Bia de Lima pretende estabelecer dados relativos aos impactos das mudanças climáticas na vida das mulheres
Lidiane 3 de abril de 2026
A deputada Bia de Lima (PT) protocolou, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), neste mês de março, o seu projeto de lei nº 5123/26, que estabelece diretrizes para o levantamento, organização, sistematização e divulgação de dados relativos aos impactos das mudanças climáticas na vida de meninas e mulheres no Estado de Goiás.
Ainda de acordo com a matéria, serão consideradas desigualdades de gênero, raça, classe social, território, geração e pertencimento a comunidades tradicionais. Além disso, o levantamento dos dados deverá levar em conta, no mínimo:
I – O acesso à água potável, à segurança alimentar e à moradia adequada, especialmente em regiões afetadas por escassez hídrica, secas prolongadas e degradação ambiental do bioma Cerrado;
II – A situação de saúde das mulheres e meninas, incluindo saúde física, mental, sexual e reprodutiva, em contextos de eventos climáticos extremos;
III – As responsabilidades de cuidado assumidas por mulheres em situações de crise climática, sobretudo em comunidades rurais e periféricas;
IV – A incidência de violência contra meninas e mulheres em contextos de desastres ambientais, deslocamentos ou situações de vulnerabilidade decorrentes de eventos climáticos;
V – A participação das mulheres na produção agrícola, na agricultura familiar, no extrativismo sustentável do Cerrado, no trabalho informal e na geração de renda;
VI – O acesso das mulheres às políticas públicas ambientais, sociais, de segurança alimentar e de desenvolvimento rural;
VII – A participação das mulheres nos espaços de decisão relacionados à formulação de políticas ambientais, climáticas e de gestão dos recursos naturais.
Bia de Lima afirma que o Estado de Goiás, situado majoritariamente no bioma Cerrado, vem experimentando, nos últimos anos, eventos climáticos cada vez mais intensos, caracterizados por períodos prolongados de estiagem, aumento das temperaturas médias, baixa umidade relativa do ar e crescimento dos focos de queimadas. Esses fenômenos têm provocado impactos diretos no meio ambiente, na saúde pública, na produção agrícola e nas condições de vida da população.
“Ao promover a sistematização dessas informações e incentivar a transparência e a divulgação dos dados, o projeto também contribui para fortalecer o debate público sobre justiça climática, equidade social e sustentabilidade, alinhando o Estado de Goiás às melhores práticas internacionais de governança ambiental”, defende Bia.
A matéria será encaminhada para Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa, onde será distribuída para a relatoria de um colega parlamentar.
Por iniciativa de Dra. Zeli, Parlamento goiano homenageou mulheres empreendedoras em sessão solene neste sábado, 28
Lidiane 28 de março de 2026
A deputada Dra. Zeli (Mobiliza) realizou, na manhã deste sábado, 28, sessão solene em homenagem a mulheres empreendedoras do Estado, com entrega do Certificado do Mérito Legislativo.
Além da parlamentar, compuseram a mesa dos trabalhos: a educadora financeira Paula Peixoto; a psicóloga e empreendedora Juliana Meneghelo; a presidente do Instituto Cidadania que Acolhe, Paula Caetano Ferreira; a presidente do projeto Mistura Feminina, Wirla Karla Machado Tavares; e o pastor da Igreja Batista de Vila Nova Carlos Henrique.
Em seu discurso, Zeli ressaltou que a iniciativa vai além de uma homenagem simbólica, sendo um gesto de gratidão e respeito à trajetória de mulheres que, diariamente, fazem a diferença em diversas áreas. “Cada história aqui representa dignidade, esforço e coragem”, afirmou.
A legisladora também reforçou a defesa da independência feminina, destacando que a autonomia profissional é fundamental para que as mulheres tenham liberdade de escolha e segurança em suas decisões. “A independência não apenas amplia oportunidades, mas também atua como forma de proteção diante dos desafios da vida.”
A deputada reafirmou seu compromisso em transformar esse discurso em ações concretas, promovendo políticas públicas que incentivem o empreendedorismo e garantam mais oportunidades.
Zeli ainda enfatizou que cada certificação entregue durante a sessão representa uma trajetória de superação e conquista, simbolizando mulheres que não esperaram pelas oportunidades, mas as construíram.
A parlamentar finalizou seu discurso agradecendo aos organizadores e participantes do evento e reforçou que momentos como esse devem servir de inspiração para que mais mulheres ocupem seus espaços, fortalecendo suas vozes e contribuindo para o desenvolvimento de Goiás.
Fé
O pastor Carlos Henrique ressaltou que a valorização da mulher está presente na Bíblia, citando como exemplo o capítulo 31 do livro de Provérbios, que descreve a mulher virtuosa como alguém com visão de investimento, capacidade de gestão e organização do lar e dos negócios.
Segundo o religioso, empreender não é apenas uma tendência moderna, mas um princípio já estabelecido nos ensinamentos bíblicos. Ele enfatizou que a mulher empreendedora é aquela que negocia, produz, lidera e administra com sabedoria, sendo um pilar fundamental tanto na família quanto na sociedade. Ao final, o pastor deixou uma mensagem de fé às homenageadas, afirmando que o temor a Deus é essencial para alcançar ainda mais sucesso e bênçãos na vida pessoal e profissional.
