18 de julho de 2026
  • 00:08 Moraes suspende todas as visitas a Bolsonaro por 30 dias
  • 20:24 Expoentes da advocacia e da música podem se tornar cidadãos goianos
  • 16:39 “Meu filho estava trabalhando”, desabafa mãe de adolescente agredido por PM em Catalão
  • 12:55 Aparecida amplia recuperação asfáltica com obras em 167 bairros
  • 09:11 Base de usuários da 99 cresce 15% em 1 ano e supera 60 milhões


PROIBIÇÃO

Na decisão, Moraes afirmou que Flávio utilizou o direito de visita para obter uma carta assinada por Bolsonaro “com a exclusiva finalidade de divulgá-la nas redes sociais”, em descumprimento da medida cautelar que proíbe o ex-presidente de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

O ministro também determinou que a defesa de Bolsonaro esclareça se ele tinha conhecimento da divulgação do documento.

“sentimento de injustiça”

Flávio contestou o entendimento do magistrado e questionou o prazo da restrição. “Qual o critério de 90 dias?”, perguntou. Também afirmou haver um “grande sentimento de injustiça” e disse que Moraes busca uma justificativa para agravar as medidas impostas ao ex-presidente.

O senador argumentou ainda que esta foi a 5ª carta atribuída a Bolsonaro tornada pública desde o início das restrições judiciais. Segundo ele, as 4 anteriores, incluindo mensagens divulgadas por Michelle Bolsonaro e manifestações sobre eleições regionais, não motivaram qualquer reação do STF.

“Qual a diferença de eu publicar na minha rede, de publicar na rede da Michelle ou de publicar em qualquer blog?”, afirmou.

Flávio disse que a única diferença entre os episódios anteriores e a divulgação da carta do último sábado (11.jul) é o conteúdo político da mensagem, na qual Bolsonaro o apresenta como pré-candidato à Presidência e seu “porta-voz”. Para o senador, Moraes “só quer uma desculpinha” para tirar Jair Bolsonaro da prisão domiciliar.

A decisão de Moraes também cita uma live realizada por Flávio depois da divulgação da carta. Segundo o ministro, a transmissão indica que Bolsonaro tinha conhecimento prévio da publicação do documento, circunstância que deverá ser esclarecida pela defesa do ex-presidente.



Autor Poder360 ·


Desemprego está no nível mais baixo da série histórica, mas aumento de preços e custo de vida seguem entre as principais preocupações do eleitorado

A 100 dias do 1º turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entra na disputa pela reeleição ao Palácio do Planalto com a economia como um dos eixos do debate eleitoral. O baixo desemprego pode servir como trunfo para a campanha do petista. Já a inflação acima da meta e os juros elevados, entre os mais altos do mundo, tendem a prejudicá-lo.

A taxa de desemprego foi de 5,8% no trimestre encerrado em abril deste ano, com 6,3 milhões de pessoas sem trabalho. O indicador é mais favorável do que o registrado um ano antes, e está no menor nível já registrado para um trimestre encerrado em abril desde o início da série histórica, em 2012.

Mesmo assim, o aumento dos preços e o custo de vida estão entre as principais preocupações do eleitorado. A pesquisa mais recente do PoderData/Aya mostra que propostas econômicas são o 3º principal critério na escolha de voto dos brasileiros (12%) –atrás de posição política (29%) e rejeição aos outros candidatos (18%).

INFLAÇÃO PREOCUPA BC

Nos dois primeiros anos de seu atual mandato o petista manteve um discurso crítico ao BC, então presidido por Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro (PL). Lula buscava transferir para a autoridade monetária a responsabilidade pela taxa de juros elevada. Com a posse em janeiro de 2025 de Gabriel Galípolo, escolhido por ele, o governo passou a adotar um tom mais moderado em relação ao BC.

A Selic alta é também resultado do deficit primário do setor público, provocado por gastos do governo e pagamento de juros. Quanto mais o governo federal gasta acima do que arrecada, mais remoto fica o cenário de queda da taxa de juros. O 3º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá o maior deficit nominal médio da história do país, segundo estimativas de agentes do mercado financeiro.

Em 17 de junho, o BC reduziu a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano. Foi o 3º corte consecutivo da taxa básica de juros. Mesmo com a redução, a autoridade monetária manifestou preocupação com a política fiscal, a inflação e a condução das contas públicas, e sinalizou que os juros devem seguir em patamar elevado por mais tempo. Na ata da reunião, o BC citou as medidas de estímulo adotadas pelo governo como um dos fatores que pode aumentar as pressões inflacionárias.

