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Ao Poder360, Dão Real afirma que a pauta dos auditores “está travada no MGI”, mas espera uma solução em breve para o fim da greve

O novo presidente do Sindifisco Nacional (Sindicato dos Trabalhadores da Receita Federal do Brasil), Dão Real, afirmou nesta 4ª feira (19.fev.2025) que os funcionários da Receita Federal foram deixados “para trás” em relação às demais categorias.

A fala se deu depois da cerimônia de posse de Real, que assume a presidência do Sindifisco para o triênio de 2025 a 2027. O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, esteve presente na solenidade.

Segundo o presidente, a pauta das negociações com a categoria está “travada” no MGI (Ministério da Gestão e Inovação) e que, se dependesse da Fazenda, “a situação estaria resolvida”. Real ainda afirmou que acredita que uma solução para o fim da greve será apresentada em breve.

Mais cedo, durante o discurso, Real destacou que a categoria está em greve há 85 dias e que não pretende desistir das reivindicações do grupo. “Não vamos recuar na defesa do nosso legítimo e justo direito de negociar para a recomposição das perdas salariais acumuladas ao longo do tempo”, declarou.

Tudo o que conquistamos até hoje foi com muita luta, e não será diferente desta vez”, completou Real.

O novo presidente do sindicato defendeu que Barreirinhas e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esforçam-se “na construção de caminhos para avançarmos nessa negociação”, mas reforçou que a greve dos auditores fiscais continua.

Apesar do movimento grevista, Dão Real mencionou avanços nas tratativas com o governo, citando a regulamentação do bônus de eficiência, resolvida em fevereiro de 2024, depois de 7 anos de impasse.

Nós, auditores fiscais da Receita Federal do Brasil, queremos trabalhar. Desejamos retomar o pleno funcionamento da Receita Federal o mais rápido possível”, declarou.

A greve da categoria segue sem perspectiva para encerramento, enquanto as negociações com o MGI estão paradas desde fevereiro de 2024.

NOVA DIRETORIA DO SINDIFISCO

O Sindifisco escolheu, em 5 de dezembro de 2024, o novo presidente do sindicato. Dão Real, de 65 anos, ficará no cargo de 2025 a 2027. Ele substitui Isac Falcão, que estava à frente da entidade desde 2022. Os 2 são aliados e fizeram a campanha juntos.

Dão Real Pereira dos Santos é de Vera Cruz (RS). É auditor da Receita Federal desde 1995. É formado em geologia, com especialização em engenharia ambiental. Foi o 1º colocado nos últimos 4 processos de lista tríplice do sindicato para secretário da Receita Federal.

Foi superintendente da Receita Federal na 10ª região de 2008 a 2009. Anteriormente, era diretor de Relações Internacionais e Intersindicais do sindicato.

GREVE DOS AUDITORES FISCAIS

A greve dos auditores fiscais da Receita Federal, iniciada em 26 de novembro de 2024, está causando um impacto significativo no comércio exterior e na logística no Brasil. Segundo levantamento de empresas do setor, cerca de 75.000 remessas expressas de importação e exportação estão retidas em terminais alfandegários por causa da “operação-padrão” implementada pelos funcionários.

A FPLM (Frente Parlamentar Livre Mercado) estima que os atrasos causem perdas bilionárias para empresas e consumidores. Em nota, a FPLM cita um ofício do Sindasp (Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo) enviado ao Ministério da Fazenda, no qual informa que a operação-padrão resultou em prejuízo de R$ 3,3 bilhões ao setor privado apenas em junho.

IMPASSE NAS NEGOCIAÇÕES

O Sindifisco Nacional informou que não há previsão para o fim da greve, alegando descumprimento do Termo de Compromisso nº 1 de 2024, que previa a reestruturação de carreiras e reajustes de remuneração.

