Menina de 13 anos vítima de estupro é impedida pela Justiça de Goiás a fazer aborto legal | Violência de Gênero
Lidiane 11 de julho de 2024
Uma menina de 13 anos que foi vítima de estupro está sendo impedida pela Justiça de Goiás de realizar um aborto legal. Grávida de 28 semanas, ela decidiu interromper a gravidez quando estava na 18ª semana de gestação. O caso foi divulgado pelo Intercept Brasil, e corre em segredo de Justiça.
Devido a demora para conseguir acessar o direito, a menina cogitou a fazer um aborto por conta própria, segundo o portal. A decisão teria sido emitida por uma desembargadora. Por lei, a menina se enquadra na definição da lei brasileira que permite que uma pessoa faça um aborto; ou seja, gestação decorrente de estupro (incluindo estupro de vulnerável, no caso em que a vítima tem menos de 14 anos), de feto anencéfalo e que cause risco de vida à pessoa gestante.
O autor do estupro é um homem de 24 anos, conhecido do pai da vítima, segundo pessoas ouvidas com a reportagem que estão em contato direto com as partes envolvidas do caso. A reportagem afirma que o Boletim de Ocorrência foi feito somente após intervenção externa, e tentou ser impedido pelo pai. A Polícia Civil investiga o caso.
O caso foi veiculado pouco tempo após grande mobilização popular favorável à manutenção dos serviços de aborto legal. Em maio, foi protocolado na Câmara dos Deputados o PL 1904/24, que equipara aborto após a 22ª semana a homicídio. Especialistas ouvidas por Marie Claire afirmam que o projeto impactaria, principalmente, meninas vítimas de estupro.
Em junho, a Câmara aprovou a urgência da tramitação do projeto em uma votação de 23 segundos, o que dispensa que o texto seja apreciado pelas Comissões do Plenário. Após grande mobilização social, inclusive nas ruas e com pedido de saída do presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL), o projeto saiu de pauta. Há previsão de que ele seja retomado no segundo semestre deste ano.
Pai da vítima pediu à Justiça para adiar aborto legal
O genitor também pediu à Justiça que o aborto fosse adiado até a 30ª semana de gestação preservar as chances de vida do feto, e estaria recebendo apoio de advogados. Um dos magistrados está ligado a um grupo antiaborto: Apoena Nascimento Veloso, que integra a Comissão de Defesa da Vida da Associação dos Juristas Católicos de Goiás. Além disso, o pai da vítima é apoiado por uma freira e um padre da Igreja Católica.
A vítima tentou buscar atendimento no Hospital Estadual da Mulher (Hemu), em Goiânia, e pediu autorização do pai da menina, que é quem detém a guarda dela (já que a mãe reside em outro estado). Mas o pai não permitiu, e a equipe do hospital afirma não ter se sentido segura de realizar o procedimento. Por isso, a Justiça foi acionada pelo pai da menina.
Em uma primeira decisão, o aborto foi autorizado. A vítima já estava com 20 semanas de gestação. Mas uma segunda decisão suspendeu a interrupção, em 27 de junho. A juíza Maria do Socorro de Sousa Afonso e Silva permitiu a interrupção de emergência, desde que fosse possível salvar a vida do feto.
Em casos como este, a reportagem apura que o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Conselho Tutelar devem representar a vítima para que tenha acesso ao serviço.
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A magistrada não permitiu que fosse realizado o método de assistolia fetal, método recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para interromper uma gravidez avançada com segurança. Trata-se de uma injeção com químicos que interrompe os batimentos cardíacos do feto antes de ser retirado do útero. Em março, o Conselho Federal de Medicina (CFM) buscou proibir que médicos realizassem o procedimento, mas a normativa foi indeferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Por isso, a menina deveria passar por um parto antecipado. “O nascituro encontra-se em avançado estágio temporal de vida intrauterina, com possibilidades de sobrevida”, diz um trecho do documento. A juíza afirma que a menina não teria de ser a responsável legal ou cuidar do feto.
