11 de junho de 2026
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A indústria da construção civil, historicamente dominada por homens, vem testemunhando uma transformação inspiradora: a ascensão da força feminina. As mulheres, com sua perspicácia, talento e determinação, estão abrindo caminho para um futuro mais igualitário e promissor no setor.

Em 2023, a construção civil figurou como o setor que mais gerou empregos no país. E as mulheres surpreenderam ao liderar as contratações deste ano, representando cerca de 60% das admissões, de acordo com publicação da Ademi Bahia, baseada em dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Esse percentual superou o índice geral de contratações femininas nos demais setores da economia.

As mulheres assumem cada vez mais cargos de liderança, desde gerentes de projeto até CEOs de grandes empresas. A diversidade de gênero traz novas visões e soluções inovadoras para os desafios da indústria, impulsionando a criatividade e a eficiência. A presença feminina contribui para o combate ao machismo e à desigualdade salarial, promovendo um ambiente de trabalho mais justo e inclusivo para todos.

Existem desafios a serem superados: o machismo estrutural ainda persiste, com estereótipos e preconceitos que impedem o avanço das mulheres em algumas áreas da construção civil. Além disso, canteiros de obras e espaços de trabalho nem sempre são adaptados às necessidades femininas, dificultando sua integração e permanência no setor. Apesar do progresso, as mulheres ainda ganham menos que os homens para funções equivalentes, uma disparidade que precisa ser eliminada.

Futuro da construção civil

As mulheres estão construindo um novo panorama para o setor de construção civil, moldando um futuro mais justo e sustentável para todos.

“Na SH acreditamos nas políticas de inclusão e diversidade, além de oferecer oportunidades de crescimento para as mulheres. Ao mesmo tempo que incentivamos que as mulheres quebrem as barreiras, busquem qualificação profissional e assumam seu lugar de destaque na construção civil”, afirmou Luis Claudio Monteiro, COO da SH, empresa brasileira desenvolvedora de soluções para o setor de construção civil.

Mulheres na construção civil

Seguindo a lógica de mercado e a crescente participação das mulheres na indústria da construção civil, a empresa SH tem mulheres em posições de liderança e também na área operacional.

Carolina Amparo, 34 anos, é gerente da unidade da SH em Brasília. A baiana, de Salvador, ingressou na SH aos 19 anos ainda como técnica em desenho e de lá para cá se profissionalizou no curso de engenharia. Hoje ela lidera mais de 50 pessoas, em variados cargos, desde administrativo à área de manutenção dos equipamentos e logística de entrega. 

“Eu como mulher, jovem e negra, sei que represento uma parcela ainda pequena da população que consegue galgar cargos de liderança. Acredito que o que permitiu alcançar esse posição na SH foi minha postura enquanto profissional, sempre buscando qualificação, e ao mesmo tempo, aberta para aprender com colaboradores com mais tempo de casa, que me permitiram implementar uma gestão de sucesso. Tanto é que para 2024, o percentual estimado de aumento de faturamento da unidade em relação a 2023 é de 16,5%”, afirmou Carolina.

Na área de operações, as mulheres também não ficam de fora. Lucilene Paulino, 43 anos, é operadora de máquinas. Ela ingressou na unidade da SH de Pernambuco em 2013, atuou na área administrativa e em serviços gerais, mas ao observar a oportunidade de migrar para a área operacional, fez o curso de motorista de empilhadeira, durante suas férias, e ao retornar, pleiteou uma vaga.

“Atuo como motorista de empilhadeira há seis anos. Sou a única mulher que exerce essa função e trabalho com cerca de 35 homens. No início, enfrentei certo preconceito por parte dos meus colegas, que até então não estavam acostumados a ver uma mulher atuando na mesma função que eles. Com o passar do tempo fui ganhando respeito e mostrando que o lugar da mulher é onde ela quer. Inclusive, acredito que somos muito mais cautelosas e conseguimos exercer várias atividades ao mesmo tempo, o que nos dá um grande diferencial”, declarou Lucilene.

Já a Erika Cristina Santos de Souza, 34 anos, iniciou na unidade da SH no Pará como estagiária em desenho técnico, enquanto cursava Técnico em Edificações. Ela foi selecionada após assistir uma palestra da SH na instituição que estudava e se candidatou a vaga. Erika, que está há 11 anos na empresa, já passou por diversos cargos na SH e após finalizar o curso de graduação em Engenharia Civil, passou a atuar como assistente técnica, cargo que ocupa hoje.