Social
Em seguida, a presidente do Instituto Cidadania que Acolhe, Paula Caetano Ferreira, destacou a importância da união entre mulheres como ferramenta de transformação social. “Ocupar espaços de liderança ainda é um desafio para as mulheres, mas iniciativas como essa fortalecem uma rede de apoio essencial para o crescimento coletivo. Quando uma mulher reconhece e valoriza o trabalho de outra, amplia oportunidades e incentiva novas trajetórias de sucesso”, afirmou.
Paula Ferreira também compartilhou parte de sua história, lembrando que iniciou sua trajetória no empreendedorismo no ramo da moda, onde aprendeu sobre independência financeira e coragem. No entanto, experiências pessoais, incluindo a vivência da violência contra a mulher, a motivaram a criar o instituto, com o propósito de acolher, orientar e fortalecer mulheres em situação de vulnerabilidade.
De acordo com a ativista, o projeto atua no enfrentamento à violência e na conscientização sobre direitos, oferecendo suporte para que mulheres possam reconstruir suas vidas com dignidade. “Quando uma mulher conhece seus direitos, ela ganha força para se posicionar e recomeçar”, concluiu.
Rede de apoio
Presidente do projeto Mistura Feminina, Wirla Karla Machado Tavares ressaltou o papel dos projetos sociais, como o do movimento que ela comanda, na promoção do protagonismo feminino, criando redes de apoio e incentivando mulheres a desenvolverem seus próprios caminhos no empreendedorismo.
Para Wirla Tavares, reconhecer trajetórias é também abrir portas para outras mulheres. Ela destacou que quando uma mulher ocupa seu espaço inspira outras a fazerem o mesmo, ampliando possibilidades e transformando realidades.
Ao concluir, Wirla celebrou a união feminina e reforçou que iniciativas como essa contribuem para uma sociedade mais justa, onde mulheres têm voz, vez e reconhecimento.
Força
A educadora financeira Paula Peixoto chamou atenção para os imprevistos do cotidiano, mostrando que dificuldades fazem parte da vida e não devem ser vistas como impedimentos, mas como parte do processo de crescimento.
Paula Peixoto também trouxe uma reflexão sobre a busca pela perfeição, afirmando que a verdadeira força está na autenticidade. “A nossa perfeição está na nossa não perfeição”, destacou, ao reforçar que ser forte e corajosa é, muitas vezes, escolher continuar mesmo sendo vulnerável.
Ao finalizar, a educadora deixou uma mensagem às homenageadas: que não esqueçam que estão onde estão por mérito e trajetória, e que cada conquista carrega a força de escolhas diárias feitas com coragem.
A psicóloga e empreendedora Juliana Meneghelo ressaltou que, por trás do título de mulher empreendedora existem histórias marcadas por comprometimento, responsabilidade e, principalmente, superação. “São muitos desafios, obstáculos, dores e lágrimas até chegar aonde chegamos”, afirmou, ao reconhecer a trajetória das homenageadas.
Juliana também pontuou que a jornada não termina nas conquistas, mas segue com novos desafios, exigindo coragem contínua. Utilizando a metáfora da fênix, a empreendedora destacou a capacidade de recomeço das mulheres. Segundo ela, muitas já se viram “em cinzas”, mas encontraram força para renascer e seguir em frente.
Ao final, a psicóloga deixou uma mensagem de fé e encorajamento, reforçando sua admiração pelas homenageadas e lembrando que, mesmo nos momentos de fragilidade, existe uma força maior que sustenta cada uma. “Que vocês nunca se esqueçam de que existe um Deus que não desiste de vocês e que está sempre presente”, concluiu.
Na manhã deste sábado, 28, a deputada Dra. Zeli (Mobiliza) promoverá sessão solene extraordinária para entrega do Certificado do Mérito Legislativo, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.
A sessão ocorrerá no Plenário Iris Rezende, a partir das 9 horas, com reconhecimento a mulheres de diversas categorias de todo o Estado de Goiás, por seus relevantes serviços prestados.
A iniciativa irá reconhecer várias mulheres empreendedoras de diversas regiões do Estado com a entrega do Certificado do Mérito Legislativo.
A solenidade reunirá mulheres que se destacam em diferentes segmentos do empreendedorismo, contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico e social de Goiás. A ação reafirma o compromisso da parlamentar com a valorização feminina e o fortalecimento do protagonismo das mulheres na sociedade.
Esta não é a primeira iniciativa da deputada nesse sentido. Em 11 de outubro do ano passado, Dra. Zeli já havia promovido uma sessão solene semelhante, também voltada ao reconhecimento de mulheres goianas, consolidando uma agenda contínua de valorização e incentivo à participação feminina em diferentes áreas.
