15 de junho de 2026
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A Prefeitura de Goiânia formalizou, nesta terça-feira (14/4), um novo contrato com a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) para a execução dos serviços de zeladoria urbana na capital pelos próximos 60 meses. O acordo, firmado por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), estabelece valor estimado de R$ 7,5 bilhões para a prestação das atividades ao longo do período.

O contrato marca uma nova etapa na organização dos serviços de limpeza e manutenção urbana, com reestruturação administrativa da companhia, reorganização de recursos e ampliação das atribuições da empresa municipal.

A assinatura foi conduzida pelo prefeito Sandro Mabel, que destacou o processo de recuperação financeira da Comurg e a adoção de um modelo de gestão baseado em controle e eficiência dos serviços prestados.

Segundo o prefeito, a reestruturação da companhia foi essencial para restabelecer o equilíbrio financeiro da empresa e garantir condições para ampliar as atividades desenvolvidas pela Comurg na cidade.

“O maior gargalo que encontramos na Comurg quando assumimos a Prefeitura era a corrupção. Hoje a companhia se estabilizou. Conseguimos negociar a dívida e reduzir em quase R$ 3 bilhões o passivo da empresa, o que trouxe equilíbrio financeiro e segurança para avançarmos na prestação de serviços à população”, afirmou.

Prefeito, Sandro Mabel, no ato de assinatura do novo contrato // Foto: Alex Malheiros e Joabe Mendonça

Pelo novo contrato, a prefeitura passa a remunerar a companhia de acordo com os serviços efetivamente executados, mediante medição, fiscalização e comprovação das atividades realizadas. A administração municipal informou que pagamentos só serão realizados mediante a execução comprovada dos serviços contratados.

Ampliação das atribuições

Entre os serviços previstos no contrato estão atividades já desempenhadas pela companhia, como varrição de vias públicas, capina, roçagem manual e mecanizada, coleta de resíduos de saúde, lavagem de logradouros e operação de ecopontos.

Também permanecem sob responsabilidade da empresa os serviços de paisagismo, que incluem plantio de grama, árvores e palmeiras, manutenção de canteiros, poda e irrigação de áreas públicas.

Uma das principais mudanças do novo contrato é a incorporação da operação do Aterro Sanitário de Goiânia pela Comurg. A companhia passará a ser responsável pelo recebimento e disposição de resíduos sólidos urbanos e resíduos provenientes da construção civil.

Foto: Alex Malheiros e Joabe Mendonça

De acordo com a gestão municipal, a nova estrutura também prevê a criação de uma reserva técnica para atender demandas futuras relacionadas à manutenção urbana e ao crescimento da cidade.

Reestruturação da companhia

O presidente da Comurg, coronel Cleber Aparecido, afirmou que a assinatura do contrato representa a consolidação de um processo de reorganização institucional da empresa, iniciado pela atual administração.

“Sem a decisão política firme de iniciar essa reestruturação e sem o apoio institucional para implementar medidas necessárias, muitas delas complexas e difíceis, nada do que celebramos hoje seria possível”, destacou.

Durante a solenidade, vereadores da capital também comentaram as mudanças na gestão da companhia e o processo de recuperação administrativa. O vereador Wellington Bessa afirmou que a reestruturação permitiu restabelecer a viabilidade da empresa pública.

“O senhor mostrou que é possível salvar essa empresa. Salvar a companhia também significa preservar o emprego de milhares de trabalhadores que contribuem diariamente para manter a cidade limpa”, disse.

Já o vereador Pedro Azulão Júnior afirmou que a atual reorganização administrativa evidencia que os problemas da companhia não estavam relacionados aos servidores, mas à condução administrativa da empresa.

Outros parlamentares presentes, como Juarez Lopes, Sargento Novandir, Bruno Diniz, Heyler Leão e Rose Cruvinel, também destacaram a importância das mudanças administrativas implementadas na companhia.

