Programa voltado à promoção integral dos direitos dos jovens está em tramitação na Casa
Lidiane 5 de junho de 2026
O deputado estadual Virmondes Cruvinel (UB) é o autor do projeto de lei nº 7769/26, que institui o Programa de Desenvolvimento Integrado das Juventudes Goianas (Projuventudes Goiás), destinado à promoção integral dos direitos dos jovens no âmbito do Estado de Goiás.
A proposta tem como objetivo promover políticas públicas voltadas ao fortalecimento da juventude em diferentes áreas, como educação, qualificação profissional, cultura, esporte, empreendedorismo, inclusão digital e participação cidadã.
De acordo com o texto, apresentado na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), o programa pretende integrar ações já existentes e ampliar oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade social, buscando reduzir desigualdades e incentivar o protagonismo juvenil em todas as regiões do Estado.
A matéria estabelece diretrizes para a articulação entre órgãos públicos, instituições de ensino, entidades da sociedade civil e iniciativa privada, permitindo a criação de projetos e ações voltados ao desenvolvimento social e econômico da juventude goiana.
Entre os objetivos do programa estão o estímulo à permanência escolar, o acesso ao mercado de trabalho, a formação técnica e o incentivo à inovação e ao empreendedorismo.
Segundo Cruvinel, o Estado de Goiás poderá adotar medidas como assegurar o direito dos jovens à educação de qualidade, ampliando progressivamente o acesso às escolas de tempo integral e fortalecer, em colaboração com o setor produtivo, iniciativas de formação profissional e técnica que preparem os jovens para o mercado de trabalho e para o empreendedorismo.
“Essa abordagem multidimensional reflete o reconhecimento de que o desenvolvimento integral dos jovens não pode ser alcançado por intervenções setoriais isoladas, mas exige articulação e sinergia entre as diversas áreas de governo”, defende Virmondes Cruvinel.
O projeto de lei está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), sob a relatoria do deputado Lincon Tejota (UB).
Presidente dos EUA afirmou que 70% dos alvos já foram atingidos; Teerã enviou resposta a plano de paz mediado pelo Paquistão
O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou, neste domingo (10.mai.2026), que o Irã já está “militarmente derrotado”. Em entrevista à jornalista Sharyl Attkisson, o norte-americano declarou que o Exército dos Estados Unidos poderia encerrar as operações no país em até 14 dias, atingindo o restante dos alvos estratégicos.
De acordo com Trump, cerca de 70% dos objetivos militares já foram alcançados desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. “Poderíamos intervir por mais duas semanas e atacar cada um dos alvos [restantes]. Seriam apenas os retoques finais”, disse o presidente.
Simultaneamente às declarações de Trump, a mídia estatal iraniana informou que o Irã enviou uma resposta à proposta de paz apresentada pelos EUA. O documento foi encaminhado ao Paquistão, que atua como mediador no conflito.
Os principais pontos da resposta iraniana incluem a interrupção dos combates em todas as frentes, com ênfase no Líbano, além de garantias de segurança para o transporte marítimo na região e o fim dos combates antes do início de discussões sobre o enriquecimento de urânio.
PRESSÃO INTERNACIONAL
O posicionamento de Trump foi divulgado às vésperas de sua visita oficial à China, prevista para esta semana. O governo norte-americano sofre pressão interna e externa para estabilizar a região e conter a volatilidade nos preços dos combustíveis.
Por outro lado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, adotou um tom mais cauteloso. Em entrevista ao programa 60 Minutes, da CBS News, ele afirmou que a guerra não terminou e que ainda é necessário desmantelar a infraestrutura nuclear e os mísseis balísticos do Irã.
Já o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou nas redes sociais que o país “defenderá os interesses nacionais com força” e que não se curvará perante as pressões dos EUA e de Israel.
