Rui Costa Pimenta, presidente da sigla, chama os atos de “revolução colorida” e diz que foram organizados a serviço do imperialismo
O PCO (Partido da Causa Operária) disse que os atos realizados no Brasil no domingo (21.set.2025) foram uma mobilização organizada pela Rede Globo, ONGs (Organizações Não Governamentais) ligadas ao imperialismo e setores da esquerda “pequeno-burguesa”. As manifestações foram contra o PL (Projeto de Lei) da anistia e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem, já aprovada pela Câmara e em análise no Senado.
Em artigo publicado no Diário Causa Operária, o partido afirmou: “Rede Globo à frente, ONGs do imperialismo atuando como correia de transmissão, e o velho agrupamento golpista do Psol, com [Guilherme] Boulos como vitrine, convocando atos para intimidar o Congresso”.
O mote central das manifestações foi o combate ao projeto que pode perdoar ou reduzir penas dos condenados por tentativa de golpe e também à PEC que protege congressistas de processos criminais.
Segundo o texto, a chamada PEC das Prerrogativas, como o PCO se refere à PEC da Blindagem, busca restabelecer a regra de que congressistas só podem ser investigados ou julgados com aval da própria Casa legislativa. Para o partido, a medida é uma garantia constitucional que protege o Congresso de perseguições políticas. “O que se tenta vender ao povo é uma troca indecente: abrir mão de uma garantia democrática essencial em nome da prisão de ‘meia dúzia de corruptos’. Há algo mais lavajatista que esse tipo de política?”, diz o artigo.
O PCO criticou o uso de termos como “paraíso para o PCC [Primeiro Comando da Capital] e Comando Vermelho”. De acordo com o partido, esse tipo de discurso confunde a opinião pública ao relacionar a PEC à anistia dos acusados de envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023.
O texto cita o Psol como vitrine da esquerda que convoca protestos contra a proposta. Também menciona o PT, dizendo que a legenda recua diante da pressão da imprensa. Também fala de intelectuais e influenciadores.
“Intelectuais de aluguel e influencers ‘vermelhos’ decretam que ‘progressistas votaram com [o ex-presidente Jair] Bolsonaro [PL]‘, omitindo que todos os partidos participaram da votação. Sobram, portanto, duas escolhas: ou você se submete à tutela do STF [Supremo Tribunal Federal], ou ‘apoia bandidos’. Uma farsa para moralizar a ditadura togada”, declarou a sigla.
Na avaliação do PCO, a disputa não se trata de privilégios, mas de preservar a separação de poderes. “O Supremo não tem qualquer limite e atua como verdadeira ditadura togada, intimidando o Congresso”, afirma o artigo.
O presidente do partido, Rui Costa Pimenta, classificou os atos como uma “revolução colorida”. Ele escreveu no X: “Esquerdistas desnorteados e esquerdistas da burguesia, artistas globais, ONGs etc. tudo a serviço do imperialismo combatendo a corrupção”.
Também nas redes sociais, políticos e ativistas de direita criticaram as manifestações e os artistas que participaram dos atos.
Foram realizadas manifestações nos 26 Estados e no Distrito Federal, além de atos no exterior em cidades como Londres (Reino Unido), Paris (França), Berlim (Alemanha) e Lisboa (Portugal).
Segundo Wolney Queiroz (Previdência Social), serão pagos R$ 50.000 em indenização e R$ 8.157,51 em pensão vitalícia
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, declarou nesta 5ª feira (18.set.2025) que a indenização de R$ 50.000 às vítimas de zika deverá ser paga ainda em setembro e, em outubro, devem começar os pagamentos das pensões vitalícias de R$ 8.157,41. A declaração foi feita em entrevista ao programa “Bom dia, Ministro”.
Segundo Wolney, o “Estado finalmente faz a reparação” às pessoas com deficiência permanente causada pela síndrome congênita associada ao vírus zika. São cerca de 1.600 casos registrados depois do surto da doença em 2015.
Na entrevista, o ministro disse que esta é uma “vitória das mães”. Ele afirmou que “o Estado brasileiro, como um todo, falhou”, já que uma melhor política de prevenção da doença poderia ter evitado a propagação do vírus.
“O importante é olhar para frente a partir de agora. Elas podem ter uma condição melhor e um acolhimento por parte do Estado”, afirmou.
O zika vírus pode causar microcefalia no feto caso uma gestante seja picada pelo mosquito Aedes aegypti.