PROGRAMAS SOCIAIS

Lula ampliou os gastos com programas sociais neste ano visando as eleições. Foram R$ 184,7 bilhões até maio em medidas voltadas às parcelas mais pobres da população, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda e o Desenrola 2.0, que facilita a renegociação de dívidas.

Essas medidas podem melhorar a percepção das famílias sobre a própria situação financeira e beneficiar a imagem do governo entre os eleitores. Lula busca consolidar o apoio entre os brasileiros com renda de até 2 salários mínimos e avançar entre os que recebem de 2 a 5 salários mínimos –faixa em que não lidera as intenções de voto.

Levantamento do PoderData, realizado de 30 de maio a 1º de junho, mostra que 61% dos entrevistados conseguiram pagar todas as despesas no mês passado. Outros 37% disseram ter deixado de quitar ao menos uma conta.

Mas os gastos do governo com programas sociais e iniciativas de renegociação de dívidas não se convertem automaticamente em apoio eleitoral. Entre os 37% dos brasileiros que deixaram de pagar alguma conta em maio, 63% avaliaram que os programas como o Desenrola 2.0 ajudaram “pouco” (30%) ou nada (33%) para reduzir o endividamento.

TARIFAS

Fatores externos também podem influenciar a economia durante a campanha eleitoral. Um dos exemplos é a ameaça de novas tarifas dos Estados Unidos. 

Em junho, o governo norte-americano anunciou a proposta para impor uma tarifa de 25% sobre uma ampla lista de produtos importados do Brasil. A alegação é de que o país teria adotado práticas consideradas desleais e prejudiciais para empresas dos Estados Unidos

Em resposta, Lula reforçou o discurso em defesa da soberania nacional, estratégia já adotada durante o primeiro tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump (Partido Republicano). 

Se as novas tarifas entrarem em vigor, seus efeitos poderão ser sentidos durante a reta final da campanha. Impactos sobre preços, atividade econômica e comércio exterior chegariam mais perto da eleição e com potencial de afetar o comportamento do eleitorado.



Autor Poder360 ·


Pré-candidato ao Senado diz que grupo ainda aposta em recursos para reverter condenação do deputado federal

O presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), André do Prado (PL), afirmou neste sábado (20.jun.2026) que pretende manter o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como seu 1º suplente na disputa por uma vaga no Senado, apesar da condenação imposta pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal.

A declaração foi dada durante o lançamento de sua pré-candidatura ao Senado, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Questionado sobre a permanência de Eduardo na chapa, Prado disse que o grupo ainda aposta na reversão da decisão.

“Não, o Eduardo Bolsonaro continua como meu 1º suplente. Existem recursos jurídicos ainda que serão impetrados. Então, a gente acredita ainda no pleno do Supremo que a gente possa reverter essa decisão. E o Eduardo Bolsonaro é o responsável por essa questão jurídica e política de tomar as decisões”, declarou.

O lançamento da pré-candidatura foi realizado 4 dias depois da condenação de Eduardo pelo STF. A 1ª Turma da Corte declarou o ex-deputado inelegível da data da decisão até 8 anos depois do cumprimento da pena. Também fixou pena de 4 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e o pagamento de 50 dias-multa. Os ministros determinaram ainda a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Eduardo foi condenado por coação no curso do processo. Segundo a Procuradoria Geral da República, o ex-deptuado atuou para que o governo dos Estados Unidos adotasse medidas contra autoridades brasileiras, como a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes e a revogação de vistos de integrantes do STF.

A acusação afirma que as ações buscavam pressionar o Judiciário a beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.

Mesmo depois da condenação, Eduardo participou do evento por vídeo e reafirmou a intenção de integrar a chapa de André do Prado: “Não tem outra possibilidade se não que a gente caminhe juntos nessa chapa encabeçada pelo nosso amigo André do Prado”.

Durante o discurso, Prado agradeceu o apoio de Eduardo e afirmou que a candidatura ao Senado seria originalmente dele: “A vaga era dele, era ele que estaria disputando essa vaga no Senado. Vou honrar todas as pautas da direita com o Eduardo falando, nós vamos estar juntos”.

