24 de abril de 2026
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Será assinado um decreto para garantir a transparência e o repasse das subvenções à população

O governo anunciou, nesta 3ª feira (14.abr.2026), novas medidas de regulamentação do pacote de ações que visa a diminuir os impactos da guerra no Oriente Médio no preço dos combustíveis e do gás de cozinha. Entre elas, está um decreto que exigirá transparência das importadoras para garantir que a redução de custos chegue ao consumidor. 

O anúncio foi feito pelos ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, em coletiva de imprensa na sede do ministério. Também participaram o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, e o secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada.

Eis as medidas anunciadas:

  • regulamentação da subvenção –subsídio do governo para baratear o custo– ao produtor de diesel no valor de R$ 0,80 por litro;
  • regulamentação da subvenção para o importador de diesel. Será publicado um decreto com as condições e o prazo para a adesão dos Estados;
  • regulamentação da subvenção GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) importado;
  • decreto de transparência de preços para garantir o repasse dos valores subvencionados ao consumidor e evitar aumento de lucro de forma abusiva;
  • reajuste dos preços de referência do programa Gás do Povo para ampliar o acesso à população, com impacto estimado em R$ 300 milhões.

Silveira afirmou que os importadores deverão apresentar a evolução semanal do avanço do lucro bruto. No caso de não serem praticados os preços subvencionados, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, assim como se não houver o envio das informações exigidas pelo decreto. Já nos casos de prática abusiva, a penalidade pode alcançar R$ 500 milhões.

PACOTE DE MEDIDAS

O governo publicou em 7 de abril a medida provisória e decretos com as novas regras para conter os aumentos dos preços do diesel, do gás e da querosene de aviação causados pela guerra no Irã. O pacote inclui subsídios para as empresas que importam diesel e para os produtores nacionais, o QAV (Querosene de Aviação) e o biodiesel.

O ministro disse que as medidas foram um “absoluto sucesso”. Segundo ele, “o Brasil é o país que menos sofreu com a guerra”. Silveira declarou que não haverá desabastecimento de combustíveis e que os preços estão estáveis.

O secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada, disse que já foram feitas 5.164 notificações contra postos de combustíveis que elevaram a margem de lucro. “É uma medida que traz transparência e informação, além de permitir identificar aquele que está cometendo uma prática abusiva”, afirmou.

Eis um resumo das medidas:

  • subvenções para produtores nacionais de diesel: R$ 6 bilhões (duração de 2 meses, prorrogáveis por 2 meses);
  • subvenção às empresas importadoras de diesel: R$ 2 bilhões (duração de 2 meses, prorrogáveis por 2 meses), há um custo de R$ 2 bilhões ao Estados que não entrou na conta da União;
  • subvenção inicial de R$ 0,32 por litro para importação: R$ 2 bilhões;
  • subvenção do GLP e retiradas dos impostos do QAV e biodiesel: R$ 500 milhões;
  • zerar as alíquotas do PIS/Cofins do diesel: R$ 20 bilhões em valores anualizados. A equipe econômica afirma que a cobrança do tributo deverá voltar após posteriormente, ainda em 2026, o que reduziria a renúncia fiscal.



Autor Poder360 ·


Trustfnd permite agrupar newsletters; o pacote torna a assinatura mais fácil e barata

Por Neel Dhanesha

Um problema do recente boom de newsletters pessoais é os preços das assinaturas se acumulam. Muitas delas custam de US$ 5 a US$ 10 por mês, com desconto para assinaturas anuais, e apoiar seus escritores favoritos fica caro rapidamente: 1 pessoa disse ao The New York Times em 2025 que pagava cerca de US$ 600 por ano por 11 assinaturas de newsletters; outra tinha custos anuais de US$ 3.000.

Poucas pessoas estão dispostas a pagar esse valor. Algumas iniciativas adotam outra abordagem, como a publicação Flaming Hydra, que tem 65 integrantes colaboradores —e se parece cada vez mais com uma revista, com edições impressas para assinantes premium— e o aplicativo Noosphere, sobre o qual Hanaa escreveu no ano passado. Mas o verdadeiro “Santo Graal” das newsletters, o pacote é a experiência mais próxima de uma revista personalizada sem precisar pagar o preço integral de várias assinaturas individuais.

Marisa Kabas, jornalista independente, e autora de The Handbasket afirmou em seu Bluesky em fevereivo, que “Quem descobrir uma maneira de agrupar assinaturas de jornalismo independente será um herói”.

Na semana passada, Kabas deu continuidade ao assunto com um anúncio“Finalmente encontramos uma maneira de oferecer um pacote pago de mídia independente para que você não precise se inscrever em tantas newsletters separadamente”, disse a jornalista.

