26 de abril de 2026
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Raimundo Carreiro disse em Lisboa que o presidente defendeu democracia, liberdade e justiça em nome de “toda a nação brasileira”

O embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro, disse nesta 5ª feira (2.out.2025) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou posição firme e clara ao discursar na abertura da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em 23 de setembro. 

Há poucos dias na ONU, como todos aqui bem assistiram, o presidente Lula manifestou sua posição firme e clara, não só do seu governo, mas de toda a nação brasileira, em defesa da democracia, em defesa da liberdade e em defesa da justiça”, declarou em discurso no 2º Fórum Futuro Tributação, evento em Lisboa (Portugal) organizado pelo Fibe (Fórum de Integração Brasil Europa). 

Carreiro afirmou que o Brasil está “aberto ao mundo”. Ele disse: “Aliás, tão aberto quanto esteve há mais de 2 séculos, quando foi preciso receber e abrigar os reis de Portugal e toda a sua corte, assegurando a sobrevivência do país e mesmo de todo o povo português”. 

O embaixador declarou que, “hoje e sempre”, o Brasil “continuará ao lado de Portugal, integrados como duas nações e 2 povos”. Ele citou parcerias e integração de sistemas.  

Nesta nova era digital, estamos abertos a parcerias para aproximar e integrar, com respeito à autonomia e à boa técnica, ações que modernizem e aumentem a eficiência dos 2 governos. Enfim, confiamos que a integração passe pelo Fisco e pela fiscalidade”, afirmou. 

Porém, mais que isso, confiamos, trabalhamos e não poupamos esforços para que essa integração avance para o dia a dia dos brasileiros que aqui vivem, como também os portugueses que vivem lá no Brasil”, declarou. 

LULA NA ONU

Na sua fala na ONU, Lula disse que somente a democracia será capaz de reconstruir o multilateralismo e a harmonia entre os países. O presidente fez um balanço de sua trajetória política e afirmou que a defesa do regime democrático deve ser uma tarefa cotidiana de governantes e cidadãos.

O chefe do Executivo citou que a falta de organização popular fragiliza a democracia e abre espaço para o crescimento de extremismos. Segundo ele, “o fracasso democrático permitiu a ascensão do negacionismo e do discurso fascista”.

Lula também fez uma cobrança de autocrítica: disse que líderes e partidos que se elegem com bandeiras democráticas muitas vezes deixam de atender suas bases para priorizar interesses do mercado ou da imprensa.

Pesquisa PoderData divulgada na 4ª feira (1º.out) mostra que a aprovação do governo Lula continua a melhorar depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), dizer em seu discurso na Assembleia da ONU ter tido “uma química muito boa” com o petista em um encontro de menos de 1 minuto nos bastidores do evento. 

O levantamento realizado pelo PoderData de 27 a 29 de setembro mostra que o governo é hoje aprovado por 44% dos eleitores e desaprovado por 51%. As variações positivas na avaliação do governo desde a última pesquisa, feita em julho, foram próximas da margem de erro. 

Leia mais sobre a pesquisa neste texto do Poder360.



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Câmara vota nesta 4ª a ampliação da faixa de isenção para R$ 5.000; governo e aliados querem manter texto integral

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta 4ª feira (1º.out.2025) que a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda “não é um favor do Estado, é o reconhecimento de um direito”. Segundo ele, a medida representa “um avanço na justiça social do país” e permite “mais dinheiro na mesa de quem ganha até R$ 5.000”.

A declaração foi feita em publicação no X (antigo Twitter), horas antes da votação no plenário. O projeto estabelece isenção para quem recebe até R$ 5.000 e aumento da carga tributária para os mais ricos, sobretudo para pessoas que recebem dividendos. A análise está marcada para as 16h.

“Hoje é um dia muito importante, inclui o projeto de isenção de Imposto de Renda na pauta de votação. A matéria sempre foi uma prioridade da minha gestão A isenção do Imposto de Renda não é um favor do Estado, é o reconhecimento de um direito, um avanço na justiça social do país, garantindo mais dinheiro na mesa de quem ganha até R$ 5.000”, escreveu Motta.

O tema foi tratado em almoço na 3ª feira (30.set) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Hugo Motta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Na reunião, foi decidido que o texto seria mantido como está.

A oposição, porém, articula para derrubar a forma de compensação proposta pelo Executivo. Deputados do PL devem apresentar emenda para eliminar o mecanismo. Como alternativa, podem propor que a medida só entre em vigor em 2027.

Segundo cálculos do governo, a ampliação da faixa de isenção deve beneficiar mais de 10 milhões de brasileiros — a maioria nas regiões Sudeste e Sul, onde Lula tem menor apoio eleitoral. A aprovação do projeto é vista como trunfo político para a campanha de reeleição do petista em 2026.



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Debate entre executivos abordou transformações no modelo de financiamento e relação com plataformas digitais como Google e Meta

O jornalismo profissional se torna mais robusto e resiliente quando depende de centenas de milhares de assinantes, em vez de apenas algumas centenas de anunciantes, afirmou Luiz Frias, publisher da Folha de S. Paulo, nesta 3ª feira (30.set.2025). Para ele, a mudança representa uma vantagem em relação à década de 80.

“[Nos anos 80], os jornais talvez tivessem uma participação, do ponto de vista econômico, maior do que a de hoje, mas não vejo declínio de prestígio e de influência dessas publicações ao longo do tempo. É mais saudável para o jornalismo profissional depender de centenas de milhares de assinantes do que de algumas centenas de anunciantes. Dá robustez e resiliência maior. É uma vantagem”, disse.

A declaração foi feita durante debate promovido pela faculdade Insper, realizado em São Paulo, que contou também com a participação de Erick Bretas, CEO do Estado de S.Paulo. O encontro abordou as transformações do jornalismo brasileiro nas últimas décadas, com ênfase na mudança do modelo de financiamento, em resposta às transformações digitais e às pressões econômicas que afetaram o setor.

Frias recordou que, no início da década de 1980, o modelo de negócios dos jornais era essencialmente publicitário. O Estado de S. Paulo, então dominante em classificados, tinha entre 70% e 75% da receita proveniente de publicidade, restando apenas 20% a 25% da circulação. A Folha disputava o mercado de anúncios display com o Estadão e, ao longo dos anos 1980 e 1990, passou a dividir também o mercado de classificados. “Mas eles desapareceram. Esses anúncios migraram para plataformas digitais”, disse Frias.

De acordo com o publisher, a Folha conseguiu inverter completamente essa proporção em 2024, com a maior parte da receita vinda de assinantes digitais, que representam mais de 90% do total de assinaturas individuais do jornal. Em termos de receita, o impresso ainda mantém participação superior a 10% devido ao valor mais alto da assinatura física, mas a maior parte do dinheiro de circulação já vem das assinaturas digitais. “Atravessamos o Cabo da Boa Esperança ao ter mais de 50% das receitas vindas do digital”, afirmou Frias.

Bretas defendeu que a questão central não é mais digital versus impresso, mas como uma organização jornalística consegue ter múltiplas linhas de receitas, “sejam as diretamente ligadas à operação jornalística, sejam as ligadas a novos negócios”. Nós decidimos criar uma unidade de marketing de influência e acho que foi uma excelente decisão, porque as oportunidades começaram a aparecer. Nós começamos a ser demandados por isso, inclusive de clientes que já faziam o Estadão”, afirmou.

Disputa com plataformas de IA

Outro tema em debate foi o uso não autorizado de conteúdo jornalístico por sistemas de inteligência artificial. Erick Bretas relatou que sua equipe identificou a utilização de material do Estadão por plataformas como o ChatGPT e o DeepSeek. “O que está acontecendo hoje é roubo”, afirmou ao criticar as plataformas que utilizam conteúdo sem autorização. “Se você faz um prompt pedindo uma informação protegida por paywall, ele vai dar a resposta, mesmo com aviso explícito nos termos de uso dizendo que aquele conteúdo não pode ser usado para treinamento de modelos. Não existe outra palavra, não tem como amenizar isso”.

