6 de abril de 2026
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Segundo o vice-presidente, a redução anunciada pelos EUA foi insuficiente para equilibrar a competitividade do produto nacional frente aos concorrentes, como o Vietnã

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que a tarifa de 40% cobrada pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro continua “muito alta” mesmo após a ordem executiva do presidente Donald Trump (Partido Republicano), que reduziu em 10 pontos percentuais o imposto aplicado às exportações do Brasil.

Segundo ele, a redução da tarifa, que era de 50%, foi insuficiente para equilibrar a competitividade do produto nacional frente aos concorrentes. Em agosto de 2025, Trump aumentou em mais 40% a tarifa a produtos brasileiros –que já era de 10%– como resposta aos julgamentos enfrentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF (Supremo Tribunal Federal).

Alckmin destacou que o Brasil segue em desvantagem mesmo sendo o maior fornecedor de café arábico para o mercado americano. “No caso do café, não tem sentido. Ainda é alta, 40%.

Há uma distorção que precisa ser corrigida. Todo mundo teve 10% a menos. Só que, no caso do Brasil, que tinha 50%, ficou com 40%, que é muito alto. Aliás, no caso do Vietnã, reduziu 20%, porque era 20% e foi para zero”, disse. “O café também reduziu 10%, só que tem um concorrente que reduziu 20%. Então esse é o empenho que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade.

otimismo

O vice-presidente citou um contraste: enquanto o café permanece com tarifa elevada, o suco de laranja foi totalmente desonerado e hoje entra nos EUA com alíquota zero. Segundo ele, trata-se de um setor “muito atendido”, responsável por US$ 1,2 bilhão em exportações para o mercado americano.

Apesar das queixas sobre a tarifa do café, Alckmin afirmou que há ambiente diplomático favorável para novas negociações. “Vamos agora aguardar os próximos passos, mas estamos otimistas”, afirmou.



Autor Poder360 ·

Lidiane

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