Presidente dos EUA cita caso Epstein e volta a criticar imprensa, adversários políticos e atletas trans em esportes femininos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), publicou na 5ª feira (25.dez.2025) uma mensagem de Natal em seu perfil do Truth Social. A mensagem misturou votos de boas festas e ataques sobre o caso Epstein, “esquerda radical”, e a mídia.
Na publicação, Trump desejou “Feliz Natal a todos”, mas incluiu ataques a pessoas que, segundo ele, mantiveram relações com o financista Jeffrey Epstein antes de se distanciarem do escândalo. O presidente afirmou que essas pessoas “adoravam Epstein”, frequentavam sua ilha e suas festas, e o abandonaram “como um cão” quando o caso veio a público.
O presidente tentou se desvincular de Epstein ao dizer que foi “o único que abandonou Epstein, e muito antes de isso se tornar moda”. Disse ainda que a eventual divulgação de nomes ligados ao caso faria parte de uma “caça às bruxas da esquerda radical” e que revelaria que os envolvidos “são todos democratas”.
Trump também voltou a atacar a imprensa, com críticas diretas ao New York Times, que classificou como “decadente”. Segundo ele, o jornal teria sido obrigado a se desculpar por sua cobertura eleitoral e teria perdido assinantes por divulgar informações “altamente imprecisas (FALSA!)”. O presidente afirmou que a mídia estaria repetindo esse comportamento e prejudicando pessoas “em sua maioria inocentes”.
“Aproveitem o que pode ser seu último Feliz Natal!”, finalizou Trump.
Na 4ª feira (24.dez), véspera de Natal, Trump também publicou uma mensagem de boas festas no Truth Social com teor semelhante. Na ocasião, desejou Feliz Natal “incluindo a escória da esquerda radical”, a quem acusou de tentar “destruir o país, mas está falhando miseravelmente”.
Na postagem, o presidente exaltou ações de seu governo e voltou a criticar pautas defendidas por democratas. Ele afirmou que os EUA não teriam mais “fronteiras abertas”, nem a participação de “homens em esportes femininos”, além de mencionar restrições a direitos de pessoas trans e uma política de segurança mais rígida.
Trump também elencou indicadores econômicos que atribuiu à sua gestão, como mercados financeiros em níveis recordes, crescimento do PIB de 4,3% –que disse estar acima das projeções–, inflação 0 e queda nos índices de criminalidade. O republicano ainda creditou às tarifas alfandegárias o que chamou de “trilhões de dólares em crescimento e prosperidade” e afirmou que o país voltou a ser respeitado no cenário internacional.

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Presidente dos EUA disse que ofensiva aérea focou em “terroristas” que tem assassinado “cristãos inocentes”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que realizou nesta 5ª feira (25.dez.2025) ataques aéreos contra integrantes do Estado Islâmico no noroeste da Nigéria. Em publicação na rede social Truth Social, o presidente norte-americano afirmou que o grupo tem assassinado “cristãos inocentes, em níveis não vistos há muitos anos”.
Trump declarou que o Departamento de Guerra dos EUA “executou numerosos ataques perfeitos” ao Estado Islâmico. “Anteriormente avisei esses terroristas que se não parassem o massacre de cristãos, haveria um inferno a pagar e, hoje à noite, houve”, afirmou.
Segundo o secretário de defesa, Pete Hegseth, a operação contou com a “cooperação” do governo da Nigéria. “O Presidente foi claro no mês passado: a morte de cristãos inocentes na Nigéria (e em outros lugares) precisa acabar. O Departamento de Guerra está sempre pronto, então o ISIS descobriu essa noite, no Natal”, afirmou.
O comando das Forças Armadas dos EUA declarou que os ataques foram realizados na região de Sokoto.
