A Prefeitura de Goiânia avança na execução do Programa Asfalto Novo, iniciativa que vem promovendo a recuperação estrutural da malha viária da capital. Desde o início da atual gestão, aproximadamente 350 quilômetros de ruas e avenidas já receberam intervenções em mais de 60 bairros, com obras que vão além do recapeamento convencional.
A meta da administração municipal é alcançar 800 quilômetros de vias recuperadas, consolidando um dos maiores programas de infraestrutura urbana já executados na cidade.
As intervenções incluem fresagem do pavimento antigo, reconstrução dos trechos comprometidos, reforço estrutural da base quando necessário, aplicação de nova capa asfáltica e implantação de sinalização horizontal e vertical, elevando o padrão de qualidade das obras e aumentando a vida útil do pavimento.
Segundo o prefeito Sandro Mabel, o objetivo é entregar obras definitivas, capazes de oferecer melhores condições de trafegabilidade por muitos anos.
“Cada rua passa por uma avaliação técnica para identificar o tipo de recuperação necessária. Não fazemos apenas um recapeamento superficial. Onde é preciso, reconstruímos a estrutura da via para entregar um asfalto que dure muitos anos, oferecendo mais segurança e conforto para a população”, afirma.
O programa integra o conjunto de ações voltadas à modernização da infraestrutura urbana e acompanha outras iniciativas da administração municipal voltadas à melhoria da mobilidade, como a reorganização do trânsito, ampliação dos corredores de transporte coletivo e investimentos em sinalização viária.
Obras chegam a diferentes regiões da capital
Com equipes distribuídas simultaneamente por diversas regiões, o programa amplia gradativamente o número de bairros beneficiados. A expectativa da Prefeitura é alcançar toda a cidade ao longo dos próximos anos, reduzindo problemas históricos provocados pelo desgaste do pavimento.
Uma das entregas mais recentes contemplou 111 vias da Região Norte, abrangendo os setores Urias Magalhães, Vila Nossa Senhora Aparecida e Balneário Meia Ponte. No local, foram recuperados 44,7 quilômetros de ruas e avenidas, em um investimento de R$ 16 milhões.
Além da recuperação estrutural do pavimento, as obras incluíram a implantação de aproximadamente 9 mil metros de sinalização horizontal, construção de 30 lombadas e instalação de 166 novas placas de trânsito, proporcionando maior organização do fluxo de veículos e segurança para motoristas e pedestres.
O secretário municipal de Infraestrutura Urbana, Francisco Lacerda, explica que o cronograma segue avançando em várias frentes de trabalho ao mesmo tempo.
“Hoje temos frentes de trabalho de dois consórcios contratados e também da própria Seinfra atuando nas regiões Sul, Sudoeste e Central. Recentemente, entregamos a recuperação de 111 vias da Região Norte, beneficiando os setores Urias Magalhães, Vila Nossa Senhora Aparecida e Balneário Meia Ponte”, pontuou.
Investimento permanente em infraestrutura

Com a previsão de recuperar 800 quilômetros de vias até o final da gestão, a Prefeitura de Goiânia aposta na melhoria da infraestrutura urbana como um dos pilares para elevar a qualidade da mobilidade na capital.
Além de proporcionar mais conforto aos usuários das vias, as intervenções reduzem custos de manutenção da malha viária, aumentam a segurança no trânsito e contribuem para a valorização dos bairros contemplados, consolidando um programa de recuperação estrutural que deverá alcançar todas as regiões da cidade nos próximos anos.
Mauro Vieira afirma que medidas carecem de justificativa comercial e critica exigências feitas durante negociações
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta 5ª feira (16.jul.2026) que o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil tem motivação política, e não comercial. Disse que o governo brasileiro manteve negociações com autoridades norte-americanas antes da adoção das sobretaxas e classificou como “inaceitáveis” as declarações recentes do secretário de Estado, Marco Rubio.