Atual Procuradora Especial da Mulher na Assembleia Legislativa, a deputada tem se destacado por sua atuação direta na defesa dos direitos das mulheres, com iniciativas que vão desde a ampliação da rede de proteção, com a inauguração de novas procuradorias no interior do Estado, até o incentivo ao empreendedorismo e à autonomia financeira feminina.
A realização da sessão também dialoga com o simbolismo do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, data oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, que representa a luta histórica das mulheres por igualdade de direitos, melhores condições de vida e maior participação nos espaços de decisão.
Turma entende que imunidade parlamentar protege pronunciamento feito no Dia Internacional da Mulher de 2023
A 4ª Turma Cível do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) anulou a condenação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) que determinava o pagamento de R$ 200.000 por danos morais coletivos por ironizar mulheres trans em discurso no plenário da Câmara dos Deputados, no Dia Internacional da Mulher de 2023.
Em decisão unânime, com um placar de 3 a 0, o colegiado revogou a sentença da 1ª Instância e decidiu a favor de Nikolas. A ação judicial foi movida pela Aliança Nacional LGBTI+ e pela Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas, que alegaram “crime de transfobia, além de discurso de ódio e incitação à violência contra a população LGBTI+”.
Os magistrados entenderam que a imunidade parlamentar protege a conduta do deputado, uma vez que as manifestações e os gestos se deram durante o exercício do mandato e dentro do recinto da Casa Legislativa.
RELEMBRE O CASO
No episódio de 2023, o deputado vestiu uma peruca loura, apresentou-se como “Deputada Nikole” e criticou pautas relacionadas à identidade de gênero.
“Hoje me sinto mulher, deputada Nikole, e tenho algo muito interessante para falar. As mulheres estão perdendo seu espaço para homens que se sentem mulheres”, declarou o deputado ao abrir seu discurso.
A atuação provocou forte reação de entidades civis e de outros deputados, o que resultou na ação judicial agora revertida pelo TJDFT.
Assista ao vídeo (3min02s):
Instituto vai reunir os indicadores mais representativos da situação das mulheres nas dimensões investigadas pelo Censo
O IBGE promove no próximo dia 26 de março um encontro dedicado à apresentação do Panorama “Mulheres no Censo Demográfico 2022”. No evento, que será realizado na Casa Brasil IBGE Rio de Janeiro e de forma on-line, especialistas do instituto discutirão indicadores estratégicos que revelam as desigualdades de gênero no Brasil, do nível nacional até os municípios.
Embora diversas divulgações do Censo forneçam dados por sexo, essas informações estão dispersas entre diferentes temas. O Panorama reúne, em um único espaço, os indicadores mais representativos da situação das mulheres nas dimensões investigadas pelo Censo, oferecendo uma visão transversal e integrada das desigualdades de gênero.
A coordenadora da Comissão Temática de Relações Sociais de Gênero e Sexualidades do IBGE, Daléa Antunes, disse que a perspectiva de análise fornecida pelo Panorama permite identificar desigualdades que muitas vezes permanecem invisíveis nas estatísticas agregadas. Com isso, a iniciativa pode contribuir para orientar políticas públicas mais eficazes para mulheres e homens.
“O Censo tem a capacidade de revelar essas diferenças em escala territorial muito detalhada, chegando ao nível de municípios e até de bairros. Em um país tão diverso e desigual como o Brasil, essa granularidade é fundamental para dar visibilidade às diferentes realidades vividas por mulheres e homens em distintos territórios e grupos populacionais”, declarou.
O evento contará com falas de especialistas sobre o Censo 2022, destacando temas como a experiência das mulheres na coleta; educação e pessoas com deficiência; fecundidade e composição familiar; indígenas e quilombolas, dentre outros. Convidados especiais também abordarão a importância dos dados para as políticas públicas em diferentes níveis.
A organização dos dados busca facilitar o acesso da sociedade às informações e servir de base para análises, pesquisas e políticas públicas baseadas em evidências. Essa iniciativa se soma aos esforços empreendidos em Censos anteriores, com a divulgação do SNIG (Sistema Nacional de Indicadores de Gênero 2014) e o Informativo Trienal da Coordenação de População e Indicadores Sociais, “Estatísticas de Gênero – Indicadores sociais das mulheres no Brasil” (2017, 2021 e 2024).
Ao disponibilizar um Panorama dedicado às desigualdades entre homens e mulheres, o IBGE reafirma seu compromisso com a transparência, a democratização da informação e a produção de evidências para decisões públicas qualificadas, em consonância com a Agenda 2030.
Com informações da Agência IBGE.
Mulheres que atuam em carreiras jurídicas são homenageadas por Delegado Eduardo Prado em sessão solene no Parlamento
Lidiane 19 de março de 2026
O deputado Delegado Eduardo Prado (PL) realizou na tarde desta quinta-feira, 19, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), sessão especial em homenagem a mulheres que atuam em carreiras jurídicas, com a entrega da Medalha Pedro Ludovico Teixeira, maior honraria do Parlamento Goiano e do Certificado do Mérito Legislativo.
