16 de junho de 2026
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A Prefeitura de Aparecida voltou a obter a nota Capag (Capacidade de Pagamento), conferida pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O indicador, calculado com base no balanço do primeiro ano da gestão do prefeito Leandro Vilela (MDB), ficou em “B”, a segunda mais alta da classificação. A nota já habilita o município a buscar financiamentos internacionais com o aval da União.

A Capag funciona como um reconhecimento oficial de que a cidade tem saúde financeira para honrar seus compromissos. Para Vilela, a conquista representa um avanço expressivo na recuperação fiscal, uma vez que a gestão anterior havia perdido a certificação e deixado uma dívida acumulada de R$ 500 milhões para a administração atual.

Em 17 meses de mandato, a atual gestão já quitou mais de R$ 300 milhões desse passivo, incluindo o salário de dezembro de 2024 dos servidores. No início do período, o município enfrentava o corte da internet da prefeitura e o desabastecimento de insumos básicos nas unidades de saúde. Para equilibrar as contas, foram cancelados centenas de contratos considerados ineficazes, como o aluguel mensal de R$ 1,5 milhão de totens de segurança sem impacto real na proteção dos moradores.

“Essa dívida toda expôs uma irresponsabilidade tremenda na administração dos recursos públicos de Aparecida. Faziam da Prefeitura um cabide de empregos, um loteamento de cargos públicos onde pouco se trabalhava e muito se gastava com folha salarial”, denuncia Vilela.

Corte de comissionados foi elogiado pela STN

Leandro Vilela garante que novos ajustes serão feitos para que o município evolua para a nota máxima “A”. O enxugamento da máquina pública começou logo no início do mandato, com a redução de 50% dos cargos comissionados e a exigência de metas de produtividade. A medida foi um dos pontos determinantes para a recuperação da nota no Tesouro Nacional.

Com o corte, Aparecida entrou na chamada “zona verde” em relação ao comprometimento das despesas com pessoal, registrando um índice de 43,97%, bem abaixo do limite de alerta. O secretário da Fazenda, Carlos Eduardo de Paula, explica que a Capag é indispensável para captar recursos em bancos e custear melhorias estruturais.

“É como uma certidão, uma nota de crédito que o município, ao agir com muita responsabilidade fiscal, recupera agora para ser revertida em benefícios concretos, nas ruas e avenidas, para os 600 mil aparecidenses”, avalia.

Município ficou sem nota durante dois anos

Entre 2011 e 2021, durante as gestões de Maguito Vilela e Gustavo Mendanha, Aparecida de Goiânia manteve a nota máxima Capag “A”. O indicador caiu para “B” em 2023 e, nos anos de 2024 e 2025, a cidade perdeu a classificação e ficou sem nota oficial do Tesouro Nacional.

A retomada da nota “B” em 2026 restabelece as condições para que o município pleiteie recursos externos com garantias do governo federal. É o caso do financiamento em fase final de contratação junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do Brics, que será utilizado para custear dezenas de obras na cidade, como a construção de trincheiras, parques e novas unidades escolares.

Autor Manoel Messias Rodrigues


O consultor em gestão e desenvolvimento humano Rubens Berredo lançou, na sexta-feira, 22, na Assembleia Legislativa, o livro Liderança como Estilo de Vida (Editora Kelps, 231 páginas).

A obra aborda a formação de líderes a partir de experiências práticas vividas pelo autor ao longo de mais de quatro décadas de atuação no ambiente corporativo e propõe uma reflexão sobre liderança para além dos cargos de chefia.

Prefaciado pelo presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Goiás, Marcelo Baiocchi Carneiro, o livro foi apresentado durante evento que contou também com uma TED Talk conduzida pelo autor.

A publicação chega em um momento em que o desenvolvimento de lideranças se tornou prioridade para empresas brasileiras. Segundo levantamento do Great Place to Work Brasil, 57% das organizações apontaram a formação de líderes como foco principal para 2026.

Ao discorrer sobre a proposta da obra, Berredo afirmou que liderança deve ser entendida como comportamento e não apenas como função hierárquica. Ele analisa que liderança não é só o cargo nem só o título, é um jeito de ser, é um estilo de vida.

“Para começar a liderar o outro, é preciso liderar a si mesmo. O livro traz orientações, estratégias e ferramentas para qualquer gestor que queira se tornar um líder extraordinário e valioso para o mercado”, destacou.