“Quando fui para a área da assistência técnica passei a estar mais presente nas obras e comecei a sentir as dificuldades. Isso porque eu era nova e mulher, num ambiente majoritariamente masculino. Eu tinha apenas cinco anos de mercado e era testada pelos profissionais mais velhos, que queriam o tempo todo validar o meu conhecimento e capacidade. Hoje, sinto que o preconceito é mais velado, mas também acredito que reduziu bastante. Vejo que ainda temos muito para conquistar. Há 11 anos, quando comecei a estrutura não estava preparada para receber mulheres, nem banheiros femininos tinham nas obras. Hoje esse cenário evoluiu e as mulheres estão mostrando seu valor e competência”, concluiu Erika.

 

 

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Dois novos editais foram lançados para promover o empreendedorismo inovador e a pesquisa científica liderados por mulheres em Goiás. As duas oportunidades fazem parte do programa Goianas na Ciência e Inovação e contam com um investimento conjunto de quase R$ 1,3 milhão. O primeiro edital deve disponibilizar R$ 782 mil para bolsas de iniciação científica, enquanto o outro oferecerá suporte financeiro de até R$ 500 mil para até 10 startups lideradas por mulheres.

O primeiro edital tem como principal objetivo apoiar projetos de pesquisa desenvolvidos por estudantes do sexo feminino, sob orientação de professores doutores nas áreas prioritárias e estratégicas do Estado de Goiás. A iniciativa oferece bolsas de iniciação científica no valor mensal de R$ 800, além de uma reserva técnica para despesas relacionadas aos planos de trabalho dos bolsistas. As propostas de pesquisa podem ser submetidas a partir de abril no site goias.gov.br/fapeg.

A segunda oportunidade, denominada Eleve, é voltada para o apoio e fomento ao empreendedorismo inovador de mulheres goianas. As interessadas podem se inscrever até 5 de maio, submetendo suas propostas de negócio por meio do formulário disponível no site hubgoias.org. O programa irá selecionar até 50 novos negócios que atendam aos pré-requisitos estabelecidos, oferecendo capacitações, consultorias especializadas e eventos de conexão ao longo de três fases. Ao final, uma premiação total de R$ 500 mil será dividida entre as 10 startups que tiverem o melhor desempenho durante as fases de aceleração.

Os dois editais são parte do programa Goianas na Ciência e Inovação, realizado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). “Acreditamos na ciência e queremos que todos estejam nela. Por isso, queremos corrigir as distorções que fazem com que mulheres sejam minoria na área”, afirma o titular da pasta, José Frederico Lyra Netto.

“Sem dúvidas, as duas oportunidades terão um impacto grande na vida de muitas mulheres. Ver esse esforço e preocupação, sobretudo com as meninas mais jovens, me deixou muito feliz”, avalia Heloisy Rodrigues, primeira mulher a se formar no curso superior de Inteligência Artificial no Brasil.

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Documento reúne informações de 1,3 mil empresas goianas com 100 ou mais funcionários. No país como um todo, as mulheres ganham 19,4% a menos do que os homens

Dados foram enviados por empresas com 100 ou mais funcionários, perfil exigido por lei – Foto: Banco de Imagens/Freepik

As mulheres ganham 23,1% a menos do que os homens no estado de Goiás. É o que aponta o 1º Relatório de Transparência Salarial já publicado no país com recorte de gênero. O documento, apresentado nesta segunda-feira, 25 de março, pelos ministérios das Mulheres e do Trabalho e Emprego (MTE), contém os principais dados extraídos das informações enviadas pelas empresas com 100 ou mais funcionários – perfil exigido por lei para apresentar os dados para o Governo Federal.

No total, 1.374 empresas goianas responderam ao questionário. Juntas, elas somam 472,1 mil empregados. A exigência do envio de dados atende à Lei nº 14.611, que dispõe sobre a Igualdade Salarial e Critérios Remuneratórios entre Mulheres e Homens, sancionada pelo presidente Lula em julho de 2023.

A diferença de remuneração entre homens e mulheres varia de acordo com o grande grupo ocupacional. Em Goiás, em cargos de dirigentes e gerentes, por exemplo, chega a 26,3%.