O evento reuniu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo e pré-candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP) e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).

André do Prado lançou sua pré-candidatura em evento que reuniu o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o secretário da Segurança Pública de São Paulo e pré-candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP) e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).



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Planalto vê aproximação de aliados de Bolsonaro com EUA via minerais e segurança como ativo de campanha e quer se precaver

O encontro desta 5ª feira (7.mai.2026) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump (Partido Republicano) acontece sob à preocupação do governo brasileiro com os reflexos da disputa presidencial de 2026 sobre a relação entre Brasília e Washington. O presidente tenta criar uma “vacina diplomática” contra possíveis interferências políticas dos Estados Unidos na disputa brasileira.

A relação entre Lula e Trump alternou momentos de tensão e aproximação desde a volta do republicano à Casa Branca, marcada pelo tarifaço dos EUA e por críticas norte-americanas ao Judiciário brasileiro no contexto do julgamento de Jair Bolsonaro (PL). Agora, o governo brasileiro tenta reduzir desgastes, inclusive em torno da investigação comercial aberta pelos EUA com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.

Depois do tarifaço, Lula viu sua avaliação subir, e o mote “O Brasil é dos brasileiros” é considerado até hoje pela Secom (Secretaria de Comunicação) como um dos mais fortes da gestão.

Para o Palácio do Planalto, o pior já passou. A relação entre os 2 melhorou desde o encontro na Malásia.

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Lula usando um boné com o mote “O Brasil é dos brasileiros”, adotado durante o tarifaço em 2025

Agora, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro tentam transformar temas estratégicos da agenda bilateral— como minerais críticos e combate ao crime organizado— em instrumentos de aproximação política com a Casa Branca.

O governo vê com atenção a movimentação do senador Flávio Bolsonaro (PL) junto a setores conservadores dos Estados Unidos. A participação do congressista na CPAC e discursos sobre minerais críticos, por exemplo, são vistos como tentativa da direita brasileira de se posicionar como parceira preferencial de Washington no Brasil.

A avaliação dentro do governo é que a eleição de 2026 deve aprofundar diferenças sobre o posicionamento internacional do Brasil. De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende uma política externa de equilíbrio entre Estados Unidos, China e Europa. De outro, o Planalto enxerga na oposição uma tentativa de alinhar o país mais diretamente à estratégia americana de contenção chinesa.

O tema ganhou peso especialmente após acordos firmados entre governos estaduais e autoridades norte-americanas sobre minerais críticos e terras-raras. O memorando assinado entre Goiás e os EUA provocou desconforto no Planalto, que afirma não ter sido consultado previamente. Auxiliares presidenciais chegaram a levantar dúvidas sobre a constitucionalidade de cláusulas envolvendo compartilhamento de dados geológicos.

A área internacional do governo também avalia que minerais críticos tendem a ocupar espaço crescente na campanha presidencial.

Nesse contexto, Lula decidiu acelerar a criação de um conselho nacional ligado à Presidência para formular uma política brasileira para o setor. A ideia é evitar que a discussão fique concentrada em iniciativas estaduais ou em negociações isoladas com potências estrangeiras.

Outro eixo sensível da relação bilateral envolve segurança pública. O combate ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao CV (Comando Vermelho) virou uma das principais pautas da reunião desta 5ª feira. Segundo o Planalto, o próprio Brasil levou o tema à mesa de negociação com os EUA ainda em 2025, numa tentativa de estruturar cooperação formal antes de uma eventual ação unilateral de Washington.

A pressão de aliados republicanos para enquadrar facções brasileiras como organizações terroristas poderia gerar impactos financeiros e diplomáticos relevantes para o Brasil.

O tema também passou a aparecer no discurso de aliados de Bolsonaro no exterior. Durante agendas com conservadores americanos, Flávio Bolsonaro defendeu maior monitoramento internacional das eleições brasileiras e citou PCC e CV em debates sobre segurança hemisférica.

Auxiliares de Lula avaliam que parte da direita brasileira tenta usar a agenda de segurança e minerais críticos para construir pontes políticas com a Casa Branca antes da eleição presidencial.

Apesar disso, afirmam acreditar que a relação direta entre Lula e Trump pode reduzir riscos de interferência explícita dos EUA na disputa eleitoral brasileira.

