Uma ocorrência envolvendo denúncia de violência doméstica resultou na apreensão de uma arma de fogo e na condução de um homem à Central Geral de Flagrantes, na tarde desta segunda-feira (13/4), no setor Mansões Paraíso, em Aparecida de Goiânia. A ação foi realizada pela Guarda Civil Municipal (GCM), por meio da equipe da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), com apoio do serviço de Inteligência e do Conselho Tutelar.
Segundo informações da corporação, a ocorrência teve início após o Conselho Tutelar receber uma carta escrita por uma adolescente de 16 anos, entregue na escola onde ela estuda. No relato, a jovem denunciava supostas agressões físicas e psicológicas praticadas pelo pai, além de informar que havia uma arma de fogo dentro da residência.
Diante da gravidade da denúncia, as equipes se deslocaram até o endereço indicado pela instituição de ensino. No local, os responsáveis não foram encontrados. Durante a averiguação, um vizinho informou aos agentes que havia apenas uma pessoa com necessidades especiais dentro do imóvel, em situação de vulnerabilidade.
De acordo com os guardas civis, diante do risco iminente, foi realizado o acesso ao interior da residência para verificação da situação. No imóvel, os agentes confirmaram a presença da pessoa vulnerável e localizaram, em um dos quartos, uma espingarda calibre .20 e munições calibre .357.
Após levantamento de informações, o pai da adolescente foi localizado em um estabelecimento comercial nas proximidades da casa.
Segundo os agentes, ele assumiu a posse da arma encontrada no imóvel e foi conduzido à Central Geral de Flagrantes para os procedimentos legais.
Tentativa de feminicídio
Também na noite desta segunda-feira (13/4), outra ocorrência atendida pela Guarda Civil Municipal resultou na prisão de um homem suspeito de tentativa de feminicídio nas proximidades de uma instituição de ensino superior na região da Vila Brasília.
Segundo o registro policial, a corporação foi acionada após denúncia de que o suspeito teria se dirigido ao local portando uma faca e tentado atacar a ex-companheira. Durante a ação, um amigo da vítima tentou intervir para impedir a agressão e acabou ferido nas mãos.
Após colher as informações no local e identificar o suspeito, os agentes se deslocaram até a residência dele, onde o homem foi localizado enquanto preparava malas, possivelmente para deixar o estado. No imóvel, foram encontrados a faca supostamente utilizada no ataque e um dispositivo de choque.

O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado à Central Geral de Flagrantes de Aparecida de Goiânia. As vítimas foram levadas para realização de exames periciais com apoio de outra equipe da corporação. O caso foi registrado como tentativa de feminicídio e lesão corporal dolosa.
De acordo com o comandante da GCM, a rápida atuação das equipes foi determinante para evitar consequências ainda mais graves nos casos.
Grupo é acusado de maus-tratos, caça ilegal e corrupção de menores; dano foi estimado em R$ 44.000
Os 6 homens acusados de agredir uma capivara com pedaços de pau e pedras na madrugada de 21 de março, no bairro Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio, foram denunciados à Justiça pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).
Isaías Melquiades Barros da Silva, José Renato Beserra da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues e Wagner da Silva Bernardo respondem por maus-tratos com emprego de crueldade, caça ilegal, corrupção de menores e associação criminosa.
Todos tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia realizada no fim de março.
Segundo o Ministério Público, os acusados “agiram de forma consciente e coordenada, com a participação de 2 adolescentes, ao cercar e atacar o animal com pedras e pedaços de madeira com pregos, utilizando método cruel”.
O espancamento causou “graves lesões, incluindo traumatismo craniano e lesão ocular severa”, conforme laudo veterinário anexado aos autos. A ação ocorreu sem autorização, configurando também caça ilegal de animal silvestre.
Os denunciados ainda filmaram as agressões e demonstraram comportamento de deboche durante o ataque. “Os envolvidos filmaram a ação e demonstraram comportamento de deboche enquanto o animal era submetido a intenso sofrimento”, afirmou o MP.
