26 de abril de 2026
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Advogados do ex-chefe da PRF sustentam que ele seguiu diretrizes do então ministro da Justiça de Bolsonaro; Vasques é acusado de comandar bloqueios em estradas durante as eleições de 2022

A defesa de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal), negou que ele tenha ordenado o bloqueio de rodovias em estados do Nordeste para dificultar o processo eleitoral de 2022.

Em sustentação oral para os ministros da 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), o advogado Eduardo Pedro Nostrani afirmou que Silvinei foi vítima de uma “tempestade midiática” e nunca orientou seus subordinados a dificultar o traslado de eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a defesa, as operações da PRF foram baseadas em dados técnicos, que consideravam variáveis como acidentes, fluxo de veículos e fluxo de pessoas. O advogado afirma que Silvinei cumpriu as diretrizes do Ministério da Justiça para garantir a segurança do processo eleitoral, a partir dos pontos estabelecidos pelas superintendências regionais da PRF.

“O ministro da Justiça dá a ordem e a ordem tem que ser cumprida. Não é ordem absurda como matar ou roubar. É ordem operacional. E o Silvinei Vasques, com certeza, não teve, não teria como fazer avaliação jurídica se a atuação da Polícia Rodoviária de forma ostensiva iria gerar medo ou não no eleitor”

Para o advogado de Silvinei, não é possível punir alguém por cumprir determinações expressas do então ministro Anderson Torres para alocar o máximo de policiais durante o processo eleitoral. Torres foi condenado a 24 anos de prisão sob regime fechado, após condenação pelo núcleo 1 da trama golpista.

Segundo o advogado, a investigação da PF (Polícia Federal) não quis colher informações dos agentes da PRF. “A Polícia Federal tratou a PRF como cachorro”“A imagem do meu cliente foi jogada na mais suja lama, mas tenho certeza que a Suprema Corte lavará sua imagem na mesma velocidade que a PF a sujou”, afirmou.

Ao final da manifestação da defesa, os ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia disseram que, no domingo das eleições do 2º turno, em 30 de outubro, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não foi procurado pela PRF, como defendido pelo advogado. Moraes esclareceu que determinou o imediato fim dos bloqueios.

NÚCLEO 2 DA TENTATIVA DE GOLPE

Segundo a PGR (Procuradoria Geral da República), o grupo ocupava funções estratégicas no governo e teria atuado para manter o então presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder, mesmo depois da derrota eleitoral. A acusação afirma que os réus utilizaram cargos públicos para executar ações coordenadas que incluíram desde a redação da “minuta do golpe” até o planejamento de atos violentos e iniciativas para interferir no processo eleitoral.

A acusação afirma que parte dos denunciados participou do monitoramento de autoridades e da formulação de propostas para sua “neutralização”, incluindo planos que previam assassinatos e ações armadas. Outros teriam atuado na articulação política e jurídica necessária para amparar um governo de exceção.

O núcleo é formado por:

  • Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal; 
  • Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor internacional da Presidência;  
  • Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência; 
  • Marília Ferreira de Alencar, delegada e ex-diretora de Inteligência da Polícia Federal;  
  • Mário Fernandes, general da reserva do Exército; 
  • Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal. 

Outro eixo da denúncia envolve a atuação da PRF (Polícia Rodoviária Federal) no 2º turno das eleições de 2022. De acordo com a PGR, Silvinei Vasques, então diretor-geral da corporação, e Marília Alencar, responsável pela área de inteligência, teriam direcionado operações policiais para dificultar o fluxo de eleitores do nordeste, região onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve vantagem eleitoral. A PGR afirma que houve descumprimento deliberado de decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).



Autor Poder360 ·


Senador afirma ser “mais centrado na política” e busca apoio político enquanto tenta conter a reação negativa do mercado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse neste domingo (7.dez.2025) que durante sua campanha para a disputa ao Planalto em 2026 será possível conhecer um “Bolsonaro diferente”. O senador participou de um culto em uma igreja evangélica em Brasília (DF) e, ao fim, foi questionado por jornalistas sobre a reação do mercado à notícia de sua candidatura. 