Mesmo assim, o Planalto segue monitorando sinais externos. Diplomatas brasileiros passaram a tratar eleições internacionais recentes, a exemplo da Hungria, como testes sobre a capacidade de influência americana em disputas nacionais.

A escalada de tensão entre Estados Unidos e Venezuela já era vista como um indicativo de que o cenário internacional poderia impactar o ambiente político brasileiro em 2026.

O encontro entre Lula e Trump havia sido planejado inicialmente para março, mas foi adiado após a escalada do conflito envolvendo o Irã, tema que pode ser tratado na reunião, embora não conste da pauta oficial. Desde então, as relações entre Brasil e EUA passaram por novos atritos políticos e comerciais, com Lula elevando o tom contra Trump.

Eis os principais temas da reunião:

  • combate ao crime organizado;
  • tarifas e comércio bilateral;
  • investigação comercial da Seção 301;
  • minerais críticos e terras-raras;
  • cooperação em segurança;
  • relações econômicas entre Brasil e EUA;
  • possível discussão sobre o conflito no Irã.

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Autor Poder360 ·


Pesquisas indicam vitória de António José Seguro sobre André Ventura; 2º turno é realizado no domingo (8.fev)

Portugal escolhe no domingo (8.fev.2026) seu novo presidente. As pesquisas de intenção de voto dão vantagem a António José Seguro, 63 anos, candidato de centro-esquerda apoiado pelo PS (Partido Socialista). Ele concorre com André Ventura (Chega, direita), 43 anos. 

No 1º turno, Seguro teve 31,1% (1.755.563 votos) e Ventura, 23,5% (1.327.021 votos). Os levantamentos mostram que Seguro mantém uma diferença superior a 20 p.p. (pontos percentuais) em relação a Ventura.

Pesquisa realizada de 29 de janeiro a 2 de fevereiro de 2026 pela Universidade Católica para o jornal Público, para a emissora RTP e para a rádio Antena 1 indica que Seguro tem 56% contra 25% de Ventura. 

Os veículos de comunicação CNN Portugal, TVI, TSF e Jornal de Notícias têm divulgado diariamente uma tracking poll que permite analisar as tendências de voto dos portugueses. Apesar da diferença entre Seguro e Ventura ter diminuído ao longo dos dias, ela ainda é significativa.

A vantagem de Seguro se dá pela transferência de votos dos candidatos eliminados no 1º turno, principalmente dos eleitores de Luís Marques Mendes (centro-direita), mas também dos que apoiaram Henrique Gouveia e Melo (independente) e João Cotrim Figueiredo (Iniciativa Liberal) no 1º turno.

Marques Mendes declarou seu apoio a Seguro, dizendo que era o único candidato que se aproxima dos “valores que defende”, como “defesa da democracia”, “garantia do espaço da moderação” e o “respeito pelo propósito de representar todos os portugueses”. 

Gouveia e Melo seguiu a mesma linha. Declarou voto “útil” em Seguro.

Cotrim Figueiredo não declarou apoio explícito a nenhum candidato, mas disse que não votaria em Ventura, nem em branco. 

Com pautas como endurecimento das leis de imigração e revisão constitucional, Ventura enfrenta altos índices de rejeição.

O resultado do 1º turno representou uma vitória para a esquerda, que passa por um momento de desgaste no país europeu, e marcou o fim de pleitos presidenciais decididos ainda no 1º turno. As eleições em Portugal têm o sistema de votação em 2 turnos, mas desde 1986 os resultados sempre se deram na 1ª fase. 

O vencedor das eleições assume em 9 de março de 2026, substituindo Marcelo Rebelo de Sousa, depois de 10 anos de mandato.

O mandato do presidente de Portugal dura 5 anos, contados a partir da data da tomada de posse. O presidente português pode ser reeleito, mas não pode exercer mais de 2 mandatos consecutivos.

O sistema de governo em Portugal é semipresidencialista. Nesse modelo, o chefe de governo é o primeiro-ministro e o chefe de Estado é o presidente da República. Enquanto nas eleições legislativas, para formar a Assembleia da República, os eleitores votam em partidos, nas presidenciais, as candidaturas são individuais –mas podem, eventualmente, ser apoiadas pelas legendas.

Apesar disso, o presidente português não é um “rei da Inglaterra” e tem funções relevantes, como nomear o primeiro-ministro, promulgar ou vetar leis, convocar referendos, comandar as Forças Armadas e representar o Estado internacionalmente. Além dessas prerrogativas, pode, ainda, demitir o governo, dissolver a Assembleia da República e convocar novas eleições.

