5 de junho de 2026
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Durante vistoria técnica realizada na manhã desta sexta-feira (10/4) na Unidade Básica de Saúde (UBS) Anhambi, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela, denunciou indícios de atos de sabotagem em estruturas da rede municipal de saúde e determinou a realização de uma força-tarefa para manutenção e reparos em todas as unidades administradas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

De acordo com o gestor, foram identificadas situações consideradas suspeitas em outras unidades da rede, que apontam para possíveis atos de vandalismo com o objetivo de provocar danos estruturais. Entre os casos citados estão a inserção de objetos em tubulações da maternidade municipal e da UBS Riviera, o que teria provocado alagamentos nas instalações.

“Identificamos situações absurdas: pessoas mal-intencionadas sabotaram unidades ao inserir uma pedra e um balde em tubulações da Maternidade e da UBS Riviera para provocar alagamentos. São ações criminosas que já estão sendo investigadas e serão punidas com rigor”, afirmou.

“Não vamos tolerar crimes contra profissionais que salvam vidas nem contra o patrimônio público”, declarou.

Diante das constatações, o prefeito determinou que equipes de engenharia e manutenção da Secretaria Municipal de Saúde realizem uma varredura completa em todos os prédios da rede. O objetivo é identificar possíveis problemas estruturais, reparar danos existentes e garantir condições adequadas de funcionamento das unidades.

Engenheiros e equipes técnicas da pasta acompanharam a inspeção

A visita contou com a presença do secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães; do secretário de Desenvolvimento Urbano, Wagner Siqueira; do secretário executivo da SDU, Antônio Neto; além dos vereadores Rogério Almeida, Rosinaldo Boy e Professor Clusemar. Engenheiros e equipes técnicas da pasta também acompanharam a inspeção.

A UBS Anhambi realiza, em média, cerca de quatro mil atendimentos por mês e conta com três equipes completas da Estratégia Saúde da Família (ESF), responsáveis pela atenção básica a moradores da região. Durante a vistoria, o prefeito destacou a importância do trabalho desenvolvido pelos profissionais da rede municipal e reforçou o compromisso da gestão com a valorização dos servidores.

“Eu defendo nosso time e não vou aceitar que tentem desqualificar ou desestabilizar nossos colaboradores, que são competentes e comprometidos. Cobro muito, sobretudo dos gestores das unidades, que precisam ser atentos e proativos, mas também reconheço o esforço da maioria, que é dedicada”, afirmou.

Força-tarefa de manutenção deve percorrer todas as unidades da rede municipal

Ao verificar o funcionamento da farmácia da unidade, o prefeito também ressaltou a importância de manter o abastecimento regular de medicamentos e de promover melhorias contínuas nos serviços oferecidos à população.

“Nossa Saúde Municipal é uma das melhores do País. Temos problemas e desafios, como qualquer sistema, mas temos responsabilidade para reconhecer e seguir aprimorando. Aparecida possui a quarta melhor gestão público-hospitalar do Brasil, com o HMAP, gerido pelo Einstein”, disse.

A Prefeitura informou que a força-tarefa de manutenção deve percorrer todas as unidades da rede municipal nos próximos dias, com o objetivo de prevenir novos danos, garantir a integridade das estruturas e assegurar a continuidade dos atendimentos prestados à população.

Autor Rogério Luiz Abreu


A Polícia Civil de Goiás e a Vigilância Sanitária constataram diversas irregularidades em uma instituição para idosos durante fiscalização realizada nesta quarta-feira (5/11). A ação ocorreu na Instituição de Longa Permanência Amar Mais Lar para Idosos Ltda., localizada no Setor Campinas, em Goiânia, e foi conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento à Pessoa Idosa (Deapd) em conjunto com auditores municipais.

Segundo o delegado Alexandre Bruno, existia uma notícia de que no estabelecimento os idosos passavam por situações de maus-tratos e cárcere privado e o ambiente em que conviviam era insalubre.

“Diligenciamos até o local e constatamos a prática de todos esses crimes. A Vigilância Sanitária deu prazo de cinco dias para que ajustassem as questões sanitárias e a Polícia Civil cuida da questão criminal relacionada a essas práticas deletivas”, explica.

Durante a inspeção, foram constatadas várias irregularidades no estabelecimento, conhecido como “Metamorfose” ou “Projeto Metamorfose”. Entre os problemas identificados estavam falta de higiene e limpeza adequadas nos ambientes internos.

Também foi verificada a presença de insetos, incluindo baratas. Havia ainda focos propícios à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

A acomodação dos idosos foi considerada inadequada. Os quartos estavam superlotados e com ventilação insuficiente.

No momento da visita, faltava equipe técnica qualificada para atender idosos dependentes e acamados. A documentação referente ao funcionamento e gestão da instituição também estava irregular.

Foram apontadas, ainda, inadequações estruturais e ausência de medidas de segurança. Faltavam barras de apoio, sinalização, acessibilidade e condições sanitárias compatíveis com as exigências legais.

“Ressalta-se que, em 21 de outubro de 2025, a Vigilância Sanitária já havia realizado vistoria no estabelecimento. Na ocasião, foi emitido o Termo de Intimação nº 671571, que listou diversas inconformidades e concedeu prazo até 22 de novembro de 2025 para a regularização”, informou a Polícia Civil.

Diante da persistência de situações que podem caracterizar maus-tratos e risco à saúde, os proprietários foram conduzidos à Delegacia do Idoso. Lá, prestaram declarações e foram orientados sobre a continuidade das investigações.

Segundo o delegado Alexandre Bruno, a Polícia Civil prossegue nas investigações no sentido de localizar os parentes das vítimas para que ela ssejam realocadas em outra instituição ou que fiquem com a própria família. Nova vistoria será realizada ao final do prazo de regularização para verificar se as correções foram cumpridas.

Autor Manoel Messias Rodrigues