Transportadoras de diferentes países anunciaram cancelamentos ou suspensões de rotas. Eis a situação nesta 4ª feira (18.mar):
5 das principais companhias aéreas da região continuam com redução de voos em relação aos números de antes da guerra
Companhias aéreas de vários países seguem com a suspensão de algumas operações no Oriente Médio nesta 4ª feira (18.mar.2026) depois que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã.
Segundo o mapa de voos Flightradar24, 5 das principais companhias aéreas da região continuam com redução de voos em relação aos números antes da guerra.
Para efeito de comparação, Air Arabia, Emirates Airlines, Etihad Airways, FlyDubai e Qatar Airways, somadas, registraram 2.056 voos no dia 24 de fevereiro, ante 853 na 3ª feira (17.mar).
- Ethiopian Airlines – Voos de e para Amã, Beirute, Bahrein, Tel Aviv, Doha, Kuwait, Dubai, Sharjah, Abu Dhabi e Damã continuam cancelados até novo aviso;
- Royal Air Maroc – A companhia marroquina publicou em 9 de março que as rotas envolvendo Dubai e Doha estão canceladas até 31 de março;
- Turkish Airlines – A empresa mantém a permissão para que clientes com passagens compradas para rotas envolvendo Bahrein, Irã, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Qatar, Arábia Saudita, Síria e Emirados Árabes Unidos antes de 28 de fevereiro de 2026 alterem gratuitamente as datas ou peçam reembolso. A medida vale para voos até 30 de abril e pode ser acionada até 10 de junho;
- Etihad Airways – A empresa confirmou voos para diversas cidades da Ásia, Oceania, Europa e América do Norte a partir de Abu Dhabi até 5ª feira (19.mar). Todas as outras rotas comerciais estão canceladas, e neste caso, os passageiros que compraram as passagens antes do dia 28 de fevereiro com datas até 31 de março podem reagendar ou pedir reembolso até 15 de maio;
- Emirates Airlines – A empresa diz que opera um número limitado de voos e permite que passageiros alterem as rotas ou solicitem reembolso. A Emirates solicita que os passageiros busquem as informações antes de se deslocarem para o aeroporto;
- FlyDubai – A FlyDubai opera um número limitado de voos e permite aos passageiros que alterem as rotas ou solicitem reembolso para passagens compradas até 31 de março;
- Qatar Airways – A companhia informou que mantém temporariamente suspensas as operações. A empresa disse que retomará a atividade completa quando as autoridades considerarem seguro reabrir o espaço aéreo do país. Enquanto isso, a Qatar Airways conseguiu autorização para realizar rotas limitadas até 28 de março;
- Air Arabia – A companhia árabe retomou em 6 de março rotas limitadas para alguns países da Ásia, África e Europa até 22 de março;
- Air India – A empresa assumiu-se como um ponto de conexão entre o Oriente Médio e outros locais, e anunciou 36 datas extras de voos de e para Londres, Frankfurt, Zurique e Toronto a partir de Nova Déli ou Mumbai de 19 a 28 de março. A Air India tem feito cerca de 50 rotas diárias envolvendo Emirados Árabes Unidos, Omã e Arábia Saudita;
- Lufthansa – O grupo informou que suspendeu voos para Dubai, Abu Dhabi, Amã, Erbial e Beirute até 28 de março; para Tel Aviv até 2 de abril; para Riyadh até 5 de abril; e para Teerã até 30 de abril;
- Air France – Cancelou rotas até sábado (21.mar) para Riade, Dubai, Tel Aviv e Beirute;
- Wizz Air – A companhia não emitiu novos comunicados. Mas só é possível agendar rotas para Tel Aviv, Jeddah e Medina a partir de abril para a maioria dos destinos disponíveis. A empresa não está vendendo passagens para Doha e Dubai;
- KLM, braço holandês do grupo Air France-KLM – Voos de e para Damã, Riyadh e Dubai estão suspensos até 28 de março, e até 11 de abril para Tel Aviv;
