21 de abril de 2026
  • 06:04 Prefeitura eleva a R$ 50 mil multa a agressor após morte de cão
  • 02:20 Desembargadora compara corte de penduricalhos com escravidão
  • 22:36 Homem morre e mulher fica ferida após tiroteio em distribuidora de Catalão
  • 18:52 Semana em Goiás será de sol com queda da umidade do ar
  • 15:08 Silvânia recebe mutirão de serviços do Legislativo


O desempenho do campo foi decisivo para o resultado econômico do país em 2025. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que o PIB da agropecuária cresceu 11,7% em relação a 2024, índice muito acima da média nacional.

Em valores correntes, o setor alcançou R$ 775,3 bilhões em valor adicionado bruto, equivalente a aproximadamente 6,1% do PIB brasileiro. No mesmo período, o crescimento do PIB do Brasil foi de 2,3%, totalizando R$ 12,7 trilhões.

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio brasileiro como eixo estruturante da economia nacional.

Soja e milho impulsionam o PIB agropecuário

O avanço do PIB do agro em 2025 foi impulsionado principalmente pelo aumento da produção e da produtividade agrícola. Entre os destaques:

A produção de milho cresceu 23,6%.
A safra de soja avançou 14,6%.

Esses dois produtos seguem como pilares das exportações e da balança comercial, sustentando o desempenho do setor agropecuário brasileiro.

A pecuária brasileira também apresentou contribuição positiva, ampliando o valor agregado do setor no acumulado do ano.

Quarto trimestre confirma força do agronegócio

Na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período de 2024, o valor adicionado da agropecuária registrou alta de 12,1%, enquanto o PIB nacional avançou 1,8%.

Entre as culturas com maior crescimento no período estão:

Fumo, com alta de 29,8%
Laranja, com crescimento de 28,4%
Trigo, com avanço de 3,7%

O resultado consolida o agronegócio como motor do crescimento econômico em um cenário marcado por desafios como preços internacionais pressionados e endividamento em alguns segmentos produtivos.

Agro se mantém como pilar da economia brasileira

Mesmo diante de oscilações no mercado global de commodities, o desempenho do agro em 2025 demonstra resiliência e capacidade de adaptação. O setor mantém papel central na geração de renda, empregos indiretos, movimentação logística e arrecadação.

A expansão do PIB agropecuário reforça uma tendência estrutural: o campo segue como uma das principais âncoras da economia brasileira, sustentando crescimento mesmo quando outros setores apresentam desempenho moderado.

Análise

O crescimento expressivo do PIB da agropecuária em 2025 indica não apenas uma safra positiva, mas também maturidade tecnológica, eficiência produtiva e integração global. O desafio agora será manter competitividade, ampliar crédito estruturado e garantir estabilidade regulatória para sustentar o ritmo nos próximos ciclos.

Autor # Jornal Folha de Goiás


Na sessão solene de retomada dos trabalhos na Assembleia Legislativa de Goiás, nesta quarta-feira (18/2), o governador Ronaldo Caiado (PSD) anunciou que entregará o governo, no final de março, com R$ 9,8 bilhões em caixa. O dado foi apresentado como resultado de uma gestão que, segundo ele, passou a priorizar responsabilidade orçamentária e moralidade desde 2019 e que agora se reflete em capacidade financeira e respaldo para investimentos.

Caiado agradeceu à Assembleia Legislativa pela parceria institucional e afirmou que a reconstrução fiscal só foi possível graças ao diálogo entre os Poderes.

“Conseguimos construir o que existe hoje de referência no Brasil como gestão pública”, disse durante a leitura da mensagem do Executivo, lembrando que pegou o estado com dívida consolidada de R$ 6,4 bilhões.

O governador sublinhou que o Estado hoje não tem pendências financeiras e se encontra equilibrado.

“Hoje não tem nada atrasado, não tem dívida a receber, é um estado redondo”, afirmou, ao mesmo tempo em que defendeu a restauração da autoridade moral na administração pública.

“O que existia em Goiás é o que existe hoje no Brasil: ausência de moral, de autoridade moral. Podem até não concordar com tudo, mas aqui o dinheiro público é preservado e é bem aplicado”, assegurou.

