Números apresentaram crescimento mês a mês no primeiro trimestre deste ano
A Junta Comercial de Goiás (Juceg) registrou, no mês de março, a constituição de 3.347 novas empresas em Goiás, consolidando a alta mês a mês no primeiro trimestre de 2024. O número representa um crescimento de 0,8% em relação a fevereiro, quando foram abertos 3.321 CNPJs no estado, considerando apenas aqueles que não se enquadram como MEIs. Em janeiro, foram constituídos 3.243 novos negócios com o mesmo perfil. Neste ano foram 9.911 novos negócios abertos no estado. “Trabalhamos para dar liberdade econômica, reduzir a burocracia e facilitar a vida do empresário para que o estado possa gerar emprego e renda”, ressalta o governador Ronaldo Caiado.
Segundo o presidente da Juceg, Euclides Barbo Siqueira, o resultado indica um cenário positivo para o empreendedorismo em Goiás. “Se continuarmos seguindo nesse ritmo, chegaremos ao fim do ano com novo recorde, um quadro que, felizmente, já temos visto nos últimos anos”, afirma ele. Siqueira acredita ainda que o aumento reflete o empenho da Juceg e do Governo de Goiás para facilitar a formalização de novos negócios no estado, seja com a desburocratização do processo de abertura ou com o fomento oferecido aos empresários.
De acordo com o relatório mensal da Juceg, Goiânia continua sendo a cidade com mais negócios em Goiás, concentrando hoje 30,6% das empresas ativas no estado. Dos CNPJs formalizados no primeiro trimestre, 414 possuem capital social superior a R$ 500 mil. Goiás possui, atualmente, mais de 500 mil empresas não MEIs. Se incluídas as microempresas, esse número sobe para mais de 1,1 milhão de negócios ativos em todo o estado.
Confira quantas empresas foram abertas em Goiás mês a mês em 2024:
- Janeiro – 3.243
- Fevereiro – 3.321 (+2,4% em relação ao mês anterior)
- Março – 3.347 (+0,8% em relação ao mês anterior)
Saiba quem era o brasileiro que morreu após passar mal enquanto ajudava amigo em obra nos Estados Unidos | Goiás
Lidiane 3 de abril de 2024
Solidário, carinhoso, sonhador e cuidadoso. Esses foram alguns dos adjetivos usados pelos familiares para descrever o goiano Alparício Gomes da Silva, de 58 anos, que morreu após passar mal enquanto ajudava em uma obra em Holliston, nos Estados Unidos. Joscelina Gomes da Silva, irmã do brasileiro, disse que a suspeita é que ele teve um infarto fulminante.
“Meu irmão era uma pessoa maravilhosa, sempre ajudando a todos. Muito sonhador. Trabalhava muito para ajudar a todos”, disse a irmã.
Natural de Goiânia, Alparício trabalhava como motorista de caminhão em Framingham, Massachusetts. Joscelina contou que ele também ajudava financeiramente à mãe, que tem 81 anos.
Alparício morava nos EUA desde 2001 e morreu em 30 de março deste ano após passar mal enquanto ajudava um amigo a construir um muro de pedras. A causa oficial da morte ainda não foi divulgada, mas a suspeita é que ele teve um infarto fulminante, de acordo com sua irmã.
Joscelina disse que o corpo de Alparício deve ser trazido ao Brasil em, pelo menos, 15 dias. O Gabinete de Assuntos Internacionais de Goiás afirmou que ainda não foi contatado pela família do goiano.
Segundo irmã, a família está buscando ajuda para trazer o corpo de Alparício para Aparecida de Goiânia, onde residem. Como ele não possuía parentes nos EUA, amigos que ele fez no país estrangeiro estão auxiliando com os trâmites fúnebres.
O traslado do corpo dos Estados Unidos para o Brasil teve um custo aproximado de R$ 60 mil, e amigos e familiares estão organizando uma vaquinha online para arrecadar o valor necessário. A meta é possibilitar que a mãe de 81 anos e a família possam se despedir de Alparício.
Alparício era bastante querido e admirado pelos familiares. Joscelina contou que a família sempre foi a prioridade do irmão.