Leia a manifestação de Donald Trump:
“Hoje à noite, sob minha direção como Comandante em Chefe, os Estados Unidos lançaram um ataque poderoso e letal contra a Escória Terrorista do ISIS no noroeste da Nigéria, que tem atacado e assassinado brutalmente, principalmente, cristãos inocentes, em níveis não vistos há muitos anos, e até Séculos! O Departamento de Guerra executou numerosos ataques perfeitos, como apenas os Estados Unidos são capazes de fazer. Sob minha liderança, nosso País não permitirá que o Terrorismo Islâmico Radical prospere. Que Deus abençoe nossas Forças Armadas, e FELIZ NATAL a todos, incluindo os Terroristas mortos, dos quais haverá muitos mais se seu massacre de cristãos continuar. DONALD J. TRUMP, PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA”.
.@POTUS “Tonight, at my direction as Commander in Chief, the United States launched a powerful and deadly strike against ISIS Terrorist Scum in Northwest Nigeria, who have been targeting and viciously killing, primarily, innocent Christians, at levels not seen for many years, and… pic.twitter.com/ct7rUW128t
— Department of War 🇺🇸 (@DeptofWar) December 26, 2025
The President was clear last month: the killing of innocent Christians in Nigeria (and elsewhere) must end.
The @DeptofWar is always ready, so ISIS found out tonight — on Christmas. More to come…
Grateful for Nigerian government support & cooperation.
Merry Christmas! https://t.co/k5Q3Qd4ClE
— Pete Hegseth (@PeteHegseth) December 25, 2025
Governo rebatiza organização durante disputa judicial e na véspera da assinatura de um acordo entre Ruanda e Congo
O governo norte-americano renomeou na 4ª feira (3.dez.2025) o Instituto da Paz dos EUA, uma organização independente e sem fins lucrativos, em homenagem ao presidente Donald Trump (Partido Republicano).
O Departamento de Estado dos EUA divulgou uma foto que mostra a nova fachada do edifício-sede, localizado em Washington. A imagem mostra uma placa com a inscrição “Donald J. Trump” adicionada acima do nome da instituição.
“Nesta manhã, o Departamento de Estado renomeou o antigo Instituto da Paz para homenagear o maior negociador da história de nossa nação. Bem-vindos ao Instituto da Paz Donald J. Trump. O melhor ainda está por vir”, declarou o Departamento de Estado na rede social X.
A mudança de nome ocorreu na véspera da assinatura de um acordo de paz entre os presidentes de Ruanda, Paul Kagame, e da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, que será realizada nesta 5ª feira (4.dez) no instituto com a presença de Trump. O conflito entre os países é 1 dos 7 que o presidente norte-americano diz ter encerrado em sua busca pelo Prêmio Nobel da Paz.
A medida também trouxe à tona a acirrada disputa judicial pelo instituto. Segundo o jornal The New York Times, a sede está vazia desde que o governo Trump assumiu o controle do prédio em março deste ano, como parte de um esforço mais amplo do (Doge) Departamento de Eficiência Governamental, anteriormente liderado por Elon Musk, para desmantelar instituições que trabalham com política externa.
Nas semanas seguintes à tomada do prédio, o governo demitiu a maior parte da equipe e esvaziou a organização. Chegou a remover um objeto decorativo interno com o nome e o logotipo do instituto, uma representação de uma pomba e um ramo de oliveira.
George Foote, ex-advogado do instituto, afirmou em comunicado na 4ª feira (3.dez) que a renomeação “adiciona insulto à injúria”. O instituto foi criado pelo Congresso na década de 1980 e recebeu verbas federais para seus programas, mas ex-funcionários dizem que ele não faz parte do Poder Executivo e, portanto, não está sujeito à autoridade do presidente.
O edifício foi construído em 2012 e está localizado em um terreno pertencente à Marinha, que transferiu a jurisdição para o instituto há mais de 2 décadas.
Em novembro, o tribunal rejeitou um último pedido dos ex-funcionários do instituto para retomar o controle do edifício. Mas os ex-funcionários, muitos dos quais continuam trabalhando de forma independente, disseram que planejam protestar durante a cerimônia de assinatura desta 5ª feira.