Criação de dia dedicado à indústria de tecnologia para a saúde está em tramitação
Lidiane 30 de abril de 2026
O deputado Virmondes Cruvinel (UB) pleiteia instituir, no calendário oficial de Goiás, uuma data comemorativa para a indústria de tecnologia para a saúde. A reivindicação tramita no projeto de lei nº 6928/26.
A data, a ser celebrada anualmente no dia 18 de junho, destaca o papel estratégico do setor na economia, por meio do expressivo crescimento das chamadas healthtechs. “Segundo levantamento da Associação Brasileira de Startups (ABStartups) em parceria com a Distrito Dataminer, o Brasil possui aproximadamente 700 healthtechs ativas. Em Goiás, destacam-se iniciativas ligadas à telemedicina, prontuários eletrônicos, plataformas de gestão hospitalar, inteligência artificial para diagnóstico por imagem e biotecnologia aplicada à saúde”, informa o autor da matéria.
Na justificativa, estão apresentados também dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) que indicam a existência de 6,5 mil estabelecimentos registrados em dezembro de 2024, em Goiás. O número inclui hospitais, clínicas, laboratórios e centros de diagnóstico.
No projeto, Cruvinel destaca o papel das instituições de ensino e pesquisa no desenvolvimento do setor e os ganhos com relação à geração de emprego. “A inovação, quando orientada por critérios éticos, evidências científicas e foco na efetividade, pode melhorar o atendimento aos pacientes, reduzir desigualdades regionais no acesso e apoiar soluções sustentáveis para o Sistema Único de Saúde (SUS). Reconhecer o papel das tecnologias aplicadas à saúde representa um passo relevante para consolidar Goiás como polo de inovação no Centro-Oeste brasileiro.”
A matéria está sob relatoria da deputada Rosângela Rezende (Agir) na Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
Iniciativa que prevê ampliar proteção a órfãos de feminicídio está em tramitação
Lidiane 29 de abril de 2026
O deputado Virmondes Cruvinel (UB) apresentou o projeto de lei n° 6250/26 que altera a Lei Estadual nº 22.580, que institui a Política Estadual de Proteção aos Órfãos do Feminicídio, para ampliar seu âmbito de proteção, criar a Rede Estadual de Proteção, instituir o dever de comunicação policial imediata, prever benefício assistencial estadual e incorporar mecanismos de monitoramento e controle social.
A proposta prevê a instituição da Política Estadual Integral de Proteção e Atenção aos Órfãos e Órfãs do Feminicídio – Protefã Goiás, com o objetivo de assegurar proteção integral, atenção multissetorial e suporte continuado às crianças e aos adolescentes que perderam suas mães em decorrência do crime de feminicídio.
De acordo com o texto do projeto, a política estadual observará, com absoluta prioridade, os princípios da proteção integral e do melhor interesse da criança e do adolescente, nos termos da Lei Federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990. A condição de órfão ou órfã do feminicídio será reconhecida desde o momento da comunicação prevista no art. 7º dessa lei, independentemente do trânsito em julgado de sentença condenatória, sem prejuízo da revisão posterior das medidas adotadas.
Segundo Cruvinel, o projeto parte do avanço do arcabouço jurídico nacional, especialmente após a tipificação do feminicídio como crime autônomo e a criação de pensão especial federal para órfãos. Sendo assim, a matéria busca alinhar a legislação estadual às normas federais, ampliando o alcance das medidas de proteção.
Entre os principais pontos, destaca-se a criação de um fluxo obrigatório de comunicação entre autoridades policiais, Conselhos Tutelares e Ministério Público, garantindo que os dependentes sejam identificados e assistidos desde o registro da ocorrência. A proposta também institui a Rede Estadual de Proteção aos Órfãos e Órfãs do Feminicídio (Repofe), com atuação integrada de órgãos públicos e capacitação contínua de profissionais.
