20 de abril de 2026
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Por Gil Campos: Goiânia, 16 de dezembro de 2024 – O Congresso Nacional inicia nesta segunda-feira (16) uma semana determinante, com votações de cortes de gastos, reforma tributária e orçamento, antes do início do recesso parlamentar. Entre as prioridades estão o pacote fiscal, que prevê economia de R$ 70 bilhões em dois anos, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) e o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

Além disso, a regulamentação da reforma tributária, aprovada pelo Senado, será analisada na Câmara dos Deputados, consolidando as regras do novo modelo tributário.

Esforço concentrado no Congresso

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), garantiu que é possível concluir todas as votações até sexta-feira (20). “Nós temos cinco dias úteis na semana que vem. O presidente [da Câmara] Arthur Lira está disposto a fazer sessões extras, o que torna viável a apreciação das propostas no prazo estabelecido”, afirmou.

Para priorizar as votações, Arthur Lira (PP-AL) determinou o cancelamento de reuniões das comissões entre os dias 12 e 20 de dezembro. As discussões e deliberações ocorrerão exclusivamente no Plenário.

Pautas prioritárias

Pacote fiscal

O pacote de cortes de gastos inclui mudanças no salário mínimo e no abono salarial, além de novas regras para emendas parlamentares. Entre os principais pontos estão:

  • Redução no reajuste do salário mínimo: O novo modelo limita o aumento a 2,5% acima da inflação, gerando economia para o governo.
  • Mudança na correção do abono salarial: O benefício passará a ser corrigido apenas pela inflação, desacelerando sua valorização em relação ao salário mínimo.
  • Bloqueio de emendas parlamentares: O governo poderá limitar até 15% das emendas impositivas em caso de déficit fiscal.

Orçamento e LDO

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) finalizou os relatórios setoriais para 2025, permitindo a votação do texto final. O orçamento define as receitas e despesas para o próximo ano, enquanto a LDO estabelece as prioridades fiscais e orienta a elaboração do orçamento.

Reforma tributária

A Câmara analisará o Projeto de Lei Complementar 68/2024, que regulamenta o IVA Dual, unificando tributos como ICMS, ISS e PIS/Cofins. O texto também cria o imposto seletivo, voltado para produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. A transição para o novo sistema será gradual, iniciando em 2026.

Análise crítica

A semana promete ser um divisor de águas para a agenda econômica do governo. A aprovação do pacote fiscal é fundamental para manter a credibilidade perante o mercado, mas enfrenta resistência de parlamentares que questionam os cortes em benefícios sociais. Já a regulamentação da reforma tributária precisa equilibrar interesses estaduais e setoriais, para evitar distorções no novo sistema.

O esforço concentrado do Congresso será decisivo para encerrar 2024 com avanços concretos em pautas estruturantes. No entanto, a negociação política intensa mostra que a governabilidade do Executivo está sob teste.

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Autor # Gil Campos


Aparecida de Goiânia será palco do Arraiá Brasil, uma competição nacional de quadrilhas juninas. O evento acontece de 20 a 22 de setembro no estacionamento da Cidade Administrativa Maguito Vilela, é gratuito e começa a partir das 19h.

Durante os três dias, o Arraiá Brasil reunirá sete quadrilhas juninas de diferentes regiões do país em uma mostra competitiva, trazendo performances animadas dessa manifestação cultural. Entre as quadrilhas participantes, estão grupos de estados como Maranhão, Acre, Piauí, Pará e Tocantins. Além disso, grupos goianos também marcarão presença, mas em uma mostra não competitiva.

A disputa faz parte do Circuito Arraiá do Cerrado e é promovida pelo Instituto Meta e Verso, em parceria com o Instituto Idheias. O evento conta ainda com o apoio da Prefeitura de Aparecida de Goiânia, por meio da Secretaria de Cultura, além da co-realização da Confederação Brasileira de Entidades de Quadrilhas Juninas, Federação das Quadrilhas Juninas do Estado de Goiás e Liga Independente de Quadrilhas Juninas do Distrito Federal e Entorno.

Além de assistir às apresentações de quadrilhas premiadas, o público poderá prestigiar a riqueza da cultura quadrilheira e as tradições das festas juninas, com músicas, coreografias e trajes típicos que celebram a diversidade cultural do Brasil.

