“Não deveria nem ter entrado em pauta, porque o Brasil não é esse”, diz Lula sobre PL do aborto
Lidiane 18 de junho de 2024
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou, na manhã desta terça-feira (18), sobre o Projeto de Lei nº 1904/24, em tramitação na Câmara dos Deputados. O chefe do Executivo reiterou ser totalmente contra a proposta que, segundo ele, não deveria nem ter entrado em pauta.
“É crime hediondo um cidadão estuprar uma menina de 10/12 anos e depois querer que ela tenha um filho de um monstro”, disse, em entrevista à Rádio CBN. “Não podemos continuar permitindo que a madame vá fazer um aborto em Paris e que a coitada morra em casa tentando furar o útero com uma agulha de tricô”, salientou o presidente, com a afirmativa de que uma adolescente tenta, em um primeiro momento, esconder a gestação e procurar ajuda apenas em estágio avançado.
De acordo com Lula, é necessário um debate maduro, que deve ser tratado com uma questão de saúde pública, além de envolver a sociedade na discussão, respeitando as mulheres. “Estamos no século 21 e estamos retrocedendo nesta discussão”, enfatizou. “O que é triste é que um deputado apresenta um projeto de lei em que o estuprador pode pegar uma pena menor do que a estuprada”, acrescentou.
O presidente ressaltou que o Congresso deveria estar discutindo outras medidas, como, por exemplo, a inserção da educação sexual nas escolas, para que as crianças tenham ciência do que está acontecendo. Além disso, reiterou que tal proposta sequer deveria ter entrado em pauta. “Essa coisa não deveria nem ter entrado em pauta, porque o Brasil não é esse”, disse.
Lula frisou, ainda, que o parlamentar que apresentou tal projeto alegou ter feito para testá-lo. “Eu não preciso de teste. Quem precisa de teste é ele. Eu quero saber se uma filha dele fosse estuprada, como é que ele iria se comportar”, ponderou o presidente. “Eu sou pai de cinco filhos, avós de oito netos e bisavô de uma bisneta. Eu, Luiz Inácio Lula da Silva, sou contra o aborto”, sublinhou.
PL do aborto
Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta, de autoria do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e outros parlamentares, altera o Código Penal, que hoje não pune o aborto em caso de estupro e não prevê restrição de tempo para o procedimento nesse caso. O código também não pune o aborto quando não há outro meio de salvar a vida da gestante.
Com exceção desses casos em que não há punição, o código prevê detenção de um a três anos para a mulher que aborta; reclusão de um a quatro anos para o médico ou outra pessoa que provoque aborto com o consentimento da gestante; e reclusão de três a 10 anos para quem provoque aborto sem o consentimento da gestante.
Com o PL 1904/2024, o aborto realizado após 22 semanas de gestação será punido com reclusão de seis a 20 anos em todos esses casos e também no caso de gravidez resultante de estupro.
Enquete
A maioria das pessoas é contra o projeto, de acordo com dados de enquete realizada pela Câmara dos Deputados, com mais de 1 milhão de votações. O resultado parcial, atualizado nesta terça-feira (18), aponta que 88% do público é contra a proposta. O percentual é referente ao número de 958.304 pessoas, que afirmaram discordar totalmente com a matéria, que tramita no Legislativo federal, em regime de urgência.
Outros 12% (120.264 pessoas) afirmaram concordar totalmente com o projeto, enquanto 4.959 disseram discordar na maior parte e 3.860 alegaram concordam na maior parte e 454 se mostraram indecisos. As últimas respostas contam com o percentual de 0%.
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Puxada por turbilhão de água e afogamento em cachoeira: veja o que se sabe sobre o caso da menina que morreu no dia do aniversário | Goiás
Lidiane 17 de junho de 2024
A adolescente de 12 anos que morreu após se afogar em uma cachoeira, foi puxada por um turbilhão de água no dia do aniversário dela, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Segundo o Corpo de Bombeiros, que participou do resgate, o corpo da garota foi encontrado a cinco metros de profundidade. Veja o que se sabe sobre o afogamento até o momento.
- 1. Garota foi puxada por turbilhão
- 2. Adolescente morreu no dia do aniversário?
- 3. Com quem a garota estava?
- 4. Quem a resgatou?
