21 de abril de 2026
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Liderança no campo

Cereal versátil e resistente, o sorgo é utilizado em diferentes campos. Goiás responde, sozinho, por mais de 1/4 da produção brasileira

Engenheiro agrônomo explica que o sorgo é um cereal versátil e resistente, amplamente utilizado no Brasil (Foto: Seapa)

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Os números mostram que o sorgo tem ganhado cada vez mais espaço no agronegócio brasileiro. Em Goiás, a história não é diferente. O estado lidera o ranking nacional de produção e exportação do cereal, sendo responsável, sozinho, por 25% de tudo que é produzido no Brasil. A produção brasileira está concentrada na região Centro-Sul, com destaque para a cidade de Rio Verde, que se destaca como uma das principais produtoras do grão no País. Mas não só. Além de Rio Verde, municípios como Paraúna, Acreúna, Goiatuba e Catalão também estão entre as maiores cidades goianas produtoras do cereal.

SAIBA MAIS:

Na avaliação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Goiás deve produzir sozinho, na safra 2025/26, cerca de 5 milhões de toneladas do cereal que é utilizado em diferentes áreas da indústria e do campo. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), assim como a Conab, apontam evolução significativa dos indiciadores.

Goiás é responsável pela maior produção de sorgo do Brasil (Foto: Divulgação/Secom Goiás)

Para ilustrar esse avanço, há cinco safras Goiás era responsável, por exemplo, pela produção de 1,3 milhão de toneladas do cereal. O número projetado à época pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), e pequeno quando comparado ao de agora, já garantia ao estado o primeiro lugar no ranking nacional de produtores.

Resistência ao estresse

O aumento é associado, segundo técnicos do setor, tanto pela ampliação da área plantada quanto pelo ganho de produtividade. Em entrevista ao Mais Goiás, o gerente técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag) e engenheiro agrônomo, Leonardo Machado, explicou que o cereal é escolhido, dentre outros motivos, pela capacidade de resistência ao estresse.

Segundo o especialista, dentro da agricultura goiana, o sorgo é utilizado principalmente como alternativa de segunda safra, após a colheita da soja. “Após a colheita da soja você faz o plantio do sorgo. Então é um cultivo de sucessão. Depois do sorgo, você faz a soja e assim aproveita melhor a área. Isso é efetivo principalmente em locais que existe um maior déficit hídrico, ou seja, onde você tem poucas chuvas. Quando o milho não vai bem, o sorgo vai”, disse.

Gerente técnico do Ifag explica porque cereal ganhado cada vez mais força na produção nacional (Foto: Arquivo pessoal)

A adesão dos produtores em relação ao cultivo do cereal é traduzida em números. Em Goiás, a área plantada cresceu significativamente. “Na safra passada (24/25) eram 394,7 mil hectares. Agora, na safra atual (25/26), são 438,1 mil hectares, o que representa um ganho de 11%”. Atualmente, o sorgo representa 24% da área plantada em todo estado. Nas últimas dez safras, houve aumentos superiores a 100% tanto em área cultivada quanto em volume de produção.

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Utilidades do sorgo

Machado lembra que o sorgo é amplamente utilizado no Brasil principalmente para alimentação animal, como ração de aves, suínos e bovinos, além da silagem. “O sorgo é um produto substituto do milho, é praticamente a mesma utilização que tem o milho. Ele é utilizado basicamente para alimentação animal. No setor industrial, o cereal tem utilização voltada à produção de etanol”, explicou à reportagem.

Sorgo é um cereal versátil e resistente, amplamente utilizado para alimentação animal (Foto: Ênio Tavares/Seapa-GO)

Além da alimentação animal, o sorgo também é usado na alimentação humana. Rico em fibras, proteínas, cálcio e magnésio, o cereal é consumido em produtos de panificação, bebidas e farinhas, muitas vezes como opção sem glúten.

Autor Felipe Cardoso


Levantamento aponta também aumento na área colhida de arroz, feijão 2ª safra, girassol e mandioca

Produção goiana de sorgo deve registrar crescimento de 5,8% este ano, segundo a LSPA Foto: Enio Tavares

Goiás deve registrar aumento de produção em pelo menos seis culturas na safra 2024, em comparação com a safra 2023. É o que indica a edição de abril do Levantamento Sistemático de Produção Agrícola (LSPA), divulgado na terça-feira (14/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos casos do sorgo e do tomate, por exemplo, a LSPA aponta para o aumento do rendimento médio, resultando em altas na produção de 5,8% e 27,1%, respectivamente.

Secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento em substituição, João Asmar Júnior destaca que a atuação do Governo de Goiás é crucial para impulsionar esse crescimento da produção agrícola. “Por meio de políticas e programas de incentivo, o Estado tem fomentado o desenvolvimento sustentável do setor, promovendo a adoção de tecnologias modernas, a assistência técnica e o acesso a crédito para os produtores rurais”, explica.

Outros produtos com variação percentual estimada positiva são o arroz (7,2%), o feijão 2ª safra (4,7%), o girassol (15%) e a mandioca (4,1%), casos em que o aumento do volume está associado especialmente ao crescimento da área plantada.

Quanto à produção goiana de cereais, leguminosas e oleaginosas, o levantamento de abril estima que serão colhidas, em 2024, 31,72 milhões de toneladas, em uma área de 7,37 milhões de hectares. O milho, o sorgo e a soja, os três principais produtos, somados, representam 97,8% da estimativa da produção e respondem por 96,6% da área a ser colhida.

A participação do estado na produção de grãos representa 9,7% do total do país, número que coloca Goiás em 4º lugar no ranking nacional, atrás apenas de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.



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