“Para ele, a família sempre em primeiro lugar, sempre ajudou com as despesas de nossos pais, depois que nosso pai faleceu, passou a se esforçar cada vez mais para não deixar faltar nada para nossa mãe. Sempre muito carinhoso e cuidadoso com a mãe e com todos”, disse a irmã.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Câmara de cidade em Goiás divulga edital para concurso com mais de 100 vagas e salário de mais de R$ 5 mil; veja como se inscrever | Goiás
Lidiane 3 de abril de 2024
A Câmara Municipal de Morrinhos, na região sul do estado, divulgou o edital para concurso público com 103 vagas de níveis fundamental, médio e superior. Os salários divulgados variam entre R$ 1.517,35 até R$ 5.123,06. Pessoas que estiverem com situação regular no Cadastro Único (CadÚnico) podem pedir isenção da taxa de inscrição.
São 25 vagas para início imediato e 78 para cadastro de reserva. Os candidatos interessados deverão fazer a inscrição de forma exclusiva pelo site da Itec Consulturia do dia 22 de abril até 16 de maio. As provas devem ser realizadas no dia 26 de maio.
O valor da inscrição é de R$ 80 para o cargos de nível fundamental, R$ 120 para médio e de R$ 180 para superior. Serão aceitas até duas inscrições por candidato, sendo que deverão ser realizadas em nível de escolaridade diferentes: 1 inscrição para nível fundamental ou médio e outra para o superior.
Veja abaixo os cargos e salários divulgados:
- Agente de Copa e Cozinha – R$ 1.517,35
- Agente de Manutenção Completo Geral – R$ 1.517,35
- Agente de Serviços Gerais – R$ 1.517,35
- Agente de Transporte – 3-9 R$ 1.517,35
- Jardineiro – R$ 1.517,35
- Assistente Administrativo – R$ 1.810,69
- Auxiliar de Compras Licitações e Contratos – R$ 2.110,00
- Auxiliar de Departamento de Pessoal – R$ 2.110,00
- Controller de Frota – R$ 2.110,00
- Telefonista – R$ 1.810,00
- Analista de TI – R$ 3.118,54
- Agente de Serviços de Tesouraria – R$ 3.118,54
- Assistente Técnico Parlamentar – R$ 3.118,54
- Controlador Interno – R$ 3.118,54
- Gestor de Pessoal – R$ 3.118,54
- Jornalista – R$ 3.118,54
- Procurador Jurídico – R$ 5.123,06
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Cliente de suíte presidencial derruba portão com o carro para fugir sem pagar a conta em motel, diz polícia | Goiás
Lidiane 2 de abril de 2024
Cliente derruba portão com o carro para fugir sem pagar a conta em motel, em Anápolis
O dono de um motel procurou a Polícia Civil para denunciar que um cliente fugiu do estabelecimento sem pagar a conta, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Um vídeo feito por câmeras de segurança mostra quando o homem derruba o portão do motel com o carro para fugir (assista acima). Ele estava na suíte presidencial do motel.
O caso aconteceu na madrugada de domingo (31), no bairro Calixtolândia. Aos policiais, o dono do motel contou que o cliente chegou de carro, acompanhado de uma mulher, e foi para a suíte presidencial. Lá, passou cerca de 50 minutos.
Porém, os funcionários do motel viram pelas câmeras que ele estava com mais duas mulheres no local, totalizando quatro pessoas no quarto.
De acordo com o delegado André Luis Barbosa, responsável pelo inquérito, funcionários ligaram na suíte e informaram ao homem que cobrariam o valor das outras duas pessoas que tinham entrado escondido. Ele disse, então, que mandaria as mulheres embora e acertaria a conta.
As três mulheres foram embora. Depois, o homem se dirigiu até a saída, mas não aguardou para fazer o pagamento. “O rapaz foi pro carro dele, entrou no carro e saiu. Foi em direção a cancela lá de saída do motel, só que ao invés dele esperar o momento de ser atendido, ele acelerou, arrebentou o portão e foi embora”, relata o delegado.
Agora, a polícia analisa as filmagens para tentar localizar o cliente. Quando for localizado, ele será ouvido e poderá responder pelos crimes de dano, pelo estrago causado no portão, e também por se hospedar em local sem dispor de recursos para efetuar o pagamento, conforme o artigo 176 do Código Penal.