Segundo os bombeiros, a adolescente tomava banho no Rio Saia Velha quando se aproximou da cachoeira e foi “puxada para o fundo pelo turbilhão formado pela força da água” no último sábado (15). Ao verem a menina ser levada, pessoas que também se banhavam no rio tentaram resgatar a adolescente, mas não conseguiram devido à força da água.
“É uma cachoeira pequena, numa queda d’água. Mas é forte a queda e dá para levar. Tanto que ela foi mantida debaixo d’água e o pessoal não conseguiu resgatar”, informou o cabo do Corpo de Bombeiros Kléber de Oliveira.
Além de ter sido encontrado a cinco metros de profundidade, o corpo da adolescente estava a cerca de dez metros da margem do rio.
Adolescente morre após se afogar em cachoeira de Goiás, diz Corpo de Bombeiros
Morte no dia do aniversário
A estudante completou 12 anos no dia do afogamento. De acordo com os bombeiros, a equipe de resgate foi acionada após os populares não conseguirem trazer a garota de volta para a superfície.
Com quem a garota estava?
A vítima estava acompanhada por outras duas crianças e um adulto, que não tinham grau de parentesco, de acordo com informações dos bombeiros. O g1 não teve acesso a família da vítima.
“A adolescente escorregou, caiu no fosso e não retornou. As pessoas que estavam acompanhando ela tentaram fazer o resgate, mas não conseguiram e acionaram os bombeiros”, disse o capitão Lins.
Após a chegada dos mergulhadores no local, deram início aos trabalhos e, segundo os bombeiros, após 10 minutos de buscas, o corpo foi encontrado.
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Veja o que se sabe sobre acidente com carro de luxo que matou vigilante a caminho do trabalho | Goiás
Lidiane 17 de junho de 2024
Polícia ouve amigo de motorista suspeito de atropelar e matar vigilante
Confira abaixo tudo que se sabe sobre o acidente, a fuga, prisão e a investigação do caso.
- Quem era o vigilante?
- Quem é o motorista?
- O acidente
- Fuga
- Prisão do motorista
- Soltura do motorista
- Embriaguez
- Investigação
- Família cobra justiça
Clenilton Lemes Correia tinha 38 anos e era casado com Antônia Araújo, com quem teve dois filhos, de 5 e 17 anos. Ele nasceu no Pará, mas morava em Goiânia há 17 anos. Muito esforçado e dedicado ao trabalho, segundo a família, sempre quis ser vigilante, profissão que ocupava há dois anos.
“Ele já trabalhou em lava-jato, de porteiro e de [motorista de aplicativo]. Muito trabalhador e honesto”, disse Weslliane Alves, cunhada da vítima.
Hamilton Lemes, irmão do vigilante, reforça que Clenilton era um pai exemplar. “Presente, muito reservado e conselheiro”, disse. O irmão ainda destacou que, além dos filhos e esposa, o vigilante se preocupava muito com os pais e mantinha contato com eles.
“Um irmão e um filho muito querido. Sempre se preocupava com a mãe e o pai, ligava para eles”, detalhou.
Outro irmão de Clenilton, Ailton Sousa, lembra a dedicação dele ao trabalho. “Era um homem bom demais, humilde e sincero”, disse.
Antônio Scelzi Netto, de 25 anos, nasceu e mora em Goiânia. Segundo o site de consulta pública de processos, ele é solteiro, tem residência fixa e é réu primário. Além disso, é dono de uma empresa varejista de bombas hidráulicas na capital, com o pai.
Na noite do acidente ele dirigia uma Mercedes-Benz C180, avaliada em mais de R$ 150 mil. O veículo tinha R$ 8 mil em multas e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) atrasados.
A moto foi arrastada por mais de 200 metros. Por conta disso, a placa do carro se desprendeu e ficou na rodovia, o que ajudou a polícia a localizar o motorista. A placa da moto de Clenilton ficou presa ao pára-choque do carro de luxo.
Antônio fugiu sem prestar socorro. Outra pessoa que passava pela rodovia parou para ajudar o motociclista. Em depoimento à Polícia Civil, essa testemunha relatou que o vigilante ainda estava vivo, embora bastante machucado, quando ela parou para socorrê-lo.
O Corpo de Bombeiros prestou atendimento, mas Clenilton não resistiu e morreu ainda no local. A equipe tentou reanimá-lo, mas não conseguiu.
Não há imagens do momento do acidente ou da omissão de socorro.