No recorte por raça, o relatório aponta que as mulheres negras, além de estarem em menor número no mercado de trabalho goiano, também recebem menos do que as mulheres brancas. Enquanto a remuneração média da mulher negra é de R$ 2.626,03, a da não negra é de R$ 3.523,64. No caso dos homens, os negros recebem em média R$ 3.492,46 e os não negros, R$ 4.485,42.

O relatório também contém informações que indicam se as empresas têm políticas efetivas de incentivo à contratação de mulheres, como flexibilização do regime de trabalho para apoio à parentalidade, entre outros critérios vistos como de incentivo à entrada, permanência e ascensão profissional das mulheres.

No caso de Goiás, o relatório registrou que 49,9% das empresas possuem planos de cargos e salários; 39,5% adotam políticas para promoção de mulheres a cargos de direção e gerência; 32% têm políticas de apoio à contratação de mulheres; e 26,3% adotam incentivos para contratação de mulheres negras.

Apenas 19,2% possuem políticas de incentivo à contratação de mulheres LGBTQIAP+, 22,7% incentivam o ingresso de mulheres com deficiência, e apenas 7,7% têm programas específicos de incentivo à contratação de mulheres vítimas de violência. Poucas empresas ainda adotam políticas como licença maternidade/paternidade estendida (14,3%) e auxílio-creche (13,2%).

NACIONAL — No Brasil, as mulheres ganham 19,4% a menos do que os homens, de acordo com o 1º Relatório de Transparência Salarial. No total, 49.587 empresas responderam ao questionário – quase 100% do universo de companhias com 100 ou mais funcionários no Brasil. Destas, 73% têm 10 anos ou mais de existência. Juntas, elas somam quase 17,7 milhões de empregados.

A diferença de remuneração entre homens e mulheres varia de acordo com o grande grupo ocupacional. Em cargos de dirigentes e gerentes, por exemplo, chega a 25,2%.

No recorte por raça, o relatório aponta que as mulheres negras, além de estarem em menor número no mercado de trabalho, também recebem menos do que as mulheres brancas. Enquanto a remuneração média da mulher negra é de R$ 3.040,89, a da não negra é de R$ 4.552,45, diferença de 49,7%. No caso dos homens, os negros recebem em média R$ 3.843,74 e os não negros, R$ 5.718,40, o equivalente a 48,77%.

POLÍTICAS DE INCENTIVO — O relatório registrou que, em todo o país, 51,6% das empresas possuem planos de cargos e salários, políticas de incentivos às mulheres; 38,3% adotam políticas para promoção de mulheres a cargos de direção e gerência; 32,6% têm políticas de apoio à contratação de mulheres; e 26,4% adotam incentivos para contratação de mulheres negras.

Apenas 20,6% possuem políticas de incentivo à contratação de mulheres LGBTQIAP+, 23,3% incentivam o ingresso de mulheres com deficiência, e apenas 5,4% têm programas específicos de incentivo à contratação de mulheres vítimas de violência. Poucas empresas ainda adotam políticas como flexibilização de regime de trabalho, como licença maternidade/paternidade estendida (17,7%) e auxílio-creche (21,4%).

ESTADOS — Os dados mostram diferenças significativas por Unidade da Federação. O estado do Piauí, por exemplo, tem a menor desigualdade salarial entre homens e mulheres: elas recebem 6,3% a menos do que eles, em um universo de 323 empresas, que totalizam 96.817 ocupados. A remuneração média é de R$ 2.845,85.

Na sequência das UFs com menor desigualdade salarial entre homens e mulheres aparecem Sergipe e Distrito Federal, com elas recebendo 7,1% e 8% menos do que os homens, respectivamente. Em Sergipe, a remuneração média é de 2.975,77. No DF é a maior do país: R$ 6.326,24.

A maior desigualdade salarial no Brasil ocorre no Espírito Santo, onde as mulheres recebem 35,1% menos do que os homens. Na sequência dos estados mais desiguais, aparecem Paraná (66,2%), Mato Grosso do Sul (67,4%) e Mato Grosso (68,6%).

São Paulo é o estado com maior número de empresas participantes, um total de 16.536, e maior diversidade de situações. As mulheres recebem 19,1% a menos do que os homens, praticamente espelhando a desigualdade média nacional. A remuneração média é de R$ 5.387.