Kabas fez parceria com Katelyn Burns, autora de Burns Notice, e Kat Tenbarge, autora de Spitfire News, para oferecer um pacote de 30 dias com as 3 newsletters, permitindo que os leitores acessassem todas elas com uma única transação de US$ 8,50 —metade do preço de pagar por cada uma individualmente.

A ideia já vinha sendo amadurecida há algum tempo. Alguns meses antes, Kabas havia recebido uma mensagem de Michaël Jarjour, ex‑gerente de parcerias do Twitter e cofundador da Trustfnd, um novo serviço que permite a jornalistas independentes criar pacotes de newsletters e acessar as bases de público uns dos outros. “Não consegui me dedicar muito à ideia enquanto estava focada no meu trabalho e nos meus negócios”, disse Kabas em um e‑mail, mas certamente era algo que lhe interessava. A conversa foi retomada em fevereiro, quando Burns lhe contou que havia falado com Jarjour sobre o lançamento do primeiro pacote de assinatura paga. Burns, disse Kabas.

A Trustfnd resolveu um problema técnico crucial para Kabas, Burns e Tenbarge: suas plataformas de publicação (“The Handbasket” e “Spitfire News” usam a Beehiiv, e Burns Notice usa a Ghost) não oferecem integração para criar pacotes, seja multiplataforma ou em uma única plataforma. Isso se aplica a todos os serviços de newsletter; Substack e Patreon também não oferecem pacotes.

Isso é parcialmente intencional. “Sempre conversamos sobre fazer isso, mas fica bem complicado e confuso se as entidades no pacote não fizessem parte da mesma empresa”, disse Tyler Denk, CEO da Beehiiv, em um e‑mail. Ele destacou algumas possíveis preocupações:

  • E se a pessoa A resultar em 10 vezes mais cadastros do que a pessoa B e a pessoa C, o lucro será dividido igualmente entre todos?
  • E se a pessoa C decidir que não quer mais fazer parte do pacote, ela leva consigo as assinaturas? Se sim, qual o preço que ela paga?
  • Se um leitor assina o pacote, mas interage principalmente com apenas uma newsletter, quem “detém” esse assinante para fins de comunicação direta futura, campanhas de reengajamento ou venda de listas?
  • E se a pessoa C crescer drasticamente durante a vigência do pacote e quiser renegociar o preço do seu serviço individual?Ela ficará presa a um preço de pacote que a desvaloriza.
  • E se uma das newsletters do pacote publicar algo controverso que cause danos à reputação das outras?

Denk declarou que há uma série de outras complicações, mas que considera o conceito interessante. Ele disse que “vale a pena refletir um pouco mais sobre isso, mas acredito que muitas dessas pessoas vão se deparar com problemas futuros relacionados ao pacote”.

Alex Kisielewski, vice‑presidente de parcerias e desenvolvimento de negócios da Ghost, disse por e‑mail que os pacotes de assinatura estão “definitivamente em nossos planos” e que a Ghost observou um aumento nas solicitações de suporte a pacotes nos últimos 6 meses. “Jornalistas independentes estão buscando maneiras de colaborar mais, seja compartilhando público, publicando em conjunto ou unindo recursos”, continuou, mas “não há como negar que é complicado”.

Ele disse compartilhar algumas das preocupações de Denk sobre faturamento e gerenciamento de assinantes, bem como os desafios técnicos relacionados ao controle de acesso. “Estamos de olho nesse mercado e fico feliz que a equipe da Trustfnd esteja desenvolvendo soluções específicas para isso”, afirmou.

A Trustfnd funciona aproveitando as APIs (Application Programming Interface) do Ghost e do Beehiiv. Jornalistas independentes conectam seus boletins informativos às suas contas da Trustfnd e, em seguida, conectam suas contas da Trustfnd às contas desejadas para formar uma parceria e criar um pacote de conteúdo. “É como um efeito de rede como serviço”, declarou Jarjour por e‑mail. “Queremos que eles permaneçam entidades independentes, mas que atuem como uma só quando se trata de expandir seu público próprio”, completou.

Segundo Jarjour, o agrupamento permite que as newsletters cresçam mais rápido e a um custo menor, pois cada uma pode acessar um público‑alvo comum; os leitores que assinam The Handbasket, por exemplo, agora terão acesso ao Burns Notice e ao Spitfire News. (Os assinantes atuais de cada newsletter também recebem descontos no pacote, ajustados de acordo com a newsletter à qual assinam —cada uma com um preço de assinatura individual diferente).

“Transformar seguidores (que você aluga) em integrantes (que você possui) é um desafio coletivo para o jornalismo”, disse Jarjour. “É por isso que senti que a solução também precisa ter um elemento colaborativo”, completou. Disse também que apoiaria um período de teste de 1 ano.

