4 de maio de 2026
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Foto: Divulgação/PMGO

Segundo dados do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), o estado registrou uma redução de 37,5% nos casos de feminicídio no primeiro semestre de 2024, em comparação com o mesmo período de 2023. Este ano foram contabilizados 20 casos, enquanto no ano anterior foram 32. As informações foram divulgadas durante uma reunião entre o governador Ronaldo Caiado, o secretário de segurança Renato Brum, e chefes das polícias, no auditório Mauro Borges.

A Polícia Militar de Goiás (PMGO) realizou 97.804 acompanhamentos de medidas protetivas no primeiro semestre de 2024, representando um aumento de mais de 338% em relação ao mesmo período de 2023, que registrou 28.707 acompanhamentos. Além disso, a Polícia Civil de Goiás enviou 8.013 inquéritos policiais com autoria definida ao Poder Judiciário, referentes a crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher.

O governador Ronaldo Caiado destacou a importância da redução dos feminicídios no estado, atribuindo o resultado ao trabalho integrado das forças de segurança e outros Poderes. “O feminicídio é uma das nossas maiores preocupações na segurança pública, por ser um crime que ocorre dentro de casa. Graças ao empenho das nossas polícias, estamos conseguindo reduzir os índices”, afirmou.

O secretário de segurança, Renato Brum, enfatizou que, apesar da redução significativa, o trabalho deve continuar. “Não podemos nos acomodar. Continuaremos com o trabalho conjunto das nossas forças. A integração é crucial, e com o apoio do nosso governador, que nos dá liberdade para agir, faremos de Goiás um exemplo de segurança para todo o país. Vamos trabalhar para que esse número continue a cair”, disse.

Uma ferramenta importante no combate ao feminicídio é o aplicativo Mulher Segura, que permite às mulheres goianas acesso direto aos serviços do Estado de Goiás para comunicar casos de violência e acionar a Polícia Militar em emergências. O aplicativo, disponível para IOs e Android, também fornece a localização de batalhões e delegacias próximas.

Outras Ações de Segurança

Para garantir a segurança das mulheres, o Estado de Goiás investe em várias ações para reduzir crimes de violência doméstica. A PMGO conta com o Batalhão Maria da Penha, criado em 2015 e elevado a Batalhão de Polícia Militar em 2020, que realiza policiamento ostensivo e atendimento especializado a ocorrências de violência doméstica. O BMP também realiza atendimentos especializados às vítimas e suas famílias, além de ações preventivas como visitas comunitárias.

A criação da Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem) ampliou a atuação das Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia, fortalecendo a rede de combate à violência contra a mulher. Atualmente, existem 26 Deams no estado.

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Governador Caiado destaca redução drástica da violência em Goiás; crimes reduziram em até 97,6%, revela dados da SSP

 

Escrito e publicado por: Badiinho Moisés/Com informações da SSPGO



Autor Google Inc.


Denis Albino Barbosa, conhecido como Denis Gigante, morreu em um acidente na GO-430, em Formosa, Goiás — Foto: Redes Sociais/Corpo de Bombeiros

Denis Albino Barbosa, conhecido como Denis Gigante, morreu em um acidente na GO-430, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. Uma mulher e uma criança, de 6 anos, que também estavam no carro, ficaram feridas.

Veja o que se sabe sobre o acidente:

  1. Quem é o Denis?
  2. Quem são as outras vítimas?
  3. O acidente e a morte de Denis

Denis Albino Barbosa era conhecido como gigante por ter 2,30 metros de altura — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em entrevista ao Auto Esporte, em 2020, Denis contou que tentou tirar a habilitação para dirigir inúmeras vezes, mas foi barrado em praticamente todas, porque não existiam carros que o suportassem para as provas.

Por necessidade, ele sempre dirigiu e teve diversos carros, mesmo sem habilitação. No local do acidente, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de Denis foi encontrada, o que comprova que ele conseguiu tirar a carteira.

