11 de junho de 2026
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Organizações estudantis e departamentos criticam uso de bombas e gás lacrimogêneo e cobram retomada das negociações

Diversos diretórios, centros acadêmicos e organizações estudantis divulgaram notas de repúdio à ação da Polícia Militar que retirou estudantes da reitoria da Universidade de São Paulo na madrugada de domingo (10.mai.2026). As entidades criticaram o uso de força policial e cobraram a reabertura das negociações entre a reitoria e os grevistas.

A reitoria estava ocupada desde 5ª feira (7.mai) por cerca de 150 pessoas. Os estudantes cobravam a retomada de conversas sobre políticas de permanência estudantil, como moradia e alimentação.

A PM disse que 4 pessoas foram levadas ao 7º DP (Distrito Policial), onde foi registrado boletim de ocorrência por dano ao patrimônio público e alteração de limites. Segundo a polícia, não houve feridos. O DCE (Diretório Central dos Estudantes) Livre da USP declarou que a ação policial se deu com o uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes. A USP afirmou que não foi avisada previamente sobre a operação policial.

A União Nacional dos Estudantes disse que a ação foi “violenta, ilegal e ilegítima”. A entidade afirmou que os estudantes ocupavam o prédio “de maneira pacífica” e que a operação foi feita “sem qualquer tentativa de negociação prévia”.

O Fórum das Seis, que reúne entidades sindicais e estudantis da Unesp, Unicamp, USP e Centro Paula Souza, disse que a desocupação foi “eivada de ilegalidades” e cobrou do reitor Aluísio Segurado a reabertura das negociações. Segundo a organização, a ação “mancha a história da USP”.

O Centro Acadêmico Oswaldo Cruz, da Faculdade de Medicina da USP, afirmou que a reitoria colocou “a vida dos estudantes em risco” e disse que a luta dos alunos é “justa e necessária”. O centro acadêmico criticou notas de apoio à reitoria divulgadas por unidades da universidade.

O Centro Acadêmico Professor Paulo Freire, da Faculdade de Educação da USP, falou em “absoluto repúdio” à ação da PM. Disse que estudantes da graduação e da pós-graduação, incluindo pessoas com deficiência, foram “duramente reprimidos” e precisaram ser encaminhados ao hospital.

O DCE da Unicamp também se solidarizou com os grevistas da USP e afirmou que a “repressão policial na universidade é coisa da ditadura”.

O Diretório Acadêmico da EEL (Escola de Engenharia de Lorena) disse que acionar a polícia contra estudantes desarmados “substitui diálogo por repressão”.

Outras organizações, como SAEComp, DCE UFF, CABIO-SPHN, Centro Acadêmico da EEFE-USP, Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva da Escola de Enfermagem da USP e Diretório Acadêmico Unicamp Limeira, também divulgaram manifestações contra a operação e em defesa da retomada das negociações.

As deputadas Erika Hilton (Psol-SP) e Sâmia Bomfim (Psol-SP) acionaram órgãos de controle contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) depois da ação da PM. Elas pediram apuração sobre a conduta do governo paulista e da polícia na retirada dos estudantes da reitoria.

USP LAMENTA

Em nota, a Universidade de São Paulo lamentou o ocorrido e disse que não foi informada previamente da ação policial. A Reitoria afirma ter mantido diálogo permanente com o movimento estudantil, mas declarou que as negociações chegaram ao limite depois da “insistência em reivindicações que não podem ser atendidas” “itens de pauta fora do âmbito de atuação da Universidade e a presença de pessoas externas à comunidade acadêmica”. 

O DCE  convocou um ato e uma assembleia geral para esta 2ª feira (11.mai) como resposta à condução das negociações sobre permanência estudantil.



Autor Poder360 ·


A agressão ocorreu na 2ª feira durante debate do Grupo Flow; partido diz que “considera ato inaceitável”

Foi publicada nesta 3ª feira (24.set.2024) uma nota de repúdio do PL (Partido Liberal) sobre a agressão cometida pelo assessor do candidato à prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB). 

A agressão partiu de Nahuel Medina, assessor do ex-coach, contra Duda Lima, marqueteiro do atual prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB). O caso ocorreu durante o debate do Grupo Flow  na 2ª feira (23.set).

O partido do ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), compõe a chapa do candidato à reeleição pela prefeitura de São Paulo. O coronel Ricardo Mello Araújo, foi indicado para vice de Nunes.