O chanceler falou por menos de 5 minutos no Palácio Itamaraty. A declaração foi acompanhada por negociadores de alto nível dos 2 países, entre eles o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty, Maurício Lyrio, e o embaixador dos EUA para Assuntos Econômicos, Phillip Fox Gough.
Vieira afirmou que as investigações conduzidas pelos Estados Unidos com base na Seção 301 são “procedimentos unilaterais” e disse não haver justificativa para impor tarifas aos produtos brasileiros.
Segundo o ministro, desde março de 2025 o governo realizou mais de 30 reuniões presenciais, virtuais e por telefone em níveis presidencial, ministerial e técnico. Disse que houve 11 contatos com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, incluindo encontros entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.
Ao relembrar o início da disputa comercial, Vieira afirmou que a tarifa de 50% anunciada por Trump em julho de 2025 teve motivação política. Disse que a carta enviada pelo presidente norte-americano a Lula vinculava a sobretaxa ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e determinava a abertura da investigação com base na Seção 301.
O chanceler também criticou declarações publicadas por Rubio nas redes sociais. Segundo ele, o secretário de Estado fez ataques “grosseiros e arrogantes” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”, declarou o secretário de Estado. “Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”, completou. Depois do anúncio do tarifaço, Rubio responsabilizou diretamente o governo Lula pela aplicação das tarifas.
Vieira afirmou que, durante as negociações, os Estados Unidos fizeram exigências consideradas inaceitáveis pelo governo brasileiro, como a abertura irrestrita de setores da economia sem oferecer contrapartidas aos produtos nacionais. “Exigiam a capitulação”, declarou.
O ministro disse ainda que, apesar da motivação política das medidas, o Brasil participou das negociações desde a abertura da investigação, em julho de 2025, e apresentou defesas formais ao governo norte-americano.
Também rejeitou as justificativas apresentadas por Washington para a investigação. Classificou como “descabidas” as acusações sobre o Pix e afirmou que as alegações relacionadas ao desmatamento “não têm lastro na realidade”. Segundo ele, nenhuma das acusações usadas para embasar as tarifas tem fundamento.
INVESTIGAÇÃO COMERCIAL
A tarifa de 25% foi proposta em 1º de junho de 2026, depois de o USTR concluir a investigação com base na Seção 301 contra o Brasil. O governo norte-americano apresentou a medida como resposta ao que considera práticas comerciais injustas.
O documento do USTR lista como alvos da investigação temas como Pix, comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. Uma das conclusões aponta que o Brasil adota políticas públicas que favorecem o Pix e colocam empresas norte-americanas do setor de pagamentos eletrônicos em “desvantagem injusta”.
Em 6 e 7 de julho, o USTR realizou audiência pública antes da decisão final sobre a proposta de impor tarifa de 25%. O governo Lula decidiu não enviar representantes para discursar. Participaram apenas integrantes da Embaixada do Brasil em Washington, na condição de observadores.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), participou do 2º dia da audiência. O depoimento, no entanto, pouco contribuiu para mudar a decisão de Donald Trump (Partido Republicano).
Equipes técnicas dos 2 governos realizaram diversas reuniões do grupo de trabalho criado para conduzir as negociações. Também houve 5 reuniões de alto nível com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. A mais recente foi realizada na 3ª feira (14.jul), 2 dias antes do anúncio do novo tarifaço.
O Planalto considera as tarifas “injustas” e retirou temas como o Pix da mesa de negociação.
Em 13 de julho, Lula disse que não haveria novo tarifaço. Não explicou o motivo da avaliação.
1º TARIFAÇO
As primeiras tarifas dos EUA foram impostas em 2 de abril de 2025. Trump estabeleceu tarifas recíprocas com base inicial de 10% para 125 países, incluindo o Brasil. Ao todo, 185 nações e territórios foram afetados pela medida, que, segundo o governo norte-americano, buscava reduzir o déficit comercial do país.
À época, Trump afirmou que a taxação seria necessária porque “cidadãos norte-americanos trabalhadores foram forçados a ficar à margem enquanto outras nações enriqueciam e se tornavam poderosas”.
