19 de fevereiro de 2026
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Na sessão solene de retomada dos trabalhos na Assembleia Legislativa de Goiás, nesta quarta-feira (18/2), o governador Ronaldo Caiado (PSD) anunciou que entregará o governo, no final de março, com R$ 9,8 bilhões em caixa. O dado foi apresentado como resultado de uma gestão que, segundo ele, passou a priorizar responsabilidade orçamentária e moralidade desde 2019 e que agora se reflete em capacidade financeira e respaldo para investimentos.

Caiado agradeceu à Assembleia Legislativa pela parceria institucional e afirmou que a reconstrução fiscal só foi possível graças ao diálogo entre os Poderes.

“Conseguimos construir o que existe hoje de referência no Brasil como gestão pública”, disse durante a leitura da mensagem do Executivo, lembrando que pegou o estado com dívida consolidada de R$ 6,4 bilhões.

O governador sublinhou que o Estado hoje não tem pendências financeiras e se encontra equilibrado.

“Hoje não tem nada atrasado, não tem dívida a receber, é um estado redondo”, afirmou, ao mesmo tempo em que defendeu a restauração da autoridade moral na administração pública.

“O que existia em Goiás é o que existe hoje no Brasil: ausência de moral, de autoridade moral. Podem até não concordar com tudo, mas aqui o dinheiro público é preservado e é bem aplicado”, assegurou.

Caiado destacou ainda o volume de investimentos realizados, lembrando que o Estado superou a casa de R$ 7 bilhões em obras no ano passado.

“Nós superamos mais de R$ 7 bilhões só no ano de 2025 em investimento em obras, colégios, rodovias, pontes e também hospitais no Estado de Goiás”, disse, citando avanços na regionalização da saúde, na segurança pública e na educação.

O governador enalteceu projetos regulatórios aprovados pela Assembleia, como a legislação sobre inteligência artificial, que chamou de referência, e a criação da Autoridade Estadual de Minerais Críticos, voltada à exploração sustentável de terras raras.

Tivemos aprovação de 100% dos projetos do governo’

Ainda durante a sessão, o vice-governador Daniel Vilela (MDB), que assume interinamente em abril, reafirmou compromisso com a harmonia institucional e prometeu manter o canal aberto com deputados.

“Nós vamos manter essa relação harmônica. Sempre tive as portas abertas na casa, sempre participei ativamente das discussões, dos projetos com os deputados”, afirmou Vilela, sinalizando continuidade administrativa e política.

Bruno Peixoto, presidente da Alego: “Vamos manter essa relação harmônica”

Do lado do Legislativo, o presidente da Assembleia, deputado Bruno Peixoto (União), fez um balanço positivo da legislatura e ressaltou a sintonia com o Executivo.

“Tivemos aprovação de 100% dos projetos do governo. Projetos sérios, projetos que contribuíram e contribuem para a melhoria da qualidade de vida do povo goiano”, disse, ao lembrar ter atuado como líder de Governo em momentos críticos.

Para deputados da base, como Issy Quinan, o volume de proposições aprovadas — mais de 600 leis em 2025, segundo a argumentação — seria a prova da efetividade do trabalho parlamentar em sintonia com os anseios regionais.

A fala da oposição foi contida e em tom institucional: os deputados Gugu Nader e Antônio Gomide subiram à tribuna para enfatizar a autonomia do Legislativo sem, contudo, romper o diálogo. O gesto aponta que, nas palavras dos opositores, há interesse em manutenção da governabilidade, mesmo com eventuais divergências programáticas.



Autor Manoel Messias Rodrigues

Lidiane

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