Outro avanço previsto é a possibilidade de criação do Benefício Assistencial Estadual aos Órfãos e Órfãs do Feminicídio (Baofe), voltado a complementar a pensão federal e alcançar famílias que não atendam aos critérios atuais de renda. O texto ainda detalha ações prioritárias, como atendimento psicossocial, garantia de matrícula escolar e proteção patrimonial, além de prever monitoramento anual das políticas públicas.
A matéria amplia, ainda, o rol de beneficiários, incluindo dependentes de mulheres que, embora sobreviventes da violência doméstica, tenham ficado com incapacidades permanentes para o trabalho.
Em manifestação sobre a proposta, Virmondes Cruvinel defende a importância do aperfeiçoamento contínuo das políticas públicas. “Esta proposta representa um passo necessário para fortalecer uma legislação já sensível e inovadora, garantindo que nenhuma criança ou adolescente em situação de vulnerabilidade fique sem o amparo do Estado diante de uma tragédia tão devastadora quanto o feminicídio.”
A propositura está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, sob relatoria do deputado Veter Martins (PSB).
Presidente dos EUA voltou a afirmar nas redes sociais que o país persa perde dinheiro com o bloqueio do estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), usou seu perfil no Truth Social na madrugada desta 4ª feira (22.abr.2026) para afirmar que o “Irã está colapsando financeiramente”.
Na publicação, Trump declarou o seguinte: “Eles [o Irã] querem a abertura imediata do estreito de Ormuz –estão desesperados por dinheiro! Perdem US$ 500 milhões por dia. Militares e policiais reclamam que não estão recebendo seus salários”.
Na noite de 3ª feira (21.abr), Trump já havia declarado em sua rede social que o país persa perde dinheiro com o bloqueio do estreito de Ormuz. Pela região circulam cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.
Segundo ele, os EUA devem manter a passagem fechada para forçar uma negociação. Trump afirmou que, sem essa estratégia, “nunca haverá um acordo com o Irã”.
Na mesma publicação, o republicano afirmou que, na ausência de negociação, os EUA só conseguiriam um acordo caso “explodissem o resto do país, incluindo seus líderes”.

CESSAR-FOGO PROLONGADO
O cessar-fogo entre os EUA e o Irã expiraria nesta 4ª feira (22.abr). Trump chegou a dizer, ainda na 3ª feira (21.abr), que não prolongaria a trégua. Horas depois, porém, mudou o tom. Disse que irá estender o cessar-fogo com o Irã até que as negociações para o fim do conflito sejam concluídas. O republicano, porém, afirmou que até lá manterá o bloqueio no estreito de Ormuz.
“Determinei que nossas Forças Armadas continuem o bloqueio e, em todos os outros aspectos, permaneçam prontas e capazes”, afirmou o republicano.
Leia também:
Projeto que cria data para homenagear torcedor do Goiás está em tramitação
Lidiane 20 de abril de 2026
O deputado Delegado Eduardo Prado (PL) protocolou, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), o projeto de lei nº 6074/26, que inclui o “Dia Verde” no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás, em comemoração ao Dia do Torcedor Esmeraldino. A matéria foi encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
A proposta de instituir o “Dia Verde” no Calendário Cívico, Cultural e Turístico de Goiás busca reconhecer, segundo o deputado, a relevância da torcida do Goiás Esporte Clube como expressão marcante da cultura esportiva estadual. A data escolhida, 6 de abril, remete à fundação do clube, considerada um marco na história do futebol goiano.
A iniciativa destaca o papel da torcida esmeraldina ao longo das décadas, evidenciando sua contribuição para o fortalecimento da identidade coletiva e para a consolidação do esporte como elemento de integração social. Prado argumenta que, caracterizada pelo engajamento e pelo sentimento de pertencimento, a torcida ultrapassa o ambiente esportivo e influencia diretamente o cotidiano cultural da população.