- Oman Air – A companhia programou rotas extras até domingo (22.mar) para Londres, Cairo, Roma, Paris, Kuala Lumpur, Phuket, Bangcoc e Salalah. Voos de e para Amã, Dubai, Bahrein, Doha, Damã, Kuwait, Copenhague, Khasab e Bagdá estão cancelados até 31 de março;
- Japan Airlines – Suspendeu voos entre Tóquio e Doha até 1º de abril;
- Iberia – A companhia espanhola diz que alguns voos de e para Doha foram cancelados e oferece alterações de rotas ou reembolsos. Operações para Tel Aviv estão canceladas até 31 de maio;
- Air Europa – A companhia espanhola afirma que voos de e para Israel estão cancelados até 10 de abril;
- Malaysia Airlines – A empresa da Malásia retomou em 8 de março as rotas para Jeddah e Medina, mas os voos de e para Doha estão suspensos até 20 de março;
- British Airways – A empresa britânica anunciou que está impossibilitada de operar voos para Abu Dhabi, Amã, Bahrein, Doha, Dubai e Tel Aviv. A companhia interrompeu os voos que realizou diariamente partindo de Muscat por causa da baixa demanda, mas que vai rever a decisão regularmente. A empresa vai realizar rotas nesta semana para Cingapura e Tailândia para apoiar clientes no Oriente Médio;
- American Airlines – A companhia informou que passageiros com voos de e para Abu Dhabi, Amã, Bahrein, Doha, Dubai, Larnaca e Tel Aviv podem alterar a viagem sem taxa de remarcação. A medida vale para bilhetes comprados até 11 de março, com embarque previsto até 31 de maio. Clientes também têm a opção de cancelar a passagem e solicitar reembolso;
- United Airlines – A companhia informou que passageiros com voos de e para Dubai ou Tel Aviv podem alterar a viagem sem cobrança de taxa de remarcação. A medida vale para bilhetes comprados até 28 de fevereiro, com embarque programado até 19 de abril. Clientes também têm a opção de cancelar a passagem e solicitar reembolso;
- Delta Airlines – A empresa informou que cancelou os voos entre Nova York (JFK) e Tel Aviv até 31 de março e no sentido inverso até 1º de abril, por causa do conflito na região. A rota entre Israel e Atlanta vai ser retomada em agosto. Passageiros afetados podem remarcar a viagem sem taxa ou cancelar a passagem e solicitar reembolso.
ESCALADA NA TENSÃO
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
Leia mais sobre o ataque de Israel e dos EUA ao Irã:
Com voos internacionais, companhia chegou a 864 decolagens e levou 133,7 mil passageiros na 3ª feira (6.jan)
A Latam Airlines efetuou 801 voos domésticos na 3ª feira (6.jan.2026), alcançando o maior número de operações nacionais em um único dia desde o início de suas atividades no país. A companhia aérea transportou mais de 133.700 passageiros, considerando também seus voos internacionais realizados na mesma data.
No total, a empresa contabilizou 864 decolagens em território brasileiro na 3ª feira (6.jan), somando operações nacionais e internacionais. Segundo a empresa, este desempenho integra a estratégia de expansão, que ampliou sua presença de 44 para 60 aeroportos desde 2021.
“Esse marco é resultado direto de uma estratégia de crescimento consistente e sustentável no Brasil, aliada a um trabalho altamente coordenado entre diversas áreas da companhia. Nosso foco diário é executar a malha planejada com segurança, previsibilidade e respeito ao tempo dos nossos clientes”, afirma Samuel Di Pietro, diretor do Centro de Controle e Operações Aéreas da Latam Brasil.
A companhia passou a operar em Uberaba (MG) em 2026 e projeta a abertura de voos para Juiz de Fora (MG), Caldas Novas (GO) e Campina Grande (PB) até o fim do ano. No mercado internacional, a Latam mantém ligações com mais de 90 destinos e planeja inaugurar, em 2026, rotas diretas para Amsterdã (Holanda), Bruxelas (Bélgica), Cidade do Cabo (África do Sul) e Punta Cana (República Dominicana).
De acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a Latam mantém a liderança nos mercados doméstico e internacional do Brasil há 5 anos.