Caiado destacou ainda o volume de investimentos realizados, lembrando que o Estado superou a casa de R$ 7 bilhões em obras no ano passado.

“Nós superamos mais de R$ 7 bilhões só no ano de 2025 em investimento em obras, colégios, rodovias, pontes e também hospitais no Estado de Goiás”, disse, citando avanços na regionalização da saúde, na segurança pública e na educação.

O governador enalteceu projetos regulatórios aprovados pela Assembleia, como a legislação sobre inteligência artificial, que chamou de referência, e a criação da Autoridade Estadual de Minerais Críticos, voltada à exploração sustentável de terras raras.

Tivemos aprovação de 100% dos projetos do governo’

Ainda durante a sessão, o vice-governador Daniel Vilela (MDB), que assume interinamente em abril, reafirmou compromisso com a harmonia institucional e prometeu manter o canal aberto com deputados.

“Nós vamos manter essa relação harmônica. Sempre tive as portas abertas na casa, sempre participei ativamente das discussões, dos projetos com os deputados”, afirmou Vilela, sinalizando continuidade administrativa e política.

Bruno Peixoto, presidente da Alego: “Vamos manter essa relação harmônica”

Do lado do Legislativo, o presidente da Assembleia, deputado Bruno Peixoto (União), fez um balanço positivo da legislatura e ressaltou a sintonia com o Executivo.

“Tivemos aprovação de 100% dos projetos do governo. Projetos sérios, projetos que contribuíram e contribuem para a melhoria da qualidade de vida do povo goiano”, disse, ao lembrar ter atuado como líder de Governo em momentos críticos.

Para deputados da base, como Issy Quinan, o volume de proposições aprovadas — mais de 600 leis em 2025, segundo a argumentação — seria a prova da efetividade do trabalho parlamentar em sintonia com os anseios regionais.

A fala da oposição foi contida e em tom institucional: os deputados Gugu Nader e Antônio Gomide subiram à tribuna para enfatizar a autonomia do Legislativo sem, contudo, romper o diálogo. O gesto aponta que, nas palavras dos opositores, há interesse em manutenção da governabilidade, mesmo com eventuais divergências programáticas.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Valores serão depositados automaticamente na conta cadastrada; modalidade já liberou R$ 197 bilhões desde 2020

O governo libera nesta 2ª feira (2.fev.2026) R$ 3,9 bilhões retidos de trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Deve beneficiar 822.559 pessoas demitidas entre 1º de janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025. Saque fica disponível até 12 de fevereiro.

A 1ª etapa liberou R$ 3,8 bilhões e beneficiou 14,1 milhões de trabalhadores. É o 2º ano consecutivo que o governo disponibiliza os valores retidos pela modalidade, criada em 2019. O saque-aniversário já pagou aproximadamente R$ 197 bilhões desde 2020.

Os trabalhadores têm direito de receber o FGTS nas seguintes situações:

  • despedida sem justa causa;
  • despedida indireta, por culpa recíproca ou força maior;
  • rescisão por falência, falecimento do empregador individual, empregador doméstico ou nulidade do contrato;
  • extinção normal do contrato a termo, inclusive o de trabalhadores temporários;
  • suspensão total do trabalho avulso.

O Ministério do Trabalho afirma que o trabalhador não precisa deixar a modalidade depois de sacar os valores. Aqueles que comprometeram parte dos recursos também poderão retirar o que sobrou. 

O depósito será feito automaticamente na conta cadastrada no aplicativo do FGTS. Caso não tenha, o trabalhador poderá sacar com Cartão Cidadão e senha nas casas lotéricas, nos terminais de autoatendimento da Caixa e no Caixa Aqui.



Autor Poder360 ·


Em 2025, o Tesouro Nacional desembolsou R$ 11,08 bilhões para cobrir dívidas atrasadas de estados e municípios, acionando garantias federais previstas em contratos de crédito. O movimento, detalhado em relatório oficial divulgado em Brasília pela Secretaria do Tesouro Nacional, expõe a pressão fiscal sobre governos locais e o papel da União como fiadora de última instância do sistema federativo.