2. Quem são as outras vítimas?

Segundo os Bombeiros, as outras vítimas do acidente são uma mulher, de 47 anos, e uma menina. O g1 questionou a relação ou o parentesco delas com o Denis, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Os bombeiros afirmaram ainda que a mulher teve escoriações e a menina teve um corte na boca. O hospital para onde elas foram levadas não foi divulgado e, por isso, não foi possível checar o estado de saúde das vítimas.

3. O acidente e a morte de Denis

Capotamento na GO-430, na zona rural de Formosa — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

A causa do acidente ou o motivo que levou Denis a perder o controle da direção ainda não foram descobertos. Os bombeiros afirmaram que, aparentemente, não houve o envolvimento de outro carro, mas foi feita uma perícia no local.

Segundo o Corpo de Bombeiros, Denis teve um traumatismo craniano grave, foi reanimado pelos médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) várias vezes, mas não resistiu. Ele morreu a caminho do hospital.

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‘Denis Gigante’ morre após acidente em Goiás

VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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Denis Albino Barbosa, de 50 anos, conhecido também como ‘Denis Gigante’, morreu após se envolver em um acidente na GO-430, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal (DF).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma criança de 6 anos e uma mulher também estavam no veículo e ficaram feridas. O acidente aconteceu na manhã de quarta-feira (10).

Segundo a Polícia Militar (PM), o carro de Denis capotou e só parou depois que bateu contra uma árvore. Ainda não há informações sobre o que levou o motorista a perder o controle da direção.

Com o impacto, Denis teve traumatismo craniano grave, foi reanimado várias vezes por médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu), mas não resistiu. Ele morreu a caminho do hospital.

Acidente Denis Gigante. Foto: Corpo de Bombeiros

A mulher de 47 anos, que estava no banco do passageiro, teve apenas escoriações. Já a menina, de 6 anos, que estava no banco de trás, teve somente um corte na boca.

O corpo da vítima foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) e uma perícia foi feita no local. Além disso, os bombeiros também retiraram a bateria do carro para evitar um possível incêndio.

Saiba quem era ‘Denis Gigante’, homem de 2,30 metros

Denis ficou conhecido em todo o Brasil por ter 2,30 metros. Ele fez aparições em diversos programas de televisão, especialmente na década de 90. À época, ele chegou a ser considerado um dos homens mais altos do país.

Denis GiganteDenis Gigante
Denis Gigante. Foto: Reprodução/ Redes sociais

Em suas redes sociais, Denis compartilhava seu trabalho como artista, participando de eventos e propagandas. Em 2020, Denis ganhou destaque ao participar do programa Auto Esporte, da Rede Globo, onde falou sobre as adaptações feitas em seu carro para que pudesse dirigir.

Na reportagem da época, foi mencionado que o carro de Denis, que já tinha um comprimento maior, precisou ter o trilho do banco do motorista estendido em 10 cm. Ele continuava usando o mesmo veículo quatro anos após a entrevista, sendo o carro envolvido no acidente.

A reportagem também destacou a luta de Denis para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), já que precisava de uma autorização para usar seu próprio veículo na prova. A CNH de Denis foi encontrada no local do acidente.

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(Foto: Reprodução)

