2 de junho de 2026
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Durante a abertura da reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), nesta quinta-feira, 16, no Parlamento goiano, o presidente do colegiado, deputado Wagner Camargo Neto (Solidariedade), deu início à sabatina dos nomes indicados pelo Poder Executivo para composição do Conselho Estadual de Educação (CEE).

Ao declarar abertos os trabalhos, o parlamentar anunciou a análise de três decretos legislativos oriundos da Governadoria, que tratam das indicações de Neire Divina Mendonça, Orlando Lisita Júnior e Edson Arantes Júnior. As matérias têm relatoria do deputado Virmondes Cruvinel (UB).

Os indicados participam do processo de avaliação conduzido pela comissão, etapa que antecede a apreciação das matérias em Plenário. Camargo Neto convidou Neire Divina Mendonça e Orlando Lisita Júnior, presentes de forma presencial, a ocuparem a mesa para apresentação, enquanto Edson Arantes Júnior participa remotamente.

Na sequência, cada indicado terá o tempo de cinco minutos para que façam sua apresentação inicial, antes da abertura para questionamentos por parte dos parlamentares.

As indicações encaminhadas pelo Executivo preveem a composição do CEE com representantes de diferentes segmentos. Neire Divina Mendonça foi indicada como membro suplente, vinculada ao Sindicato dos Professores do Estado de Goiás (Sinpro-GO). Orlando Lisita Júnior foi indicado como membro titular, também representando o Sinpro-GO. E Edson Arantes Júnior foi indicado para recondução ao colegiado como membro titular, na condição de representante da Universidade Estadual de Goiás (UEG).

A sabatina segue com a participação dos deputados presentes, que poderão questionar os indicados antes da emissão de parecer pela comissão.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Durante a reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), realizada nesta quinta-feira, 12, o deputado Amauri Ribeiro (UB), fez duras críticas à atuação do conselheiro Guy Brasil, sabatinado na ocasião para recondução ao cargo na Agência Goiana de Regulação (AGR). O parlamentar afirmou ter recebido denúncias graves sobre suposto favorecimento do conselheiro a empresas do setor de transporte intermunicipal.

Em sua fala, Amauri Ribeiro destacou avanços legislativos recentes, como a redução do tempo mínimo de operação exigido para que empresas participem de licitações no transporte intermunicipal. Segundo o deputado, o prazo anteriormente exigido era de 15 anos de experiência, o que inviabilizava a entrada de novas empresas no setor. “Reduzimos esse prazo para dois anos, uma conquista para quebrar o monopólio que existe há décadas”, disse.

O foco principal do pronunciamento, no entanto, foi a atuação do conselheiro Guy Brasil  a quem Amauri atribuiu a responsabilidade por represar processos por mais de 300 dias, principalmente aqueles de pequenas empresas que buscam concorrer a novas linhas.

“Tenho denúncias gravíssimas de que o senhor favorece empresas gigantes. Recebi informações de que há processos de autuação parados há mais de 300 dias no seu gabinete”, afirmou o deputado, citando nominalmente a empresa Juarez Mendes como uma das supostamente beneficiadas.

O parlamentar também rebateu a afirmação de que a AGR “não tem presidente”. “Existe, sim, um presidente: o Dr. Wagner, com quem sempre dialoguei. Todas as decisões sobre a atuação dos taxistas e sobre as mudanças na legislação de concessões passaram por esse diálogo”, pontuou.

Para embasar suas denúncias, Amauri relatou que enviou ofício ao órgão de controle solicitando dados sobre a tramitação de processos na AGR, discriminados por conselheiro. “Todos os processos represados de pequenas empresas que buscam concessão de linhas estão no gabinete do senhor Gui. Já os processos de grandes empresas, como os de autuação, estão igualmente parados, o que levanta sérias dúvidas sobre imparcialidade”, denunciou.

Amauri Ribeiro encerrou sua fala reafirmando o compromisso com a transparência e prometendo aprofundar as investigações. “Vamos continuar acompanhando, com responsabilidade. São denúncias sérias e merecem apuração rigorosa”, finalizou.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás