Guimarães pediu retirada da pauta ao relator; sem consenso entre trabalhadores e plataformas, texto deve retomar na próxima legislatura
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu o adiamento da votação do PLP (Projeto de Lei Complementar) 152 de 2025 que regula o trabalho por aplicativo. A matéria deve ficar para depois das eleições presidenciais de outubro. Mesmo sendo decisão do Palácio do Planalto, é uma derrota para o Executivo, já que entrou no mandato prometendo proteger os trabalhadores de plataformas como Uber, iFood e 99.
A análise do PLP 152 de 2025 estava prevista para esta 3ª feira (14.abr.2026). Guimarães disse nesta 5ª feira (16.abr.2026), em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, que o projeto não foi votado porque “não tinha acordo sobre nada”.
O governo colocou o PL na fila prioritária da Câmara no início do ano. O ministro Guilherme Boulos (Psol) chegou a atuar pessoalmente na negociação. Não adiantou. Sem acordo entre plataformas, entregadores e donos de estabelecimentos, o Planalto preferiu recuar.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, solicitou ao relator do projeto, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), a retirada da pauta ainda antes de sua posse. Coutinho acatou e levou o pedido ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
O relatório do deputado Merlong Solano (PT-PI), indicado pelo governo para relatar a matéria, não unificava nenhuma das partes. O parecer ficou com o relator, o deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE).
A oposição, segundo o ministro, ficou à espera de um erro do governo para dizer que o PT estava prejudicando os entregadores. O resultado é que o projeto fica para depois de outubro de 2026, quando o 2º turno presidencial já terá acontecido.
Será assinado um decreto para garantir a transparência e o repasse das subvenções à população
O governo anunciou, nesta 3ª feira (14.abr.2026), novas medidas de regulamentação do pacote de ações que visa a diminuir os impactos da guerra no Oriente Médio no preço dos combustíveis e do gás de cozinha. Entre elas, está um decreto que exigirá transparência das importadoras para garantir que a redução de custos chegue ao consumidor.
O anúncio foi feito pelos ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, em coletiva de imprensa na sede do ministério. Também participaram o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, e o secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada.
Eis as medidas anunciadas:
- regulamentação da subvenção –subsídio do governo para baratear o custo– ao produtor de diesel no valor de R$ 0,80 por litro;
- regulamentação da subvenção para o importador de diesel. Será publicado um decreto com as condições e o prazo para a adesão dos Estados;
- regulamentação da subvenção GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) importado;
- decreto de transparência de preços para garantir o repasse dos valores subvencionados ao consumidor e evitar aumento de lucro de forma abusiva;
- reajuste dos preços de referência do programa Gás do Povo para ampliar o acesso à população, com impacto estimado em R$ 300 milhões.
Silveira afirmou que os importadores deverão apresentar a evolução semanal do avanço do lucro bruto. No caso de não serem praticados os preços subvencionados, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, assim como se não houver o envio das informações exigidas pelo decreto. Já nos casos de prática abusiva, a penalidade pode alcançar R$ 500 milhões.
PACOTE DE MEDIDAS
O governo publicou em 7 de abril a medida provisória e decretos com as novas regras para conter os aumentos dos preços do diesel, do gás e da querosene de aviação causados pela guerra no Irã. O pacote inclui subsídios para as empresas que importam diesel e para os produtores nacionais, o QAV (Querosene de Aviação) e o biodiesel.
O ministro disse que as medidas foram um “absoluto sucesso”. Segundo ele, “o Brasil é o país que menos sofreu com a guerra”. Silveira declarou que não haverá desabastecimento de combustíveis e que os preços estão estáveis.
O secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada, disse que já foram feitas 5.164 notificações contra postos de combustíveis que elevaram a margem de lucro. “É uma medida que traz transparência e informação, além de permitir identificar aquele que está cometendo uma prática abusiva”, afirmou.
Eis um resumo das medidas:
- subvenções para produtores nacionais de diesel: R$ 6 bilhões (duração de 2 meses, prorrogáveis por 2 meses);
- subvenção às empresas importadoras de diesel: R$ 2 bilhões (duração de 2 meses, prorrogáveis por 2 meses), há um custo de R$ 2 bilhões ao Estados que não entrou na conta da União;
- subvenção inicial de R$ 0,32 por litro para importação: R$ 2 bilhões;
- subvenção do GLP e retiradas dos impostos do QAV e biodiesel: R$ 500 milhões;
- zerar as alíquotas do PIS/Cofins do diesel: R$ 20 bilhões em valores anualizados. A equipe econômica afirma que a cobrança do tributo deverá voltar após posteriormente, ainda em 2026, o que reduziria a renúncia fiscal.
