11 de janeiro de 2026
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A avaliação, que considerou 100 hospitais públicos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país, inclui dez unidades de Goiás reconhecidas por sua resolutividade e desempenho. Essas instituições atuam tanto na capital quanto no interior, com serviços que abrangem urgência e emergência, saúde da mulher, pediatria, doenças infecciosas e assistência de alta complexidade.

Em termos brutos, no entanto, Goiás figura em segundo lugar no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo — que lidera pela quantidade total de hospitais, mas não pela proporção de oferta por habitante. Essa distinção entre número absoluto e cobertura per capita foi decisiva para a colocação de Goiás no topo do estudo.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde, e focou exclusivamente em hospitais que atendem pelo SUS. Foram analisados critérios técnicos como acreditação hospitalar, taxas de ocupação, indicadores de mortalidade e estrutura de suporte intensivo. O levantamento teve ainda apoio técnico do Instituto Ética Saúde (IES), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

“Esse resultado foi possível graças aos investimentos do governo do estado em UTIs e na descentralização do atendimento”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Rasível dos Reis.

Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia, inaugurado em fevereiro de 2022 // Foto: Iron Braz

Segundo o secretário, foi justamente a descentralização que permitiu a melhoria do acesso aos serviços e a elevação da qualidade dos atendimentos. A estratégia, diz Rasível dos Reis, aproximou pacientes das unidades e distribuiu melhor a capacidade de atendimento no território estadual.

“Esses procedimentos favorecem a chegada dos pacientes às unidades de saúde no tempo adequado, onde encontram profissionais qualificados e equipamentos necessários ao tratamento, que é realizado de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, enfatizou o secretário.

Mais investimento e expansão da rede

Goiás possui hoje 25 hospitais e seis policlínicas sob gestão estadual. Dados oficiais indicam que, entre 2019 e 2025, o investimento anual em saúde subiu de R$ 2,6 bilhões para cerca de R$ 5,7 bilhões, totalizando R$ 29,9 bilhões no período. Nesse intervalo, a rede hospitalar estadual cresceu de 17 para 25 unidades, e os leitos de UTI passaram de 267 para 848. Em 2025, o estado aplicou 15,08% da receita na área da saúde, percentual superior ao mínimo constitucional de 12%.

O Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia, figura entre as principais referências do ranking. A unidade se destaca não só pelo atendimento pediátrico de alta complexidade, mas também pela política de acolhimento familiar que adota.

“Quando uma criança adoece, a família adoece junto. Por isso, proporcionamos uma abordagem diferenciada para garantir melhor resultado no tratamento”.

Além do Hecad, integram a lista dos 100 melhores hospitais públicos do país outras unidades estaduais: Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia (Heapa), Hospital Estadual de Santa Helena (Herso), unidade de Luziânia, Hugol (Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira), HDT (Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad), HGG (Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi), Hospital do Centro-Norte (HCN – Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano) e Hospital Estadual da Mulher (Hemu – Hospital Estadual da Mulher Dr. Jurandir do Nascimento).

Autor Manoel Messias Rodrigues

Lidiane

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