Em defesa da proposta, o deputado Delegado Eduardo Prado ressaltou a importância da iniciativa. “O Dia Verde representa o reconhecimento de uma das maiores forças populares de Goiás, que é a torcida esmeraldina. Trata-se de valorizar uma manifestação cultural que une gerações e fortalece o nosso esporte”, afirmou.
Com a criação da data comemorativa, o projeto também pretende incentivar a valorização das tradições esportivas e promover o fortalecimento dos vínculos comunitários no Estado.
Yasushi Noguchi diz que seu país quer diálogo apesar de discordância sobre o domínio da ilha
O embaixador do Japão no Brasil, Yasushi Noguchi, disse que o país apoia o diálogo entre a China e a ilha de Taiwan –território que é ponto de discordância entre os países. Segundo o diplomata, as relações entre Tóquio e Taipei não são governamentais, sendo exclusivamente “comerciais e culturais”.
Em entrevista ao Poder360, Noguchi também afirmou que o Japão está disposto a resolver os desgastes diplomáticos com Pequim. A relação entre os países –que é historicamente sensível– piorou após a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi (Partido Liberal Democrático, direita), declarar que defenderia o governo separatista da ilha no caso de uma invasão chinesa.
“Sempre estamos abertos à China para resolver discrepâncias, problemas ou diferenças. Então, queremos solucionar dessa maneira e queremos ter relações mais estáveis. [Há] muitos benefícios entre Japão e China”, afirmou o embaixador japonês.
Assista à íntegra da entrevista (20min):
Segundo o diplomata, o governo japonês está disposto a conversar com o país vizinho para impulsionar uma reaproximação diplomática. A China, no entanto, têm adotado um tom duro após as declarações de Takaichi sobre Taiwan.
Na 3ª feira (24.mar), o Ministério das Relações Exteriores da China culpou a primeira-ministra pelo desgaste diplomático entre os países. O domínio da ilha é um tópico inegociável para Pequim, que só deve retomar o diálogo com o Japão caso ela se desculpe pelas falas.
“Estamos a dialogar. Nossa porta está aberta a dialogar com a China, então sempre estamos dispostos a solucionar diferenças através de diálogo”, disse Noguchi.
Japão mira avanço da parceria com Brasil
Em entrevista ao Poder360, Yasushi Noguchi declarou que a relação entre os 2 países vive uma fase de expansão econômica impulsionada pela busca japonesa por “segurança econômica” e por maior resiliência nas cadeias de suprimentos. Segundo ele, o Brasil ganhou relevância estratégica nesse cenário por combinar “estabilidade democrática” e “abundância” de recursos naturais.
O movimento se dá no contexto de reorganização das cadeias globais, pressionadas por tensões recentes –como a alta do preço do petróleo após tensões no estreito de Ormuz, a disputa entre Estados Unidos e China pelo controle de minerais críticos e a maior incerteza na política comercial norte-americana– que têm levado países como o Japão a reduzir a dependência de poucos fornecedores em setores estratégicos.
Noguchi destacou avanços em duas frentes principais. São elas:
- exploração de minerais críticos do Brasil pelo Japão;
- processo de abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira.
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), elogiou a gestão do governador Ronaldo Caiado (PSD) ao longo dos últimos sete anos em Goiás e disse acreditar que o vice-governador Daniel Vilela (MDB) está preparado para dar continuidade ao que vem sendo feito. Caiado deve deixar o cargo no final deste mês para tentar viabilizar sua candidatura a presidente da República.
Ao ser perguntado sobre que avaliação faz dos dois mandatos de Caiado, Mabel, que foi escolhido pelo governador em 2024 para disputar a prefeitura de Goiânia, parabenizou o “padrinho” político.
“O governador está de parabéns”, disse Mabel, ao falar com o PORTAL NG nesta segunda-feira (9/3), durante lançamento de edital de abertura de inscrições para sorteio de moradia popular, em parceria com o Governo de Goiás.