Entenda a MEDIDA
O Ministério da Previdência Social e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) regulamentaram, por meio de portaria conjunta, o pagamento de indenização e pensão especial a pessoas com deficiência permanente causada pela síndrome congênita associada ao vírus zika.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União no dia 8 de setembro deste ano, 10 anos depois do surto da doença. A portaria estabelece uma indenização por dano moral de R$ 50.000 –valor que será corrigido pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) calculado de 2 de julho deste ano até a efetiva data do pagamento da indenização.
O texto também define a obrigatoriedade do INSS pagar às pessoas nascidas com deficiência permanente decorrente de síndrome congênita associada à infecção pelo zika uma pensão especial, mensal e vitalícia equivalente ao teto dos benefícios pagos pela Previdência Social –hoje, R$ 8.157,40. Tanto a indenização quanto a pensão especial serão isentas da cobrança de Imposto de Renda.
Além disso, a pensão especial poderá ser acumulada com outras indenizações por dano moral concedidas por meio de lei específica, com o BPC (Benefício de Prestação Continuada). A comprovação da condição de saúde será feita por meio de laudo de junta médica, que será analisado pela Perícia Médica Federal.
SURTO DE ZIKA VÍRUS
De 2015 a 2016, o Brasil enfrentou um surto de zika, uma virose transmitida por meio da picada do mosquito aedes aegytpi e que despertou a atenção da comunidade científica e da população em geral ao ser associada ao aumento de casos de microcefalia e outros quadros neurológicos graves, especialmente em Estados do Nordeste, como Pernambuco e Paraíba.
Em fevereiro de 2016, a OMS (Organização Mundial da Saúde) chegou a classificar a epidemia como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Passado algum tempo, o número de casos e o espaço dedicado ao tema pela mídia começaram a diminuir, embora as crianças afetadas pela síndrome congênita e suas famílias continuem enfrentando uma dura rotina de cuidados especiais.
Na entrevista ao “Bom dia, ministro”, Wolney afirmou que não citaria o governo no qual a crise teve início para “não entrar em uma disputa política”. O início do surto do zika foi durante o último ano de governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que sofreu um impeachment em 2016. Quem assumiu a presidência foi Michel Temer (MDB).
Média foi de R$ 856,9 para cada brasileiro; 938 prefeituras destinaram só 3,2% da receita para os investimentos
Os municípios brasileiros investiram R$ 120,3 bilhões em 2024, segundo levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). O estudo do Firjan foi divulgado na 5ª feira (18.set.2025). Eis a íntegra (PDF – 1 MB).
De 2019 a 2024, as receitas totais cresceram 56,5% em termos reais. No mesmo período, os investimentos públicos cresceram 350%. Os municípios investiram, em média, 10,2% do total da receita.
O indicador IFGF (Índice Firjan de Gestão Fiscal) varia de 0 a 1. Quanto maior o número, melhor é a condição fiscal da prefeitura. A Firjan fez escalas para classificar a situação como crítica (de 0 a 0,4 ponto), difícil (de 0,4 a 0,6 ponto), boa (de 0,6 a 0,8 ponto) e excelente (acima de 0,8).
O levantamento mostrou que 1.601 prefeituras conquistaram nota máxima no indicador ao destinar mais de 12% do orçamento para esse tipo de despesa.
A nota média foi de 0,7043 ponto no indicador de investimento. Há, porém, 938 prefeituras (ou 18,3% do total) que destinaram somente 3,2% da receita total para os investimentos.
O investimento de R$ 120,2 bilhões corresponde a R$ 856,9 por brasileiro na média. Nos municípios de até 20.000 habitantes, mais recursos foram destinados a investimentos públicos. Nestes casos, a média sobre para R$ 1.000 por habitante. As grandes cidades, com mais de 100 mil habitantes, tiveram uma média de R$ 500.
GASTO COM PESSOAL
A Firjan calculou que, na média, os municípios destinaram 46,0% da receita para os gastos com pessoal em 2024. A LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) delimita um limite de 60%.
O índice mostrou que 63,3% dos municípios têm baixo comprometimento da receita com salários do funcionalismo. Representam 3.248 do total de cidades
Segundo o estudo, há 540 prefeituras que comprometeram mais de 54% do orçamento com gastos de pessoal. Entre essas cidades, 131 destinaram mais de 60% das receitas para o pagamento de funcionários, o que é contra o limite da LRF.

