25 de junho de 2026
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A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), com apoio do Sebrae Goiás, promoveu nesta quarta-feira (24/06), na Casa da Indústria, em Goiânia, o evento Brasil em Reflexão, reunindo empresários, dirigentes sindicais, autoridades e lideranças do setor produtivo para discutir os cenários político e econômico do país e seus impactos no desenvolvimento nacional.

O encontro teve como destaque a participação do cientista político, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e CEO da Quaest, Felipe Nunes, que apresentou uma análise baseada em dados sobre comportamento da sociedade brasileira, ambiente político e tendências que podem influenciar investimentos, competitividade e inovação nos próximos anos.

O evento integra a agenda de debates promovida pela FIEG com o objetivo de aproximar o setor produtivo de discussões estratégicas sobre o futuro do país. A iniciativa busca ampliar a compreensão sobre fatores que impactam diretamente a economia, o ambiente de negócios e a tomada de decisão empresarial.

Na abertura do encontro, o presidente da FIEG, André Rocha, destacou que o projeto foi criado para estimular o diálogo entre lideranças e ampliar a reflexão sobre os desafios do desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Presidente da FIEG, André Rocha // Foto: Naira Batista

“Nosso objetivo é trazer reflexões sobre o nosso país e sobre o nosso Estado. Queremos provocar o debate, a discussão e a troca de ideias sobre temas que impactam diretamente o futuro da nossa sociedade”, afirmou.

O dirigente também ressaltou a importância da indústria como eixo central do crescimento econômico. Segundo ele, o fortalecimento do setor produtivo é essencial para a geração de empregos, aumento de renda e desenvolvimento regional.

“Nós temos o desafio de reindustrializar o Brasil. Quando existe uma indústria forte, toda a sociedade é beneficiada”, disse.

Durante sua palestra, Felipe Nunes apresentou um panorama das transformações sociais e políticas ocorridas no Brasil nas últimas décadas, abordando temas como polarização política, comportamento eleitoral, mudanças culturais e impactos no ambiente econômico.

Segundo ele, a compreensão dessas transformações é essencial para analisar os desafios atuais do país e projetar cenários futuros.

Cientista político, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e CEO da Quaest, Felipe Nunes // Foto: Naira Batista

“O Brasil mudou muito de 2002 para 2026. Não dá para entender o momento que estamos vivendo sem compreender as transformações que aconteceram na sociedade brasileira ao longo dessas últimas décadas”, afirmou.

O cientista político também destacou a relação entre desenvolvimento econômico e estrutura industrial, reforçando o papel da indústria na geração de valor agregado e crescimento sustentável.

“Sociedades muito desenvolvidas são aquelas que têm também uma indústria forte”, observou.

Ao final do encontro, a FIEG destacou que o projeto Brasil em Reflexão terá continuidade com novos debates ao longo dos próximos meses, abordando temas como economia, tecnologia, inteligência artificial e desenvolvimento industrial.

A entidade reforçou ainda que o objetivo é ampliar o diálogo entre setor produtivo e especialistas, contribuindo para a construção de um ambiente mais informado e preparado para os desafios do futuro.

Autor Rogério Luiz Abreu

Lidiane

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