11 de junho de 2026
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Por iniciativa do deputado Antônio Gomide (PT), a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) realizará, na noite desta terça-feira, 9, sessão solene em celebração aos 70 anos do Hospital Araújo Jorge – Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG). O encontro, previsto para as 19 horas, terá local no Plenário Iris Rezende e oportunizará a concessão do Certificado do Mérito Legislativo.

Fundada em 1956 pelo médico Alberto Augusto de Araújo Jorge, a ACCG atua na assistência a pacientes com câncer em Goiás. Atualmente, o Hospital de Câncer Araújo Jorge atende pacientes dos 246 municípios goianos e responde por cerca de 70% dos atendimentos oncológicos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado, além de receber pacientes de outras unidades da federação.

Como instituição filantrópica privada, o hospital realiza mais de um milhão de procedimentos por ano, entre consultas, internações, cirurgias, aplicações de quimioterapia e sessões de radioterapia. A atuação da entidade também inclui ações voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce da doença.

Antônio Gomide ressalta que a ACCG realiza mais de um milhão de procedimentos por ano, entre consultas, internações, cirurgias, aplicações de quimioterapia e sessões de radioterapia, beneficiando cerca de 80 mil pessoas. A instituição também é a única a oferecer atendimento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes com câncer em Goiás, acompanhando aproximadamente 500 pacientes por mês.

A sessão contará com a presença de representantes da instituição, em Goiânia, e da unidade oncológica de Anápolis, além de autoridades, profissionais da saúde, voluntários e convidados. A homenagem enaltece a trajetória da instituição e sua contribuição para o fortalecimento da assistência oncológica no Estado.

Assim, é um reconhecimento à atuação da entidade em benefícios e cuidados com a população goiana e brasileira. O evento terá transmissão ao vivo pelo canal da Alego no Youtube e no app Deputado Aqui.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Decisão afeta medicamento oncológico Halaven e maleato de enalapril por desvios de qualidade nas formulações

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu a comercialização de 2 medicamentos no Brasil. Um deles é usado no tratamento de câncer de mama. O outro é indicado para controle de hipertensão e insuficiência cardíaca. Eis a íntegra (PDF – 186 kB).

Um dos medicamentos afetados é o Halaven (mesilato de eribulina) – 0,5 mg/ml sol inj ct fa vd trans x 2 ml, da farmacêutica United Medical Ltda, usado em tratamento oncológico. A suspensão também atinge o maleato de enalapril – 20 mg com ct bl al plas trans x 500 (emb hosp), da Hipolabor Farmacêutica Ltda.

A empresa comunicou o recolhimento voluntário do lote 148386 do Halaven por desvio de qualidade no produto. O teor do princípio ativo está abaixo da especificação aprovada pela Anvisa.

O maleato de enalapril, da Hipolabor Farmacêutica Ltda, apresenta erro nas embalagens, que indicam “10 mg” na descrição de composição quando deveria ser “20 mg”.

Eis os 9 lotes do maleato de enalapril suspensos pela Anvisa:

  • 0062/26M;
  • 0063/26M;
  • 0064/26M;
  • 0088/26M;
  • 0089/26M;
  • 0358/26M;
  • 0415/26M;
  • 0506/26M;
  • 0507/26M.

Pacientes que possuem os medicamentos suspensos devem interromper o uso imediatamente, informou a Anvisa. A orientação é procurar médico, farmacêutico ou outro responsável pelo tratamento. O contato com o SAC das fabricantes também é recomendado.

OUTRAS PROIBIÇÕES

A Anvisa suspendeu também o lote 8891 de 2025 da Água para Infusão sol infus IV cx 35 bols pvc sist, da Indústria Farmacêutica S/A. O Instituto Adolfo Lutz emitiu laudo com resultado insatisfatório em inspeção de qualidade. A medida prevê o recolhimento do lote. A venda, a distribuição e o uso estão proibidos.

A agência determinou a apreensão de todos os lotes do medicamento cápsulas de óleo de pequi. O produto é fabricado pela R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. O medicamento não tem registro, notificação ou cadastro na Anvisa. A fabricante não possui autorização de funcionamento. A comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso estão proibidos.

O Poder360 procurou a R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da suspensão da Anvisa. Foram realizadas ligações telefônicas para a empresa. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

O Poder360 também tentou entrar em contato com a Hipolabor Farmacêutica Ltda e a Indústria Farmacêutica S/A, mas não teve sucesso em encontrar um telefone ou e-mail válido para informar sobre o conteúdo desta reportagem. Este jornal digital seguirá tentando fazer contato e este texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada.



Autor Poder360 ·


Por iniciativa do deputado Gustavo Sebba (PSDB), a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) realizou, na noite dessa sexta-feira, 15, sessão solene em homenagem a mulheres e mães na luta contra o câncer, com entrega do Certificado do Mérito Legislativo.

Além de Sebba na presidência, compuseram a mesa a presidente e a vice-presidente do PSDB Mulher Goiás, Rebeca Romero e Bruna Cadija, respectivamente; a supervisora do Hospital Araújo Jorge de Anápolis, Alessandra Alves de Lima; e a farmacêutica Ana Marília Pires da Silva.

O deputado enalteceu a fé e a resiliência de Rebeca em sua jornada rumo à cura. O parlamentar, que preside a Comissão de Saúde da Casa de Leis, propôs uma ampliação ao tema da noite sugerido por Rebeca. Segundo ele, o lema “Cicatrizes Revelam Vitórias” deveria ser lido também como “Cicatrizes Revelam Lutas e Vitórias”, definindo a marca física como a prova incontestável de batalhas enfrentadas na solidão de noites de medo e de lágrimas escondidas dos filhos. Em alusão ao Mês das Mães, Sebba ressaltou a força das mulheres que, mesmo debilitadas pelo tratamento, mantêm-se como o esteio emocional e protetor de suas famílias.

Motivação

Gustavo Sebba compartilhou uma vertente íntima de sua motivação ao revelar que a causa lhe toca pessoalmente, pois já perdeu um irmão para o câncer e enfrenta o diagnóstico da própria mãe há um ano. Ele confessou que aquele foi o período em que sentiu o maior medo de sua vida, celebrando o fato de que hoje ela também faz parte do grupo de vencedoras.

O legislador deu sua perspectiva como médico para lembrar o peso psicológico e os estigmas que a palavra “câncer” carrega, reforçando que nenhuma paciente deveria ser obrigada a enfrentar essa luta sem uma rede de apoio sólida e humanizada.

Ele cobrou uma postura mais ativa do Estado, afirmando que a obrigação do poder público deve ir muito além do discurso formal. E criticou os gargalos do sistema de saúde, como filas intermináveis e a escassez de transporte para pacientes do interior que necessitam viajar até Goiânia ou a Barretos, no Estado de São Paulo, em busca de atendimento.

O presidente fez uma homenagem direta aos familiares de Rebeca Romero e elogiou sua capacidade de converter o sofrimento pessoal em ação política. Segundo o deputado, o evento cumpre o papel essencial de alertar a sociedade e as autoridades para a urgência de um serviço público que ofereça dignidade, celeridade e respeito a quem luta pela vida.

Acolhimento

A supervisora do Araújo Jorge, Alessandra Alves de Lima, expressou sua gratidão pela sensibilidade de Rebeca Romero em idealizar o tributo, destacando que, em seus 18 anos de atuação na Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG), poucas vezes viu uma iniciativa tão significativa.

Alessandra Lima ressaltou sua empatia e acolhimento e relembrou o início da parceria com Rebeca no Outubro Rosa de 2024. Ela compartilhou sua própria vivência familiar recente com a doença e relatou o diagnóstico de câncer de reto de sua irmã de 41 anos, mãe de uma menina de 10, detalhando a caminhada de superação que envolveu sessões de radioterapia, quimioterapia e cirurgia no Hospital Araújo Jorge.

A gestora hospitalar ressaltou o aprendizado diário que tem ao conviver com as pacientes e reconheceu a dor e as incertezas, especialmente maternas, que acompanham o tratamento.