“Vocês terão a possibilidade de conhecer um Bolsonaro diferente. Um Bolsonaro muito mais centrado na política, que conhece Brasília. Um Bolsonaro que vai querer promover uma pacificação neste país, diferente do que estamos vendo no governo Lula”, declarou.

Na 6ª feira (5.dez), o dólar comercial subiu de R$ 5,337 às 12h45 para R$ 5,429 às 15h43 depois de notícias sobre a candidatura de Flávio. Às 15h22, o Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), recuava 2,93%, aos 159.631 pontos. Antes da veiculação da notícia, estava aos 165 mil pontos, recorde.

O economista Luís Otavio de Souza Leal, economista-chefe do G5 Partners, disse que o dólar teve alta porque a candidatura de Flávio acaba com a possibilidade de o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) concorrer ao Planalto, “ao mesmo tempo que aumenta a chance de Lula ganhar a eleição”.

“Ele [Flávio] ainda não foi testado em nenhuma pesquisa, mas, considerando o desempenho do seu irmão Eduardo [Bolsonaro] e de Michelle [Bolsonaro] na última pesquisa Genial/Quaest, é provável que o seu desempenho quando testado seja pior do que qualquer um dos governadores postulantes ao cargo”, afirmou.

Segundo Flávio, ele irá trabalhar para encontrar “boas parcerias” para apoiar o projeto de sua candidatura. Afirmou que irá se reunir com líderes do Centrão para entender o quanto de apoio, e a que custo, seu nome tem no Congresso Nacional.  

A INDICAÇÃO

Flávio foi escolhido pelo ex-presidente para disputar o Planalto 2026, uma vez que Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília, por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) depois que Bolsonaro tentou violar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de soldar. 

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar a tentativa de golpe de Estado que resultou no 8 de Janeiro

Em seu perfil no X, o senador confirmou a decisão do pai e disse que irá dar continuidade ao projeto de nação de Bolsonaro.

“É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, escreveu.

Com a decisão, fica definido ao menos no campo da direita que envolve os Bolsonaros quem vai para a disputa em 2026. Há outros nomes cotados para 2026, como os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Junior (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), e Romeu Zema (Novo-MG).



Autor Poder360 ·


Em novembro, 3 questões do Enem foram anuladas sob suspeita de terem sido vazadas antes da realização da prova

O presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Manuel Palácios, afirmou nesta 3ª feira (2.nov.2025) que a anulação de itens do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) não altera a precisão da prova. A declaração foi dada durante audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. 

“A eliminação de 3 itens, ou mesmo poderiam ser outros itens, mais itens eliminados da prova, isso não afeta a produção do resultado.  O resultado que é alcançado por um estudante no Enem não é o resultado da contagem dos acertos. […] O  que se quer com a prova é estimar o quanto das aprendizagens previstas para o percurso da educação básica”, disse Palácios. 

A fala de Palácios se refere a 3 questões que foram anuladas no Enem, em 19 de novembro, sob suspeita de terem sido vazadas antes da realização da prova.

Na ocasião, o Inep havia identificado, na internet, relatos de vazamento de questões similares às que caíram no Enem 2025 em uma transmissão ao vivo no YouTube, dias antes das provas. Oito questões foram consideradas suspeitas de terem sido vazadas e apenas 3 foram anuladas. 

O instituto afirmou não ter identificado questões idênticas às presentes nas provas. Segundo o Inep, eram apenas “similares“.

No Enem, acertar uma questão não significa automaticamente ganhar os mesmos pontos que qualquer outro candidato. 

Por trás da nota final há um modelo estatístico, a TRI (Teoria de Resposta ao Item), que converte cada acerto em uma estimativa do quanto o participante de fato sabe e não apenas do quanto acertou.

Na prática, se o aluno acertar primeiro as fáceis, depois as médias e algumas difíceis, mostrando domínio consistente, essas questões complexas valem mais pontos. Mas, se acertar apenas difíceis, o sistema entende que o aluno chutou e a pontuação da difícil diminui.