Depois de abandonar o local do acidente sem prestar socorro à Clenilton, o motorista da Mercedes foi para casa, em um condomínio de luxo de Goiânia. As investigações revelam que ele deixou o carro lá e fugiu para um galpão, onde se escondeu.
“Ele (o amigo) não viu o motociclista e acredita que o Antônio também não tenha visto, mas diz que após o ponto de impacto ele pediu muito para o Antônio parar, mas o Antônio não conseguiu. Chorou muito, seguiu e se dirigiu a casa dele”, detalhou a delegada Ana Cláudia Stoffel, em entrevista coletiva.
O amigo de Antônio foi ouvido na condição de testemunha. Na visão da delegada, ele fez tudo que pôde para tentar prestar socorro, mas dependia de Antônio para parar o carro e ajudar o vigilante. “Tudo indica que ele tentou de todas as formas”, enfatizou.
A Polícia Militar encontrou Antônio no galpão, localizado no Jardim Guanabara. Durante a abordagem, ele se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi conduzido para um hospital, onde passou por um exame de corpo de delito. O resultado comprovou que ele havia ingerido bebida alcoólica.
Antônio também admitiu ter fugido do local do acidente, justificando que tinha ficado em choque e sem saber o que fazer.
Apesar disso, o motorista terá que cumprir algumas restrições e obrigações enquanto estiver em liberdade provisória, como:
- Comparecer a todos os atos processuais para os quais for intimado;
- Manter o endereço de sua residência sempre atualizado na Justiça;
- Permanecer em casa após as 21h no dias úteis;
- Ficar em casa o dia inteiro aos sábados, domingos e feriados.
Em nota à imprensa, a defesa de Antônio disse que ele “estará sempre à disposição da Polícia Civil e do Poder Judiciário para contribuir para a elucidação dos fatos”. Confira abaixo a nota completa:
“A defesa do Sr. Antônio Scelzi Netto, informa que diante da decretação da prisão preventiva em desfavor do nosso cliente, contrário a norma Processual Penal, foi impetrado ordem de Habeas Corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás e diante da análise criteriosa e estritamente legal, foi concedida a liminar requerida para revogar a prisão, impondo medidas cautelares diversas da prisão, suficientes para acautelar o resultado útil do processo”.
Embora já exista um laudo que comprove que havia álcool no sangue do motorista no momento do acidente, a Polícia Civil têm colhido mais evidências do consumo de bebidas por parte de Antônio. A delegada quer saber o quanto ele foi afetado pela bebida.
Durante entrevista coletiva, Ana Cláudia Stoffel revelou que a polícia já conseguiu traçar todos os locais pelos quais o motorista percorreu antes do acidente. Segundo ela, Antônio foi a vários pubs e até comeu em uma lanchonete antes de provocar o acidente.
Com base no depoimento de testemunhas, comanda dos pedidos e câmeras de segurança, a polícia concluiu que o motorista chegou ao primeiro bar, nas imediações do Shopping Flamboyant, por volta das 19h de 8 de junho.
Vídeo mostra suspeito de atropelar e matar vigilante bebendo antes de acidente
A delegada Ana Cláudia Stoffel diz que uma outra testemunha afirma ter visto o carro de Antônio momentos antes do acidente trafegando em alta velocidade, em um semáforo próximo ao Shopping Flamboyant.
“Cruzou com o veículo momentos antes (do acidente) em velocidade alta, aproximadamente 100 km/h. Isso veio a esclarecer muita coisa e vai ajudar muito na própria perícia, que é o que a gente aguarda agora”, afirmou.
Essa testemunha, segundo a delegada, também conseguiu afirmar que a moto do vigilante estava com a iluminação em perfeitas condições.
Agora, a polícia aguarda o resultado dos laudos periciais para que seja feita uma reconstrução ainda mais detalhada de toda a dinâmica do acidente.
“Os policiais estão trabalhando tanto com câmeras, testemunhas, comandas, para que a gente possa informar o estado alcoólico que Antônio estava no momento, porque isso é de extrema importância para a tipificação do delito”, explicou a delegada.
Atualmente, Antônio é investigado por lesão corporal por causa do trânsito, com agravante e com possível reclusão de 5 a 8 anos. Mas nada impede que isso mude e passe a ser tratado como um caso de homicídio, por exemplo.