A solenidade, segundo Prado, visa a reforçar o papel das profissionais em prol do desenvolvimento do Estado e na melhoria da vida do povo goiano. Além disso, foram concedidos títulos de Cidadania Goiana às delegadas de polícia Caroline Gonçalves Araújo e Tereza Eduarda da Silva Nabarro.
Fizeram parte da mesa diretiva dos trabalhos, além do deputado: a subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Sandra Mara Garberlini, representante do procurador-geral de Justiça do Estado de Goiás, Cyro Terra Peres; a delegada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Trindade, Caroline Gonçalves Araújo; a delegada de polícia de Pontalina, Tereza Eduarda da Silva Nabarro; a subcoordenadora do Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher, defensora pública Cristiana Maria Baptista Teixeira Conceição; a defensora pública do Estado de Goiás, Nathália Teles Lima de Morais; a presidente interina da Ordem dos Advogados do Brasil -seção Goiás (OAB-GO), Talita Hayasaki e a delegada de polícia do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais, Lara Soares Françoso de Castro.
Eduardo Prado agradeceu a oportunidade de homenagear “tantas mulheres guerreiras” durante a sessão especial, reforçando que, ao se destacar na carreira jurídica, elas se destacam no basilar da sociedade. Lembrou, ainda, que é presidente da Comissão de Segurança Pública da Casa e, também, presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, e colocou o gabinete à disposição de todas para sugerirem projetos de lei, acompanharem os mandatos dos deputados e tecerem críticas.
“Um dos projetos mais importantes do meu mandado saiu da sugestão de quatro mulheres que foram ao meu gabinete. Elas me contaram que mulheres surdas não tinham acompanhamento de tradutor do pré-natal até o parto, o que já gerou situações horríveis. Após isso, pude elaborar um projeto de lei, nesse sentido, que foi aprovado por esta Casa e sancionado pelo governador, para garantir um tradutor para essas mulheres surdas. Vocês têm essa sensibilidade de fazerem propostas que mudam a vida das pessoas”, frisou o parlamentar.
Desafios e lutas
Em seguida, a subprocuradora de Justiça, Sandra Mara Garberlini, destacou que o gesto de Eduardo Prado simboliza o reconhecimento à trajetória feminina – inviabilizada por muitos anos. “Às mulheres cabiam, no Brasil, tarefas mais ligadas à atividade doméstica do que à atividade intelectual. Os estudos, o voto e os cargos de destaque eram reservados aos homens e constituíam uma ideia muito distante às mulheres da época. As conquistas das mulheres são muito recentes, em termos históricos. As mulheres da carreira jurídica carregam consigo, não apenas o rigor técnico e a excelência profissional, mas também a coragem de transformar as estruturas”, pontuou.
Cidadãs Goianas
A mais nova cidadã do Estado de Goiás, a delegada Caroline Gonçalves Araújo, destacou a sua honra em receber o título, não apenas pelo reconhecimento, mas pelo significado agregado a ele. “Goiás não é meu Estado de nascimento, mas é, sem dúvida, a terra que me acolheu, me forjou e me ensinou, na prática, o sentido de servir. Ser delegada de polícia vai muito além de aplicar a lei, é estar todos os dias na linha de frente da dor humana, é olhar nos olhos das mulheres que chegam destruídas pela violência doméstica, muitas vezes silenciada por anos”, disse.
Caroline afirmou ainda não se tratar de uma trajetória fácil e glamorosa, mas recheada de propósito. “Ser reconhecida por esse trabalho é uma grande honra, mas também um lembrete do compromisso que assumi quando aceitei essa carreira: proteger, servir e nunca me omitir frente a injustiças. Hoje, como cidadã goiana, reforço esse compromisso”, finalizou.
Também agraciada, a delegada Tereza Eduarda da Silva Nabarro reforçou que ser cidadã goiana é motivo de profunda honra e gratidão. “Agradeço, em especial, ao deputado Delegado Eduardo Prado, pela sensibilidade e valorização de tantas mulheres incríveis que estão sendo homenageadas hoje. Premiar mulheres que se dedicam ao direito e à segurança pública não é apenas um ato simbólico, mas um instrumento concreto de incentivo à equidade, representatividade e ao fortalecimento institucional”, reforçou.
Participação e reconhecimento
Em tempo, a delegada Lara Soares Françoso de Castro parabenizou Eduardo Prado pela iniciativa, enaltecendo o trabalho de todas as colegas homenageadas na sessão. “O número de mulheres ainda é muito baixo nas carreiras jurídicas, mas cresce a cada ano. Estamos ocupando espaço que antes não ocupávamos. Desejo que cada vez mais que, nós mulheres, ocupemos espaços, principalmente de decisão”, afirmou Lara.
A presidente interina da OAB-GO, Talita Hayasaki, também enfatizou sua honra em poder representar a Ordem do Advogados na sessão solene desta tarde, principalmente por ocupar a presidência durante o mês de março. “É um mês que nos leva à reflexão e a Assembleia Legislativa, nos reunindo aqui, neste propósito, faz com que tenhamos a certeza de se tratar de um reconhecimento político, institucional e, acima de tudo, necessário”, declarou.