A programação começa na sexta-feira (20/09) com ensaios abertos das quadrilhas juninas. No sábado (21/09), o momento mais aguardado será a competição nacional, onde as quadrilhas disputarão o título de melhor do Arraiá Brasil. No domingo (22/09), a festa continua com a mostra não competitiva, dando destaque aos grupos goianos.

Entre os participantes da disputa estão Junina Beija Flor dos Cocais (Maranhão), Junina Sassaricano na Roça (Acre), Junina Explosão Estrelar (Piauí), Associação Cultural Quadrilha Junina Arrasta Pé (Goiás), Quadrilha Ribuliço Ceilândia (Distrito Federal), Junina Veraneio (Goiás), Fogo no Rabo (Pará) e Encanto Luar (Tocantins).

Autor Agatha Castro


Atenção, deputados e servidores da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás!

O III Seminário Virtual de Processo Legislativo nos Estados da Federação, oportunidade para qualificação e troca de conhecimento entre os Parlamentos, está com as inscrições abertas.

O evento será nos dias 18, 19 e 20 de setembro, das 10 horas às 12 horas, por videoconferência. As vagas são limitadas e os interessados devem se inscrever neste link até 20 de setembro.

A iniciativa é da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em parceria com as escolas legislativas da Paraíba, Rio Grande do Norte, Maranhão, Acre, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, e com apoio da Associação Brasileira das Escolas Legislativas e de Contas (Abel). O público-alvo contempla as Casas de Leis a nível municipal, estadual e federal.

A programação inclui temas atuais para o exercício do Legislativo em todo o País. A primeira palestra, dia 18, será sobre participação e deliberação em audiências públicas. No dia seguinte, o foco dos debates é a elaboração de leis de qualidade. E, para encerrar o seminário, o assunto será a inteligência artificial no contexto do Poder Legislativo.

Entre os convidados estão a doutora em ciência política e pesquisadora do Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento da Câmara dos Deputados, Ana Regina Villar; o doutor em direito do Estado e procurador da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Carlos Roberto de Alckmin; e o CEO da Bússola Tech, Luis Kimaid.

Para informações adicionais, basta entrar em contato por meio do e-mail suporte.ead@almg.gov.br.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Em sua 17ª edição, o Festival Latinidades será realizado entre quinta-feira (25) e sábado (27) em Brasília. Criado na capital federal, o evento, que também acontece em outras cidades, celebra a mulher negra latino-americana e caribenha.

O tema desta edição é “Vem Ser Fã de Mulheres Negras”, para reforçar a contribuição dessas mulheres para toda a sociedade e a importância do reconhecimento dos trabalhos desempenhados por elas. A programação é gratuita, realizada no Museu Nacional da República, e conta com música, moda, humor, literatura e ancestralidade em três dias de festival.

A abertura será com uma discussão sobre o trabalho das trancistas brasileiras, em defesa de sua regulamentação e de seu reconhecimento como patrimônio cultural, com a mesa de debate “Trancistas – patrimônio cultural, economia criativa e trabalho”, realizada em parceria com o Instituto Fios da Ancestralidade e com a Casa Comum. 

No mesmo dia será lançada a exposição interativa-imersiva Afrolatinas – 30 anos em Movimentos, que contará a história do Dia da Mulher Negra. O encontro também terá uma sessão especial do documentário de mesmo nome, dirigido por Viviane Ferreira, também diretora do filme Ó Paí Ó 2. 

A música fica por conta de atrações como Sister Nancy, uma das maiores referências do reggae jamaicano, e da vencedora do Grammy Latino no ano passado Gaby Amarantos na última noite do encontro. A programação completa está disponível no site oficial do festival.

O festival já passou por Salvador e Goiás e depois da capital, São Paulo recebe o evento. Uma ação inédita em Londres, na Inglaterra também está programada. 

A edição é realizada por Jaqueline Fernandes da Rede Afrolatinas e pela Funarte, por meio do Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2023.

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Chapada dos Veadeiros tem novas cachoeiras

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, localizado na região nordeste de Goiás, ganhou 977 hectares de extensão, integrando novas cachoeiras. Com a ampliação, as cachoeiras Santana e Borda Infinita serão incorporadas ao parque devido à aquisição da escritura da fazenda Mundo Novo, que proporciona acesso a esses atrativos.

O processo de regularização fundiária da fazenda ao parque iniciou em 2017, quando os limites da unidade foram ampliados, e destacou-se pela complexidade do processo. A aquisição foi concluída no dia 28 de junho, após um acordo de indenização com os proprietários no valor de R$ 7 milhões.