No entanto, com 25 semanas de gestação, o pai afirmou que deveria ser preservado o “direito à vida do nascituro” e questionou que o estupro tenha acontecido. Com estes argumentos, a desembargadora Doraci Lamar Rosa da Silva Andrade aceitou o pedido do pai em segunda instância. A decisão define que a gravidez não deve ser interrompida até que se marque o julgamento. Ela também alegou que não existisse laudos que comprovassem que a menina está em risco de vida.
Procurado pelo Intercept Brasil, o Tribunal de Justiça de Goiás afirmou que não comentaria o caso, mas que os magistrados “têm autonomia para decidir de acordo com seu convencimento”. Os advogados do pai da vítima não se pronunciaram devido ao sigilo do caso. Por meio da assessoria de imprensa, a Arquidiocese de Goiânia afirmou que não tem conhecimento do caso ou de envolvimento de padres ligados à Igreja Católica.
Nesta terça-feira (9), a menina passaria por uma consulta médica no Hospital da Mulher. A polícia estava no local. Organizações de defesa de direitos das mulheres afirmam que o pai esteve no hospital com os advogados porque queria acompanhar a consulta da filha. Eles conseguiram, mas testemunhas afirmam que não era do desejo da menina.
Juíza responsável pelo caso já impediu aborto legal
A reportagem apurou que, em 2022, a mesma juíza, Maria do Socorro de Sousa Afonso e Silva, impediu que uma segunda pessoa realizasse um aborto legal. Se tratava de uma menina de 11 anos, da periferia de uma cidade do interior de Goiás, que foi estuprada pelo padrasto, de 44 anos.
Uma reportagem do jornal O Popular da época afirmou que, enquanto a mãe e a menina assinaram o termo de consentimento para fazer a interrupção da gestação, a juíza voltou atrás após o pai da vítima expedir decisão judicial para suspender o aborto.
A decisão ocorreu mesmo após o Hospital Estadual da Mulher ter afirmado que ela teria direito ao aborto legal “tanto por seu direito diante de uma gravidez decorrente de violência sexual, quanto pelo risco que a gravidez impõe à sua saúde”.
Além disso, a reportagem afirma que a menina teria desistido da interrupção de gestação, após um padre mostrar um vídeo de como o procedimento supostamente seria realizado.
Mãe é presa suspeita de matar a filha asfixiada, simular que vítima tinha se matado e fugir com neto | Goiás
Lidiane 6 de julho de 2024
Uma mulher de 50 anos foi presa pela Polícia Civil em Santa Bárbara de Goiás suspeita de matar a filha asfixiada e simular que a morte tinha acontecido por um suicídio. Durante a fuga após o crime, ela levou o neto, filho da vítima.
O nome da mulher não foi divulgado e o g1 não localizou a defesa dela para se manifestar sobre o caso até a última atualização da reportagem.
O crime aconteceu na noite de 28 de maio do ano passado, na Asa Norte, em Brasília. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas no decorrer das investigações, a polícia constatou que se tratava de uma simulação para encobrir um homicídio.
A mulher também confessou ter dado remédios para a filha e a asfixiado. Em seguida, ela fugiu do apartamento com o neto. Durante as investigações, foi presa temporariamente e chegou a ser indiciada por homicídio qualificado.
Mas, segundo a polícia, a mulher conseguiu voltar à liberdade e fugiu para Goiânia, onde ficou escondida por um tempo. Ao fugir para Santa Bárbara de Goiás, no oeste goiano, acabou sendo presa, já que a Justiça tinha autorizado um mandado de prisão preventiva contra ela.
A Polícia Civil de Goiás informou que a mulher já foi acusada perante à Justiça pelo crime. Mas não deu mais informações sobre o que aconteceu com o neto dela.
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Padrasto é preso por estuprar enteada por 10 anos com a conivência da mãe da vítima, diz polícia | Goiás
Lidiane 4 de julho de 2024
A Polícia Civil (PC) prendeu um padrasto suspeito de estuprar a enteada por dez anos com a conivência da mãe da vítima. O crime aconteceu em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital, e prisão foi realizada na cidade de Mesquita, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RJ), nesta quinta-feira (4). A mãe da menina também foi presa por omissão (veja vídeo abaixo).