O delegado informou que nenhum objeto da suíte foi furtado, assim como nada do homem foi esquecido no local.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Convocação foi publicada em Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (02/04); convocados devem apresentar a documentação a partir do dia 08 de abril
O Governo de Goiás convocou, nesta terça-feira (02/04), mais 315 candidatos aprovados em concurso público para professor PIII da rede estadual de educação. Assim como nos chamamentos anteriores, a posse se dará de forma virtual, via Sistema Eletrônico de Informações (SEI), com o intuito de garantir celeridade ao processo. O pré-cadastro dos profissionais no SEI deverá ser feito até o dia 05 de abril, por meio do e-mail [email protected].
A partir do dia 8 de abril, os aprovados deverão apresentar a documentação de forma eletrônica. Nesta etapa, será necessário anexar a declaração para investidura em cargo público, além de CPF, RG, comprovante de endereço, título eleitoral, diploma de curso superior e demais documentos listados em edital. A previsão é que as nomeações sejam publicadas no dia 03 de maio. Já a posse deve ocorrer a partir do dia 08 de maio, seguida de curso de formação.
“Os professores vão trabalhar em colégios com estrutura digna, com padrão de excelência e capazes de competir com escolas particulares. Empenhamos recursos para essa transformação e a educação em Goiás hoje é referência nacional”, afirma o governador Ronaldo Caiado, ao dar as boas-vindas aos novos servidores. A secretária da Educação, Fátima Gavioli, lembra que o estado ficou 20 anos sem receber professores efetivos, o que foi corrigido pela atual gestão.
Concurso
Os convocados fazem parte da lista de 5.050 aprovados para o cargo de professor nível III (licenciados), em concurso realizado pela Secretaria da Educação (Seduc) em 2022. Os selecionados vão trabalhar na rede estadual de ensino, que atualmente conta com mil unidades escolares e atende mais de 500 mil estudantes, em todas as regiões de Goiás. De forma inédita, foram ofertadas vagas para profissionais indígenas, quilombolas, intérpretes de Libras e instrutores de Libras e Braille.
Confira a lista de convocados: https://diariooficial.abc.go.gov.br/portal/visualizacoes/jornal/6078/#/p:9/e:6078
Para mais orientações sobre a posse, acesse: www.educacao.go.gov.br
Chapada dos Veadeiros: entenda a nova taxa cobrada de turistas que visitam Alto Paraíso de Goiás | Goiás
Lidiane 2 de abril de 2024
Turistas começam a pagar a Taxa de Conservação Ambiental (TCA) para visitar a cidade de Alto Paraíso de Goiás. Além da região da Chapada dos Veadeiros, a cidade abriga o Parque Nacional, declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, em 2001.
Ao g1, o prefeito Marcus Adilson Rinco, contou que a taxa surgiu após uma lei aprovada em 2021 que foi alterada com uma nova lei, a complementar, em dezembro de 2023. Um decreto com a nova medida foi divulgado e começou a valer na última sexta-feira (29).
“Recebemos muitos turistas e a taxa prevê ações para diminuir os impactos na cidade. Seja no aumento de produção de lixo, em atendimentos no hospital, na alta demanda da energia elétrica e danificação das estradas de acesso aos atrativos. A intenção é manter a preservação e conservação ambiental da região”, conta Marcus.
A taxa ambiental é cobrada no valor de R$ 20 por visitante que terá direito a estadia, em Alto Paraíso de Goiás, de até sete dias. Se a estadia ultrapassar esse período, a taxa será cobrada novamente, e assim por diante.
Para pagar a taxa, os visitantes devem acessar o site e fazer o pagamento antecipado. Coma a taxa paga, será gerado um QR code, este código deve ser apresentado nas portarias instaladas na entrada da Vila de São Jorge e atrativos.
Conforme o prefeito, além dos atrativos, a taxa também deve ser apresentada em hóteis e pousadas. Após 6 meses, esses locais serão penalizados, caso não cobrem dos visitantes a apresenção do pagamento da taxa.
A prefeitura disse ainda que além de diminuir os impactos ambientais, o propósito da taxa é potencializar o crescimento local sustentável que valoriza a preservação ambiental e o bem-estar dos moradores e turistas.