A defensora pública do Estado de Goiás, Nathália Teles Lima de Morais, representando as homenageadas da tarde, disse que a inciativa do parlamentar, de abrir espaço de fala para as mulheres, é louvável. “A Defensoria Pública, antes de tudo, busca acolher o ser humano, seja ele homem ou mulher, primário ou reincidente. Estamos sempre buscando abrir a porta da Justiça para as pessoas mais invisíveis da sociedade”, declarou a defensora pública.
Por fim, a subcoordenadora do Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher, Cristiana Maria Baptista Teixeira Conceição, falou da dificuldade que as mulheres ainda possuem de ocupar funções e espaços públicos. “As mulheres não ocupam esses espaços, nem de forma rápida, nem de forma fácil. Nossas avós tinham a prioridade de educar os filhos homens e depender dos maridos para estudar. Gostaria de honrar a todas as mulheres que lutaram e batalharam para termos os espaços que temos hoje”, afirmou Cristiana.
Um estudo divulgado pelo Sebrae Goiás revela que o empreendedorismo feminino tem ampliado sua presença na economia do estado. De acordo com a pesquisa Perfil da Mulher Empreendedora, atualmente cerca de 374 mil mulheres empreendem em Goiás, representando 12% da população feminina em idade de trabalhar. Entre os mais de 1 milhão de pequenos negócios ativos, aproximadamente 435 mil são liderados por mulheres, o equivalente a 44% do total.
A publicação reúne dados socioeconômicos que ajudam a compreender o perfil das empreendedoras, seus desafios e as oportunidades de crescimento no mercado. Nesta edição, o estudo dedica atenção especial às microempreendedoras individuais (MEI), que representam quase metade das empresas comandadas por mulheres no estado.
Segundo a analista do Sebrae Goiás, Polyanna Marques Cardoso, o levantamento busca ampliar a compreensão sobre a participação feminina no ambiente empresarial e servir de base para políticas públicas e ações de incentivo ao empreendedorismo.
“São dados e histórias que podem inspirar muitas outras mulheres a seguirem o caminho do empreendedorismo, com a possibilidade de conquistar autonomia financeira e realizar seus próprios projetos”, afirmou.
O perfil traçado pela pesquisa indica que a idade média das empreendedoras goianas é de 43 anos. A maioria é formada por mulheres negras, que representam 53% do total. O estudo também mostra elevado nível de escolaridade: 38% possuem ensino superior.
Apesar desse avanço, a desigualdade de renda ainda é um desafio. O rendimento médio das mulheres empreendedoras chega a R$ 3.723 mensais, valor que cresceu 44% na última década. Mesmo assim, a renda masculina permanece superior, com diferença média de 35%.
Outro dado relevante é a transformação no papel social dessas mulheres. Mais da metade das empreendedoras (53%) é chefe de família, e muitas conciliam a gestão do negócio com responsabilidades domésticas. Parte significativa das atividades é realizada dentro do próprio domicílio, realidade de cerca de 38% das empresárias.
A formalização também avançou ao longo dos últimos anos. Em 2016, apenas 30% das empreendedoras atuavam de forma regularizada. Em 2025, esse percentual chegou a 45%. Segundo o levantamento, a formalização impacta diretamente na renda, já que mulheres com negócios formalizados chegam a ganhar até uma vez e meia mais do que as que atuam na informalidade.
Microempreendedoras em destaque
O estudo aponta que as microempreendedoras individuais representam um dos pilares do empreendedorismo feminino em Goiás. Atualmente, cerca de 214 mil mulheres atuam como MEI no estado, o que corresponde a 49% das empresas geridas por mulheres.
Grande parte desses negócios ainda está em fase inicial. Aproximadamente 60% têm até três anos e meio de atividade, enquanto 40% já alcançaram estágios mais consolidados, sendo que 10% ultrapassaram uma década de funcionamento.
Os setores com maior presença feminina são os de serviços, especialmente nas áreas de beleza e estética, comércio varejista de vestuário e alimentação.
As motivações para empreender variam entre oportunidade e necessidade. De acordo com a pesquisa, 41% das mulheres iniciaram o negócio para aproveitar uma oportunidade ou realizar o desejo de empreender, enquanto 39% buscaram maior flexibilidade de horários e autonomia profissional.
Para 76% das empreendedoras, o negócio próprio é a principal fonte de renda da família.
Desafios
Apesar da relevância econômica, o estudo também aponta obstáculos enfrentados pelas empreendedoras. Cerca de 78% relatam dificuldades financeiras, sendo que 46% afirmam ter problemas para manter as contas em dia.
Entre os principais desafios estão o acesso ao crédito, citado por 39% das entrevistadas, a dificuldade para expandir o negócio (29%) e a falta de conhecimento administrativo (27%).
No campo tecnológico, ferramentas como o WhatsApp Business e o Instagram Business aparecem como os recursos digitais mais utilizados para vendas e relacionamento com clientes. Ainda assim, o levantamento indica que a digitalização continua sendo um desafio: 25% das empreendedoras ainda enfrentam algum tipo de exclusão digital e 75% não utilizam inteligência artificial em suas atividades.