De acordo com a PC, a mãe e o padrasto da vítima fugiram para o Sudeste quando a investigação começou. A adolescente, que hoje tem 17 anos, ficou sob os cuidados da mãe do padrasto desde então.
Sayonara Lemgruber, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Aparecida de Goiânia, informou ao g1 que a defesa do casal ainda não se apresentou porque eles ainda estão no Rio de Janeiro.
De acordo com a delegada, a adolescente sofreu abusos dos 5 até os 15 anos de idade. A denúncia chegou para a polícia por meio de informações do Conselho Tutelar e da escola da adolescente, de acordo com a Sayonara.
As investigações da PC apuraram que a adolescente tentou tirar a própria vida e que fazia jejuns para se livrar de “sofrimento muito grande”, que é como ela definiu a violência que sofria.
A polícia afirmou ainda que a adolescente teria pedido ajuda para a mãe, mas que a mulher nunca tomou providências para que o abuso parasse.
O homem está sendo investigado por estupro com conjunção carnal (quando há introdução do pênis na vagina). A mulher pode responder por ciência e omissão do crime de estupro.
Padrasto é preso suspeito de estuprar enteada por 10 anos. Mãe sabia
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Empresário preso suspeito de matar mulher e dizer que ela tinha desaparecido é ciumento e violento, diz irmã da vítima | Goiás
Lidiane 4 de julho de 2024
O empresário preso suspeito de matar Dayara Talissa Fernandes da Cruz, de 21 anos, era ciumento e violento com ela, segundo a irmã da jovem, Daniela da Cruz. O homem foi preso suspeito de matá-la e depois dizer que ela tinha desaparecido, em Orizona, na região sul de Goiás.
“Ele era possessivo, ciumento e estressado. Eles viviam brigando, ela vivia cheia de hematomas pelo corpo”, contou a irmã.
O g1 entrou em contato com a defesa de Paulo Antônio Eruelinton Bianchini . A advogada afirmou que irá analisar o caso antes de divulgar o posicionamento.
O homem de 34 anos foi preso na segunda-feira (1º). Na quarta-feira (3), ele passou por audiência de custódia e a Justiça manteve a prisão. Ao g1, o delegado Kennet Carvalho explicou que o corpo da jovem não foi encontrado, mas, ao que tudo indica, ela não está viva.
Violência contra mulher: como pedir ajuda
Dayara Talissa é natural de Diamantino, no Mato Grosso. De acordo com a família, ela morava com Paulo há mais de um ano. Eles chegaram a terminar, mas reataram. Segundo a irmã, Dayara tinha muita vontade de ser mãe. “Ela tinha um coração muito bom. Nunca fez mal a ninguém”, disse a irmã.
Polícia Civil informou que foram realizadas várias diligências para localizar o corpo da jovem e que os trabalhos continuam.
Segundo Daniela, a última vez que conversou com a irmã, a jovem estava lavando roupa. Depois disso, a família não conseguiu mais falar com ela. A irmã disse que inicialmente o suspeito disse aos familiares que havia deixado a jovem em uma rodoviária, mas depois mudou a versão, afirmando que ela tinha desaparecido de outros lugares.
Desaparecimento e prisão
Dayara da Cruz teria sumido no 10 de março deste ano, em Orizona. A Polícia Civil informou que o próprio suspeito registrou o desaparecimento dela no dia 25 do mesmo mês.
Em seguida, conforme o delegado, foram constatadas contradições nas versões apresentadas pelo homem e, por isso, a polícia passou a apurar as possibilidades dos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. O homem é suspeito de ter matado a mulher, ter ocultado o corpo dela e registrado o desaparecimento.
Em razão das suspeitas, a polícia tentou cumprir mandados busca e apreensão, além de prisão do suspeito no dia 24 de junho. As operações ocorreram sem sucesso em quatro cidades do interior de Goiás. No entanto, no último 1º de junho o homem se entregou.
