21 de julho de 2026
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A Prefeitura de Valparaíso de Goiás ampliou, nesta semana, os investimentos na área da saúde com o início da reforma da Unidade de Saúde da Família (USF) da Esplanada V e uma nova etapa de entrega de óculos gratuitos para estudantes da rede municipal de ensino. As ações integram uma estratégia que alia a modernização da infraestrutura pública à ampliação do atendimento social e preventivo à população.

Com as obras na Esplanada V, o município alcança a marca de dez unidades de saúde contempladas pelo plano de modernização da atenção básica. O programa, viabilizado com recursos destinados pela deputada estadual Dra. Zeli, prevê a revitalização de 20 postos de saúde em diferentes regiões da cidade.

Até o momento, quatro unidades já foram concluídas e entregues à população, enquanto outras oito seguem em obras.

Paralelamente às melhorias estruturais, a Secretaria Municipal de Saúde realizou mais uma etapa do projeto Enxergando o Futuro, beneficiando 342 estudantes das escolas municipais Leonino de Jesus Soares, Maria Marluce e Nelson Mandela.

A iniciativa oferece triagem oftalmológica e entrega de armações escolhidas pelos próprios alunos, contribuindo para a correção de deficiências visuais e o fortalecimento do processo de aprendizagem.

“O Enxergando o Futuro é o meu projeto mais queridinho. Eu falo que é um projeto que nasceu do coração de Deus mesmo, trazer dignidade visual para as nossas crianças da rede municipal de educação. É muito bom a gente conseguir fazer com que as nossas crianças possam enxergar, aprender, se desenvolver, ter autoestima e tudo isso através de uma atitude simples, os óculos”, destacou a secretária municipal de Saúde, Luciana Mendes.

Foto: Reprodução

Desde a criação do programa, mais de três mil estudantes já foram beneficiados em Valparaíso. O impacto da iniciativa vai além da saúde ocular, refletindo diretamente no rendimento escolar, na participação em sala de aula e no desenvolvimento integral de crianças que, muitas vezes, não tinham acesso facilitado a consultas e lentes corretivas.

Ao combinar investimentos em infraestrutura e programas de forte alcance social, o município fortalece a atenção primária à saúde, principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), e amplia a capacidade de oferecer serviços mais humanizados, preventivos e preparados para acompanhar o crescimento de Valparaíso de Goiás.

Autor Paula Rocha


A Câmara de Aparecida de Goiânia aprovou, nesta terça-feira (9/6), quatro projetos de lei voltados para a saúde, proteção de direitos e inclusão social. Entre as principais medidas está o novo fluxo de atendimento diferenciado para crianças neurodivergentes na rede pública de saúde, proposto pelos vereadores Tales de Castro (PSB) e Tatá Teixeira (União).

O objetivo da nova regra é agilizar diagnósticos e intervenções precoces para pacientes com autismo, TDAH e transtornos de aprendizagem. Na prática, a lei garante triagem prioritária nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), encaminhamento rápido para avaliações multiprofissionais e prioridade no agendamento de exames e terapias.

Outro avanço na saúde é a criação do cadastro e da carteira de identificação para pessoas com fibromialgia, projeto do vereador Gleison Flávio (sem partido). O documento terá validade indeterminada e será emitido mediante laudo médico, facilitando o acesso ao atendimento prioritário para pacientes que sofrem com dores crônicas e fadiga.

Na área da assistência familiar, os parlamentares aprovaram o Programa Rampa, idealizado por Rogério Almeida (MDB). A iniciativa cria uma rede de apoio psicossocial voltada para a saúde mental de mães e pais atípicos, que cuidam de filhos com deficiências ou doenças raras, além de instituir a Semana da Maternidade e Paternidade Atípica em maio.