“Infelizmente, o sindicato ainda não recebeu qualquer sinal positivo ou disposição do Ministério da Gestão e Inovação para iniciar as negociações referentes aos pleitos dos auditores fiscais da Receita Federal e dar fim à greve. O Ministério descumpriu o Termo de Compromisso nº 1 de 2024, que previa que as negociações relativas à reestruturação de carreiras e reajustes de remuneração ocorreriam no âmbito das mesas específicas e temporárias que deveriam ser instaladas até o mês de julho de 2024; porém, no caso da categoria, a mesa sequer foi aberta. O vencimento básico do cargo acumula perdas inflacionárias desde 2016”, escreveu o sindicato em nota.

Em resposta, o ministério afirmou que um acordo já foi fechado em fevereiro de 2024, garantindo remuneração total de até R$ 42.700 para o topo da carreira. “Não há previsão de novas negociações com a categoria”, disse a pasta. Leia a íntegra da nota do MGI ao final do texto.

IMPACTO NOS CONSUMIDORES

O acúmulo de mercadorias nos terminais e os atrasos na liberação afetam diretamente o custo final dos produtos e as cadeias produtivas. Cada dia de atraso representa um custo adicional de 2,1% sobre os produtos, segundo o Sindasp, dificultando ainda mais a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.

Eis a íntegra da nota do Ministério da Gestão e Inovação:

O acordo com as entidades representativas dos auditores fiscais da Receita Federal foi fechado em fevereiro de 2024, em uma mesa específica e temporária de negociação que tratou da regulamentação do bônus, com impacto financeiro para os servidores já em 2024, resultando em remuneração total para o topo da carreira de auditor fiscal (somando vencimentos e bônus) podendo alcançar R$ 42,7 mil.

“O MGI permaneceu dialogando com o Sindireceita e o Sindifisco Nacional, que foram recebidos pelo MGI em mais quatro ocasiões, entre agosto e novembro de 2024, mas, tendo em vista que já houve acordo em 2024, não há previsão de novas negociações com a categoria”.



Autor Poder360 ·


Presidente norte-americano afirmou que o líder ucraniano é um “comediante modesto” que precisa “agir rápido ou não terá mais um país”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta 4ª feira (19.fev.2025) que o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, é um “ditador sem eleições” e faz um “trabalho terrível” no cargo. Segundo o republicano, mandatário levou a Ucrânia a uma guerra que não poderia ser vencida e provocou a “morte desnecessária de milhões”.

Trump afirmou que só os EUA podem chegar a um acordo com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para encerrar o conflito. E que o ex-presidente Joe Biden (Democrata) e a Europa não foram capazes de encerrar as hostilidades. As declarações foram dadas em seu perfil na rede social Truth Social.

O republicano declarou ainda que Zelensky se recusa a convocar novas eleições e está em baixa nas pesquisas. Para Trump, o ucraniano precisa “agir rápido ou não terá mais um país”.

Resposta a Zelensky

A publicação de Trump nas redes sociais é uma resposta às críticas de Zelensky feitas na manhã desta 4ª feira (19.fev). A jornalistas em Kiev, o presidente ucraniano disse que Trump repete desinformação ao acusar a Ucrânia de ter iniciado a guerra contra a Rússia.

Zelensky declarou que tem muito respeito por Trump como líder de um país que apoia a Ucrânia, mas que o republicano “infelizmente vive neste espaço de desinformação”.

O ucraniano voltou a dizer que um acordo para o fim da guerra não é possível sem a participação de seu governo. Na 3ª feira (18.fev), autoridades de EUA e Rússia se reuniram em Riad (Arábia Saudita) para negociar a paz na região. A Ucrânia não foi convidada para a reunião. Kiev reclamou da decisão.