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Advogado que foi filmado atropelando bacharel em direito em posto de combustíveis tinha bebido com a vítima antes da confusão, diz delegado | Goiás
Lidiane 2 de julho de 2024
Advogado atropela três vezes homem em posto de combustível, diz polícia
O advogado de 38 anos, que foi filmado atropelando três vezes um bacharel em direito de 39 anos em um posto de combustíveis no Setor Sul, em Goiânia, tinha bebido com a vítima antes da confusão, segundo o delegado Paulo Ribeiro da Silva. A Polícia Civil informou que está investigando a motivação do crime.
O g1 entrou em contato nesta terça-feira (2), por meio de ligação e mensagem, com a defesa do advogado, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
De acordo com o delegado, o advogado tem escritórios em Palmas, no Tocantins, e em Goiânia. Paulo Ribeiro informou que a vítima, também de Palmas, estava viajando de carro para São Paulo e parou na capital goiana por questões relacionadas ao veículo.
O delegado contou que os dois homens chegaram juntos ao posto de combustíveis e foram flagrados pelas câmeras de segurança conversando de forma amigável e tomando bebidas alcoólicas no local na última quinta-feira (27). O investigador também informou que, apesar disso, os envolvidos alegaram em depoimento não se lembrar dos eventos que levaram ao atropelamento.
“Tanto o suspeito quanto a vítima afirmaram que não se conheciam e não se lembram de como aconteceu o incidente ou como chegaram ao estabelecimento”, afirmou o delegado.
Paulo Ribeiro disse que o advogado estava na casa de um parente quando foi localizado pela Polícia Civil na segunda-feira (1°). Também informou que o bacharel em direito, que não teve a identidade revelada, foi levado para o hospital e já teve alta.
O investigador informou que, até o momento, outras duas pessoas foram ouvidas: a vítima e a noiva dele. De acordo com Paulo, o suspeito deve passar por audiência de custódia nesta terça-feira. Exames toxicológicos serão realizados para verificar se houve consumo de outras substâncias além do álcool.
O caso está sendo tratado pela polícia como tentativa de homicídio. O delegado informou que funcionários do estabelecimento também serão ouvidos.
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil informou que ainda não tem conhecimento dos fatos noticiados e, portanto, não se manifestará por enquanto (veja a nota abaixo).
Vídeo mostra atropelamento
O caso aconteceu no dia 27 de junho. Um vídeo de câmera de segurança mostra o momento em que o advogado atropela a vítima três vezes e depois foge do local. Nas imagens, o suspeito é visto entrando em um carro prata e manobrando até o pátio do posto. Em seguida, o bacharel em direito se aproxima do carro e conversa com ele por alguns minutos.
Em outro momento, a vítima tenta passar pela frente do carro, mas é atropelada e arremessada ao chão. O motorista acelera, coloca marcha ré e passa por cima da vítima mais duas vezes antes de ir embora.
Depois do atropelamento, pessoas que estavam no posto correram para ajudar a vítima, enquanto o advogado fugia do local.
Nota da Ordem dos Advogados do Brasil
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) informa que não tem conhecimento dos fatos recentemente noticiados. Portanto, até o presente momento, não se manifestará sobre o assunto. Assim que tomar conhecimento formal do caso, esta Seccional informará à OAB Tocantins (OAB-TO), que é competente para tratar da conduta deste inscrito.
É importante esclarecer que, considerando que o advogado em questão possui inscrição principal no Estado do Tocantins, as medidas cautelares pertinentes são de competência exclusiva da OAB-TO. Contudo, qualquer representação ético-disciplinar, se necessária, deverá ser tratada pelo órgão competente do local onde os fatos ocorreram.