Projeto de Gleison Flávio cria no âmbito do município o cadastro e a carteira de identificação para pessoas com fibromialgia

Para proteger os menores que utilizam os serviços municipais, o projeto do vereador Dieyme Vasconcelos (PL) passa a proibir a nomeação em cargos comissionados de pessoas condenadas, com decisão transitada em julgado, por crimes sexuais contra crianças e adolescentes. O setor de Recursos Humanos exigirá certidões negativas criminais antes de qualquer contratação.

Após o aval dos vereadores, todos os textos seguem para o Poder Executivo, que poderá sancioná-los ou vetá-los.

Médicos peritos da AparecidaPrev terão gratificação por produtividade

Também na sessão desta terça-feira, a Câmara aprovou um projeto de lei do Poder Executivo que institui uma gratificação de produtividade para os médicos peritos previdenciários da AparecidaPrev. O benefício será pago conforme o cumprimento de metas de desempenho fixadas em planos de trabalho.

A gratificação possui caráter transitório — ou seja, não será incorporada ao salário definitivo — e varia em três faixas de pagamento calculadas em Unidades de Valor Fiscal de Aparecida (UVFA). A avaliação dos profissionais será trimestral e levará em conta critérios como a quantidade de perícias e laudos concluídos, o cumprimento de prazos, a qualidade técnica e a assiduidade.

De acordo com a prefeitura, o incentivo financeiro visa reduzir o tempo de espera dos servidores municipais por exames periciais, além de otimizar os processos de concessão de licenças, análise de afastamentos e auditoria de atestados médicos.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Filho do ex-presidente atribuiu condição debilitada do pai ao “sistema que decidiu destruí-lo”

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) disse, neste sábado (6.jun.2026), que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “continua tendo sua saúde degradada” e “sofrendo com os soluços constantes”. A declaração foi feita em publicação no X.

Tenho certeza de que isso é consequência do terror que lhe impõem diariamente desde que o sistema decidiu destruí-lo”, escreveu Carlos Bolsonaro.

Carlos afirmou que passou o feriado de Corpus Christi em Brasília, com a filha de 3 anos, o pai e o irmão, o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária desde março de 2026, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, por causa de problemas de saúde.

Carlos disse ainda que agora retorna para Santa Catarina, onde é pré-candidato ao Senado pelo PL. Ele renunciou em dezembro de 2025 ao mandato de vereador no Rio de Janeiro para se mudar para o Estado e disputar a eleição de 2026.

Volto para Santa Catarina para continuar andando junto ao povo, como o presidente Jair Bolsonaro sempre pediu e fez, algo de que ele sente muita falta”, afirmou Carlos. 

SAÚDE DE BOLSONARO

Bolsonaro já havia relatado problemas recorrentes de saúde desde a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018. As crises de soluço são mencionadas por aliados como parte das complicações associadas ao quadro clínico do ex-presidente. 

Na 6ª feira (5.jun), boletim médico divulgado pela equipe que acompanha Bolsonaro relatou aumento na frequência das crises de soluço nos 7 dias anteriores. Segundo o documento, houve elevação das doses da medicação usada para controlar o quadro e recomendação de dieta com baixa acidez.

O boletim também informou que Bolsonaro estava no 35º dia de pós-operatório de uma cirurgia no ombro direito e seguia em acompanhamento médico domiciliar. Apesar das complicações, o documento afirmou que o ex-presidente não apresentava instabilidades cardiológicas e mantinha a pressão arterial controlada.



Autor Poder360 ·


Intitulada “Sessão solene em homenagem às vidas que curam e salvam”, cerimônia realizada na noite dessa sexta-feira, 22, celebrou a atuação de profissionais das diversas áreas da saúde. O evento, proposto pelo deputado Lucas do Vale (PSD), também prestou uma homenagem às pessoas que dedicam um pequeno tempo de suas vidas para uma ação simples, mas que pode representar a diferença entre a vida e a morte: os doadores de sangue.