Eis a tradução do post de Trump

“Pense nisso, um comediante modestamente bem-sucedido, Volodymyr Zelensky, convenceu os Estados Unidos da América a gastarem US$ 350 bilhões para entrar em uma guerra que não poderia ser vencida, que nunca deveria começar, mas uma guerra que ele, sem os EUA e ‘TRUMP’, nunca será capaz de resolver. Os Estados Unidos gastaram US$ 200 bilhões a mais do que a Europa, e o dinheiro da Europa está assegurado, enquanto os Estados Unidos não receberão nada de volta. Por que o sonolento Joe Biden não exigiu a equalização, já que esta guerra é muito mais importante para a Europa do que para nós —temos um grande e lindo oceano nos separando? Além disso, Zelenskyy admite que metade do dinheiro que lhe enviamos está “DESAPARECIDO”. Ele se recusa a ter eleições, está muito baixo nas pesquisas ucranianas e a única coisa em que ele era bom era em manipular Biden ‘como um violino’. Um ditador sem eleições, Zelensky precisa agir rápido ou não terá mais um país. Enquanto isso, estamos negociando com sucesso o fim da guerra com a Rússia, algo que todos admitem que somente ‘TRUMP’ e a Administração Trump podem fazer. Biden nunca tentou, a Europa falhou em trazer a paz, e Zelensky provavelmente quer manter o ‘trem da alegria’ funcionando. Eu amo a Ucrânia, mas Zelensky fez um trabalho terrível, seu país está destruído, e milhões morreram desnecessariamente – E assim continua…”



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“Eles usam camisetas, você não saberia que eles têm um QI de 180”, declarou presidente dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse na 3ª feira (18.fev.2025) que os funcionários do Doge (Departamento de Eficiência Governamental) se vestem pior que Elon Musk, que comanda o órgão. A declaração foi dada em entrevista ao lado do bilionário à emissora norte-americana Fox News. 

Elon Musk tem algumas pessoas muito brilhantes trabalhando para o Doge. Elas se vestem muito pior do que ele, na verdade. Elas vestem apenas camisetas. Você não imaginaria que elas têm um QI de 180”, declarou Trump. 

Na entrevista, Trump afirmou que Musk tem sido fundamental para garantir que suas políticas sejam aplicadas sem demora. Entre elas, cortes nas instituições federais. 

Na última semana, por exemplo, o Doge encerrou diversos contratos. O IES (Instituto de Ciências da Educação), órgão que monitora o progresso de estudantes dos Estados Unidos, foi um dos mais afetados. O IES sofreu corte de US$ 900 milhões. Musk vem limitando o investimento governamental em áreas não alinhadas a Trump.

O governo norte-americano ainda lançou, em parceria com o Doge, um programa de demissão voluntária. Cerca de 75.000 funcionários federais aderiram à iniciativa –número que está abaixo da previsão da Casa Branca. 

O programa, conhecido como “buyout”, permite que os trabalhadores deixem seus cargos em fevereiro, mas continuem na folha de pagamento até o final de setembro.


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Segundo o presidente do STF, o diálogo com o governador de São Paulo “leva a um bom final”; fala se deu durante evento de Barroso em escolas em Campinas (SP)

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Roberto Barroso, disse nesta 2ª feira (17.fev.2025) que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), “se convenceu de que as câmeras corporais [da Polícia Militar] têm importância e utilidade para a segurança pública e para a própria proteção dos policiais”.

Barroso esteve com o governador paulista e representantes da PM (Polícia Militar) do Estado em São Paulo na 6ª feira (15.fev). Testaram o funcionamento das novas câmeras corporais da corporação. Na ocasião, Tarcísio elogiou a capacidade de armazenamento dos dispositivos.

O presidente do Supremo disse que as novas câmeras atendem às necessidades que a Corte definiu como “adequadas”, mas que ainda estão em análise. Adiantou, no entanto, que a implementação da tecnologia é fruto de um “diálogo institucional respeitoso e construtivo” entre o Judiciário e o Executivo paulista, que “está levando a história a um bom final”. A fala se deu durante evento de Barroso em escolas em Campinas (SP).

O governador de São Paulo já foi crítico do uso de câmeras por policiais militares do Estado. Dizia que os equipamentos não ajudavam na segurança do cidadão e que a sua gestão não aumentaria os investimentos.

Recuou, no entanto, e admitiu estar “completamente errado” sobre as críticas. A declaração se deu depois de episódios de abusos por parte de policiais terem repercussão na mídia.