Medida representa uma mudança drástica para o mercado de viagens em recuperação entre os 2 vizinhos asiáticos
As companhias aéreas chinesas reduziram drasticamente centenas de voos programados para o Japão em dezembro, respondendo prontamente aos recentes alertas de viagem de Pequim com cortes de capacidade que ameaçam prejudicar um corredor turístico antes movimentado durante a alta temporada de fim de ano.
A medida representa uma mudança drástica para o mercado de viagens em recuperação entre os 2 vizinhos asiáticos. Com as transportadoras chinesas controlando a maior parte da capacidade nas rotas China-Japão, os cortes podem prejudicar varejistas e empresas de hospitalidade japonesas que dependem de turistas chineses, conhecidos por gastar muito.
O recuo acentuado se deu depois de avisos divulgados em meados de novembro pelos ministérios das Relações Exteriores, da Cultura e Turismo e da Educação da China, que orientaram os cidadãos a evitarem viagens ao Japão após declarações controversas da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre Taiwan.
As aéreas chinesas agiram rapidamente. Segundo a empresa de análise de aviação Cirium, em 24 de novembro, as transportadoras haviam removido 268 voos e cerca de 97.000 assentos de suas programações de dezembro em comparação com os registros de 10 dias antes.
A China Southern Airlines Co. Ltd. liderou o recuo, cortando 114 voos –cerca de 22% de seu plano original– e retirando cerca de 23.800 assentos do mercado. A China Eastern Airlines Corp. Ltd. e a Air China Ltd. cancelaram 69 e 46 voos, respectivamente. Essas estatais também ofereceram reembolsos de passagens depois dos avisos.
Os cancelamentos de voos para rotas programadas do final de novembro de 2025 a meados de janeiro de 2026 estão em torno de 12%, segundo a consultoria CADAS, com algumas rotas registrando mais de 50% dos voos cancelados. A empresa de dados de aviação Flight Master projeta que atingirão o pico de 21,6% em 27 de novembro –o nível mais alto em 1 mês.
As reduções não foram aplicadas de forma uniforme. Voos para destinos de lazer foram os mais afetados, enquanto rotas de negócios importantes permanecem em grande parte intactas. As conexões entre cidades chinesas e o Aeroporto Internacional de Kansai, em Osaka –que atende Kyoto e Nara– registraram as maiores quedas. A taxa de cancelamento para voos de Tianjin a Osaka atingiu 65%. A rota Nanjing–Osaka teve uma queda de 59,4%.
Li Hanming, gerente-geral da empresa de dados de voos Global Travel Data, sediada em Guangzhou, afirmou que a disparidade reflete o perfil dos passageiros. As rotas para Tóquio, que atendem viajantes de negócios e conexões de longa distância para a América do Norte, são mais resilientes. Em contraste, o tráfego para Osaka depende fortemente de viajantes de lazer ponto a ponto, que são especialmente sensíveis a avisos do governo.
De 15 A 24 de novembro, cerca de 600 mil passagens para voos com destino ao Japão foram reembolsadas, disse Li. As aéreas adotaram uma postura de cautela, com políticas de reembolso válidas até o fim de dezembro, deixando incerta a perspectiva para janeiro.
A turbulência ameaça prejudicar a recuperação do turismo internacional do Japão. As transportadoras chinesas controlam mais de 80% da capacidade aérea no corredor China-Japão. Segundo o BMI, unidade de pesquisa da Fitch Solutions, uma queda prolongada no número de visitantes chineses afetaria gravemente a receita turística.
Os turistas chineses são o grupo que mais gasta no Japão, com uma média de US$ 1.622 por pessoa no 3º trimestre de 2025, em comparação com US$ 1.488 para outros visitantes internacionais.
Relatório da BMI observou que, embora visitantes de EUA, Austrália e Sudeste Asiático possam compensar em volume, provavelmente não igualarão os gastos elevados dos chineses –que são essenciais para lojas duty-free de aeroportos e grandes redes de departamentos.
Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 26.nov.2025. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.



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