O ato solene foi um gesto de reconhecimento da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) a quem atua em prol da saúde, tanto no campo profissional, quanto aqueles que salvam vidas por meio da doação de sangue. Durante a homenagem, no Plenário Iris Rezende Machado, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos, biomédicos, farmacêuticos, pesquisadores, gestores e outros profissionais da saúde, além dos doadores de sangue, foram agraciados com o Certificado do Mérito Legislativo.

Presidida pelo deputado Lucas do Vale, a mesa diretiva dos trabalhos foi formada pelo secretário municipal de saúde de Rio Verde, Thiago dos Santos Souza, pela médica reguladora do Estado, Cintia Cauhy Faggioni Diniz, pelo presidente da Associação Médica de Rio Verde, Leonardo Frederico Martins Leão, pelo conselheiro do Conselho Regional de Enfermagem de Goiás, Adriano José de Deus, e pelo ex-vereador por Piranhas, Nilson Gomes de Sousa.

Falando aos presentes, Lucas do Vale destacou que a solenidade carregava um significado especial. “Não estamos reunidos apenas para entregar homenagens. Estamos aqui para reconhecer pessoas que fazem do cuidado, da dedicação e do compromisso com o próximo uma missão de vida”, afirmou.

O deputado ressaltou que o ato celebrava os homens e mulheres que escolheram servir, estar presentes nos momentos mais difíceis e que transformam conhecimento em acolhimento e a profissão em propósito.

O parlamentar lembrou que a saúde é construída todos os dias por profissionais que enfrentam longas jornadas, convivem com grandes desafios e que, mesmo diante das dificuldades, continuam cumprindo sua missão com entrega e compromisso. “Reconhecer quem cuida das pessoas também é uma forma de fortalecer a saúde. Neste plenário, homenageamos com muito orgulho, homens e mulheres que fazem a diferença em Goiás”.

Quanto aos doadores de sangue, Lucas do Vale, pontuou que o reconhecimento se dá pela humanidade do gesto praticado por essas pessoas. “Uma ação que não pede reconhecimento, não espera retorno, mas que tem a capacidade de mudar histórias e renovar esperanças. É um ato voluntário, silencioso e generoso”.

“Por trás de cada doação, existe alguém que escolheu estender a mão ao próximo, portanto homenagear os doadores é reconhecer pessoas que fazem da solidariedade uma prática concreta”, assinalou Lucas do Vale.

Em seguida, o conselheiro do Conselho Regional de Enfermagem de Goiás, Adriano José de Deus, fez uso da palavra, dizendo que se sentia honrado em participar de uma solenidade em homenagem às pessoas que cuidam e salvam vidas.

Para ele, Lucas do Vale teve um belo gesto ao lembrar dos profissionais da saúde, “categorias de tamanha importância, pois, sem elas, todas as áreas são afetadas. Nós não temos policiais na rua atrás de um bandido, sem saúde, nós não temos professores em sala de aula, dando aula e ensinando, sem saúde”, afirmou o conselheiro Adriano José de Deus.  

O conselheiro ainda lembrou das lutas da categoria à qual ele pertence, como a busca pelo piso salarial, mas ressaltou que todas as outras 14 classes profissionais têm a mesma importância e reconheceu que a interação entre elas é que produz os melhores resultados para os pacientes.

“O que mais respeito hoje, como gestor hospitalar, é reconhecer a efetividade da equipe multidisciplinar dentro de unidade de saúde. Este é o meu maior respeito, termos diálogos efetivos pensando em um somente resultado: a saúde das pessoas que estão ali para ser salvas”, destacou Adriano José de Deus .  

Após receber o Certificado do Mérito Legislativo, a médica reguladora do Estado, Cintia Cauhy Faggioni Diniz, discursou em nome dos homenageados.

Cintia Diniz pontuou que, como profissional da área da saúde, se sentia honrada em participar de um momento de homenagem aos colegas da saúde e aos doadores de sangue, “pela relevante contribuição prestada à população, visando à preservação da vida”.