Em dezembro de 2024, o STF estabeleceu regras para que a corporação paulista usasse os equipamentos. O relator da ação, Roberto Barroso, determinou a obrigatoriedade e disse que elas deveriam ser capazes de fazer uma gravação ininterrupta, a pedido da Defensoria Pública de São Paulo.

A ação foi protocolada pelo Ministério Público do Estado. Pedia que o Supremo revisasse uma licitação para a compra do equipamento.

Até o momento, a gestão de Tarcísio de Freitas deve detalhar os indicadores utilizados para avaliar a efetividade da medida. Tem até 14 de março para dar os esclarecimentos pedidos.



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Fabio Giambiagi afirma que o governo contrariou o “ciclo político” ao expandir despesas e terá que reduzi-las em 2026

O economista Fabio Giambiagi, 62 anos, disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exagerou nas despesas nos 2 anos iniciais de seu mandato.

O governo claramente tem uma restrição política definida pelo próprio presidente da República e pelo partido do governo que manifesta uma enorme resistência a conter a trajetória do gasto público”, disse Giambiagi.

Assista (1h7min5s):

O economista disse que o excesso de gastos obrigará o governo a segurar as contas em 2026, quando haverá eleição para deputados, senadores, governadores e presidente. Isso contrasta, ele disse, com o que Lula fez em seu 1º mandato, de 2003 a 2006.

“Em 2003, o governo fez uma ação clássica dentro de um ciclo político tradicional. Segura-se o gasto no começo e gasta-se mais à medida em que se aproxima das eleições. Aconteceu exatamente o contrário recentemente. No 1º ano, o governo gastou o que tinha e o que não tinha. Vai ser obrigado a conter o gasto à medida em que se aproximar das eleições”, afirmou. Avalia que será necessário congelar alguns gastos, o que significará corte em termos reais, descontando-se a inflação. Isso poderá resultar em conflitos do governo com o PT.

Giambiagi disse que o arcabouço fiscal, regra constitucional que limita os gastos públicos aprovada em 2023, exigirá muito tempo para reduzir as despesas: “Com uma regra partindo de uma situação fiscal péssima, como a do Brasil em 2023, vai demorar um tempão para ajustar. A situação inicial faz uma enorme diferença”.

Ele criticou 2 itens da regra fiscal:

  • aumento anual das despesas da saúde pela variação da receita;
  • aumentos reais anuais do salário mínimo.

Para Giambiagi, houve erro de avaliação do governo ao deixar de resistir às pressões na tramitação da PEC (proposta de emenda à Constituição) do arcabouço fiscal.


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SALÁRIO MÍNIMO

Sobre o valor do salário mínimo, o economista contestou avaliação de que seja um tema de alto impacto eleitoral. “[Jair] Bolsonaro não aumentou um centavo do salário mínimo em termos reais de 2019 a 2022, e, mesmo com todos os problemas de seu governo, teve 49% dos votos [em 2022]. Então ninguém vai me convencer de que é impossível ter um bom desempenho eleitoral sem aumentar o salário mínimo em termos reais”, disse.

Giambiagi disse que será necessária uma nova reforma da Previdência. O limite para isso, afirmou, é o início da próxima década. “Sem dúvida, é preciso [nova reforma]. Os primeiros anos de governo têm circunstâncias mais favoráveis para isso. Se não for viável em 2027, em 2031, [a reforma] se tornará inexorável. A de 2019, postergou a aposentadoria de um monte de gente. A partir de 2027, esse efeito se esgotará, com crescimento significativo das aposentadorias”, afirmou ao jornal digital.

PIB

O economista avaliou que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) tem sido surpreendentemente alto desde 2021. Mas ressalvou que isso não se deve a uma mudança estrutural: “A crise de 2020 gerou ociosidade enorme. O Brasil nos últimos tempos cresceu ocupando capacidade ociosa”.

PRODUTIVIDADE

Ampliar o crescimento do país de forma sustentável, disse Giambiagi, exigirá aumento de produtividade. É algo que, segundo o economista, depende de uma mudança cultural no país.