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Empresário que foi filmado espancando mulher mesmo após filho tentar impedi-lo chora em depoimento e diz que não agrediu a vítima; vídeo
Lidiane 29 de junho de 2024

Ele afirma que a esposa abriu a porta do carro e pulou. Imagens de câmera de segurança mostram quando homem passa com o carro sobre a vítima e desferi socos contra ela. Empresário filmado espancando mulher chora em de em depoimento e nega agressão
O empresário Fabricio Barbosa da Silva, preso após atropelar e agredir a esposa, em Goianésia, na região central de Goiás, chorou e negou as acusações durante depoimento à Polícia Civil (veja acima). Ao depor, ele negou também que tenha empurrado o filho que tentou impedir as agressões, mas um vídeo da câmera de segurança mostra o empresário agredindo a mulher mesmo depois da criança tentar impedi-lo.
O g1 não obteve o contato da defesa do empresário para um posicionamento até a última atualização desta reportagem.
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Para o delegado responsável pelo caso, Marco Antônio Zenaida, o empresário negou as agressões e disse que não está arrependido, pois não fez nada. “Como vou me arrepender de algo que, na minha consciência, eu não fiz nada?”, questiona. Ele nega também que nunca houve caso de agressão em 8 anos em que ele e a esposa estão juntos.
“A gente nunca teve briga, nem confusão, nunca. Sou um pai de família que sempre deu tudo do bom e do melhor para minha família”, disse, chorando, apesar das imagens mostrarem o contrário. O g1 não conseguiu contato com a esposa do empresário para que ela pudesse dar a versão dela sobre o caso.
Empresário que foi filmado espancando mulher mesmo após filho tentar impedi-lo chora em depoimento para Polícia e diz que não agrediu a vítima
Reprodução/Redes Sociais
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De acordo com o empresário, ele, a esposa e o filho haviam ido almoçar em um bar em Goianésia e lá ingeriram bebida alcóolica. O empresário relata que, ao irem embora, ele disse que iria dirigir na volta para casa. Segundo o relato dele, não houve discussão até chegarem à porta de casa, quando a esposa abriu a porta do carro e pulou, pois ele não havia deixado ela dirigir.
“Foi a hora que ela pulou do carro e eu guardei o carro para dentro. Saí para fora para pegar ela. Quando fui no chão, eu fui para pegar ela, para levantar ela, levantar a cabeça dela, porque ela estava ruim, né?”, contou.
Na imagens que registraram o momento (veja o vídeo abaixo), é possível ver quando ele fez a curva para estacionar o carro dentro de casa, já com a porta do carro aberta, e, em seguida, a vítima apareceu deitada na rua. Logo depois, ele saiu da garagem e começou a desferir socos na mulher. A vítima chegou a ser encaminhada para atendimento médico, apresentando sinais de fratura no braço, mas foi embora antes de fazer exames e sem alta, segundo equipe que a atendeu.
Homem é preso suspeito de atropelar e espancar mulher no meio de rua e não parar nem após filho abraçar a perna dele para tentar contê-lo
Reprodução/TV Anhanguera
Sobre ter empurrado o filho que tentava separar os pais, o empresário também negou. “Eu não empurrei ele não, eu coloquei ele para o lado para poder levantar ela do chão”, afirma. Também no vídeo que registrou o momento da agressão, é possível ver que o filho tentou empurrar o pai enquanto ele desferia socos contra a vítima. Em outro momento do vídeo, a criança estava segurando a perna do pai para impedir a agressão.
Na quarta-feira (26), a prisão em flagrante do empresário foi convertida em prisão preventiva em audiência de custódia, contou o delegado Marco Antônio ao g1. “O juiz fez análise da necessidade ou não da prisão preventiva e entendeu que era caso para se manter preso”, explicou. O empresário é investigado por tentativa de feminicídio e por digirir alcoolizado.
Entenda o caso
Homem é preso suspeito de atropelar e espancar mulher no meio de rua e não parar nem após
O empresário de 32 anos foi preso em flagrante após atropelar e agredir a esposa de 29 anos em frente à casa da família, em Goianésia, na segunda-feira (24). O momento da agressão foi registrado por câmera de monitoramento e o vídeo mostra que o homem não parou de agredir a mulher mesmo depois de o filho ter tentado impedi-lo, o empurrando e segurando a perna dele.