Taxa de Conservação Ambiental (TCA)
Conforme a prefeitura, a Taxa de Conservação Ambiental é uma contribuição cobrada pelo município de Alto Paraíso de Goiás para financiar a proteção e conservação do patrimônio natural, histórico e cultural da cidade, a Chapada dos Veadeiros.
A taxa é gerada pela necessidade de controle e fiscalização municipal, especialmente devido ao aumento de pessoas e veículos durante as temporadas, causando danos ambientais.
O objetivo é ser uma fonte adicional de receita municipal, que será destinada ao município para minimizar os danos ambientais para um crescimento organizado e sustentável.
Quem não precisa pagar a taxa?
Os grupos que estão isentos da taxa, desde que cumpram certos requisitos, são:
- Idosos e crianças: Pessoas com mais de 60 anos e menores de 12 anos, desde que preencham os dados no site para a emissão da liberação. A apresentação de documentação comprobatória não é dispensada.
- Pessoas com deficiência: Pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida
- Residentes locais: Da região da Chapada dos Veadeiros, incluindo Alto Paraíso de Goiás, São João D’Aliança, Teresina de Goiás, Cavalcante, Colinas do Sul, Monte Alegre, Nova Roma e Campos Belos. A forma de apresentação de documentação e os meios para a comprovação de residência fixa serão regulamentados pelo executivo.
- Pesquisadores e participantes de programas sociais: Pesquisadores e participantes de programas de ensino e projetos sociais sem fins lucrativos relacionados aos interesses da cidade, desde que comprovem o vínculo com uma instituição competente.
- Prestadores de serviços: Prestadores de serviços que comprovem vínculo contratual com algum tomador de serviços no município
- Fornecedores de bens: Fornecedores que realizam entregas de mercadorias nos comércios do município, desde que se cadastrem junto ao município. A liberação é específica para certos horários, a serem estabelecidos pelo município.
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Brasileiro morre após passar mal enquanto ajudava amigo em obra nos Estados Unidos | Goiás
Lidiane 2 de abril de 2024
O goiano Alparício Gomes da Silva, de 58 anos, morreu após passar mal enquanto ajudava em uma obra em Holliston, nos Estados Unidos. Joscelina Gomes da Silva, irmã do brasileiro, disse que a suspeita é que ele teve um infarto fulminante.
“Meu irmão era uma pessoa maravilhosa, sempre ajudando a todos. Muito sonhador. Trabalhava muito para ajudar a todos”, lamentou a irmã.
Alparício morava nos EUA desde 2001 e morreu no dia 30 de março deste ano. Ele ajudava um amigo a construir um muro de pedras quando passou mal. Segundo a irmã, o laudo oficial com a causa da morte ainda não foi divulgado.
Conforme a família, o brasileiro é natural de Goiânia, trabalhava como motorista de caminhão e morava em Framingham, no estado de Massachusetts. Segundo a irmã, ele ajudava financeiramente a mãe de 81 anos.
“Para ele, a família sempre em primeiro lugar, sempre ajudou com as despesas de nossos pais, depois que nosso pai faleceu, passou a se esforçar cada vez mais para não deixar faltar nada para nossa mãe. Sempre muito carinhoso e cuidadoso com a mãe e com todos”, desabafou a irmã.
A irmã contou que o corpo deve ser trazido ao Brasil em, no mínimo, 15 dias. O Gabinete de Assuntos Internacionais de Goiás informou que não foi contactado pela família do goiano.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Governo de Goiás oferece mais de 160 vagas para cursos na área da tecnologia
Lidiane 2 de abril de 2024
As aulas começam de forma presencial na segunda-feira (08), na sede da Sukatech. (Foto: Secti)
O Governo de Goiás abriu vagas para cursos gratuitos de Informática Básica, Montagem e Manutenção de Computadores e Celulares, Robótica Básica e Eletrônica. São 165 vagas dentro do programa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), o Sukatech. As inscrições podem ser feitas pelo site do Governo ou presencialmente na Escola do Futuro de Goiás José Luiz Bittencourt, em Goiânia.
Dentre as vagas, 60 são para o curso de Informática Básica e Empreendedorismo, 60 para Montagem e Manutenção de Computadores, Celulares e Empreendedorismo, e 45 para Robótica Básica, Eletrônica e Empreendedorismo. Todas as oportunidades foram disponibilizadas nos períodos matutino, vespertino e noturno.