ONDE ACESSAR — Todos os dados estão disponíveis para consulta no site Portal Emprega Brasil – Empregador. As empresas têm até 31 de março para publicar o seu relatório individual no portal ou em suas redes sociais, sempre em local visível, garantindo a ampla divulgação para seus empregados, trabalhadores e público em geral.

Aquelas que não tornarem públicas as informações do relatório serão multadas em 3% do valor da folha. As empresas terão o prazo de 90 dias para apresentarem um plano de mitigação, ou seja, para reduzir as diferenças apontadas pelo relatório. Funcionários que quiserem denunciar desigualdades podem acessar o site Canal de Denúncias – Diferenças salariais entre mulheres e homens.

INSTRUMENTO PARA A IGUALDADE — Tanto o Relatório de Transparência Salarial quanto o Plano Nacional de Igualdade Salarial, que ainda será lançado, são frutos da Lei nº 14.611, sancionada pelo presidente Lula em 3 de julho de 2023. Ela aborda a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre homens e mulheres no ambiente de trabalho, modificando o artigo 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Por força da lei, empresas com 100 ou mais empregados devem adotar medidas para garantir essa igualdade, incluindo transparência salarial, fiscalização contra discriminação, canais de denúncia, programas de diversidade e inclusão, e apoio à capacitação de mulheres. A lei foi a primeira iniciativa do Executivo no primeiro ano do governo Lula, encaminhada ao Congresso Nacional em março do ano passado e aprovada no mês de junho.

*com informações gov.br | Presidência da República



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Segundo o IBGE, pessoas do sexo feminino são mais presentes nas salas de aula de todas as esferas do ensino goiano

Samuel Leão –
Imagem ilustrativa de professora em sala de aula. (Foto: Arquivo/Prefeitura de Anápolis).

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou a diferença expressiva de escolaridade entre mulheres e homens em Goiás. A disparidade é tanta no estado que as mulheres chegam a alavancar e manter a taxa nos níveis que atualmente se encontra.

Segundo o censo, 94,4% das crianças, com idade entre 6 e 14 anos, frequentam o Ensino Fundamental.

Enquanto os dados acerca da parcela masculina são de 93,9%, a feminina já possui 94,9% de taxa de presença. No contexto nacional, os números saltam para 94,4% e 94,8%, respectivamente.

Em 2016, a pesquisa apresentou os números de 96,4% para os homens, e de 95,2% para as mulheres em Goiás. Já no Brasil, a mesma amostra teve 96,6% e 96,8%, de modo que o estado está abaixo da média geral.

Já para a faixa etária entre 15 e 17 anos, que corresponde aos frequentadores do Ensino Médio, esses números se reduzem. Entretanto, a discrepância entre os gêneros aumenta. Homens possuem 72,7% em Goiás, enquanto as mulheres alcançam 84,5%.

No país, essa mesma amostra chega a, respectivamente, 71,9% e 78,2%, ficando abaixo da média do estado. Por fim, no Ensino Superior os índices abaixam ainda mais.

Entre os homens, apenas 21,2% frequentam, enquanto a média nacional é de 21,8%. Já entre as mulheres, os números divulgados são de 32,9% e 30,1%, respectivamente.

Vale pontuar que, entre todos os grupos e níveis educacionais pesquisados, o grupo de pretos ou pardos figura como a parcela com menor frequência.

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Um serralheiro de 53 anos foi preso suspeito de estuprar ao menos sete mulheres e uma criança na Região Metropolitana de Goiânia. Daniel Mauricio de Oliveira, que se  apresentava como pastor, cometeu os crimes entre os anos de 2015 e 2024 nas cidades de Goiânia, Goianira, Trindade e Santa Bárbara.

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Daniel foi preso no sábado, 23, pela Polícia Civil (PC) no Setor Solange Park, em Goiânia. Seis das vítimas, que possuem entre 11 e 57 anos, conforme a PC, passaram por exames de corpo de delito, que constataram a autoria do estuprador. 

Outras duas mulheres não apresentaram material genético do falso pastor, mas o reconheceram como o abusador. O modo como os crimes foram praticados também se assemelha ao relato das demais vítimas. O último abuso ocorreu no dia 16 de março de 2024.

“Há três opções para não ter detectado o material genético nas vítimas. Pode não ter ocorrido ejaculação, o autor ter usado um objeto para praticar o crime ou ele pode ter usado preservativo”, explicou a perita criminal Mariana Motta, chefe de gabinete da Polícia Técnico Científica.