Regime iraniano mobiliza homens armados em áreas montanhosas para buscar militar cujo F-15 foi derrubado na 6ª feira (3.abr.2026)
A televisão estatal do Irã transmitiu neste sábado (4.abr.2026) imagens de homens armados percorrendo áreas montanhosas remotas em busca de um piloto norte-americano. O militar está desaparecido desde a 6ª feira (3.abr), quando seu caça F-15 foi abatido pelo Irã em região próxima ao Iraque. O regime iraniano oferece recompensa de US$ 60.000 por informações sobre o piloto.
Os 2 pilotos que tripulavam o caça se ejetaram de paraquedas. Um deles foi localizado e resgatado pelas Forças norte-americanas. O 2º piloto permanece desaparecido.
Assista às buscas do Irã ao piloto:
Hunt intensifies in #Iran for a missing U.S. F-15E pilot. One crew member recovered by American forces, but the second remains missing in the mountains of Khuzestan/Kohgiluyeh. Iranian authorities and local tribes are mobilizing with bounties offered for capture. ⚠️ #IranWar pic.twitter.com/9rhnfD7xNz
— Migrant (@ShaanUnfiltered) April 4, 2026
A Força Aérea dos EUA mobilizou unidades especiais treinadas para resgates para vasculhar a região com helicópteros. Aviões de combate acompanham as buscas com paraquedistas a bordo, incluindo paramédicos. Não há informações confirmadas sobre seu estado de saúde ou condições atuais.
Além do F-15, o Irã disse ter derrubado um A-10 na 6ª feira (3.abr).
TRUMP AMEAÇA
O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), declarou neste sábado (4.abr.2026) que, se o Irã não reabrir o estreito de Ormuz –área por onde trafega cerca de 20% do petróleo global, além de gás natural e ureia– nas próximas 48 horas, o “inferno” cairá sobre o país persa. Segundo o chefe da Casa Branca, ele já havia definido um prazo de 10 dias para que o Irã fechasse algum tipo de acordo, e esse tempo está se“esgotando”.
“Lembram-se de quando dei ao Irã 10 dias para fazer um acordo ou abrir o estreito de Ormuz? O tempo está se esgotando —48 horas antes que o inferno se abata sobre eles. Glória a Deus!”, escreveu.
Trump tem alternado entre ameaças e recuos em relação ao Irã, sendo pressionado e pressionando aliados para resolver a crise no estreito. Em declarações recentes, chegou a afirmar que os países afetados pelo fechamento deveriam buscar seu próprio petróleo e chamou integrantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de “covardes” por não agirem contra o Irã.
Pressão por reabertura
Desde o início dos ataques conjuntos com Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Washington tem pressionado aliados e outros países a contribuir com a segurança da navegação no estreito de Ormuz, controlado pelo regime iraniano. A guerra já deixou milhares de mortes e provocou forte instabilidade nos mercados globais.
Apesar da pressão, líderes europeus sinalizam cautela. Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Holanda, Japão e Canadá afirmaram, em nota conjunta divulgada em 19 de março que pretendem cooperar para garantir a passagem segura na região, mas condicionam qualquer ação ao fim das hostilidades. Com exceção do Japão, todos os demais países que assinam a nota integram a Otan. O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que a medida depende da cessação dos combates.
Virmondes Cruvinel pleiteia a inserção dos jogos educacionais de Goiânia no calendário estadual
Lidiane 2 de abril de 2026
Por meio do projeto de lei nº 4677/26, o deputado Virmondes Cruvinel (UB) pleiteia a inserção dos Jogos Educacionais da Rede Municipal de Ensino de Goiânia no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás.
O evento integra o calendário oficial da Secretaria Municipal de Educação (SME) de Goiânia há vários anos, sendo executado pela Gerência de Desporto Educacional da pasta com a participação de todas as unidades educacionais da rede.
Com abertura no mês de março, os jogos são desenvolvidos ao longo do ano letivo, oferecendo aos estudantes a vivência de modalidades esportivas que incluem atletismo, atletismo mirim, futsal, voleibol, basquetebol, handebol, tênis de mesa, xadrez, queimada e jogos de aventura na natureza.