Berredo também observou que muitas empresas, ao longo dos anos, promoveram profissionais tecnicamente competentes sem investir no desenvolvimento humano necessário para a liderança. Para ele, esse processo contribuiu para uma crise de lideranças no mercado de trabalho.

Na obra, o autor defende que o processo de formação do líder começa ainda no ambiente familiar, onde são construídos valores como empatia, compromisso, influência e capacidade de resolver conflitos. A liderança, afirma, é uma competência que pode ser desenvolvida em qualquer fase da vida, desde que exista intenção e mudança de mentalidade.

Prática

Marcelo Baiocchi ressaltou o diferencial do livro ao unir experiências práticas e reflexões espirituais sem foco religioso. O livro, afirma, é diferenciado porque traz ensinamentos para quem quer ser líder e mostra que essa liderança é construída.

“Em cada capítulo, além da experiência prática, Rubens traz também uma mensagem espiritual, mostrando que a liderança sempre esteve presente na história de grandes homens. É quase um manual para aqueles que desejam liderar algum espaço”, observa Baiocchi. 

A proposta da publicação também recebeu elogios do pastor Liberato Silveira da Cruz, da Igreja Maanaim Ministério Apostólico, que destacou o potencial transformador da obra.

“Ser líder é dar direção. Pelo padrão de influência que o Rubens tem, eu creio que esse livro vai mexer no caráter e em muitas áreas da vida das pessoas que lerem essa obra”, declarou Cruz.

Além das reflexões sobre comportamento e desenvolvimento pessoal, Liderança como Estilo de Vida traz, ao final de cada capítulo, ferramentas de autoavaliação e diagnóstico voltadas para leitores que desejam aplicar os conceitos apresentados no cotidiano profissional e pessoal.

 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A criação da Política Estadual de Governança Pública Orientada à Geração de Valor ao Cidadão Goiano (Pegov-GO) é o tema do projeto de lei nº 6399/26, apresentado pelo deputado Virmondes Cruvinel (UB). A matéria também estabelece a Cadeia de Valor Integrada da Administração Pública Estadual, cria o Índice Goiano de Geração de Valor (IGV-GO) e dispõe sobre a municipalização da política. 

Entre as diretrizes da política estão: orientar o planejamento e a execução das políticas públicas estaduais para a entrega de resultados mensuráveis ao cidadão, estruturados ao longo da cadeia de valor integrada; promover o mapeamento e o aperfeiçoamento contínuo da cadeia de valor integrada da administração pública estadual, identificando rupturas, gargalos e oportunidades de integração; promover a avaliação sistemática das políticas quanto à sua economicidade, eficácia, eficiência e efetividade, em conformidade com o art. 30-A da Constituição do Estado de Goiás; e estimular a articulação intersetorial entre os órgãos e entidades da administração para a produção de resultados integrados ao longo da cadeia de valor. 

Cruvinel argumenta que o conceito de “valor público”, já consolidado internacionalmente e reconhecido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), deve ser incorporado de forma estruturada ao Estado. O objetivo, argumenta o deputado, é transformar Goiás em referência nacional em práticas de gestão pública voltadas para resultados concretos ao cidadão.

O parlamentar destaca que Goiás pode se antecipar ao movimento nacional e consolidar uma política que funcione como ecossistema gerador de valor. A elaboração do projeto contou, segundo Cruvinel, com contribuições do International Institute for Governance (iGOVi), que reforçou a necessidade de uma cadeia de valor integrada e da municipalização da política, garantindo que os benefícios cheguem aos 246 municípios goianos.

O legislador defende que um dos pontos inovadores da proposta é a adoção explícita do conceito de cadeia de valor integrada, desenvolvido por Michael Porter e adaptado à gestão pública por organismos como a OCDE e o Banco Mundial. A ideia é que a efetividade das políticas públicas dependa da qualidade das conexões entre os diferentes elos do processo, e não apenas do desempenho isolado de cada órgão.

Exemplos citados, na justificativa do projeto, incluem hospitais que perdem efetividade sem atenção básica adequada e escolas que não atingem seu potencial sem políticas de apoio como transporte e alimentação. A visão sistêmica, segundo Cruvinel, é essencial para corrigir falhas e assegurar que o cidadão receba o valor real das ações do Estado.