Em 15 de novembro, Washington formalizou a redução de tarifas de importação sobre carne bovina, café, tomate e banana, entre outros produtos. O decreto assinado por Trump cancelou a tarifa recíproca de 10% imposta inicialmente em abril, mas manteve uma taxa adicional de 40%, decretada em agosto.
Em 20 de novembro, os Estados Unidos revogaram a tarifa de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros, como carne, café e frutas. Essa foi a última medida adotada em 2025 em relação ao Brasil.
Em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu —por 6 votos a 3— que as tarifas globais impostas por Trump eram ilegais. No mesmo dia, o presidente assinou decreto para impor tarifa global de 10% a todos os países.
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Saiba quais produtos brasileiros serão afetados pelo novo tarifaço dos EUA
Lidiane 16 de julho de 2026
Medida estabelece sobretaxa de 25% a partir de 22 de julho; café, carne bovina e petróleo ficaram fora da lista
Os Estados Unidos divulgaram na 4ª feira (15.jul.2026) os produtos brasileiros que ficarão sujeitos à tarifa adicional de 25% anunciada pelo governo de Donald Trump (Partido Republicano). A medida, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, entra em vigor em 22 de julho e faz parte de uma investigação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) sobre possíveis práticas comerciais consideradas prejudiciais aos EUA. Eis a íntegra do comunicado, em inglês (PDF – 1,2 MB).
O tarifaço provocou reação do governo brasileiro. O Planalto classificou a decisão como um “marco lastimável” nas relações entre os 2 países e afirmou que adotará medidas com base na Lei de Reciprocidade, além de recorrer ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC (Organização Mundial do Comércio). Eis a íntegra do comunicado (PDF – 167 KB)
Segundo o governo norte-americano, a investigação levou em consideração temas como o Pix, a regulação de plataformas digitais, políticas ambientais, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e barreiras comerciais. O governo brasileiro contestou as acusações e afirmou que apresentou argumentos ao USTR para rebater as alegações.
Principais produtos brasileiros afetados pelo tarifaço:
- Etanol;
- Calçados;
- Vestuário;
- Açúcar orgânico;
- Papel;
- Máquinas agrícolas;
- Equipamentos de mineração;
- Ferramentas de jardinagem;
- Maquinário elétrico;
- Bens de capital;
- Produtos químicos diversos;
- Itens industriais processados;
- Manufaturados em geral.
A lista divulgada pelos EUA estabelece exceções para alguns produtos brasileiros. Entre os itens que não terão a cobrança adicional estão carne bovina, café, laranjas e sucos de laranja, petróleo bruto, gás natural, produtos farmacêuticos e aeronaves civis. Por outro lado, produtos como etanol, máquinas agrícolas, calçados e itens industriais ficarão sujeitos à tarifa adicional de 25%.
Principais produtos brasileiros isentos da tarifa de 25%:
- Carne bovina;
- Café;
- Petróleo bruto e gás natural;
- Laranjas e sucos de laranja;
- Peixes e crustáceos;
- Castanhas;
- Mel orgânico;
- Celulose de madeira;
- Pastas químicas de madeira;
- Determinados produtos de madeira tropical;
- Alguns minérios;
- Ferro-gusa;
- Produtos metálicos considerados estratégicos para cadeias produtivas norte-americanas;
- Aeronaves civis, motores e componentes aeroespaciais;
- Helicópteros;
- Motores aeronáuticos e componentes do setor aeronáutico;
- Produtos farmacêuticos e ingredientes químicos para uso farmacêutico;
- Semicondutores e máquinas para fabricação.
A tarifa não será aplicada a mercadorias que já tiverem deixado o Brasil em direção aos Estados Unidos antes da entrada em vigor da medida. O governo norte-americano afirmou que poderá revisar a lista de produtos afetados conforme o andamento das negociações com o Brasil.