Denis ficou conhecido na década de 90 após aparições em programas de televisão. Ele também trabalhava como artista, participando de propagandas e eventos. Denis Albino Barbosa, de 50 anos, era conhecido como gigante por ter 2,30 metros de altura
Reprodução/Redes Sociais
Denis Albino, que morreu em um acidente de carro na GO-430, era uma figura muito conhecida na cidade onde vivia, em Formosa, no entorno do Distrito Federal. Aos 50 anos, ele ficou famoso como “Denis Gigante” por causa da sua altura de 2,30 metros, fato que destacava em sua biografia nas redes sociais.
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Em seus perfis na internet, Denis contava que trabalhava como artista, participando de propagandas e eventos. Nascido em 3 de agosto de 1973, ele também participou de diversos programas de televisão desde a década de 1990.
Em 2020, ele participou do programa Auto Esporte, da Rede Globo, no qual falou sobre as adaptações realizadas no carro dele para que pudesse dirigir. De acordo com a reportagem da época, o carro, que já tinha um comprimento maior, precisou ter o trilho do banco do motorista estendido em 10 cm.
A reportagem também narrou a luta dele para conseguir tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), visto que Denis precisava de uma autorização para usar o próprio veículo na prova.
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À esquerda, Denis aparece ao lado de Didi e Lívian Aragão. À direita, ele compara sua altura com outra pessoa.
Reprodução/Redes Sociais
Acidente
Denis morreu após perder o controle da direção enquanto passava por uma curva na GO-430, em Formosa. Segundo a Polícia Militar, o carro dele capotou e só parou ao bater contra uma árvore.
O acidente aconteceu na manhã de quarta-feira (10), no km 8 da rodovia estadual. Segundo o Corpo de Bombeiros, Denis teve um traumatismo craniano grave, foi reanimado por médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) várias vezes, mas não resistiu. Ele morreu a caminho do hospital.
Uma menina de 6 anos e uma mulher, de 47, que também estavam no carro, ficaram feridas. A menina teve somente um corte na boca e a mulher escoriações leves. A relação entre elas e Denis não foi informada por nenhuma das autoridades.
A causa do acidente ou o motivo que levou Denis a perder o controle da direção ainda não foram descobertos. O Instituto Médico Legal (IML) recolheu o corpo de Denis e uma perícia foi feita no local.
Os bombeiros isolaram a rodovia e a bateria do carro, a fim de evitar um possível incêndio.
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Morre o Gigante de Formosa
VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2024/07/11/saiba-quem-era-denis-gigante-homem-de-230-metros-que-morreu-apos-acidente-em-goias.ghtml

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Denis Albino Barbosa, de 50 anos, morreu após o carro que ele dirigia capotar na GO-430, em Formosa, Entorno do Distrito Federal. Segundo o Corpo de Bombeiros, uma mulher e uma criança de 6 anos, que também estavam no carro, ficaram feridas. O homem era conhecido em todo Brasil como “Denis Gigante”, por ter 2,30 metros e ter feito aparições em programas de televisão na década de 90.

O acidente aconteceu na manhã desta quarta-feira (10), no km oito da rodovia estadual. Os bombeiros narram que, quando chegaram no local, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já estava prestando socorro às vítimas. Denis teve um traumatismo craniano grave, foi reanimado pelos médicos várias vezes, mas não resistiu.

Segundo os bombeiros, os médicos do Samu também prestaram socorro à mulher, de 47 anos, passageira do carro. Ela teve apenas escoriações leves. Uma menina, de 6 anos, que estava no banco de trás, estava somente com um corte na boca.

Não se sabe a causa do acidente ou o que levou Denis a perder o controle da direção. Os bombeiros explicaram que o carro dele saiu da pista e capotou, sem o envolvimento aparente de outro veículo.

A equipe isolou o local do acidente e a bateria do carro, a fim de evitar um possível incêndio. O Instituto Médico Legal (IML) recolheu o corpo de Denis e uma perícia foi feita no local.

‘Denis Gigante’

Denis ficou conhecido na década de 90 após aparições em programas de televisão e propagandas, que exaltavam sua altura. Ele chegou a ser considerado na época como um dos homens mais altos do país.

O g1 entrou em contato com o Guinness Book para saber se Denis fez parte do livro ou quebrou algum recorde oficialmente.

Em entrevista ao site Auto Esporte, em 2020, Denis contou que tentou tirar a habilitação inúmeras vezes e em cidades diferentes, mas foi barrado em praticamente todas, porque não existiam carros que o suportassem para realização das provas.

Por necessidade, ele sempre dirigiu e teve diversos carros, mesmo sem habilitação. No local do acidente, a CNH de Denis foi encontrada, o que comprova que ele conseguiu tirar a carteira.



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Denis Albino Barbosa, de 50 anos, era conhecido como gigante por ter 2,30 metros de altura — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Denis Albino, que morreu em um acidente de carro na GO-430, era uma figura muito conhecida na cidade onde vivia, em Formosa, no entorno do Distrito Federal. Aos 50 anos, ele ficou famoso como “Denis Gigante” por causa da sua altura de 2,30 metros, fato que destacava em sua biografia nas redes sociais.