De acordo com a investigação, pedras arremessadas também atingiram veículos estacionados, causando danos ao patrimônio.
Após diligências da Polícia Civil, os suspeitos foram identificados e localizados e admitiram o crime no momento da prisão. Alegaram que pretendiam abater o animal para consumo.
A denúncia aponta ainda indícios de reiteração criminosa. Uma testemunha reconheceu um dos acusados como autor de agressões contra outra capivara poucos dias antes, no mesmo bairro.
Na área cível, o Ministério Público pediu a fixação de valor mínimo para reparação de danos ambientais, morais coletivos e materiais. O prejuízo foi estimado em R$ 44.632,57, segundo laudo técnico. Os recursos devem ser destinados a instituições de atendimento veterinário e recuperação animal, além do Fundo Estadual de Meio Ambiente.
Este texto foi originalmente publicado pela Agência Brasil, em 9 de abril de 2026, às 9h10. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.
Keeta diz que concorrente realiza “práticas anticompetitivas”; 99Food nega e afirma ter “compromisso com uma conduta ética”
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) abriu um inquérito administrativo depois de denúncia da Keeta contra a 99Food por suposta prática anticompetitiva.
Depois que o Cade concluir a investigação, o caso poderá ser arquivado ou levado à condenação, mas só depois do julgamento pelo tribunal do órgão antitruste.
A empresa chinesa de delivery Keeta adiou o início de sua operação na região metropolitana do Rio de Janeiro em fevereiro para focar em disputas judiciais contra suas concorrentes Ifood e 99Food.
Segundo a Keeta, a 99Food realiza práticas de abuso de posição dominante no mercado de “marketplaces” de delivery. Afirmou que a concorrente estaria proibindo restaurantes parceiros de firmar contratos com a Keeta por “incentivos financeiros”.
A chinesa declarou que a prática resultaria em “sério risco” de não conseguir estabelecer uma “rede suficiente” de restaurantes cadastrados para se estabelecer no mercado.
Em nota enviada ao Poder360, o CEO da Keeta, Tony Qiu, afirmou que cláusulas de exclusividade, especialmente as que proíbem estabelecimentos de trabalharem com novos os entrantes específicos, “colocam em risco a competição justa no Brasil” tanto no setor de delivery de comida quanto em toda a economia porque impede a livre concorrência.
“O segmento de delivery de comida necessita urgentemente de decisões que promovam o mercado aberto e tragam benefícios para todo o ecossistema, viabilizando o crescimento sustentável e a inovação. A Keeta acredita que os restaurantes devem ter a liberdade de diversificar seus canais de venda para crescer, os entregadores parceiros devem ter acesso a mais oportunidades de renda, e os consumidores devem se beneficiar de mais opções, preços mais baixos e melhores padrões de serviço”, declarou Qiu.
A 99Food afirmou em nota enviada ao Poder360 que “acolhe com naturalidade o interesse do Cade no acompanhamento do desenvolvimento sustentável” do mercado de delivery.
A companhia declarou que a atuação do Cade é “essencial” para assegurar “condições que permitam a efetiva atuação de novos players, como a 99Food, ampliando a concorrência e a diversidade de ofertas a consumidores, restaurantes e entregadores”.
“A 99Food reitera seu compromisso com uma conduta ética e pró-concorrência, bem como com a continuidade dos investimentos no setor, gerando maior demanda e rentabilidade para restaurantes, expandindo oportunidades de ganhos para entregadores e oferecendo aos consumidores conveniência e preços acessíveis —tudo isso contribuindo para um ambiente mais dinâmico, competitivo e equilibrado”, afirmou a empresa.
Recém-removido da Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia, o delegado e ex-deputado estadual Humberto Teófilo participou da sessão plenária da Câmara Municipal nesta quarta-feira (18/3). Na ocasião, ele fez um balanço dos meses em que comandou o plantão da Polícia Civil na cidade e falou sobre a nova função, agora na área administrativa da corporação.