DESGASTE NA ESQUERDA

A esquerda em Portugal passa por um momento de desgaste. Ao longo da campanha, houve pressão para que os demais candidatos do espectro político desistissem de suas candidaturas em favor de Seguro. O ex-dirigente socialista amparou sua campanha no apelo do voto útil, afirmando que só a congregação em torno de seu nome poderia impedir um 2º turno que opusesse Cotrim e Ventura.

Os candidatos da esquerda não desistiram, mas Seguro conseguiu chegar ao 2º turno e vem apelando ao voto útil para vencer Ventura. 

As diversas eleições legislativas para a Assembleia da República são essenciais para se entender como Portugal chegou a 2026 com um domínio da direita. De 2019 para cá, nas 4 eleições realizadas, o Chega passou de 1 para 60 deputados no Parlamento português; o PS, que garantiu 120 assentos em 2022, caiu para 58 deputados; o BE foi de 19 para 1 e o PCP de 12 para 3. A única exceção foi o Livre, que passou de 1 deputado em 2019 para 6 em 2025.

Jorge Pinto, deputado do Livre (centro-esquerda) e um dos candidatos derrotados no 1º turno, mencionou ao menos 2 fatores que ajudam a explicar essa crise da esquerda. O 1º é uma articulação internacional de movimentos da direita radical que conta com financiamento e tem capacidade de influenciar o ambiente digital. “Esse é um ponto da questão ao qual é difícil dar resposta enquanto não regularmos e não legislarmos convenientemente essas plataformas”, afirmou ao Poder360.

Pinto também atribuiu uma parte da culpa à própria esquerda. Para ele, as experiências governativas lideradas pelo PS, de 2015 a 2024, produziram um “cansaço” na população, que não viu a melhora nas crises da habitação e do sistema público de saúde, agravadas no período.

Ao falar sobre o assunto com o Poder360, Catarina Martins, eurodeputada pelo BE (Bloco de Esquerda) que se candidatou no pleito de 2026, lembrou da chamada “geringonça”, coligação que governou Portugal de 2015 a 2019. 

Liderada pelo PS, contava com apoio parlamentar dos partidos mais à esquerda no espectro político: o BE, o PCP e o PEV (Partido Ecologista “Os Verdes”). Foi essa aliança que levou António Costa ao cargo de primeiro-ministro em 2015.

O alto índice de aprovação da “geringonça”, de acordo com Catarina, se dá “porque foi um governo em que muitos salários aumentaram” e em que os serviços públicos “responderam melhor às pessoas”. Ela disse que o BE deixou de ser parte do governo em 2019, mas que a direita foi “hábil” em colar o partido e seus integrantes ao que se passou depois.

O PS venceu as eleições legislativas de 2019. Conseguiu manter Costa como primeiro-ministro, mas, sem o apoio dos demais partidos da “geringonça”, precisou negociar a cada votação. A relação entre os partidos de esquerda deixou de ser tão amigável.

Em outubro de 2021, o PS não conseguiu aprovar o Orçamento, levando o presidente do país, Marcelo Rebelo de Sousa (independente), a dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas. O partido de António Costa conseguiu a maioria absoluta no pleito realizado no começo de 2022. Catarina afirmou que foi nesse momento que o PS “desbaratou”, não “dando resposta aos problemas das pessoas” e possibilitando a ascensão da direita.

Costa demitiu-se, em novembro de 2023, por causa de um comunicado da PGR (Procuradoria Geral da República) que o apontava como alvo de suspeitas em um processo relacionado à exploração irregular de lítio e hidrogênio verde. Até o momento, o político, que hoje é presidente do Conselho Europeu, não foi formalmente indiciado.

Nas eleições seguintes, o governo de Portugal passou para as mãos da direita, com Luís Montenegro (PSD) como primeiro-ministro. O país europeu ainda passou por mais uma dissolução em março de 2025. Nas eleições de maio do ano passado, a direita consolidou sua predominância e Montenegro foi reempossado como premiê.

Leia mais sobre o assunto nesta reportagem do Poder360.