Em seus perfis na internet, Denis contava que trabalhava como artista, participando de propagandas e eventos. Nascido em 3 de agosto de 1973, ele também participou de diversos programas de televisão desde a década de 1990.

Em 2020, ele participou do programa Auto Esporte, da Rede Globo, no qual falou sobre as adaptações realizadas no carro dele para que pudesse dirigir. De acordo com a reportagem da época, o carro, que já tinha um comprimento maior, precisou ter o trilho do banco do motorista estendido em 10 cm.

A reportagem também narrou a luta dele para conseguir tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), visto que Denis precisava de uma autorização para usar o próprio veículo na prova.

À esquerda, Denis aparece ao lado de Didi e Lívian Aragão. À direita, ele compara sua altura com outra pessoa. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Denis morreu após perder o controle da direção enquanto passava por uma curva na GO-430, em Formosa. Segundo a Polícia Militar, o carro dele capotou e só parou ao bater contra uma árvore.

O acidente aconteceu na manhã de quarta-feira (10), no km 8 da rodovia estadual. Segundo o Corpo de Bombeiros, Denis teve um traumatismo craniano grave, foi reanimado por médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) várias vezes, mas não resistiu. Ele morreu a caminho do hospital.

Uma menina de 6 anos e uma mulher, de 47, que também estavam no carro, ficaram feridas. A menina teve somente um corte na boca e a mulher escoriações leves. A relação entre elas e Denis não foi informada por nenhuma das autoridades.

A causa do acidente ou o motivo que levou Denis a perder o controle da direção ainda não foram descobertos. O Instituto Médico Legal (IML) recolheu o corpo de Denis e uma perícia foi feita no local.

Os bombeiros isolaram a rodovia e a bateria do carro, a fim de evitar um possível incêndio.

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Morre o Gigante de Formosa

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Justiça de Goiás impede que menina de 13 anos, vítima de estupro, tenha acesso a aborto legal (Imagem ilustrativa) — Foto: Getty Images

Uma menina de 13 anos que foi vítima de estupro está sendo impedida pela Justiça de Goiás de realizar um aborto legal. Grávida de 28 semanas, ela decidiu interromper a gravidez quando estava na 18ª semana de gestação. O caso foi divulgado pelo Intercept Brasil, e corre em segredo de Justiça.

Devido a demora para conseguir acessar o direito, a menina cogitou a fazer um aborto por conta própria, segundo o portal. A decisão teria sido emitida por uma desembargadora. Por lei, a menina se enquadra na definição da lei brasileira que permite que uma pessoa faça um aborto; ou seja, gestação decorrente de estupro (incluindo estupro de vulnerável, no caso em que a vítima tem menos de 14 anos), de feto anencéfalo e que cause risco de vida à pessoa gestante.

O autor do estupro é um homem de 24 anos, conhecido do pai da vítima, segundo pessoas ouvidas com a reportagem que estão em contato direto com as partes envolvidas do caso. A reportagem afirma que o Boletim de Ocorrência foi feito somente após intervenção externa, e tentou ser impedido pelo pai. A Polícia Civil investiga o caso.

O caso foi veiculado pouco tempo após grande mobilização popular favorável à manutenção dos serviços de aborto legal. Em maio, foi protocolado na Câmara dos Deputados o PL 1904/24, que equipara aborto após a 22ª semana a homicídio. Especialistas ouvidas por Marie Claire afirmam que o projeto impactaria, principalmente, meninas vítimas de estupro.

Em junho, a Câmara aprovou a urgência da tramitação do projeto em uma votação de 23 segundos, o que dispensa que o texto seja apreciado pelas Comissões do Plenário. Após grande mobilização social, inclusive nas ruas e com pedido de saída do presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL), o projeto saiu de pauta. Há previsão de que ele seja retomado no segundo semestre deste ano.