Pai de vigilante fala sobre o último encontro com o filho
“A pessoa por irresponsabilidade tira a vida de um pai de família, não pode ficar impune”, desabafou a esposa de Clenilton.
O irmão do vigilante também cobrou as autoridades
“Eu quero que ele pague pelo que fez. Não é apenas um acidente, é um crime”, cobrou à TV Anhanguera.
O pai de Clenilton, João Lemes, que mora no Pará e veio para Goiânia para o velório do filho, falou sobre o último encontro com o vigilante há um mês. “Ele estava há 10 anos sem ir ao Pará, parece que estava adivinhando o nós não íamos nos ver mais”, desabafou João.
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MELHORES MOMENTOS: Vitória Triunfa sobre Internacional com Reviravolta nos Últimos Minutos
Lidiane 17 de junho de 2024
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
Em uma partida emocionante que capturou a essência do futebol brasileiro, o Vitória conseguiu uma vitória impressionante sobre o Internacional com um placar de 2 a 1. O jogo, que ocorreu no Estádio Manoel Barradas, foi marcado por reviravoltas e momentos de pura adrenalina.
O Vitória abriu o placar logo nos primeiros minutos com um gol de Oliveira, Willian, colocando a equipe da casa em vantagem. O Internacional, não se deixando abater, manteve a pressão e buscou o empate durante toda a partida. Foi apenas no final do segundo tempo que Wesley conseguiu igualar o marcador para o time visitante.
Com o jogo parecendo se encaminhar para um empate, Wagner Leonardo emergiu como herói para o Vitória ao marcar um gol decisivo nos acréscimos. Este momento eletrizante levou os torcedores ao delírio e garantiu os três pontos para o Vitória.
A partida foi uma verdadeira batalha tática entre as duas equipes, com o Internacional dominando a posse de bola, mas o Vitória mostrando eficiência nos contra-ataques. Apesar da derrota, o Internacional demonstrou grande espírito de luta e habilidade técnica.
Este confronto entre Vitória e Internacional será lembrado como um exemplo do dinamismo e da paixão que definem o Campeonato Brasileiro. Com esta vitória, o Vitória ganha um novo fôlego na competição, enquanto o Internacional terá que se recuperar e se preparar para os próximos desafios.
Logo Agência Brasil
Mais de 662 milhões de mulheres vivem em 77 países onde o aborto é permitido mediante solicitação da gestante. Segundo a organização Centro de Direitos Reprodutivos, esse número representa 34% do total de mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo.
O limite gestacional para a realização do aborto nesses países varia, mas o mais comum é que seja permitido até 12 semanas de gravidez. No entanto, o aborto é permitido depois desse limite por outros motivos como quando a saúde ou a vida da grávida está em risco ou quando a gravidez é resultado de estupro.
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Na Itália, por exemplo, o limite para interromper a gravidez é 90 dias de gestação. Na Alemanha, é 14 semanas; na França, de 16 semanas e na Tailândia, de 20 semanas. Em Portugal, o limite é dez 10 semanas para a mulher fazer um aborto sem precisar justificar, mas em caso de estupro ou malformação, o prazo é estendido para 16 e 24 semanas, respectivamente.
Outras 457 milhões de mulheres vivem em 12 países onde o aborto é permitido por razões socioeconômicas como idade, status econômico e estado civil da gestante. Muitos países e territórios dessa categoria também permitem o aborto quando a gravidez resulta de estupro ou incesto ou em alguns casos de diagnósticos fetais. Nessa categoria estão Japão, Índia e Grã-Bretanha.
A realização do aborto por motivos de saúde é permitida em 47 países, onde vivem 226 milhões de mulheres. Nesta condição, 20 países permitem explicitamente o aborto para preservar a saúde mental da pessoa grávida, como Bolívia, Angola e Gana. Muitos países também permitem o aborto por outros motivos, como estupro ou doenças do feto.
Segundo levantamento da organização, o Brasil está na classe de países que permite o aborto para salvar a vida da gestante. Um total de 44 nações estão nesta categoria, sendo que 12 também permitem o aborto em caso de estupro ou em determinados diagnósticos fetais. Nesta lista também estão Chile, Venezuela, Paraguai, Síria, Irã, Afeganistão, Nigéria e Indonésia.
