Projeto de lei prevê criação de política de conscientização sobre uso de anabolizantes
Lidiane 17 de julho de 2026
A criação da Política Estadual de Conscientização e Prevenção aos Riscos do Uso Indevido de Hormônios, Esteroides Anabolizantes e Substâncias de Estímulo Estético ou Muscular é o objetivo do projeto de lei nº 11887/26, em tramitação na Casa de Leis.
A proposta visa a promover ações educativas, preventivas e de informação sobre os riscos à saúde física e psicológica decorrentes do uso indiscriminado das substâncias conhecidas como anabolizantes.
Além disso, busca conscientizar crianças, adolescentes e jovens acerca dos impactos cardiovasculares, hepáticos, reprodutivos, neurológicos e psicológicos associados ao uso dessas substâncias, com especial atenção ao período de desenvolvimento físico e hormonal.
A iniciativa também pretende combater a banalização e a normalização social do uso de substâncias hormonais para fins meramente estéticos, fomentada especialmente pelos meios de comunicação e pelas redes sociais.
De acordo com o texto do projeto, o uso indiscriminado de esteroides anabólico-androgênicos, hormônios de crescimento e outras substâncias para fins estéticos e de desempenho físico configura, atualmente, um grave problema de saúde pública no Brasil.
A proposta, de autoria do deputado Virmondes Cruvinel (UB), está sob a análise do relator na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
Mauro Vieira afirma que medidas carecem de justificativa comercial e critica exigências feitas durante negociações
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta 5ª feira (16.jul.2026) que o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil tem motivação política, e não comercial. Disse que o governo brasileiro manteve negociações com autoridades norte-americanas antes da adoção das sobretaxas e classificou como “inaceitáveis” as declarações recentes do secretário de Estado, Marco Rubio.
O chanceler falou por menos de 5 minutos no Palácio Itamaraty. A declaração foi acompanhada por negociadores de alto nível dos 2 países, entre eles o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty, Maurício Lyrio, e o embaixador dos EUA para Assuntos Econômicos, Phillip Fox Gough.
Vieira afirmou que as investigações conduzidas pelos Estados Unidos com base na Seção 301 são “procedimentos unilaterais” e disse não haver justificativa para impor tarifas aos produtos brasileiros.
Segundo o ministro, desde março de 2025 o governo realizou mais de 30 reuniões presenciais, virtuais e por telefone em níveis presidencial, ministerial e técnico. Disse que houve 11 contatos com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, incluindo encontros entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.
Ao relembrar o início da disputa comercial, Vieira afirmou que a tarifa de 50% anunciada por Trump em julho de 2025 teve motivação política. Disse que a carta enviada pelo presidente norte-americano a Lula vinculava a sobretaxa ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e determinava a abertura da investigação com base na Seção 301.
O chanceler também criticou declarações publicadas por Rubio nas redes sociais. Segundo ele, o secretário de Estado fez ataques “grosseiros e arrogantes” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”, declarou o secretário de Estado. “Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”, completou. Depois do anúncio do tarifaço, Rubio responsabilizou diretamente o governo Lula pela aplicação das tarifas.
Vieira afirmou que, durante as negociações, os Estados Unidos fizeram exigências consideradas inaceitáveis pelo governo brasileiro, como a abertura irrestrita de setores da economia sem oferecer contrapartidas aos produtos nacionais. “Exigiam a capitulação”, declarou.
O ministro disse ainda que, apesar da motivação política das medidas, o Brasil participou das negociações desde a abertura da investigação, em julho de 2025, e apresentou defesas formais ao governo norte-americano.
Também rejeitou as justificativas apresentadas por Washington para a investigação. Classificou como “descabidas” as acusações sobre o Pix e afirmou que as alegações relacionadas ao desmatamento “não têm lastro na realidade”. Segundo ele, nenhuma das acusações usadas para embasar as tarifas tem fundamento.
