11 de junho de 2026
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Ministro do STF cita grupo com policiais, hackers e operadores investigados por intimidação, ataques cibernéticos e acesso ilegal a dados sigilosos

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, afirmou haver um “quadro indiciário robusto” e descreveu uma “estrutura criminosa sofisticada” ligada às investigações do caso do Banco Master. A informação consta na decisão do magistrado que autorizou a 6ª fase da operação Compliance Zero nesta 5ª feira (14.mai.2026). Leia a íntegra (PDF – 408 kB).

Segundo Mendonça, a investigação indica a existência de 2 braços operacionais especializados: um voltado a intimidações presenciais e obtenção de informações sigilosas e outro direcionado a invasões telemáticas, ataques digitais e monitoramento clandestino.

De acordo com a PF, os núcleos eram chamados de A Turma e Os Meninos.

O papel de cada núcleo

A Turma, segundo a decisão, atuava com ameaças, coerções, levantamentos clandestinos e acessos indevidos a sistemas governamentais. O grupo seria formado por policiais federais da ativa e aposentados, operadores do jogo do bicho e outros colaboradores usados para intimidar e pressionar alvos ligados ao caso Banco Master.

Já Os Meninos seria o braço hacker da organização. A PF afirma que o grupo realizava ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis em redes sociais e monitoramento telefônico e digital ilegal.

Segundo a decisão, os 2 núcleos eram gerenciados por Felipe Mourão e atuavam para atender interesses do núcleo central da organização investigada.

A PF afirma que Henrique Vorcaro tinha papel relevante na engrenagem financeira do esquema. Ele é descrito na decisão como “demandante, beneficiário e operador financeiro” de A Turma.

Os investigadores afirmam que Henrique solicitava serviços ilícitos, financiava operações do grupo e mantinha contato com integrantes da organização mesmo depois das primeiras fases ostensivas da operação.

A decisão reproduz mensagens atribuídas a Henrique Vorcaro em que ele afirma: “No momento em que estou é que preciso de vocês”. Para a PF, a fala indica a continuidade da relação com o grupo investigado.

Conversas interceptadas também mencionam repasses de R$ 400 mil e discussões sobre pagamentos de até R$ 800 mil destinados à manutenção da estrutura investigada.

Entre os presos está David Henrique Alves, indicado pela PF como líder de Os Meninos. Segundo a investigação, ele coordenava operadores com perfil hacker responsáveis por ataques digitais e monitoramento clandestino.

Henrique Vorcaro foi preso em Belo Horizonte (MG) pela PF. Outros 6 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão são cumpridos em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A Corte também autorizou afastamentos de cargos públicos, além do bloqueio e sequestro de bens.

Os investigadores apuram suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

Ao Poder360, a defesa da família Vorcaro informou que não irá se manifestar sobre a operação.


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Ministro do STF faz sermão religioso na Igreja Presbiteriana de Pinheiros e aborda questões sobre poder político e institucional

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e relator do caso do Banco Master, André Mendonça publicou na 3ª feira (24.fev.2026) um vídeo de cunho religioso no qual afirma que é necessário resistir à cobiça financeira e à vaidade pessoal no exercício de cargos públicos e institucionais. “Não se submeta às propostas tentadoras no aspecto financeiro”, declarou o magistrado. 

A gravação foi feita durante uma pregação de Mendonça –ele é pastor colaborador da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo. 

Na publicação, Mendonça utiliza passagens bíblicas e princípios de teologia para traçar um paralelo entre a vida pública e a integridade pessoal. Segundo o ministro, o exercício do poder traz consigo “armadilhas invisíveis” que podem desviar o indivíduo de sua missão de servir à coletividade.

O texto da mensagem define o poder político como positivo, desde que condicionado ao “bem do povo”. O ministro declarou que agir fora de princípios e valores, movido por interesses individuais, representa uma submissão a “tentações”.

Na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, Mendonça costuma pregar sobre a necessidade de humildade no trato com o próximo, uma mensagem que ele agora transporta para o ambiente digital em um formato de “pílulas de sabedoria”.