A presença do delegado no plenário também marcou a aprovação, pelos vereadores, da concessão do título de Cidadão Aparecidense, por iniciativa do vereador Felipe Cortez (sem partido). Ao usar a tribuna, Teófilo afirmou que o Legislativo é a Casa que mais se aproxima da população e destacou que, assim como uma delegacia, a Câmara também recebe demandas cotidianas de quem busca solução para problemas imediatos.
Teófilo relatou que sua saída da Central ocorreu após questões administrativas e também por graves ameaças atribuídas a facções criminosas, como PCC e CV. Segundo ele, ao longo de pouco mais de três meses na unidade, o trabalho resultou em 72 prisões ligadas ao tráfico de drogas e a integrantes dessas organizações.
O delegado, que é pré-candidato ao Senado pelo partido Novo, lembrou ainda outras operações realizadas no período, entre elas a apreensão de toneladas de cafés adulterados e a desarticulação da chamada máfia dos pneus. Ele citou também a atuação integrada com a Prefeitura de Aparecida, lembrando um episódio em que pediu apoio da Vigilância Sanitária ao prefeito Leandro Vilela (MDB) e foi prontamente atendido.
Na avaliação do ex-titular da Central, a situação da segurança pública em Aparecida merece preocupação. Em seu discurso, ele disse que percorreu praticamente todos os bairros do município e que encontrou um cenário de forte avanço das facções criminosas.
“Eu andei em praticamente todos os bairros de Aparecida e posso dizer que fiquei muito preocupado sobre o quanto o PCC avançou em Aparecida. Inúmeros bairros estão tomados por facções criminosas”, afirmou Teófilo da tribuna da Câmara.
Durante a sessão, o vereador Dieyme Vasconcelos (PL) questionou a remoção do delegado da Central de Flagrantes para a área administrativa da Polícia Civil e disse que a saída dele representa uma perda para o município.
“O povo de Aparecida é que perde com a saída do delegado Humberto Teófilo. Quando você veio para Aparecida você demonstrou serviço no combate ao crime organizado na cidade. Todo mundo quer o delegado aqui. Por que o delegado Humberto Teófilo saiu de Aparecida?”, indagou o parlamentar.
A empresa Viraclick, localizada no setor Serra Dourada 3, em Aparecida de Goiânia, afirma enfrentar desde a última terça-feira (23) sucessivas quedas e oscilações no fornecimento de energia elétrica. Segundo a direção, a instabilidade tem provocado a interrupção das atividades, prejuízos operacionais e danos a equipamentos eletrônicos utilizados nos serviços.
De acordo com a empresa, o problema estaria relacionado a um conector da rede instalado no poste em frente ao imóvel. A falha técnica, ainda conforme relato, ocasiona variações constantes entre o fornecimento parcial e a interrupção total de energia, além de picos de alta tensão. Entre os prejuízos citados estão a queima de aparelhos e a perda de produtos acondicionados em geladeira e frigobar.
Desde o início da ocorrência, mais de dez protocolos teriam sido abertos junto à Equatorial Goiás. Equipes terceirizadas da concessionária chegaram a comparecer ao local, mas o defeito não foi sanado. Nesta sexta-feira (26/12), uma equipe própria da empresa de energia teria confirmado a falha no conector, porém o reparo não foi realizado, sob a justificativa de falta de material disponível para troca.
A direção da Viraclick afirma que a situação praticamente inviabiliza o funcionamento do negócio, que depende da estabilidade elétrica para operar. A empresa destaca que possui funcionários, equipamentos de alto valor agregado e compromissos financeiros que dependem do fluxo normal de atendimento.
A unidade está localizada na Rua Tanner de Melo, quadra 48, lote 17, no setor Serra Dourada 3, próximo ao Aparecida Shopping, área de intensa atividade comercial. A direção cobra providências imediatas e responsabilização pelos danos registrados.