Ghost e Beehiiv são as únicas plataformas que atualmente oferecem pacotes pagos —a Trustfnd oferece pacotes de 30, 60 ou 90 dias, e o pacote Kabas/Burns/Tenbarge é válido apenas para o primeiro mês, embora Kabas tenha afirmado que “marcas tradicionais entrem em ação, construindo redes de jornalistas independentes em torno de suas marcas”. A integração com Ghost e Beehiiv foi fácil por serem abertas, mas Jarjour disse que ele e seu cofundador, René Pfitzner, ex‑CEO de uma plataforma de e‑commerce, estão iniciando conversas com plataformas fechadas (como Substack e Patreon) para também integrá‑las.

A Trustfnd está atualmente em versão beta e é gratuita para jornalistas, mas planeja cobrar uma taxa (que ainda está sendo definida) em vez de ficar com uma porcentagem da receita. A curto prazo, Jarjour disse que espera expandir a Trustfnd criando pacotes e um serviço para permitir que entidades independentes atuem como uma só quando isso for útil. Segudo ele, o objetivo é que marcas tradicionais entrem em ação, construindo redes de jornalistas independentes em torno de si, “para que possam crescer, ganhar dinheiro e gastá‑lo juntas. Como um novo tipo de organização de notícias”, completou.


Esta reportagem foi atualizada para incluir um comentário do Ghost.


Neel Dhanesha é redator da equipe do Nieman Lab. Você pode entrar em contato com Neel por e‑mail ([email protected]), Bluesky (@neeldhanesha.com) ou Signal (@neel.58).



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Ministra do Meio Ambiente questiona “achaque” nos valores de hospedagens na capital paraense

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, criticou neste sábado (2.ago.2025) o aumento nos preços de hospedagem em Belém para a COP30. Segundo informações do Estado de S. Paulo, durante participação na Flip (Feira Literária Internacional de Paraty), ela definiu a elevação dos valores como “um verdadeiro achaque” e “absurdo dos absurdos”. Descartou a possibilidade de transferir o evento climático para outra cidade.

“O que está acontecendo, como disse o embaixador [André] Corrêa do Lago, é um verdadeiro achaque. Não podemos aceitar que os países todos que estão preocupados com o futuro das suas existências, principalmente os países mais vulneráveis, não possam participar de uma das COPs mais importantes da nossa história”, afirmou.

Segundo a ministra, estão sendo feitos esforços para garantir que todos os países possam participar do evento sem enfrentar custos excessivos.

Marina Silva declarou que o governo não planeja deslocar o evento para outra cidade: “O presidente Lula decidiu que a COP ia ser em Belém e trabalhamos muito para viabilizar que seja em Belém. Todos os esforços têm sido para a manutenção da decisão de ser uma COP em Belém. Claro que temos que superar todas as dificuldades”.



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CNC indicou que, apesar do recuo de 1,1% em relação a dezembro, há leve aumento nas intenções de investimento

No início de 2025, o setor varejista brasileiro enfrentou uma redução na confiança, conforme indicado pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) nesta 3ª feira (28.jan.2025). O Índice de Icec (Confiança do Empresário do Comércio) apresentou uma diminuição de 1,1% em janeiro, atingindo 109 pontos.

Comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, houve um decréscimo de 0,1%, refletindo uma moderação no otimismo dos comerciantes.

A CNC relaciona essa diminuição da confiança aos desafios econômicos enfrentados pelo país, além dos gastos elevados característicos do período, incluindo impostos como IPTU e IPVA e despesas escolares.

A análise da confederação aponta que a prudência dos empresários varejistas impactou os resultados do Icec, com recuos nas condições atuais (-1,7%) e nas expectativas (-1,7%), enquanto as intenções de investimento tiveram um leve aumento de 0,2%.

A pressão sobre os custos é um desafio, mas o avanço nos investimentos mostra o comprometimento dos varejistas em superar as dificuldades atuais,” dissJosé Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senace.

Felipe Tavares, economista-chefe da CNC, destacou o nível de juros, os impostos elevados, o gasto público descontrolado e o dólar em alta como fatores que aumentam a preocupação dos empresários. Tavares sugeriu que os comerciantes adotem estratégias assertivas, como promoções e maior controle dos estoques, para enfrentar o período desafiador.

É essencial que os varejistas se adaptem para navegar com sucesso por este cenário”, disse Tavares.



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CEO da Petrobras declarou que combustíveis produzidos na estatal estão mais baratos, mas distribuidoras inflam valor ao consumidor

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse no domingo (29.dez.2024) que a estatal teve sucesso em sua estratégia de “abrasileirar” o preço dos combustíveis produzidos em suas refinarias e que mesmo vendendo um produto a um valor inferior ao do PPI (Preço de Paridade de Importação), foi capaz de ter lucro. A petroleira teve um resultado positivo de R$ 32,6 bilhões no 3º trimestre de 2024.