Ação busca obrigar instalação do Conselho de Ética do Senado, etapa necessária para que representação contra presidente da Casa
O Partido Novo diz ter acionado o STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar destravar a instalação do Conselho de Ética do Senado e permitir a análise de uma representação que pede o afastamento do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil – AP). A ação foi anunciada pelo senador Eduardo Girão (Novo – CE) em vídeo publicado pelo partido na 6ª feira (12.jun.2026).
No post, Girão e o vereador de Curitiba (PR) Guilherme Kilter afirmam que protocolaram um mandado de segurança no Supremo para que a Corte determine a abertura do colegiado. A justificativa do partido é que o Conselho de Ética ainda não foi instalado no Senado, o que impede a tramitação do pedido contra Alcolumbre.
A representação contra o presidente do Senado havia sido apresentada pelo Novo à Secretaria do Senado há 2 meses. Segundo Girão, o pedido se baseia, entre outros pontos, na não instalação da CPMI do Banco Master, que, segundo o senador, já teria número suficiente de assinaturas para ser criada.
“Mais do que nunca nós precisamos dessa investigação que envolve o presidente do Congresso, o PT da Bahia e muitos outros poderosos que devem explicações”, disse Girão no vídeo.
A cobrança do Novo ganhou força depois que a revista Veja publicou que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, teria transferido US$ 30 milhões a Alcolumbre. O valor equivale a cerca de R$ 153 milhões. Segundo a reportagem, o dinheiro teria sido depositado em uma conta no exterior como pagamento pelo apoio a uma demanda de interesse do banco.
Alcolumbre negou ter recebido dinheiro de Vorcaro. Em nota, o presidente do Senado afirmou que as informações publicadas são “absolutamente falsas” e disse que o caso será enfrentado “com a máxima firmeza”.
A defesa de Vorcaro apresentou propostas de delação à Polícia Federal, mas as tratativas foram rejeitadas pelos investigadores. A PF entendeu que os relatos não traziam provas inéditas que justificassem benefícios ao ex-banqueiro.
A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), superou a marca de 338 quilômetros de ruas e avenidas recapeadas nesta gestão. As intervenções já alcançaram 48 bairros de todas as regiões da capital e integram o Programa Asfalto Novo, que projeta atingir 800 quilômetros de vias recuperadas até 2028.
“Goiânia todinha vai ter asfalto novo”, afirma o prefeito Sandro Mabel (União).
O secretário de Infraestrutura, Francisco Lacerda, pontua que mais de 1.030 vias já foram concluídas na cidade. Atualmente, outras 20 ruas recebem melhorias simultâneas, com frentes de trabalho ativas nos setores Oeste, Bueno, Aeroporto, Celina Park, Cachoeira Dourada, Monte Carlo, Residencial Aquários II e Parque das Laranjeiras.
A Região Noroeste concentra um dos maiores volumes de bairros atendidos pelo programa, reunindo centenas de trechos finalizados. As equipes do município já recuperaram o pavimento de vias importantes no Jardim Curitiba, Morada do Sol, Estrela Dalva, Finsocial, Bairro Floresta, João Vaz, Capuava, Vera Cruz, Jardim Leblon, Ipiranga e São Francisco.
Os trabalhos também avançam de forma expressiva nas Regiões Oeste e Sudoeste. Entre as localidades contempladas estão o Bairro Goiá (I, II e IV), Vila Adélia, Condomínio Santa Rita, Parque Oeste Industrial, Jardim Europa, Setor Novo Horizonte, Jardim Planalto, Setor Sudoeste, Jardim Clarissa, Solange Park, Residencial Goiânia Viva, Tropical Verde, Centerville e Moinho dos Ventos.
Na Região Norte, as equipes de Infraestrutura Urbana concentraram as frentes de recapeamento asfáltico em bairros tradicionais e de grande circulação de veículos. Entre os locais que já receberam a nova cobertura asfáltica estão o Jardim Guanabara, Goiânia 2, Setor Jaó, Vila Jardim São Judas Tadeu, Jardim Balneário Meia Ponte e Jardim Pompeia.
