28 de junho de 2026
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Uma força-tarefa integrada pela Polícia Civil de Goiás, Agrodefesa, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad) e Vigilância Sanitária desarticulou, na manhã deste sábado (27/6), um esquema de abate clandestino de animais em Caldas Novas. A ação mirou locais que operavam à margem das normas sanitárias, com descarte inadequado de resíduos e total ausência de controle veterinário.

Durante a fiscalização, os agentes constataram que o estabelecimento funcionava em condições precárias, com riscos graves de contaminação. O responsável pelo local foi autuado pelas autoridades e notificado a interromper as atividades irregulares, devendo promover a adequação imediata do imóvel às exigências ambientais e sanitárias vigentes.

O combate a essa prática é considerado prioritário para a segurança pública, visto que o abate clandestino ameaça diretamente o consumidor final. Sem inspeção, a carne processada nesses locais pode transmitir doenças graves, como tuberculose e brucelose. Além disso, o manuseio sem higiene favorece a proliferação de bactérias que causam infecções alimentares severas na população.

O dano ambiental também foi um ponto central da operação. A fiscalização apontou que o descarte irregular de sangue e vísceras direto no solo contamina rios e atrai vetores de doenças, como pragas urbanas. Além do risco sanitário, o abate ilegal fomenta a receptação de animais furtados e cria uma concorrência desleal contra produtores e açougues que operam dentro da legalidade.

A Polícia Civil reforçou que a venda de produtos sem o selo de inspeção oficial configura crime contra a saúde pública. As investigações continuam para identificar outros pontos de abate irregular na região, garantindo que o consumo de alimentos no município ocorra com as devidas garantias de procedência e qualidade.

Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

Autor Manoel Messias Rodrigues

Lidiane

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