 



Autor Poder360 ·


Maduro pediu por anistia legal e completa a ele e a seus familiares; presidente norte-americano negou a proposta e avalia novas formas de pressionar o país latino

O presidente dos EUA (Estados Unidos), Donald Trump (republicano), reuniu-se com assessores nesta 2ª feira (1º.dez.2025) para discutir formas de pressionar a Venezuela, após o presidente venezuelano, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), descumprir o prazo para deixar o país. O ultimato imposto por Trump expirou na 6ª feira (28.nov), conforme noticiou a agência Reuters nesta 2ª feira (1º.dez).

O encontro do presidente dos EUA foi realizado com integrantes da equipe de segurança nacional, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Mais detalhes sobre a conversa não foram divulgados.

Durante telefonema em 21 de novembro, Maduro fez uma série de pedidos a Trump para deixar a Venezuela em troca de uma possível renúncia. As condições do líder venezuelano incluíam anistia legal e completa a ele e a seus familiares, com a remoção de todas as sanções estadunidenses, além de retirada de acusações do Tribunal Penal Internacional e a suspensão de sanções contra mais de 100 funcionários do governo venezuelano.

Trump recusou os pedidos e deu a Maduro o prazo de uma semana para que ele deixasse a Venezuela para o destino de sua escolha, acompanhado de seus familiares. Passado o prazo, o presidente venezuelano continuou no país.

MADURO JURA “LEALDADE ABSOLUTA”

Em aparição pública nesta 2ª feira (1º.dez), o presidente venezuelano jurou lealdade ao país. A fala se deu durante uma marcha convocada pelo governo da Venezuela para empossar novos líderes locais do partido governista PSUV.

“Tenham certeza de que, assim como jurei diante do corpo do nosso comandante Chávez antes de me despedir dele, lealdade absoluta ao custo da minha própria vida e tranquilidade, eu juro a vocês lealdade absoluta até o fim, enquanto pudermos viver esta bela e heróica história”, disse Maduro. 

PEDIDO DE AJUDA 

No no domingo (30.nov), Maduro enviou uma carta à Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), pedindo que o grupo ajude seu país a combater as “crescentes e ilegais ameaças” dos Estados Unidos e de seu presidente.

O líder venezuelano acusou os EUA de tentarem “se apoderar” das reservas de petróleo da Venezuela. Também denunciou o “uso de força militar letal contra o território, o povo e as instituições do país”.

Até esta 2ª feira (1º.dez), os EUA já haviam destruído ao menos 16 embarcações no Mar do Caribe e Pacífico e posicionado o porta-aviões Gerald R. Ford na região, como forma de pressionar o regime de Maduro.

ESPAÇO AÉREO FECHADO

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a permanência de Maduro levou Trump a fechar o espaço aéreo do país no sábado (29.nov). Trump confirmou no domingo (30.nov) que conversou com o presidente venezuelano, mas evitou dar detalhes do que foi discutido.

“A todas companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas, por favor considerem O ESPAÇO AÉREO ACIMA E AO REDOR DA VENEZUELA COMO TOTALMENTE FECHADO. Obrigado pela atenção!”, escreveu Trump.

O governo da Venezuela considerou a declaração uma “ameaça colonialista”. No domingo (30.nov), a Autoridade de Aeronáutica Civil da Colômbia se solidarizou com o país vizinho e disse que o espaço aéreo da Venezuela está “aberto e operando”, sem restrições que afetem a segurança dos aviões.



Autor Poder360 ·


O prefeito de Cristalina, Dr. Luís Otávio, declarou nesta terça-feira (25/11) apoio à reeleição do vice-governador Daniel Vilela (MDB) para o pleito eleitoral de 2026. Daniel deve assumir o Governo de Goiás em abril e disputar a reeleição em outubro. A decisão do prefeito, que trocou o PL pelo União Brasil em agosto, foi justificada pela necessidade de manter os resultados que Cristalina alcançou nos últimos sete anos.