Como as ruas são escolhidas e recuperadas
A definição das ruas que recebem o benefício é baseada em estudos técnicos da Seinfra, que priorizam vias com asfalto envelhecido, histórico de buracos frequentes, alto fluxo de veículos e rotas de transporte coletivo. O cronograma é planejado por regiões para aumentar a produtividade das equipes e diminuir os transtornos no trânsito local.
O processo de recuperação envolve etapas rigorosas para garantir a qualidade das pistas. As equipes executam desde a fresagem, que é a retirada do asfalto velho, até remendos profundos e reciclagem de base. O trabalho termina com a aplicação de concreto betuminoso usinado a quente, assegurando maior durabilidade ao pavimento e segurança aos motoristas.
Lula diz que vai ao G7 cobrar Trump por taxa de 12,5%; China, Suíça e Índia contestam alegação de trabalho forçado dos EUA
Governos de diversas partes do mundo declararam com críticas nesta 4ª feira (3.jun.2026) contra o novo plano de tarifas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). A medida norte-americana estabelece sobretaxas de até 12,5% sobre 60 parceiros comerciais sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado.
A ofensiva protecionista do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) atinge economias como Brasil, China, Índia e União Europeia. O anúncio foi feito depois de a Suprema Corte dos EUA anular tarifas anteriores em fevereiro, fazendo com que a Casa Branca utilizasse investigações da Seção 301 para restabelecer os impostos de importação. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, subiu o tom e chamou a inação dos parceiros de “inaceitável”.
As novas tarifas ainda não estão em vigor e dependem da conclusão do processo. Antes de uma eventual aplicação das medidas, o governo norte-americano fará uma audiência pública no dia 6 de julho para ouvir representantes de empresas e organizações dos dois países. A decisão final deve ser tomada até 15 de julho, prazo considerado pelo governo brasileiro como a janela para tentar negociar e evitar a adoção das sobretaxas.
NO BRASIL LULA DIZ QUE VAI AO G7 CONFRONTAR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse em tom forte que não aceitará a inclusão do Brasil na lista de sobretaxas de 12,5%. Em reunião com ministros no Palácio do Planalto, Lula falou sobre a postura do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e afirmou que mudou de ideia e usará a cúpula do G7 na França, na segunda quinzena de junho, para cobrar explicações diretamente de Donald Trump.
O chefe do Executivo brasileiro sinalizou ainda que o país buscará novos parceiros comerciais caso os norte-americanos se recusem a dialogar. O Brasil também enfrenta o desgaste de outra proposta recente do USTR, apresentada na 2ª feira (1º.jun.2026), que é de uma tarifa de 25% sobre produtos nacionais ligada a disputas de comércio digital.
PEQUIM ALERTA PARA RISCO EM TRÉGUA
O governo chinês negou as acusações de conivência com o trabalho forçado e criticou a postura de Washington. A reação de Pequim destaca que o novo tarifaço põe em risco a estabilidade da trégua comercial firmada em maio de 2026 entre Trump e o presidente Xi Jinping, quando ambos haviam concordado em criar conselhos bilaterais de investimento.
O país asiático também lida com o impacto de uma segunda investigação dos EUA, que deve ser concluída em breve, focada no acúmulo de excesso de capacidade industrial em 16 mercados estratégicos.
SUÍÇA REJEITA INVESTIGAÇÃO
O Ministério da Economia da Suíça emitiu um duro posicionamento rejeitando as conclusões do relatório norte-americano. Berna argumentou que suas práticas comerciais são legítimas e não causam prejuízos aos fabricantes dos EUA.
No entanto, o governo suíço optou por uma estratégia de contenção de danos e confirmou que manterá as negociações bilaterais em andamento. O objetivo do país europeu é tentar selar um acordo comercial amplo de longo prazo, independentemente das oscilações políticas em Washington.
ÍNDIA BUSCA ACORDO COM OS EUA
A Índia adotou um tom moderado diante do anúncio de Washington. O Ministério do Comércio e Indústria Nova Déli informou que mantém os canais de diálogo abertos com a equipe de Trump.