Um dos carros utilizados para cometer os estupros | Foto: divulgação/PC

Falso pastor drogava vítimas 

A fim de despistar a polícia, o homem usava carros de terceiros de diferentes modelos e marcas. A delegada Amanda Menuci afirmou que Daniel, se aproveitando da profissão dos filhos que são mecânicos, pegava veículos de clientes para cometer os abusos. 

Normalmente, ele abordava as vítimas que pediam carona e, depois de ganhar a confiança delas se dizendo religioso, passava alguns dias conversando com as mulheres antes de cometer o abuso. Em alguns casos, como no da criança, ele obrigou a vítima a entrar no carro e, em seguida, cometeu o estupro.

Em pelo menos dois casos, ele dopou as vítimas para não oferecerem resistência, enquanto as ameaçava com facas e armas de fogo. Depois dos crimes, as mulheres eram abandonadas em locais ermos – uma das vítimas, que entrou em estado de choque, ficou ao relento das 22h às 5h da manhã. Apenas uma das vítimas foi estuprada na própria residência. 

“Um das vítimas foi obrigada a consumir uma pílula, enquanto uma outra alegou ter sido obrigada a ingerir um líquido. Ele abordava todas em período noturno e depois do abuso, roubava os pertences das vítimas. Um dos filhos dele foi preso em flagrante por estar usando o telefone de uma das mulheres”, explicou a investigadora. 

A delegada explica que o estuprador costumava abordar as vítimas em regiões próximas à residência, sempre passando pela GO-60. Para Amanda, Daniel já estava confortável com o trajeto.

“Ele usava o nome de Paulo para se apresentar às mulheres. Todas as vítimas afirmaram que se trata de um homem vaidoso, bem vestido e com a pele bem cuidada. Acreditamos que possam ter mais vítimas, inclusive, mais antigas”, concluiu.

Pertences apreendidos no carro do suspeito | Foto: divulgação PC

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A direção mais ativa e segura das mulheres no trânsito do estado de Goiás é notável nos últimos anos. Dados levantados pelo Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) mostram que, em 2023, foram 107.801 condutores acidentados, sendo apenas 24,5% de mulheres. Em reconhecimento a esse protagonismo, as lojas em Itumbiara e Catalão da Umuarama Concessionárias Volkswagen oferecerão um curso gratuito de mecânica básica no dia 23 de março, sábado, a partir das 8h, como uma edição especial que celebra o Dia Internacional da Mulher.

As mulheres que estiverem presentes poderão aproveitar a experiência da Volkswagen Best Drive em qualquer veículo disponível na concessionária, e a loja da Volkswagen Collection terá descontos especiais em toda a sua linha de produtos. O evento acontecerá em todas as unidades Umuarama Volkswagen que ficam nas cidades de Araguaína e Palmas, no Tocantins, Catalão e Itumbiara, em Goiás. Sendo aberto ao público, o curso dispõe de 20 vagas limitadas e para participar basta se inscrever pelo link https://bit.ly/mimvolks2024.

O curso MIM (Mecânica Inteligente para Mulheres) tem como principal objetivo fornecer noções básicas sobre o funcionamento e a manutenção dos veículos, enfatizando a importância das revisões regulares em concessionárias Volkswagen e o uso de peças originais. Ministrado com uma linguagem simples e direta, o curso aborda cuidados fundamentais com o veículo e desmistifica conceitos sobre o modo de dirigir e realizar a manutenção.

“O curso oferecido pela Concessionária Volkswagen tem o objetivo de desmistificar os cuidados básicos de mecânica que o veículo precisa. No evento, as alunas poderão ver alguns sinais de alerta que o veículo pode apresentar, abrir o capô e identificar por que tem peça que é colorida e peça que não, aprender como verificar o nível de óleo, como trocar o pneu do carro, estar atento ao nível de arrefecimento e outros ensinamentos”, explica Hugo Dourado, gerente de loja da Umuarama Volkswagen em Palmas.


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O levantamento da pesquisa Empreendedorismo Feminino, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta que Goiás está em 4º entre os estados com maior proporção de mulheres donas de negócios. Com o intuito de homenagear 30 mulheres goianas que inspiram pessoas, que ajudam a economia brasileira e a autoestima feminina, o Prêmio Mulheres Empreendedoras chega neste ano a sua 7ª edição, após agraciar personalidades goianas e nacionais ao longo de 9 anos.