Deputado Clécio Alves homenageia mulheres pela contribuição ao desenvolvimento de Goiás em solenidade nessa 6ª-feira
Lidiane 9 de março de 2026
Por iniciativa do deputado Clécio Alves (Republicanos), a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) realizou, nessa sexta-feira, 6, sessão solene para a entrega do Certificado de Mérito Legislativo a cem mulheres, com o objetivo de reconhecer a trajetória daquelas que se destacam em diferentes áreas de atuação e que colaboram de forma significativa para o desenvolvimento de Goiás.
O autor da iniciativa presidiu a sessão, sendo acompanhado na mesa diretiva pelo vereador Luan Alves (MDB), representando a Câmara Municipal de Goiânia; a empresária Thaynara Alves; a gestora da Unidade de Processamento Jurisdicional das Varas de Execução Penal da Comarca de Goiânia do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), Vania Silva Guedes; a empresária Ana Célia Maropo Silva; a empresária Jéssika Luana dos Anjos Gundim e a pastora Patrícia Marques Coelho Ferreira.
Primeiro orador da noite, o parlamentar iniciou sua fala homenageando as mulheres e enaltecendo a importância delas em nossas vidas. Na oportunidade, ele fez referência à dor que tem sentido em razão da partida de sua mãe, Terezinha de Jesus Silva. “Há poucos dias, eu perdi aquela guerreira que foi uma mãe exemplar, que ensinou a mim e aos meus irmãos os princípios que o ser humano precisa ter, valores inegociáveis, que me fizeram ser a pessoa que eu sou hoje”, destacou.
Em seguida, Clécio enfatizou a realização da sessão solene em homenagem às mulheres “não como um ato de um político, mas de um ser humano, cidadão, pai, filho e homem, que entende, no dia a dia, as atrocidades que as mulheres enfrentam em meio à sociedade. Nos noticiários, podemos acompanhar como as mulheres sofrem, perdem a vida, a saúde e o sossego por causa da ignorância de homens que se acham ‘machões’, mas que, na verdade, são vermes, porque quem não respeita as mulheres, seja um homem formado ou jovem, não é merecedor do respeito de si próprio”, salientou.
Representatividade plural
Na sequência, o vereador Luan Alves parabenizou todas as mulheres por meio de sua esposa Thaynara e de sua mãe, ausente na solenidade. “Elas, hoje, são as duas mulheres que são referência para mim como mães, esposas e filhas”, enalteceu.
O vereador também aproveitou o momento para convocar a participação das mulheres nas próximas eleições, para que contribuam para o desenvolvimento de uma cidade mais forte, bonita e destacada no país.
Representando todas as homenageadas, a gestora da Unidade de Processamento Jurisdicional das Varas de Execução Penal da Comarca de Goiânia do TJ-GO, Vania Silva Guedes, destacou as conquistas das mulheres na sociedade, em especial no Judiciário goiano. “Ao longo da história, as mulheres precisaram lutar pelo seu lugar, pelo direito de estudar, trabalhar e participar das decisões da sociedade. E cada conquista não representa apenas um avanço individual, mas, sim, uma evolução para toda a sociedade. Tenho muito orgulho em dizer que faço parte dessa família. Sou uma mulher de 48 anos, que sente muito orgulho do TJ-GO e que contribui para uma sociedade mais justa e humana”, salientou.
O avanço da presença feminina no mercado de trabalho brasileiro tem se refletido também na indústria. Dados recentes apontam que as mulheres representam cerca de 44,7% da força de trabalho formal do país, segundo o Boletim Mulheres no Mercado de Trabalho, do governo federal. Apesar do crescimento, o cenário ainda convive com desigualdades estruturais, como diferença salarial média e maior carga de trabalho doméstico.
No setor industrial de Goiás, levantamento da Gerência de Desenvolvimento Industrial da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) mostra que a participação feminina se manteve estável ao longo da última década, mesmo diante das oscilações no volume total de empregos entre 2014 e 2024. Atualmente, mais de 108 mil mulheres trabalham na indústria goiana, sendo que 82% estão concentradas na indústria de transformação.
Entre os segmentos com maior presença proporcional feminina estão confecção de vestuário, com 69% da força de trabalho composta por mulheres, e o setor farmoquímico e farmacêutico, com 51%. Já a fabricação de alimentos reúne o maior número absoluto de trabalhadoras, com cerca de 37,1 mil mulheres, apesar de a participação proporcional ser de 33%.
Por outro lado, áreas como minerais não metálicos (11%), combustíveis (12,3%), produtos de metal (14,2%) e manutenção de máquinas e equipamentos (14,3%) ainda apresentam predominância masculina, refletindo uma divisão histórica de funções no mercado de trabalho.
Para o presidente da Fieg, André Rocha, o cenário indica que, mesmo com estabilidade na participação geral, as mulheres vêm ampliando sua presença em funções mais qualificadas e estratégicas.
“Temos o desafio de ampliar a presença feminina em alguns setores da indústria, mas é importante observar que, mesmo quando o porcentual geral de participação se mantém, as mulheres estão avançando em qualidade de ocupação. Hoje vemos mais mulheres em cargos de liderança, em funções técnicas mais qualificadas e com maior responsabilidade”, afirma.