A estratégia do país é contestar os termos da taxação diretamente nos procedimentos técnicos da Seção 301. Nova Déli assegurou que as tratativas para a consolidação de uma estrutura comercial bilateral, iniciadas em fevereiro de 2026, avançam normalmente apesar do ruído diplomático.
JAPÃO TENTA EVITAR ESCALADA
O governo japonês sinalizou que priorizará a busca por uma saída negociada diretamente com a Casa Branca. A reação de Tóquio foca em evitar prejuízos severos às suas exportações industriais e conter o impacto da instabilidade no comércio global. O país tenta usar a via diplomática para obter flexibilizações antes que a proposta entre em vigor.
ENTENDA AS TARIFAS QUE GERARAM OS PROTESTOS
As declarações internacionais foram motivadas pelo plano do USTR de dividir as punições em duas faixas aduaneiras. Um grupo de 14 economias, que inclui Argentina, Canadá, México, União Europeia, Reino Unido e Taiwan, receberá uma tarifa de 10%. Já o segundo bloco, composto por 45 nações incluindo o Brasil, a China e a Índia, será taxado em 12,5%.
O governo dos EUA abriu prazo para comentários públicos sobre a proposta até 6 de julho de 2026 e marcou uma audiência pública para o dia seguinte. Para diminuir o impacto na inflação interna dos EUA, a gestão Trump poupou do tarifaço itens considerados essenciais, como energia, terras-raras, carnes, café, produtos farmacêuticos e peças de aeronaves, além de prever cotas flexíveis para o setor têxtil.
Novo Plano Estadual de Educação de Goiás é tema de audiência nesta quarta-feira, 27
Lidiane 27 de maio de 2026
A deputada Bia de Lima (PT) promove, nesta quarta-feira, 27, às 14 horas, no Auditório Francisco Gedda da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), audiência pública sobre o Plano Estadual de Educação de Goiás – PEE/GO (2025-2035). O encontro reunirá representantes do poder público, profissionais da Educação, entidades representativas, conselhos e sociedade civil para discutir metas e estratégias voltadas ao fortalecimento das políticas educacionais no Estado.
A audiência pública busca ampliar o diálogo sobre os desafios educacionais do Estado para a próxima década, abordando temas como financiamento da Educação, valorização profissional, acesso e permanência dos estudantes, combate às desigualdades educacionais, infraestrutura escolar e fortalecimento da gestão democrática.
A proposta também visa a garantir ampla participação popular na elaboração do novo Plano Estadual de Educação, instrumento que orientará as políticas educacionais goianas entre 2025 e 2035. Além disso, a audiência busca contribuir para o desenvolvimento dos planos municipais de Educação das cidades goianas.
A iniciativa integra, segunda a deputada, sua atuação permanente em defesa da educação pública, democrática e de qualidade. Presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa e dirigente licenciada do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Bia de Lima atua em pautas ligadas à valorização dos profissionais da área, ao fortalecimento do financiamento educacional, à garantia de direitos dos trabalhadores da rede pública, ao cumprimento das metas educacionais previstas em lei, à ampliação dos investimentos no setor e ao fortalecimento do Fundeb.
Em março deste ano, o trabalho da deputada também contribuiu para a construção e o lançamento da “Cartilha Cidadã da Educação” na Alego. O material foi elaborado com o objetivo de orientar e apresentar as regras necessárias para as adequações nas cidades goianas ao novo plano.
Segundo a deputada, o PEE/GO precisa ser construído ouvindo quem vive diariamente a realidade das escolas públicas goianas. “O Plano Nacional de Educação é um instrumento fundamental de planejamento de longo prazo. Ele estabelece metas claras para a ampliação do acesso, a melhoria da qualidade do ensino e a valorização dos profissionais da Educação. Ao definir diretrizes para a próxima década, o plano cria um horizonte de estabilidade e compromisso que precisa orientar políticas públicas consistentes e investimentos adequados”, destaca Bia de Lima.