A maior parcela dos pagamentos recaiu sobre o Rio de Janeiro, que concentrou R$ 4,69 bilhões em débitos honrados pela União. Na sequência aparecem Minas Gerais com R$ 3,55 bilhões e o Rio Grande do Sul com R$ 1,59 bilhão. O levantamento também registra a cobertura de R$ 888,06 milhões relativos a Goiás e R$ 226,19 milhões do Rio Grande do Norte. Além disso, a União quitou R$ 130,47 milhões em atrasos de oito municípios ao longo do ano.

Como funcionam as garantias federais

Quando um estado ou município deixa de pagar uma operação de crédito garantida pela União, o Tesouro executa a garantia, cobre o valor em atraso e passa a reter repasses federais do ente inadimplente até a recomposição integral do montante. Nessa compensação entram receitas como fundos de participação e parcelas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, além da incidência de juros, mora e custos operacionais entre o vencimento e a quitação pela União.

Na prática, o mecanismo evita calotes sistêmicos no mercado de crédito público, mas transfere o ônus financeiro para o orçamento federal no curto prazo, ao mesmo tempo em que aperta o caixa dos entes devedores no médio prazo com retenções automáticas.

Propag e a tentativa de reequilíbrio fiscal

Até o fim de dezembro, os estados puderam aderir ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados, iniciativa que combina descontos de juros e parcelamento das dívidas em até 30 anos com contrapartidas de ajuste. Entre as exigências estão venda de ativos à União e planos de corte de gastos, em troca da liberação de até R$ 20 bilhões para investimentos.

O desenho do programa inclui o Fundo de Equalização Federativa, que redistribui recursos para educação, segurança pública, saneamento, habitação e transportes, inclusive a estados sem débitos com a União. A adesão inicial contou com Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Piauí, Ceará, Alagoas e Sergipe. Após a derrubada de vetos presidenciais no Congresso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul ingressaram no programa.

Caso gaúcho e efeitos das enchentes

No Rio Grande do Sul, as enchentes de 2024 motivaram medidas excepcionais. A União suspendeu por 36 meses o pagamento da dívida estadual e perdoou os juros do período. Com um estoque estimado em R$ 100 bilhões, a suspensão libera cerca de R$ 11 bilhões para ações de reconstrução. O estado já havia firmado, em 2022, um acordo de recuperação fiscal que prevê retomada escalonada dos pagamentos e reformas estruturais, incluindo desestatizações para contenção de despesas.

Análise crítica

Os R$ 11 bilhões honrados em 2025 reforçam um diagnóstico recorrente: a arquitetura federativa brasileira protege o crédito, mas socializa riscos quando a disciplina fiscal falha. A execução de garantias é necessária para preservar a confiança dos financiadores, porém não resolve a causa do endividamento persistente. Programas como o Propag apontam uma rota de transição ao combinar alívio financeiro com contrapartidas, mas seu sucesso dependerá da execução rigorosa dos ajustes e da capacidade política de sustentar reformas em ciclos eleitorais. Sem isso, o Tesouro seguirá cobrindo emergências enquanto o problema estrutural se reproduz, pressionando o orçamento federal e limitando o espaço para investimentos estratégicos.

📸 Imagem/Reprodução

Autor # Jornal Folha de Goiás


O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), participou nesta quinta-feira (30/10) da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da nova biorrefinaria de etanol de grãos da Inpasa, em Rio Verde, Sudoeste goiano. O investimento será de R$ 2,4 bilhões, com inauguração prevista até o final de 2026. A unidade marca a nona operação da empresa no país.

Durante a solenidade, Caiado destacou a importância da Região Sudoeste e do estado ao abrigar uma empresa deste porte.  

“É um orgulho receber uma empresa séria, que investe em tecnologia e pesquisa, e que mostra ao mundo seus avanços na produção de biocombustíveis e energia limpa. Esse tipo de investimento transforma o que o produtor rural faz, gerando renda no município e no estado”, afirmou o governador.

A nova planta terá capacidade anual para processar dois milhões de toneladas de grãos, produzindo um bilhão de litros de etanol hidratado, 490 mil toneladas de ração proteica, 47 mil toneladas de óleo vegetal e 345 mil GWh de energia elétrica a partir da biomassa. O empreendimento deve gerar 2,7 mil empregos diretos e indiretos, além de 420 postos de trabalho na fase de obras, priorizando profissionais da região.