Ainda no vídeo, é possível ver a família chegando em casa e, quando o carro faz a curva para entrar na garagem, a porta do passageiro, ao lado do motorista, estava aberta. Logo em seguida, a mulher aparece deitada na rua, perto da calçada da casa.
O filho do casal, que tem em torno de 8 anos, relatou aos policiais militares que atenderam a ocorrência que o empresário empurrou a mulher para fora do carro e, segundo a vítima, uma das rodas do carro passou em cima de um dos braços dela.
A equipe médica que atendeu a vítima no dia da agressão informou, ao g1, que ela apresentava uma ferida com inchaço no braço direito, indicando uma possível fratura. Ela foi encaminhada para fazer uma tomografia, mas foi embora da unidade acompanhada de um conhecido dela, sem fazer o exame de tomografia e alta médica.
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Nova vítima de dentista preso por exercício ilegal da medicina ficou com rosto deformado e terá que fazer cirurgia, diz delegado | Goiás
Lidiane 28 de junho de 2024
À polícia, a paciente contou que fez um procedimento estético com Igor Leonardo e ficou com o rosto assimétrico. Ela acreditava que o dentista tivesse aplicado ácido hialurônico durante o procedimento, mas na realidade, segundo o delegado, foi usado polimetilmetacrilato, substância conhecida como PMMA.
“Foi utilizado PMMA ao invés de ácido hialurônico. Só foi descobrir posteriormente. Houve assimetria e só com cirurgia plástica para tentar remover e verificar o material”, disse o delegado.
Em nota, o advogado do dentista negou todas as acusações e disse que o cliente é inocente. Segundo Felipe Pereira Pedro, o dentista “jamais utilizou” o preenchedor permanente PMMA.
O uso de ácido hialurônico como preenchedor em procedimentos estéticos é visto como seguro pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e outras instituições de saúde, por se tratar de uma substância absorvida pelo corpo sem problemas.
Já o PMMA é um componente plástico com diversas utilizações na área de saúde, mas considerado de risco máximo. Ele não é absorvido pelo corpo.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) restringiu a aplicação dele a correções pequenas de deformidades do corpo após tratamentos de AIDS ou de poliomielite. Além disso, só profissionais médicos treinados podem administrá-lo.
O delegado disse que a lesão deixada na paciente será analisada por um perito médico. Mas que, por conta deste caso e da denúncia de outra paciente, o dentista já está sendo investigado por lesão corporal, exercício ilegal da medicina e descumprimento de decisão judicial.
Conforme a polícia, Igor Leonardo é suspeito de exercer ilegalmente a medicina ao realizar procedimentos estéticos permitidos apenas à cirurgiões plásticos. Ele está preso desde segunda-feira (24), após ser flagrado fazendo procedimentos de forma clandestina em um consultório com as portas fechadas.
A história de uma paciente do dentista ganhou repercussão nacional por conta de complicações graves. Elielma Carvalho Braga fez uma cirurgia chamada alectomia, em junho de 2020, após ver anúncios do dentista na internet. O objetivo era reduzir as asas nasais e afinar o nariz, mas o procedimento não pode ser feito por dentistas.
Inicialmente, Elielma acreditou que a cirurgia tinha dado certo, mas nos dias seguintes, começou a sentir fortes dores e alterações no rosto. Ela teve uma necrose no lado direito do nariz e, por perder parte da pele, já fez pelo menos 20 cirurgias reconstrutoras.
“Meu rosto começou a queimar. No outro dia ficou cheio de bolha, como se fosse queimadura”, contou.
A paciente nunca mais teve a mesma aparência por conta das cicatrizes, além de outras consequências, como a dificuldade de respirar. Ela afirma que continua tentando recuperar o nariz, apenas para ter uma qualidade de vida melhor
“Quero poder respirar direito novamente e voltar a trabalhar. Estou bem melhor psicologicamente. Tenho muito apoio da minha família e amigos. Estou vivendo um dia após o outro”, disse.