Uma decisão final sobre o destino da organização está pendente na corte de apelações federal.
Trump avalia pressão à Venezuela após Maduro descumprir prazo, diz agência
Lidiane 2 de dezembro de 2025
Maduro pediu por anistia legal e completa a ele e a seus familiares; presidente norte-americano negou a proposta e avalia novas formas de pressionar o país latino
O presidente dos EUA (Estados Unidos), Donald Trump (republicano), reuniu-se com assessores nesta 2ª feira (1º.dez.2025) para discutir formas de pressionar a Venezuela, após o presidente venezuelano, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), descumprir o prazo para deixar o país. O ultimato imposto por Trump expirou na 6ª feira (28.nov), conforme noticiou a agência Reuters nesta 2ª feira (1º.dez).
O encontro do presidente dos EUA foi realizado com integrantes da equipe de segurança nacional, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Mais detalhes sobre a conversa não foram divulgados.
Durante telefonema em 21 de novembro, Maduro fez uma série de pedidos a Trump para deixar a Venezuela em troca de uma possível renúncia. As condições do líder venezuelano incluíam anistia legal e completa a ele e a seus familiares, com a remoção de todas as sanções estadunidenses, além de retirada de acusações do Tribunal Penal Internacional e a suspensão de sanções contra mais de 100 funcionários do governo venezuelano.
Trump recusou os pedidos e deu a Maduro o prazo de uma semana para que ele deixasse a Venezuela para o destino de sua escolha, acompanhado de seus familiares. Passado o prazo, o presidente venezuelano continuou no país.
MADURO JURA “LEALDADE ABSOLUTA”
Em aparição pública nesta 2ª feira (1º.dez), o presidente venezuelano jurou lealdade ao país. A fala se deu durante uma marcha convocada pelo governo da Venezuela para empossar novos líderes locais do partido governista PSUV.
“Tenham certeza de que, assim como jurei diante do corpo do nosso comandante Chávez antes de me despedir dele, lealdade absoluta ao custo da minha própria vida e tranquilidade, eu juro a vocês lealdade absoluta até o fim, enquanto pudermos viver esta bela e heróica história”, disse Maduro.
PEDIDO DE AJUDA
No no domingo (30.nov), Maduro enviou uma carta à Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), pedindo que o grupo ajude seu país a combater as “crescentes e ilegais ameaças” dos Estados Unidos e de seu presidente.
O líder venezuelano acusou os EUA de tentarem “se apoderar” das reservas de petróleo da Venezuela. Também denunciou o “uso de força militar letal contra o território, o povo e as instituições do país”.
Até esta 2ª feira (1º.dez), os EUA já haviam destruído ao menos 16 embarcações no Mar do Caribe e Pacífico e posicionado o porta-aviões Gerald R. Ford na região, como forma de pressionar o regime de Maduro.
ESPAÇO AÉREO FECHADO
Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a permanência de Maduro levou Trump a fechar o espaço aéreo do país no sábado (29.nov). Trump confirmou no domingo (30.nov) que conversou com o presidente venezuelano, mas evitou dar detalhes do que foi discutido.
“A todas companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas, por favor considerem O ESPAÇO AÉREO ACIMA E AO REDOR DA VENEZUELA COMO TOTALMENTE FECHADO. Obrigado pela atenção!”, escreveu Trump.
O governo da Venezuela considerou a declaração uma “ameaça colonialista”. No domingo (30.nov), a Autoridade de Aeronáutica Civil da Colômbia se solidarizou com o país vizinho e disse que o espaço aéreo da Venezuela está “aberto e operando”, sem restrições que afetem a segurança dos aviões.
Setores como o do café e da carne recuperaram a condição de competir no mercado estadunidense; fim da tarifa de 40% se soma ao de outra, de 10%, extinta na semana passada
A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), de reduzir tarifas de importação sobre produtos agrícolas, trouxe um alívio imediato e significativo para alguns setores do agronegócio brasileiro.