Também integrarão a mesa da audiência a presidente do Fórum Estadual de Educação de Goiás (Feego), a professora Lueli Nogueira; o presidente da Associação Nacional de Política e Administração da Educação (Anpae), Luiz Dourado; a secretária de Imprensa e Divulgação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Iêda Leal de Souza, dentre outros representantes de entidades ligadas à Educação.
A audiência pública é aberta ao público.
O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Goiás, Marcelo Baiocchi Carneiro, foi reeleito por unanimidade nesta segunda-feira (18/5) para um novo mandato à frente da entidade no período de 2026 a 2030. A recondução ocorreu com chapa única, formada pelos 35 sindicatos filiados à federação, consolidando a continuidade da atual gestão.
Ao assumir o novo ciclo, Baiocchi reforçou o compromisso com o fortalecimento da representatividade sindical, a modernização da estrutura do sistema e a ampliação das ações voltadas ao desenvolvimento econômico. Segundo ele, a prioridade será consolidar projetos já iniciados e avançar em novas frentes estratégicas, como comércio exterior e qualificação profissional.
“A Federação segue forte porque é construída em conjunto com os sindicatos. Nosso compromisso é continuar gerando oportunidades, fortalecendo empresas e ampliando a presença do setor produtivo goiano em novos mercados”, afirmou.
Entre os principais avanços da atual gestão, estão investimentos na modernização de unidades do Sesc e do Senac, a ampliação da atuação em comércio exterior por meio da Fecomex e a criação do Instituto Elias Bufáiçal, voltado à oferta de benefícios sociais e de saúde para trabalhadores e empresários do setor.
Para o novo mandato, a diretoria também projeta a conclusão de obras estruturais, incluindo a construção de um novo prédio administrativo integrado ao complexo da entidade, em Goiânia. Outro destaque é a expansão do programa de Escolas Móveis, que deve ampliar a oferta de qualificação profissional e alcançar milhares de trabalhadores em diferentes regiões do estado.
Diretriz de atuação segue baseada na integração entre sindicatos, empresas e trabalhadores
A gestão também pretende dar continuidade à realização de grandes eventos do setor produtivo, como feiras multissetoriais, além de fortalecer iniciativas ligadas ao turismo, inovação e empreendedorismo.
Com a recondução unânime, o Sistema Fecomércio Goiás mantém a diretriz de atuação baseada na integração entre sindicatos, empresas e trabalhadores, com foco na geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.
Ministro da Fazenda afirma que uso de apostas compromete renda e pode afetar consumo e endividamento
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta 2ª feira (4.mai.2026) que pessoas que contratarem crédito novo não devem usar os recursos para apostas esportivas, as chamadas bets.
Segundo ele, estudos indicam que o uso dessas plataformas compromete a renda das famílias e tem impacto no consumo, sobretudo no varejo.
Durigan deu a declaração em entrevista à GloboNews. Ele afirmou que análises do Banco Central, da academia e do próprio Ministério da Fazenda mostram que há comprometimento relevante da renda com jogos, inclusive nos cenários de menor impacto estimado.
O ministro disse que o governo busca incentivar um modelo de crédito mais sustentável, com menor risco de inadimplência. Segundo ele, pessoas que já se encontram endividadas e recorrem a novas linhas de crédito para renegociação precisam evitar direcionar recursos para apostas.
Declarou que o objetivo é preservar a renda disponível para consumo essencial e pagamento de dívidas. Durigan afirmou que há uma diferença clara entre o nível de endividamento pessoal e o impacto das bets sobre o consumo. “Mesmo com variações nos estudos, há consenso de que as apostas afetam o orçamento das famílias”.
Programa será lançado na 2ª feira (30.abr); anúncio foi feito por Lula em pronunciamento nesta 5ª feira (30.abr)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta 5ª feira (30.abr.2026), quais dívidas poderão ser negociadas com o Novo Desenrola. O programa será lançado na 2ª feira (4.mai). O anúncio foi feito durante o pronunciamento à cadeia de rádio e TV.
Os débitos que entram no Desenrola 2.0 são:
- dívidas do cartão de crédito;
- cheque especial;
- rotativo;
- crédito pessoal;
- Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).