Íntegra defesa Igor Leonardo
Na qualidade de procurador do Dr. Igor Leonardo Soares Nascimento, sirvo-me da presente para relatar que Igor Leonardo é odontólogo, formado desde janeiro de 2004, pai de três filhos, sendo um deles acometido com doença grave, a hemofilia.
Igor sempre prezou pela boa qualidade dos seus atendimentos, jamais tendo utilizado preenchedor permanente – o PMMA, conforme alegado.
Ademais, é necessário destacar que Igor está sendo punido por exercer procedimentos compatíveis e permitidos pelas normas do Conselho Federal de Odontologia.
Embora pairem sobre o mesmo tais imputações, sua inocência restará devidamente comprovada nos autos.
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POLÍCIA CIVIL DE SANTA CRUZ DE GOIÁS RESGATA VÍTIMA DE CÁRCERE PRIVADO E AUTUA COMPANHEIRO DESTA EM FLAGRANTE
Lidiane 20 de junho de 2024
A Polícia Civil do Estado de Goiás, por intermédio da equipe da Delegacia de Polícia de Santa Cruz de Goiás/9a DRP, no início da noite de 19.06.2024, prendeu em flagrante um investigado, de 38 anos de idade, suspeito de manter em cárcere privado sua companheira (de 39 anos) e agredir fisicamente seu enteado, de apenas 07 anos de idade.
Conforme consta da investigação, segundo o relato da vítima, após conhecer o investigado por uma rede social, foi morar com o mesmo há cerca de 06 meses na zona rural de Santa Cruz, entretanto, este passou a restringir sua liberdade há pelo menos 05 meses, deixando-a trancada na residência, mantendo portas e janelas sempre fechadas e não permitindo que ela mantenha contato desvigiado com outras pessoas.
Ainda segundo a vítima, ao longo dos últimos meses sofreu todo tipo de violência, inclusive de natureza sexual, tendo o autuado introduzido objetos em suas partes íntimas, a obrigado a comer sabão e a ingerir o próprio vômito, dentre outros atos criminosos, que serão devidamente investigados.
Comunicada de uma possível situação de violência doméstica, a equipe da Polícia Civil diligenciou até o local e deparou com o casal e a criança juntos, tendo então a vítima narrado as violências a que era submetida. Ainda constatou-se que a criança, filha da vítima, apresentava diversos ferimentos pelo corpo, decorrentes de agressão física praticada pelo padrasto, que seriam recorrentes.
De imediato o investigado recebeu voz de prisão e foi conduzido à Depol, onde foi *autuado em flagrante delito pelos crimes tipificados nos arts. 148, pár. 2°, e 129 párs. 9° e 13, do Código Penal, c/c Lei Maria da Penha*, sendo em seguida recolhido no sistema prisional e encontra-se à disposição do Poder Judiciário, cujo inquérito policial instaurado irá apurar todas as condutas e circunstâncias dos crimes.
Bancário suspeito de desviar quase R$ 200 mil de homem ostentava vida de luxo com dinheiro que vítima juntava para aposentadoria, diz polícia | Goiás
Lidiane 18 de junho de 2024
O bancário preso em Goianira, na Região Metropolitana da capital, suspeito de desviar R$ 190 mil de um homem, ostentava uma vida de luxo com o dinheiro que a vítima juntava para a aposentadoria, informou a Polícia Civil. De acordo com a investigação, o suspeito gastou R$ 1,8 mil da vítima em apenas um dia com compras em lojas de marcas famosas e restaurantes luxuosos.
O g1 não conseguiu contato com a defesa do bancário até a última atualização desta reportagem. Em depoimento à polícia, o suspeito ficou em silêncio.
O bancário foi preso na segunda-feira (17) em uma agência bancária onde trabalhava, durante a Operação Cashback. Segundo a Polícia Civil, a vítima do furto morou na Venezuela nos últimos 10 anos, onde trabalhou para juntar o dinheiro com intuito de se aposentar no Brasil.
Thiago Carvalho, delegado responsável pelo caso, informou que a maior parte do dinheiro era sacado em bancos de Aruanã, Goiânia e Goianira. De acordo com a investigação, os crimes começaram no mês de março de 2023.