Lima prestou emocionante reverência tanto às mulheres que venceram a batalha quanto àquelas que partiram ao longo do caminho, reafirmando o compromisso de continuar trabalhando em prol da causa. “Saiba que cada uma de vocês é especial para nós. E, ao fazer o nosso trabalho em prol de vocês, eu falo que vocês nos ensinam cada dia mais. Vocês são vencedoras e merecedoras dessa homenagem”, concluiu.

Juntas

A farmacêutica Ana Marília Pires da Silva contou sua batalha contra o câncer de mama em estágio avançado, diagnosticado em 2024. Tratou-se em Anápolis ao mesmo tempo em que Rebeca fazia o tratamento em Goiânia. Celebrou a cura de ambas e classificou a solenidade como momento de gratidão e vitória sobre os dias árduos do tratamento.

Ao destacar que a trajetória contra o câncer é marcada por desafios que exigem fé e resiliência, a profissional ressaltou o valor do aprendizado mútuo entre as pacientes, que compartilham histórias únicas de superação.

Ela encerrou seu discurso enaltecendo a força das mulheres presentes e agradecendo ao deputado Gustavo Sebba e à Rebeca Romero pela homenagem expressiva. “Sabemos que não é fácil, mas nós somos capazes e Deus coloca pessoas que vão nos ajudando. Agradeço em nome de todas as homenageadas aqui”, finalizou.

Reflexão

Rebeca Romero fez discurso emocionado e falou da homenagem, intitulada por ela como “As Cicatrizes Revelam Vitórias”. Ela informou que a ideia do evento nasceu em um momento de reflexão pessoal, ao observar o crescimento de seus cabelos e a marca deixada pelo tratamento em seu corpo.

A líder partidária saudou a diversidade e a força das mulheres presentes, vindas de diferentes realidades e estágios da doença — desde aquelas que ainda enfrentam o tratamento até as que celebram a remissão. Ela enalteceu a coragem das mães e mulheres que superaram dores, limitações e o cansaço do transporte público para comparecer à solenidade, vencendo inclusive a vergonha pelas mudanças físicas provocadas pelo câncer.

Segundo ela, a experiência pessoal com a enfermidade trouxe o entendimento de que sua cura não poderia ser vivida de forma isolada, mas sim como o combustível para criar uma verdadeira rede de apoio mútuo.

Rebeca conclamou as homenageadas a transformarem suas histórias em um legado de inspiração para que outras pacientes não desistam da caminhada. Ela enfatizou que a sessão solene na Assembleia Legislativa representa o ponto de partida para uma mobilização ainda maior de representatividade e união feminina.

“Esta homenagem é apenas o começo de tudo o que está por vir. O começo da força que podemos construir juntas, em uma só voz e direção, buscando direitos, dignidade, acesso e vida. Eu não quero apenas sobreviver; eu quero deixar um legado”, concluiu.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) fará duas sessões solenes nesta sexta-feira, 15 de maio, no Plenário Iris Rezende. As solenidades vão reunir autoridades, convidados e homenageados de diferentes áreas de atuação, como do mercado imobiliário. Mães que enfrentam o câncer também serão honradas pela Alego.

A primeira solenidade ocorrerá às 9 horas, sob a presidência de Talles Barreto (UB). Na ocasião, representantes de diversos segmentos da sociedade serão agraciados com o Certificado de Mérito Legislativo, honraria concedida pela Alego em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à população goiana e à contribuição para o desenvolvimento do Estado.

O legislador do União Brasil também renderá tributo a corretores de imóveis no plenário do Palácio Maguito Vilela, sede da Casa de Leis, às 15 horas.

Já no período da noite, às 19 horas, o deputado Gustavo Sebba (PSDB) comandará uma sessão solene especial dedicadas às mulheres e mães que enfrentam a luta contra o câncer. O evento tem como objetivo reconhecer a coragem, a resiliência e a força demonstradas pelas homenageadas durante o tratamento da doença, além de destacar a importância do acolhimento, da conscientização e do apoio às pacientes e suas famílias.