Em seguida, a médica se dirigiu aos doadores de sangue, agradecendo pelo gesto voluntário solidário, indispensável para a manutenção dos bancos de sangue. “Essa homenagem representa o reconhecimento do Estado a vocês e a todos que contribuem diretamente para o fortalecimento da assistência à saúde e para a proteção da vida humana”, concluiu Cintia Diniz. 

A sessão solene pode ser assistida, na íntegra, neste link

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) realizará, amanhã, 20, às 19 horas, sessão solene em homenagem aos profissionais de saúde no Plenário Iris Rezende. A iniciativa é do deputado Talles Barreto (UB). 

A cerimônia tem o objetivo de reconhecer o trabalho de homens e mulheres que dedicam suas vidas ao cuidado, à prevenção de doenças, à promoção da saúde e à melhoria da qualidade de vida da população.

A solenidade reunirá profissionais de diversas áreas ligadas à saúde e ao bem-estar, destacando a importância de ações preventivas, educativas e humanizadas no fortalecimento da saúde pública e privada em Goiás. Durante o evento, os homenageados receberão o Certificado do Mérito Legislativo em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à sociedade goiana.

Segundo o deputado Talles Barreto, a homenagem representa um gesto de valorização dos profissionais que atuam diariamente na transformação de vidas por meio do cuidado e da promoção da saúde integral. “São pessoas que fazem da dedicação ao próximo uma missão, contribuindo diretamente para uma sociedade mais saudável, consciente e com mais qualidade de vida”, destacou.

A sessão solene também reforça a importância da promoção da saúde como ferramenta essencial para prevenção de doenças, incentivo a hábitos saudáveis e fortalecimento das políticas públicas voltadas ao bem-estar da população.

O evento deverá reunir autoridades, representantes da área da saúde, familiares e convidados dos homenageados.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O Governo de Goiás intensificou a estruturação da rede pública de saúde no Sudoeste goiano, consolidando a região como referência em atendimentos de alta complexidade. A estratégia prioriza a descentralização dos serviços, reduzindo a necessidade de deslocamento até Goiânia e ampliando o acesso da população a procedimentos especializados em municípios do interior.

Com investimentos que somaram R$ 334,7 milhões em 2025, por meio dos Planos de Fortalecimento da Saúde, o Estado ampliou a capacidade de atendimento em diversas frentes. Os recursos foram direcionados à expansão de serviços como cirurgias, hemodiálise, transplantes e reabilitação, fortalecendo o modelo de regionalização da saúde.

Em Quirinópolis, a Policlínica Estadual superou a marca de 109 mil atendimentos ao longo do último ano, entre consultas, exames e terapias. A unidade também passou a oferecer diálise peritoneal, ampliando a assistência a pacientes renais e reduzindo a necessidade de transferências para outros centros.

No Hospital Estadual de Jataí Dr. Serafim de Carvalho, referência na região, foram registradas mais de 2,1 mil internações apenas nos primeiros meses do ano, além de 5,4 mil consultas, cerca de 93 mil exames e 1,6 mil cirurgias. A unidade também contabilizou 224 partos e aproximadamente 20 mil atendimentos de urgência. Para sustentar a ampliação dos serviços, o governo destinou mais de R$ 8,7 milhões em investimentos, aplicados na melhoria da estrutura, aquisição de insumos e expansão de especialidades médicas.

Já em Santa Helena de Goiás, o hospital estadual tem se destacado na captação de órgãos, com 16 procedimentos realizados neste ano. A unidade também acumula mais de 4,1 mil cirurgias e 11,4 mil atendimentos ambulatoriais, contribuindo para o fortalecimento da rede assistencial.

Macrorregião possui cerca de 694 mil habitantes

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a política de regionalização tem tornado o sistema mais integrado e resolutivo, ampliando o acesso da população a serviços de maior complexidade.

Foto: Divulgação

Com cerca de 694 mil habitantes, a Macrorregião Sudoeste passa a contar com uma estrutura mais robusta, consolidando o interior como eixo estratégico na saúde pública goiana.