O aborto é proibido totalmente em 21 países, com um total de 111 milhões de mulheres. Neles, a legislação não permite o aborto em nenhuma circunstância, inclusive quando a vida ou a saúde da gestante estiver em risco. Nesse grupo estão países como Nicarágua, Honduras, Suriname, República Dominicana, Senegal, Egito, Madagascar e Filipinas.
Em dois países – Estados Unidos e México – o status legal sobre o aborto varia de acordo com a lei de cada estado.
Segundo o Centro de Direitos Reprodutivos, nos últimos 30 anos, mais de 60 países liberalizaram as leis sobre aborto e quatro reverteram a legalidade da prática: Estados Unidos, Polônia, Nicarágua e El Salvador.
O Centro de Direitos Reprodutivos (Center for Reproductive Rights) é uma organização global de direitos humanos formada por advogados e defensores para garantir o direito reprodutivo das mulheres.
Brasil
No Brasil, o aborto é permitido apenas em casos de gravidez ocasionada por estupro, se a gravidez representa risco à vida da mulher e em caso de anencefalia do feto. A legislação brasileira não prevê um limite máximo para interromper a gravidez de forma legal.
Nesta semana, a Câmara dos Deputados aprovou a urgência da tramitação do Projeto de Lei 1.904/2024, que equipara aborto a homicídio e prevê que meninas e mulheres que fizerem o procedimento após 22 semanas de gestação, inclusive quando vítimas de estupro, terão penas de seis a 20 anos de reclusão. A punição é maior do que a prevista para quem comete crime de estupro de vulnerável (de oito a 15 anos de reclusão).
arte_leis_aborto
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arte_leis_aborto
arte_leis_aborto – Arte/Agência Brasil
Com informação da Agência Brasil
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2024-06/saiba-como-e-legislacao-sobre-aborto-pelo-mundo
Durante evento na Itália, presidente disse que assunto é espantoso foto Ricardo Stuckert PR
Em viagem ao Continente Europeu desde quinta-feira (13), onde participou como convidado da Cúpula do G7, que reúne os países mais ricos do mundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de ‘insanidade” o projeto que equipara casos de aborto a crimes de homicídio. A declaração veio neste sábado (15), na Itália, de onde retornaria na mesma data.
A possibilidade está contida no Projeto de Lei 1.904/24, cujos opositores estão chamando de PL Antiaborto ou PL do Estupro, já que vítimas de violência sexual também seriam punidas mais duramente que seus estupradores se praticarem aborto de fetos gerados dessa violência. É que o projeto propõe tornar crime de homicídio a interrupção da gestação realizada acima de 22 semanas, em qualquer situação, inclusive em caso de estupro.
Especialistas alertam que muitas meninas, menores até de 14 anos, sequer têm noção de que engravidaram nesse espaço de 22 semanas. E justamente elas são mais vulneráveis a esses abusos. O assunto gerou protestos em várias cidades, inclusive Goiânia, como mostrou o Diário de Goiás neste sábado.
O presidente do Brasil pontuou também a questão de saúde afirmando: “Eu, Luiz Inácio, sou contra o aborto. Mas, como o aborto é uma realidade, precisamos tratar como uma questão de saúde pública”.
“Acho insanidade punir uma mulher em uma pena maior do que o criminoso”
“Eu acho que é insanidade alguém querer punir uma mulher em uma pena maior do que o criminoso que fez o estupro”, declarou Lula durante entrevista coletiva concedida a jornalistas em Puglia, no Sul da Itália.
O presidente disse que não acompanhou ativamente o debate sobre o projeto de lei no Brasil, mas que tomará ciência assim que retornar neste sábado (15). “Eu tenho certeza de que o que está previsto na lei [em vigor] já garante que a gente aja de forma civilizada para tratar com rigor o estuprador e para tratar com respeito a vítima” reforçou.
Nos bastidores, a forma apressada com que o assunto avançou na Câmara dos Deputados está sendo vista como articulação partidária contra o atual governo. O motivo é que a maioria dos deputados que assinam como co-autores do projeto são do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Cúpula também tratou do aborto e divergiu
O tema também foi tratado pelos líderes das maiores economias na Itália. À frente da presidência do G7, a primeira-ministra Giorgia Meloni, líder conservadora italiana de viés neofascista, liderou uma mudança na declaração final de 2024. Com isso removeu um trecho presente no documento do ano anterior, que pedia acesso e cuidados para o aborto legal seguro.