A matéria passará por votação preliminar no plenário e, caso aprovada, será enviada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Clube diz, em nota, ter encontrado discrepância de valores de janeiro a julho de 2025

O Corinthians investiga a falta de R$ 294 mil no caixa do clube em um período que corresponde, em sua maior parte, à gestão do ex-presidente Augusto Melo. Em nota divulgada na 2ª feira (13.abr.2026), o clube declarou que foram identificadas  alterações de valores de 17 de janeiro a 11 de julho de 2025.

No comunicado, o Corinthians disse que uma auditoria independente confirmou o montante e afirmou que “está adotando todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis para a apuração integral dos fatos, comprometendo-se a dar publicidade aos desdobramentos do caso tão logo haja conclusões definitivas”. 

O ex-presidente Augusto Melo, afastado em 26 de maio de 2025, declarou ao portal ge não saber do que se trata a inconsistência e afirmou ter feito uma gestão “limpa”.

Ele disse: “Eu saí na última semana de maio. Não sei do que se trata. Minha gestão foi limpa e está provado pelo cartão corporativo. Aí vai até julho. Um ano depois querem inventar. Tem que ver com o financeiro. Eles que cuidavam”.

O Corinthians não fechou os números de 2025 e os dados não foram apresentados ao Conselho Fiscal e ao Cori (Conselho de Orientação). O balanço financeiro ainda deve passar por votação no Conselho Deliberativo.

LEIA A NOTA DO CORINTHIANS

“O Sport Club Corinthians Paulista informa que, no curso do processo de auditoria das demonstrações financeiras relativas ao exercício de 2025, foi identificada a ausência de R$ 294.000,00 (duzentos e noventa e quatro mil reais), correspondente a valores não conciliados no caixa cofre do clube, apurados no período compreendido entre 17 de janeiro de 2025 e 11 de julho de 2025.

“A partir da identificação da inconsistência, foram imediatamente iniciados os procedimentos de conciliação das prestações de contas e dos saques realizados ao longo do referido período.

“Com o objetivo de assegurar a precisão das informações apuradas, foi solicitada à auditoria independente a validação dos procedimentos adotados, tendo sido confirmados os valores previamente identificados pelo departamento responsável.

“O Corinthians informa, ainda, que adota todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis para a apuração integral dos fatos, comprometendo-se a dar transparência aos desdobramentos do caso tão logo haja conclusões definitivas.”



Autor Poder360 ·


O Comitê Central de Compliance (CCC) da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) se reuniu nesta segunda-feira, 13, para avançar no gerenciamento de riscos administrativos no Parlamento goiano. A equipe técnica do colegiado reuniu diretores e representantes para validar processos e seguir com o fortalecimento do compliance da Alego.

A Diretoria de Gestão de Compras, um dos departamentos em pauta nesta tarde, é uma das pastas mais avançadas no atual escopo de ações. A diretora Sofia Bezerra Coelho da Rocha Lima compartilhou as implementações e os resultados já alcançados desde o mapeamento de riscos, elaborado ainda em 2024.

Essas atualizações, definidas em conjunto com o comitê, foram validadas ao longo do encontro e se alinham ao gerenciamento de riscos específicos já estipulados. Com base nas definições entre a pasta e o CCC, a diretoria já realiza etapas de tratamento de risco, com o estabelecimento de instrumentos e ações de controle.

Compliance

É o conjunto de procedimentos, regras e estruturas que visam a garantir conformidade com padrões morais, legais e de gestão, fomentando a ética, a transparência, a responsabilização e a gestão de riscos, de forma a preservar a integridade nas ações da administração e dos servidores, bem como assegurar a satisfação dos cidadãos. Para saber mais, acesse a Cartilha de Compliance da Alego.

Estiveram presentes à reunião Tasso Honorato Reis Júnior (Diretoria-Geral), Diego Mendes (Tecnologia da Informação), Célio Campos de Freitas Junior (Diretoria de Comunicação), Juliane Elias de Rezende Marques (Secretaria de Controle Interno) e Andreya da Silva Matos Moura (Procuradoria-Geral).

Também participaram os servidores da equipe da Assessoria Técnica de Compliance: Kelly Morgana Afiune, Isabella Maria Lima Oliveira, Alex Martins Borges, Pedro Henrique Nogueira, Elievânia Martins, Luciana Marques da Silva, Cintia Fávero Cerri e Vitória Teixeira.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Em mais um encontro do Comitê Central de Compliance (CCC) da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), nesta quinta-feira, 9, diretores e técnicos consolidaram avanços na gestão de riscos administrativos no Parlamento goiano.