Cachoeira Santana — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Segundo a Coordenadora de Regularização Fundiária do Instituto Chico Mendes, Eliani Maciel, o processo da fazenda Mundo Novo serve de exemplo para outras situações semelhantes. “Uma vez que a aquisição foi por um acordo amigável, o pagamento foi em moeda corrente e pelo justo valor de mercado”, disse.

A coordenação do parque informou que está prevista a criação de um novo portão de acesso à unidade de conservação no município de Cavalcante. Além disso, um grupo de cerca de 40 pessoas visitou a cachoeira Santana e a Borda Infinita em um primeiro teste de visitação pública no local.

A equipe destacou que a abertura do novo acesso e a visitação às cachoeiras exigirão a construção de uma ponte e melhorias na estrada que leva aos atrativos, além de uma avaliação técnica das condições de segurança ao redor das cachoeiras.

O parque informou que esses atrativos, ainda não abertos ao público, estão localizados a poucos minutos de Cavalcante e devem beneficiar diretamente a população local, pois os visitantes irão demandar opções de hospedagem, alimentação, comércio e serviços.

Cachoeira Borda Infinita — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi criado em 1961 e está localizado no nordeste do Estado de Goiás, abrangendo os municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Teresina de Goiás, Nova Roma e São João d’Aliança.

Símbolo da preservação do cerrado brasileiro e Patrimônio Mundial Natural pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) desde 2001, o parque cobre 240.611 hectares de cerrado de altitude, abrigando espécies e formações vegetais únicas, inúmeras veredas e centenas de nascentes e cursos d’água, além de rochas com mais de um bilhão de anos e ruínas de antigos garimpos da região, que se tornaram pontos turísticos.

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Dados divulgados pelo IBGE mostram que volume deve chegar a 1,4 milhão de toneladas este ano em Goiás. Programa da Agrodefesa contribui para o desenvolvimento de lavouras seguras e produtivas

(Goiás se mantém como maior produtor de tomate entre os estados brasileiros: atividade é monitorada de perto pela Agrodefesa/Foto: Embrapa Hortaliças)

A produção de tomate em Goiás deve crescer 36,6% na safra 2024 e chegar a 1,4 milhão de toneladas, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (11/07) pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A previsão é que Goiás se mantenha em primeiro lugar na produção nacional do fruto, à frente de estados como São Paulo (1 milhão de toneladas) e Minas Gerais (519,4 mil toneladas), que aparecem em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Ainda de acordo com o IBGE, a área plantada do fruto também deve registrar crescimento no estado, passando de 13,2 mil hectares, na safra 2023, para 14,8 mil hectares plantados na atual safra – aumento de 12,3%.

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) informa que o prazo permitido para transplantio de mudas de tomate rasteiro, destinado à indústria, foi finalizado no dia 30 de junho. Mesmo caso do tomate tutorado, que é o tomate de mesa, nos municípios onde a normativa determina.

“Finalizado esse período, a safra deve se desenvolver com a produção dos frutos, com um crescimento muito significativo de quase 400 mil toneladas em comparação com a safra anterior”, celebra o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos. “Isso mostra que Goiás tem cumprido com a legislação e mantido sua produção segura, longe de pragas, o que favorece esse crescimento”, destaca.

Prevenção e controle de pragas

A Agrodefesa é responsável pelo Programa Estadual de Prevenção e Controle de Pragas em Tomate, que estabelece medidas fitossanitárias obrigatórias para prevenção e controle da mosca branca e do geminivírus no estado (Instrução Normativa nº 06/2011 da Agrodefesa). Entre as medidas estão o calendário de plantio, o cadastro de propriedades junto à Agrodefesa, a eliminação dos restos culturais de tomate até 10 dias após a colheita de cada talhão, a destruição de plantas voluntárias de tomate imediatamente após o surgimento e a produção de mudas em ambiente controlado.

“Esse calendário de plantio, por exemplo, é uma das medidas estabelecidas segundo o Manejo Integrado de Pragas na cultura do tomateiro, para que, de novembro a janeiro, não tenhamos plantas de tomate no campo, uma vez que é período de grande incidência da mosca-branca e propício à contaminação por geminiviroses nas principais áreas de cultivo do estado”, explica a gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Daniela Rézio.