Autor Poder360 ·


A Procuradoria da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) emitiu um parecer jurídico que orienta os servidores da Casa interessados em concorrer às eleições de 2026 sobre os prazos legais de desincompatibilização. O documento é assinado por 11 procuradores e tem caráter orientativo, reunindo as regras que devem ser observadas por servidores efetivos, comissionados, gratificados, chefias de seção, assessorias, secretários e diretores.

De acordo com o parecer, os prazos para afastamento do cargo variam conforme a função exercida pelo servidor. Para ocupantes de cargo efetivo, com exceção daqueles ligados a atividades de auditoria e fiscalização, o afastamento ocorre por meio de licença remunerada para atividade política, devendo ser requerido até três meses antes do pleito, com data limite em 4 de julho de 2026. 

O mesmo prazo de três meses também é aplicado aos servidores que ocupam cargos comissionados ou que sejam titulares de gratificação de representação, bem como aos que exercem cargos comissionados de diretor ou secretário. Nesses casos, o afastamento é definitivo, mediante exoneração.

Já para os servidores que atuam em cargos relacionados à arrecadação e fiscalização de impostos, taxas e contribuições de melhoria, o prazo é mais longo. O parecer estabelece a necessidade de exoneração definitiva até seis meses antes da eleição, o que fixa a data de 4 de abril de 2026 como limite. 

O mesmo prazo de seis meses se aplica ao servidor efetivo que esteja no exercício da presidência de sindicato mantido, total ou parcialmente, por contribuições impostas pelo poder público ou por recursos arrecadados e repassados pela Previdência Social.

Os procuradores ressaltam que é de responsabilidade do servidor requerer a licença para atividade política ou a exoneração do cargo dentro dos prazos estabelecidos. A Procuradoria destaca que o parecer foi elaborado em conformidade com a legislação e a jurisprudência da Justiça Eleitoral e não substitui a iniciativa individual do interessado.

Desincompatibilização

A desincompatibilização consiste no afastamento temporário ou definitivo do exercício de cargo, emprego ou função pública para que o cidadão se torne elegível. 

Esse mecanismo, lembram os procuradores da Casa, tem fundamento na Constituição Federal e busca proteger a probidade administrativa, a moralidade no exercício do mandato e a normalidade e legitimidade das eleições, evitando a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de funções públicas.

“O objetivo da desincompatibilização é impedir que futuros candidatos utilizem a estrutura pública ou os recursos inerentes ao cargo para obter vantagem eleitoral. Caso o pré-candidato permaneça no exercício da função após o prazo legal, configura-se a incompatibilidade, uma das causas de inelegibilidade. (…) Em síntese, o instituto visa a assegurar a paridade de armas entre os candidatos e garantir que o processo eleitoral ocorra de forma legítima e equilibrada”, pontua o documento assinado conjuntamente.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A deputada federal Delegada Adriana Accorsi tomou posse neste sábado (13/9) como presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em Goiás. A cerimônia ocorreu durante o 17º Encontro Estadual do partido na Câmara Municipal de Goiânia. Em seu discurso, a parlamentar definiu este como “o momento mais importante” de sua vida política.

Adriana afirmou que sua gestão terá como foco principal as eleições de 2026. As prioridades incluem a reeleição do presidente Lula, o aumento das bancadas federal e estadual e a expansão do partido no interior goiano. Ela ressaltou a responsabilidade de liderar o partido no contexto de defesa da democracia e enfrentamento à extrema direita.

A nova presidente destacou o desafio de conduzir o PT goiano em um período que exige intensa luta democrática. Segundo ela, a missão envolve enfrentar a extrema direita tanto em âmbito estadual quanto nacional, enquanto se prepara para as eleições municipais deste ano e os pleitos majoritários de 2026.

No discurso de posse, a deputada agradeceu à presidenta anterior, vereadora Kátia Maria, pelo trabalho desenvolvido nos últimos quatro anos. Ela destacou a união entre diferentes correntes internas e citou lideranças como Rubens Otoni, Neide Aparecida, Antônio Gomide, Mauro Rubens, Bia de Lima, Edward Madureira e Fabrício Rosa, que apoiaram sua eleição.

“O Processo de Eleição Direta em Goiás foi um exemplo para outros estados. Mostrou maturidade, consciência e compromisso com o partido,” afirmou Adriana.

A deputada reforçou que não pretende governar sozinha, prometendo ampla participação das bases.

“Mais do que dialogar, vamos garantir participação. Cada um de vocês estará aqui comigo,” disse.