A solenidade de assinatura do contrato contou ainda com a presença da vice-prefeita Coronel Cláudia Lira, do secretário municipal de Infraestrutura Urbana, Francisco Lacerda, e do vereador Sebastião Peixoto.

Com o novo modelo de contratação e a reorganização administrativa da companhia, a prefeitura pretende ampliar a eficiência dos serviços de limpeza e manutenção urbana, fortalecendo a atuação da Comurg na zeladoria da capital.

Autor Rogério Luiz Abreu


O Comitê Central de Compliance (CCC) da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) se reuniu nesta segunda-feira, 13, para avançar no gerenciamento de riscos administrativos no Parlamento goiano. A equipe técnica do colegiado reuniu diretores e representantes para validar processos e seguir com o fortalecimento do compliance da Alego.

A Diretoria de Gestão de Compras, um dos departamentos em pauta nesta tarde, é uma das pastas mais avançadas no atual escopo de ações. A diretora Sofia Bezerra Coelho da Rocha Lima compartilhou as implementações e os resultados já alcançados desde o mapeamento de riscos, elaborado ainda em 2024.

Essas atualizações, definidas em conjunto com o comitê, foram validadas ao longo do encontro e se alinham ao gerenciamento de riscos específicos já estipulados. Com base nas definições entre a pasta e o CCC, a diretoria já realiza etapas de tratamento de risco, com o estabelecimento de instrumentos e ações de controle.

Compliance

É o conjunto de procedimentos, regras e estruturas que visam a garantir conformidade com padrões morais, legais e de gestão, fomentando a ética, a transparência, a responsabilização e a gestão de riscos, de forma a preservar a integridade nas ações da administração e dos servidores, bem como assegurar a satisfação dos cidadãos. Para saber mais, acesse a Cartilha de Compliance da Alego.

Estiveram presentes à reunião Tasso Honorato Reis Júnior (Diretoria-Geral), Diego Mendes (Tecnologia da Informação), Célio Campos de Freitas Junior (Diretoria de Comunicação), Juliane Elias de Rezende Marques (Secretaria de Controle Interno) e Andreya da Silva Matos Moura (Procuradoria-Geral).

Também participaram os servidores da equipe da Assessoria Técnica de Compliance: Kelly Morgana Afiune, Isabella Maria Lima Oliveira, Alex Martins Borges, Pedro Henrique Nogueira, Elievânia Martins, Luciana Marques da Silva, Cintia Fávero Cerri e Vitória Teixeira.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A população de Goiânia conta com cinco ecopontos públicos para o descarte gratuito de pequenas quantidades de resíduos. Mantidos pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), os espaços funcionam todos os dias da semana, das 7h às 22h, e recebem materiais como entulho de pequenas obras, recicláveis, pneus, móveis inutilizados, resíduos de poda e até óleo de cozinha usado.

Os ecopontos estão instalados nos bairros Jardim Guanabara II, Setor Faiçalville, Jardim São José, Residencial Campos Dourados e Parque Eldorado Oeste. A proposta do serviço é oferecer à população locais adequados para a destinação correta de materiais que, muitas vezes, acabam descartados irregularmente em vias públicas, terrenos baldios ou áreas ambientais.

Nos locais, os cidadãos podem levar pequenos volumes de resíduos da construção civil e de jardinagem, com limite de até dois mil litros por descarte. Também é permitido descartar até quatro pneus por pessoa, além de móveis inservíveis, eletroeletrônicos, limitados a três unidades, e diversos tipos de recicláveis, como plástico, papel, metal, vidro e isopor. O óleo de cozinha usado também pode ser entregue nos ecopontos, contribuindo para evitar a contaminação de redes de esgoto e do solo.

O processo para utilizar o serviço é simples e não exige agendamento prévio. O cidadão pode se dirigir diretamente a uma das unidades utilizando carro ou carretinha para transportar os materiais. No local, é necessário informar aos colaboradores dados básicos, como nome, endereço, placa do veículo e o tipo de resíduo que será descartado. Em seguida, o próprio usuário realiza o descarregamento nas baias ou caçambas disponíveis, seguindo as orientações da equipe responsável.