O vice-presidente da Inpasa, Gustavo Mariano Oliveira, explicou que a escolha de Rio Verde foi estratégica: “A cidade reúne uma base agrícola sólida, localização privilegiada e infraestrutura para escoar nossos produtos, além de inovação constante no campo”, pontuou.

O prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo, destacou os impactos locais: “A instalação desta biorrefinaria traz novas oportunidades de emprego, renda e tecnologia, fortalecendo ainda mais o agronegócio e impulsionando o desenvolvimento do Sudoeste goiano”, disse.

Também prestigiaram o evento o secretário de Governo de Rio Verde, Paulo do Vale, o deputado estadual Lucas do Vale e a deputada federal Marussa Boldrin.

Com a nova unidade, Goiás reforça seu protagonismo no setor de biocombustíveis, evidenciado com investimentos privados, aliados a políticas públicas estratégicas, que podem gerar crescimento econômico e desenvolvimento regional.

Autor Rogério Luiz Abreu


Média foi de R$ 856,9 para cada brasileiro; 938 prefeituras destinaram só 3,2% da receita para os investimentos

Os municípios brasileiros investiram R$ 120,3 bilhões em 2024, segundo levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). O estudo do Firjan foi divulgado na 5ª feira (18.set.2025). Eis a íntegra (PDF – 1 MB).

De 2019 a 2024, as receitas totais cresceram 56,5% em termos reais. No mesmo período, os investimentos públicos cresceram 350%. Os municípios investiram, em média, 10,2% do total da receita.

O indicador IFGF (Índice Firjan de Gestão Fiscal) varia de 0 a 1. Quanto maior o número, melhor é a condição fiscal da prefeitura. A Firjan fez escalas para classificar a situação como crítica (de 0 a 0,4 ponto), difícil (de 0,4 a 0,6 ponto), boa (de 0,6 a 0,8 ponto) e excelente (acima de 0,8).

O levantamento mostrou que 1.601 prefeituras conquistaram nota máxima no indicador ao destinar mais de 12% do orçamento para esse tipo de despesa.

A nota média foi de 0,7043 ponto no indicador de investimento. Há, porém, 938 prefeituras (ou 18,3% do total) que destinaram somente 3,2% da receita total para os investimentos.

O investimento de R$ 120,2 bilhões corresponde a R$ 856,9 por brasileiro na média. Nos municípios de até 20.000 habitantes, mais recursos foram destinados a investimentos públicos. Nestes casos, a média sobre para R$ 1.000 por habitante. As grandes cidades, com mais de 100 mil habitantes, tiveram uma média de R$ 500.

GASTO COM PESSOAL

A Firjan calculou que, na média, os municípios destinaram 46,0% da receita para os gastos com pessoal em 2024. A LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) delimita um limite de 60%.

O índice mostrou que 63,3% dos municípios têm baixo comprometimento da receita com salários do funcionalismo. Representam 3.248 do total de cidades

Segundo o estudo, há 540 prefeituras que comprometeram mais de 54% do orçamento com gastos de pessoal. Entre essas cidades, 131 destinaram mais de 60% das receitas para o pagamento de funcionários, o que é contra o limite da LRF.

LIQUIDEZ

O indicador de liquidez da Firjan mostra a relação entre os restos a pagar acumulados no ano e os recursos em caixa disponíveis para cobri-los no ano seguinte. Na prática, avalia se as prefeituras estão adiando o pagamento das despesas para o ano seguinte sem a devida cobertura de caixa.

A nota média foi de 0,67 ponto. A maioria (60%) das cidades teve nível de liquidez bom ou excelente. O estudo calculou que 2.025 prefeituras apresentaram nível de liquidez difícil ou crítico em 2024. Neste número, há 413 que terminaram o ano sem recursos em caixa suficientes para cobrir as despesas postergadas para o ano seguinte. Tiraram nota zero.

METODOLOGIA

O IFGF (Índice Firjan de Gestão Fiscal) foi criado para avaliar as contas públicas dos municípios brasileiros pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Nesta edição, o quadro fiscal foi analisado a partir do ano de 2024. Levou em consideração os dados das 5.129 prefeituras que encaminharam os relatórios necessários ao Tesouro Nacional.