A proposta de Cruvinel tem como objetivo, de acordo com o texto: promover a prática esportiva como ferramenta pedagógica para o desenvolvimento integral dos estudantes; estimular valores fundamentais como disciplina, respeito às regras, espírito de equipe, solidariedade e fair play; fortalecer a identidade cultural e o sentimento de pertencimento dos jovens goianienses à sua comunidade escolar e à sua cidade; e contribuir para a formação cidadã dos estudantes por meio do esporte educacional.
Em sua justificativa, o parlamentar destaca que o reconhecimento de eventos municipais no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás é prática legislativa consolidada na Assembleia Legislativa do Estado, visto que inúmeros eventos realizados em municípios goianos foram incluídos no calendário estadual por seu valor cultural, histórico, social ou esportivo.
“A inclusão dos Jogos Educacionais da SME de Goiânia segue essa tradição, com a particularidade de tratar-se de uma iniciativa de natureza pública, de caráter inclusivo, voltada para o segmento mais sensível da sociedade: as crianças e os jovens em formação”, aponta o autor da matéria.
Um estudo divulgado pelo Sebrae Goiás revela que o empreendedorismo feminino tem ampliado sua presença na economia do estado. De acordo com a pesquisa Perfil da Mulher Empreendedora, atualmente cerca de 374 mil mulheres empreendem em Goiás, representando 12% da população feminina em idade de trabalhar. Entre os mais de 1 milhão de pequenos negócios ativos, aproximadamente 435 mil são liderados por mulheres, o equivalente a 44% do total.
A publicação reúne dados socioeconômicos que ajudam a compreender o perfil das empreendedoras, seus desafios e as oportunidades de crescimento no mercado. Nesta edição, o estudo dedica atenção especial às microempreendedoras individuais (MEI), que representam quase metade das empresas comandadas por mulheres no estado.
Segundo a analista do Sebrae Goiás, Polyanna Marques Cardoso, o levantamento busca ampliar a compreensão sobre a participação feminina no ambiente empresarial e servir de base para políticas públicas e ações de incentivo ao empreendedorismo.
“São dados e histórias que podem inspirar muitas outras mulheres a seguirem o caminho do empreendedorismo, com a possibilidade de conquistar autonomia financeira e realizar seus próprios projetos”, afirmou.
O perfil traçado pela pesquisa indica que a idade média das empreendedoras goianas é de 43 anos. A maioria é formada por mulheres negras, que representam 53% do total. O estudo também mostra elevado nível de escolaridade: 38% possuem ensino superior.
Apesar desse avanço, a desigualdade de renda ainda é um desafio. O rendimento médio das mulheres empreendedoras chega a R$ 3.723 mensais, valor que cresceu 44% na última década. Mesmo assim, a renda masculina permanece superior, com diferença média de 35%.
Outro dado relevante é a transformação no papel social dessas mulheres. Mais da metade das empreendedoras (53%) é chefe de família, e muitas conciliam a gestão do negócio com responsabilidades domésticas. Parte significativa das atividades é realizada dentro do próprio domicílio, realidade de cerca de 38% das empresárias.
A formalização também avançou ao longo dos últimos anos. Em 2016, apenas 30% das empreendedoras atuavam de forma regularizada. Em 2025, esse percentual chegou a 45%. Segundo o levantamento, a formalização impacta diretamente na renda, já que mulheres com negócios formalizados chegam a ganhar até uma vez e meia mais do que as que atuam na informalidade.
Microempreendedoras em destaque
O estudo aponta que as microempreendedoras individuais representam um dos pilares do empreendedorismo feminino em Goiás. Atualmente, cerca de 214 mil mulheres atuam como MEI no estado, o que corresponde a 49% das empresas geridas por mulheres.
Grande parte desses negócios ainda está em fase inicial. Aproximadamente 60% têm até três anos e meio de atividade, enquanto 40% já alcançaram estágios mais consolidados, sendo que 10% ultrapassaram uma década de funcionamento.
Os setores com maior presença feminina são os de serviços, especialmente nas áreas de beleza e estética, comércio varejista de vestuário e alimentação.
As motivações para empreender variam entre oportunidade e necessidade. De acordo com a pesquisa, 41% das mulheres iniciaram o negócio para aproveitar uma oportunidade ou realizar o desejo de empreender, enquanto 39% buscaram maior flexibilidade de horários e autonomia profissional.