“Para mim como médico, como ex-secretário, como quem milita na área da saúde e, hoje, como prefeito municipal, passa a ser um dever meu garantir e trabalhar pela reeleição do nosso vice-governador Daniel Vilela”, ressaltou Dr. Luís Otávio.

Ao discursar aos moradores da cidade e apoiadores, o prefeito citou “abandono” vivenciado pelos cristalinenses antes de 2019, uma situação administrativa de inviabilidade, com serviços negligenciados, principalmente na saúde e segurança.

O alinhamento do prefeito reflete uma posição municipalista que busca parceiros que garantam a continuidade de obras e de investimentos. Em tom de adesão, Dr. Luís deixou claro que a prioridade é a qualidade de vida e o desenvolvimento da cidade.

“Cristalina quer fazer parte do estado que dá certo”, defendeu ao assumir o compromisso de buscar a continuidade dos investimentos e do suporte para o município, independentemente da sigla.

Vivi tempos muitos difíceis, principalmente no ano de 2017’

O apoio ao emedebista tem como base o contraste entre o “verdadeiro caos” instaurado em Cristalina antes do Governo Caiado e do apoio de Daniel Vilela.

“Eu vivi tempos muitos difíceis, principalmente no ano de 2017, quando eu estava na Secretaria de Saúde do município”, lembrou.

“Ficamos por mais de um ano sem receber repasse do Estado para que a gente pudesse honrar os salários e o bom atendimento da saúde do nosso município, médicos com mais de 60 dias sem receber”, afirmou.

O endosso ao nome de Daniel Vilela vem acompanhado de reconhecimento pelo trabalho realizado, em especial pelo compromisso com os repasses e apoio às prefeituras.

“Essa foi uma realidade completamente mudada com apoio do Daniel Vilela. Tenho a consciência e a convicção de que é um homem preparado. Se preparou para o dinamismo do Estado de Goiás”, enalteceu ao lembrar a mudança nas políticas públicas para o Entorno do Distrito Federal.

“O Entorno antes era esquecido pelo governo do Estado. Hoje recebe toda assistência igual às demais cidades de Goiás”, frisou.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Sabino não indicou que a programação do evento será cancelada ou esvaziada; a conferência termina na 6ª feira (21.nov)

O ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou nesta 5ª feira (20.nov.2025) em entrevista a jornalistas que o incêndio que atingiu a Zona Azul da COP30, em Belém, “poderia acontecer em qualquer lugar do planeta Terra”.

O incêndio começou por volta das 14h de 5ª feira (20.nov), provocando correria e a rápida evacuação de quem estava no local. As equipes de segurança atuaram isolando a área onde funcionam os pavilhões dos países. 

“Pode ter sido um celular pegando fogo ou um curto-circuito”, declarou o ministro. Sabino minimizou o incidente, dizendo que isso não compromete o evento, e que a segurança atuou prontamente para conter a situação.

O ministro não indicou que a programação será cancelada ou esvaziada nos últimos dias da conferência. A COP30 termina na 6ª feira (21.nov.2025).

Gravações mostraram participantes e autoridades deixando os pavilhões às pressas, enquanto uma grande quantidade de fumaça se espalhava pelo local. Os vídeos viralizaram, mostrando o clima de apreensão entre os presentes.

Assista:

As forças de segurança montaram cordão de isolamento e mantiveram o acesso restrito ao local do incêndio durante a resposta das equipes de emergência.

Por volta das 14h30, o incêndio estava sob controle, segundo veículos de imprensa regionais. Um levantamento preliminar diz que não houve danos estruturais graves, mas peritos e gerentes de operação acompanham os desdobramentos. As causas exatas ainda são apuradas por técnicos da organização e pelo Corpo de Bombeiros.

A organização da COP30 divulgou uma nota sobre o incêndio em inglês.

Versão traduzida:

“Comunicado à Imprensa

“Hoje, houve um incêndio na Zona Azul da COP30 em Belém. O Corpo de Bombeiros e os agentes de segurança da ONU responderam prontamente e o fogo foi controlado em aproximadamente seis minutos. As pessoas foram evacuadas em segurança.

