A Polícia Federal avança nas apurações sobre o rombo de R$ 40 milhões no AparecidaPrev, o instituto de previdência dos servidores de Aparecida de Goiânia, ligado a aplicações em letras financeiras do Banco Master em junho de 2024. Conforme reportagem da CNN Brasil, entre os nomes identificados pela PF figuram o ex-prefeito Vilmar Mariano e o ex-secretário da Fazenda e ex-gestor do instituto, Einstein Paniago.
Documentos e atas referidos nas investigações indicam que os R$ 40 milhões foram aplicados sem autorização do Conselho Municipal de Previdência e com apresentação de dados considerados falsos. O Banco Master, cujo presidente era o banqueiro Daniel Vorcaro, foi liquidado em novembro pelo Banco Central, fato que motivou questionamentos sobre a segurança da operação e o eventual prejuízo ao instituto.
As apurações apontam ainda que havia intenção de aportar valores adicionais — pelo menos R$ 10 milhões, segundo conversas recuperadas, e tratativas que chegaram a ultrapassar R$ 30 milhões — e que as operações teriam sido conduzidas apesar do parecer negativo do conselho, devido ao baixo rating de risco do banco.
Conforme mostrou o PORTAL NG no início de dezembro, parte das discussões sobre o caso teve curso na Câmara Municipal. Vereadores apresentaram requerimento em 4 de dezembro para ouvir o ex-secretário Einstein Paniago e o então presidente do AparecidaPrev, Robes Venâncio. A atual presidente do instituto, Márcia Tinoco, foi ouvida posteriormente e afirmou aos parlamentares que Robes Venâncio não comunicou ao Conselho Deliberativo a operação que resultou na aplicação dos recursos.
Diante da repercussão, a Câmara passou a avaliar a criação de uma Comissão Especial de Inquérito para aprofundar as apurações locais. Paralelamente, a Polícia Federal concentra investigações sobre as relações entre agentes públicos e o banco, buscando esclarecer responsabilidades na decisão pela aplicação.
Segundo apurações, a execução do investimento teria contado com a intervenção direta de Einstein Paniago, que, apesar do parecer contrário do conselho, teria se aproximado de Vorcaro e atuado para viabilizar a operação. Há também indicações de que os investimentos foram acordados com o então prefeito Vilmar Mariano, sendo efetivado seis meses antes do término do seu mandato e pouco antes de restrições partidárias à sua reeleição.
As publicações ironizam a declaração da ministra de que o resultado negativo das estatais não deve ser classificado como prejuízo
Internautas fizeram memes depois de a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, declarar que o deficit de R$ 8,07 bilhões das empresas estatais, o maior da história, não deve ser classificado como “rombo”. Segundo a ministra, o resultado negativo é só uma demonstração contábil e não deve ser classificado como prejuízo, porque a maioria das empresas seria lucrativa.
Assista à declaração da ministra (2min59s):
As estatais fecharam 2024 com o maior deficit da série histórica, iniciada em 2002. O Banco Central divulgou o relatório “Estatísticas Fiscais” na 6ª feira (31.jan.2025). Eis a íntegra do comunicado (PDF – 274 kB).
As publicações dos internautas fazem piada com a frase de Dweck e questionam se empresas privadas contratariam a ministra. Um usuário no X (ex-Twitter) ironizou, dizendo que “parece rombo, tem jeito de rombo, cheira a rombo, mas não é rombo”.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, explica que rombo não é rombo. Tem cara de rombo, jeito de rombo, cheiro de rombo, mas não se identifica como um rombo. É um transrombo. Não por acaso, ela é ministra da, entre outras coisas, INOVAÇÃO. pic.twitter.com/HKlNcpbQnL
— Junio Amaral (@cabojunioamaral) January 31, 2025
Eis outras publicações nas redes sociais:
Não tem rombo? 🤔🙃 pic.twitter.com/8DC9K233wk
— Elen Torres 🔰 (@ElenTorres10) February 1, 2025
Após explicar que déficit de R$ 8 bi não é rombo, Esther Dweck recebe proposta para se tornar CFO da Americanas pic.twitter.com/q8UkkGO41E
— Valuation Freestyle (@valuationfstyle) January 31, 2025
Deficit de R$ 8,07 bi das estatais não é rombo diz Esther Dweck
Para a Ministra, o resultado negativo é apenas uma demonstração contábil e não deve ser classificado como prejuízo, pois a maioria das empresas seria lucrativa.
Se você tivesse uma empresa, contrataria a Esther? 🤣 pic.twitter.com/TpJSZbT9cb
— Tumulto BR (@TumultoBR) February 1, 2025
Como são palhaços , acham que nos tbem somos ! pic.twitter.com/iOAprJJSYs
— Nanibarbosa (@RosaneBonoro) February 1, 2025



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