O Firjan declarou que as cidades concentram 95,6% da população brasileiro.

O IFGF é composto por 4 indicadores:

  • IFGF autonomia;
  • IFGF gastos com pessoal;
  • IFGF liquidez;
  • IFGF investimentos.

O IFGF autonomia considera a capacidade do município de financiar a própria estrutura administrativa, como a Câmara de Vereadores e a Prefeitura.

Neste quesito, a Firjan considerou a receita local menos a estrutura administrativa para avaliar a receita corrente líquida.

No 2º critério, de IFGF gastos com pessoal, a federação avalia o grau de rigidez do orçamento de cada prefeitura e as despesas com pessoal.

O IFGF liquidez analisa o cumprimento das obrigações financeiras, que analista o caixa e os restos a pagar.

Já o IFGF investimentos calcula a capacidade de alocação de recursos para criar o bem-estar e a competitividade.

O índice tem uma pontuação que varia de 0 a 1, segundo que quanto mais próximo de 1 melhor a situação fiscal dos municípios. A Firjan dividiu em 4 grupos:

  • De 0 a 0,4 ponto – gestão crítica;
  • De 0,4 a 0,6 ponto – gestão em dificuldade;
  • De 0,6 a 0,8 – boa gestão;
  • De 0,8 a 1 – gesto de excelência.



Autor Poder360 ·


Liga do país caiu de 6ª para 12ª que mais gasta com a compra de jogadores, mas quase R$ 4 bilhões em transferências desde o início da guerra com a Ucrânia

A Rússia invadiu a Ucrânia pouco depois da 5h da manhã de 24 de fevereiro de 2022. Horas depois, às 23h no horário local, o Zenit São Petersburgo entrou em campo na Espanha pelos playoffs da Liga Europa. Essa foi a última partida de um clube russo por uma competição internacional reconhecida pela Fifa.

Quatro dias depois, a Federação Internacional de Futebol e a Uefa (União das Federações de Futebol da Europa) anunciaram a suspensão de todos os times do país dos torneios intercontinentais e da seleção russa das eliminatórias da Copa do Mundo. A sanção ainda perdura, mais de 3 anos e meio depois do início da guerra.

A guerra provocou um impacto financeiro na liga russa, principalmente na capacidade de realizar transferências de jogadores. O campeonato local deixou de ser atrativo para os jogadores estrangeiros e os que já estavam no país foram autorizados pela Fifa a suspenderem seus contratos unilateralmente. Esse direito foi estendido este ano até 2026.

O dinheiro, contudo, segue fluindo nos cofres das equipes russas. Isso se dá em grande parte pela influência de empresas estatais, empresários ligados ao governo e divisões administrativas (cidades, Estados e regiões autônomas). Só 2 clubes do país são diretamente controlados por entidades privadas –apesar de receberem apoio público.

Na janela de transferências do verão europeu, encerrada na 2ª feira (1º.set.2025), os times da Premier Liga da Rússia pagaram 124 milhões de euros na melhoria de seus elencos, sendo 1/5 deste valor empenhado na contratação do meio-campista Gerson, do Flamengo, pelo Zenit São Petersburgo.

Esses 124 milhões de euros colocam a 1ª divisão do país de Vladimir Putin como a 12ª liga que mais tirou dinheiro do cofre com transferências, ainda que bem distante dos estratosféricos 3,59 bilhões de euros pagos por times da Premier League da Inglaterra, o campeonato nacional mais valioso do futebol.

Em comparação com a temporada europeia de futebol de 2021-2022, a última antes da guerra, a liga russa foi o 6º campeonato nacional que mais gastou com o passe de jogadores. Foram 208 milhões de euros desembolsados em atletas naquela janela. Foi menos que o dobro do registrado 4 anos depois –sem considerar a inflação.

O Zenit, já citado duas vezes neste texto, é o time russo mais rico e com maior sucesso local e continental nos últimos anos. É o maior campeão da Rússia desde a dissolução da União Soviética, com 10 títulos –empatado com o Spartak Moscou. E o último a vencer uma competição continental, a Copa da Uefa (atual Liga Europa) da temporada 2007-2008.