Ao contrário das expectativas iniciais de apenas uma redução parcial da tarifa recíproca de 10%, a medida desta 5ª feira (20.nov.2025) isentou produtos-chave do Brasil da pesada sobretaxa de 40%, restaurando a competitividade do país no mercado norte-americano.
Na prática, a tarifa total brasileira para esses itens caiu de proibitivos 50% (os 40% específicos + os 10% globais) para as taxas base (em alguns casos, zero).
Com isso, o “desequilíbrio competitivo” que ameaçava as exportações nacionais foi desfeito. Os concorrentes do Brasil, que também tiveram zerada a tarifa de 10%, não terão mais a vantagem desleal de operar isentos enquanto o produto brasileiro permanecia taxado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou. “Agora eu estou feliz”, disse, durante evento em São Paulo, horas depois do anúncio do fim das tarifas de Trump.
O ex-secretário de Comércio Exterior do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Welber Barral, que antes traçava um cenário de perda de mercado, vê uma oportunidade de retomada com o fim das tarifas de Trump. Segundo ele, a ameaça de que concorrentes como Indonésia, Malásia e Vietnã tomassem o espaço brasileiro foi neutralizada.
O resultado, diz Barral, é que o Brasil evita queda nas exportações. “A assimetria com a taxa de 40% resultou numa acentuada queda nas exportações, visto que o país não estava conseguindo colocar em outros mercados o volume excedente rejeitado pelo gigante mercado americano”.
Fim da Desvantagem
Uma análise detalhada por setor mostra que principais cadeias exportadoras retomaram competitividade:
- Café: o grande vencedor. O Brasil, principal fornecedor, escapou da tarifa de 40%. Agora, compete novamente com Colômbia e Vietnã sob as mesmas condições tarifárias, preservando sua liderança;
- Carne Bovina: o Brasil, segundo maior fornecedor, livrou-se da taxa de 40%. Isso permite enfrentar a concorrência da Austrália e dos parceiros do USMCA (México e Canadá) sem a barreira de preço que inviabilizaria o produto nacional.
Inflação Americana
A decisão do presidente Trump deve ter levado em conta a pressão inflacionária nos EUA, dizem especialistas. “O café estava pressionando a inflação nos EUA. A cada 1 dólar importado de café, agregam-se US$ 43 dólares na economia americana”, declarou Marcos Matos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé).
Segundo Matos, o café foi o produto com maior índice de inflação nos EUA, chegando a ficar “9 vezes acima da inflação média”. Ele temia que, sem competitividade, os concorrentes tomassem o lugar do blend brasileiro, porque o consumidor estadunidense poderia se adaptar a outros padrões sensoriais.
Presidente dos Estados Unidos diz que documentos expõem vínculos do financista com políticos democratas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou na 4ª feira (19.nov.2025), em publicação no Truth Social, ter assinado a ordem que libera os documentos do caso Epstein ao Congresso. No texto, fez uma série de associações entre o financista Jeffrey Epstein, acusado de gerir uma rede de pedofilia e tráfico sexual, e integrantes do Partido Democrata.
“Jeffrey Epstein, que foi acusado pelo Departamento de Justiça do meu governo em 2019 (não pelos democratas!), era democrata por toda a vida, doou milhares de dólares a políticos democratas e tinha vínculos profundos com figuras conhecidas do Partido Democrata”, escreveu Trump. Segundo ele, o Departamento de Justiça já enviou “quase 50.000 páginas” de documentos ao Congresso.
Desde que reassumiu a Casa Branca, em 20 de janeiro de 2025, Trump se manifestava contra a abertura dos arquivos, em contraste com a posição adotada durante a campanha eleitoral, quando defendia a publicização do caso.
A Câmara aprovou a abertura integral dos arquivos na 3ª feira (18.nov), determinando que o governo entregasse os materiais ao Congresso e tornasse a investigação acessível ao público.