Até a última atualização desta reportagem, a empresa relatava que o fornecimento permanecia instável e sem previsão de normalização definitiva. A reportagem entrou em contato com a Equatorial Goiás para posicionamento sobre o caso e aguarda retorno.
O presidente do Departamento de Trânsito de Goiás (Detran-GO), Delegado Waldir, alertou, nesta segunda-feira (11/8), sobre informações enganosas, segundo ele divulgadas pelo Governo federal, sobre a CNH Social, programa que promete carteira de habilitação gratuita para pessoas de baixa renda. A Lei Federal 15.153/2025, que entra em vigor em 12 de agosto, permite usar recursos de multas para custear a formação de condutores, mas o Detran-GO aponta limitações não mencionadas na divulgação oficial.
“O governo federal leva o usuário a concluir que é fácil obter a CNH gratuita, bastando ter o CadÚnico. Não menciona que o programa depende da disponibilidade de recursos, que pode não cobrir todas as etapas nem atender à demanda real”, criticou Waldir.
Ele destacou que o processo envolve custos com centros de formação, médicos e psicólogos credenciados, além de serviços públicos remunerados. Segundo Waldir o programa CNH Social do Governo de Goiás está parado devido à adesão do estado ao Regime de Recuperação Fiscal.
Estudos do Detran-GO indicam que a nova lei pode comprometer recursos atualmente usados em fiscalização e convênios com municípios.
“A lei, da forma como está, pode inviabilizar repasses em andamento, gerando sérios problemas operacionais”, afirmou o delegado, que também questionou a violação do pacto federativo.
“A União não pode interferir na gestão estadual dos recursos de multas. Isso é estelionato eleitoral, passível de investigação criminal”, frisa.
O Ministério das Mulheres afirma que o programa cobrirá todas as etapas da habilitação para beneficiários do CadÚnico com renda de até R$ 706 por pessoa. Porém, o Detran-GO ressalta que a execução depende da regulamentação estadual, com critérios ainda não definidos.
“Cabe aos Detrans decidir sobre a alocação dos recursos”, reconhece o governo federal, em contradição com sua própria divulgação inicial.
‘Estão induzindo os cidadãos ao erro’
A Associação Nacional dos Detrans (AND) solicitou esclarecimentos à Secretaria de Comunicação Social da Presidência sobre postagens que afirmam que os Detrans garantiriam gratuidade irrestrita na obtenção da CNH para cadastrados no CadÚnico.
“Quem regulamenta programas como a CNH Social são os Estados, através de legislações específicas que estabelecem critérios próprios”, afirmou o presidente do Detran-GO, Delegado Waldir.
Ele criticou a divulgação federal por criar expectativas irreais sobre a implementação nacional a partir de 12 de agosto.
Waldir apontou que a lei atual não prevê repasses federais necessários para custear o programa.
“A solução seria a União destinar parte dos valores de multas que recebe”, sugeriu, destacando que a falta de regulamentação sobre repasses municipais também inviabiliza a execução.
O presidente alertou que a “divulgação irresponsável” gerará demanda não atendida nos Detrans e frustração na população.
“Estão induzindo os cidadãos ao erro com informações falsas sobre a abrangência do programa”, concluiu.
Clécio Alves denuncia condições precárias em lixão de Caldas Novas, durante diligência da frente parlamentar
Lidiane 29 de julho de 2025
Mau cheiro, presença de urubus, lixo a céu aberto e trabalhadores em situação de extrema vulnerabilidade. Esse foi o cenário encontrado pelo coordenador da Frente Parlamentar pela Erradicação dos Lixões da Assembleia Legislativa, deputado Clécio Alves (Republicanos), em visita realizada ao lixão localizado na zona rural de Caldas Novas, a 170 quilômetros de Goiânia.
A diligência feita nesta terça-feira, 29, teve como objetivo verificar as operações do local e avaliar sua conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina a erradicação dos lixões e a destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos urbanos.