O segredo por trás do sucesso esportivo é a Gazprom, maior exportadora de gás natural do mundo. A empresa tem o maior valor de mercado do país e tem controle majoritário do Kremlin. A mesma companhia também é dona do FC Orenburg a partir de suas subsidiárias.

Além da Gazprom, o banco estatal de desenvolvimento Vnesheconombank e a companhia federal de ferrovias, a Russian Railways, também tem controle acionário sobre equipes da 1ª divisão. Como pessoas físicas, os oligarcas Pavel Morozov, Sergey Galitsky e Boris Rotenberg, próximos do presidente Vladimir Putin e com negócios junto ao governo, também sentam na mesa de donos dos clubes.

LIGA UCRANIANA REDUZ DISTÂNCIA

Os times ucranianos foram menos impactados esportivamente pela guerra. As equipes do país seguem participando das competições da Uefa e a seleção está na disputa das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.

Mas mesmo com o orçamento oriundo dos torneios internacionais, a redução da distância financeira entre a Premier Liga da Rússia e a Premier Liga da Ucrânia foi mínima. Enquanto o torneio russo caiu de 6º para 12º com gastos em contratações, o ucraniano passou de 15º para 20º. Em 2021, Zenit e companhia desembolsaram o triplo dos times do país vizinho. Quatro anos depois, 2,7 vezes mais.

Outros empecilhos atrapalharam o desenvolvimento do futebol ucraniano. Jogadores que atuam no país também estão contemplados com as diretrizes da Fifa que autorizaram a suspensão de contratos e os clubes que jogam os torneios europeus precisam mandar suas partidas fora do país.

O Shakhtar Donetsk, um dos 2 grandes times da Ucrânia, foi o mais afetado. A equipe já não joga em seu estádio, a Donbass Arena, desde 2014, quando eclodiu a guerra na região. Com a invasão russa em 2022 e a intenção russa de anexar Donetsk, o retorno à moderna arena parece cada vez mais distante. O local está abandonado desde então.

O Shakhtar virou um time itinerante. A sede administrativa do time foi realocada para a capital ucraniana, Kiev. Já as partidas em casa foram movidas primeiramente para Lviv, depois Carcóvia, Kiev e voltaram para Lviv em 2023.

Os jogos internacionais precisam ser disputados em outros países europeus. O estádio escolhido muda a cada temporada. Na temporada 2022-2023, o Shakhtar jogou em Varsóvia (Polônia). Em 2023-2024, em Hamburgo (Alemanha). E em 2024-25, em Gelsenkirchen (também na Alemanha). Na temporada atual, as partidas em casa da Liga Conferência da Uefa serão disputadas em Liubliana (Eslovênia) e Cracóvia (Polônia).

Disputando a hegemonia local com o time de Donetsk, o tradicional Dynamo Kiev ainda mantém sua base e seus jogos na capital, mas também precisa deixar o país para mandar seus jogos contra estrangeiros. As cidades escolhidas foram Cracóvia (Polônia), Bucareste (Romênia), Lublin (Polônia) e Hamburgo (Alemanha).



Autor Poder360 ·


A Shein registrou 2,05 bilhões de libras (aproximadamente US$ 2,77 bilhões) em vendas no Reino Unido, segundo informações divulgadas pela agência de notícias Reuters nesta 6ª feira (15.ago.2025), representando um crescimento de 32,3% em relação ao ano anterior. 

O Reino Unido é o 3º maior mercado da varejista global de fast-fashion, atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha. A empresa não divulga seus resultados globais publicamente, mas o documento detalha seu desempenho no Reino Unido enquanto a companhia busca realizar uma IPO (oferta pública inicial) em Hong Kong.

Fundada na China e hoje com sede em Cingapura, a Shein tentou abrir seu capital por anos, 1º em Nova York e depois em Londres. A empresa enfrentou obstáculos, incluindo críticas de políticos dos EUA e do Reino Unido. Também não conseguiu aprovação do regulador de valores mobiliários da China para realizar o IPO fora do país em um cenário de tensões entre China e Estados Unidos.