De acordo com a prefeitura, os ecopontos desempenham papel importante na política de limpeza urbana e no combate ao descarte irregular de resíduos na capital. A iniciativa busca facilitar o acesso da população a alternativas ambientalmente adequadas para a destinação de materiais que não devem ser encaminhados ao lixo doméstico comum.

Foto: Secom/Comurg

A gestão municipal também reforça que o serviço é destinado apenas a pequenos geradores. No caso de grandes volumes de resíduos, especialmente de obras ou atividades comerciais, os responsáveis devem providenciar a contratação de caçambas credenciadas pela Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), conforme prevê a legislação ambiental.

Além do atendimento presencial, os moradores podem acessar informações sobre os ecopontos e outros serviços de limpeza urbana por meio do aplicativo GYN 24H, disponível gratuitamente para dispositivos Android e iOS.

Confira os endereços dos ecopontos em Goiânia

  • Jardim Guanabara II: Rua GB-5 com Rua GB-6
  • Setor Faiçalville: Avenida Nadra Bufaiçal com Avenida Madri (APM)
  • Jardim São José: Rua Frei Nazareno Confaloni com Rua Irmã Maria Bernarda
  • Residencial Campos Dourados: Rua São João Del Rei APM 07
  • Parque Eldorado Oeste: Rua Elo 43

Com a ampliação do acesso a pontos de descarte adequados, a prefeitura busca incentivar práticas mais responsáveis no manejo de resíduos e contribuir para a preservação ambiental e a manutenção da cidade limpa.

Autor Rogério Luiz Abreu


Trustfnd permite agrupar newsletters; o pacote torna a assinatura mais fácil e barata

Por Neel Dhanesha

Um problema do recente boom de newsletters pessoais é os preços das assinaturas se acumulam. Muitas delas custam de US$ 5 a US$ 10 por mês, com desconto para assinaturas anuais, e apoiar seus escritores favoritos fica caro rapidamente: 1 pessoa disse ao The New York Times em 2025 que pagava cerca de US$ 600 por ano por 11 assinaturas de newsletters; outra tinha custos anuais de US$ 3.000.

Poucas pessoas estão dispostas a pagar esse valor. Algumas iniciativas adotam outra abordagem, como a publicação Flaming Hydra, que tem 65 integrantes colaboradores —e se parece cada vez mais com uma revista, com edições impressas para assinantes premium— e o aplicativo Noosphere, sobre o qual Hanaa escreveu no ano passado. Mas o verdadeiro “Santo Graal” das newsletters, o pacote é a experiência mais próxima de uma revista personalizada sem precisar pagar o preço integral de várias assinaturas individuais.

Marisa Kabas, jornalista independente, e autora de The Handbasket afirmou em seu Bluesky em fevereivo, que “Quem descobrir uma maneira de agrupar assinaturas de jornalismo independente será um herói”.

Na semana passada, Kabas deu continuidade ao assunto com um anúncio“Finalmente encontramos uma maneira de oferecer um pacote pago de mídia independente para que você não precise se inscrever em tantas newsletters separadamente”, disse a jornalista.

Kabas fez parceria com Katelyn Burns, autora de Burns Notice, e Kat Tenbarge, autora de Spitfire News, para oferecer um pacote de 30 dias com as 3 newsletters, permitindo que os leitores acessassem todas elas com uma única transação de US$ 8,50 —metade do preço de pagar por cada uma individualmente.