Segundo informações coletadas durante a visita, o local recebe cerca de 90 toneladas de lixo por dia e conta com 59 catadores de materiais recicláveis, todos atuando de forma informal. Embora alguns relatem ganhos maiores na informalidade, o ambiente insalubre, a ausência de direitos trabalhistas e a falta de infraestrutura expõem os trabalhadores a riscos à saúde e à segurança.
Clécio Alves classificou a situação como desumana. “É lamentável que, em pleno Século 21, ainda existam locais como esse. Nossa luta é para que cada município goiano encerre de vez seus lixões e adote políticas públicas que garantam dignidade e sustentabilidade”, declarou.
Na vistoria, o parlamentar conversou com trabalhadores como José Aparecido, que atua no local há mais de 20 anos. Apesar de preferir a informalidade pelos ganhos financeiros, ele descreveu uma rotina marcada por esforço físico extremo, transporte de materiais em carrinhos improvisados e ausência de qualquer tipo de assistência. “A gente precisa do dinheiro, é o que sustenta a família. Contudo, carregar tudo nas costas, sem poder nem entrar direito lá dentro, é muito difícil. Já perdi até material que valia muito dinheiro e ninguém resolveu nada”, relatou.
Givanilda do Nascimento, também catadora, expressou o desejo de trabalhar em condições mais seguras e com garantias legais. “Seria bom se a gente pudesse ter um espaço organizado, com segurança e direitos. O que a gente tira daqui é pra comer, mas todo dia é uma luta. Já perdi trabalho por causa de confusão aqui, fui reclamar e nada foi resolvido”, desabafou.
Contraponto
Clécio Alves fez um duro contraponto à realidade encontrada no local. Para o parlamentar, a existência de um lixão a céu aberto em uma das cidades turísticas mais importantes do estado revela um grave descaso com o meio ambiente, com a saúde pública e com a imagem do município.
“Caldas Novas é um cartão-postal de Goiás. Pessoas do mundo todo vêm para cá, para esse paraíso das águas quentes. E o que encontramos é um lixão a céu aberto, com urubus, todo tipo de lixo espalhado, contaminando o solo e o lençol freático. Isso não condiz com o status de uma cidade turística reconhecida mundialmente”, criticou.
Alves observou, ainda, que a situação poderia ser diferente se houvesse vontade política e planejamento adequado. “Lá em Rio Verde, por exemplo, já foi implantado um sistema de transbordo que dá destino correto ao lixo. Isso aqui também tem solução, mad é preciso compromisso e ação por parte da gestão municipal”, reforçou.
O parlamentar afirmou que, além do impacto ambiental, a falta de estrutura para os catadores também precisa ser enfrentada. “Esses trabalhadores precisam de dignidade. Precisam de carteira assinada, direitos trabalhistas, segurança no ambiente de trabalho. Não é justo que eles vivam expostos ao risco de contaminação, sem qualquer tipo de proteção ou respaldo legal”, enfatizou.
Segundo Clécio, a Frente Parlamentar pretende articular junto ao Ministério Público para cobrar medidas imediatas. “Estamos trabalhando para mudar essa realidade em todo o estado. Goiás não pode mais conviver com lixões. É possível avançar e nós vamos cobrar”, concluiu.
Frente Parlamentar já percorreu seis municípios goianos
A visita a Caldas Novas faz parte de uma série de fiscalizações realizadas pela Frente Parlamentar pela Erradicação dos Lixões, que já percorreu os municípios de Padre Bernardo, Formosa, Santo Antônio do Descoberto, Piracanjuba, Anápolis e Guapó. De acordo com Alves, apenas Guapó possui um aterro sanitário adequado. “As demais cidades visitadas apresentam lixões expostos, em completa desconformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos”, denunciou.
O grupo parlamentar pretende entregar um relatório ao Ministério Público e Governo de Goiás e à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, com recomendações para que medidas sejam adotadas o quanto antes.