Durante 2024, a Shein Distribution UK Ltd implementou várias iniciativas no mercado britânico. O documento menciona a abertura de uma loja temporária em Liverpool, uma excursão de ônibus natalina por 12 cidades do Reino Unido e a inauguração de 2 novos escritórios em Kings Cross e Manchester.

A varejista ampliou sua participação de mercado em um cenário de perda do poder de compra causada pela inflação, que levou consumidores a buscar alternativas mais baratas. A Shein é conhecida por seus preços baixos, promoções constantes e programas de cupons e recompensas que incentivam compras frequentes.

O modelo de negócios da empresa se expandiu para além do vestuário. O site da Shein no Reino Unido vende vestidos a partir de 7,99 libras e jeans por 15 libras. A plataforma também oferece produtos como brinquedos, materiais de artesanato e unidades de armazenamento.

As operações da varejista têm se beneficiado de isenções fiscais para pacotes de comércio eletrônico de baixo valor. Esse mecanismo permite que a empresa envie produtos diretamente das fábricas na China para os consumidores finais, na maioria dos casos livres de tarifas alfandegárias.

Essa vantagem competitiva está sendo reduzida, o que deve aumentar os custos operacionais e os preços praticados pela Shein, principalmente nos EUA, onde as importações chinesas agora enfrentam tarifas mais elevadas.

O Reino Unido também realiza uma revisão de sua política para importações de baixo valor, após varejistas locais argumentarem que a regulação atual dá vantagem competitiva injusta a empresas online como Shein e Temu.



Autor Poder360 ·


Melhor eficiência dos campos de exploração aumentou o volume de óleo e gás produzidos, segundo estatal

O lucro líquido da Petrobras ficou em R$ 26,7 bilhões no 2º trimestre de 2025. A estatal conseguiu reverter o prejuízo de R$ 2,6 bilhões registrado no mesmo período de 2024, segundo o relatório divulgado nesta 5ª feira (7.ago.2025) pela estatal (PDF – 2Mb).  

“A performance operacional foi impulsionada pela implementação de novos sistemas de produção e por uma melhoria na eficiência dos campos em operação. Esses fatores permitiram aumentar o volume de óleo e gás, refletindo positivamente nos resultados financeiros e mitigando os impactos da queda no preço do Brent”, afirmou em nota o diretor financeiro e de relacionamento com investidores da Petrobras, Fernando Melgarejo. 

No 1º semestre de 2025, o lucro líquido da estatal foi de R$ 61,8 bilhões. Em relação ao mesmo período de 2024, quando o lucro foi de R$ 21 bilhões, a alta registrada foi de 193,2%.

DESTAQUES FINANCEIROS

  • Ebitda Ajustado –lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização– de R$ 52,2 bilhões, 5% a mais que no 2º trimestre de 2024;
  • Fluxo de Caixa Operacional de R$ 42,4 bilhões, 10% a mais que no 2º trimestre de 2024;
  • Fluxo de caixa livre de R$ 19,2 bilhões, 39% a mais que no 2º trimestre de 2024.

DÍVIDA BRUTA

A dívida bruta da estatal ficou em US$ 68,1 bilhões ao final de junho de 2025, representando um crescimento de 5,5% em relação ao final do 1º trimestre de 2025. O motivo são as captações realizadas durante o 2º semestre e do início da operação da Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência afretada Alexandre de Gusmão (Mero 4), que resultaram no reconhecimento de US$ 1,1 bilhão –parcela Petrobras– no endividamento da companhia. 

PRODUÇÃO

Em 29 de julho, a estatal informou que a sua produção de petróleo e gás natural alcançou 2,91 milhões de boe/d (barris de óleo equivalente por dia) no 2º trimestre de 2025. O volume representa alta de 5% frente aos 2,77 milhões do 1º trimestre do ano. Em relação ao mesmo período de 2024, o aumento foi de 7,8%. Leia a íntegra do relatório (PDF – 2 MB).

O aumento se deu por causa da entrada gradual em operação das plataformas Almirante Tamandaré, Maria Quitéria, Anita Garibaldi e Anna Nery. Também contou o início da produção do FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, e o pico de produção do FPSO Marechal Duque de Caxias. A estatal ainda conectou 14 novos poços, 7 na Bacia de Santos e 7 na Bacia de Campos.