Na reunião de hoje houve definição quanto a riscos inerentes às atividades legislativas das diretorias de Articulação Política; de Participação Popular; Legislativa; e Secretaria de Cerimonial.

Em relação à Diretoria de Gestão e Logística da Alego, já em etapa avançada dentro do processo de avaliação de riscos, o CCC deu início à análise do diagnóstico já executado. As ocorrências de riscos administrativos na pasta e suas possibilidades de impacto na gestão do Parlamento foram abordadas para que, em momento seguinte, sejam definidas ações de controle e mitigação.

A estruturação do compliance na Alego se baseia em quatro eixos principais de atuação: ética, transparência, responsabilização e gestão de riscos. Com 100% de mapeamento nas unidades da Alego, as etapas no eixo gestão de riscos avançam para definições de causas e consequências, além do monitoramento das decisões de gestão.

Compliance

É o conjunto de procedimentos, regras e estruturas que visam a garantir conformidade com padrões morais, legais e de gestão, fomentando a ética, a transparência, a responsabilização e a gestão de riscos, preservando a integridade nas ações da administração e dos servidores, bem como assegurando a satisfação dos cidadãos. Para saber mais, acesse a cartilha de compliance da Alego.

Além do presidente do colegiado, Danúbio Cardoso, estiveram presentes Tasso Honorato Reis Júnior (Diretoria-Geral), Diego Mendes (Tecnologia da Informação), Célio Campos de Freitas Junior (Diretoria de Comunicação), Juliane Elias de Rezende Marques (Secretaria de Controle Interno) e Andreya da Silva Matos Moura (Procuradoria-Geral).

Também participaram os servidores da equipe da Assessoria Técnica de Compliance: Kelly Morgana Afiune, Isabella Maria Lima Oliveira, Alex Martins Borges, Pedro Henrique Nogueira, Elievânia Martins, Luciana Marques da Silva e Cintia Fávero Cerri.

 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Prefeitura de Goiânia suspendeu, nesta quarta-feira (1º/4), o contrato com a organização social responsável pela administração da Maternidade Célia Câmara, após denúncias de falta de insumos, ausência de médicos e interrupções no atendimento. A medida foi adotada em meio ao agravamento da crise na unidade.

Nesta quinta-feira (2/4), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que suspendeu preventivamente o contrato com a Sociedade Beneficente São José (SBSJ) e que o Instituto Patris assumiu provisoriamente a gestão do Hospital e Maternidade Célia Câmara na noite de quarta-feira (1º). A pasta informou que a mudança de gestão ocorreu de forma emergencial para tentar restabelecer o funcionamento regular do serviço.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a situação já era monitorada desde dezembro, mas a fiscalização foi intensificada nos últimos dias diante do aumento das falhas observadas. A secretaria relatou que pediu à antiga gestora a comprovação do preenchimento das escalas médicas e da recomposição dos estoques de insumos e medicamentos, mas não recebeu os documentos solicitados.

A direção da maternidade passou recentemente por um processo interno de transição da empresa que prestava os serviços médicos. De acordo com a instituição que administrava a unidade, os pacientes internados continuaram recebendo assistência integral, sem interrupções no atendimento.

O assessor técnico da SMS, médico Frank Cardoso Barbosa Viana, afirmou que a secretaria vai apurar como se deu a troca das equipes médicas. Questionado sobre a saída da empresa anterior, ele disse que a contratação é de responsabilidade da organização social gestora.

“Essa organização da organização social para com a empresa médica é algo que ainda vai ser apurado pela secretaria para que haja um entendimento dessa operação”, afirmou.

No início desta semana, equipes técnicas da pasta, que acompanhavam a situação presencialmente, constataram que o serviço ainda não havia sido plenamente restabelecido. A SMS reforçou, por fim, que os repasses para a gestão das maternidades municipais foram feitos rigorosamente em dia.

O Instituto Patris foi convidado a assumir a unidade por já administrar um serviço de perfil semelhante e com desempenho considerado satisfatório.

A pasta também informou que as maternidades Dona Íris e Nascer Cidadão seguem funcionando normalmente, com todos os serviços assistenciais previstos nos planos de trabalho.