Autor Flávio Veras


O deputado Virmondes Cruvinel (UB) pleiteia instituir, no calendário oficial de Goiás, uuma data comemorativa para a indústria de tecnologia para a saúde. A reivindicação tramita no projeto de lei nº 6928/26

A data,  a ser celebrada anualmente no dia 18 de junho, destaca o papel estratégico do setor na economia, por meio do expressivo crescimento das chamadas healthtechs. “Segundo levantamento da Associação Brasileira de Startups (ABStartups) em parceria com a Distrito Dataminer, o Brasil possui aproximadamente 700 healthtechs ativas. Em Goiás, destacam-se iniciativas ligadas à telemedicina, prontuários eletrônicos, plataformas de gestão hospitalar, inteligência artificial para diagnóstico por imagem e biotecnologia aplicada à saúde”, informa o autor da matéria.

Na justificativa, estão apresentados também dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) que indicam a existência de 6,5 mil estabelecimentos registrados em dezembro de 2024, em Goiás. O número inclui hospitais, clínicas, laboratórios e centros de diagnóstico.

No projeto, Cruvinel destaca o papel das instituições de ensino e pesquisa no desenvolvimento do setor e os ganhos com relação à geração de emprego. “A inovação, quando orientada por critérios éticos, evidências científicas e foco na efetividade, pode melhorar o atendimento aos pacientes, reduzir desigualdades regionais no acesso e apoiar soluções sustentáveis para o Sistema Único de Saúde (SUS). Reconhecer o papel das tecnologias aplicadas à saúde representa um passo relevante para consolidar Goiás como polo de inovação no Centro-Oeste brasileiro.” 

A matéria está sob relatoria da deputada Rosângela Rezende (Agir) na Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Na sessão ordinária híbrida desta quarta-feira, 22, o Plenário da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) se dedicou aos discursos parlamentares. Outro destaque foi o aval a um indicativo de proposição que sugere ampliar a defesa dos animais em Goiás.

Quatro deputados foram à tribuna para repercutir temas diversos no decorrer do Pequeno Expediente. A possível redução do limite da jornada de trabalho, proposta em análise pelo Congresso Nacional, foi pautada por dois deles. Na prática, a mudança acabaria com a escala 6×1, em que o cidadão pode trabalhar até seis dias e tem direito a um dia de folga durante cada semana, e instituiria a 5×2.

Mauro Rubem (PT) saiu em defesa da aprovação pela Casa de Leis federal. Segundo o legislador, o modelo atual impacta a qualidade de vida e “impede, inclusive, que os pais acompanhem o crescimento dos filhos e tenham convivência na sociedade”.

Além disso, opinou Mauro, a carga vigente contribuiria para um cenário de desgaste excessivo da força de trabalho, o que ele classificou como um retrocesso social. Rubem também relacionou esse debate à existência de casos de trabalho análogo à escravidão no país, inclusive em Goiás.

Por outro lado, ao se descrever como “indignado”, Amauri Ribeiro (PL) contrapôs o colega e defendeu o empresariado brasileiro, a quem atribuiu o crédito na geração de emprego e renda.

“Um país não se desenvolve trabalhando menos. Temos 24 horas em um dia, trabalhar só oito horas não é demais”, frisou Ribeiro.

Outros assuntos

Eliel Junior (Solidariedade) repercutiu supostas dificuldades de acesso, aumento de custos e falhas na rede credenciada do Serviço Social Autônomo de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos e Militares do Estado de Goiás (Ipasgo Saúde). Em sua fala, ele afirmou que as mudanças implementadas a partir de 2023, com ajustes adicionais em 2025, foram prejudiciais aos usuários. Nesse sentido, o parlamentar cobrou que as normas sejam revistas.

O peessedebista Clécio Alves comentou sobre a gestão do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB). O deputado demonstrou preocupação com a saúde pública municipal, a qual considerou um ponto crítico.