Para 76% das empreendedoras, o negócio próprio é a principal fonte de renda da família.
Desafios
Apesar da relevância econômica, o estudo também aponta obstáculos enfrentados pelas empreendedoras. Cerca de 78% relatam dificuldades financeiras, sendo que 46% afirmam ter problemas para manter as contas em dia.
Entre os principais desafios estão o acesso ao crédito, citado por 39% das entrevistadas, a dificuldade para expandir o negócio (29%) e a falta de conhecimento administrativo (27%).
No campo tecnológico, ferramentas como o WhatsApp Business e o Instagram Business aparecem como os recursos digitais mais utilizados para vendas e relacionamento com clientes. Ainda assim, o levantamento indica que a digitalização continua sendo um desafio: 25% das empreendedoras ainda enfrentam algum tipo de exclusão digital e 75% não utilizam inteligência artificial em suas atividades.
Governo estadual reforça orientações para eliminar criadouros e conter avanço de dengue, Zika e chikungunya
O governo de São Paulo divulgou que cerca de 75% dos focos de Aedes aegypti estão dentro de residências, o que reforça a importância dos cuidados no dia a dia. O governo reforça que o combate ao mosquito é uma ação permanente e coletiva, essencial para evitar a proliferação do transmissor da dengue, Zika e chikungunya.
“O acúmulo de entulho, lixo e água parada cria o ambiente ideal para a formação de criadouros do mosquito. Manter os espaços limpos e organizados é uma medida simples que faz diferença para a saúde coletiva”, afirma a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, Tatiana Lang.
Além das ações de prevenção, o monitoramento dos casos segue sendo realizado em todo o estado. Até 4ª feira (18.fev.2026), segundo dados da Pasta, 7.271 casos de dengue foram confirmados em todo o Estado, e 3 mortes.
Em relação à chikungunya, foram confirmados 131 casos e nenhuma morte. Os dados também estão disponíveis para toda a população.
Confira as orientações para evitar que as casas e apartamentos se transformem em criadouros:
- coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira sempre fechada;
- remova folhas e outros materiais que possam impedir a passagem da água pelas calhas;
- encha os pratos dos vasos de plantas com areia até a borda;
- troque a água e lave o vaso das plantas aquáticas com escova, água e sabão pelo menos uma vez por semana;
- mantenha garrafas e recipientes que possam acumular água sempre virados para baixo;
- mantenha as caixas-d’água bem fechadas e descarte corretamente objetos que acumulam água, como embalagens usadas.
Também é fundamental redobrar a atenção após períodos de chuva, quando o acúmulo de água pode passar despercebido.
Sintomas da doença
É preciso estar atento aos sintomas da dengue, que podem começar repentinamente, duram entre cinco e sete dias:
- Febre alta (39° a 40°C);
- Dor no corpo e articulações;
- Dor atrás dos olhos;
- Mal-estar;
- Falta de apetite;
- Dor de cabeça;
- Manchas vermelhas no corpo;
- Hemorragia em casos graves;
- Dor abdominal, principalmente em crianças.
Com informações da Agência SP.
Sancionada lei que institui o Dia Estadual das Santas Casas e dos Hospitais Filantrópicos em Goiás
Lidiane 6 de fevereiro de 2026
Foi publicada no Diário Oficial a sanção da Lei Estadual nº 24.061 que institui o Dia Estadual das Santas Casas e dos Hospitais Filantrópicos em Goiás, a ser celebrado anualmente em 1º de novembro. A matéria é de autoria do deputado Antônio Gomide (PT).
O legislador destaca que o projeto tem como objetivo reconhecer a importância dessas instituições no fortalecimento das políticas públicas de saúde, sensibilizar a sociedade sobre seu papel na prestação de serviços e incentivar a cooperação com o poder público para aprimorar os atendimentos à população. Além disso, a proposta ressalta a atuação dessas entidades como complemento ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A lei inclui a data do primeiro dia de novembro no calendário oficial do Estado de Goiás, permitindo que o poder público promova e apoie atividades comemorativas, educativas e de divulgação. Essas iniciativas visam a enaltecer a relevância das santas casas e dos hospitais filantrópicos, além de estimular debates e propostas para fortalecer essas instituições.