LIQUIDEZ
O indicador de liquidez da Firjan mostra a relação entre os restos a pagar acumulados no ano e os recursos em caixa disponíveis para cobri-los no ano seguinte. Na prática, avalia se as prefeituras estão adiando o pagamento das despesas para o ano seguinte sem a devida cobertura de caixa.
A nota média foi de 0,67 ponto. A maioria (60%) das cidades teve nível de liquidez bom ou excelente. O estudo calculou que 2.025 prefeituras apresentaram nível de liquidez difícil ou crítico em 2024. Neste número, há 413 que terminaram o ano sem recursos em caixa suficientes para cobrir as despesas postergadas para o ano seguinte. Tiraram nota zero.

METODOLOGIA
O IFGF (Índice Firjan de Gestão Fiscal) foi criado para avaliar as contas públicas dos municípios brasileiros pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Nesta edição, o quadro fiscal foi analisado a partir do ano de 2024. Levou em consideração os dados das 5.129 prefeituras que encaminharam os relatórios necessários ao Tesouro Nacional.
O Firjan declarou que as cidades concentram 95,6% da população brasileiro.
O IFGF é composto por 4 indicadores:
- IFGF autonomia;
- IFGF gastos com pessoal;
- IFGF liquidez;
- IFGF investimentos.
O IFGF autonomia considera a capacidade do município de financiar a própria estrutura administrativa, como a Câmara de Vereadores e a Prefeitura.
Neste quesito, a Firjan considerou a receita local menos a estrutura administrativa para avaliar a receita corrente líquida.
No 2º critério, de IFGF gastos com pessoal, a federação avalia o grau de rigidez do orçamento de cada prefeitura e as despesas com pessoal.
O IFGF liquidez analisa o cumprimento das obrigações financeiras, que analista o caixa e os restos a pagar.
Já o IFGF investimentos calcula a capacidade de alocação de recursos para criar o bem-estar e a competitividade.
O índice tem uma pontuação que varia de 0 a 1, segundo que quanto mais próximo de 1 melhor a situação fiscal dos municípios. A Firjan dividiu em 4 grupos:
- De 0 a 0,4 ponto – gestão crítica;
- De 0,4 a 0,6 ponto – gestão em dificuldade;
- De 0,6 a 0,8 – boa gestão;
- De 0,8 a 1 – gesto de excelência.
O que fica do julgamento de Bolsonaro é um super STF, diz Renan Santos
Lidiane 14 de setembro de 2025
Cofundador do MBL planeja ser candidato a presidente a diz ser contra conceder um indulto ao ex-presidente
O presidente do partido Missão e cofundador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos, avalia que o saldo do julgamento de Jair Bolsonaro (PL) no STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado é um fortalecimento do Tribunal, de seus ministros e das estruturas judiciais brasileiras.
Ao Poder360, o ativista político e empresário diz que não vê cenário para aprovação de um projeto de anistia no Congresso que altere o curso político do ex-presidente.
Assista à entrevista de Renan Santos ao Poder360 (53min2s):
“Vejo que foi criado um círculo interno nos bolsonaristas que gostariam de ver Bolsonaro com poderes totais, ao executar o golpe de Estado, utilizando o tema das urnas para isso, não tenho dúvida”, disse.
Renan também afirmou que o voto do ministro Luiz Fux foi uma representação de sua “visão desequilibrada” das forças na Praça dos Três Poderes, tendo em vista as nulidades e a falta de competência apontada pelo magistrado durante seu voto.
“Desde o inquérito de Moraes, temos um processo jurídico no mínimo anômalo que fere a ideia de tripartição dos Poderes e que concentra demais o poder no Judiciário”, declarou.
Questionado sobre as eleições de 2026 e uma possível vitória de um candidato da direita, Renan disse ser contra a ideia de conceder um perdão ou graça a Bolsonaro como 1º ato de governo, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicano), já disse que faria, caso seja eleito presidente.
“Jamais usaria meu capital político para ajudar um cara como Bolsonaro. Usaria para combater o crime organizado, aprovar reformas determinantes e conduzir o plano de governo”, afirmou.
Esta reportagem foi produzida pelo estagiário Davi Alencar sob a supervisão do chefe de Redação, Brunno Kono, e da secretária de Redação, Hanna Yahya.
Ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal)
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), declarou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ser detido no Complexo Penitenciário da Papuda após sua condenação. O STF (Supremo Tribunal Federal) estabeleceu uma pena de 27 anos e 3 meses ao líder do Estado, inicialmente cumprida em regime fechado.