A Folha move ação judicial contra a OpenAI, seguindo o exemplo do The New York Times, enquanto a empresa mantém acordos remunerados com Newscorp, Financial Times e Le Monde.

Luiz Frias é bacharel em Economia pela USP, com pós-graduação em Cambridge e Sorbonne. Trabalha na Folha desde 1981 e criou o UOL em 1996. Atualmente, é acionista controlador do Grupo UOL, que reúne o PagBank, o UOL Edtech e a AIR Company. Erick Bretas tem mais de 25 anos de experiência no jornalismo. Construiu carreira no Grupo Globo, onde foi responsável pela criação do Globoplay. O executivo recebeu dois prêmios Caboré (2020 e 2023) e um Emmy Internacional de Jornalismo (2011).



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Mais cedo, o senador Magno Malta afirmou que um médico chamado pela família passaria a noite na casa do ex-presidente

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse que a crise de soluços do seu pai melhorou no fim da noite de 2ª feira (29.set.2025).

Mais cedo, Carlos havia publicado no X que a família avaliava a necessidade de levar Bolsonaro ao hospital por causa de uma crise de soluços acompanhada de 4 episódios de vômito. Segundo o vereador, eram os “mais intensos”.

Horas depois, em nova publicação na rede social, ele afirmou que a crise passou. Carlos disse que a situação enfrentada por Bolsonaro é “de rasgar o coração”.

Mais cedo na 2ª feira (29.set), o senador Magno Malta (PL-ES) declarou que um médico iria dormir na casa de Jair Bolsonaro para acompanhar de perto o estado de saúde do ex-presidente.

Ao longo do dia, Bolsonaro recebeu a visita do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Ele relatou que Bolsonaro não parava de soluçar durante o encontro. “É muito triste ver o presidente na situação que ele está, conversando e ele soluçando o tempo todo”, disse.

Em 16 de setembro, Bolsonaro já havia sido internado no Hospital DF Star, em Brasília, com quadro de vômitos, tontura, queda de pressão arterial e pré-síncope. Ele recebeu alta em 17 de setembro, quando exames confirmaram a presença de carcinoma de células escamosas “in situ” em 2 das 8 lesões retiradas em procedimento realizado no domingo (14.set.2025).

O diagnóstico indica um câncer de pele em estágio inicial, restrito às camadas superficiais e sem invasão de tecidos mais profundos. Esse tipo de carcinoma costuma ter altas taxas de cura quando identificado nessa fase e tratado adequadamente.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto. Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.



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Pedro Campos também critica decisão da Mesa Diretora de mandar para o plenário a análise da perda de mandato da deputada

O líder do PSB na Câmara dos Deputados, deputado Pedro Campos (PE), comentou o processo de cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP), condenada a 10 anos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, publicada nesta 6ª feira (26.set.2025), Campos disse que seria um “constrangimento para a Casa” decidir que ela pode continuar a exercer o seu mandato.

Zambelli está presa na Itália desde 29 de julho. As autoridades italianas estão analisando o pedido de extradição ao Brasil. A deputada foi ouvida na 4ª feira (24.set) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, que analisa o processo de perda do mandato da congressista. A palavra final será do plenário da Casa.

“Se essa Casa decidir que ela [Zambelli] pode continuar a exercer o seu mandato parlamentar, basicamente essa Casa estará dizendo que uma pessoa presa, quer seja na Itália ou em regime fechado aqui no Brasil, pode manter um mandato de parlamentar e deputado federal”, afirmou o deputado ao jornal. “E isso é um constrangimento e um absurdo para a Casa. Isso é uma coisa que a sociedade não vai aceitar nem vai admitir”, acrescentou.

“Aqui nesse Parlamento cabe todo tipo de visão, mas não cabe uma deputada presa estar exercendo o mandato. Esse Parlamento não pode virar um lugar onde as pessoas estão presas e deputadas ao mesmo tempo”, disse Campos.

Campos também criticou a decisão da Mesa Diretora e do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) de mandar a análise para o plenário.

“Em respeito à população, a Mesa deveria ter decidido pela perda do mandato e que assumisse o suplente que pudesse aqui se posicionar. E não estar transformando uma coisa que foi uma condenação na Justiça, de uma pessoa que decidiu fugir do país, que foi presa na Itália, como fosse uma heroína por estar aqui protegendo as prerrogativas parlamentares”, declarou.

Em depoimento à Câmara, na 4ª feira (24.set), Zambelli negou ter solicitado ao hacker Walter Delgatti invasão ao sistema eletrônico do CNJ. Disse que o contatou por dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas. Ela também relatou problemas de saúde e disse ter desmaiado 8 vezes desde que foi detida pela polícia italiana.

Durante o depoimento, Zambelli ainda criticou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes: “Tirou as redes sociais do meu filho, tirou as redes sociais da minha mãe”, declarou a deputada. Ela mostrou uma foto com o filho e disse que o ministro a persegue politicamente: “Ele quis atingir toda a minha família, não tem como não ser perseguição”.

Moraes revogou na 5ª feira (25.set) o bloqueio dos perfis da deputada, considerando que não haveria mais necessidade de manter essa medida. A decisão retoma os perfis de Zambelli em 8 redes sociais, como YouTube, Telegram, X, Instagram, entre outras. No entanto, caso os perfis voltem a compartilhar conteúdos considerados ilícitos pelo STF, será fixada uma multa diária de R$ 20.000.



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Relator do projeto na Câmara diz que a votação do projeto na Casa já está marcada; CAE da Casa Alta aprovou texto de Renan Calheiros, seu adversário político

O relator do projeto na Câmara que isenta quem recebe até R$ 5.000 mensais, Arthur Lira (PP-AL), disse que “oportunistas” querem fazer “politicagem” em cima do tema. O deputado deu a declaração depois de a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) Senado aprovar nesta 4ª feira (24.set.2025) o texto quase idêntico de Renan Calheiros (MDB-AM). Os 2 são adversários políticos em Alagoas.

O ex-presidente da Câmara destacou que a votação da proposta está marcada para a próxima 4ª feira (1º.out.). Disse que o texto na Casa “foi elaborado com muito diálogo entre todos, que deixaram suas diferenças de lado para construir um projeto importante para o Brasil”.

“O presidente da Câmara dos Deputados [Hugo Motta, Republicanos-PB], junto ao colégio de líderes, já pautou a votação para a próxima semana. Com maturidade e diálogo, sem bravatas, vamos juntos dar esse passo histórico para o Brasil”, escreveu Lira em seu perfil no X.

Renan Calheiros, que preside a CAE do Senado, decidiu pautar a proposta apresentada por Eduardo Braga (MDB-AM) por causa do que considerou “lentidão” na tramitação do projeto de Lira.

A chance de os deputados aprovarem o texto do Senado é perto de zero.



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Rui Costa Pimenta, presidente da sigla, chama os atos de “revolução colorida” e diz que foram organizados a serviço do imperialismo

O PCO (Partido da Causa Operária) disse que os atos realizados no Brasil no domingo (21.set.2025) foram uma mobilização organizada pela Rede Globo, ONGs (Organizações Não Governamentais) ligadas ao imperialismo e setores da esquerda “pequeno-burguesa”. As manifestações foram contra o PL (Projeto de Lei) da anistia e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem, já aprovada pela Câmara e em análise no Senado.

Em artigo publicado no Diário Causa Operária, o partido afirmou: “Rede Globo à frente, ONGs do imperialismo atuando como correia de transmissão, e o velho agrupamento golpista do Psol, com [Guilherme] Boulos como vitrine, convocando atos para intimidar o Congresso”.

O mote central das manifestações foi o combate ao projeto que pode perdoar ou reduzir penas dos condenados por tentativa de golpe e também à PEC que protege congressistas de processos criminais.

Segundo o texto, a chamada PEC das Prerrogativas, como o PCO se refere à PEC da Blindagem, busca restabelecer a regra de que congressistas só podem ser investigados ou julgados com aval da própria Casa legislativa. Para o partido, a medida é uma garantia constitucional que protege o Congresso de perseguições políticas. “O que se tenta vender ao povo é uma troca indecente: abrir mão de uma garantia democrática essencial em nome da prisão de ‘meia dúzia de corruptos’. Há algo mais lavajatista que esse tipo de política?”, diz o artigo.

O PCO criticou o uso de termos como “paraíso para o PCC [Primeiro Comando da Capital] e Comando Vermelho”. De acordo com o partido, esse tipo de discurso confunde a opinião pública ao relacionar a PEC à anistia dos acusados de envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023.

O texto cita o Psol como vitrine da esquerda que convoca protestos contra a proposta. Também menciona o PT, dizendo que a legenda recua diante da pressão da imprensa. Também fala de intelectuais e influenciadores.

“Intelectuais de aluguel e influencers ‘vermelhos’ decretam que ‘progressistas votaram com [o ex-presidente Jair] Bolsonaro [PL]‘, omitindo que todos os partidos participaram da votação. Sobram, portanto, duas escolhas: ou você se submete à tutela do STF [Supremo Tribunal Federal], ou ‘apoia bandidos’. Uma farsa para moralizar a ditadura togada”, declarou a sigla.

Na avaliação do PCO, a disputa não se trata de privilégios, mas de preservar a separação de poderes. “O Supremo não tem qualquer limite e atua como verdadeira ditadura togada, intimidando o Congresso”, afirma o artigo.

O presidente do partido, Rui Costa Pimenta, classificou os atos como uma “revolução colorida”. Ele escreveu no X: “Esquerdistas desnorteados e esquerdistas da burguesia, artistas globais, ONGs etc. tudo a serviço do imperialismo combatendo a corrupção”.

Também nas redes sociais, políticos e ativistas de direita criticaram as manifestações e os artistas que participaram dos atos.

Foram realizadas manifestações nos 26 Estados e no Distrito Federal, além de atos no exterior em cidades como Londres (Reino Unido), Paris (França), Berlim (Alemanha) e Lisboa (Portugal).



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Segundo Wolney Queiroz (Previdência Social), serão pagos R$ 50.000 em indenização e R$ 8.157,51 em pensão vitalícia

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, declarou nesta 5ª feira (18.set.2025) que a indenização de R$ 50.000 às vítimas de zika deverá ser paga ainda em setembro e, em outubro, devem começar os pagamentos das pensões vitalícias de R$ 8.157,41. A declaração foi feita em entrevista ao programa “Bom dia, Ministro”.

Segundo Wolney, o “Estado finalmente faz a reparação” às pessoas com deficiência permanente causada pela síndrome congênita associada ao vírus zika. São cerca de 1.600 casos registrados depois do surto da doença em 2015.

Na entrevista, o ministro disse que esta é uma “vitória das mães”. Ele afirmou que “o Estado brasileiro, como um todo, falhou”, já que uma melhor política de prevenção da doença poderia ter evitado a propagação do vírus.

O importante é olhar para frente a partir de agora. Elas podem ter uma condição melhor e um acolhimento por parte do Estado”, afirmou.

O zika vírus pode causar microcefalia no feto caso uma gestante seja picada pelo mosquito Aedes aegypti.

Entenda a MEDIDA

O Ministério da Previdência Social e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) regulamentaram, por meio de portaria conjunta, o pagamento de indenização e pensão especial a pessoas com deficiência permanente causada pela síndrome congênita associada ao vírus zika.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União no dia 8 de setembro deste ano, 10 anos depois do surto da doença. A portaria estabelece uma indenização por dano moral de R$ 50.000 –valor que será corrigido pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) calculado de 2 de julho deste ano até a efetiva data do pagamento da indenização.

O texto também define a obrigatoriedade do INSS pagar às pessoas nascidas com deficiência permanente decorrente de síndrome congênita associada à infecção pelo zika uma pensão especial, mensal e vitalícia equivalente ao teto dos benefícios pagos pela Previdência Social –hoje, R$ 8.157,40. Tanto a indenização quanto a pensão especial serão isentas da cobrança de Imposto de Renda.

Além disso, a pensão especial poderá ser acumulada com outras indenizações por dano moral concedidas por meio de lei específica, com o BPC (Benefício de Prestação Continuada). A comprovação da condição de saúde será feita por meio de laudo de junta médica, que será analisado pela Perícia Médica Federal.

SURTO DE ZIKA VÍRUS

De 2015 a 2016, o Brasil enfrentou um surto de zika, uma virose transmitida por meio da picada do mosquito aedes aegytpi e que despertou a atenção da comunidade científica e da população em geral ao ser associada ao aumento de casos de microcefalia e outros quadros neurológicos graves, especialmente em Estados do Nordeste, como Pernambuco e Paraíba.

Em fevereiro de 2016, a OMS (Organização Mundial da Saúde) chegou a classificar a epidemia como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Passado algum tempo, o número de casos e o espaço dedicado ao tema pela mídia começaram a diminuir, embora as crianças afetadas pela síndrome congênita e suas famílias continuem enfrentando uma dura rotina de cuidados especiais.

Na entrevista ao “Bom dia, ministro”, Wolney afirmou que não citaria o governo no qual a crise teve início para “não entrar em uma disputa política”. O início do surto do zika foi durante o último ano de governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que sofreu um impeachment em 2016. Quem assumiu a presidência foi Michel Temer (MDB).



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Média foi de R$ 856,9 para cada brasileiro; 938 prefeituras destinaram só 3,2% da receita para os investimentos

Os municípios brasileiros investiram R$ 120,3 bilhões em 2024, segundo levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). O estudo do Firjan foi divulgado na 5ª feira (18.set.2025). Eis a íntegra (PDF – 1 MB).

De 2019 a 2024, as receitas totais cresceram 56,5% em termos reais. No mesmo período, os investimentos públicos cresceram 350%. Os municípios investiram, em média, 10,2% do total da receita.

O indicador IFGF (Índice Firjan de Gestão Fiscal) varia de 0 a 1. Quanto maior o número, melhor é a condição fiscal da prefeitura. A Firjan fez escalas para classificar a situação como crítica (de 0 a 0,4 ponto), difícil (de 0,4 a 0,6 ponto), boa (de 0,6 a 0,8 ponto) e excelente (acima de 0,8).

O levantamento mostrou que 1.601 prefeituras conquistaram nota máxima no indicador ao destinar mais de 12% do orçamento para esse tipo de despesa.

A nota média foi de 0,7043 ponto no indicador de investimento. Há, porém, 938 prefeituras (ou 18,3% do total) que destinaram somente 3,2% da receita total para os investimentos.

O investimento de R$ 120,2 bilhões corresponde a R$ 856,9 por brasileiro na média. Nos municípios de até 20.000 habitantes, mais recursos foram destinados a investimentos públicos. Nestes casos, a média sobre para R$ 1.000 por habitante. As grandes cidades, com mais de 100 mil habitantes, tiveram uma média de R$ 500.

GASTO COM PESSOAL

A Firjan calculou que, na média, os municípios destinaram 46,0% da receita para os gastos com pessoal em 2024. A LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) delimita um limite de 60%.

O índice mostrou que 63,3% dos municípios têm baixo comprometimento da receita com salários do funcionalismo. Representam 3.248 do total de cidades

Segundo o estudo, há 540 prefeituras que comprometeram mais de 54% do orçamento com gastos de pessoal. Entre essas cidades, 131 destinaram mais de 60% das receitas para o pagamento de funcionários, o que é contra o limite da LRF.

LIQUIDEZ

O indicador de liquidez da Firjan mostra a relação entre os restos a pagar acumulados no ano e os recursos em caixa disponíveis para cobri-los no ano seguinte. Na prática, avalia se as prefeituras estão adiando o pagamento das despesas para o ano seguinte sem a devida cobertura de caixa.

A nota média foi de 0,67 ponto. A maioria (60%) das cidades teve nível de liquidez bom ou excelente. O estudo calculou que 2.025 prefeituras apresentaram nível de liquidez difícil ou crítico em 2024. Neste número, há 413 que terminaram o ano sem recursos em caixa suficientes para cobrir as despesas postergadas para o ano seguinte. Tiraram nota zero.

METODOLOGIA

O IFGF (Índice Firjan de Gestão Fiscal) foi criado para avaliar as contas públicas dos municípios brasileiros pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Nesta edição, o quadro fiscal foi analisado a partir do ano de 2024. Levou em consideração os dados das 5.129 prefeituras que encaminharam os relatórios necessários ao Tesouro Nacional.

O Firjan declarou que as cidades concentram 95,6% da população brasileiro.

O IFGF é composto por 4 indicadores:

  • IFGF autonomia;
  • IFGF gastos com pessoal;
  • IFGF liquidez;
  • IFGF investimentos.

O IFGF autonomia considera a capacidade do município de financiar a própria estrutura administrativa, como a Câmara de Vereadores e a Prefeitura.

Neste quesito, a Firjan considerou a receita local menos a estrutura administrativa para avaliar a receita corrente líquida.

No 2º critério, de IFGF gastos com pessoal, a federação avalia o grau de rigidez do orçamento de cada prefeitura e as despesas com pessoal.

O IFGF liquidez analisa o cumprimento das obrigações financeiras, que analista o caixa e os restos a pagar.

Já o IFGF investimentos calcula a capacidade de alocação de recursos para criar o bem-estar e a competitividade.

O índice tem uma pontuação que varia de 0 a 1, segundo que quanto mais próximo de 1 melhor a situação fiscal dos municípios. A Firjan dividiu em 4 grupos:

  • De 0 a 0,4 ponto – gestão crítica;
  • De 0,4 a 0,6 ponto – gestão em dificuldade;
  • De 0,6 a 0,8 – boa gestão;
  • De 0,8 a 1 – gesto de excelência.



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Cofundador do MBL planeja ser candidato a presidente a diz ser contra conceder um indulto ao ex-presidente

O presidente do partido Missão e cofundador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos, avalia que o saldo do julgamento de Jair Bolsonaro (PL) no STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado é um fortalecimento do Tribunal, de seus ministros e das estruturas judiciais brasileiras.

Ao Poder360, o ativista político e empresário diz que não vê cenário para aprovação de um projeto de anistia no Congresso que altere o curso político do ex-presidente.

Assista à entrevista de Renan Santos ao Poder360 (53min2s):

“Vejo que foi criado um círculo interno nos bolsonaristas que gostariam de ver Bolsonaro com poderes totais, ao executar o golpe de Estado, utilizando o tema das urnas para isso, não tenho dúvida”, disse.

Renan também afirmou que o voto do ministro Luiz Fux foi uma representação de sua “visão desequilibrada” das forças na Praça dos Três Poderes, tendo em vista as nulidades e a falta de competência apontada pelo magistrado durante seu voto.

“Desde o inquérito de Moraes, temos um processo jurídico no mínimo anômalo que fere a ideia de tripartição dos Poderes e que concentra demais o poder no Judiciário”, declarou.

Questionado sobre as eleições de 2026 e uma possível vitória de um candidato da direita, Renan disse ser contra a ideia de conceder um perdão ou graça a Bolsonaro como 1º ato de governo, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicano), já disse que faria, caso seja eleito presidente.

“Jamais usaria meu capital político para ajudar um cara como Bolsonaro. Usaria para combater o crime organizado, aprovar reformas determinantes e conduzir o plano de governo”, afirmou.


Esta reportagem foi produzida pelo estagiário Davi Alencar sob a supervisão do chefe de Redação, Brunno Kono, e da secretária de Redação, Hanna Yahya.



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