30 de janeiro de 2026
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Recém-filiado ao PSD, o governador Ronaldo Caiado disse nesta sexta-feira (30/1) estar confiante de que a base governista e o PL fecharão aliança em Goiás para as eleições majoritárias de outubro. Segundo afirmou, a confirmação do PL é o único entrave para concluir as chapas de candidatos a senador e governador no estado.

“Eu não posso adiantar por um partido que não é meu”, declarou Caiado, durante entrega do novo terminal de ônibus da Praça A, na Avenida Anhanguera, em Goiânia.

O governador reforçou que os contatos com lideranças têm sido produtivos e que há sinais positivos de entendimento entre as legendas. A articulação prevê uma chapa majoritária com o vice-governador Daniel Vilela (MDB) candidato a governador e Gracinha Caiado (União Brasil) e Gustavo Gayer (PL) como candidatos às duas vagas de senador.

“Sim, todos os contatos que eu tenho tido tem sido extremamente produtivo e tem sido reafirmada [a aliança com o PL]”, ressaltou.

Questionado sobre possíveis resistências internas no PL, em especial do senador Wilder Morais, presidente estadual da sigla, Caiado preferiu não polemizar e disse que aguardará a decisão formal do partido para avançar.

“Eu não vou comentar se vai isso ou aquilo, eu vou aguardar a decisão do partido para que aí possamos concluir a chapa de senadores e também de governador”, observou o governador.

Enquanto espera a definição do PL, Caiado afirmou que manterá interlocuções e estruturará a pré-campanha para, assim que houver sinal verde, concluir as composições de chapas.

Caiado também admitiu que a migração partidária exigirá trabalho de mobilização local, com foco em deputados e prefeitos que possam fortalecer o PSD em Goiás.

“Todos os deputados que vão sair do partido hoje vão ser motivados, prefeitos, motivados a expandir o partido [PSD] também no Estado de Goiás, que é um partido grande”, afirmou ele.

Sobre a acolhida no PSD, ele disse ter sido bem recebido por Gilberto Kassab, presidente nacional da sigla, e justificou a filiação como passo necessário para viabilizar a pré-candidatura presidencial.

“[O PSD] É um partido em que eu fui muito bem acolhido pelo nosso presidente, o Kassab, que me chamou, me convidou, e eu decidi”, disse o governador.

Saí do União Brasil em clima de total harmonia’

Ao comentar a saída do União Brasil, Caiado enfatizou que o rompimento ocorreu em clima de respeito e contato permanente com dirigentes nacionais e estaduais.

“Eu saí do União Brasil, mas no clima de total harmonia com todos, não tem aqui nenhum desentendimento, tanto é que vocês viram a nota oficial do Rueda, do ACM Neto, tudo de forma carinhosa, eu falo com eles todos os dias”, ponderou.

Caiado justificou ainda que a opção pela nova sigla decorre da necessidade de disputar em nível nacional, já que o União Brasil decidiu não lançar candidato ao Planalto.

“O partido resolveu não ter candidato para presidente, o direito que tem. Eu tenho que respeitar. E eles também respeitaram a minha decisão. Eu falei, olha, vocês entendam, eu cheguei na hora da minha vida que eu preciso buscar isso que eu tanto quero na minha vida [disputar novamente a Presidência da República]”, afirmou ele.

Em crítica ao governo federal, o governador responsabilizou o PT por falhas em políticas públicas e disse que continuará pedindo à imprensa que destaque as realizações de sua gestão em Goiás.

“Não deram conta de alfabetizar nossas crianças, não deram conta de fazer saúde chegar no interior. A violência continua e cresceu no governo do PT”, atacou.

Caiado informou ainda que a presidência do União Brasil em Goiás ficará com a primeira-dama Gracinha Caiado, pré-candidata ao Senado, e que conversará em breve com o senador Vanderlan Cardoso, presidente do PSD, sobre a nova configuração partidária no estado.



Autor Manoel Messias Rodrigues

Lidiane

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