INVESTIGAÇÃO COMERCIAL
A tarifa de 25% foi proposta em 1º de junho de 2026, depois de o USTR concluir a investigação com base na Seção 301 contra o Brasil. O governo norte-americano apresentou a medida como resposta ao que considera práticas comerciais injustas.
O documento do USTR lista como alvos da investigação temas como Pix, comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. Uma das conclusões aponta que o Brasil adota políticas públicas que favorecem o Pix e colocam empresas norte-americanas do setor de pagamentos eletrônicos em “desvantagem injusta”.
Em 6 e 7 de julho, o USTR realizou audiência pública antes da decisão final sobre a proposta de impor tarifa de 25%. O governo Lula decidiu não enviar representantes para discursar. Participaram apenas integrantes da Embaixada do Brasil em Washington, na condição de observadores.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), participou do 2º dia da audiência. O depoimento, no entanto, pouco contribuiu para mudar a decisão de Donald Trump (Partido Republicano).
Equipes técnicas dos 2 governos realizaram diversas reuniões do grupo de trabalho criado para conduzir as negociações. Também houve 5 reuniões de alto nível com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. A mais recente foi realizada na 3ª feira (14.jul), 2 dias antes do anúncio do novo tarifaço.
O Planalto considera as tarifas “injustas” e retirou temas como o Pix da mesa de negociação.
Em 13 de julho, Lula disse que não haveria novo tarifaço. Não explicou o motivo da avaliação.
1º TARIFAÇO
As primeiras tarifas dos EUA foram impostas em 2 de abril de 2025. Trump estabeleceu tarifas recíprocas com base inicial de 10% para 125 países, incluindo o Brasil. Ao todo, 185 nações e territórios foram afetados pela medida, que, segundo o governo norte-americano, buscava reduzir o déficit comercial do país.
À época, Trump afirmou que a taxação seria necessária porque “cidadãos norte-americanos trabalhadores foram forçados a ficar à margem enquanto outras nações enriqueciam e se tornavam poderosas”.
Em 15 de novembro, Washington formalizou a redução de tarifas de importação sobre carne bovina, café, tomate e banana, entre outros produtos. O decreto assinado por Trump cancelou a tarifa recíproca de 10% imposta inicialmente em abril, mas manteve uma taxa adicional de 40%, decretada em agosto.
Em 20 de novembro, os Estados Unidos revogaram a tarifa de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros, como carne, café e frutas. Essa foi a última medida adotada em 2025 em relação ao Brasil.
Em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu —por 6 votos a 3— que as tarifas globais impostas por Trump eram ilegais. No mesmo dia, o presidente assinou decreto para impor tarifa global de 10% a todos os países.
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Objetivo é recuperar espaços públicos e impedir atividades sem autorização; medida terá início na próxima 5ª feira (16.jul)
A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou na última 3ª feira (7.jul.2026) uma política permanente de ordenamento urbano na orla das praias do Leme, de Copacabana, de Ipanema e do Leblon. A iniciativa terá início na próxima 5ª feira (16.jul) e contará com ações diárias para recuperar espaços públicos, combater atividades sem autorização, proteger trabalhadores regularizados e impedir a reocupação das áreas fiscalizadas.
“Vender produto de origem ilegal ou alugar equipamento de origem criminosa é crime. O recado é para que, a partir do início dessa operação, essas pessoas não ocupem esses espaços ilegalmente, porque a tolerância vai ser zero. Quando você não tem legalização, você não pode desempenhar nenhuma atividade econômica no espaço público”, declarou o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).
O secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, afirmou que, além da permanência territorial, haverá ações de inteligência com a Polícia Civil e a Polícia Militar. “Somando Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, já identificamos mais de mil pontos de venda explorados ilegalmente. Teremos fiscalizações diárias com patrulhamento ostensivo, apreensões de mercadorias irregulares e combate aos depósitos clandestinos”, disse.
Ações
O programa terá 69 pontos estratégicos de fiscalização e contará com 160 agentes por turno, em jornadas de 12 horas, totalizando 320 agentes mobilizados diariamente. Drones e câmeras do Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio reforçarão o monitoramento das equipes em campo.