Pai da vítima pediu à Justiça para adiar aborto legal

O genitor também pediu à Justiça que o aborto fosse adiado até a 30ª semana de gestação preservar as chances de vida do feto, e estaria recebendo apoio de advogados. Um dos magistrados está ligado a um grupo antiaborto: Apoena Nascimento Veloso, que integra a Comissão de Defesa da Vida da Associação dos Juristas Católicos de Goiás. Além disso, o pai da vítima é apoiado por uma freira e um padre da Igreja Católica.

A vítima tentou buscar atendimento no Hospital Estadual da Mulher (Hemu), em Goiânia, e pediu autorização do pai da menina, que é quem detém a guarda dela (já que a mãe reside em outro estado). Mas o pai não permitiu, e a equipe do hospital afirma não ter se sentido segura de realizar o procedimento. Por isso, a Justiça foi acionada pelo pai da menina.

Em uma primeira decisão, o aborto foi autorizado. A vítima já estava com 20 semanas de gestação. Mas uma segunda decisão suspendeu a interrupção, em 27 de junho. A juíza Maria do Socorro de Sousa Afonso e Silva permitiu a interrupção de emergência, desde que fosse possível salvar a vida do feto.

Em casos como este, a reportagem apura que o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Conselho Tutelar devem representar a vítima para que tenha acesso ao serviço.

+ Cytotec: como a caça ao remédio do aborto seguro vitimiza brasileiras há 20 anos

A magistrada não permitiu que fosse realizado o método de assistolia fetal, método recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para interromper uma gravidez avançada com segurança. Trata-se de uma injeção com químicos que interrompe os batimentos cardíacos do feto antes de ser retirado do útero. Em março, o Conselho Federal de Medicina (CFM) buscou proibir que médicos realizassem o procedimento, mas a normativa foi indeferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Por isso, a menina deveria passar por um parto antecipado. “O nascituro encontra-se em avançado estágio temporal de vida intrauterina, com possibilidades de sobrevida”, diz um trecho do documento. A juíza afirma que a menina não teria de ser a responsável legal ou cuidar do feto.

No entanto, com 25 semanas de gestação, o pai afirmou que deveria ser preservado o “direito à vida do nascituro” e questionou que o estupro tenha acontecido. Com estes argumentos, a desembargadora Doraci Lamar Rosa da Silva Andrade aceitou o pedido do pai em segunda instância. A decisão define que a gravidez não deve ser interrompida até que se marque o julgamento. Ela também alegou que não existisse laudos que comprovassem que a menina está em risco de vida.

Procurado pelo Intercept Brasil, o Tribunal de Justiça de Goiás afirmou que não comentaria o caso, mas que os magistrados “têm autonomia para decidir de acordo com seu convencimento”. Os advogados do pai da vítima não se pronunciaram devido ao sigilo do caso. Por meio da assessoria de imprensa, a Arquidiocese de Goiânia afirmou que não tem conhecimento do caso ou de envolvimento de padres ligados à Igreja Católica.

Nesta terça-feira (9), a menina passaria por uma consulta médica no Hospital da Mulher. A polícia estava no local. Organizações de defesa de direitos das mulheres afirmam que o pai esteve no hospital com os advogados porque queria acompanhar a consulta da filha. Eles conseguiram, mas testemunhas afirmam que não era do desejo da menina.

+ ‘Defesa do feto é vazia e único argumento de grupos antiaborto’, diz pesquisadora da Fiocruz sobre PL que equipara aborto a homicídio

Juíza responsável pelo caso já impediu aborto legal

A reportagem apurou que, em 2022, a mesma juíza, Maria do Socorro de Sousa Afonso e Silva, impediu que uma segunda pessoa realizasse um aborto legal. Se tratava de uma menina de 11 anos, da periferia de uma cidade do interior de Goiás, que foi estuprada pelo padrasto, de 44 anos.

Uma reportagem do jornal O Popular da época afirmou que, enquanto a mãe e a menina assinaram o termo de consentimento para fazer a interrupção da gestação, a juíza voltou atrás após o pai da vítima expedir decisão judicial para suspender o aborto.

A decisão ocorreu mesmo após o Hospital Estadual da Mulher ter afirmado que ela teria direito ao aborto legal “tanto por seu direito diante de uma gravidez decorrente de violência sexual, quanto pelo risco que a gravidez impõe à sua saúde”.