Autor Poder360 ·


Trump prometeu impor tarifa de 100% a países que importam produtos russos; valor comprado por Washington caiu 10 vezes após guerra

Apesar da promessa do presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), de impor tarifas de 100% a produtos russos e taxas secundárias a países que importam de Moscou, os Estados Unidos ainda importaram US$ 3,3 bilhões da Rússia em 2024. O valor é 10 vezes menor do que em 2021, quando os norte-americanos compraram US$ 30,8 bilhões em produtos russos.

A diminuição brusca de importações em poucos anos se dá pelas sanções econômicas dos EUA e da UE (União Europeia) à Rússia por causa da guerra na Ucrânia, que começou em 2022. Os dados são da Comtrade –agência que compila dados do comércio internacional.

Em 1 ano, o Kremlin deixou de vender metade do que vendia ao mercado norte-americano. O país deixou de comprar diesel e outros combustíveis russos, como parte das sanções. Atualmente, a maioria das importações dos EUA são de fertilizantes –mercado mundialmente liderado pelos russos.

As sanções econômicas buscam isolar a economia russa e pressionar o país a interromper os ataques à Ucrânia. O Kremlin, no entanto, encontrou no Brics –composto originalmente de Brasil, China, Índia e África do Sul– um importante aliado para sustentar sua economia e os próprios investimentos militares para a ofensiva. Em menos de 1 ano, a economia russa se recuperou e voltou a projetar crescimento.

Em 2024, a Rússia exportou 20 vezes mais aos integrantes originais do Brics do que aos países do G7 –grupo das 7 economias mais industrializadas do mundo. O grupo é composto por EUA, Canadá, França, Itália, Alemanha, Reino Unido e Japão.

Taxas de 100%

O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), ameaçou na 2ª feira (14.jul.2025) aplicar tarifas de 100% a produtos russos caso o Kremlin não encerre a guerra com a Ucrânia em 50 dias.

A taxa em si não teria impacto significativo direto no comércio da Rússia, visto que o país não mantém o mesmo nível de importação com os EUA. Contudo, o líder norte-americano também ameaçou impor “tarifas secundárias” a países que importam da Rússia. Apesar de não ter detalhado as taxas, elas afetariam nações como Índia, China e Brasil, além de outros aliados como Belarus e Turquia.

O senador Lindsey Graham (Partido Republicano), da Carolina do Sul, afirmou, horas antes de Trump que esses países seriam punidos por comprar diesel da Rússia.

A estratégia dos EUA é sancionar os países que sustentam a economia russa para forçá-los a pressionar Putin por um cessar-fogo na Ucrânia ou aumentar o isolacionismo econômico de Moscou.

A ameaça foi reforçada pelo secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte. A aliança militar pediu que as diplomacias de Índia, Brasil e China pressionem a Rússia a encerrar o conflito.

Inimigos, but not too much

Apesar das ameaças recentes, Trump tem um histórico relativamente amigável com Vladimir Putin, ao menos em comparação com outros presidentes norte-americanos, como o antecessor Joe Biden (Partido Democrata).

Na 1ª eleição do republicano, em 2016, houve acusações de interferência russa no pleito, a fim de beneficiá-lo. O Kremlin via em Trump um negociador mais “fácil” em relação aos interesses externos da Rússia do que sua rival à época, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton (Partido Democrata).

Depois de reassumir a Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump fez diversos movimentos de aproximação com Putin e de distanciamento do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro).

O republicano recebeu o ucraniano na Casa Branca em 28 de fevereiro. A conversa terminou em discussão e em acusações de Trump de que Zelensky estaria “flertando” com a 3ª Guerra Mundial. Dias antes, havia chamado o ucraniano de “ditador” e dito que ele faz um “péssimo trabalho”.

Além disso, desde que assumiu o 2º mandato, Trump teve o mesmo número de conversas com Zelensky e com Putin. Foram 5 com cada um, sendo 4 encontros presenciais e uma ligação com o ucraniano e 5 ligações com o russo –que evita sair da Rússia por causa de um mandado de prisão emitido em 2023 pelo TPI (Tribunal Penal Internacional).



Autor Poder360 ·