“Treze pessoas foram atendidas no local por inalação de fumaça. O estado de saúde delas está sendo monitorado.

“Por precaução, o governo brasileiro e a UNFCCC decidiram, em conjunto, fechar temporariamente a Zona Azul enquanto o Corpo de Bombeiros realiza uma avaliação de segurança completa.

“Os delegados devem aguardar um novo comunicado oficial, que será divulgado às 20h de hoje [desta 5ª feira (20.nov.2025)], assim que o local for avaliado e considerado totalmente seguro.

“Agradecemos a cooperação e a compreensão de todos os participantes, pois priorizamos a segurança de todos os envolvidos.

“Informamos que a Zona Verde permanece aberta e as atividades continuam conforme programado.”

Eis a íntegra original:

“Media Statement

“Earlier today, a fire broke out in the Blue Zone of the COP30 venue in Belém. The fire department and UN security officers responded swiftly, and the fire was controlled in approximately six minutes. People were evacuated safely.

“Thirteen individuals were treated on site for smoke inhalation. Their condition is being monitored, and appropriate medical support has been provided.

“As a precaution, the Brazilian Government and the UNFCCC have jointly decided to temporarily close the Blue Zone while the fire department carries out a comprehensive safety assessment.

“Delegates are requested to await further official communication, which will be issued at 8:00 PM this evening, once the venue has been thoroughly evaluated and deemed fully safe.

“We appreciate the cooperation and understanding of all participants as we prioritize the safety of everyone involved.

“Please note that the Green Zone remains open and activities continue as scheduled.”



Autor Poder360 ·


Segundo o vice-presidente, a redução anunciada pelos EUA foi insuficiente para equilibrar a competitividade do produto nacional frente aos concorrentes, como o Vietnã

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que a tarifa de 40% cobrada pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro continua “muito alta” mesmo após a ordem executiva do presidente Donald Trump (Partido Republicano), que reduziu em 10 pontos percentuais o imposto aplicado às exportações do Brasil.

Segundo ele, a redução da tarifa, que era de 50%, foi insuficiente para equilibrar a competitividade do produto nacional frente aos concorrentes. Em agosto de 2025, Trump aumentou em mais 40% a tarifa a produtos brasileiros –que já era de 10%– como resposta aos julgamentos enfrentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF (Supremo Tribunal Federal).

Alckmin destacou que o Brasil segue em desvantagem mesmo sendo o maior fornecedor de café arábico para o mercado americano. “No caso do café, não tem sentido. Ainda é alta, 40%.

Há uma distorção que precisa ser corrigida. Todo mundo teve 10% a menos. Só que, no caso do Brasil, que tinha 50%, ficou com 40%, que é muito alto. Aliás, no caso do Vietnã, reduziu 20%, porque era 20% e foi para zero”, disse. “O café também reduziu 10%, só que tem um concorrente que reduziu 20%. Então esse é o empenho que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade.

otimismo

O vice-presidente citou um contraste: enquanto o café permanece com tarifa elevada, o suco de laranja foi totalmente desonerado e hoje entra nos EUA com alíquota zero. Segundo ele, trata-se de um setor “muito atendido”, responsável por US$ 1,2 bilhão em exportações para o mercado americano.

Apesar das queixas sobre a tarifa do café, Alckmin afirmou que há ambiente diplomático favorável para novas negociações. “Vamos agora aguardar os próximos passos, mas estamos otimistas”, afirmou.



Autor Poder360 ·


Agência afirma que processo de expansão do Comando Vermelho teve início em 2013 e se consolidou em 2024

O coordenador-geral de análise de conjuntura da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Pedro de Souza Mesquita, afirmou que o CV (Comando Vermelho) está envolvido em todos os confrontos entre facções criminosas no país. A declaração foi feita na 4ª feira (5.nov.2025) durante a Comissão de Controle das atividades de Inteligência, no Senado Federal.