O secretário estadual de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, participou do lançamento e defendeu a importância do programa no combate ao crime organizado. “Esse programa vem em boa hora, porque nós não podemos admitir que o crime organizado explore pessoas para que exerçam atividades comerciais de forma ilegal”, afirmou o secretário.
Investigação
A Prefeitura já identificou 22 depósitos irregulares suspeitos de ligação com a estrutura de armazenamento, abastecimento e arrecadação do comércio não autorizado. A exploração do espaço público envolve cobrança ilegal por pontos de venda, exploração financeira de ambulantes, venda e aluguel clandestino de barracas, depósitos e equipamentos, comercialização de mercadorias sem origem comprovada e logística própria de abastecimento.
Segundo a Prefeitura, a estrutura irregular reúne cerca de 1.000 ambulantes e movimenta aproximadamente R$ 100 milhões por ano com a locação clandestina de pontos, depósitos e equipamentos. O enfrentamento visa desarticular as organizações que sustentam a exploração ilegal e interromper fontes de financiamento e cadeias logísticas associadas ao crime organizado.
Ambulantes
O Programa Tolerância Zero também prioriza proteger os comerciantes regularizados, que poderão continuar trabalhando conforme as regras municipais. Antes do início das ações, a Secretaria de Ordem Pública expedirá o Termo de Orientação aos ambulantes e demais responsáveis por atividades econômicas na área, com informações sobre as normas municipais e restrições de uso do espaço público.
A Prefeitura destinará espaços adequados para as atividades legalizadas, como a Feira Noturna e a Feirarte de Copacabana, além de dois imóveis para a implantação de depósitos regularizados na região.
Emprego
Os trabalhadores que desejarem deixar a informalidade poderão ser encaminhados ao Oportunidades Cariocas, portal da Prefeitura que oferece orientação, qualificação profissional, inclusão produtiva, vagas de emprego e acesso a outros programas municipais.
A iniciativa busca ampliar as possibilidades de trabalho formal, reduzir a informalidade e oferecer alternativas de geração de renda. Nos últimos 5 anos, foram criados 393,4 mil empregos formais na cidade, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil, em 8 de julho de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.
Política pública recém-criada aponta diretrizes para a promoção da prática regular de atividades físicas e esportivas nas escolas
Lidiane 12 de julho de 2026
Oficializada como a Lei nº 24.424, de 6 de julho de 2026, a Política Estadual de Estímulo à Prática Esportiva nas Escolas está publicada no Diário Oficial de Goiás. Trata-se de uma iniciativa do deputado Delegado Eduardo Prado (PL) que associa esportes a cuidados com a saúde de jovens.
O objetivo da nova norma é garantir o desenvolvimento integral dos estudantes, inclusive em aspectos físicos, mentais e sociais, por meio da prática regular de atividades físicas e esportivas. Além disso, formar cidadãos comprometidos com hábitos saudáveis.
De maneira geral, as diretrizes buscam incentivar que as escolas se tornem ambientes propícios para que o acesso ao esporte seja igualitário e inclusivo. Entre elas, estão, por exemplo, o fomento à instalação de infraestrutura adequada e à integração curricular da educação física com outras áreas do conhecimento.
“No contexto atual, em que os hábitos sedentários e os problemas relacionados à saúde estão cada vez mais presentes na vida das crianças e dos adolescentes, é imprescindível que as escolas desempenhem um papel ativo na promoção de um estilo de vida ativo e saudável”, disse Prado na justificativa do projeto aprovado no Parlamento.
Cabe ao Executivo Estadual estabelecer a forma de monitoramento e de avaliação da política pública criada. O texto já está em vigor.
Política pública de desenvolvimento da ginástica artística em Goiás está em tramitação
Lidiane 11 de julho de 2026
O deputado Virmondes Cruvinel (UB) é o autor do projeto de lei n°13120/26, que cria a Política Estadual de Desenvolvimento da Ginástica Artística em Goiás e o Programa Goiás Ginástico, voltado à promoção da modalidade nas escolas públicas e à formação de novos atletas no Estado.