O comunicado do G7 de 2023 divulgado após a cúpula dos líderes em Hiroshima, no Japão, apelou literalmente ao “acesso ao aborto seguro e legal e aos cuidados pós-aborto”.
Ao exigir a remoção da referência na declaração final da atual cúpula, Meloni provocou uma repreensão do presidente francês, Emmanuel Macron, e o clima final foi de divergência.
De acordo com a CNN Brasil, fontes da Agência Reuters informaram que houve um amplo desconforto para outros líderes. Um deles foi o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Ele também não queria que a referência ao aborto desaparecesse do texto.
O aborto é uma questão extremamente sensível nos Estados Unidos e tema eleitoral. Biden promete retomar o direito disseminado ao aborto se for reeleito em novembro. Na campanha eleitoral vem alertando que o seu adversário republicano, Donald Trump, poderá assinar uma proibição nacional da prática.
Leia mais sobre: Aborto; / Cúpula do G7; / Luiz Inácio Lula da Silva / Brasil / Política
Marília AssunçãoMarília Assunção
Jornalista formada pela Universidade Federal de Goiás. Também formada em História pela Universidade Católica de Goiás e pós-graduada em Regulação Econômica de Mercados pela Universidade de Brasília. Repórter de diferentes áreas para os jornais O Popular e Estadão (correspondente). Prêmios de jornalismo: duas edições do Crea/GO, Embratel e Esso em categoria nacional.
Web relembra silêncio sobre acidente no qual autor do PL do aborto matou idosa
Lidiane 15 de junho de 2024
Autor do projeto de lei que prevê aplicação de pena de homicídio simples a mulheres que interromperem a gravidez após a 22ª semana, o “PL do aborto”, o deputado bolsonarista Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) já esteve envolvido no acidente de uma idosa em Goiás que foi abafado tanto pela mídia local quanto pelas autoridades. O caso tem sido relembrado nas redes sociais por internautas após a repercussão de sua proposta.
O caso aconteceu em 2022 na cidade de Cristalina (GO). Irma Diniz da Cruz (81), que morava em Paracatu (MG) e seguia para Brasília (DF) em uma caminhonete, foi atingida violentamente por um veículo alugado dirigido por Sóstenes.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) chegou a atender a ocorrência na ocasião, mas a imprensa local não noticiou o episódio e o Ministério Público Federal (MPF) sequer foi acionado para investigar o caso. A apuração foi engavetada e a idosa morreu no dia 30 de junho daquele ano no Hospital Santa Lúcia, em Brasília. Irma foi vítima de politraumatismo e traumatismo craniano grave.
Ao site 24h News, Sóstenes confirmou que o acidente ocorreu e relatou que prestou apoio à família de Irma, mas não deu mais detalhes sobre o caso e disse que não se lembra da velocidade que conduzia o veículo na ocasião.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que o caso jamais foi alvo de um inquérito e que jamais recebeu qualquer pedido para apuração do caso.
Apesar do acidente que matou a senhora, que não teve repercussão, Sóstenes diz que está “lutando a favor da vida” com o projeto de lei.
Após a repercussão do texto, que teve a urgência aprovada na última quarta (12), usuários do X (ex-Twitter) têm relembrado do caso e cobrado manifestações do deputado bolsonarista.
Veja a repercussão:
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Os fãs de Cora Coralina, renomada escritora brasileira, é homenageada no monólogo “Cora do Rio Vermelho”. Há mais de dois anos em cartaz, Campo Grande recebe a peça nesta quinta-feira (13), no Teatro Glauce Rocha, às 19h.
A dramaturgia é assinada por Leonardo Simões, com direção de Isaac Bernat e encenada pela atriz Raquel Penner. A peça comemora os 135 anos de Cora Coralina, uma das mais marcantes figuras da literatura brasileira.
Em “Cora do Rio Vermelho” (o título se refere ao rio que banha Goiás), Raquel Penner se torna uma contadora de histórias atravessada pelo amor e pela entrega que Cora dedicou a sua tradição e a sua gente.
“Cora Coralina foi uma mulher múltipla e libertária. Removeu pedras e abriu caminhos para outras mulheres. Há pouco mais de 15 anos, tive meu primeiro encontro com ela, em uma exposição, no Rio de Janeiro. Fiquei encantada por aquela senhora do interior do Brasil que falava firme e cantado, fazia doces e escrevia poesia, celebrava a vida e a simplicidade. Quando a reencontrei, a partir de um livro do Drummond, percebi que tudo o que eu queria dizer no palco estava ali”, destaca a atriz.