Declaração se deu durante seu deslocamento para Tóquio, onde inicia a 2ª etapa da viagem por 3 países do continente
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou nesta 2ª feira (27.out.2025) que está aberto a prolongar sua viagem à Ásia caso surja a oportunidade de se encontrar com o líder norte-coreano Kim Jong-un. A declaração se deu durante seu deslocamento para Tóquio, onde inicia a 2ª etapa da viagem por 3 países do continente.
No Japão, o presidente se encontrou com o Imperador Naruhito e terá uma reunião bilateral com a nova primeira-ministra Sanae Takaichi. No entanto, a possibilidade de um encontro com Kim é vista com cautela por autoridades sul-coreanas, que demonstraram ceticismo quanto à viabilidade da reunião neste momento, segundo informações da NBC News.
A 1ª parada da viagem foi no domingo (26.out), em Kuala Lumpur, na Malásia, onde o presidente participou da 47ª Cúpula da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático) e presidiu a assinatura de um acordo de cessar-fogo entre Tailândia e Camboja.
No mesmo dia, Trump também se reuniu com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro, de cerca de 45 minutos, foi descrito como “uma boa reunião”. Além disso, o presidente norte-americano desejou feliz aniversário ao petista, que completa 80 anos nesta 2ª feira (27.out).
“Tivemos uma ótima reunião. Vamos ver o que acontece. Não sei se alguma coisa vai acontecer, mas veremos. Eles gostariam de fechar um acordo. Vamos ver. No momento, eles estão pagando, eu acho, 50% de tarifa. Mas tivemos uma ótima reunião”, declarou a jornalistas a bordo do Air Force One, o avião presidencial norte-americano.
Na 4ª feira (29.out), Trump segue para a Coreia do Sul, onde deve se encontrar com o presidente Lee Jae Myung (Partido Democrático da Coreia, centro). No dia seguinte, está previsto um encontro com o presidente chinês Xi Jinping. O clima entre as duas maiores potências globais esquentou nas últimas semanas, com ameaças mútuas de intensificação tarifária e restrições ao comércio de minerais e tecnologias. Trump disse ter “muito respeito pelo presidente Xi” e afirmou acreditar que um acordo será alcançado.
Presidente da confederação, Ricardo Alban, afirma que a solução irá devolver previsibilidade e competitividade às exportações
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) avaliou positivamente a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos Donald Trump (Partido Republicano). O encontro se deu neste domingo (26.out.2025), na Malásia, onde os 2 líderes discutiram questões comerciais, especialmente as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
“O anúncio do início das negociações sobre o tarifaço, com disposição real das duas partes para alcançar um acordo, é um passo relevante. Acreditamos que teremos uma solução que vai devolver previsibilidade e competitividade às exportações brasileiras, fortalecendo a indústria e o emprego no país”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban. Eis a íntegra da nota (PDF – 38 kB).
Em setembro, a confederação liderou uma missão empresarial em Washington com autoridades brasileiras e empresários norte-americanos para discutir os impactos das tarifas no comércio bilateral.
A CNI afirmou que tem atuado de forma técnica e propositiva desde o início das negociações, defendendo o caminho do diálogo e apresentando propostas concretas em áreas de interesse comum, como energia renovável, biocombustíveis, minerais críticos e tecnologia.
“É natural que os Estados Unidos busquem proteger suas cadeias produtivas. O que defendemos é um processo racional, transparente e baseado em dados, que permita avançar de forma construtiva”, declarou Alban.
LULA E TRUMP
A reunião entre os 2 presidentes durou 45 minutos. De acordo com o secretário-executivo do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias Rosa, Lula pediu que as negociações fossem retomadas de maneira imediata. “Trump, então, orientou sua equipe a se reunir conosco ainda hoje à noite para que possamos até o final da noite chegarmos a algumas conclusões”, disse.