A proposta prevê a inserção dos fundamentos da ginástica artística nas aulas de educação física da rede estadual, respeitando as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Além disso, estabelece a capacitação continuada de professores e profissionais de educação física para o ensino da modalidade.
O programa será estruturado em cinco eixos: escola, formação, competição, identificação de talentos e parcerias institucionais. Entre as ações previstas estão a realização de competições regionais e estaduais, a criação de uma rede de identificação e desenvolvimento de talentos esportivos e a possibilidade de implantação de centros regionais de treinamento.
O texto também autoriza o Poder Executivo a firmar parcerias com instituições, como o Sesi, Sesc, universidades, a Federação Goiana de Ginástica e a Confederação Brasileira de Ginástica, para apoiar a execução das ações previstas.
O parlamentar argumenta que a iniciativa busca democratizar o acesso à ginástica artística, ampliar oportunidades para crianças e adolescentes, reduzir desigualdades regionais no acesso ao esporte e fortalecer a formação de atletas de alto rendimento em Goiás.
“O momento histórico é propício: o Brasil vive o auge de sua projeção internacional na ginástica artística, e o Estado de Goiás tem a oportunidade de construir as bases que permitirão às próximas gerações de goianos protagonizar esse esporte, que une disciplina, arte e superação”, defende Virmondes Cruvinel, na justificativa da proposta.
A matéria foi enviada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e será distribuída a um relator membro do colegiado.
Dr. George Morais propõe adoção de política antibullying nas instituições de ensino
Lidiane 4 de julho de 2026
O deputado Dr. George Morais (MDB) apresentou o projeto de lei n° 9752/26 para instituir a política “Antibullying” nas instituições de ensino públicas e privadas do Estado de Goiás. A proposta estabelece medidas de prevenção, identificação e combate à prática de bullying no ambiente escolar, além de ações voltadas à promoção da cultura de paz, respeito às diferenças e convivência harmoniosa entre estudantes.
O texto define bullying como qualquer prática de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, praticada entre pares, com o objetivo de intimidar, humilhar, agredir ou excluir a vítima. Entre as condutas listadas no projeto estão agressões físicas e verbais, apelidos constrangedores, disseminação de boatos, discriminação, isolamento social e o chamado cyberbullying, caracterizado pela divulgação de mensagens, fotos ou vídeos ofensivos por meios digitais.
A matéria prevê que as escolas desenvolvam planos locais de prevenção e enfrentamento ao bullying, promovam campanhas educativas, palestras e debates, além de capacitarem professores e equipes pedagógicas para identificação precoce dos casos.
Outro ponto previsto no projeto é o registro formal das ocorrências pelas instituições de ensino, com detalhamento das situações e das providências adotadas. A proposta também prevê orientação às vítimas e familiares, com apoio técnico e psicológico, bem como acompanhamento dos agressores, priorizando mecanismos pedagógicos e restaurativos em vez de medidas exclusivamente punitivas.
Na justificativa da proposta, o parlamentar destaca os impactos do bullying sobre a saúde mental e o desenvolvimento educacional de crianças e adolescentes, citando consequências como ansiedade, depressão, evasão escolar e isolamento social.
O autor também ressalta o crescimento do cyberbullying em razão do avanço das redes sociais e das tecnologias digitais, defendendo a necessidade de políticas públicas permanentes para enfrentamento do problema.
Segundo o texto, a iniciativa complementa as diretrizes previstas na legislação federal que instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying), adaptando as medidas à realidade das instituições de ensino goianas.
O projeto está em tramitação, na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), sob a relatoria do deputado Givago Valadares (UB).
Goiás poderá ter política de orientação e conscientização sobre herança digital
Lidiane 1 de julho de 2026
O deputado Virmondes Cruvinel (UB) protocolou, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o projeto de lei nº 8301/26, com o objetivo de criar uma política pública sobre regramento de informações sobre ativos digitais. Se for aprovado e sancionado posteriomente, o projeto será denominado Política Estadual de Orientação e Conscientização sobre Herança Digital.
