação criminal, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap) cumpriu nesta terça-feira (13/1) mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares. A ação, denominada Operação Nexo Oculto, visou localizar documentos e provas de crimes supostamente praticados por um engenheiro que trabalhava na agência em contrato temporário. O suspeito mantinha vínculos com uma empresa de engenharia contratada pelo órgão público.
A investigação aponta que o engenheiro teria passado a empresa para o nome de um “laranja” e burlava as licitações para favorecer o próprio negócio. Um dos indícios é que ele continuou recebendo valores da empresa enquanto atuava como servidor público.
Segundo o delegado Rodrigo Carlos Godinho, três contratos celebrados entre 2023 e 2025 estão sob análise.
“Os elementos colhidos até o momento indicam possível direcionamento de certames, conflito de interesses e manutenção de vínculo não declarado entre o servidor público temporário e empresa contratada”, informou a polícia. Os contratos com a empresa teriam superado R$ 5 milhões após a entrada do servidor na autarquia.
Na operação, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, mídias de armazenamento e quantia de dinheiro em espécie. Todo o material será submetido a análise pericial para aprofundar as investigações. As diligências ocorreram em endereços ligados ao engenheiro e à empresa investigada.
A Goinfra informou que o servidor temporário foi desligado dos quadros da autarquia assim que foi descoberta sua ligação com a empresa. A autarquia também instaurou uma sindicância que evoluiu para um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso.
“A Goinfra ainda informa que comunicou formalmente os fatos à Polícia Civil e mantém colaboração com as investigações em curso, além de reforçar seu compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos”, afirmou a agência em nota.
Veja nota da Goinfra
“A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) informa que o ex-servidor temporário, atualmente investigado pela Polícia Civil do Estado de Goiás, no âmbito da Operação Nexo Oculto, foi desligado dos quadros da autarquia, que instaurou sindicância administrativa para apurar possível conflito de interesses, direcionamento e atuação como sócio oculto de uma empresa de engenharia.
A sindicância culminou na instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para a devida responsabilização do ex-servidor, processo que está em andamento.
A Goinfra comunicou formalmente os fatos à Polícia Civil, por intermédio da Gerência de Ações Estratégicas da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), e mantém colaboração com as investigações em curso.
A autarquia reforça seu compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos, não tolerando qualquer prática de irregularidade, e destaca a atuação da Diretoria de Controle Interno no acompanhamento e fortalecimento dos mecanismos de controle e integridade institucional.”
Polícia desarticula esquema de desvio de cargas em mineradora de Catalão
Lidiane 8 de janeiro de 2026
A Polícia Civil de Goiás desarticulou, na manhã de 6 de janeiro de 2026, um esquema de desvio de cargas que funcionava dentro de uma mineradora em Catalão. Quatro pessoas foram presas em flagrante — entre elas um funcionário da própria empresa e três motoristas de caminhão — sob a suspeita de furtar fosfato por meio de documentos e tickets de pesagem falsificados.
Segundo a investigação, o grupo atuava há pelo menos dois meses e teria causado prejuízo estimado em R$ 3 milhões à mineradora. A ação foi conduzida pelo Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic) de Catalão, da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), após diligências e monitoramento prévio.
Os policiais prenderam os investigados no momento em que as carretas deixavam a unidade. As apurações indicam que o funcionário facilitava a saída irregular dos veículos ao manipular o sistema interno e o monitoramento da empresa, além de emitir notas fiscais e tickets de pesagem falsos que não refletiam a carga efetivamente transportada.
Durante a operação foram apreendidas cerca de 90 toneladas de fosfato, acondicionadas em duas carretas. O material foi recuperado e imediatamente restituído à mineradora vítima.
Os quatro autuados responderão pelos crimes de furto qualificado, uso de documento falso e 288 associação criminosa. Após os procedimentos legais, foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição do Poder Judiciário.
O inquérito policial seguirá para apurar o destino do material furtado, já que há indícios de receptação. As autoridades também vão investigar possíveis envolvimentos adicionais e a extensão do esquema.
A mineradora Cmóc Brasil informou que acionou a Polícia Civil assim que identificou indícios de desvio e que está colaborando com as investigações. A empresa afirmou não compactuar com práticas irregulares.
Os nomes dos presos não foram divulgados. Em nota, a defesa dos motoristas afirmou que o caso está em fase inicial e ressaltou o direito à presunção de inocência, além do compromisso de garantir o devido processo legal; os advogados disseram que se pronunciarão oportunamente.
A operação reforça a atuação das forças de segurança na fiscalização de cadeias de produção e transporte no setor mineral, e evidencia a importância de controles internos mais rígidos para prevenir fraudes e perdas econômicas.
Presidente do São Paulo recebeu valores em dinheiro que representam 47% de sua renda de 2023 a 2025, segundo jornal
A Polícia Civil de São Paulo investiga depósitos fracionados em dinheiro que totalizam R$ 1,5 milhão recebidos pelo presidente do São Paulo, Julio Casares. Os valores foram depositados de janeiro de 2023 a maio de 2025, de acordo com relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) obtidos pelo UOL. A quantia representa 47% da renda total do dirigente no período analisado.