Qualificação impulsiona mudança
Um dos fatores que ajudam a explicar essa transformação é o aumento da presença feminina em cursos de qualificação profissional voltados ao setor industrial. Dados de matrículas do Senai indicam crescimento da participação das mulheres em áreas que tradicionalmente registravam baixa presença feminina.
Entre os cursos com maior presença de alunas estão têxtil e vestuário (90%), química (66%), logística (64%), gestão (64%) e alimentos e bebidas (64%). O interesse em áreas como logística e química chama atenção por estarem associadas a ambientes industriais mais técnicos e operacionais.
Além disso, cursos como supervisor inovador, com 3.671 matrículas, assistente de operações logísticas, com 3.352, e assistente ambiental, com 2.914 matrículas, estão entre os mais procurados no geral, indicando uma busca crescente por formação alinhada às demandas atuais da indústria.
Mulheres em áreas tradicionalmente masculinas
Nos laboratórios e oficinas do Senai, a presença feminina também tem se tornado cada vez mais comum em cursos historicamente associados ao público masculino. Alunas buscam qualificação em áreas como mecânica automotiva, montagem a seco (drywall), pedreiro de alvenaria e revestimento cerâmico, ampliando as possibilidades de atuação profissional.
Na Escola Senai Vila Canaã, em Goiânia, Luci Cesário de Oliveira decidiu se matricular no curso de pedreiro de alvenaria para conquistar autonomia profissional.
“Quis fazer o curso para poder trabalhar para mim e resolver minhas próprias coisas. Achei que teria muita dificuldade, mas está sendo melhor do que eu imaginava”, contou.
Segundo ela, mesmo sendo uma das poucas mulheres da turma, encontrou apoio entre colegas e professores. “Não sofri preconceito. Eles ajudam e incentivam”.
Também na área da construção civil, a engenheira civil Leyce Custódio procurou o curso de montagem a seco (drywall) para ampliar sua qualificação: “É uma área que está crescendo. Vim para me especializar e entender melhor as metodologias da construção a seco”, afirmou.
Na área automotiva, a engenheira elétrica Isabela Félix, aluna do curso técnico em manutenção automotiva, afirma que a curiosidade sobre o funcionamento dos veículos foi a motivação para ingressar na formação.
“Sempre quis entender como tudo funciona. Ainda há desconfiança em relação às mulheres na área, mas percebo cada vez mais mulheres ocupando espaços, inclusive em cargos de liderança”, disse.
Já Amanda Valverde, aluna da qualificação em mecânico de automóveis leves, destaca que o conhecimento é a principal ferramenta para enfrentar o preconceito ainda existente no setor. “Quando você aprende, ganha confiança”, afirmou.
A busca por novas oportunidades também motivou Ednalva da Silva Ribeiro, de 52 anos, ex-cozinheira em uma escola pública, a ingressar no curso de aplicador de revestimento cerâmico.
“É maravilhoso poder fazer as coisas por conta própria. Estou muito feliz com o que aprendi e com a oportunidade que o Senai me deu”, relatou.
Formação e igualdade de oportunidades
Para o diretor de Educação e Tecnologia do Sesi e do Senai, Claudemir Bonatto, a qualificação profissional tem papel central no avanço da presença feminina na indústria.
“O Sesi e o Senai sempre valorizaram a participação feminina no processo de ensino-aprendizagem. No Senai, temos programas específicos de formação para mulheres, inclusive em áreas como mecânica automotiva, corte e costura e assentador cerâmico”, explicou.
Segundo ele, o estímulo à qualificação acompanha as transformações do mercado e contribui para ampliar as oportunidades de inserção feminina no setor produtivo.

Perfil das trabalhadoras
Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostram que o perfil das mulheres que atuam na indústria goiana é majoritariamente jovem e com bom nível de escolaridade. Cerca de 64% têm até 39 anos, 78% concluíram o ensino médio e 17% possuem ensino superior.
Além disso, 47% estão no mesmo emprego há mais de dois anos, o que indica permanência e experiência acumulada no setor.
Embora a divisão entre setores ainda reflita padrões históricos do mercado de trabalho, o crescimento da presença feminina em cursos técnicos e de qualificação aponta para uma mudança gradual no perfil da indústria.
A tendência é que, nos próximos anos, as mulheres ocupem cada vez mais espaço em áreas técnicas, operacionais e de liderança dentro das fábricas e parques industriais.
Fórum Empreender Feminino, na Assembleia Legislativa, reúne lideranças e incentiva protagonismo das mulheres nos negócios
Lidiane 7 de março de 2026
O Auditório Carlos Vieira, da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), recebeu, ao longo desta sexta-feira, 6, o Fórum Empreender Feminino, uma programação especial em celebração ao Dia Internacional da Mulher. O evento reuniu mulheres que lideram diferentes negócios no Estado para uma série de palestras, debates e troca de experiências voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo feminino.