Assista ao vídeo (3min24s):



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Ministro do STF decidiu que “Careca do INSS” e Maurício Camisotti não precisam comparecer; comissão vai recorrer

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça determinou que Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti não têm obrigação de comparecer à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos–MG), afirmou que recorrerá com um mandado de segurança ao Supremo para tentar reverter a medida.

“É fundamental que eles compareçam para que possamos esclarecer, com mais rapidez, tudo o que aconteceu. Respeito a decisão do ministro, mas considero injustificável permitir que não venham depor”, disse Viana.

O “Careca do INSS” e Camisotti foram detidos pela PF (Polícia Federal) na 6ª feira (12.set.2025) sob alegação de risco de fuga e ocultação de patrimônio durante investigação sobre o esquema de fraudes no instituto.

Antunes foi levado para a Superintendência da PF em Brasília. Segundo as investigações, ele teria recebido cerca de R$ 53,58 milhões de associações e empresas intermediárias em descontos irregulares sobre aposentadorias.

Camisotti, de acordo com a PF, teria atuado como sócio oculto de uma entidade e se beneficiado das fraudes na Previdência.

A CPMI apura um sistema de cobranças indevidas contra aposentados e pensionistas de 2019 a 2022.



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Pena será de 1 ano de reclusão para 16 dos envolvidos, além de multa de R$ 5 milhões de indenização coletiva

O STF (Supremo Tribunal Federal) votou para condenar mais 17 réus acusados de participar dos atos extremistas do 8 de Janeiro. O placar foi 9 X 2. Os ministros André Mendonça e Nunes Marques votaram contra.

O julgamento foi realizado em plenário virtual. Teve início em 4 de abril e se encerrou nesta 6ª feira (11.abr).

O relator das ações, ministro Alexandre de Moraes, votou para que 16 acusados recebam a pena de 1 ano de reclusão e paguem 20 dias-multa de meio salário mínimo à época do acontecimento, além de R$ 5 milhões em indenização por danos morais coletivos. 

Em 1 dos 17 casos em julgamento, o de Anilton da Silva Santos, além da multa de R$ 5 milhões coletivos, a pena proposta é maior, de 2 anos e 5 meses de reclusão, que também pode ser substituída por medidas alternativas.

Eis os nomes dos réus e as penas (clique no nome para acessar o voto de Moraes):

As prisões poderão ser substituídas por medidas alternativas, como: serviços comunitários; participação em curso sobre democracia e golpe de Estado; compromisso em não usar redes sociais pelo tempo da reclusão; suspensão de passaportes existentes; e revogação de porte de arma de fogo. 



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Faleceu no dia 4 de dezembro de 2024, aos 93 anos, Gilberto Mendonça Teles, uma figura marcante pela sua bondade e serenidade. Sua partida deixa um vazio entre familiares, amigos e admiradores, que o recordam como um exemplo de respeito e solidariedade.

O velório será realizado neste sábado, dia 7, das 11 horas às 14h30, no salão nobre da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), em Goiânia. O sepultamento ocorrerá às 15 horas no Parque Memorial de Goiânia.

Familiares convidam a todos para prestar as últimas homenagens e celebrar a vida de Gilberto, que será lembrado por seu legado de paz e inspiração.

Poeta, ensaísta, crítico e historiador literário, Mendonça Teles se tornou professor emérito na UFG, PUC-GO, UFF e UFRJ. Lecionou ainda na UnB a convite do antropólogo Darcy Ribeiro. Era um erudito e, em razão do rigor metodológico com que escrevia, chamou entre os anos 1950 e 1960 a atenção do País para a literatura, história e sociedade goianas.

O escritor nasceu no dia 30 de junho de 1931, em Bela Vista. Na cidade natal, deu início à vida estudantil para continuá-la no Lyceu de Goiânia. Logo depois, apaixonado pelo saber, formou-se em filosofia pela Universidade Católica de Goiás (UCG) e bacharelou-se em direito na UFG, onde seria professor a convite do reitor Colemar Natal e Silva.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás