17 de janeiro de 2026
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Justiça italiana rejeitou na 3ª feira (19.ago) o pedido da defesa da deputada para converter sua prisão cautelar em domiciliar

Laudo de uma perícia contratada pela defesa da deputada Carla Zambelli (PL-SP) diz que a congressista tem “adoecimentos psiquiátricos e neurológicos graves” e necessita de “suporte multidisciplinar contínuo”. As informações são do Globo.

A Justiça italiana rejeitou na 3ª feira (19.ago.2025) o pedido da defesa de Zambelli para converter sua prisão cautelar em domiciliar. Ela está presa na Itália desde 29 de julho.

Em nota, a AGU (Advocacia Geral da União) afirmou que o Brasil influenciou na decisão da Corte italiana ao enviar “documentos e argumentos jurídicos decisivos para confirmar a legalidade da prisão cautelar para fins de extradição”.

A deputada passou mal durante a audiência em Roma e afirma ter síndrome de Ehlers-Danlos, doença rara que provoca frouxidão nos músculos e articulações. Segundo a AGU, a situação de saúde de Zambelli ainda será analisada pela Justiça italiana, que determinou a realização de uma perícia médica na 2ª feira (18.ago.2025).

“O laudo será discutido em nova audiência, no dia 27, quando o tribunal decidirá se Zambelli seguirá em prisão cautelar ou se poderá ser transferida para regime domiciliar por motivos médicos”, disse a AGU.

Entenda

Zambelli está presa desde o dia 29 de julho no país europeu. Segundo a deputada, ela decidiu se entregar às autoridades italianas porque lá ainda há “justiça e democracia”. Por outro lado, o deputado italiano Angelo Bonelli disse ter entregado o paradeiro dela.

A congressista foi condenada em maio pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 10 anos de prisão e ao pagamento de R$ 2 milhões por danos coletivos por invadir o sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A defesa já recorreu da condenação no STF. Caso a extradição seja aprovada, Zambelli deverá retornar ao Brasil para cumprir a pena.



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Christine Lagarde, presidente da instituição, afirmou que incluirá os efeitos do acordo com Donald Trump nas projeções de setembro

A presidente do BCE (Banco Central Europeu), Christine Lagarde, afirmou que a Europa deve se esforçar mais para fortalecer seus relacionamentos com parceiros comerciais fora dos Estados Unidos. As informações são do The Wall Street Journal.

“Embora os EUA sejam —e continuarão sendo— um importante parceiro comercial, a Europa também deve buscar aprofundar seus laços comerciais com outras jurisdições, alavancando os pontos fortes de sua economia voltada para a exportação”, disse Lagarde no Conselho Empresarial Internacional do Fórum Econômico Mundial em Genebra, na Suíça, nesta 4ª feira (20.ago.2025). Eis a íntegra do discurso, em inglês (PDF – 141 kB).

Lagarde já havia falado sobre como a União Europeia deveria reforçar suas instituições e sua resiliência econômica como forma de aumentar a proeminência internacional do euro, depois de os EUA terem começado a aumentar as tarifas sobre seus parceiros comerciais.

O acordo entre os EUA e a UE estabelece uma tarifa média efetiva de 12% a 16% para as importações norte-americanas de produtos da zona do euro. A tarifa básica acordada pela Comissão Europeia e pelo governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano), que afeta a maioria dos produtos, é de 15%. Os EUA ameaçaram aplicar tarifas de 30% à UE.

“Acordos comerciais recentes aliviaram, mas certamente não eliminaram, a incerteza global, que persiste devido ao ambiente político imprevisível”, disse Lagarde.

A equipe do BCE levará em consideração as implicações do acordo comercial para a economia da zona do euro nas projeções de setembro, que orientarão as decisões do banco central nos próximos meses.

O resultado das negociações entre a UE e os EUA não fo bem aceito por todos os países que compõem o bloco. Em 28 de julho, o primeiro-ministro da França, François Bayrou (Movimento Democrático, centro), criticou o tratado, alegando “submissão” e o classificando como um “dia sombrio”.



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Líder do União Brasil afirma que não é razoável a ocupação de cargos no governo que a nova federação “não fará parte”

O presidente do União Brasil, ACM Neto (BA), afirmou nesta 3ª feira (19.ago.2025) que a federação União Progressista não terá alinhamento com o governo Lula nem com o PT, e nasce para ser uma alternativa política para 2026.

“Não vejo hipótese de alinhamento com o governo nem de aliança com o PT”, declarou a jornalistas durante evento que oficializou a federação.

ACM disse que a sigla tem o tamanho e peso das lideranças para trazer temperança à política e afastar radicalizações.

“É fundamental não ter cargos no governo para garantir independência e liberdade de crítica”, afirmou o dirigente.

Ele ressaltou que a decisão sobre a saída de filiados da federação que ocupam ministérios ainda deve ser discutida após a homologação pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Mas disse que há pressa, já que não seria razoável a ocupação de cargos no governo que o União-PP “certamente não fará parte” em 2026.

“Eu acho que o quanto antes vai ser preciso debater a saída de qualquer quadro pertencente aos partidos da federação do governo. É uma situação que certamente gera desconforto, gera incômodo”, afirmou.

Segundo ACM Neto, o objetivo é construir um projeto político de centro-direita que ofereça uma alternativa nas próximas eleições.

Mas na hora do discurso, ele foi mais brusco: disse que o lado da federação é contra o PT. “E o próximo presidente que não é do PT, sairá daqui hoje”, declarou.

A federação União Progressista reúne União Brasil e PP, controlando 109 deputados, 15 senadores e quatro ministérios no governo federal.

Na Bahia, reduto eleitoral de sua família, ele afirma que o objetivo é construir uma oposição unificada capaz de enfrentar o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Um levantamento recente revelou que, se as eleições fossem hoje, o ex-prefeito de Salvador venceria a disputa pelo governo da Bahia no 1º turno, com 53,5% contra 28,1% do governador.

“Agora, a missão é conversar com outros partidos que fazem oposição ao PT e constituir uma ampla oposição, de preferência uma única”, afirmou.



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Presidente plantou um pé de uva vitória na residência oficial neste sábado (16.ago) e criticou o tarifaço dos EUA: “Não adianta taxar”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (16.ago.2025) que deseja que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), visite o Palácio da Alvorada para “conhecer o Brasil verdadeiro” e para que ambos “possam conversar”. O líder norte-americano impôs, em 9 de julho, tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.

A declaração foi feita enquanto o petista plantava um pé de uva vitória na residência oficial da Presidência. Lula também criticou o republicano. Disse que “não adianta taxar” a fruta.

Assista (1min42s):

“A uva brasileira, desenvolvida por uma empresa chamada Embrapa, é uma das maiores empresas de tecnologia agrícola do mundo. Por isso, Trump, eu queria aproveitar este sábado, que estou plantando o pé de uva Vitória aqui no Palácio da Alvorada, um lugar que eu espero que um dia você possa visitar, e que a gente possa conversar, para que você conheça o Brasil verdadeiro”, disse o presidente em vídeo publicado no Instagram.

“O Brasil do povo que gosta de samba, que gosta de Carnaval, que gosta de futebol, que gosta do Estados Unidos, que gosta da China, que gosta da Rússia, que gosta do Uruguai, que gosta da Venezuela. Nós gostamos de todo mundo”, declarou Lula. Em seguida, concluiu: “Eu espero que um dia a gente possa conversar, presidente Trump, para o senhor aprender a qualidade do povo brasileiro”.

Apesar das críticas às tarifas, Lula enviou uma carta a Trump o convidando para a COP30, Conferência do Clima da ONU, que será realizada em novembro em Belém (PA). O governo do petista nunca havia procurado o presidente norte-americano desde o início da nova administração na Casa Branca, em 20 de janeiro.



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Durante visita a concessionária em Brasília, vice-presidente afirmou que venda de carros sustentáveis subiu 108%

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou neste sábado (16.ago.2025) que houve crescimento de 108% na venda de carros sustentáveis em uma unidade da concessionária Prima Via Fit, em Brasília, em relação à média do 1º semestre de 2025. O resultado, segundo ele, está ligado ao programa Carro Sustentável, lançado há cerca de 1 mês.

Segundo Alckmin, a medida amplia o acesso da população ao mercado automotivo. “Esse programa do carro sustentável, ele tem importância social, porque é o carro de entrada, é o carro mais barato, então as pessoas que não tinham acesso ao carro passam a ter”, disse.

A iniciativa reduziu as alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos leves e econômicos, movidos a energia limpa e que atendam a critérios de reciclabilidade e segurança. Para os modelos compactos, de alta eficiência energética e fabricados no Brasil, o imposto foi zerado.

Considerando o balanço nacional, o programa contribuiu para crescimento de 16,7% nas vendas dos veículos, segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

O vice-presidente disse ainda que o programa “tem importância econômica, porque fábrica fabricando mais, concessionária vendendo, comércio, indústria, serviços, além de ter importância ambiental. O carro é sustentável, ele emite menos carbono. Ele tem 80% de reciclabilidade e é flex, ajuda o meio ambiente, polui menos”.



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Segundo a Paraná Pesquisas, a gestão petista é desaprovada por 41,6% dos eleitores pernambucanos; a margem de erro é de 2,6 p.p.

Levantamento da Paraná Pesquisas mostra que 54,9% dos eleitores curitibanos dizem aprovar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os que dizem desaprovar a gestão são 41,6%, e os que não souberam opinar são 3,5%. A pesquisa foi divulgada nesta 5ª feira (14.ago.2025).

Na pergunta sobre a avaliação do governo, com mais opções de resposta, a maior parte dos eleitores (27,8%) diz avaliar a administração petista como “péssima” e 6,2% dizem considerar “ruim”. Os que avaliam a gestão como “boa” ou “ótima” são, respectivamente, 24,4% e 14,4%. Outros 26,2% entendem a gestão como “regular”. Por fim, 1,0% dos entrevistados preferiu não opinar.

A Paraná Pesquisas entrevistou 1.020 eleitores do município de Curitiba, de 1º a 5 de agosto de 2025. A margem de erro da pesquisa é de 2,6 pontos percentuais, com 95,0% de grau de confiança.

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Produto ficou fora das isenções do tarifaço e foi o único citado nominalmente na investigação comercial dos EUA sobre o Brasil; pode ser usado como moeda de troca nas negociações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 3ª feira (12.ago.2025) que o Brasil cogita incluir o etanol nas negociações do tarifaço com os Estados Unidos. O produto ficou de fora da lista de mercadorias isentas das tarifas de 50% impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano).

Integrantes do governo brasileiro defendem que o combustível não deve ser usado como moeda de troca em um eventual acordo com os EUA. Na contramão, Lula disse que revisar a tarifa do produto pode ser uma alternativa nas tratativas.

“Não nos recusamos a negociar a questão do etanol. Nós estamos dispostos a negociar a questão do etanol sem nenhum problema”, disse o petista em entrevista ao programa “O É da Coisa”, da BandNews.

O combustível foi o único produto citado nominalmente na investigação do Departamento de Comércio dos EUA sobre o Brasil. O documento publicado em março cita “práticas comerciais injustas” e “discriminação regulatória”.

 “Os Estados Unidos sofrem com tarifas mais altas sobre o etanol impostas pelo Brasil e com o desequilíbrio comercial resultante da decisão do Brasil de abandonar o tratamento recíproco, praticamente isento de impostos, que promoveu o desenvolvimento de ambas as indústrias e um comércio florescente e mutuamente benéfico”, diz o relatório.

A tarifa de importação brasileira para o etanol é de 18%. Já os EUA aplicam uma tarifa de 2,5% sobre o combustível brasileiro. Atualmente, 60% do etanol importado pelo país norte-americano é produzido no Brasil.

Setores do agronegócio veem com preocupação a possibilidade de o produto entrar nas negociações. Por já ter sido citado em manifestações do governo norte-americano, a avaliação é que há alta probabilidade de a redução das tarifas sobre o combustível ser uma exigência em eventuais negociações. 



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Assessor especial da Presidência diz que governo Trump quer desestabilizar o Brasil e afirma que há dificuldade em contatar “quem decide as coisas” nos Estados Unidos

O assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, disse nesta 2ª feira (11.ago.2025) que o aumento das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros é uma mistura de interesses políticos e econômicos que desafiam a diplomacia atual. O principal conselheiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a alta cúpula do governo brasileiro tem encontrado dificuldades para contatar “quem decide as coisas nos Estados Unidos”.

“Da nossa parte os canais não estão fechados. Sempre estaremos abertos a negociar, mas é preciso que os dois queiram negociar”, disse em entrevista ao programa “Roda Vida”, da TV Cultura. Ele afirmou que o governo vai agir para defender não apenas a economia brasileira, mas também a dignidade do país. Disse que não se pode aceitar ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal) ou a algum de seus ministros.

Amorim afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano) misturou política e economia na carta que enviou a Lula no início de julho, quando anunciou o aumento das tarifas. O assessor, no entanto, disse que não é possível saber o quanto dessa decisão do norte-americano é influência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou do que disse ser um direito dos norte-americanos de fortalecer a extrema direita na América Latina. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, está morando nos Estados Unidos e tem tido contato com integrantes da administração republicana.

“Acho que são as duas coisas. Mas não atribuiria todo o poder ao Bolsonaro. Há desejo da extrema direita dos EUA, dirigida por Steve Bannon, de desestabilizar o Brasil”, disse.

Questionado sobre como os países da América Latina poderiam reagir à nova política internacional norte-americana, Amorim disse que é preciso diversificar os mercados e fortalecer a integração dos países na região.

“Nós não somos o quintal de ninguém, mas para isso temos que diversificar os nossos parceiros. Porque a época da autossuficiência e do protecionismo absoluto não existe mais, então a diversificação é o novo nome da independência”, disse.

Amorim afirmou que é natural que o dólar perca espaço no mercado internacional em detrimento do uso de moedas locais. A ampliação do uso de outras moedas em transações internacionais é uma das principais bandeiras do Brics, grupo formado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. E foi um dos motivos para a elevação das tarifas dos Estados Unidos para os produtos brasileiros. 

“É coisa que vai acontecer, é bom que aconteça. Mas vai acontecer independentemente da vontade dos governantes. A aceitação do dólar como moeda de reserva para todos está ligada ao sistema multilateral. Isso não nasceu à toa, está tudo ligado. Na medida em que esse sistema deixa de existir, é natural que os países procurem outras formas de garantir estabilidade e o progresso do seu comércio”, disse.



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Presidente norte-americano terá que reunião com líder russo em 15 agosto buscará acordo que pode incluir alterações territoriais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse nesta 2ª feira (11.ago.2025)  que “em 2 minutos” saberá se haverá acordo no encontro com o líder russo Vladimir Putin, marcado para 15 de agosto no Alasca.

A reunião entre os líderes buscará um acordo para encerrar o conflito entre Rússia e Ucrânia que pode incluir alterações territoriais entre os países em guerra, de acordo com uma declaração do norte-americano na Casa Branca com líderes da Armênia e do Azerbaijão para uma cúpula de paz na 6ª feira (8.ago).

A iniciativa de Trump busca soluções diplomáticas para o conflito que persiste entre Moscou e Kiev. O presidente parece considerar que sua participação direta pode contribuir para um acordo que termine as hostilidades, mesmo que isso implique em pressionar a Ucrânia a ceder partes de seu território.

Este será o 1º encontro presencial entre um presidente norte-americano e um presidente russo desde que Joe Biden se reuniu com Vladimir Putin em junho de 2021.

A reunião envolve diretamente os líderes dos Estados Unidos e da Rússia, mas seus resultados afetam principalmente a Ucrânia, que tem resistido à ocupação russa de seus territórios. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e outros representantes do país têm se manifestado contra qualquer cessão territorial à Rússia.

“Esta é uma guerra que deveria nunca ter acontecido. Não teria acontecido”, disse Trump em entrevista a jornalistas. A proposta menciona “algumas trocas de territórios” sem detalhar quais áreas seriam afetadas por um possível acordo ou a extensão dessas regiões.



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Ministra do Meio Ambiente afirma que o evento não pode ser usado como forma de ganhar dinheiro

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede), afirmou, neste sábado (9.ago.2025), que os preços cobrados para se hospedar em Belém durante a realização da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025) –em novembro de 2025– configuram uma extorsão e que o governo federal está precisando fazer um “esforço muito grande” para garantir acessibilidade econômica.

“O que está acontecendo é muito grave, uma extorsão. O evento não pode ser encarado como uma oportunidade de ganhar dinheiro […] Está sendo feito um esforço muito grande para garantir preços acessíveis a países em desenvolvimento e suas delegações“, declarou durante participação em evento realizado no Sesc Pinheiros (SP), para falar da participação de jovens na conferência.

A ministra disse que a articulação do governo federal para tentar reduzir preços de hospedagem durante o período da conferência pode ajudar, mas que a alta nos preços cobrados pelo setor hoteleiro “vai ficar para a história”.

Há registros de que a rede hoteleira da cidade tem cobrado preços 10 vezes mais altos que o normal. Movimento excessivo mesmo para o histórico inflacionário da COP. O visto em outras edições do evento foram valores subirem em duas a três vezes.

Em junho, o governo federal, por meio da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), questionou formalmente 24 estabelecimentos de hospedagem sobre os detalhes das tarifas praticadas para a COP30. A ideia era averiguar se há possíveis “práticas abusivas” em relação aos preços das diárias oferecidas a delegações.

No documento, havia perguntas sobre preços em anos anteriores, justificativa para aumentos maiores que 50% e a taxa de ocupação para a época do evento. Eis a íntegra da notificação (PDF – 210 kB).

Segundo a Senacon, braço do Ministério da Justiça e Segurança Pública, os ofícios enviados têm “caráter preventivo e visam apurar possíveis práticas abusivas e aumentos atípicos nos preços de diárias no contexto da realização da COP30”.

O Brasil negocia com a ONU (Organização das Nações Unidas) o aumento dos valores a serem repassados para custear a hospedagem das delegações que participarão da Conferência.

Os recursos vêm de um fundo fiduciário que subsidia a estada de 144 países no evento. A capital paraense deve receber ao menos 100 chefes de Estado. Ao todo, a estimativa é de 50.000 pessoas.

Em maio, o governo federal começou a receber, por meio das embaixadas no Brasil, registros de preocupação com a viabilidade da participação de representantes na conferência devido à falta de hospedagem.

Como mostrou o Poder360, a capital paraense apresenta um deficit de leitos para acomodar o público esperado para a cúpula climática. Belém precisa mais do que dobrar o número de acomodações para conseguir receber as cerca de 60.000 pessoas estimadas no evento.



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