“[A baixa produtividade] decorre da ausência de um papel pedagógico dos governos de mostrar as vantagens da competição. Qualquer criança que acompanha o futebol entende que um bom jogador de um time de ponta no Campeonato Brasileiro vai se beneficiar se disputar campeonatos seguintes nos times europeus”.

NOVO LIVRO

O novo livro de Giambiagi, “A Vingança de Tocqueville”, deverá chegar a livrarias a partir de 24 de fevereiro de 2024. A obra é sobre a história econômica e política do Brasil a partir de 1945, depois da 2ª Guerra Mundial. Inclui avaliações sobre os desafios para acelerar o desenvolvimento econômico do país.

Giambiagi é filho de argentinos. Nasceu no Rio de Janeiro e passou parte da infância e da adolescência em Buenos Aires. Depois voltou a morar no Brasil. Tem graduação e mestrado em economia na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). É funcionário do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) desde 1984. É também pesquisador associado do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).



Autor Poder360 ·


O republicano afirmou que encontrará com Putin na Arábia Saudita e que espera uma visita do líder russo aos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), disse nesta 4ª feira (12.fev.2025) que concorda com Vladimir Putin que a entrada da Ucrânia na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) é “improvável ou impraticável”. A declaração do republicano se dá no mesmo dia em que telefonou ao líder ucraniano, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro).

“Hoje conversando ele pensa que é improvável ou impraticável. Eu acho que isso provavelmente é verdade. Muito antes do presidente Putin, eles [Rússia] disseram há muitos e muitos anos que não há como permitir que isso aconteça”, disse o presidente norte-americano na Casa Branca.

Na mesma declaração, Trump disse que espera uma visita de Putin aos EUA e que visitará a Rússia em breve para discutir a guerra na Ucrânia. O republicano não deu detalhou uma data para os encontros, mas disse que a 1ª reunião entre os 2 será na Arábia Saudita.

“Vamos trabalhar juntos para chegar a paz. A situação lá [na Ucrânia] não está muito boa […] pela conversa que tive com Putin, queremos a mesmo coisa que é a paz”, afirmou Trump, sem citar um possível encontro com Zelensky.

As declarações do presidente norte-americano buscam uma aproximação de Putin, visto que o governo do ex-presidente Joe Biden (Democrata) buscou não negociar com a Rússia e assumiu uma postura agressiva em relação ao líder russo. Trump chegou a sugerir que o território da Ucrânia pode “ser russo algum dia”.

Ao mesmo tempo, o republicano se afasta da posição dos países europeus ao concordar com Putin na “improvável” entrada da Ucrânia na Otan.

Mais cedo nesta 4ª feira, o presidente norte-americano elogiou a conversa com Putin e Zelensky e disse que os EUA começarão a negociar “imediatamente” o fim da guerra. Trump prometeu durante a campanha presidencial em 2024 que acabaria com o conflito na Europa.



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Bank of America indica redução na alocação para ações; em contraste, fundos de renda fixa no Brasil atraem R$ 40 bilhões

O Bank of America destacou uma aceleração preocupante nas saídas de fundos de ações brasileiros, atingindo R$ 9,8 bilhões em janeiro de 2025. Dado está em relatório divulgado nesta 3ª feira (11.fev.2025).

Este valor, o maior desde janeiro de 2023, reflete uma crescente aversão ao risco por parte dos investidores. A informação foi divulgada pela Investing, que também citou dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), evidenciando a cautela dos investidores em relação ao mercado de ações brasileiro.

Segundo o BofA, as saídas semanais foram de R$ 2 bilhões em janeiro de 2025, contra cerca de R$ 600 milhões em média em 2024.

Em contraste, os fundos de renda fixa brasileiros apresentaram um cenário mais otimista, com entradas de R$ 40 bilhões no mesmo período. Este dado sugere uma recuperação após as saídas recordes de dezembro de 2024, indicando uma possível realocação de portfólio dos investidores em busca de segurança.