Em entrevista à Band News, a executiva declarou estar satisfeita com a estratégia comercial da companhia. Segundo Chambriard, a gasolina e o diesel produzidos pela companhia estão “sensivelmente” mais competitivos em relação ao final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Por outro lado, disse que os efeitos positivos desse “abrasileiramento” não são alcançados em totalidade pelo consumidor final, pois a estatal não tem mais influência na distribuição dos combustíveis.

A Petrobras vendeu seu braço no setor de distribuição para a Vibra em julho de 2019. A decisão fez parte do plano de desinvestimento da estatal iniciado no governo de Michel Temer (MDB) e continuada por Bolsonaro. Durante a campanha presidencial de 2022, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou diversas vezes a expressão “abrasileirar” em relação ao preços dos combustíveis.

“Estamos fazendo dinheiro depois de abrasileirar os preços, estamos oferecendo um preço do combustível sensivelmente mais barato do que em 31 de dezembro de 2022 e o que chega ao consumidor é parte nosso, mas tem a parte de outros atores que não nos competem. O preço abrasileirado vai até a refinaria, nós não temos acesso ao consumidor final mais”, disse Chambriard.

Segundo a executiva, um retorno da Petrobras no setor de distribuição não é do interesse da companhia no curto prazo. No entanto, a petroleira estatal mira um novo plano para comercializar seus combustíveis diretamente a grandes consumidores. Ou seja, uma venda direta em grande quantidade.

Um parceiro da Petrobras nessa nova estratégia é a Vale. Chambriard afirmou que as empresas negociam a compra e venda de diesel com uma parcela maior de biodiesel para descarbonizar suas atividades de mineração, ao mesmo tempo em que a compra de uma grande quantidade diretamente com a Petrobras –sem passar por uma distribuidora– alivia o preço final.

“Por enquanto não [voltar ao setor de distribuição], o que estamos pensando é em outra coisa, na venda de combustível para grandes consumidores. Temos uma parceria com a Vale para revenda de alguns derivados especiais como o diesel com parcela de renováveis”, disse Chambriard. “A vida direta para grandes consumidores sim nos interessa”.

ALTA DO DÓLAR E INCERTEZAS SERÃO UM DESAFIO

Em outubro, o Banco Mundial apresentou um relatório que aponta para uma queda no valor do barril em 2025. Segundo a entidade, existe uma sobre oferta da commodity que deve influenciar para baixo o preço do óleo e mantê-lo a uma média de US$ 73, o nível mais baixo desde a pandemia de covid-19. Em 2024, a média foi de US$ 80. Eis a íntegra do relatório (PDF – 1 MB, em inglês).

Já em novembro, o Banco Mundial publicou uma análise que pondera sobre os efeitos de conflitos globais no preço da commodity. O texto diz que qualquer aumento na intensidade de conflitos próximos de países produtores –no Oriente Médio, por exemplo– teria como consequência uma escalada no preço, que mesmo uma redução no consumo não conseguiria frear.

“Se a oferta mundial de petróleo diminuísse em 2 milhões de barris/dia devido a um choque relacionado com um conflito, os preços do petróleo Brent poderiam atingir um pico de US$ 92 o barril”, diz o texto. “Para 2025 como um todo, o preço do petróleo Brent poderá atingir uma média de US$ 84 o barril, 15 pontos percentuais acima da previsão de base, mas apenas 5 pontos acima do preço médio de 2024”. Eis a íntegra (PDF – 2 MB, em inglês).

Se o preço do barril subir, a Petrobras ficará mais pressionada a realizar reajustes no preço da gasolina e no diesel. Caso decida se blindar da escalada, a Petrobras pode deixar na mesa uma oportunidade de geração de caixa. Por outro lado, um petróleo mais barato também impacta a receita de estatal, que como Chambriard já declarou, tem no óleo e no gás o seu DNA.

Além dessas incertezas, a valorização do dólar também pesará na balança da Petrobras. Como a estatal importa petróleo, uma cotação elevada da moeda norte-americana valoriza os ganhos para o governo, seu principal acionista, mas por outro lado a estatal também tem uma série de custos em dólar.

Ao Poder360, o secretário-geral do Instituto Pensar Energia, Felipe Reis, disse que a Petrobras precisa ter atenção para ler o mercado internacional e manter uma estratégia que não impacte no caixa da estatal. Na visão do especialista, é possível que a petroleira siga sua política de preço e mantenha sua lucratividade, mas é necessário avaliar meios para amenizar os impactos dessa volatilidade.

“Abrasileirar seria afastar a formação do preço da volatilidade do dólar e do preço do barril, quando ela ignora esses fatores ela assume um custo de oportunidade e também ignora alguns elementos de custo que são atrelados ao dólar então isso certamente impacta seu caixa, mas existem estratégias para amenizar os impactos da volatilidade internacional e é isso que precisa ser avaliado”, disse Reis.



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