As aulas começam de forma presencial na segunda-feira (08), na sede da Sukatech, localizada na Escola do Futuro. Os cursos de Informática Básica e Robótica têm carga horária de 45 horas, enquanto o de Montagem e Manutenção tem 70 horas.
Além disso, 50% das vagas são reservadas para mulheres, por meio do programa Goianas na Ciência e Inovação. O objetivo é acelerar e desenvolver mulheres nas carreiras tecnológicas, de pesquisa e empreendedorismo inovador.
Leia mais sobre: Cursos / Governo de Goiás / Secti / Tecnologia / Vagas / Cidades / Notícias do Estado
Conselho Nacional de Justiça apura conduta de dois desembargadores que participaram de julgamento em que vítima foi chamada de ‘sonsa’ em caso de assédio de pastor | Goiás
Lidiane 2 de abril de 2024
Magistrados descredibilizam mulher em análise de assédio sexual envolvendo Davi Passamani
O g1 pediu um posicionamento ao TJ-GO por e-mail nesta terça-feira (2), mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
A decisão detalha que os desembargadores teriam feito falas de “conteúdo potencialmente preconceituoso” em relação à vítima, emitindo juízo de valor que pode ter extrapolado os limites da análise jurisdicional relacionada aos elementos do caso. A decisão pela abertura do procedimento disciplinar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi divulgada na última segunda-feira (1º).
Em nota publicada no site do CNJ, o corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, avaliou que há necessidade de se investigar, na esfera administrativa, a atuação dos desembargadores.
Salomão apontou que o procedimento deve apurar se os magistrados afrontaram ao previsto na Constituição Federal, na Lei Orgânica da Magistratura (LOMAN) e em regras do próprio CNJ, como a que prevê a aplicação de perspectiva de gênero nos julgamentos.
Segundo o CNJ, com a instauração da reclamação disciplinar, os desembargadores devem ser intimados em 15 dias para prestarem informações.
As falas foram realizadas no dia 19 de março durante uma sessão da 6ª Câmara Cível. Durante a discussão do caso, um dos magistrados chegou a chamar a vítima de sonsa e outro disse que temas de assédio moral, sexual e racismo se tornaram “modismo”. Davi Passamani é fundador da igreja A Casa.
“Essa moça aí, ela mesmo falou que era sonsa. Ela não foi muito sonsa? No século que a gente está”, questionou o desembargador Silvânio.
“Hoje eu particulamente eu tenho uma preocupação muito séria com o tal do assédio moral como gênero, sexual como espécie do gênero e racismo. Então esses temas viraram um modismo”, completou o desembargador Jeová, em seguida.
O que disseram os desembargadores?
Em nota enviada ao g1 durante a publicação da primeira reportagem do caso, o desembargador Silvânio Divino, justificou que teria feito questionamentos na busca de amadurecer e compreender o caso em questão. Segundo ele, a abordagem realizada, “ao levantar hipóteses e situações hipotéticas, tem como objetivo explorar a verdade real do processo, garantindo que nenhum aspecto seja negligenciado de ambos os lados”.
Já o desembargador Jeová Sardinha disse que reconhece a seriedade e a “prevalência do machismo e do racismo em nossa sociedade”, e afirmou que a intenção, naquele momento, era ressaltar “a importância de uma análise cuidadosa e contextual de cada caso, para evitar julgamentos precipitados e erros”.
No mesmo período, a defesa da vítima afirmou que os casos que envolvem a dignidade sexual precisam ser julgados a partir dos fatos e provas que fazem parte do processo e não com julgamentos morais, como, segundo a defesa, ocorreu. Apesar disso, informou que na sessão do dia 26 o erro foi corrigido.
Em nota, a presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB, Fabíola Ariadne, afirmou que existe um protocolo para que as vítimas de assédio não sejam revitimizadas nos julgamentos.
Na sessão, os desembargadores analisavam o caso de assédio sexual envolvendo o pastor Davi Passamani. O desembargador Silvânio Alvarenga, que questionou se a vítima não estaria sendo “sonsa”, chegou a sugerir que esse tipo de processo estaria prejudicando a interação entre os homens e as mulheres.