A cerimônia também deve reunir profissionais da saúde, familiares, representantes de entidades ligadas ao combate ao câncer e convidados, em um momento marcado por reconhecimento, emoção e valorização das histórias de superação.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O deputado Dr. George Morais (MDB) apresentou o projeto de lei nº 6065/26, com o qual pretende que seja instituído o programa “Todo Dia é Rosa”, para promover a conscientização, a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama no Estado. A matéria será encaminhada para votação preliminar pelo Plenário da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego).

A iniciativa prevê a realização de ações educativas, caminhadas e mobilizações comunitárias, com foco no incentivo ao autocuidado e na ampliação do acesso à informação sobre a saúde da mulher.

De acordo com o texto, o programa busca reforçar que a prevenção deve ser contínua, indo além de campanhas sazonais. A proposta também incentiva hábitos saudáveis e recomenda a prática de atividade física como instrumento de promoção da saúde e qualidade de vida.

Na justificativa, o parlamentar destaca que o câncer de mama está entre as doenças que mais demandam atenção, informação e diagnóstico precoce, sendo fundamental o fortalecimento de políticas públicas voltadas à conscientização.

A medida também busca a mobilização da sociedade, com ações que envolvam diferentes setores, ampliando o alcance das informações e incentivando uma cultura permanente de prevenção.

Morais ressalta, ainda, que a iniciativa pode contribuir para salvar vidas e promover mais qualidade de vida para as mulheres goianas.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


No Dia Mundial da Prevenção, especialistas destacam importância de exames para detectar lesões pré-cancerígenas

O HSPE (Hospital do Servidor Público Estadual) de São Paulo reforça estratégias de prevenção contra o câncer de colo de útero. A iniciativa foi realizada na 5ª feira (26.mar.2026), data em que se celebra o Dia Mundial da Prevenção do Câncer de Colo de Útero. Profissionais do Serviço de Ginecologia da unidade destacam a importância dos exames preventivos para detectar lesões pré-cancerígenas em mulheres.

O câncer de colo de útero (CCU) é o 3º entre os tipos de câncer mais incidentes em mulheres, no Brasil, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer). A doença, também conhecida como câncer cervical, surge a partir de alterações celulares no colo do útero.

Infecções pelo HPV (papilomavírus humano) provocam o surgimento da doença. Os subtipos HPV-16 e HPV-18 são responsáveis por aproximadamente 70% dos casos. A prevenção pode ser feita por meio da vacinação contra o HPV e da realização de exames preventivos como o teste de detecção da presença do vírus HPV oncogênico e o papanicolau (exame citopatológico).

Mulheres de 25 anos a 64 anos que já iniciaram a vida sexual devem realizar exames preventivos. A princípio, o exame deve ser feito anualmente. Depois de 2 exames regulares consecutivos, o intervalo passa a ser de 3 anos.

EXAME PREVENTIVO 

O ginecologista do HSPE, Dr. Ilzo Vianna Júnior, explica que o exame citopatológico permite identificar lesões precursoras anos antes de se tornar um câncer invasivo. “Os exames preventivos, como o DNA HPV e o papanicolau, são instrumentos importantes na detecção de lesões pré-câncer. Quando identificadas e tratadas, evitam a progressão para quadros mais graves”, afirma.

As lesões pré-cancerígenas são assintomáticas e evoluem de forma lenta, podendo levar de 10 a 20 anos para se transformar em um tumor. A realização dos exames preventivos com regularidade permite detectar células anormais no início das alterações. “Quando o câncer de colo uterino é diagnosticado no início, as chances de cura são maiores. Já o diagnóstico tardio, em geral, é causado pela não realização do teste”, declara o especialista.

RELATO DE PACIENTE 

Zilda Peretta, de 53 anos, procurou pelo Serviço de Ginecologia do HSPE em 2021 depois de receber o diagnóstico de câncer de colo de útero. “Eu sempre fiz o exame papanicolau, por isso o câncer foi descoberto bem no início. Quando recebi o diagnóstico, eu fiquei sem acreditar. Não tive nenhum sintoma, nenhuma queixa, nenhuma dor. Liguei na segunda-feira e na sexta-feira já estava passando por consulta. Foram pedidos mais exames para confirmar o diagnóstico e depois marcaram a cirurgia”, relata.

A paciente foi submetida a uma conização do colo do útero em 2021. Esse procedimento ginecológico remove um fragmento em formato de cone da região cervical para a realização de uma biópsia. Os resultados indicaram que o câncer havia se espalhado no órgão. Foi necessária uma 2ª intervenção só 1 mês depois: a histerectomia total (retirada do útero).

O sucesso da operação, realizada em junho daquele ano, dispensou a necessidade de tratamentos agressivos, como quimioterapia ou radioterapia. Hoje, ela mantém o acompanhamento semestral. “O exame papanicolau, que sempre realizei anualmente, foi fundamental para que o câncer tenha sido detectado bem no início. Fiquei surpresa pela rapidez e a forma como fui acolhida no HSPE com profissionais comprometidos com a minha recuperação”, afirma.


Este texto foi publicado originalmente pela Agência São Paulo e adaptado para publicação pelo Poder360.



Autor Poder360 ·


O deputado Virmondes Cruvinel (UB) propõe, por meio do projeto de lei nº 31303/25, a instituição do aplicativo “Rosa Conecta”, no Estado de Goiás, destinado ao acompanhamento digital integrado de pacientes com suspeita ou diagnóstico de neoplasia maligna da mama.

A proposta tem como objetivo fortalecer a rede de atenção à saúde, garantindo mais agilidade, organização e transparência em todas as etapas do cuidado.

De acordo com o texto, o aplicativo permitirá o monitoramento completo do percurso da paciente, desde a primeira suspeita até o diagnóstico final e o início do tratamento. A plataforma deverá reunir informações essenciais, como agendamentos de consultas e exames, histórico clínico, tempo de espera entre atendimentos e alertas sobre pendências ou atrasos no fluxo assistencial.

O Rosa Conecta também pretende oferecer orientações de saúde, lembretes personalizados, acesso a resultados e integração com profissionais e unidades da rede pública, facilitando a comunicação entre equipes e melhorando a coordenação do tratamento. A iniciativa busca reduzir desigualdades, evitar perdas de exames, diminuir atrasos e aumentar as taxas de diagnóstico precoce, considerado o principal fator para ampliar as chances de cura.

Na justificativa do projeto, o parlamentar ressalta que a jornada da mulher com suspeita de câncer de mama ainda é marcada por dificuldades, especialmente na marcação de exames e na continuidade do acompanhamento. A criação do aplicativo é apresentada como uma ferramenta moderna e estratégica para garantir que nenhuma paciente fique sem retorno ou acompanhamento adequado.

“O aplicativo proposto não substitui o contato humano nem a relação terapêutica entre profissional e paciente. Ao contrário, a tecnologia atua como facilitadora, liberando tempo dos profissionais para atividades de maior valor clínico, reduzindo tarefas burocráticas e administrativas e permitindo que o foco seja direcionado para o cuidado direto e humanizado. A tecnologia deve estar a serviço das pessoas e dos valores fundamentais do Sistema Único de Saúde: universalidade, integralidade e equidade”, afirma Virmondes.

Se aprovado, o Rosa Conecta será implementado pela Secretaria de Estado da Saúde e deverá ser disponibilizado de forma gratuita para toda a população goiana. A matéria foi encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) para análise e será distribuida à relatoria na sessão ordinária prevista para esta quinta-feira, 19. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) realizará, nesta terça-feira, 26 de agosto, duas sessões solenes no Plenário Iris Rezende. Profissionais da educação e da saúde serão reconhecidos por sua atuação em Goiás.

A primeira homenagem terá início às 9 horas, por iniciativa da deputada estadual Bia de Lima (PT) e será dedicada ao Dia Nacional dos Profissionais da Educação, celebrado anualmente em 6 de agosto. Na ocasião, os profissionais receberão o Certificado do Mérito Legislativo e a Medalha Pedro Ludovico. No total, 83 trabalhadores terão os seus serviços reconhecidos pela parlamentar. 