Adriana também comentou a semana marcada pelo julgamento de golpistas no Supremo Tribunal Federal, classificando a decisão como uma vitória histórica.

“Essa vitória da democracia é daqueles que foram perseguidos, torturados e mortos pela ditadura militar. O legado deles se cumpriu,” afirmou a nova presidente estadual do PT.

Deputada projeta alianças e crescimento eleitoral

Ao projetar as eleições de 2026, Adriana Accorsi reforçou a estratégia de priorizar alianças com movimentos sociais e a população mais vulnerável. Ela reafirmou confiança no crescimento da legenda no estado, com expectativa de ampliar a votação de Lula e aumentar a representação partidária no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa.

“A aliança mais importante é com o povo, com a classe trabalhadora. Vamos caminhar com outras forças democráticas, mas sempre ao lado dos sindicatos e das nossas bases,” afirmou Adriana.

Ela destacou que o principal objetivo será trabalhar pela reeleição do presidente Lula, além de ampliar as bancadas federal e estadual e fortalecer os diretórios no interior.

Em tom de mobilização, a deputada defendeu que o PT goiano deve repetir em 2026 o exemplo de união demonstrado no processo eleitoral interno.

“Com trabalho, diálogo e participação, vamos mostrar que Goiás não é terra da direita, mas de direitos. É terra do povo trabalhador, que não tem medo de coronel e vai aumentar a votação de Lula em nosso estado,” concluiu.

Adriana Accorsi enfatizou ainda a importância do diálogo com outras forças políticas, mas ressaltou onde estará o foco principal: “O diálogo com outros partidos é fundamental. No entanto, o diálogo principal será com a periferia, os movimentos sociais e os sindicatos”.

Autor Manoel Messias Rodrigues


O vereador Michel Mindlin (União Brasil) apresentou aos seus pares uma chapa forte para concorrer à eleição da presidência da Câmara Municipal de Uruaçu, contrapondo ao atual presidente, vereador Fábio Vasconcelos (PSDB). O parlamentar representa renovação no cenário político local, tendo a seu favor sua conduta ilibada, sem histórico de acusações eleitorais ou criminais.

Em seu segundo mandato, engenheiro ambiental de formação e especialista em segurança do trabalho, Michel defende uma atuação técnica, com capacidade de diálogo, a fim de facilitar a relação entre os poderes, Legislativo e Executivo. A busca por novos investimentos para o município, tanto na esfera estadual quanto federal, também estará no foco de sua atuação, caso venha a comandar a casa.

Em sua atuação no parlamento da cidade, Mindlin apresentou, em 2024, dois projetos de lei legislativa, uma emenda substitutiva, dois projetos de decreto legislativo, três moções de aplauso, um requerimento de informação, 22 indicações e 11 ofícios. Nesse período, atendeu mais de 200 demandas no gabinete e garantiu para a cidade cerca de R$ 250 mil em emendas parlamentares junto ao deputado estadual Cairo Salim (PSD).

Somando sua biografia pessoal e esse conjunto de ações, sua candidatura à presidência da Câmara ganhou força junto aos seus pares, viabilizando de forma concreta a possibilidade de mudança no comando legislativo de Uruaçu.

De acordo com o regimento interno da Câmara, a mesa diretora é definida para mandato de um ano, ocorrendo normalmente no final de cada ano, no entanto, a eleição que ocorre hoje (11/8) foi antecipada e definirá o comando da casa para 2026.     



Autor Rogério Luiz Abreu


Donald Tusk declarou que a votação no Parlamento será um “teste” para o governo; Karol Nawrocki foi eleito presidente no domingo (1º.jun)

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk (Plataforma Cívica, centro), disse nesta 2ª feira (2.jun.2025) que pedirá ao Parlamento um voto de confiança testar a continuidade de seu governo. A declaração se deu 1 depois da vitória de Karol Nawrocki (independente, direita), opositor do atual governo, nas eleições presidenciais de domingo (1º.jun).

O voto de confiança é um mecanismo do Parlamento para confirmar o apoio dos congressistas ao trabalho do primeiro-ministro. Apesar de não possuir partido, Nawrocki é apoiado pelo PiS (Lei e Justiça, direita) do presidente Andzrej Duda, que barrou várias reformas propostas pelo premiê.