Em sua fala, ele disse que os homens estariam receosos de se relacionar com mulheres, com medo de serem processados por assédio. Na ocasião, o desembargador solicitou mais tempo para análise do pedido da vítima. A nova sessão para análise do caso estava marcada para esta terça-feira (26).
Em seguida, ainda na sessão, o desembargador Jeová Sardinha demonstrou certa preocupação quanto aos temas discutidos, pontuando que casos de assédio e até racismo teriam virado “modismo”.
“Não é à toa, não é brincadeira, que estão sendo usados e explorados com muita frequência”, pontuou Sardinha.
Na sessão, os desembargadores chegaram a questionar se a vítima e o namorado não teriam planejado uma situação com o objetivo final de entrar com uma ação contra o pastor.
Condenação de Davi Passamani
O pastor Davi Passamani foi condenado no dia 26 de março a pagar uma indenização de R$ 50 mil por assédio contra a mulher que foi chamada de ‘sonsa’ por um desembargador. Segundo a defesa da vítima, o valor será destinado a instituições que acolhem mulheres vítimas de violência.
A vítima do processo pediu uma indenização de R$ 100 mil do pastor por danos morais. No pedido, ela descreve que começou a frequentar a igreja de Passamani em 2017 e, em dezembro de 2018, recebeu mensagens e ligações de vídeo do pastor com intuito sexual.
Após procurar a direção da igreja e ser orientada a “perdoar” o pastor, a vítima decidiu recorrer à justiça. Segundo a defesa dela, o pedido de indenização foi negado pela juíza de primeiro grau, após o voto contrário da relatora do caso. Para a defesa da vítima, a relatora e a juíza tiveram uma “análise equivocada e desassociada das provas”.
Histórico de crimes sexuais
Com a repercussão negativa, o pastor chegou a gravar um vídeo negando o crime e pedindo desculpas à família e aos fiéis. Na época, a Igreja Casa também se pronunciou, dizendo que estava apurando o caso e que Passamani estava afastado de funções “há semanas” para “tratamento médico e cuidados em família”.
Nota do desembargador Silvânio Divino de Alvarenga:
No contexto do julgamento complexo em andamento, que atualmente está sob minha análise após ter pedido vista dos autos na sessão relatada, esclareço que fiz questionamentos na busca do amadurecimento e da compreensão integral do caso em questão. Minha abordagem, ao levantar hipóteses e situações hipotéticas, tem como objetivo explorar a verdade real do processo, garantindo que nenhum aspecto seja negligenciado de ambos os lados.
Nota do desembargador Jeová Sardinha na íntegra:
Antes de tudo quero falar que reconheço a seriedade e a prevalência do machismo e do racismo em nossa sociedade. Minha intenção, naquele contexto, ao abordar temas delicados como assédio e racismo, foi enfatizar a importância de uma análise cuidadosa e contextual de cada caso, para evitar julgamentos precipitados e erros. Entendo que a escolha de minhas palavras ditas no calor de voto verbal, até com erros de vernáculo, não dizem respeito ao caso concreto.
Nota da defesa da vítima na íntegra:
O julgamento de casos que envolvem a dignidade sexual precisa ser feito a partir dos fatos e provas que fazem parte do processo.
Infelizmente, nesse caso, tivemos até aqui, um verdadeiro julgamento moral, onde colocaram a vítima na posição de ter contribuído para a ocorrência da violência. Isso é absurdo.
A discriminação de mulheres é incompatível com os princípios constitucionais e tratados internacionais aos quais o Brasil é signatário.
Desqualificar a vítima e enaltecer as falas do violentador é uma prática do senso comum. Contudo, os desembargadores não fazem parte do senso comum. Pelo contrário. Eles têm o dever de serem imparciais e julgarem o caso conforme as provas do processo, afastando vieses ceticistas ou crenças demasiadas.
As falas dos desembargadores expõe a sistemática do machismo estrutural ao qual estamos sujeitas.
Escancara a realidade de um país que registra um caso de estupro a cada 8 minutos.
Demonstra o quanto nós mulheres estamos sujeitas a uma sequências de violências.