Além de Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa, Lula estava acompanhado do assessor da Presidência da República, Audo Faleiro. Com Trump, estavam o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.
Depois da reunião, a comitiva brasileira também relatou a jornalistas que Lula citou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao mencionar as sanções ao Brasil, como o cancelamento de vistos de autoridades e o caso do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), enquadrado na Lei Magnitsky. O petista disse que o julgamento do ex-presidente foi correto e com amplo direito de defesa. Ainda segundo os representantes brasileiros presentes à reunião, Trump só ouviu e não fez nenhuma observação sobre o tema.
O encontro terminou sem que o norte-americano anunciasse a revogação das tarifas adicionais de 50% para produtos brasileiros importados. O republicano, porém, aceitou discutir as taxas. As negociações bilaterais devem começar ainda neste domingo (26.out).
“Não é linguisticamente correto”, afirmou o presidente colombiano; governo dos EUA já fez 5 ofensivas contra barcos na região
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro (Colômbia Humana, esquerda), afirmou, na 5ª feira (23.out.2025), que é incorreto chamar os barqueiros que supostamente transportam drogas no mar do Caribe de “traficantes de drogas”. Segundo ele, “não é linguisticamente correto” dizer que essas pessoas são traficantes, mas sim “trabalhadores do tráfico”, já que atuar no crime seria a única solução encontrada por elas diante da pobreza em que vivem.
“Na minha opinião, chamar esses barqueiros de ‘traficantes de drogas’ não é linguisticamente correto. Eles são ‘trabalhadores do tráfico de drogas’. Assim como há agricultores que acabam sendo abastecidos com insumos por meio de folhas de coca em troca de dinheiro e por causa da pobreza”, afirmou o presidente da Colômbia.
Petro criticou as operações feitas pelo governo de Donald Trump (Partido Republicano) no mar do Caribe contra o tráfico de drogas. No domingo (19.out), os Estados Unidos atacaram mais uma embarcação, em ação que resultou na morte de 3 tripulantes ligados ao ELN (Exército de Libertação Nacional), grupo guerrilheiro da Colômbia. Foi a 5ª ofensiva dos americanos contra barcos na região.
TENSÃO COM TRUMP
A declaração ocorre em meio a um momento de tensão entre Petro e o líder dos Estados Unidos, Donald Trump. Petro respondeu no domingo (19.out.2025) a uma acusação feita pelo americano na plataforma Truth Social de que ele incentivaria o tráfico de drogas e a produção em massa de entorpecentes em seu país.
Trump disse que Petro é um “traficante de drogas”, que “incentiva fortemente a produção em massa” de entorpecentes no país. O republicano ameaçou cortar subsídios à Colômbia caso o governo não combata o tráfico. Petro respondeu, em seu perfil no X, que “a Colômbia nunca foi rude com os EUA, pelo contrário, amou profundamente sua cultura”, mas que Trump “é rude e ignorante com a Colômbia”.
Disputa tarifária de Trump com a China afeta biomas no Brasil, diz jornal
Lidiane 15 de outubro de 2025
Agricultores brasileiros querem reverter restrições ao desmatamento para vender mais soja ao mercado chinês, segundo “NYT”
A demanda da China por soja, milhões de toneladas por ano, principalmente para óleo de cozinha e ração animal, tem cobrado um preço alto das florestas e pastagens do Brasil, diz reportagem publicada pelo jornal The New York Times nesta 4ª feira (15.out.2025). De acordo com o jornal, a situação deve piorar nos próximos meses, já que a China praticamente parou de comprar soja dos Estados Unidos, incentivando os agricultores brasileiros a expandir para novas áreas de cultivo de soja.
O impasse começou quando o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), impôs tarifas sobre produtos chineses, afirmando que as práticas econômicas do país asiático ameaçavam a economia norte-americana. Em resposta, Pequim estabeleceu, no início de 2025, suas próprias tarifas sobre produtos dos EUA, incluindo a soja.