“Eu acho que o governador Caiado está cumprindo uma missão de sete anos e alguns meses, missão bem cumprida. Vai deixar Goiás com outra história, outra organização, outra condição financeira”, acrescentou Mabel.
O prefeito também disse acreditar que a mudança no comando do estado ocorrerá sem problemas. Ele avalia que o vice-governador ‘está preparado para assumir”.
“O Daniel já vem governando junto com o Caiado. Acho que ele está preparado para assumir. Logicamente vai ter um aproveitamento das equipes também, vai aproveitar uma parte da equipe e, com isso, o governo vai dar uma sequência a esse bom trabalho que vem sendo feito”, finalizou.
Prefeito de São Paulo afirma que nome de Flávio “está escolhido” e que agora é com o senador
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP), afirmou neste domingo (1º.mar.2026) que a direita está “escalada” para ganhar as eleições de 2026. A declaração foi feita durante o ato “Acorda Brasil”, na av. Paulista.
“O Flávio está escalado, o time está sendo montado e agora a gente entrou em jogo. Para quê? Para ganhar de lavada e fazer uma grande vitória da verdadeira democracia, da liberdade, do avanço do Brasil e do combate à corrupção”, disse.
Nunes afirmou que estava se sentindo honrado de estar na manifestação e apoiando a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O prefeito de São Paulo falou que o Estado, governado por Tarcísio de Freitas, está resgatando o orgulho da bandeira do Brasil.
“É com ordem e progresso que vamos colocar o nosso país para frente. A eleição está aí, e é na urna que vamos mostrar nossa força e resgatar o Brasil. Flávio, agora é com você. Que Deus te abençoe. Viva o Brasil”, disse.
Nunes fez uma saudação especial aos jovens e elogiou a atuação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Para Nunes, o congressista mineiro serve de exemplo para as novas gerações que buscam participar da política nacional.
Vice-presidente permaneceu em Caracas e exigiu prova de vida de Maduro após operação dos EUA
A Reuters informou, de forma equivocada, que a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez (MSV, esquerda), estaria na Rússia depois de os Estados Unidos divulgarem que o líder venezuelano Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), havia sido capturado por forças norte-americanas. A reportagem e a operação militar foram divulgadas neste sábado (3.jan.2026).
“A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, está na Rússia, disseram neste sábado 4 fontes familiarizadas com seus movimentos, depois que o presidente Donald Trump afirmou que o presidente Nicolás Maduro foi detido por forças norte-americanas após um ataque ao país”, escreveu a Reuters. Leia aqui.
Na realidade, Rodríguez permaneceu em Caracas, capital da Venezuela, e não foi alvo da operação. Depois da ação militar dos EUA, ela divulgou uma mensagem na televisão estatal, na qual afirmou que o governo venezuelano desconhece o paradeiro de Maduro e da primeira-dama Cilia Flores e exigiu que os Estados Unidos apresentem “prova de vida” imediata de ambos.
A vice-presidente também condenou os ataques norte-americanos e disse que nenhum país irá tutelar a Venezuela ou transformá-la em “colônia”, em referência aos EUA. Afirmou ainda que Maduro é o único presidente legítimo do país.
O ATAQUE
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou neste sábado (3.jan.2026), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou o presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e a primeira-dama Cilia Flores.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan.2026). A operação foi realizada na madrugada deste sábado (3.jan). Houve também ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos.
Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana para capturar Maduro. A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.
Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Trump diz que isso é desnecessário.
Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA. A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso dos EUA. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.
É incerto se houve mortos e feridos na ação. Até a publicação desta reportagem, autoridades venezuelanas não haviam divulgado números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação.
Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA. Não falou sobre eventuais mortes venezuelanas.
COMANDO DO PAÍS
No início da tarde deste sábado (3.jan.2026), Trump afirmou a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.
Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.
Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump declarou que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.
Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde deste sábado (3.jan), Rodríguez contestou as declarações de Trump, classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país.
A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.
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