A gente tem confronto de grupos organizados no Brasil e todos eles envolvem o Comando Vermelho. Não há confronto de organizações criminosas hoje que não envolva o CV”, disse Mesquita.

A Abin afirma que o processo de expansão do Comando Vermelho teve início em 2013 e se consolidou em 2024, tornando-se um dos principais desafios à segurança nacional. O diretor de inteligência interna da agência, Esaú Feitosa, disse que a ameaça vai além do campo policial.

O crime organizado deixou há muito tempo de ser um problema somente policial. A compreensão de como essa ameaça intervém na estabilidade do Estado perpassa quaisquer tipos de abordagens policiais”, afirmou.

Expansão do TCP

De acordo com os relatórios apresentados, o CV ofereceu a facções locais redes de logística para compra de drogas e armas, expandindo sua influência em estados que resistiam à presença do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Mesquita disse, no entanto, que o PCC tem deslocado parte de sua atuação para o exterior, o que abriu espaço para a ascensão do TCP (Terceiro Comando Puro) —outra facção de origem carioca.

“O TCP vem replicando muito o método do próprio CV e ocupando os lugares em que o PCC era predominante e hoje já não é mais, porque o PCC hoje olha para fora”, declarou o coordenador.

O Terceiro Comando Puro atua em 10 Estados:

  • Acre;
  • Amapá;
  • Bahia;
  • Ceará;
  • Espírito Santo;
  • Goiás;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Minas Gerais;
  • Rio de Janeiro;
  • Rio Grande do Sul.

Comando Vermelho

O Comando Vermelho, facção criminosa com mais de 40 anos de atuação, surgiu na década de 1970 dentro do presídio de Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Na época, presos comuns e políticos dividiam as mesmas celas, e o grupo, inicialmente chamado Falange Vermelha, afirmava combater a tortura nas cadeias antes de adotar o nome atual.

Nos anos 1980, os recursos obtidos em assaltos a banco passaram a ser direcionados ao tráfico de drogas. Com a Colômbia consolidando-se como grande produtora de cocaína, o Rio de Janeiro tornou-se um ponto estratégico nas novas rotas do narcotráfico.

Esse contexto permitiu que o Comando Vermelho se fortalecesse e ampliasse seu controle sobre territórios, muitas vezes com a conivência de agentes públicos.



Autor Poder360 ·


No encerramento da Cúpula de Líderes, presidente avalia que houve retrocesso no pacto climático e pediu que economias ricas financiem ações em países em desenvolvimento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou nesta 6ª feira (7.nov.2025) a Cúpula de Líderes, em Belém (PA), com um balanço dos 10 anos do Acordo de Paris e afirmou que a saída para a crise climática depende de uma governança global efetiva.

Não existe solução para o planeta fora do multilateralismo“, afirmou o petista na 3ª sessão temática da Mesa de Líderes, dedicada ao tema “10 Anos do Acordo de Paris: NDCs e Financiamento”. Lula foi crítico ao avaliar que “o mundo ainda está distante de atingir o objetivo do Acordo de Paris“.

Estamos realmente fazendo o melhor possível? A resposta é: ainda não“, disse o petista. A presidência brasileira buscou reforçar a implantação efetiva do acordo. 

Um dos pontos centrais foi a cobrança por financiamento climático adequado. Lula defendeu instrumentos de troca de dívida por ação climática e propôs a tributação de super-ricos e corporações multinacionais para obter recursos. 

O chefe do Executivo brasileiro criticou o fato de a maioria dos recursos ainda ser oferecida sob a forma de empréstimos. “Não faz sentido, ético ou prático, demandar a países em desenvolvimento que paguem juros para combater o aquecimento global“, disse.

Lula pediu o alinhamento das NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas) à Missão 1.5, compromisso assumido em Dubai. Também citou o Mapa do Caminho Baku-Belém, aprovado em 2024, como exemplo de “vontade política”. Esse instrumento estabelece US$ 1,3 trilhão anuais para mitigação e adaptação.  