O evento acontece para convidados no dia 26 de março, a partir das 21 horas, no Espaço Noite Especial, no Jardim Europa, em Goiânia.  O evento integra o calendário oficial do Estado, com a chancela da Assembleia Legislativa de Goiás.

“Em Goiás, o empreendedorismo feminino tem se tornado cada vez mais relevante. E cabe a nós essa missão de homenagear, respeitar e valorizar cada uma delas”, diz Brenno Alves, um dos organizadores da premiação, do Grupo Viver Goiás. Para ele, esse desenvolvimento da mulher é uma resposta ao descrédito que muitas vezes a mulher enfrentou e merece ser celebrado.

“Quando criança, percebia que as mulheres mais velhas da família não acreditavam no crescimento da mulher até porque viveram uma época em que eram limitadas ao papel doméstico. O prêmio tem o propósito de valorizar a conquista feminina, na contramão desta mentalidade”, completa.

O jornalista Leonardo Arruda, também organizador do prêmio, conta que a iniciativa começou em 2015, quando ele e Brenno convidaram sete mulheres notáveis para marcar a sétima edição da Revista Viver Goiás. “Fez tanto sucesso que passamos a receber pedidos para fazer uma premiação. E é isso que estamos fazendo todos os anos, com um hiato de dois anos por causa da pandemia da Covid-19”.

Neste ano, entre as homenageadas estão as cantoras Nila Branco e Camila, que faz dupla com Thiago. “Também estão na lista outras mulheres de diversos setores da sociedade, mulheres que começaram com um negócio pequeno, e que hoje estão gerindo grandes empresas”, explica Arruda. Ele conta que as homenageadas são indicações e que o Grupo avalia a história de cada uma antes da escolha.

Em 2024, o evento vai contar com um jantar servido pelo Vinícius Buffet, as sobremesas ficam por conta dos tradicionais Doces de Nerópolis e, neste ano, a organização prepara um carrinho com açaí para ser servido aos convidados e homenageadas.

Famosas

Grandes personalidades femininas já foram agraciadas com o prêmio, como as cantoras Maiara e Maraísa, a influencer Andressa Suita e as apresentadoras Eliana, do SBT, e Ana Maria Braga, da TV Globo. “Este prêmio tem um significado muito grande para mim, pois eu fui escolhida por mulheres empreendedoras. Agradeço especialmente ao Brenno Alves e Leonardo Arruda, organizadores do evento”, disse Ana Maria em seu programa Mais Você, enquanto mostrava o troféu do prêmio do ano passado.

Na história do prêmio também destaca a homenagem póstuma à escritora goiana Cora Coralina. Na ocasião, o troféu foi entregue à neta da goiana, Célia Bretas Tahan. “Quando a gente fala de Cora Coralina, a gente fala de mulher forte, à frente de seu tempo. É uma das brasileiras mais lembradas até hoje, mesmo passando 39 anos da sua morte, por diversas autoridades e celebridades. Por isso a homenagem: pelo trabalho, pela força e garra que ela teve”, diz Brunno

A força feminina

O número de mulheres empreendedoras no Brasil atingiu 10,3 milhões em 2022, segundo o último levantamento da pesquisa Empreendedorismo Feminino, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O aumento foi de 30% em relação ao ano de 2021, um recorde desde o início da pesquisa, em 2016. Os dados mostram, ainda, que Goiás está em 4º entre os estados com maior proporção de mulheres donas de negócios. São 36% da força econômica estadual, ficando atrás somente de São Paulo (37%), Ceará (38%) e Rio de Janeiro (38%).

 

SERVIÇO

O que: Prêmio Mulheres Empreendedoras 2024

Quando: 26 de março, terça-feira

Horário: 21h

Local: Espaço Noite Especial – Avenida Lisboa, Quadra 184, Lote 27E, Jardim Europa – Goiânia

Entrada: Só para convidados.

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A escritora Lídia Jorge afirmou que o respeito pelas mulheres na literatura e até se perceber que não escreviam apenas “sobre coisas cor-de-rosa” demorou muito tempo.