Além disso, a reportagem afirma que a menina teria desistido da interrupção de gestação, após um padre mostrar um vídeo de como o procedimento supostamente seria realizado.

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Policiais invadem casa errada durante operação, denuncia família

A idosa de 88 anos que teve a casa invadida por policiais civis durante uma operação em Itapuranga, no noroeste goiano, passou a tomar remédios para dormir, segundo a família. Em entrevista, a idosa explicou que levou um grande susto após os agentes arrombarem o portão da casa (assista acima).

“Ela estava assistindo um programa do missionário na TV. Ela tem problemas cardíacos, ficou em choque após o ocorrido, tem tomado remédios para dormir”, explicou um familiar da idosa, que não quis se identificar.

A situação ocorreu na sexta-feira (5), por volta das 6h. Conforme a família, o endereço da idosa é diferente do que consta no mandado judicial. O número da rua e do lote são iguais, mas o número da quadra é diferente.

Em entrevista à TV Anhanguera, a idosa contou que os policiais vasculharam os cômodos da casa e chegaram a desligar as câmeras de segurança. “Eu pedi ‘por favor’ para ligarem as câmeras, porque minha a menina [filha] chegaria e eu saberia que é ela, porque eu abro a porta quando vejo quem é”, disse.

“Invadiu, arrebentou o portão e entrou. Quase me matou de susto. [Estava] na minha cama assistindo meu programa e eles fazem uma coisa dessas comigo. Judiou demais comigo”, disse a idosa, chorando.

A família ainda reclamou dos danos materiais deixados no portão, que ainda não foi consertado. Na casa, moram apenas a idosa e a filha de 55 anos, que tinha saído para a academia antes da chegada dos policiais.

Em nota, a Polícia Civil de Goiás afirmou que era cumprido um dos mandados de busca e apreensão da Operação Commercium Sine Tributo, realizada pela Delegacia Fazendária da Polícia Civil de Mato Grosso. Conforme a instituição, os responsáveis pela investigação eram policiais civis de Mato Grosso, enquanto os policiais civis goianos prestaram auxílio operacional – leia a nota na íntegra ao final do texto.

A Polícia Civil de Mato Grosso confirmou que a operação é do estado, mas afirmou que a ação e a conduta foram de policiais civis de Goiás, que apoiavam a operação, e que policiais de Mato Grosso não estavam no local. Conforme a instituição, o mandado judicial era destinado a uma casa alvo de uma operação contra um esquema de comercialização e transporte de grãos – leia a nota na íntegra ao final do texto.

Vídeo de câmera de segurança mostra quando policiais entram em casa, em Itapuranga, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Nota da Polícia Civil de Goiás:

A Polícia Civil de Goiás informa, com relação ao cumprimento de um dos mandados de busca e apreensão ocorridos na sexta-feira (05/07), na cidade de Itapuranga-GO, no bojo da Operação Commercium Sine Tributo, decorrente de investigação realizada pela Delegacia Fazendária da Polícia Civil do Mato Grosso, que a diligência oriunda de mandado judicial foi realizada por policiais civis do Mato Grosso, responsáveis pela investigação, e que os policiais civis goianos apenas auxiliaram na diligência conferindo apoio operacional.

Goiânia, 8 de julho de 2024.

Nota da Polícia Civil de Mato Grosso:

É importante e primordial esclarecer: não foi ação de policiais civis de Mato Grosso na cidade citada. A operação é da Polícia Civil de Mato Grosso, mas a ação e conduta citadas foram em relação a policiais civis de Goiás, que davam apoio à operação.

A Polícia Civil de Mato Grosso esclarece que a residência alvo de mandado judicial da Operação Commercium Sine Tributo (por meio da Delegacia de Crimes Fazendários, Secretaria de Fazenda de Mato Grosso e 14ª Promotoria de Justiça), deflagrada na última sexta-feira (05.07) nos estados de Mato Grosso e Goiás contra esquema na comercialização e transporte de grãos, foi apontada nas investigações, por meio de checagem em registros oficiais e entrevistas, como um dos locais que um dos investigados poderia ser localizado. A medida foi cumprida no endereço por uma equipe da Polícia Civil de Goiás, que deu apoio à operação.