Sem meios de implementação adequados, exigir ambição dos países em desenvolvimento é injusto e irrealista“, declarou.

CONSELHO DO CLIMA

O petista voltou a propor a criação de um Conselho do Clima, ideia que já apresentou ao G20 e à Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). “É uma forma de dar ao desafio da implementação a estatura política que ele merece“, afirmou. Dessa forma, Lula se alinha a outros líderes responsáveis pela elaboração do Acordo de Paris.

Laurent Fabius, presidente da COP21 e atual chefe do Círculo dos Presidentes da conferência climática, também defendeu a cooperação internacional: “Sabemos os obstáculos, mas devemos ficar com o multilateralismo.

AUSÊNCIAS

A Cúpula de Líderes foi marcada pela ausência dos Estados Unidos e da Argentina. O governo norte-americano se retirou do Acordo de Paris em janeiro de 2025, durante o 2º mandato do presidente Donald Trump (Partido Republicano). O país é o 2º maior emissor de gases de efeito estufa do planeta.

A Argentina também anunciou sua saída neste ano, sob o governo de Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), em alinhamento com políticas de incentivo aos combustíveis fósseis.

Nos bastidores da cúpula, a avaliação é de que as tensões geopolíticas podem levar o governo de Narendra Modi a rever sua permanência no acordo – e sem Estados Unidos e Índia, o Acordo de Paris perde sustentação política e sentido prático.

Fabius reconheceu que seria difícil reproduzir o Acordo de Paris no contexto atual. “Hoje, é possível? Infelizmente, não”, afirmou o ex-ministro francês.

O ACORDO DE PARIS

O Acordo de Paris foi assinado em 12 de dezembro de 2015, durante a COP21, na França. É um dos maiores tratados climáticos globais da história, unindo quase todos os países em torno da meta de manter o aquecimento global bem abaixo de 2 °C em relação aos níveis pré-industriais, com esforços para limitá-lo a 1,5 °C.

Atualmente, 195 países e a União Europeia fazem parte. O tratado estabelece que cada país deve definir suas próprias metas de redução de emissões, conhecidas como NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas). A cada 5 anos, essas metas devem ser revistas e se tornar mais ambiciosas.

O acordo substituiu o antigo Protocolo de Kyoto e introduziu uma lógica mais inclusiva.  As conferências da ONU sobre clima são o principal espaço de acompanhamento e cobrança desses compromissos.

Além da meta de limitar o aquecimento global, o Acordo de Paris estabelece 3 objetivos centrais:

  • Mitigação – reduzir as emissões de gases do efeito estufa para estabilizar o clima;
  • Adaptação – fortalecer a capacidade dos países de lidar com os impactos das mudanças climáticas;
  • Financiamento climático – assegurar apoio financeiro e tecnológico a países em desenvolvimento para implementar ações sustentáveis.

Cúpula de Líderes

A Cúpula de Líderes (formalmente chamada de Cúpula do Clima de Belém) é uma inovação no universo das COPs. Realizada em 6 e 7 de novembro como encontro preparatório de alto nível, tem participação de mais de 40 chefes de Estado e representantes de cerca de 140 países. Leia nesta reportagem a lista de autoridades confirmadas no evento.

Organizado pela Presidência brasileira, o encontro tem caráter político e não deliberativo. O objetivo é orientar o debate e preparar o terreno para as negociações oficiais que serão feitas na COP. Lula afirmou que o objetivo é enfrentar as divergências e que as palavras dos líderes serão a bússola da jornada a ser percorrida pelas delegações nas próximas duas semanas.

Nesta 6ª feira (7.nov), logo depois a foto oficial, os trabalhos começaram com uma sessão plenária sobre mudanças climáticas. Depois, Lula abriu uma mesa sobre transição energética e defendeu a criação de um fundo com o dinheiro do petróleo para financiar essa mudança. 

Os compromissos de Lula incluíram ainda encontros bilaterais. Lula se reuniu com o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz; com Daniel Chapo, presidente de Moçambique; e com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro.



Autor Poder360 ·