5 de junho de 2026
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Azzam Al-Hayya morreu enquanto pai, Khalil, participa de conversas sobre cessar-fogo no Cairo

Um ataque aéreo de Israel matou o filho do principal negociador do Hamas nas conversas mediadas pelos Estados Unidos sobre o futuro da Faixa de Gaza. A informação foi divulgada por um alto funcionário do grupo palestino na 5ª feira (7.mai.2026).

A morte ocorre no momento em que líderes do Hamas realizam conversas no Cairo (Egito) com o objetivo de manter o cessar-fogo com os israelenses.

Segundo Basim Naim, integrante do alto escalão do grupo, Azzam Al-Hayya não resistiu aos ferimentos provocados por um bombardeio israelense na noite de 4ª feira (6.mai). Esse é o 4º filho do negociador Khalil Al-Hayya a morrer em ofensivas militares. O Exército de Israel não comentou sobre a operação.

OUTROS FILHOS MORTOS

Khalil Al-Hayya, que tem 7 filhos, sobreviveu a múltiplas tentativas de assassinato. Em 2025, um ataque contra a liderança do Hamas em Doha, no Catar, matou outro filho dele. As forças de segurança de Israel também mataram 2 filhos do líder palestino durante operações contra a Faixa de Gaza realizadas nos anos de 2008 e 2014.

Em entrevista à rede de televisão Al Jazeera, na 4ª feira (6.mai), antes do anúncio da morte de Azzam, Khalil Al-Hayya acusou o governo de Israel de tentar minar os esforços dos mediadores. O negociador avaliou que a ofensiva prejudica o plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para Gaza, projeto supervisionado pelo chamado Conselho de Paz.

“Esses ataques e violações sionistas indicam claramente que a ocupação não quer respeitar o cessar-fogo ou a 1ª fase [do acordo], declarou o representante do Hamas.

PLANO PARA GAZA

As operações violentas ocorrem no momento em que representantes do Hamas mantêm conversas com mediadores regionais e com Nickolay Mladenov, enviado principal do Conselho da Paz, no Cairo. O objetivo dos encontros é impulsionar a 2ª fase do plano de Trump para o território.

O projeto, que Israel e Hamas concordaram em outubro de 2025, prevê a retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza e o início da reconstrução da infraestrutura local assim que o grupo extremista depuser as suas armas.

O desarmamento do Hamas, contudo, é um ponto de discordância nas conversas para implementar as medidas e consolidar o cessar-fogo, que interrompeu 2 anos de guerra declarada na região.

Um representante do grupo palestino disse à agência de notícias Reuters, na 4ª feira (6.mai), que a organização avisou a Mladenov que não participará de negociações sobre a 2ª fase do plano antes que Israel cumpra as obrigações da 1ª etapa, o que inclui a suspensão completa dos ataques.

Segundo médicos locais, pelo menos 830 palestinos morreram desde que o acordo de cessar-fogo entrou em vigor. Israel diz que militantes mataram 4 de seus soldados durante o mesmo período.



Autor Poder360 ·


O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), afirmou nesta sexta-feira (8/8) que a saúde da capital “saiu da UTI”, mas continua sendo o principal desafio de sua gestão. Durante evento comemorativo pelos 21 anos do Samu, Mabel comparou a atual situação da saúde dizendo que agora ela está numa “enfermaria de luxo”, destacando que as unidades tem 70% a 90% dos medicamentos e insumos.

“Quando assumimos, não tínhamos remédio, não tínhamos insumos, não tínhamos praticamente nada”, disse o prefeito.

Ele explicou que o consumo aumentou significativamente porque Goiânia tem fornecido apoio às cidades vizinhas, num sistema de colaboração mútua entre municípios. Uma nova licitação de insumos foi autorizada para garantir o abastecimento contínuo.

Na área educacional, Mabel destacou a conquista de matricular todas as crianças que estavam fora da escola, num total de 10 mil estudantes. Atualmente existem vagas disponíveis em diversas séries, com investimentos em tecnologia educacional como lousas eletrônicas com inteligência artificial que ficarão acessíveis aos alunos em diferentes momentos do dia.

Sandro Mabel celebra 21 anos do Samu Goiânia com reestruturação e ampliação da capacidade de atendimento

Sobre mobilidade urbana, o prefeito detalhou os trabalhos em andamento, incluindo a conclusão de importantes corredores viários e projetos para ampliar a capacidade de vias estratégicas como a Marginal Botafogo, onde está previsto um aumento de 50% no fluxo com ajustes na velocidade permitida. O plano de metronização de vias está em expansão, com previsão de atingir 240 km nos próximos quatro anos.

Mabel revelou seu ambicioso plano de investir R$ 1 bilhão anual em obras, supervisionando pessoalmente os projetos durante madrugadas junto com sua equipe de engenheiros. Paralelamente, segundo ele, a cidade avança nas áreas de esporte e turismo, com eventos que visam transformar Goiânia em importante destino turístico.

Apesar dos avanços em diversas frentes, o prefeito foi enfático ao afirmar que a saúde permanece como principal prioridade, com o objetivo de oferecer um serviço público de qualidade que possa ser a primeira opção para todos os cidadãos, independentemente de condição financeira.

Prefeito anuncia novas ambulâncias para o Samu

O prefeito Sandro Mabel comemorou os 21 anos do Samu Goiânia nesta sexta-feira (8/8) com o anúncio de novas ambulâncias e a entrega de equipamentos. O serviço ampliou em 25% sua capacidade de atendimento no primeiro semestre de 2025 em relação a 2024, reforçando a eficiência da saúde pública.

“O Samu é essencial e salvou milhares de vidas. Quando assumimos, encontramos o sistema colapsado: ambulâncias paradas, sem pneus nem combustível, com profissionais sobrecarregados. Hoje temos frota ampliada, equipes recompostas e planejamento com inteligência artificial”, disse Mabel.

Durante o evento, foram entregues 190 itens entre mobiliário e equipamentos como esfigmomanômetros, estetoscópios e aparelhos de ar-condicionado. O Samu atende Goiânia e mais 25 municípios com 521 profissionais em 11 bases. De janeiro a junho, realizou 25.012 atendimentos, contra 19.929 em 2024.

O secretário de Saúde Luiz Pellizzer destacou que o Samu operava com apenas 4 ambulâncias no início de 2024, número que saltou para 17. “Com apoio do Ministério da Saúde, aumentamos em 25% os atendimentos”, afirmou.

A frota atual tem 16 ambulâncias locadas e uma própria, com mais 14 previstas para os próximos meses.

O serviço pode ser acionado gratuitamente pelo 192, com atendimento priorizado por gravidade. A reestruturação inclui inteligência artificial para agilizar o tempo de resposta através de georreferenciamento das chamadas.



Autor Manoel Messias Rodrigues