Em relação à conduta dos agentes que estavam no endereço, o questionamento sobre suposto pedido para que câmeras do local fossem desligadas e eventuais excessos por parte da equipe policial deve ser feito diretamente à Polícia Civil de Goiás, uma vez que quem estava no endereço eram policiais da instituição de Goiás e não de Mato Grosso.

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Elidênia Jorge da Silva — Foto: Arquivo pessoal

“Uma pessoa trabalhadora, religiosa e família” é assim que Lucas Lima define a tia Elidênia Jorge da Silva, que morreu aos 49 anos nos Estados Unidos. Em busca de uma vida melhor, a natural de Morrinhos, na região sul de Goiás, estava no país há 4 anos.

“A vida dela era ir trabalhar, cuidar do Miguel, que é o cachorrinho dela, e rezar, pois ela era muito católica”, contou o sobrinho.

Elidênia era diarista e, dependendo do dia, chegava a limpar quatro casas no país para poder dar uma vida melhor para sua família e filha. Lucas disse que, além do trabalho, a tia chegou a alugar quartos para ter uma renda maior.

O sobrinho contou que a relação com a tia sempre foi de muita parceria. Também disse que Elidênia sempre o apoiava, e a perda dela está sendo um processo difícil.

“Eu e ela sempre fomos muito ligados. Fomos criados juntos, então tudo que ela me pedia para fazer eu fazia. Ela sempre me apoiou, especialmente durante meu processo de cirurgia bariátrica. Está difícil sem ela, ainda mais para mim”, desabafou Lucas.

A goiana Elidênia Jorge da Silva morreu com uma facada no pescoço na cidade de Richmond, na Califórnia, nos Estados Unidos. O companheiro da diarista, que também é brasileiro, é o principal suspeito do crime e está sendo procurado pela polícia local, de acordo com familiares da mulher.

No dia 4 de julho, a mulher foi encontrada morta por sobrinhos que moram na região. A suspeita é que Elidênia tenha sido assassinada no dia 2, data em que a diarista parou de responder às mensagens enviadas por familiares. O corpo já apresentava sinais de inchaço, conforme relatou Lucas Lima, gerente de entregas e sobrinho de Elidênia.

Lucas contou que outro sobrinho da mulher precisou invadir a casa, já que ela não atendeu à porta. O corpo foi encontrado próximo à pia da cozinha, informou o gerente de entregas.

O principal suspeito do crime é um homem brasileiro de 43 anos que mantinha um relacionamento com Elidênia, de acordo com Lucas Lima. No quarto da vítima, familiares encontraram uma camiseta suja de sangue que pertencia ao suspeito. As roupas do homem não foram encontradas no armário, o que, para a família, é indicativo de fuga.

Suspeito de matar goiana nos EUA ameaçou vítima e familiares ao ser preso

Lucas Lima contou que o suspeito havia sido preso duas vezes por agredir a diarista. De acordo com o gerente de entregas, o suspeito era muito ciumento, e o relacionamento dos dois era marcado por brigas e agressões.

A primeira agressão de que a família teve notícia aconteceu no dia do aniversário de Elidênia, em 5 de dezembro de 2023. Lucas contou que soube por uma prima e ligou para a polícia enquanto dirigia até a residência da tia.

“Saí louco de casa, já ligando pra polícia. Na hora que ela abriu a porta, com o olho roxo, disse ‘não foi nada, não. Bati o olho quando estava limpando a casa’”, declarou Lucas Lima.

No mesmo dia, à noite, Elidênia contou a verdade sobre a agressão aos sobrinhos, e o suspeito foi preso. De acordo com Lucas, o homem fazia ligações da cadeia e ameaçava a diarista. Dias depois, ele foi solto.

Em março de 2024, o homem foi preso e solto pela segunda vez, de acordo com Lucas Lima.