A ideia já vinha sendo amadurecida há algum tempo. Alguns meses antes, Kabas havia recebido uma mensagem de Michaël Jarjour, ex‑gerente de parcerias do Twitter e cofundador da Trustfnd, um novo serviço que permite a jornalistas independentes criar pacotes de newsletters e acessar as bases de público uns dos outros. “Não consegui me dedicar muito à ideia enquanto estava focada no meu trabalho e nos meus negócios”, disse Kabas em um e‑mail, mas certamente era algo que lhe interessava. A conversa foi retomada em fevereiro, quando Burns lhe contou que havia falado com Jarjour sobre o lançamento do primeiro pacote de assinatura paga. Burns, disse Kabas.

A Trustfnd resolveu um problema técnico crucial para Kabas, Burns e Tenbarge: suas plataformas de publicação (“The Handbasket” e “Spitfire News” usam a Beehiiv, e Burns Notice usa a Ghost) não oferecem integração para criar pacotes, seja multiplataforma ou em uma única plataforma. Isso se aplica a todos os serviços de newsletter; Substack e Patreon também não oferecem pacotes.

Isso é parcialmente intencional. “Sempre conversamos sobre fazer isso, mas fica bem complicado e confuso se as entidades no pacote não fizessem parte da mesma empresa”, disse Tyler Denk, CEO da Beehiiv, em um e‑mail. Ele destacou algumas possíveis preocupações:

  • E se a pessoa A resultar em 10 vezes mais cadastros do que a pessoa B e a pessoa C, o lucro será dividido igualmente entre todos?
  • E se a pessoa C decidir que não quer mais fazer parte do pacote, ela leva consigo as assinaturas? Se sim, qual o preço que ela paga?
  • Se um leitor assina o pacote, mas interage principalmente com apenas uma newsletter, quem “detém” esse assinante para fins de comunicação direta futura, campanhas de reengajamento ou venda de listas?
  • E se a pessoa C crescer drasticamente durante a vigência do pacote e quiser renegociar o preço do seu serviço individual?Ela ficará presa a um preço de pacote que a desvaloriza.
  • E se uma das newsletters do pacote publicar algo controverso que cause danos à reputação das outras?

Denk declarou que há uma série de outras complicações, mas que considera o conceito interessante. Ele disse que “vale a pena refletir um pouco mais sobre isso, mas acredito que muitas dessas pessoas vão se deparar com problemas futuros relacionados ao pacote”.

Alex Kisielewski, vice‑presidente de parcerias e desenvolvimento de negócios da Ghost, disse por e‑mail que os pacotes de assinatura estão “definitivamente em nossos planos” e que a Ghost observou um aumento nas solicitações de suporte a pacotes nos últimos 6 meses. “Jornalistas independentes estão buscando maneiras de colaborar mais, seja compartilhando público, publicando em conjunto ou unindo recursos”, continuou, mas “não há como negar que é complicado”.

Ele disse compartilhar algumas das preocupações de Denk sobre faturamento e gerenciamento de assinantes, bem como os desafios técnicos relacionados ao controle de acesso. “Estamos de olho nesse mercado e fico feliz que a equipe da Trustfnd esteja desenvolvendo soluções específicas para isso”, afirmou.

A Trustfnd funciona aproveitando as APIs (Application Programming Interface) do Ghost e do Beehiiv. Jornalistas independentes conectam seus boletins informativos às suas contas da Trustfnd e, em seguida, conectam suas contas da Trustfnd às contas desejadas para formar uma parceria e criar um pacote de conteúdo. “É como um efeito de rede como serviço”, declarou Jarjour por e‑mail. “Queremos que eles permaneçam entidades independentes, mas que atuem como uma só quando se trata de expandir seu público próprio”, completou.

Segundo Jarjour, o agrupamento permite que as newsletters cresçam mais rápido e a um custo menor, pois cada uma pode acessar um público‑alvo comum; os leitores que assinam The Handbasket, por exemplo, agora terão acesso ao Burns Notice e ao Spitfire News. (Os assinantes atuais de cada newsletter também recebem descontos no pacote, ajustados de acordo com a newsletter à qual assinam —cada uma com um preço de assinatura individual diferente).