A Agência também determina o cadastramento eletrônico de propriedades e áreas produtoras de tomate, no Sistema de Defesa Agropecuário (Sidago), disponível no site www.goias.gov.br/agrodefesa. O cadastro deve ser feito a cada novo plantio, em até no máximo 15 dias após o transplantio.

Com informações: Agência Goiana de Defesa Agropecuária – Governo de Goiás



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Ministério da Saúde visitará 1260 famílias com crianças de até 6 anos em Goiânia, Águas Lindas de Goiás, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Catalão, Formosa, Jataí, Luziânia, Planaltina, Senador Canedo e Valparaíso de Goiás

(Foto: Reprodução)

Famílias de Goiás com crianças de até 6 anos podem receber, em suas casas, a visita de entrevistadores da edição 2024 do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2024). Conduzida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pesquisa do Ministério da Saúde visitará 15 mil famílias em todo o Brasil para avaliar as práticas de aleitamento materno, os hábitos alimentares, o estado nutricional antropométrico e a deficiência de vitaminas e minerais em crianças brasileiras de até seis anos e suas mães. Além da UFRJ, participam da coordenação da pesquisa a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Federal de Goiás (UFG). O ENANI-2024 dispõe de uma linha telefônica gratuita para tirar dúvidas da população: 0800 888 0022.

Em Goiás, o ENANI-2024 visitará 1260 famílias com crianças de até 6 anos de idade. As visitas domiciliares vão acontecer em Goiânia, Águas Lindas de Goiás, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Catalão, Formosa, Jataí, Luziânia, Planaltina, Senador Canedo e Valparaíso de Goiás. Os entrevistadores do estudo – identificados com camiseta e crachá – vão realizar três atividades: entrevista com as mães ou cuidadores, com perguntas sobre amamentação e alimentos consumidos no dia anterior, para avaliação do aleitamento materno e do consumo alimentar; medida de peso e altura ou comprimento das mães biológicas, crianças e bebês, para classificação do estado nutricional conforme padrão da Organização Mundial da Saúde (OMS); e agendamento de uma segunda visita domiciliar para coleta de sangue das mães e crianças maiores de seis meses. Serão realizados hemograma completo e análise de marcadores de deficiência de vitaminas e minerais, como ferro e vitamina A. Quando houver necessidade, a família será encaminhada ao posto de saúde para acompanhamento. E as amostras biológicas vão compor um biorrepositório, que permitirá análises complementares futuras.

O coordenador nacional do ENANI-2024, Gilberto Kac, explica que crianças de até seis anos são mais suscetíveis às deficiências nutricionais, especialmente em relação a crescimento linear e micronutrientes essenciais, como ferro, vitamina A e zinco. “O ENANI-2019 mostrou que, naquela época, metade das famílias brasileiras com crianças na faixa etária do estudo vivia em insegurança alimentar. A pesquisa também revelou que 80% das crianças brasileiras menores de cinco anos já consumiam alimentos ultraprocessados e que 10% dos pequenos – e metade de suas mães – estavam acima do peso. Agora, vamos atualizar e aprofundar esse quadro”, adianta Kac, que é professor titular da UFRJ.

Um dos objetivos da pesquisa é conhecer o cenário alimentar e nutricional das crianças brasileiras depois da pandemia de covid-19. Kac aponta que a perda imediata de renda e a  interrupção ou redução do acesso a serviços de saúde durante a pandemia afetaram diretamente o estado nutricional das crianças brasileiras, gerando vulnerabilidades imediatas e riscos de médio e longo prazo. “Conhecer esse cenário nos permitirá apoiar o redirecionamento de políticas públicas. Além de contribuir com a orientação de ações em nível nacional, o estudo fornecerá evidências que, somadas às produzidas em outros países, serão úteis para compreender os impactos da pandemia globalmente”, afirma.

SERVIÇO

GO recebe visitas domiciliares do ENANI-2024

Quando: a partir de 1º de julho

Local: Goiânia, Águas Lindas de Goiás, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Catalão, Formosa, Jataí, Luziânia, Planaltina, Senador Canedo e Valparaíso de Goiás



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Fazendeiros de Goiás são investigados por crimes ambientais

A polícia de Goiás investiga a ação de fazendeiros que estão drenando áreas de preservação para ampliar o plantio e a criação de animais.

Os policiais chegaram a uma fazenda em Aruanã, a 320 quilômetros de Goiânia, no momento em que a escavadeira abria uma vala que teria 20 quilômetros de extensão. A polícia interrompeu o crime ambiental e recolheu a máquina.