Além disso, o relatório aponta uma diminuição na alocação para ações dentro da indústria de fundos locais, que recuou de 7,8% em novembro para 7,4% em dezembro. O Bank of America destacou que “resgates contínuos de fundos de ações e hedge locais provavelmente pressionam a alocação de ações para baixo”.

A tendência de redução na exposição ao mercado de ações reflete a cautela dos investidores diante de um cenário econômico incerto e volátil. A aceleração das saídas de fundos de ações no Brasil e a consequente redução na alocação de ações sinalizam um momento de reavaliação por parte dos investidores. Diante das incertezas que cercam o mercado financeiro nacional e global, a busca por segurança parece ser a prioridade, levando a uma preferência crescente por investimentos em renda fixa.


Com informações da Investing.com Brasil.



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Fala foi em resposta a questionamento da posição do Brasil em relação a tarifas impostas pelos EUA sobre importações de aço

O ministro da SRI (Secretaria das Relações Institucionais), Alexandre Padilha, disse nesta 3ª feira (11.fev.2025) que o Brasil não entrará em nenhuma guerra comercial e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforça o livre comércio.

“O Brasil não estimula e não entrará em nenhuma guerra comercial. Sempre favorável a que se fortaleça, cada vez mais, o livre comércio”, disse a jornalistas.

A declaração foi em resposta a um questionamento da posição do país em relação à imposição de tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio feita pelo presidente dos EUA (Estados Unidos), Donald Trump (Partido Republicano).

A medida, anunciada na 2ª feira (10.fev), deve afetar a economia brasileira, já que os norte-americanos são os principais compradores de ferro, aço e alumínio do Brasil. Trump disse ainda aumentar “automaticamente as tarifas” caso os países afetados pela imposição queiram retaliar.

“O que o presidente Lula tem dito sobre isso com muita clareza, e outros países também, guerra comercial não faz bem para ninguém. Um dos avanços importantes dos últimos anos foi exatamente constituir um instrumento de diálogo entre os países e o reforço do livre comércio”, disse o ministro.

O Brasil exportou US$ 6,37 bilhões em produtos de ferro, aço e alumínio em 2024, sendo que US$ 6,10 bilhões foram de ferro e aço e US$ 267 milhões foram de alumínio. O levantamento foi feito pelo Poder360 com base no Comex Stat, que tem dados oficiais da balança comercial divulgada pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).



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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta quarta-feira, que reduzirá o custo de vida no país e que a cesta básica se tornará mais acessível para a população. Durante entrevista a rádios de Minas Gerais, Lula ressaltou que o governo encara a inflação com seriedade e considera que ela está razoavelmente sob controle.

Segundo o IBGE, no ano passado os itens de alimentos e bebidas foram os que mais oneraram os brasileiros. Em 2024, a inflação oficial encerrou em 4,83%. Lula reiterou a importância de monitorar a inflação e destacou que a situação segue sendo acompanhada de perto.

“Nós temos consciência que vamos baixar a inflação, nós temos consciência que vamos baixar o custo de vida, e nós temos consciência que a cesta básica vai ficar mais acessível ao povo brasileiro, porque é disso que o povo precisa, alimento barato de qualidade na mesa”, acrescentou o presidente, ao garantir que “o governo inteiro está trabalhando com isso”.

O presidente Lula admite que alguns alimentos continuam com preços elevados e afirmou que o governo tem se reunido sistematicamente com os setores produtivos e de distribuição para buscar uma alternativa que torne os produtos mais acessíveis. Ele ressaltou, por exemplo, que, apesar de a carne ter caído 30% em 2023, seu valor voltou a aumentar, evidenciando a necessidade de reavaliar os preços, pois a inflação prejudica o trabalhador.

Lula também apontou a preocupação do governo com o impacto do acréscimo nos preços dos combustíveis. A Petrobras divulgou recentemente ajustes no valor do óleo diesel, que vem acumulando defasagens devido à valorização do dólar. O presidente explicou que estão avaliando como compensar esses reajustes, considerando seu efeito dominó sobre o transporte e, consequentemente, sobre o preço dos alimentos.