“A escolha do dia 1º de novembro para essa homenagem é simbólica, pois marca o início da construção da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, em 1936. Desde então, essa instituição tem prestado serviços à população goiana, tornando-se um marco no atendimento à saúde no Estado”, justificou Antônio Gomide.
A Prefeitura de Hidrolândia finalizou o recapeamento completo das vias do Setor Village dos Ipês, em mais uma etapa do cronograma de requalificação da malha urbana do município. A obra utilizou Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), material reconhecido pela maior durabilidade e resistência ao tráfego, indicado para áreas residenciais e de circulação intensa.
Com a intervenção, o bairro passa a contar com 100% das ruas recuperadas, o que garante melhores condições de trafegabilidade, mais segurança para motoristas e pedestres e redução de custos com manutenção viária. A melhoria também impacta diretamente a mobilidade local e a valorização imobiliária da região.
O setor já havia recebido outras ações estruturantes nos últimos anos, como implantação de rede de água encanada, modernização da iluminação pública com tecnologia LED e construção de praça. Agora, o recapeamento complementa o conjunto de investimentos destinados à consolidação da infraestrutura urbana do bairro.
Durante a entrega, o prefeito Zé Délio Jr. destacou que o Village dos Ipês estava entre as últimas localidades que ainda aguardavam a recuperação integral do asfalto.
“Aqui nós tivemos a oportunidade de levar água encanada, que antes não existia, construir praça, melhorar toda a infraestrutura e agora entregar esse asfalto CBUQ de qualidade, bem feito, moderno e durável”, afirmou.
A gestão municipal informou ainda que a região continuará recebendo novas intervenções, como a integração do bosque ao lago com implantação de pista de cooper, melhorias viárias com pista dupla nas proximidades e a organização do entorno do Parque de Eventos, ampliando as opções de lazer e deslocamento para moradores.
Segundo o prefeito, a meta é manter um calendário permanente de obras nos bairros: “Em Hidrolândia é assim: trabalho todos os dias e entrego toda semana para o povo hidrolandense”, completou.
Com a conclusão do recapeamento, a administração municipal segue com a estratégia de modernização gradual da cidade, priorizando infraestrutura básica, mobilidade e qualidade de vida nas diferentes regiões do município.
Em pré-candidatura ao Planalto, ex-ministro critica o STF e defende exploração de recursos naturais
O ex-ministro Aldo Rebelo disse neste sábado (31.jan.2026) que o STF (Supremo Tribunal Federal) “não pode ser um Poder acima dos demais”. A declaração foi realizada durante o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República pelo DC (Democracia Cristã) no Sindicato dos Engenheiros no Estado São Paulo. O evento reuniu 500 pessoas.
Ao comentar a relação entre os Poderes, Rebelo afirmou haver um desequilíbrio institucional no país. Segundo ele, a segurança jurídica não se limita à relação entre o Estado e empresas ou indivíduos, mas também depende da estabilidade na relação entre os próprios Poderes. Nesse contexto, Rebelo disse que o Supremo não deveria interferir em atribuições do Executivo, como a nomeação de ministros.
João Caldas, presidente nacional do DC afirmou que o partido escolheu Rebelo por sua trajetória política e declarou que a legenda pretende apresentar uma alternativa ao atual cenário institucional do país. Em seu discurso, criticou o sistema político e jurídico brasileiro e disse que a Constituição perdeu força. Nesse contexto, afirmou que “a única lei que vale hoje no Brasil é o jogo do bicho”, ao questionar decisões do Judiciário.
Ex-filiado ao PC do B (Partido Comunista do Brasil), Rebelo deixou a legenda em 2017 e passou por PSB (Partido Socialista Brasileiro), Solidariedade (Solidariedade), PDT (Partido Democrático Trabalhista) e MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Nos últimos anos, se afastou da esquerda e se aproximou da direita. Em suas redes sociais, defendeu a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a outros envolvidos nos atos golpistas. “Se quiser pacificar, é para anistiar todo mundo”, disse na ocasião.
Durante sua fala, Rebelo concentrou críticas à política ambiental e indigenista e defendeu a exploração de recursos minerais na Amazônia. Comparou o Brasil à Venezuela ao tratar da produção de ouro. “A Venezuela exporta 470 toneladas de ouro. O Brasil exporta 70. A Venezuela tem mais reservas de ouro do que o Brasil. Por quê? Porque nós proibimos a exploração do nosso ouro, a não ser a clandestina”, afirmou.