Sugestão ao Executivo

O Plenário aprovou o indicativo de proposição legislativa nº 4/2026 que sugere a criação do Batalhão de Combate aos Maus-Tratos de Animais, dentro da Polícia Militar do Estado de Goiás (PM-GO). O texto é assinado pelo presidente da Casa, Bruno Peixoto (UB), e recebeu 21 votos sim.

O indicativo é um instrumento parlamentar utilizado por deputados estaduais para propor ao Poder Executivo a adoção de uma providência, a realização de um ato administrativo ou o envio de um projeto de lei sobre uma matéria de iniciativa exclusiva daquele poder. 

“A criação de um batalhão especializado no combate aos maus-tratos contra animais representa medida de aprimoramento da atuação estatal, conferindo maior eficiência e especialização às ações de segurança pública voltadas à proteção da fauna”, argumentou Peixoto na justificativa.

O parlamentar acrescentou que os crimes em questão possuem relevante impacto social, “estando frequentemente associados a outros tipos de violência, inclusive doméstica, o que reforça a necessidade de atuação preventiva e qualificada por parte do Estado”.  

O chefe do Legislativo apresentou a proposta após se reunir com entidade dedicada à causa. O encontro resultou também na idealização de dois projetos de lei e um de resolução, que ainda serão analisados pela Alego.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Prefeitura de Valparaíso de Goiás realiza a sétima edição do programa “Saúde da Gente”, iniciativa voltada à ampliação do acesso da população aos serviços de saúde. Nesta etapa, a estrutura de atendimento foi instalada no bairro Anhanguera B, onde moradores poderão contar com consultas médicas, exames e ações preventivas ao longo de cinco dias de programação.

A ação integra a estratégia da gestão municipal para descentralizar os serviços de saúde e reduzir a demanda reprimida por consultas e exames especializados. O projeto é conduzido pela Secretaria Municipal de Saúde, sob coordenação da secretária e primeira-dama Luciana Mendes, com apoio da administração do prefeito Marcus Vinícius.

Durante o período do mutirão, os moradores da região terão acesso facilitado a consultas em especialidades médicas como ortopedia e neurologia, além de exames laboratoriais e de imagem, incluindo ultrassonografia. A programação também inclui atividades voltadas à prevenção de doenças e ao diagnóstico precoce, com foco na promoção da saúde e no atendimento humanizado.

Segundo a secretária de Saúde, a proposta do programa é aproximar os serviços da população, garantindo mais rapidez no acesso ao atendimento e diminuindo o tempo de espera por procedimentos especializados.

“Nossa proposta é levar a saúde até onde as pessoas estão, garantindo que o cidadão tenha o cuidado que precisa perto de casa”, afirmou Luciana Mendes.

Desde a criação do programa, o “Saúde da Gente” tem se consolidado como uma das principais iniciativas da política pública de saúde do município. Nas edições anteriores, a ação já contabilizou dezenas de milhares de atendimentos, contribuindo para desafogar a rede municipal e acelerar o fluxo de exames e consultas que, normalmente, demandariam mais tempo de agendamento.

De acordo com a prefeitura, a estratégia de realizar atendimentos itinerantes em diferentes bairros permite ampliar a cobertura assistencial e alcançar comunidades que enfrentam maiores dificuldades de deslocamento até unidades de saúde ou centros especializados.

Foto: Secom

Estrutura e atendimento

Nesta edição, a estrutura foi montada ao lado da Unidade de Estratégia de Saúde da Família (ESF) do bairro Anhanguera B. O local foi escolhido para facilitar o acesso dos moradores da região e permitir a integração das equipes do mutirão com os profissionais da rede básica.

Os atendimentos ocorrem entre os dias 13 e 18 de abril, sempre das 7h às 16h. Durante esse período, equipes médicas, profissionais de enfermagem e técnicos da área de saúde estarão mobilizados para atender a população.