Presidente elogia ministro e discute ajustes na equipe

Na entrevista às rádios Itatiaia, Mundo Melhor e BandNewsFM BH, todas de Minas Gerais, Lula foi questionado sobre a possível indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para ser ministro. Pacheco também é cotado para ser o candidato da base do PT ao governo mineiro em 2026.

Lula afirmou que não tem pressa de fazer nenhuma reforma, mas que quer “ajustar as peças que nós temos que trocar”. O PSD, aliado do governo, já conta com três ministérios na Esplanada, o de Minas e Energia, com Alexandre Silveira; Agricultura e Pecuária, com Carlos Fávaro; e Turismo, com Celso Sabino.

O presidente garantiu que, ao menos, Silveira ficará no cargo: “Não há porque mexer numa coisa que está fazendo uma revolução no setor energético brasileiro e no setor de minas desse país”, disse, elogiando o ministro.

Sobre os demais ministérios, Lula afirmou que vai discutir com o PSD e com outros partidos aliados sobre eventuais mudanças. (Com informações da Agência Brasil)



Autor Manoel Messias Rodrigues


Presidente do PSD afirmou que o ministro da Fazenda é “fraco” e que tem “dificuldade em comandar”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta 4ª feira (5.fev.2025) que quem deveria responder às críticas do presidente do PSD, Gilberto Kassab, é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) –como fez no dia seguinte. Em evento em São Paulo, Kassab disse que o titular do órgão é “fraco” e que tem “dificuldade em comandar”.

“Quem tem que dar resposta sobre isso é o presidente da República, que já deu no dia seguinte e falou: “olha, uma pessoa que faz o Brasil crescer 7% ao ano, com a menor taxa de desemprego, aprova uma Reforma Tributária, melhora as contas públicas, aprova um marco fiscal, vamos combinar”. Mas eu não vou ficar aqui disputando isso porque não é uma coisa razoável. Um partido que é da base do governo, um presidente de um partido que é a base do governo Lula”, disse Haddad durante entrevista à Globonews.

Ainda afirmou que não sabe “o que se passou para ele dizer isso”, quando perguntado se acha que a declaração veio por Kassab considera-lo um eventual candidato em 2026.

“O que importa é o seguinte. Eu penso que a entrega que nós fizemos em 2 anos, eu vejo poucos paralelos no Ministério da Fazenda. Tiveram ministros relevantes, Fernando Henrique foi um ministro relevante, conseguiu em pouco mais de um ano estabilizar a moeda. Mas assim, se eu for pegar o histórico, quem foi o ministro forte? Ele falou que o Meirelles foi forte, mas entregou um déficit muito superior ao atual. Qual o critério que ele está usando? Eu não quero ficar fazendo esse tipo de disputa porque eu acho de mau gosto, inclusive ficar comparando. Isso quem tem que fazer é a população. Isso quem tem que fazer é a História, muitas vezes, porque às vezes a pessoa toma medidas que não são compreendidas no momento e vão ser compreendidas tempos depois. Eu estou muito tranquilo em relação às medidas que eu estou tomando. Não me arrependo de nenhuma delas”, afirmou.

A declaração do secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo foi feita em 28 de janeiro. “O sucesso da economia precisa de ministros da Economia fortes. Já tivemos FHC, Henrique Meirelles, Paulo Guedes. Eles comandavam. Hoje existe uma dificuldade do ministro Haddad de comandar. Haddad não consegue se impor no governo. Um ministro da Economia fraco é sempre um péssimo indicativo”, disse, durante um painel da Laic (Latin America Investment Conference), em evento promovido pela UBS e UBS BB.

Na última 5ª feira (30.jan), Lula afirmou ter achado graça ao ver as críticas e afirmou que Haddad faz uma gestão extraordinária. “Acho que ele foi injusto com o companheiro Haddad no ministério da Fazenda. […] O Haddad deveria ser elogiado pelo Kassab, mas eu não vou pedir pra ele elogiar se ele não quer”, declarou Lula.



Autor Poder360 ·