Amauri Ribeiro questiona conselheiro da AGR durante sabatina na CCJ e denuncia favorecimento a empresas
Lidiane 12 de junho de 2025
Durante a reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), realizada nesta quinta-feira, 12, o deputado Amauri Ribeiro (UB), fez duras críticas à atuação do conselheiro Guy Brasil, sabatinado na ocasião para recondução ao cargo na Agência Goiana de Regulação (AGR). O parlamentar afirmou ter recebido denúncias graves sobre suposto favorecimento do conselheiro a empresas do setor de transporte intermunicipal.
Em sua fala, Amauri Ribeiro destacou avanços legislativos recentes, como a redução do tempo mínimo de operação exigido para que empresas participem de licitações no transporte intermunicipal. Segundo o deputado, o prazo anteriormente exigido era de 15 anos de experiência, o que inviabilizava a entrada de novas empresas no setor. “Reduzimos esse prazo para dois anos, uma conquista para quebrar o monopólio que existe há décadas”, disse.
O foco principal do pronunciamento, no entanto, foi a atuação do conselheiro Guy Brasil a quem Amauri atribuiu a responsabilidade por represar processos por mais de 300 dias, principalmente aqueles de pequenas empresas que buscam concorrer a novas linhas.
“Tenho denúncias gravíssimas de que o senhor favorece empresas gigantes. Recebi informações de que há processos de autuação parados há mais de 300 dias no seu gabinete”, afirmou o deputado, citando nominalmente a empresa Juarez Mendes como uma das supostamente beneficiadas.
O parlamentar também rebateu a afirmação de que a AGR “não tem presidente”. “Existe, sim, um presidente: o Dr. Wagner, com quem sempre dialoguei. Todas as decisões sobre a atuação dos taxistas e sobre as mudanças na legislação de concessões passaram por esse diálogo”, pontuou.
Para embasar suas denúncias, Amauri relatou que enviou ofício ao órgão de controle solicitando dados sobre a tramitação de processos na AGR, discriminados por conselheiro. “Todos os processos represados de pequenas empresas que buscam concessão de linhas estão no gabinete do senhor Gui. Já os processos de grandes empresas, como os de autuação, estão igualmente parados, o que levanta sérias dúvidas sobre imparcialidade”, denunciou.
Amauri Ribeiro encerrou sua fala reafirmando o compromisso com a transparência e prometendo aprofundar as investigações. “Vamos continuar acompanhando, com responsabilidade. São denúncias sérias e merecem apuração rigorosa”, finalizou.
Ex-presidente concedeu sua 1ª entrevista, do DF Star; disse que a previsão é ficar mais uma semana no hospital
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 70 anos, afirmou nesta 2ª feira (21.abr.2025) que a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra ele e outras 33 pessoas por tentativa de golpe de Estado é política e sem base técnica. A declaração foi feita durante entrevista ao jornalista Cesar Filho, exibida no SBT Brasil.
Esta foi a 1ª entrevista concedida desde que passou pela 7ª cirurgia por complicações da facada que sofreu em 2018. Bolsonaro está internado na UTI do hospital DF Star, em Brasília. Disse que a previsão é de ficar “no mínimo” mais uma semana internado.
Segundo o ex-presidente, as acusações não têm fundamento, pois ele estava nos Estados Unidos no 8 de Janeiro. “Como é que eu posso deteriorar um patrimônio se estava fora do Brasil?”, declarou. Para Bolsonaro, a acusação de tentativa de golpe “é uma brincadeira”.
“Golpe de Estado sem liderança, sem tropa, sem armas, num domingo, sem o respectivo presidente para você destituir naquele momento. Então, não tem cabimento esse tipo de acusação contra mim ou contra quem quer que seja que está nesse processo”, disse.
O STF (Supremo Tribunal Federal) aceitou em 26 de março, por unanimidade, a denúncia contra Bolsonaro e outros 7 acusados. Com a decisão, o ex-presidente se tornou réu, e a Corte abriu uma ação penal que pode resultar em condenação de até 43 anos de prisão.