Essa área passava a maior parte do ano alagada, principalmente no período das chuvas, por isso não dava para criar gado e nem fazer o plantio de grãos.

As investigações mostram que as valas foram abertas justamente para que a água caísse dentro e o terreno ficasse seco, assim o proprietário poderia aumentar a área de pastagem e de agricultura. Acontece que isso é proibido, porque estes locais são considerados áreas de preservação permanente.

No Cerrado, as veredas são locais em que a água do lençol freático superficial aflora no solo. Elas atuam como uma caixa d’água natural, que estimula o crescimento de buritis e palmeiras e abastece lagos e lagoas, que aos poucos, desaguam nos rios.

A pesquisadora da Universidade Federal de Goiás Sybelle Barreira diz que acabar com as áreas de veredas é um risco para muitas espécies:

“O dano é tão drástico – e a gente já viu isso aqui em Goiás – que eu não consigo reverter. E mesmo que a gente autue, mesmo que o produtor faça um termo de ajustamento de conduta, o dreno permanece lá, aquela abertura de área permanece. A fauna não vive mais lá, aquela microfauna, a fauna aquática”.

A Polícia Civil encontrou canais de drenagem em cinco cidades da bacia do rio Araguaia — Foto: JN

A Polícia Civil encontrou canais de drenagem em cinco cidades da bacia do rio Araguaia. Ele é um dos mais importantes e extensos do Brasil, mas hoje sofre com o avançado do assoreamento. Só nesta região de Goiás, a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente apura 50 denúncias.

Além dos drenos, os fazendeiros também são investigados por desmatamento e uso do fogo para ampliar a área de pastagem e de lavouras.

“Se você faz o desmatamento, faz as leiras, de repente vem o fogo, perde-se o controle do fogo, vem os grandes incêndios aqui no Cerrado. É falta de pensar, falta de inteligência, falta de sabedoria de ver que estamos destruindo um patrimônio que é de todos”, lamenta Luziano Carvalho, delegado de meio ambiente de Goiás.

O Cerrado foi o bioma que mais perdeu vegetação ano passado. Por hora, uma área do tamanho de sete campos de futebol é derrubada.

“Não à toa, nós estamos vivenciando os extremos. O que eu estou fazendo aqui tem efeito, e esse é um efeito em cascata. Então, talvez ele pense: fora da minha cerca; eu faço aqui, mas para lá não vai ter efeito nenhum. Vai ter efeito imediato no produtor de baixo e o efeito vai chegar na cidade. Qualquer micro, dentro de uma microbacia, vai ter reflexo em todo Cerrado”, afirma Sybelle Barreira.

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(Foto: Divulgação)

O monólogo “Cora do Rio Vermelho” com Raquel Penner e direção de Isaac Bernat reúne textos e poemas que falam sobre a força feminina e a alma da mulher brasileira

Há mais de dois anos em cartaz, lotando os teatros do País, o monólogo “Cora do Rio Vermelho”, chega em Campo Grande. Com a dramaturgia assinada por Leonardo Simões, direção de Isaac Bernat, e monólogo com Raquel Penner, a peça celebra os 135 anos de uma das mais marcantes figuras da literatura brasileira. Patrocinado pela Petrobras, a peça terá sessão única no Teatro Glauce Rocha, às 19h, na quinta-feira (13).  

Com sucesso de público e de crítica em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, agora, chegou a vez de Mato Grosso do Sul receber o trabalho. Os ingressos estão disponíveis pelo site, e também estarão disponíveis para aquisição na bilheteria física do Teatro Glauce Rocha momentos antes da sessão.

O espetáculo teatral faz parte do projeto “Cora do Rio Vermelho – no coração do Brasil”, que celebra os 135 anos de nascimento da eterna doceira goiana, com patrocínio oficial da Petrobras e o incentivo fiscal da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Governo Federal. O estado natal de Cora, está entre as 11 cidades das regiões Centro-Oeste e Norte onde haverá apresentações: Pirenópolis, Cidade de Goiás, Goiânia, Brasília, Porto Velho, Cacoal, Campo Grande, Dourados, Palmas, Belém e Cuiabá. 

Em “Cora do Rio Vermelho” (o título se refere ao rio que banha Goiás), a atriz se torna uma contadora de histórias atravessada pelo amor e pela entrega que Cora dedicou a sua tradição e a sua gente. 