“Quero que todos vejam, incluindo nossos oponentes, em casa e no exterior, que estamos prontos para esta situação, que entendemos a gravidade do momento, mas que não pretendemos dar um único passo para trás”, disse Tusk em discurso na televisão.

O sistema semipresidencialista da Polônia exige uma boa relação entre o presidente e o primeiro-ministro, visto que as leis aprovadas pelo Parlamento só podem ser sancionadas pelo chefe do Executivo.

A derrota de Rafał Trzaskowski –mesmo partido de Tusk– representa uma derrota nas relações internas do governo, que tende a aprovar medidas que não serão aplicadas por causa da oposição presidencial.

Tusk disse que estaria disponível a cooperar com Karol se ele desejasse, mas que tal cenário seria uma “surpresa”. O líder polonês afirmou que o governo já possui experiência com um presidente que deseja barrar suas propostas.

“Segundo a Constituição e com a nossa própria consciência, cooperaremos com o novo presidente sempre que necessário e possível. Estou ciente de que pode ser mais difícil do que muitos de vocês imaginaram quando foram votar ontem [1º.jun]. Mas isso não altera em nada a minha determinação e vontade de agir em defesa de tudo em que acreditamos juntos”, disse o premiê.

Tusk não informou quando será a votação, somente que apresentará o pedido à Sejm –Casa Baixa do Parlamento– em um “futuro próximo”. Diferente de outros países como Reino Unido, França e Portugal, o primeiro-ministro da Polônia não é obrigado a deixar o governo caso perca o voto de confiança.

A derrota na votação, no entanto, tende a desestabilizar a base de Tusk e pode aumentar a pressão para a sua renúncia. Atualmente, a coalizão governista poderia aprovar o premiê com relativa tranquilidade, visto que são necessários 231 dos 460 votos. A Plataforma Cívica possui 242 cadeiras no Parlamento.

A aprovação, no entanto, dependeria da união dos partidos e a resolução de divergências políticas. O Polônia 2050, um dos partidos da coalizão, disse, por exemplo, que revisaria o acordo com o governo.



Autor Poder360 ·


Candidato único, Samir Xaud tem apoio de 25 federações estaduais e 10 clubes; 20 agremiações optaram por não participar do pleito

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) realizará no domingo (25.mai.2025) uma eleição com urna eletrônica pela 1ª vez. O pleito, a partir das 10h30 no Rio, escolherá o novo presidente da entidade. Samir Xaud é candidato único ao cargo.

O colégio eleitoral é formado por 27 federações estaduais de futebol e 40 clubes, sendo 20 da Série A e 20 da Série B do Campeonato Brasileiro. A votação será exclusivamente presencial, já que nenhum clube solicitou a opção de voto à distância dentro do prazo estabelecido.

O processo de votação será em duas etapas. A 1ª definirá presidente e vice-presidentes. A 2ª elegerá os integrantes do Conselho Fiscal. Mesmo com candidatura única, os eleitores terão a opção de voto nulo.

Fernando Sarney, interventor nomeado pela Justiça do Rio de Janeiro, convocou a eleição na 6ª feira (16.mai). Ele integra a chapa de Xaud como candidato a vice-presidente.

Samir Xaud tem 41 anos e, caso seja confirmado na CBF, precisará renunciar à presidência da FRF (Federação de Roraima de Futebol), cargo para o qual foi eleito recentemente com mandato previsto para começar em 2027. A legislação brasileira proíbe o acúmulo das duas funções.

A chapa “Futebol para Todos: Transparência, Inclusão e Modernização” conseguiu apoio de 25 federações estaduais e 10 clubes. Este número supera significativamente a cláusula de barreira, que exige respaldo de no mínimo 8 federações e 5 clubes para validar uma candidatura.

A chapa completa de Samir Xaud inclui 8 candidatos a vice-presidentes: Ednailson Leite Rozenha, Fernando José Macieira Sarney, Flavio Diz Zveiter, Gustavo Dias Henrique, José Vanildo da Silva, Michelle Ramalho Cardoso, Ricardo Augusto Lobo Gluck Paul e Rubens Renato Angelotti. Para o Conselho Fiscal, concorrem como membros efetivos Simon Riemann Costa e Silva, Eduardo Rigotto Netto e Frederico Ferreira Pedrosa, além dos suplentes Francinaldo Kennedy Lima Barbosa, Manoel Rodrigues Neto e Rodrigo Ferreira La Rosa.



Autor Poder360 ·