Além das consultas e exames, o programa também busca orientar os moradores sobre prevenção de doenças, acompanhamento médico regular e utilização adequada dos serviços públicos de saúde.

Para a gestão municipal, a continuidade do projeto reforça o compromisso da prefeitura com a melhoria da qualidade do atendimento e com a ampliação das políticas públicas voltadas ao bem-estar da população.

Com a realização de mais uma edição do “Saúde da Gente”, a administração municipal pretende manter a estratégia de mutirões itinerantes como forma de fortalecer a atenção básica e garantir maior agilidade no atendimento à população de Valparaíso de Goiás.

Autor Rogério Luiz Abreu


Remédios aliviam dores, mas afetam rins, coração e pressão arterial; especialistas alertam para perigos da automedicação

Ao sentir dor nas costas, dor de cabeça ou muscular, a reação é automática: tomar um remédio. Muitas vezes, o fármaco em questão é um anti-inflamatório -que até alivia o incômodo, mas não sem risco. Esse hábito aparentemente banal pode ser prejudicial, especialmente para rins e coração.

A automedicação é muito comum no país. Segundo pesquisa de 2024 do ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade), cerca de 9 em cada 10 brasileiros tomam medicamentos por conta própria. Uma fatia significativa desses remédios pertence ao grupo dos AINEs (anti-inflamatórios não esteroides), como ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno.

TRÍADE PERIGOSA E INTERAÇÕES

O risco pode ser ainda maior quando anti-inflamatórios são usados com certos medicamentos, algo comum entre pacientes hipertensos ou cardíacos. A chamada “tríade perigosa” envolve anti-inflamatórios, diuréticos e remédios para pressão, como os inibidores da ECA (enzima conversora de angiotensina) ou bloqueadores do receptor de angiotensina.

Cada um desses fármacos interfere em uma parte do sistema que regula a filtração do sangue pelos rins. Quando usados juntos, podem reduzir drasticamente a pressão necessária para que os órgãos funcionem, de modo que eles simplesmente param de filtrar o sangue de forma adequada.

Outras combinações também podem afetar os rins, como AINEs com inibidores de SGLT2 (dapagliflozina, empagliflozina, canagliflozina), medicamentos utilizados para diabetes, insuficiência cardíaca e doença renal crônica; com lítio, usado para tratar e prevenir episódios de mania e depressão no transtorno bipolar; e com ciclosporina, indicado para tratar doenças autoimunes e inflamatórias graves, como psoríase, dermatite atópica, artrite reumatoide, síndrome nefrótica e uveíte.

A combinação também pode diminuir o efeito das medicações anti-hipertensivas, o que afeta o tratamento de quem tem pressão alta. Os AINEs podem ainda potencializar os efeitos de anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, elevando o risco de sangramentos e hemorragia.

O QUE ACONTECE NOS RINS

Os rins atuam como um sistema contínuo de filtração do sangue, funcionando 24 horas por dia. Para realizar esse trabalho, eles necessitam de uma pressão interna adequada.

Os AINEs bloqueiam a produção de prostaglandinas, substâncias que funcionam como “mantenedoras da pressão” dentro dos rins, mantendo os vasos sanguíneos abertos e bem irrigados.

“Quando essas prostaglandinas são bloqueadas, os vasos que levam sangue ao rim se contraem. O rim recebe menos sangue e filtra menos. Em pessoas saudáveis, isso geralmente é temporário e reversível, mas em quem já tem algum problema renal, pressão alta, diabetes ou idade avançada, essa redução pode ser suficiente para causar danos graves”, explica a nefrologista Patricia Taschner Goldenstein, do Einstein Hospital Israelita.

Um estudo transversal realizado no Hospital das Clínicas da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) revelou que 14,8% dos pacientes com doença renal crônica utilizavam AINEs, muitos deles por automedicação. As principais razões eram dores reumáticas e musculoesqueléticas, que frequentemente levam ao uso repetido desses medicamentos.