O Desenrola 2.0 será apresentado como a principal marca econômica do governo para o 2º semestre deste ano. O programa visa a limpar o nome dos devedores a tempo de recuperarem o crédito para as compras de fim de ano.
Entre os pontos centrais da nova fase estão:
- renegociação de serviços: foco em contas de luz, água e comércio varejista;
- garantia do Tesouro: uso do fundo garantidor para reduzir o risco dos credores e baixar as taxas de juros;
- público-alvo: ampliação da faixa de renda para atender a classe média baixa e trabalhadores informais.
No discurso, o presidente afirmou que os brasileiros que renegociarem as dívidas com o programa ficarão bloqueados de todas as plataformas de apostas on-line por 1 ano.
“O que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet. Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando”, declarou.
O petista tem intensificado o discurso pelo fim do endividamento dos brasileiros. Chegou a cobrar o ministro da Fazenda, Dario Durigan, publicamente, para que ele “tente resolver” o problema das dívidas dos brasileiros.
Sobre o Fies, o presidente já havia dito que o financiamento deveria ser incluído no programa de renegociação de dívidas. “Estamos com um problema porque está aumentando o endividamento dos meninos do Fies. Vamos ter que colocar eles também na nossa negociação de endividamento, porque não dá para tirar o sonho de um jovem que está devendo o seu curso universitário”, afirmou Lula, em abril deste ano.
Dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação mostram que cada aluno inadimplente deve, em média, R$ 46.000. Ao todo, os contratos ativos somam R$ 93,8 bilhões ainda a pagar ao erário.
A inadimplência atingiu 59,3% em 2024 –o que significa que 6 em cada 10 estudantes financiados estão em atraso. Em 2015, os inadimplentes representavam 33% dos beneficiários.
Assista ao pronunciamento (7min10s):
Assim como em 2025, Lula não deve participar de nenhum ato no dia 1º de maio. Estratégia visa evitar desgaste de imagem, considerando o esvaziamento do evento organizado por centrais sindicais em 2024.
6 x 1
Um dos temas mais caros para o Planalto é o fim da escala 6 X 1. A pauta tem sido vendida como uma política de bem-estar para as mulheres, grupo tido como um dos focos da campanha –eleitorado feminino representa maioria dos votantes.
O governo enviou, em 14 de abril, o projeto de lei pela redução da escala de trabalho ao Congresso. O projeto foi construído de forma abrangente. O texto também mexe em legislações complementares às que tratam de categorias específicas, ampliando o escopo da reforma.
DERROTA NO SENADO
O pronunciamento de Lula foi feito 1 dia depois de uma das maiores derrotas políticas do 3º mandato do presidente. Na 4ª feira (29.abr), o ministro da Advocacia Geral da União, Jorge Messias, foi rejeitado pelo Senado para assumir a vaga no Supremo Tribunal.
Indicado por Lula em 20 de novembro, o AGU recebeu 42 votos contrários e 34 favoráveis –seriam necessários 41 a favor para que ele fosse aprovado.
Com a rejeição, o governo estuda uma retaliação ao presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Também faz um pente-fino para identificar possíveis traições de congressistas da base aliada –incluindo no PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Como o pronunciamento foi gravado na 4ª feira (29.abr), antes da derrota de Messias no Senado, não há nenhuma menção à rusga com o Congresso na mensagem.
PL DA DOSIMETRIA
Menos de 24 horas depois de rejeitar a indicação de Jorge Messias, o Congresso derrubou, nesta 5ª feira (30.abr.2026), o veto do presidente ao PL (Projeto de Lei) da Dosimetria. O placar na Câmara foi de 318 votos contra e 144 a favor da manutenção da medida. No Senado, 49 a 24, respectivamente.
O projeto, que reduz penas para crimes de golpe de Estado e abolição do Estado de Direito, beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 849 condenados pelos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023. A derrubada do veto marca mais uma derrota do governo Lula no 3º mandato.






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