“Por se tratar de uma condenação em que você tem uma organização criminosa armada, nós temos o artigo 2º, parágrafo 8º da lei 12.850 de organizações criminosas, que está muito expresso que, nesses casos, o cumprimento da pena é em estabelecimento penal de segurança máxima”, disse Lindbergh a jornalistas após o fim da discussão sobre a dosimetria das penas.
“Eu acho que vai ter o encaminhamento no momento certo. Mas, pela lei de organização criminosa, por Jair Bolsonaro ser chefe de uma organização criminosa armada no nosso entendimento, a prisão dele vai ter que acontecer no presídio da Papuda”, afirmou.
Leia mais sobre o julgamento:
JULGAMENTO DE BOLSONARO
A 1ª Turma do STF julga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 7 réus por tentativa de golpe de Estado.
Votaram pela condenação dos 8 réus: Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Na 4ª feira (10.set), Fux, em uma leitura que levou 12 horas, votou para condenar apenas Mauro Cid e Braga Netto por abolição violenta do Estado Democrático de Direito. No caso dos outros 6 réus, o magistrado decidiu pela absolvição.
Além de Bolsonaro, foram condenados:
- Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno, ex-ministro de Segurança Institucional;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
O núcleo 1 da tentativa de golpe foi acusado pela PGR de praticar 5 crimes: organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado; e deterioração de patrimônio tombado.
Advogados afirmam esperar divergência no STF e dizem que ex-presidente aguarda voto de Fux no processo do golpe de 2022
O advogado de Jair Bolsonaro (PL) Celso Vilardi disse nesta 4ª feira (10.set.2025) que o ex-presidente está “bastante chateado” com o andamento do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal). A Corte analisa a acusação de tentativa de golpe de Estado em 2022. A sessão de hoje, a 4ª do processo, começou com o voto do ministro Luiz Fux.
“Falamos com ele. Ele está bastante chateado, evidentemente. Não tem como ser diferente. E agora, vamos aguardar esse voto para depois ver a continuidade do julgamento”, declarou Vilardi. Questionado sobre o que Bolsonaro teria dito, resumiu: “Ele está chateado”.
A declaração foi dada antes do início do 4º dia de julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022 pela 1ª Turma do STF. A sessão desta 4ª feira começa com o voto do ministro Luiz Fux. O relator do caso, Alexandre de Moraes, votou pela condenação do grupo. Ele foi seguido pelo ministro Flávio Dino.
O advogado também disse que a defesa mantém expectativa de divergência. “Esperamos uma divergência, vamos aguardar o voto do ministro Fux. Como eu disse ontem, a gente tem uma convicção, respeitando os votos dos ministros que foram postos, de que não existe participação do presidente no punhal verde-amarelo. Temos esperança, sim, de que haja divergência”, afirmou.
Mais cedo, o também advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, criticou a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência. “A delação tem que ser derrubada até para não criar um precedente de jurisprudência horroroso para o país. A delação do Cid é uma coisa que não deveria existir. É um mentiroso”, disse.
Assista ao julgamento no Poder360:
O 1º dia de votação terminou na 3ª feira (9.set) com um placar de 2 a 0 a favor da condenação do ex-presidente e de outros 7 réus acusados de tentativa de golpe de Estado em 2022.
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, já havia votado pela condenação. O ministro Flávio Dino destacou que as penas do general Augusto Heleno, de Paulo Sérgio Nogueira e do deputado federal e ex-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem (PL-RJ) devem ser menores, por causa da participação menos relevante do trio na organização da tentativa de golpe.
A expectativa é que o processo seja concluído até 6ª feira (12.set), com a discussão sobre a dosimetria das penas.
Integram a 1ª Turma do STF:
- Alexandre de Moraes, relator da ação;
- Flávio Dino;
- Cristiano Zanin, presidente da 1ª Turma;
- Cármen Lúcia;
- Luiz Fux.
Além de Bolsonaro, são réus:
- Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno, ex-ministro de Segurança Institucional;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
O núcleo 1 da tentativa de golpe foi acusado pela PGR de praticar 5 crimes: organização criminosa armada e tentativas de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado, além de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Se Bolsonaro for condenado, a pena mínima é de 12 anos de prisão. A máxima pode chegar a 43 anos. Se houver condenação, os ministros definirão a pena individualmente, considerando a participação de cada réu. As penas determinadas contra Jair Bolsonaro e os outros 7 acusados, no entanto, só serão cumpridas depois do trânsito em julgado, quando não houver mais possibilidade de recurso.