 “Repudiamos veementemente qualquer forma de violência, especialmente em um ambiente democrático, onde o diálogo e o respeito devem prevalecer”, disse o partido no Instagram.

Leia a nota:

Depois de levar o soco, Lima levou 6 pontos no rosto. Ele disse que foi atingido quando estava de costas para Medina e sem ter feito qualquer tipo de provocação, versão confirmada por outras duas testemunhas que fazem parte da equipe de Nunes.

Pablo Marçal comentou o episódio em uma rede social. “Lamentável essa cena, não precisávamos estar vivendo nada disso. Estou pronto para retirar o Medina da minha equipe, desde que o marqueteiro e Datena sejam retirados também”, disse o Marçal no Instagram.

 

 



Autor Poder360 ·



A Redação

Goiânia

– A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) anunciou, nesta quarta-feira (27/3), que vai acompanhar de perto o processo de capacitação dos magistrados goianos acera do Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero, estabelecido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e, na visão da seccional, descumprido em audiência com desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), Silvânio Alvarenga e Jeová Sardinha. Durante o julgamento de um caso sobre assédio sexual envolvendo um ex-líder religioso, a vítima foi descredibilizada e chamada de “sonsa”. O caso ocorreu na última segunda-feira (25/3) e colocou em pauta a orientação para que se evite a reprodução de preconceitos e estereótipos no Poder Judiciário.

O posicionamento da OAB-GO, que veio acompanhado por uma nota de repúdio, foi encabeçado pela Comissão das Mulheres Advogadas (CMA) da seccional. “De cunho sexista, tais falas são completamente inaceitáveis por reforçarem estereótipos prejudiciais e irem de encontro ao Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero, definido após condenação do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), em um caso no qual se entendeu que a investigação e o processo penal tiveram um caráter discriminatório por razão de gênero”, traz o documento.

À frente da Comissão, a advogada Fabíola Ariadne explica que o protocolo em questão traz orientações que valem inclusive para casos de assédio, como o que estava sendo julgado por Silvânio Alvarenga e Jeová Sardinha. Em entrevista ao jornal A Redação, a jurista disse que é lamentável que membros do Judiciário ajam de forma contrária a tais diretrizes – obrigatórias desde março de 2023. Ela lembra que muitas mulheres hesitam em buscar a justiça devido ao medo de serem revitimizadas e de enfrentarem julgamentos injustos e se verem julgadas em detrimento de seus algozes. 


À frente da Comissão das Mulheres Advogadas (CMA) da OAB-GO, a advogada Fabíola Ariadne classificou o caso como lamentável 


 


Dentre as muitas observações do documento, Ariadne destaca que o protocolo considera estereótipo de gênero, por exemplo, a supervalorização do comportamento da vítima antes do momento da violência, influenciado pela ideia preconcebida de que cabe às mulheres recato e decência. “Há uma pergunta reflexiva que caberia ser feita no caso do julgamento de segunda-feira (25/3): Posso estar dando peso a um evento que só parece importar por ideias preconcebidas que permeiam minha visão de mundo? Ou: Minhas experiências pessoais podem estar influenciando na minha apreciação dos fatos?”, reforça. 



Perspectiva de gênero
Na opinião de Fabíola, o protocolo do CNJ representa um avanço importante para a garantia dos direitos das mulheres no Sistema Judiciário, e seu conhecimento e aplicação são fundamentais, especialmente em casos de assédio e outros crimes sexuais.


 

“Sendo assim, exigimos que medidas sejam tomadas para garantir que tais comportamentos não se repitam e que as vítimas sejam tratadas com respeito, empatia e justiça. Acreditamos que apenas com a aplicação efetiva das diretrizes estabelecidas será possível construir um ambiente judiciário mais igualitário e justo para todas as pessoas, independentemente de seu gênero.”

A presidente da Comissão das Mulheres Advogadas (CMA) esclarece que a OAB-GO agora vai acionar o Comitê de Acompanhamento e Capacitação do Conselho Nacional de Justiça, que deve acompanhar o cumprimento da Resolução no TJGO. Além disso, a seccional goiana vai “elaborar estudos e propor medidas concretas de aperfeiçoamento do sistema de justiça quanto às causas que envolvam direitos humanos, gênero, raça e etnia – sempre com perspectiva interseccional.”

 



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