“A vítima é uma pessoa bem humilde, trabalhador rural de uma lavoura na Venezuela. Ele só percebeu que havia um déficit alto nos valores da conta no extrato bancário quando voltou para Aruanã. Ele chegou na delegacia para fazer o registro e tivemos dificuldade até para colher as digitais por conta do trabalho dele”, conta Thiago.
O delegado informou ao g1 que, houve um mês em que o investigado sacou mais de R$ 25 mil da conta bancária da vítima. A polícia apreendeu cartões da vítima que estavam com o investigado.
Bancário é preso suspeito de desviar quase R$ 200 mil de homem que morava no exterior
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o suspeito compra óculos e relógio usando o dinheiro da vítima com o cartão e também com dinheiro em espécie, segundo a Polícia Civil (veja o vídeo acima).
“Vamos continuar as investigações para descobrir se tem mais participantes e mais vítimas”, disse o delegado.
De acordo com a polícia, ele deve responder por furto qualificado por abuso de confiança. Se condenado, a pena pode chegar a oito anos de prisão.
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Idoso preso por matar adolescente e esconder corpo em cisterna mentiu para a família dizendo que vítima tinha sumido após sair de casa, diz polícia | Goiás
Lidiane 13 de junho de 2024
A polícia encontrou o corpo da adolescente na última no último dia 06 de junho, em Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal (DF). O idoso foi preso no mesmo dia e, segundo a polícia, ele confessou o crime. O g1 não conseguiu contato com a defesa do suspeito até a última atualização desta reportagem.
Segundo o delegado Augusto Albernaz, que investiga o caso, uma tia de Anna Carolina denunciou o desaparecimento da sobrinha no último dia 28 de maio. Albernaz contou que a mulher sabia da relação da adolescente com o idoso e, ao dar falta da sobrinha, foi até a casa do suspeito para ter informações sobre ela.
“Ela foi até a casa dele perguntar por ela e [o suspeito] disse que ela saiu com alguns pertences com outro rapaz e não voltou mais”, detalhou o delegado.
A Polícia Militar explicou que soube que a adolescente estava desaparecida e que, após fazer um levantamento, encontrou a casa onde o corpo estava escondido. O corpo foi encontrado após os policiais estranharem a existência de uma estrutura de cimento recente que estaria sobre a cisterna.
Idoso é suspeito de matar adolescente em Planaltina de Goiás
Ao g1, a Polícia Civil explicou que, inicialmente o suspeito não admitiu os crimes, mas que familiares suspeitavam que o corpo encontrado seria de Anna Carolina Silva. A família reconheceu o corpo da menina no local em que ele foi encontrado por meio das tatuagens dela.
Preso em flagrante por ocultação de cadáver, o idoso pode ainda responder por exploração sexual, por ser a vítima uma adolescente. De acordo com o delegado, devido à gravidade do crime, ele acredita que a Justiça deve converter a prisão do suspeito em provisória após audiência de custódia.
De acordo com a investigação, quando a ex-companheira do idoso descobriu o relacionamento com a adolescente e que ela estava frequentando a casa, exigiu que o suspeito mandasse a garota embora, mesmo já divorciados. O idoso aceitou o pedido da ex-mulher e pediu para que a adolescente saísse da casa, apontou Humberto Soares.
Ainda segundo a Polícia Civil, o idoso afirmou em depoimento que a adolescente começou a ameaçá-lo, dizendo que se saísse da casa iria denunciar o suspeito para a polícia. Disse ainda que, amigos de Ana Carolina, apontados como traficantes pela investigação, foram até a casa do idoso para colaborar com as ameaças.
“Ele disse que a matou diante de ameaças que ela teria feito contra sua família. Além disso, ele afirmou que Anna teria dito que iria tomar a casa dele na Justiça”, detalhou a polícia.
Aproveitando do momento em que a adolescente estava sob efeito de drogas, o idoso a esfaqueou no pescoço e deu início as demais lesões causadas. Em depoimento, o suspeito confessou que o crime ocorreu em 30 de maio deste ano.
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