Por ser ex-presidente, se condenado em trânsito julgado, Bolsonaro deve ficar preso em uma sala especial na Papuda, presídio federal em Brasília, ou na Superintendência da PF (Polícia Federal) na capital federal.
Em evento em Manaus, o petista afirmou que o ex-presidente sabe que cometeu “burrices” e mandou seu filho para os EUA falar mal do Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta 3ª feira (9.set.2025), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não é inocente. O STF (Supremo Tribunal Federal) deve concluir o julgamento dele e de mais 7 réus por tentativa de golpe de Estado nesta semana.
“Esses caras tiveram a pachorra de mandar gente para os EUA para falar mal do Brasil e para condenar o Brasil. Tentando dizer que o pai dele é inocente. O pai dele não é inocente, ele tentou dar um golpe de Estado, estava arquitetando matar o Lula, matar o Alckmin, matar o Alexandre de Moraes”, disse durante um ato em Manaus realizado enquanto Bolsonaro era julgado pelo STF.
Segundo o petista, o Brasil vive um momento delicado, com ameaças dos Estados Unidos incentivadas pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
“Nós estamos vivendo um momento delicado no Brasil. Você está vendo brasileiro, que foi candidato eleito pelo povo brasileiro, que cometeu as burrices que cometeu, que sabe que cometei, está sendo julgado e que mandou o filho para os EUA pedir para o governo Trump taxar o país”, disse.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta 3ª feira (9.set.2025) que o governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano) não tem “receio de usar força econômica e militar para proteger a liberdade de expressão” no Brasil e ao redor do mundo.
A resposta foi dada depois de ser questionada se o governo considera a imposição de outras sanções ao Brasil diante da possível condenação de Bolsonaro. Leavitt defendeu a liberdade de expressão como uma prioridade do governo norte-americano.
Na 2ª feira (8.set), o subsecretário da Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Darren Beattie, afirmou que o governo do presidente Trump continuará tomando medidas contra Moraes, sancionado pela Lei Magnitsky. A publicação do assessor do secretário de Estado Marco Rubio se deu 1 dia depois dos atos em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no 7 de Setembro.
Nesta 3ª feira (9.set), a embaixada dos EUA no Brasil compartilhou as críticas em seu perfil no X (ex-Twitter). Afirmou que a data da Independência do Brasil, comemorada no dia 7 de Setembro, foi um lembrete do “compromisso de apoiar o povo brasileiro que busca preservar os valores de liberdade e justiça”.
Foram fabricadas 247.032 unidades, ante 259.613 na comparação anual; exportações cresceram 49,3% frente a agosto de 2024 e sustentaram parte da produção
A produção de veículos no Brasil foi de 247.032 unidades em agosto. O desempenho representa baixa de 4,8% na comparação anual (259.613), mas alta de 3,0% frente a julho (239.768). Eis a íntegra (PDF – 3 MB) dos dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), divulgados nesta 3ª feira (9.set.2025).
No acumulado de 2025, a produção de veículos no Brasil registrou um avanço de 6,0%, totalizando 1,743 milhão de unidades. Já os licenciamentos aumentaram 2,8%, somando 1,644 milhão de veículos.
VENDAS INTERNAS
Os emplacamentos também caíram. Em agosto, foram licenciadas 225.400 unidades, queda de 7,3% frente a julho (243.200) e retração de 5,1% em relação a agosto de 2024 (237.400).
De janeiro a agosto, o total de veículos vendidos no mercado interno foi de 1,667 milhão unidades, avanço de 2,8% ante o mesmo intervalo de 2024, quando foram registradas 1,622 milhão unidades
EXPORTAÇÕES
As exportações tiveram forte alta e sustentaram parte da produção. Em agosto, foram embarcadas 57.089 unidades, crescimento de 19,3% em relação a julho (47.900) e de 49,3% frente a agosto de 2024 (38.200).
No acumulado do ano, os envios ao exterior somaram 378.249 veículos, alta de 55,9% sobre igual período do ano passado, quando foram exportadas 242.613 unidades.
SEGMENTOS
- Automóveis: 172.300 unidades emplacadas em agosto, queda de 5,2% frente a julho e alta de 0,8% em relação a agosto de 2024.
- Comerciais leves: 42.400 unidades, baixa de 12,4% no mês e de 19,1% no ano.