A iniciativa foi promovida pelo presidente da Alego, deputado Bruno Peixoto (UB), em parceria com a deputada Dra. Zeli (UB). A abertura do encontro, realizada no período da manhã, contou com a participação do pastor Paulo Henrique Santana Rocha; do diretor de Cultura, Esporte e Lazer da Casa de Leis, Ricardo Fortunato; e da presidente da ONG Mundo Mulher, Mara Suassuna.
Mais de 10 milhões de empreendedoras
O evento contou com palestras, bate-papos e workshops. Sandra Mendez, jornalista e especialista em marketing, administração e planejamento estratégico, representou o Sebrae Goiás. Ela destacou a importância do posicionamento, do valor e da estratégia no mercado atual. Segundo Sandra, o Brasil possui cerca de 10,4 milhões de mulheres empreendedoras e 34% das empresas brasileiras são lideradas por mulheres. Apesar de parecer um número ainda pequeno, ela lembrou que o país ocupa a sétima posição mundial em empreendedorismo feminino.
A jornalista Izabela Carvalho, que participou do encontro, afirmou que as orientações apresentadas durante a palestra foram relevantes para refletir sobre a presença feminina no mercado financeiro. Segundo ela, apenas as dicas sobre atenção em negociações, empréstimos e cobrança de juros já fizeram o encontro valer a pena.
Durante o momento de interação com o público, a empreendedora Poliana Dias, proprietária de uma confeitaria em Goiânia, pediu orientações sobre como superar o medo de falar em público. “Sinto vergonha e dificuldade em me expor, mesmo sabendo que a comunicação é fundamental para quem empreende”, disse.
Em resposta, Sandra Mendez sugeriu que o primeiro passo pode ser dado por meio da internet, destacando que a possibilidade de gravar e regravar conteúdos antes da publicação ajuda a reduzir a insegurança. A especialista também aconselhou acompanhar pessoas que já dominam o tema, aprendendo com quem possui experiência na área.
A programação seguiu com o painel “Cases de Sucesso”, que reuniu diversas lideranças femininas do empreendedorismo. Participaram: Wirla Karla Machado Tavares, presidente do Projeto Mistura Feminina e do Instituto Mulher Empreendedora (IME) em Anápolis; Ludymilla Damatta, da Rede Goiana da Mulher Empreendedora; e Marcelle Cardoso, do Movimento Elas; além de representantes de grupos de empreendedoras. Durante o painel, elas compartilharam experiências e histórias relacionadas à conexão, liderança e ao protagonismo feminino.
O encerramento do Fórum Empreender Feminino ficou por conta da palestrante Luciana Oliveira, que abordou temas como saúde mental, tomada de decisões e coragem, reforçando a importância do equilíbrio emocional para mulheres que buscam crescimento pessoal e profissional. O evento marcou um dia de troca de experiências, incentivo ao empreendedorismo e fortalecimento da presença feminina nos negócios e nos espaços de liderança em Goiás.
Abertura
O primeiro a falar, durante a abertura do evento pela manhã, foi o pastor Paulo Henrique, que apresentou uma reflexão sobre o valor da mulher. Em sua fala, ele lembrou um versículo bíblico e destacou a importância e o reconhecimento da figura feminina desde a Criação.
Na sequência, Ricardo Fortunato deu as boas-vindas aos participantes em nome do presidente Bruno Peixoto. Ele destacou que empreender é um sonho que pode se tornar realidade e afirmou que muitas transformações podem nascer da força e da determinação das mulheres que decidem seguir esse caminho.
Representando a ONG Mundo Mulher, Mara Suassuna agradeceu o apoio de parlamentares ao empreendedorismo feminino e destacou a importância da abertura de espaços institucionais para discutir o tema. Segundo ela, quando a Assembleia Legislativa promove iniciativas como essa, demonstra acreditar no potencial das mulheres e contribui para a criação de redes de apoio.
Mara também ressaltou que a ONG tem trabalhado para transformar talentos em negócios e sonhos em realidade, lembrando que cada empreendimento carrega esperança, resiliência e força. Para ela, o Fórum Empreender Feminino representa um marco de inspiração e fortalecimento para mulheres em Goiás.
A programação seguiu com a palestra de Maris Tavares, que abordou o tema “De sonhadora a embaixadora – o percurso dessa trajetória”. Natural de Itapaci, ela relatou os desafios enfrentados até consolidar sua carreira e alcançar reconhecimento internacional.
Durante sua fala, Tavares destacou que a mulher não nasce pronta, mas é forjada ao longo da caminhada, fortalecendo-se diante das dificuldades. Para ela, o propósito é ajudar outras mulheres a avançarem e garantir que nenhuma fique para trás.
Ainda durante a manhã, o público acompanhou outras três palestras. Fabiana Dias falou sobre “Oratória para Mulheres de Sucesso”; Gabriela Rizzo abordou o tema “Empreendedorismo Social”; e a deputada Dra. Zeli encerrou o primeiro bloco discutindo a presença feminina na política com a palestra “Mulheres no Poder”, temática considerada por ela especialmente relevante em um ano eleitoral.



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