Segundo o parlamentar, a finalidade é de promover informação qualificada, educação preventiva e difusão de boas práticas relativas ao planejamento, organização e destinação de ativos digitais após o falecimento de seu titular. Cruvinel explica que a política possui caráter educativo, informativo e preventivo, não alterando normas de direito civil, sucessório, contratual ou de proteção de dados estabelecidas na legislação federal.
Ainda, a matéria define que se considera herança digital, entre outros: contas em redes sociais e plataformas digitais; contas de correio eletrônico; arquivos digitais armazenados em dispositivos físicos ou serviços de computação em nuvem; registros audiovisuais, fotografias e documentos digitais; ativos digitais com valor econômico, inclusive criptoativos e bens digitais tokenizados e outros.
Virmondes Cruvinel afirma que a sociedade contemporânea experimenta profunda transformação estrutural decorrente da digitalização das relações sociais, econômicas e afetivas. A vida patrimonial e existencial dos indivíduos encontra-se, cada vez mais, projetada em ambientes digitais, nos quais se acumulam ativos econômicos, registros afetivos, contratos, documentos e dados pessoais. “Em Goiás, a expansão do acesso à internet e aos serviços digitais acompanha a tendência nacional de massificação tecnológica.”
O deputado defende que a proposta se insere na competência concorrente do Estado para legislar sobre educação, proteção ao consumidor, responsabilidade por dano e promoção da cidadania, nos termos dos artigos 24 e 25 da Constituição Federal e da Constituição do Estado de Goiás. “A Política Estadual de Orientação e Conscientização sobre Herança Digital assume caráter programático, preventivo e educativo, voltado à promoção da cidadania digital e da segurança jurídica”, escreve.
O projeto encontra-se em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, aguardando o relatório do deputado Veter Martins (PSB).
A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) iniciou a tramitação do projeto de lei n. 11894, de autoria do deputado Virmondes Cruvinel (UB), que propõe a criação da Política Estadual de Incentivo às Assessorias Esportivas. A proposta, que será encaminhada para votação preliminar no plenário, visa estruturar uma política pública voltada para o fomento desse setor em franca expansão.
O objetivo principal da iniciativa é reconhecer e potencializar o papel estratégico das assessorias como agentes promotores de saúde coletiva, prevenção de doenças crônicas e geradores de emprego e renda no mercado esportivo goiano.
A justificativa da matéria destaca o crescimento explosivo da cultura esportiva popular no país e em Goiás. Dados do relatório anual do Strava (aplicativo de monitoramento de exercícios físicos e rede social para atletas ) apontam que o Brasil é o segundo colocado mundial em praticantes de corrida, e o número de eventos oficiais de rua no país saltou 85% entre 2024 e 2025, segundo a Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (Abraceo).
Goiás acompanha de perto essa tendência, registrando um aumento consistente de 76% nas corridas oficiais entre 2023 e 2024. No entanto, o projeto também alerta para um cenário preocupante de sedentarismo no estado: o inquérito Vigitel Goiás 2023 revelou que apenas 20% da população goiana acima de 20 anos atinge a meta mínima de atividade física recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Amparado juridicamente pela Constituição Federal e pela Constituição do Estado de Goiás — que definem o esporte e o lazer como direitos de todos e deveres do Estado —, o projeto reforça a legalidade da atuação parlamentar no fomento à saúde pública. O texto constitucional estadual prevê expressamente a organização de programas esportivos voltados para adultos, idosos e pessoas com deficiência.
Segundo o legislador, sua proposta tem caráter autorizativo e orientador, respeita a harmonia entre os poderes, uma vez que não gera gastos obrigatórios imediatos, não altera a estrutura administrativa do Poder Executivo nem cria novos cargos públicos.