Oficina gratuita 

Além do espetáculo, o projeto contará com a Oficina “Frutos da Terra”, ministrada pelo próprio diretor da peça, Isaac Bernat, que será ministrada nos dias 13 e 14 de junho (quinta e sexta-feira), das 10h às 14h. As inscrições, aqui, são gratuitas e o curso será ministrado nas dependências da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), situada na Av. Dom Antônio Barbosa, 4.155 – Vila Santo Amaro, em Campo Grande. 

A oficina será realizada a partir da sua pesquisa de Bernat sobre o griot africano Sotigui Kouyaté, que vai desenvolver – através de exercícios de sensibilização – o papel que o ato de contar histórias individualmente e em grupo pode ter no reconhecimento da identidade do ator e/ou do indivíduo como parte da sociedade. O trabalho faz parte da pesquisa sobre os griots, que são os mestres da palavra e a memória do continente africano. Será desenvolvido um trabalho ligado às origens e à ancestralidade, a partir das memórias e histórias de cada participante. A Oficina dialoga com a proposta do Programa Petrobras Cultural que investe na criatividade, na inspiração e na transformação que esse tipo de ação pode estimular na sociedade.

Cora do Rio Vermelho

O espetáculo com a atriz Raquel Penner, faz um passeio pela vida e a obra da poeta, contista e doceira Cora Coralina. A montagem propõe uma relação de cumplicidade entre a atriz e a plateia, com momentos intimistas e divertidos. 

A peça nasceu da vontade da atriz Raquel Penner montar o seu primeiro monólogo. Para ter ideias, ela começou a anotar frases, desejos e pensamentos soltos que, frequentemente, falavam sobre o universo da mulher brasileira. Ao reler a obra de Cora Coralina, percebeu que a poesia e os contos da escritora e doceira goiana iam justamente ao encontro de sua inquietação artística. 

A atriz diz que esse se trata de um trabalho “forte e delicado”, assim como a escrita da poeta. “Cora Coralina foi uma mulher múltipla e libertária. Removeu pedras e abriu caminhos para outras mulheres. Há pouco mais de 15 anos, tive meu primeiro encontro com ela, em uma exposição, no Rio de Janeiro. Fiquei encantada por aquela senhora do interior do Brasil que falava firme e cantado, fazia doces e escrevia poesia, celebrava a vida e a simplicidade. Quando a reencontrei, a partir de um livro do Drummond, percebi que tudo o que eu queria dizer no palco estava ali”, lembra Raquel. 

Escritora Cora Coralina 

Pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, Cora Coralina (1889 – 1985) é considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras. Nascida na cidade de Goiás, ela viveu mais de quatro décadas em São Paulo. 

Apesar de escrever seus versos desde a adolescência, ganhava a vida como doceira, e seu primeiro livro só foi publicado em junho de 1965, quando tinha quase 76 anos de idade. Escreveu sobre os lugares onde viveu, as pessoas com as quais se relacionou e a natureza que observava. 

“Quando Raquel me convidou para dirigir “Cora”, meu coração se encheu de alegria. Há anos, uma das célebres frases da poeta conduz o meu comportamento artístico e profissional: ‘Todo trabalho é digno de ser bem-feito.’ E esta mesma frase também orienta o que espero e procuro oferecer às pessoas. Como bem disse Carlos Drummond de Andrade: ‘Na estrada que é Cora Coralina passam o Brasil Velho e o atual, passam as crianças e os miseráveis de hoje. O verso é simples, mas abrange a realidade vária’”, celebra o diretor Isaac Bernat. 

A dramaturgia reúne passagens de sua vida e diversos poemas retirados dos livros “Vintém de cobre – meias confissões de Aninha”; “Meu Livro de Cordel”; “Villa Boa de Goyaz”; e “Poemas dos becos de Goiás e estórias mais”. “A partir de um recorte sensível de obras feito pela Raquel e com a toada poética de Cora, busquei nessa abordagem teatral uma geografia de sensibilidade e memórias, uma paisagem sonora que a atriz observa e traduz a partir do simbólico quarto de escrita, mesclada aos seus fazeres de doçura”, explica o autor Leonardo Simões. 

Ao longo da encenação, aparecem algumas músicas populares, unindo vozes femininas de cantoras-atrizes do cenário teatral brasileiro: Aline Peixoto, Chiara Santoro, Clara Santhana, Cyda Moreno e Soraya Ravenle. 