“Até que fossem respeitadas, até que se percebesse que as mulheres não escreviam apenas sobre coisas cor-de-rosa, até que se percebesse que as mulheres tinham uma palavra válida demorou muito tempo”, disse à Lusa, ao ser questionada sobre o facto de apenas agora existir um nome feminino entre as cátedras Camões – Instituto da Cooperação e da Língua no Brasil.

A cátedra com o nome de Lídia Jorge na Universidade Federal brasileira de Goiás, inaugurada na terça-feira, é a primeira da rede Camões no Brasil a homenagear uma escritora e a nona no país sul-americano.

“A evolução, de facto, tem sido lenta. As mulheres, por toda a parte, só há muito pouco tempo é que aprenderam a ler e a escrever a sua vida”, afirmou à margem da inauguração da cátedra.

Ainda assim, frisou, “começa finalmente a ter noção que há mulheres que escrevem e que têm algum mérito. Finalmente está a acontecer”.

Tal mudança de pensamento na sociedade é um estímulo, sobretudo para as raparigas: “vendo vozes femininas, como chegaram aqui e as dificuldades que tiveram é um estímulo para que elas tenham força, capacidade de resistência, acreditarem em si mesmas”, defendeu Lídia Jorge.

Saber que a mulher pode ter “um papel importante nos planos mais sérios, nos planos mais importantes” e não somente “nas atividades apenas de montra”, mas também no plano político, artístico e cientifico, tem de ser a normalidade na sociedade, disse.

A escritora espera, contudo, que o equilíbrio seja justo, “porque as mulheres não devem ser ajudadas apenas por serem mulheres”

“Eu recuso isso. Têm de ser reconhecidas por mérito próprio. Não há felicidade nenhuma apenas porque se é mulher ser ajudada. Não, é porque se tem mérito”, sublinhou.

Quanto à homenagem que recebeu na terça-feira em Goiânia, a escritora portuguesa mostrou-se grata por terem decidido que o seu nome “merece ficar como uma referência” num lugar onde se valorizam os “estudos portugueses, mas também estudos culturais e ibéricos e latino-americanos”.

Poeta, contista e romancista, Lídia Jorge iniciou a sua carreira com o romance “O Dia dos Prodígios”, em 1980. Ao longo dos anos, foi galardoada com vários prémios, incluindo o Grande Prémio de Literatura em Línguas Românicas da FIL (2020) e o Prémio Médicis Estrangeiro (2023).

Mais recentemente, em 2022, escreveu “Misericórdia”, a pedido da mãe, internada numa instituição para idosos, no Algarve, que várias vezes lhe pediu que escrevesse um livro com este título.

A história decorre entre abril de 2019 e abril de 2020, data da morte da mãe da autora, que foi uma das primeiras vítimas da covid-19 no sul do país.

Os livros de Lídia Jorge estão traduzidos para diversas línguas, como alemão, galego, búlgaro, castelhano, esloveno, grego, francês, hebraico, húngaro, italiano, holandês, romeno, sueco e inglês, entre outras.

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Lilian Kelly, primeira-dama de Planaltina de Goiás (à direita)
  • Em reunião estratégica, representantes de mulheres e secretarias de Estado do Governo de Goiás discutem diretrizes para os próximos meses 

Na última segunda-feira (18/03) a Secretaria de Estado do Entorno do Distrito Federal (SEDF-GO) recebeu trinta e seis representantes de secretarias e unidades de políticas públicas para mulheres das prefeituras do Entorno. Elas se reuniram com Caroline Fleury, titular da Pasta, e Mariana Gidrão, superintendente da Mulher da secretaria de Desenvolvimento Social de Goiás (SEDS), para deliberar sobre iniciativas essenciais para a região. 

Uma das decisões mais significativas foi a criação do Fórum Estadual de Políticas para Mulheres em nível regional para o Entorno do DF. Para Caroline Fleury, essa mobilização é essencial para fortalecimento e ofertas de programas do Governo de Goiás na região. “Nosso objetivo é facilitar para que todas as políticas públicas do Estado cheguem ao Entorno de forma integral, conectadas com a realidade de nossas mulheres. Porque o Entorno é Goiás e tem Governo”. 

ilian Kelly, primeira-dama de Planaltina de Goiás (à direita) 

Durante sua apresentação, a superintendente Mariana Gidrão apresentou os programas de apoio às mulheres do Goiás Por Elas, executados pela SEDS, focado em mulheres em situação de vulnerabilidade que enfrentam situações de violência. Ela enfatizou que a meta, no entanto, é estimular cada vez mais a prevenção da violência. Nesse sentido, Gidrão adiantou que a superintendência pretende em parceria com a Secretaria do Entorno criar um grupo do Fórum Regional para Mulheres regionalizado para o Entorno. “A realização do Fórum do Entorno voltado exclusivamente para mulheres certamente será um marco importante na região. São ações como essas que podem trazer mudanças significativas”.  