Há tempos, a parlamentar cobra valorização para os profissionais administrativos em suas diversas esferas em Goiás. Segundo ela, a educação só é possível pelo trabalho executado por esses trabalhadores, que são essenciais para o bom funcionamento das escolas. 

Na ocasião, serão entregues Medalhas de Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira a Bruno Tomás de Aquino, professor do Colégio Estadual Dom Emanuel, e para a funcionária pública Rita Maria Maranduba. Além disso, os demais profissionais homenageados receberão Certificados do Mérito Legislativo.

No período noturno, a partir das 19 horas, o Plenário também será palco de um tributo especial, por iniciativa do deputado Amauri Ribeiro (UB). Será dedicado ao reconhecimento da luta contra o câncer e sublinhará a importância de profissionais, instituições e indivíduos que contribuem para essa causa vital. Os nomes indicados por Ribeiro receberão Certificados do Mérito Legislativo.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Faixa etária concentrou 22% das mortes pela doença de 2018 a 2023, segundo o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem

Dados do Painel Oncologia Brasil, analisados pelo CBR (Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem), indicam que mais de 108 mil mulheres com menos de 50 anos foram diagnosticadas com câncer de mama no Brasil de 2018 a 2023 –uma média de uma em cada 3 mulheres diagnosticadas com a doença.

Para a entidade, os números reforçam a importância de ampliar o rastreamento do câncer de mama por meio da realização de mamografia em mulheres abaixo dos 50 anos e acima dos 70 anos, faixas etárias que não estão incluídas na recomendação padrão de exames preventivos no SUS (Sistema Único de Saúde).

Detalhamento

O levantamento mostra que, de janeiro de 2018 a dezembro de 2023, o Brasil registrou mais de 319 mil diagnósticos de câncer de mama, sendo 157,4 mil em mulheres de 50 a 69 anos, faixa etária atualmente recomendada para o rastreamento.

Entre mulheres com 40 a 49 anos, foram registrados 71.204 casos de câncer de mama, enquanto 19.576 mulheres de 35 a 39 anos também receberam o diagnóstico da doença. Juntas, ambas as ocorrências representam 33% do total de casos diagnosticados no período.

Já entre mulheres acima de 70 anos, foram identificados 53.240 casos de câncer de mama.

Mais casos

O CBR alerta para o crescimento do total de casos de câncer de mama no país. Em 2018, foram registrados 40.953 diagnósticos, contra 65.283 em 2023 –aumento de 59% em 6 anos.

São Paulo lidera os diagnósticos em números absolutos, com 22.014 casos no período observado, seguido por Minas Gerais (11.941 casos), Paraná (8.381 casos), Rio Grande do Sul (8.334 casos) e Bahia (7.309 casos).

Na faixa etária de 50 a 69 anos, atualmente contemplada pelo rastreamento prioritário, São Paulo também apresenta o maior número de casos (36.452), seguido por Minas Gerais (18.489 casos), Rio de Janeiro (13.658 casos), Rio Grande do Sul (13.451 casos) e Paraná (10.766 casos).

Mortes

O levantamento afirma que houve 173.690 mortes por câncer de mama no país de 2018 a 2023. O número passou de 14.622 em 2014 para 20.165 em 2023 –aumento de 38% nesse período.

“Embora tenha ocorrido redução nos óbitos entre 2020 e 2021, especialmente em algumas faixas etárias, os números voltaram a crescer em 2022 e 2023, possivelmente devido ao impacto da pandemia, que prejudicou o acesso ao diagnóstico e tratamento adequados”, diz o CBR.

“A interrupção do rastreamento durante esse período gerou um efeito acumulado, contribuindo para o aumento da mortalidade”, completa a entidade.

Os números também mostram que 38.793 mulheres com menos de 50 anos morreram de câncer de mama, o que corresponde a 22% do total de óbitos no período. Entre as mulheres acima de 70 anos, foram registradas 56.193 mortes (32% do total).

