5 de junho de 2026
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Os professores da rede municipal de Aparecida de Goiânia terão um novo piso salarial. A Câmara de Vereadores aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (14/5), o projeto enviado pela prefeitura que atualiza os salários e corrige as perdas da inflação.

A mudança adapta os salários ao piso nacional do magistério determinado pelo Ministério da Educação. Com a decisão, o valor base sobe para R$ 5.130,63 para profissionais com formação em nível médio e jornada de 40 horas semanais.

O projeto também garante um reajuste de 5,4% para a categoria, com pagamento retroativo a 1º de maio de 2026. Segundo o prefeito Leandro Vilela (MDB), a medida valoriza os educadores e mantém a qualidade do ensino público local.

A aprovação contou com o aval dos técnicos do município, que confirmaram a existência de orçamento para cobrir o reajuste. A proposta respeita todas as regras e limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Na mesma sessão, os vereadores também aprovaram a revisão geral anual para os demais servidores públicos do município. Eles terão uma recomposição salarial de 4,14%, que repõe a inflação acumulada pelo índice IPCA entre maio de 2025 e abril de 2026.

Projeto obriga comércio a divulgar proibição de venda casada

Outra novidade aprovada pelos parlamentares é o projeto de lei de autoria do vereador Gleison Flávio (sem partido). A proposta obriga o comércio local a fixar cartazes com o aviso explícito de que “Venda casada é proibida por lei”.

Os informativos deverão ser instalados em locais visíveis e exibir o telefone do Procon, além de um QR Code para denúncias. O objetivo principal do projeto é proteger o cidadão contra práticas abusivas no mercado.

O autor da proposta explicou que a medida tem um forte caráter educativo. Segundo o vereador, a iniciativa é necessária porque muitas pessoas ainda desconhecem esse direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor.

Autor Manoel Messias Rodrigues


O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, sancionou nesta quinta-feira (10/7) duas leis que beneficiam profissionais da Rede Municipal de Educação. Os textos aprovados pela Câmara Municipal na mesma manhã elevaram o piso salarial dos professores ao valor nacional para 2025 e garantem um auxílio-locomoção excepcional para servidores administrativos. “Os servidores administrativos receberão um bônus de R$ 850 em pagamento único no mês de julho”, disse Mabel. “Já os vencimentos dos professores serão equiparados ao Piso Nacional do Magistério, no valor de R$ 4.867,77”, completou.

De acordo com informações do prefeito, o reajuste dos professores será dividido em duas parcelas, sendo 3% retroativos a junho e 3,27% a partir de setembro, somando 6,27%. Esse percentual também incidirá sobre a Gratificação de Regência de Classe, o Auxílio-Locomoção e a Gratificação por Atividades Técnicas e Educacionais. Já o auxílio-locomoção de R$ 850 será pago a cerca de seis mil servidores administrativos, reconhecendo a continuidade das atividades nas escolas mesmo durante o recesso.

O prefeito ressaltou que o auxílio-locomoção excepcional atende uma reivindicação antiga da categoria. Ele explicou que, apesar de o benefício não ser devido em férias ou licenças, o recesso escolar não se enquadra nessas situações, pois os trabalhadores seguem à disposição. A medida visa compensar as despesas com deslocamento nesse período.

O pagamento do bônus também foi justificado pela manutenção do vínculo funcional durante o recesso de julho, que não configura afastamento legal das funções. O prefeito reforçou que os textos sancionados são um reconhecimento da importância dos profissionais da educação e refletem o compromisso da gestão com a valorização da categoria.

Sintego comemora conquista após mobilização pela valorização dos profissionais

Dias antes da sanção do projeto, integrantes do Sintego marcaram presença na sessão da Câmara que aprovou os projetos, realizada no Colégio Santa Clara, em Campinas. A entidade acompanhou de perto a votação em primeiro turno do PL do piso do magistério e do pagamento do auxílio-locomoção. Estiveram presentes a professora Ludmylla Morais, a secretária-geral, a tesoureira geral Ieda Leal, a secretária dos administrativos Sueli Coutinho e o diretor Washington Luiz.

Segundo o sindicato, a atuação firme junto aos vereadores ajudou a agilizar a aprovação dos projetos, que foram aprovados pela Comissão do Trabalho e, depois, pela segunda votação. “A Câmara aprovou com agilidade o projeto que garante o pagamento do piso e do auxílio-locomoção para os trabalhadores administrativos. Isso significa que, já em julho, muitos profissionais terão esse benefício assegurado!”, escreveu as lideranças do sindicato em postagem comemorando o resultado positivo na rede social da entidade.

A entidade também ressaltou a assinatura do autógrafo de lei pelo presidente em exercício da Câmara, vereador Anselmo Pereira (MDB), como sinal de compromisso com a educação. Em nota e vídeo publicado no Instagram da organização, a presidente do Sintego, Bia de Lima, agradeceu a todos que participaram da mobilização no primeiro semestre e avisou que a luta continua: “o próximo passo é cobrar o pagamento da diferença do piso ainda pendente e avançar no novo Plano de Carreira para os administrativos”, disse a presidente.



Autor Felipe Fulquim