A SMS disse manter o compromisso com o acesso, a qualidade e a continuidade do cuidado materno-infantil, além da transparência na aplicação dos recursos públicos.

Falhas no serviço levaram à decretação de calamidade

A crise nas maternidades públicas já vinha sendo apontada como um dos fatores que levaram à decretação de calamidade na saúde de Goiânia no fim de 2024 e no início de 2025, durante a transição entre a gestão anterior e o governo Sandro Mabel (UB). Na época, as unidades eram administradas por uma organização social ligada à UFG, que acabou afastada pelo prefeito.

A vereadora Aava Santiago, que pediu auditoria do SUS na saúde da capital, disse que o problema é resultado de uma sequência de falhas acumuladas ao longo do tempo.

“É preciso dizer com clareza que isso não começou agora. Essa crise é resultado de uma sequência de omissões, escolhas erradas e descaso com a rede materno-infantil da cidade”, afirmou.

Ela disse acompanhar o caso e cobrar providências desde os primeiros episódios de desassistência.

“No ano passado, diante de mais um episódio grave de desassistência, levamos o caso ao Ministério da Saúde”, destacou. Segundo a vereadora, foi a partir dessa denúncia que o DenaSUS fez a auditoria nas maternidades públicas de Goiânia.

“O relatório, porém, foi contundente ao apontar falhas graves de gestão, execução financeira e monitoramento contratual, com impacto direto na assistência obstétrica e neonatal, além de responsabilizar administrativamente a própria Secretaria Municipal de Saúde”, acrescentou.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Na tarde desta sexta-feira, 27, foi realizada a 7ª Reunião do Fórum Goiano da Desburocratização, em parceria com a Federação das Associações dos Jovens Empreendedores e Empresários do Estado de Goiás (Faje Goiás), responsável pela promoção do evento “Catalisa”. A iniciativa é do deputado Virmondes Cruvinel (UB), que preside o fórum na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego).

No encontro, Virmondes Cruvinel afirmou que a Alego atua na promoção do diálogo com entidades da sociedade civil organizada, buscando soluções junto aos diferentes níveis de governo, e apontou a necessidade de ampliar o acesso à informação e utilizar ferramentas que contribuam para a desburocratização, incluindo a aplicação de inovação e de norma referente à inteligência artificial para agilizar atendimentos.

O professor Cristiano Grigório também participou das discussões e afirmou que o projeto atua em diferentes áreas, com destaque para a educação, defendendo a aplicação prática das propostas e avanços graduais. “Em cada fórum desse, a gente tem avançado de maneira positiva […] em cada etapa dessa, a gente avança novos degraus”, disse.

Já o presidente da Faje Goiás, Pedro Bueno, observou que o encontro permite discutir medidas relacionadas à relação entre governo e empresários, mencionando a existência de entraves e preocupações com taxas. Ele afirmou que a expectativa é de que a reunião contribua tanto para a formulação de soluções quanto para a reflexão sobre o momento político. “Eu espero que dessa reunião saiam não só as soluções das problemáticas que vão ser abordadas, mas também que a gente possa indagar esse novo momento que estamos vivendo no governo”, declarou.

Criado em 2023, o fórum tem como finalidade promover o estudo, a discussão e a proposição de medidas voltadas para simplificação e modernização da gestão pública, com foco na redução da burocracia e no aprimoramento dos serviços prestados à população.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Em entrevista ao Programa Agora Goiás, da TV Assembleia Legislativa, a diretora de Gestão de Pessoas da Casa, Sulema Barcelos, trouxe detalhes sobre o concurso público do Parlamento Goiano. As provas serão aplicadas neste domingo, 8.

Sulema contou ao entrevistador Jordevá Rosa que o número de inscritos superou as expectativas da comissão organizadora. Segundo ela, mais de 38 mil pessoas participarão do certame, que oferece 101 vagas, distribuídas em mais de 15 cargos. “Sabíamos que haveria um grande número de candidatos, sobretudo pela demanda reprimida. Desde 2018, não tinha um concurso público para a Assembleia Legislativa de Goiás, e o presidente Bruno Peixoto atendeu a essa demanda. Mas foi um número acima do que esperávamos”, frisou.

A diretora destacou, ainda, que a maior procura foi para o cargo de analista administrativo, com mais de 700 candidatos por vaga. Ela pontua, também, que a vaga oferece um salário acima de R$ 10 mil, o que justifica a alta procura dos candidatos.