Além da crítica à denúncia, Bolsonaro respondeu a outras questões relacionadas ao processo que julgará se o ex-presidente é culpado pela tentativa de golpe. Ele também falou sobre justiça eleitoral e sobre a morte do papa. Leia o que Bolsonaro disse:
- prisão – Bolsonaro negou temer uma possível prisão. Disse que os processos contra ele são “intermináveis” e criticou os inquéritos conduzidos pelo STF. “Eu não tenho preocupação nenhuma, zero. Agora vou falar: é um processo conduzido desde o começo, com inquéritos intermináveis, que duram 6 anos. O Supremo vai focar na minuta do golpe e também naquele plano de assassinar autoridades, que seria o plano do punhal verde e amarelo”;
- minuta do golpe – “Chamam de minuta do golpe, né? Minuta do golpe, segundo eles, está em cima de um dispositivo funcional, estado de defesa. Quando acabaram as eleições, nós peticionamos ao Tribunal Superior Eleitoral sobre algumas inconsistências que havíamos notado. […] No dia seguinte, o presidente do TSE, o sr. Alexandre de Moraes, mandou arquivar e nos aplicou uma multa de 22 milhões de reais. Eu duvido que um só advogado diga que seu cliente foi multado por ter peticionado ao juiz. O único multado foi o nosso partido”;
- Justiça Eleitoral – “A Justiça Eleitoral muda rapidamente o seu perfil. Lá são mandatos passageiros, né? Muda muito rapidamente”;
- papa Francisco – “Lamento a morte, como lamento a morte de qualquer pessoa pelo Brasil — qualquer pessoa, não, né? Grande parte das pessoas pelo Brasil afora. Mas é um momento lamentável, e eu quero, obviamente, que a fumaça branca apareça novamente o mais rápido possível no Vaticano”.
A manifestação é para que o Supremo receba a denúncia contra os 8 acusados de disseminar “fake news” como parte da tentativa de golpe
A PGR (Procuradoria Geral da República) pediu nesta 6ª feira (21.mar.2025) que o STF (Supremo Tribunal Federal) receba a denúncia contra o grupo acusado de gerenciar operações de “desinformação” na tentativa golpe de Estado depois da derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.
De acordo com a denúncia, eles teriam atuado para disseminar informações falsas e ataques virtuais, com o objetivo de desacreditar o sistema eleitoral, criar teorias conspiratórias e fomentar a polarização da sociedade. Eis a íntegra da manifestação (PDF – 914 kB).
Eis abaixo quem integra o grupo:
- Ailton Gonçalves Moraes Barros;
- Angelo Martins Denicoli;
- Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho;
- Reginaldo Vieira de Abreu;
- Carlos Cesar Moretzsohn Rocha;
- Giancarlo Gomes Rodrigues;
- Marcelo Araújo Bormevet;
- Guilherme Marques Almeida.
Os crimes imputados foram os de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Esta é a 4ª e última manifestação da PGR em relação às defesas prévias dos acusados por golpe. Ao todo, a PGR denunciou 34 pessoas em 18 de fevereiro de 2025, dentre elas, Bolsonaro.
Além de uma tentativa de golpe, as operações da organização, segundo a procuradoria, envolviam a prisão e assassinato do ministro do STF Alexandre de Moraes e as mortes de Lula e de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB).
PRÓXIMOS PASSOS
Agora, o relator, Alexandre de Moraes, deve liberar o julgamento. Depois da liberação, o presidente da 1ª Turma, Cristiano Zanin, marcará as sessões do colegiado para avaliar o recebimento da denúncia.
Zanin está marcando 3 sessões de julgamento. Duas extraordinárias nas manhãs de 3ª e 4ª feira e uma no horário regular de encontro do colegiado, às 14h de 3ª feira.
Três julgamentos já têm data. Serão ouvidas as defesas, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e os ministros que também compõem a turma: Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia.
Ao final dos votos e das sessões, os acusados podem se tornar réus em uma ação penal na Corte.
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