As taxas impostas pela China sobre a soja norte-americana atingiram 34%. O percentual torna o produto mais caro que o brasileiro, principal concorrente no mercado chinês. Até então, os EUA eram o 2º maior fornecedor da China. Segundo o New York Times, os agricultores norte-americanos não venderam um único bushel –unidade de medida de volume para grãos (1 bushel de soja = 27,2 kg)– para a China da colheita deste outono no hemisfério norte. As esperanças de um pacote de ajuda da Casa Branca foram adiadas pela paralisação do governo desde 1º de outubro.
De acordo com o NYT, agricultores brasileiros estão fazendo lobby para desmantelar uma das medidas mais importantes do setor, conhecida como “Moratória da Soja” –projetada para limitar o desmatamento no bioma mais famoso do Brasil, a Amazônia–, a fim de aumentar as vendas ao mercado chinês.
“O governo está enfrentando uma situação muito difícil. Há um ataque a um dos mecanismos mais importantes para o desmatamento zero”, disse Cristiane Mazzetti, ativista florestal do Greenpeace Brasil, ao jornal norte-americano.
A soja é a maior exportação agrícola do Brasil. No entanto, a produção de soja acelerou nos últimos 10 anos, quando a China passou a buscar soja fora dos EUA. Em 2017, no início do 1º mandato de Trump, o Brasil havia ultrapassado os EUA como o maior produtor mundial de soja.
“Tivemos um forte crescimento nos últimos anos, começando com a 1ª guerra comercial entre EUA e China. E agora, com a 2ª. No longo prazo, se essa situação persistir, as oportunidades para o Brasil aumentarão”, disse Lucas Luis Costa Beber, vice-presidente da Aprosoja (Associação Brasileira dos Produtores de Soja), ao jornal.
Hoje, as plantações de soja cobrem 40 milhões de hectares, cerca de 14% das terras agrícolas do Brasil, de acordo com o MapBiomas. A maior parte dessa área está no Cerrado, uma região vital para a regulação dos padrões de chuva e das temperaturas. O desmatamento diminuiu no último ano, à medida que o governo Lula reforçou a fiscalização. Mas quase metade da vegetação nativa do Cerrado desapareceu, dando lugar à pastagem de gado e às plantações de soja.
Em agosto deste ano, a Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) suspendeu a “Moratória da Soja” e instaurou processo administrativo contra empresas e associações signatárias do acordo. Segundo o Cade, o acordo é considerado anticompetitivo e prejudicial às exportações do grão.
Segundo Lucas Beber, a moratória é uma “barreira comercial disfarçada de proteção ambiental”. Ele disse ao NYT que a moratória favorece outros países ao regulamentar qual soja brasileira pode ser comercializada no mercado mundial. Beber também afirmou que os agricultores brasileiros poderiam expandir significativamente a produção de soja em áreas do Cerrado que atualmente são pastagens. “Todas essas regiões têm pastagens degradadas com potencial para serem convertidas em terras agrícolas. (…) Depende apenas da viabilidade econômica e de mercado“, disse.
A soja também é o principal produto de exportação agrícola dos EUA. A Associação Americana de Soja afirmou ao jornal que os agricultores norte-americanos correm o risco de perder seu principal cliente, a China, que gerou mais de US$ 12,6 bilhões em 2024, se a disputa tarifária continuar.
No final de outubro, Trump deve se reunir na Coreia do Sul com o presidente da China, Xi Jinping (Partido Comunista da China, esquerda), às margens do fórum da Apec. A reunião bilateral foi colocada em xeque pelo norte-americano depois que Pequim anunciou controles de exportação sobre terras raras, mas o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse na 2ª feira (13.out) que o encontro segue de pé.
O encontro entre os líderes das duas maiores economias globais pode evitar a nova escalada da guerra comercial. É esperado que a conversa seja dias antes da entrada em vigor das restrições chinesas e da tarifa norte-americana de 100% contra os chineses. Ambas passar a valer em 1º de novembro.
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