- Caminhões: 8.900 unidades, recuo de 15,9% em relação a julho e de 22,6% frente ao mesmo mês do ano passado.
- Ônibus: 1.720 unidades, queda de 27,8% na comparação mensal e de 28,5% em um ano.
Deputado afirmou que espera que suas ausências não tenham relação com “os desmandos do Alexandre de Moraes”
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse nesta 2ª feira (8.set.2025) que aguarda resposta de um ofício enviado ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para questionar o registro de suas ausências na Casa. O congressista acumula 18 ausências não justificadas em sessões deliberativas. De um total de 32 dias, só teve uma falta justificada. Ele pede para participar de forma remota.
“Só para deixar claro: a minha licença venceu em 20 de julho e, desde o começo de agosto, eu tenho levado falta na Câmara, inclusive nas votações virtuais em que eu poderia participar. O presidente da Casa, Hugo Motta, estou tentando resolver com ele, mas, ao que parece, as minhas presenças não estão contando”, afirmou o deputado em entrevista ao Poder360. Ele vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
Eduardo comparou sua situação com a de outros congressistas que, segundo ele, mesmo no Brasil não precisaram estar fisicamente na Câmara para registrar presença. “Se eles não precisaram ir fisicamente ao Congresso, por que eu precisaria? Por que a votação deles vale e a minha não vale?”, perguntou.
Em um 1º momento, Eduardo estava licenciado por 122 dias. A licença se encerrou em 20 de julho. O deputado não participou das sessões em que o acesso remoto foi permitido. Em seu perfil no X (ex-Twitter), ele disse que está sendo “impedido de votar”. O presidente da Câmara já disse que não pretende alterar o regimento interno da Casa para autorizar que Eduardo exerça o mandato do exterior.
O deputado declarou que espera que suas ausências não façam parte de uma “compactuação com os desmandos” do ministro Alexandre de Moraes e considerou “muito estranho” não poder votar pelo celular, ferramenta implementada durante a pandemia.
Eduardo afirmou que Motta seria “mais um refém desse sistema” e direcionou mais críticas ao ministro do STF. “Acho que Alexandre de Moraes ameaça todo mundo veladamente. Ele é baixo, ele é vil e cruel, não tem compaixão. É por isso que eu digo que ele é um psicopata”, disse.
Leia mais sobre a entrevista de Eduardo ao Poder360:
Assista à íntegra da entrevista (1h13s):
Presidente critica Bolsonaro e afirma que processo no STF tem conotação política: “Afinal, é um ex-presidente”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 6ª feira (5.set.2025) que o “simples fato de solicitar anistia” mostra que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem consciência de que é culpado. Segundo o petista, “ao agir assim, ele está se autoincriminando”.
“O cidadão cometeu todas essas barbaridades e, agora, inicia um processo para pedir anistia antes mesmo de ser julgado. Ora, o simples fato de solicitar anistia antecipadamente revela que ele tem consciência de sua culpa. Ao agir assim, está se autoincriminando, porque o papel dele, neste momento, deveria ser provar sua inocência”, disse Lula durante entrevista ao SBT News.
A declaração foi feita dias após a retomada das articulações pela votação do PL (projeto de lei) de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. A proposta ganhou força na Câmara depois que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), passou a defender sua análise pela Casa.
PROCESSO COM CONOTAÇÃO POLÍTICA
Lula declarou que a ação contra Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado é um “processo eminentemente jurídico”, mas com “conotação política muito forte”.
“Afinal de contas, é um ex-presidente da República, um homem que esteve no poder durante 4 anos, que não governou este país e destruiu muita coisa, que nós passamos 2 anos e meio recuperando”, disse.
JULGAMENTO DE BOLSONARO
A 1ª Turma do STF julga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 7 réus por tentativa de golpe de Estado. A análise do caso pode se alongar até 12 de setembro.
Integram a 1ª Turma do STF:
- Alexandre de Moraes, relator da ação;
- Flávio Dino;
- Cristiano Zanin, presidente da 1ª Turma;
- Cármen Lúcia;
- Luiz Fux.
O Supremo já ouviu as sustentações orais das defesas de todos os réus.
Além de Bolsonaro, são réus:
- Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno, ex-ministro de Segurança Institucional;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
O núcleo 1 da tentativa de golpe foi acusado pela PGR de praticar 5 crimes: organização criminosa armada e tentativas de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado, além de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.










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