Nesses grupos, os rins funcionam com “margem de segurança” reduzida. Em pessoas com hipertensão ou diabetes, por exemplo, os pequenos vasos renais frequentemente já apresentam lesões, um processo chamado microangiopatia. Os rins ainda funcionam, mas têm menos reserva para enfrentar situações de estresse.

Já em idosos, há um declínio natural da função renal relacionado à idade. A partir dos 40 anos, estima-se uma perda de cerca de 10% da função renal por década, embora possa variar. Uma pessoa de 70 anos pode ter apenas 70% da função renal de um jovem, mesmo sendo aparentemente saudável.

Nesses casos, até uma dose única de anti-inflamatório é capaz de desencadear insuficiência renal aguda, quando o órgão para de funcionar de forma repentina, mas ainda pode se recuperar se o fármaco for suspenso rapidamente. No entanto, se o uso for prolongado, pode levar à nefropatia crônica, quando o rim desenvolve lesões permanentes, com fibrose e cicatrizes no tecido, podendo evoluir para doença renal terminal, exigindo diálise ou transplante.

“O uso prolongado é perigoso até para rins saudáveis, com aumento do risco de desenvolver doença renal crônica, mesmo em pessoas sem fatores de risco prévios como diabetes, pressão alta, obesidade e idade avançada”, alerta Goldenstein.

DOENÇA SILENCIOSA

Outro problema é que a doença renal crônica costuma evoluir em silêncio. “Estima-se que cerca de 90% das pessoas nos estágios iniciais não sabem que têm a doença”, relata a nefrologista.

“Quando alguém com os rins já comprometidos toma anti-inflamatórios regularmente, está acelerando a perda de função renal sem perceber”, alerta Goldenstein.

Quando os sintomas aparecem, podem incluir urina espumosa, redução do volume urinário, inchaço nas pernas ou ao redor dos olhos, náuseas, falta de apetite e cansaço inexplicado. Em muitos casos, o 1º alerta só surge quando a função renal já está comprometida, o que inclui também sinais como sangue na urina e confusão mental.

IMPACTOS NO CORAÇÃO E EM OUTROS ÓRGÃOS

Os efeitos do uso prolongado dos anti-inflamatórios não esteroides não se limitam aos rins. Do ponto de vista cardiovascular, eles estão longe de ser inofensivos.

“O uso de anti-inflamatórios geralmente leva a uma retenção maior de sal e água, e isso pode levar a um aumento da pressão arterial”, observa o cardiologista Carlos Eduardo Montenegro, vice-presidente do departamento de Cardiologia Clínica da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia).

A própria piora da função renal também traz esse efeito, impactando o coração. Em pessoas com doenças cardíacas, o risco pode ser ainda mais sério. “É muito comum que o uso por um tempo um pouco maior do que alguns dias leve a descompensações de doença coronariana, como eventos de angina ou até infarto agudo do miocárdio”, relata Montenegro.

A utilização prolongada pode atingir ainda órgãos como estômago e fígado, podendo levar a úlceras e hepatites, principalmente em pessoas idosas ou com complicações prévias. Por isso, o uso de AINEs deve ser feito com cautela, na menor dose eficaz e pelo menor tempo possível.

Por outro lado, há alternativas mais seguras quando usadas corretamente. Paracetamol e relaxantes musculares são alguns exemplos. “A escolha do tratamento ideal depende do tipo de dor, das condições clínicas do paciente e de uma avaliação individualizada”, orienta Patricia Goldenstein.

Mas o ponto principal não é apenas trocar de remédio. “O mais importante é identificar a causa da dor. Tratar a origem do problema é sempre melhor do que apenas suprimir o sintoma com medicamentos indefinidamente”, aconselha a médica do Einstein.


Este texto foi publicado originalmente pela Agência Einstein em 6 de abril de 2026 e adaptado para publicação pelo Poder360.



Autor Poder360 ·