Sambistas pedem distribuição mais justa de recursos, qualificação profissional e apoio às escolas de samba de todo o país
Ao encerrar congresso em São Paulo, a Fenasamba (Federação Nacional das Escolas de Samba) pediu políticas públicas de valorização das agremiações de todo o país, além da formação de trabalhadores e do fomento ao turismo fora das grandes cidades. O Conasamba 2026 lançou campanha por políticas públicas permanentes de apoio às escolas, especialmente àquelas ligadas ao carnaval de rua em cidades de menor apelo turístico.
Na “Carta de São Paulo“, divulgada ao fim do congresso, a organização defendeu um olhar voltado, para além dos grupos especiais do Rio de Janeiro e São Paulo, para as escolas de bairro e os desfiles comunitários.
“Milhares de escolas de samba mantêm acesa a chama de uma tradição que atravessa gerações, formando artistas, preservando memórias e fortalecendo identidades“, diz o manifesto.
O encontro, realizado entre os dias 4 e 7 de junho, discutiu carnaval de rua, empreendedorismo, sustentabilidade e a importância das mulheres na dinâmica da festa e das escolas, além de questões profissionais e desafios técnicos do setor. As discussões fizeram parte do documento, que abordou também o papel do samba na preservação das memórias e a importância de discutir a ampliação das fontes de financiamento.
A necessidade de financiamento é uma das propostas concretas do documento, com pedido de “políticas públicas de Estado permanentes que garantam a qualificação dos profissionais do carnaval, ampliem o acesso aos mecanismos de financiamento, promovam o intercâmbio de experiências e fortaleçam as estruturas das escolas de samba em todas as regiões do Brasil“.
Os representantes das escolas presentes ao congresso consideraram imprescindível a distribuição justa e proporcional de verbas públicas, pensando em mecanismos de equidade para favorecer grupos que não contam com visibilidade e apoio privado. A medida, defendem, permitiria um planejamento financeiro e evitaria decisões apressadas ou pontuais, dependentes de recursos de última hora.
“Promover essas conexões é fortalecer o carnaval das escolas como identidade nacional na esfera global do samba, das escolas e do carnaval como manifestações culturais nacionais, presentes em todos os estados brasileiros“, disse a carta.
Ela também cobrou, do Ministério da Cultura, a consolidação e criação imediata de uma Política Nacional de Fomento ao Carnaval, com recursos federais permanentes e distribuição equitativa entre estados, respeitando critérios técnicos, culturais e sociais.
Este texto foi originalmente publicado pela Agência Brasil, em 10 de junho de 2026, às 8h17. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.
Acatada em 1ª fase a criação da Política Estadual de Revitalização de Bacias Hidrográficas
Lidiane 10 de junho de 2026
De autoria do deputado Antônio Gomide (PT), o projeto de lei nº 17541/24, que pretende instituir uma política estadual voltada à revitalização de bacias hidrográficas, recebeu o primeiro sinal verde do Plenário nesta quarta-feira, 10, com 21 votos favoráveis.
A proposta tem como objetivo recuperar e conservar os rios por meio da implementação de ações ambientais integradas e permanentes, além de medidas que conciliem a manutenção hídrica, os biomas marginais e o desenvolvimento sustentável.
Na justificativa da propositura, o autor frisa que Goiás é um estado muito rico em recursos hídricos, banhado pelas bacias hidrográficas do São Francisco, Paraná e Tocantins-Araguaia.
Gomide ressalta, ainda, que o território goiano abriga a nascente do Rio Tocantins, considerado o mais extenso da Bacia do Tocantins-Araguaia, que é também a maior bacia brasileira, com a abrangência de 967.059 km, em todo o território nacional.
“As bacias hidrográficas possuem grande relevância para a população, pois contribuem para o abastecimento de água potável, irrigação e geração de energia. Tendo isso em mente, fica mais que clara a necessidade de se cuidar das reservas de água, como forma de garantir tanto a sustentabilidade quanto o desenvolvimento do nosso país”, destaca Gomide.






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