O pré-candidato citou áreas de mineração bloqueadas por legislação ambiental e reservas indígenas e mencionou reservas de diamantes, cobre e fosfato localizadas entre o Amapá e o Pará. Também criticou a atuação de órgãos ambientais e a demarcação de terras indígenas em áreas produtivas, citando casos no Norte do país.
Ao criticar restrições ambientais, demarcações de terras indígenas e o bloqueio à exploração mineral, Rebelo afirmou que o país limita seu próprio potencial econômico. Segundo ele, áreas com recursos naturais permanecem inacessíveis, enquanto a exploração clandestina avança. Nesse contexto, resumiu sua visão sobre o cenário nacional com uma frase que concentrou o tom do discurso: “O Brasil não é um país pobre, é um país bloqueado”.
Rebelo recorreu ainda a comparações históricas, mencionando a corrida do ouro nos Estados Unidos após a Guerra da Secessão e o papel dos bandeirantes na expansão territorial brasileira. Segundo ele, a ocupação econômica foi determinante para a consolidação das fronteiras nacionais.
Ex-ministro dos governos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT), Rebelo comandou os ministérios da Defesa, Ciência e Tecnologia, Esporte e Relações Institucionais. Também presidiu a Câmara dos Deputados e atuou como secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo.
O nome de Rebelo constou em pesquisa Genial/Quaest divulgada em dezembro de 2025, com variação entre 1% e 2% das intenções de voto, a depender do cenário. Ele concorre pelo DC, partido que não possui bancada no Congresso Nacional.
A avaliação, que considerou 100 hospitais públicos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país, inclui dez unidades de Goiás reconhecidas por sua resolutividade e desempenho. Essas instituições atuam tanto na capital quanto no interior, com serviços que abrangem urgência e emergência, saúde da mulher, pediatria, doenças infecciosas e assistência de alta complexidade.
Em termos brutos, no entanto, Goiás figura em segundo lugar no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo — que lidera pela quantidade total de hospitais, mas não pela proporção de oferta por habitante. Essa distinção entre número absoluto e cobertura per capita foi decisiva para a colocação de Goiás no topo do estudo.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde, e focou exclusivamente em hospitais que atendem pelo SUS. Foram analisados critérios técnicos como acreditação hospitalar, taxas de ocupação, indicadores de mortalidade e estrutura de suporte intensivo. O levantamento teve ainda apoio técnico do Instituto Ética Saúde (IES), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
“Esse resultado foi possível graças aos investimentos do governo do estado em UTIs e na descentralização do atendimento”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Rasível dos Reis.
Segundo o secretário, foi justamente a descentralização que permitiu a melhoria do acesso aos serviços e a elevação da qualidade dos atendimentos. A estratégia, diz Rasível dos Reis, aproximou pacientes das unidades e distribuiu melhor a capacidade de atendimento no território estadual.
“Esses procedimentos favorecem a chegada dos pacientes às unidades de saúde no tempo adequado, onde encontram profissionais qualificados e equipamentos necessários ao tratamento, que é realizado de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, enfatizou o secretário.
Mais investimento e expansão da rede
Goiás possui hoje 25 hospitais e seis policlínicas sob gestão estadual. Dados oficiais indicam que, entre 2019 e 2025, o investimento anual em saúde subiu de R$ 2,6 bilhões para cerca de R$ 5,7 bilhões, totalizando R$ 29,9 bilhões no período. Nesse intervalo, a rede hospitalar estadual cresceu de 17 para 25 unidades, e os leitos de UTI passaram de 267 para 848. Em 2025, o estado aplicou 15,08% da receita na área da saúde, percentual superior ao mínimo constitucional de 12%.
O Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia, figura entre as principais referências do ranking. A unidade se destaca não só pelo atendimento pediátrico de alta complexidade, mas também pela política de acolhimento familiar que adota.
“Quando uma criança adoece, a família adoece junto. Por isso, proporcionamos uma abordagem diferenciada para garantir melhor resultado no tratamento”.
Além do Hecad, integram a lista dos 100 melhores hospitais públicos do país outras unidades estaduais: Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia (Heapa), Hospital Estadual de Santa Helena (Herso), unidade de Luziânia, Hugol (Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira), HDT (Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad), HGG (Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi), Hospital do Centro-Norte (HCN – Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano) e Hospital Estadual da Mulher (Hemu – Hospital Estadual da Mulher Dr. Jurandir do Nascimento).


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