Além disso, o encontro proporcionou um panorama das principais políticas públicas para as mulheres em Goiás, e as participantes puderam apresentar demandas pontuais dos respectivos municípios. Lilian Kelly, primeira-dama de Planaltina de Goiás destacou que  foi uma reunião muito produtiva, especialmente pela conversa direta com a representante da superintendência da Mulher. “Foi possível para nós apresentar as demandas do município no que se refere a políticas públicas para mulheres e entender como o Estado tem trabalhado para supri-las”, disse Lilian Kelly. 

O grupo conheceu um panorama das principais políticas públicas para as mulheres em Goiás e  apresentou demandas pontuais dos respectivos municípios. Entre as participantes, a primeira-dama de Planaltina de Goiás, Lilian Kelly, ressaltou a importância dessa aproximação.”Foi uma reunião muito produtiva, especialmente pela presença da Superintendente da mulher, porque foi possível para nós apresentar as demandas do município no que se refere a políticas públicas para mulheres e entender como o Estado tem trabalhado para supri-las”, disse.  A presença das vereadoras Ivonete Souto (Cidade Ocidental) e Maria do Monte (Valparaíso) também enriqueceu o debate, demonstrando o engajamento das lideranças locais. 

Goiás Por Elas

O programa Goiás Por Elas destina R$ 300,00 mensais durante 12 meses para mulheres vítimas de violência doméstica inscritas no CadÚnico e com medida protetiva de urgência. Desde sua implementação em julho de 2023, já selecionou 804 mulheres e entregou 454 cartões. Além disso, as beneficiárias têm prioridade em diversos programas essenciais, como Aluguel Social, Crédito Social, Mães de Goiás, Dignidade, Aprendiz do Futuro, Passe Livre Estudantil, Mais Empregos, Tarifa Social de Água e Energia, e Meninas de Luz. 

Comunicação Setorial – Secretaria do Entorno do Distrito Federal



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Um estudo inovador conduzido por pesquisadores maranhenses revelou uma conexão entre doenças cardíacas em mulheres na menopausa e a infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV).

O estudo, intitulado “Envolvimento do HPV na doença arterial coronariana em mulheres climatéricas: atenção à saúde no Maranhão”, liderado pelo professor doutor Rui Miguel Gil da Costa, do Departamento de Morfologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), identificou uma correlação significativa entre a presença do HPV e o aumento do risco de desenvolvimento de doenças coronárias em mulheres na menopausa.

Durante a pesquisa, foram avaliadas 71 pacientes, das quais 36,6% estavam infectadas pelo HPV, sendo essa infecção significativamente associada à presença de doença coronariana.

Além disso, foram observadas tendências específicas relacionadas à gravidade das doenças cardíacas e à presença de determinados tipos de HPV.

Microvesículas circulantes do soro sanguíneo dessas pacientes foram isoladas e analisadas, corroborando a associação entre o HPV e as doenças do coração, sugerindo uma possível relação causal.

Essa descoberta representa um avanço significativo no entendimento da saúde cardiovascular feminina durante a menopausa.

O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), Nordman Wall, destacou a importância do apoio à pesquisa científica e o compromisso do governo do Estado do Maranhão em promover inovação na área da saúde.

O estudo foi um dos 19 projetos selecionados no edital ‘Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde (PPSUS)’, e seus resultados foram apresentados durante um seminário de avaliação em São Luís.

A partir dessas descobertas, novas políticas de saúde podem ser formuladas, incluindo estratégias de prevenção e rastreamento direcionadas a mulheres na menopausa, visando à detecção precoce e intervenções mais eficazes.

O professor Rui Gil da Costa enfatizou a importância dessa descoberta no contexto das políticas de saúde, destacando a necessidade de uma abordagem mais abrangente e personalizada no tratamento das doenças cardíacas em mulheres na menopausa.

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