O monólogo contém ainda intérprete de Libras, notas introdutórias com informações para ampliar a acessibilidade das pessoas com deficiência visual, espaço de regulação e serão seguidas de um bate-papo entre a equipe e os espectadores. Os ingressos para ver o monólogo podem ser comprados na plataforma Sympla.
Cora Coralina
A escritora Cora Coralina – Pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nasceu no ano de 1889 em Goiás. Em São Paulo, ela viveu por 40 anos.
Desde a adolescência, ela escrevia seus versos e ganhava a vida como doceira. O seu primeiro livro só foi publicado em junho de 1965, quando tinha quase 76 anos de idade. Em 1968, faleceu.
STF pede informações sobre lei de Novo Gama (GO) que proíbe mulheres trans de usar banheiros femininos — Portal Política Distrital
Lidiane 11 de junho de 2024
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu prazo de cinco dias para que autoridades do Município de Novo Gama (GO) prestem informações sobre a lei municipal que impede pessoas trans de usarem banheiros e vestiários de acordo com sua identidade de gênero em escolas e órgãos públicos. O pedido de informações é medida de praxe, prevista em lei, e visa subsidiar a relatora na análise da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1169, em que a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) questiona a norma.
Após o prazo para a informação do prefeito e do presidente da Câmara Municipal, os autos devem ser encaminhados à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que se manifestem no prazo de três dias cada.
Identidade de gênero
Na ação, a entidade argumenta que a lei local faz uma confusão entre os conceitos de sexo biológico e gênero e resulta em “verdadeira desumanização transfóbica” ao tratar mulheres trans como se fossem homens que se vestiriam de mulher para entrar em banheiros femininos. Essa situação, para a Antra, caracteriza “violentíssima transfobia que menospreza e nega explicitamente a identidade de gênero feminina das mulheres trans”.
A associação alega violação dos princípios da dignidade da pessoa humana, da não discriminação e da regra constitucional que veda todas as formas de racismo e lembra que o STF reconheceu a homotransfobia como crime de racismo. Sustenta, ainda, que há urgência para a concessão da liminar, uma vez que “a situação causa profundo sofrimento às mulheres trans”.
Outras ações
A Antra questiona, em outras ações, leis de Sorriso (MT), Cariacica (ES), Londrina (PR) e Juiz de Fora (MG) com o mesmo teor.
Leia a íntegra do despacho.
Amigos viralizam ao se deitar sobre capô de carro e entregar rosas para atendentes de drive-thru | Goiás
Lidiane 11 de junho de 2024
Amigos viralizam ao entregar rosas para atendentes de drive-thru deitados em capô de carro
Imagine a cena: você está trabalhando no drive-thru de uma rede de fast food e se depara com um cliente deitado sobre o capô de um carro. Enquanto te olha e balança os pezinhos, ele carrega uma rosa vermelha entre os dentes e te entrega, declarando a suposta paixão. Foi fazendo exatamente isso que três amigos de Goiânia viralizaram nas redes sociais.
Até o momento, três vídeos foram publicados pelo jovem Flávio Rodrigues Castro, repetindo a mesma cena. Enquanto um dos amigos fica no capô do carro, outro dirige e um terceiro filma. Quando o carro chega à cabine do pedido, toca a famosa música Careless Whisper, do cantor britânico George Michael.
Juntos, os vídeos somam mais de 22 milhões de visualizações nas redes sociais e são chamados de “o último romântico”. A reação das atendentes, sempre mulheres, é a mesma: uma risada nervosa pela situação inesperada. Todas aceitaram a rosa e a maioria até chamou os colegas para rirem juntos.
“Tenho certeza que tudo começou com um ‘dúvido’ de um deles”, brincou uma pessoa nos comentários.
“As pernas balançando é a melhor parte”, disse outro.
“Mesmo que tenha sido de brincadeira, foi gentil e ela gostou”, elogiou uma internauta.
Entre muitos comentários de pessoas dizendo que se divertiram com os vídeos, há também elogios em outros idiomas, mostrando que os vídeos foram assistidos por pessoas de outros países.
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