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Logo Agência Brasil

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Curtas-metragens brasileiros dirigidos por mulheres cis, mulheres trans, travestis e pessoas não-binárias de todo o país, podem ser inscritos até 13 de junho próximo na 3A Mostra Nacional CineMarias, no endereço cinemarias. Só serão aceitos os filmes com duração até 25 minutos e produzidos entre janeiro de 2021 a 1º de maio de 2024. Podem concorrer curtas de ficção, documentário, animação, com exceção de fashion movies (que têm a moda como foco) e séries.

30/08/2023, Mostra Nacional CineMarias. Foto: Ytallo Barreto/ Divulgação

30/08/2023, Mostra Nacional CineMarias. Foto: Ytallo Barreto/ Divulgação

30/08/2023, Mostra Nacional CineMarias. Foto: Ytallo Barreto/ Divulgação

30/08/2023, Mostra Nacional CineMarias. Foto: Ytallo Barreto/ Divulgação


 Mostra Nacional CineMarias. Foto: Ytallo Barreto/ Divulgação

As obras irão compor duas mostras competitivas, sendo uma capixaba e outra de âmbito nacional. Haverá premiação em dinheiro para os melhores filmes, no valor de R$ 2 mil, para cada categoria. Está prevista, também, a entrega de troféu para melhor filme e melhor direção. A escolha das vencedoras será feita pelo júri técnico contratado pela organização da Mostra. O evento é gratuito e ocorrerá entre os dias 19 e 21 de setembro no Cine Metrópolis da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), na cidade de Vitória.

Inspiração

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O nome da mostra foi inspirado na Lei Maria da Penha, disse a responsável pelo projeto e diretora de programação, a jornalista Luana Laux, em entrevista à Agência Brasil. “Dentro das ações educativas da mostra, oficinas, painéis, a gente sempre trabalha como está o combate à violência contra a mulher. A mostra nasceu também para fortalecer a representação dessas identidades femininas não-binárias no audiovisual e na cultura, entendendo o audiovisual como espaço de poder”.

Luana explicou que a cada ano é trazida uma temática ligada com os eventos nacionais que estão acontecendo. “A gente trouxe a temática Poéticas do fim do mundo, que vai debater essas possibilidades de novos meios de comunicação e de representação, que possam, de fato, estar falando sobre debates importantes ligados a direitos humanos, direito da natureza, equidade de gênero e de raça e saúde pública, que acabam sendo esvaziados pelo mercado do entretenimento, das fake news”.

Ela informou que serão convidadas ativistas para debater com o público as pautas que importam de fato. “A segurança para as mulheres que trabalham com direitos humanos no Brasil também terá destaque nos debates”, informou Luana Laux.

A programação evento contará com mais de 30 horas de atividades, incluindo workshops, masterclasses de criação, bate-papos, painéis e shows musicais com atrações locais e nacionais. A programação completa será divulgada um mês antes da realização do evento pelo site cinemarias e pelo Instagram @cinemarias.

Lideranças femininas

Apesar de eventos como a  3A Mostra CineMarias, a presença de lideranças femininas em produções audiovisuais segue quase inexistente no Brasil. De acordo com o estudo A presença feminina nos filmes brasileiros, elaborado em 2019 pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), em parceria com o Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), somente 19% dos filmes brasileiros lançados comercialmente foram dirigidos por mulheres e, entre elas, não havia nenhuma negra.

30/08/2023, Mostra Nacional CineMarias. Foto: Thais Gobbo/ Divulgação

30/08/2023, Mostra Nacional CineMarias. Foto: Thais Gobbo/ Divulgação

30/08/2023, Mostra Nacional CineMarias. Foto: Thais Gobbo/ Divulgação

30/08/2023, Mostra Nacional CineMarias. Foto: Thais Gobbo/ Divulgação


 Mostra Nacional CineMarias. Foto: Thais Gobbo/ Divulgação

Em março deste ano, o estudo Cinema Brasileiro: raça e gênero nos filmes de grande público (1995-2022), feito pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa), mostrou que nenhuma mulher dirigiu os filmes de grande público lançados em 2022. Não houve registro também de nenhuma diretora negra. A pesquisa evidencia, entretanto, que em relação à questão de raça, entre os dez filmes de grande público lançados no período, dois foram dirigidos por homens negros. 

Com informação da Agência Brasil

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-05/aberta-inscricoes-para-mostra-nacional-cinemarias



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