Somos violadas em nossa dignidade sexual, somos violadas quando denunciamos nossos violentadores, somos violadas quando o mais alto grau de justiça do Estado é conivente com o contexto de degradação da nossa imagem.
Ou seja, não há abrigo! E falas como essas deixa claro que ainda precisamos avançar muito para termos o mínimo.
Ainda estamos expostas ao risco da condenação moral de homens fortalecidos por um sistema lucrativo de impunidades.
Todos os casos de violência contra a dignidade sexual das mulheres se iniciam num contexto de assédio moral. E não há como negar.
Na sessão de hoje, depois de muitos debates, inclusive da mídia, o Desembargador Silvanio refluiu seu voto, e deferiu o pedido da vítima.
Embora a ofensa a nós mulheres, dentro do contexto geral da fala, já tenha acontecido, o voto de deferimento do pedido do Des. Silvanio demonstra que numa análise equivocada e desassociada das provas do processo tanto a juíza de primeiro grau, quanto a relatora do processo, erraram. Portanto, seu voto corrigiu tal erro e se fez, finalmente, justiça à vítima.
Nota da Comissão da Mulher Advogada da OAB na íntegra:
Os julgadores tem que se atentar ao que preconiza o protocolo para julgamento com perspectiva de gênero, que é de observância obrigatória em todos os tribunais, desde março de 2023. Esse protocolo traz uma série de orientações para evitar a reprodução de preconceitos e estereótipos no Judiciário, inclusive nos casos de assédio. Muita mulheres deixam de procurar a justiça, justamente por medo de serem revitimizadas, de se verem julgadas como vítimas em detrimento de seus algozes.
O protocolo vem justamente evitar isso, ele é explícito ao dispor, por exemplo, que é estereótipo de gênero supervalorizar o comportamento da vítima antes do momento da violência, influenciado pela ideia preconcebida de que cabe às mulheres recato e decência.
Há uma pergunta reflexiva prevista no protocolo, que caberia ser feita no caso em concreto: Posso estar dando peso a um evento que só parece importar por ideias préconcebidas que permeiam minha visão de mundo? Ou: Minhas experiências pessoais podem estar influenciando a minha apreciação dos fatos?
O Protocolo do CNJ foi um avanço para as mulheres dentro do Judiciário e deve ser aplicado, principalmente em casos de assédio e outros crimes sexuais.
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Aliança, pneu, travesseiro e mais: empresária viraliza ao mostrar itens esquecidos em motel em Goiânia | Goiás
Lidiane 2 de abril de 2024
Empresária viraliza ao mostrar itens esquecidos em motel em Goiânia
Aliança, chave de carro, travesseiro e até pneu, estes são alguns dos itens deixados para trás por clientes após uma ‘passadinha’ em um motel, em Goiânia. A empresária Krisley Marques viralizou nas redes sociais após publicar um vídeo mostrando os objetos que foram esquecidos no motel dela, na GO-070.
“Só com esse vídeo ela conseguiu acabar uns três casamento”, alertou um seguidor.
O primeiro vídeo publicado por Krisley tem quase 8 milhões de visualizações. Com esse sucesso, os itens esquecidos no motel já renderam até uma parte dois da publicação, que já tem mais de 585 mil visualizações. Muito descontraída, a empresária convida os seguidores a descobrir os objetos.
“Itens esquecidos que só uma dona de motel tem”, destaca Krisley.
Cinto, relógios e uma chave de carro foram os três primeiros itens revelados pela empresária. “Uma chave de carro e eu não sei como esse como esse ser humano foi embora ou como até hoje ele não sentiu a falta, afinal, já tem muito tempo que está aqui no motel”, brinca Krisley no vídeo.
Para o segundo vídeo, a empresária separou um tênis, pneu de carro e um travesseiro. “O querido esqueceu esse travesseiro no motel. Agora, porque ele trouxe o travesseiro para o motel, nós não sabemos”, ironiza. Os itens renderam diversos comentários de seguidores curiosos.
“Travesseiro ?! Será que a pessoa não sabia que no motel tem travesseiro? Será que era a primeira vez da pessoa em um motel?!”, perguntou uma seguidora.
“Trabalho em um motel e já deixaram arma e até tornozeleira eletrônica”, contou outra seguidora.
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