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  • Médicos e médicas em atividade se concentram em regiões onde há escassez ou ausência de profissionais de saúde. Novo edital vai contratar mais 3,1 mil profissionais

O número de profissionais do Mais Médicos (PMM) em atividade aumentou em 93,83% desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — de janeiro de 2023 a junho de 2024. Atualmente, 24.894 médicos e médicas atendem em todo o Brasil. São 12.051 profissionais a mais que o registrado em dezembro de 2022. 

O estado de Goiás registrou crescimento de 48,5% no número de profissionais em atividade no programa. Em 18 meses, o total saltou de 499 para 741. Do total de médicos e médicas ativas em Goiás, 705 são brasileiros (95,14%), 55,06% são mulheres; 348 profissionais têm entre 30 e 39 anos. 

Há uma vaga do programa ocupada por indígena, enquanto 34,55% são pretos ou pardos e 58,43% são brancos. Quanto ao tipo de equipe e onde estão alocados os profissionais do Mais Médicos, 740 integram equipes de Saúde da Família (eSF) e 438 estão em regiões de médio ou alto Índice de Vulnerabilidade da Saúde (IVS). 

A capital do estado, Goiânia, registrou um crescimento de 15% no programa e conta agora com 60 médicos e médicas — recebeu 18 novos profissionais entre janeiro de 2023 e junho de 2024. Em dezembro de 2022, eram 42. 

NACIONAL — Em dezembro de 2022, 12.843 profissionais estavam na ativa. Desde 2023, com a recomposição, o Governo Federal quase dobrou a quantidade de profissionais e implementou melhorias no modelo. 

No início de julho, o Ministério da Saúde anunciou um novo edital para a contratação de 3,1 mil profissionais. A seleção traz, de forma inédita, vagas no regime de cotas para pessoas com deficiência e grupos étnico-raciais, como negros, quilombolas e indígenas 

“O Mais Médicos é uma realidade e faz a diferença. Quando assumimos o governo, havia ainda 12 mil médicos. Com esse edital, nós retomamos a meta dos 28 mil médicos. Pela primeira vez o edital é feito seguindo a política de cotas aprovada em lei que é prioridade do Governo Federal. Cumprimos, assim, a nossa visão de inclusão”, afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade. 

O Mais Médicos integra um conjunto de ações e iniciativas para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS). É neste atendimento que 80% dos problemas de saúde são resolvidos. 

O programa existe para enfrentar também desigualdades regionais. Leva médicos a regiões onde há escassez ou ausência de profissionais e investe na qualificação e formação, no intuito de resolver a questão emergencial do atendimento básico, mas também criando condições para continuar a garantir um atendimento qualificado no futuro para aqueles que acessam cotidianamente o SUS.
 

Infográfico 1 | Quadro de crescimento do programa Mais Médicos no país, nos últimos 18 meses

REGIÕES — Quando considerados os números absolutos de médicos e médicas do programa, o Nordeste é a região com maior número de vagas ocupadas (8.362), seguido do Sudeste (7.435). Por estado, os três com maior número de profissionais são São Paulo (3.288), Minas Gerais (2.219) e Bahia (2.127).

Também são destaques os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Há distritos, como o Yanomami, em Boa Vista (RR), que em dezembro de 2022 contava com oito profissionais do Mais Médicos. Em junho de 2024 são 36 ativos (crescimento de 350%). No Mato Grosso do Sul, o DSEI saltou de oito (em dez/22) para 39 profissionais ativos em junho de 2024 (crescimento de 387,5%). 

QUEM SÃO — Do total de médicos e médicas ativos, 22.965 são brasileiros (92,25%), 53,45% são mulheres; quase 12 mil profissionais têm entre 30 e 39 anos. Há 88 vagas do programa ocupadas por indígenas, enquanto 36,54% são pretos ou pardos e 53,98% são brancos. Quanto ao tipo de equipe onde estão alocados os profissionais do Mais Médicos, 24.243 integram equipes de Saúde da Família (eSF) e 14.942 estão em regiões de médio, alto ou muito alto Índice de Vulnerabilidade da Saúde (IVS). 

CONFIRA TAMBÉM
Painel de Monitoramento dos Programas de Provimento da Secretaria de Atenção Primária à Saúde
 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República



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