O rastreamento precoce, de acordo com o CBR e com base em relatos de especialistas, pode reduzir em até 30% a mortalidade por câncer de mama. “Isso significa que metade das vidas perdidas para a doença poderia ser salva com um diagnóstico no momento certo”, declara a entidade.


Com informações da Agência Brasil.



Autor Poder360 ·


O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), esteve no Complexo Oncológico de Referência do Estado (Cora) nesta segunda-feira (9/6) para recepcionar os 12 primeiros pacientes pediátricos da nova ala, que inicia hoje seus atendimentos. O atendimento marca o primeiro passo rumo à inauguração oficial da primeira etapa da unidade, prevista para julho.

“Não tem nenhum hospital privado no país que dá as mesmas condições de atendimento e procedimentos que estamos dando às crianças, via SUS [Sistema Único de Saúde]. Isso é inédito”, ressaltou Caiado durante visita às instalações.

O Cora se torna o primeiro hospital público de Goiás destinado exclusivamente ao tratamento do câncer, concebido, construído e equipado segundo padrões internacionais de excelência em medicina oncológica.

“Ver esse sonho se tornando realidade me enche de orgulho. Lutamos muito para chegar até aqui. Diziam que era impossível, que levaria décadas”, escreveu Caiado em uma rede social.

Com investimento estadual de R$ 192,7 milhões em obras e R$ 63,2 milhões em equipamentos, a nova ala dispõe de 60 leitos (48 de internação e 12 de observação), quatro centros cirúrgicos, ambulatórios, radiologia, pronto-socorro e UTIs.

“Sobrou crédito de receita e estamos devolvendo para o Tesouro do Estado”, afirmou Henrique Prata, presidente da Fundação Pio XII, responsável pela gestão do hospital, sobre parte dos recursos investidos.

Caiado destacou a rapidez na execução: o terreno, cedido pela Embrapa, levou três anos para ser viabilizado, mas a construção e o início dos atendimentos foram concluídos em apenas dois anos e um mês.

“Demoravam em torno de 15 ou 20 anos para se construir um hospital em Goiás. Esse foi construído em dois anos e um mês depois da terraplanagem”, comentou.

A equipe multidisciplinar de 275 profissionais, treinada desde abril com especialistas de Barretos (SP), já está em operação.

“Chegar aqui e ver tudo plenamente em funcionamento nos deixa impressionados. São coisas que nem mesmo hospitais privados têm”, destacou o vice-governador Daniel Vilela.

Entre os diferenciais tecnológicos, o Cora conta com ressonância magnética de última geração (foto) equipada com inteligência artificial, que acelera exames, melhora a qualidade das imagens e aumenta a precisão nos diagnósticos.

Relatos de alívio com fim de viagens a Barretos

Entre os primeiros a chegar ao Cora está Sofia Garcez, de quatro anos, que enfrenta um neuroblastoma.

“Era muito difícil ir e voltar. Agora, ter aqui toda essa estrutura, sem ter que sair de casa, é um presente”, afirma sua mãe, Flávia Garcez.

Gael Benício Rocha, também de quatro anos, foi transferido do Hospital de Amor nesta segunda. Ele trata um coágulo na cabeça há três anos.

“Achei excelente, porque não preciso mais viajar para lá, onde não tinha ajuda nenhuma. Éramos só eu e meu marido”, conta Fabíola Rocha, mãe de Gael, residente em Aparecida de Goiânia.

Jhennifer Louise Souza Camargo, de 12 anos e natural de Goianésia, descobriu recentemente um tumor abdominal. Encaminhada da UPA local, ela fará exames no Cora antes de iniciar o tratamento.

“É um alívio conseguirmos essa vaga. Estou confiante de que vai dar tudo certo com a minha filha”, diz Naiara Pereira de Souza, mãe de Jhennifer.

Segundo o secretário adjunto de Saúde, Sergio Vencio, a admissão dos pacientes está sendo feita via regulação, conforme a unidade inicia os atendimentos. Ele ressalta que há diálogo com o Hospital de Amor para transferir progressivamente os pacientes goianos e atender novos diagnósticos de câncer localmente.

Autor Manoel Messias Rodrigues