Quanto às vagas de nível superior, a gestora ressaltou que os candidatos deverão fazer, além da prova discursiva e objetiva, provas de títulos, cujo objetivo é valorizar a qualificação acadêmica dos candidatos. Serão aceitos certificados de mestrado e doutorado. Alguns cargos específicos também exigem aprovação em provas práticas, como operador de som e policial legislativo – este último exige Teste de Aptidão Física (TAF). 

Cuidado com horário e local 

Por fim, a diretora chamou atenção dos candidatos para se atentarem, sobretudo ao horário e local de aplicação das provas. “Pelo alto número de inscrições, nós teremos 36 locais de prova. Então, é bom que o candidato saiba com antecedência o local em que ele realizará a prova e chegue com antecedência”. As provas começarão para todos às 13 horas e os portões dos locais de prova serão fechados às 12h30.

Para realizar a prova, o candidato deverá apresentar documento original com foto e recomenda-se que leve também o cartão de inscrição. Além disso, só serão permitidos o uso de canetas esferográficas de tinta azul ou preta e feitas de material transparente. Garrafas de água também só serão permitidas se feitas em material transparente e sem rótulos. Dispositivos eletrônicos, como relógios, tablets, notebook e mp3 player são terminantemente proibidos. Celulares são permitidos, mas deverão permanecer desligados e lacrados em material próprio, fornecido pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O Serviço Social da Indústria (Sesi) formalizou, no dia 19 de janeiro, uma parceria com a Prefeitura de Terezópolis para assumir a gestão da Escola Municipal Professora Divina Maria Felício. A cerimônia, realizada na própria unidade escolar, marcou exclusivamente a assinatura do contrato, com início imediato da nova gestão.

Atualmente, a escola atende 183 alunos e desempenha papel relevante na oferta educacional do município. A iniciativa passa a integrar o programa de gestão de escolas públicas do Sesi em Goiás, que tem como foco a elevação da qualidade da educação básica, a redução das desigualdades tecnológicas entre o interior e a capital e a preparação dos estudantes para as demandas da indústria do futuro.

Segundo o diretor de Educação e Tecnologia do Sesi, Claudemir Bonatto, Terezópolis passa a integrar um conjunto de municípios atendidos pelo modelo educacional da instituição:

“Dentro do nosso projeto de parcerias do Sesi com escolas públicas municipais, levamos nosso sistema de ensino em tecnologia educacional para alunos da educação básica da rede pública. Terezópolis passa a compor a nossa quarta escola, onde o projeto está em pleno funcionamento. Começamos aqui com cerca de 183 estudantes, que se incorporam a um contingente que, em 2026, deve alcançar aproximadamente 15 mil alunos em Goiás”, afirmou.

Bonatto destacou ainda que a metodologia aplicada é baseada em inovação pedagógica:

Diretor de Educação e Tecnologia do Sesi, Claudemir Bonatto // Foto: Divulgação/Sesi

“Fazem parte desse contingente da rede de educação básica do Sesi uma metodologia pautada no movimento Maker, fortalecendo fundamentos e conceitos de engenharia, tecnologia, artes, ciências e matemática. Terezópolis passa a receber essa carga de tecnologia educacional no processo de transformação dos nossos alunos”, completou.

O prefeito da cidade, Fhelipe Almeida, ressaltou que a decisão pela parceria foi construída a partir de diálogos e da análise de experiências bem-sucedidas em outros municípios:

“Tivemos inúmeras conversas com a Fieg e com o Sesi para que a gente pudesse transformar a educação do município. Não que fosse ruim, mas para entregar uma educação de mais qualidade à nossa população. Vimos o potencial do Sesi e exemplos concretos de escolas que tiveram sua realidade transformada”, afirmou.

Segundo o gestor, a expectativa é de avanço significativo já a partir deste ano.

Prefeito da Terezópolis,, Fhelipe Almeida // Foto: Divulgação/Sesi

“Buscamos essa parceria para melhorar ainda mais a educação de Terezópolis. Estamos muito confiantes de que, em 2026, a educação do município vai para outro patamar com essa gestão compartilhada entre a Secretaria Municipal de Educação e o Sesi”, concluiu Fhelipe Almeida.

Autor Rogério Luiz Abreu