Os documentos revelam que os depósitos foram realizados em pequenas quantias –prática conhecida como “smurfing”, utilizada para evitar mecanismos de controle financeiro.
ENTENDA O CASO
Segundo apuração do UOL, os registros mostram operações de R$ 49.000, valor R$ 1.000 abaixo do limite que aciona automaticamente a notificação ao órgão de controle. Em um único dia, foram registrados 12 depósitos na conta do presidente são-paulino.
A investigação policial começou depois que o banco onde Casares mantém conta corrente emitiu alerta ao Coaf ainda em 2023, indicando que as operações financeiras do dirigente estavam fora do padrão habitual. A Polícia Civil confirmou a existência da investigação, mas não forneceu detalhes sobre seu conteúdo ou investigados, tendo solicitado segredo de Justiça em três ocasiões diferentes.
Para justificar os recebimentos ao seu banco, Casares declarou “recursos recebidos em espécie do SPFC referente bonificação dos campeonatos (sic)”. Durante os 29 meses analisados, o dirigente teve renda total aproximada de R$ 3,2 milhões, sendo R$ 2,6 milhões acima do salário recebido no período.
A análise dos documentos divide a investigação em 3 períodos consecutivos. No 1º, de janeiro de 2023 a março de 2024, Casares recebeu entradas totais de R$ 1,1 milhão, sendo R$ 476 mil em dinheiro vivo, distribuídos em 17 transações em caixas de agências e 62 em caixas eletrônicos.
No 2º período, de março a outubro de 2024, foram R$ 600 mil em depósitos, representando 53,5% da renda do dirigente naquele intervalo, divididos em 24 operações em guichês e 12 em terminais eletrônicos. No 3º e último período, de outubro de 2024 a maio de 2025, os documentos apontam depósitos que somam R$ 415 mil.
Além de Julio Casares, a investigação também envolve sua ex-esposa, Mara Casares, diretora licenciada do clube. Os relatórios indicam que a conta do presidente era utilizada sistematicamente para pagar despesas de Mara, com 104 boletos bancários emitidos em seu nome. Ela é investigada por supostamente se beneficiar de um esquema de venda clandestina de camarotes no São Paulo.
Outro relatório do Coaf revela que, de janeiro de 2021 a novembro de 2025, foram sacados R$ 11 milhões em espécie do São Paulo, divididos em 35 operações. O salário oficial recebido por Casares do clube totalizou R$ 617 mil, correspondendo a apenas 19,3% de toda a movimentação em sua conta corrente no período investigado.
O QUE DIZ O SÃO PAULO
O São Paulo informou ao UOL que acompanha as investigações e agirá conforme a lei e determinações judiciais, colocando-se à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos quando necessário. O clube afirma que apresentará a contabilidade integral dos R$ 11 milhões sacados em espécie e nega qualquer relação com os depósitos investigados na conta de Casares.
Por meio de seus advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, Casares respondeu às acusações em nota. Eis a íntegra:
“Todas as movimentações financeiras de Julio contidas nos relatórios do Coaf possuem origem lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira.
“Esclareça-se que antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, nosso constituído desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração.
“Ademais, a origem e o lastro de tais movimentações serão detalhadas e esclarecidas no curso das investigações -com a apresentação de provas, declarações e informações fiscais – justamente para rebater qualquer ilação que se fizer e, ainda mais porque não tiveram acesso à integralidade do inquérito policial”.
O Poder360 procurou o São Paulo e a Polícia Civil de São Paulo por meio do WhatsApp para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da investigação. Foram enviadas mensagens de texto por WhatsApp às 7h37. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
A Polícia Civil de Goiás desarticulou um grupo suspeito de fraudar seguros de veículos em Goiânia. A Operação “Falso Sinistro” foi deflagrada nesta sexta-feira (12) pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores, resultando na prisão de três pessoas.
As investigações apontam que o prejuízo para as seguradoras chega a aproximadamente R$ 700 mil. O valor não inclui o lucro que os criminosos obtinham com a venda ilegal das peças dos veículos fraudados.
O caso começou a ser apurado após a comunicação de um suposto roubo de uma caminhonete em Goiânia, em maio deste ano. Uma mulher relatou à polícia que dois assaltantes encapuzados e armados haviam levado o veículo.
Durante as investigações, no entanto, surgiram indícios de que o crime não aconteceu. O delegado Fernando Gama explicou que a suposta ocorrência fazia parte de um esquema maior de fraudes, envolvendo pelo menos outros três casos semelhantes.
De acordo com as investigações, o grupo simulava roubos para justificar o desaparecimento dos carros. Os veículos eram então desmanchados e suas peças eram comercializadas de forma clandestina. Paralelamente, os integrantes do esquema acionavam as seguradoras para receber indenizações de forma indevida.
O principal investigado utilizava sua própria estrutura comercial e um lote vizinho à sua residência como ponto de desmonte e armazenamento das peças destinadas à venda ilegal.
Na fase operacional, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão domiciliar, todos na capital goiana. Foram presos a mulher que fez a falsa comunicação de crime, o pai dela e o proprietário de um estabelecimento comercial de autopeças, apontado como líder do esquema.



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