“Transformar seguidores (que você aluga) em integrantes (que você possui) é um desafio coletivo para o jornalismo”, disse Jarjour. “É por isso que senti que a solução também precisa ter um elemento colaborativo”, completou. Disse também que apoiaria um período de teste de 1 ano.

Ghost e Beehiiv são as únicas plataformas que atualmente oferecem pacotes pagos —a Trustfnd oferece pacotes de 30, 60 ou 90 dias, e o pacote Kabas/Burns/Tenbarge é válido apenas para o primeiro mês, embora Kabas tenha afirmado que “marcas tradicionais entrem em ação, construindo redes de jornalistas independentes em torno de suas marcas”. A integração com Ghost e Beehiiv foi fácil por serem abertas, mas Jarjour disse que ele e seu cofundador, René Pfitzner, ex‑CEO de uma plataforma de e‑commerce, estão iniciando conversas com plataformas fechadas (como Substack e Patreon) para também integrá‑las.

A Trustfnd está atualmente em versão beta e é gratuita para jornalistas, mas planeja cobrar uma taxa (que ainda está sendo definida) em vez de ficar com uma porcentagem da receita. A curto prazo, Jarjour disse que espera expandir a Trustfnd criando pacotes e um serviço para permitir que entidades independentes atuem como uma só quando isso for útil. Segudo ele, o objetivo é que marcas tradicionais entrem em ação, construindo redes de jornalistas independentes em torno de si, “para que possam crescer, ganhar dinheiro e gastá‑lo juntas. Como um novo tipo de organização de notícias”, completou.


Esta reportagem foi atualizada para incluir um comentário do Ghost.


Neel Dhanesha é redator da equipe do Nieman Lab. Você pode entrar em contato com Neel por e‑mail ([email protected]), Bluesky (@neeldhanesha.com) ou Signal (@neel.58).



Autor Poder360 ·


Novas regras saíram em edição extra do Diário Oficial e valem até 31 de maio; pacote inclui subsídios para as empresas que importam diesel e para os produtores nacionais, o QAV (Querosene de Aviação) e o biodiesel

O governo publicou nesta 3ª feira (7.abr.2026) a medida provisória e decretos com as novas regras para conter os aumentos dos preços do diesel, do gás e da querosene de aviação causados pela guerra no Irã. O pacote inclui subsídios para as empresas que importam diesel e para os produtores nacionais, o QAV (Querosene de Aviação) e o biodiesel.

A MP e os decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial da União. Leia a íntegra (PDF – 221kB).

Desde o início do conflito iniciado por Estados Unidos e Israel contra o Irã, o preço do petróleo no mercado internacional disparou por causa do fechamento do estreito de Ormuz, no Oriente Médio, passagem por escoa cerca de 20% da produção mundial do produto. Os governos norte-americano e iraniano chegaram a um acordo nesta 3ª feira por um cessar-fogo na região mediante a reabertura do estreito por duas semanas. Neste período, os países irão negociar uma trégua permanente.

As novas regras entram em vigor imediatamente e valem até 31 de maio, com a possibilidade de serem prorrogadas por mais 2 meses. A MP precisa ser analisada pelo Congresso em um prazo de, no máximo, 120 dias. O pacote foi anunciado pela equipe econômica na 2ª feira (6.abr).

De acordo com o governo, as medidas custarão até R$ 31 bilhões às contas públicas em 2026. Mas, o Executivo alega que o impacto fiscal será neutro por causa do aumento da receita extraordinária com os royalties de petróleo.

Eis um resumo das medidas:

  • subvenções para produtores nacionais de diesel: R$ 6 bilhões (duração de 2 meses, prorrogáveis por 2 meses);
  • subvenção às empresas importadoras de diesel: R$ 2 bilhões (duração de 2 meses, prorrogáveis por 2 meses), há um custo de R$ 2 bilhões ao Estados que não entrou na conta da União;
  • subvenção inicial de R$ 0,32 por litro para importação: R$ 2 bilhões;
  • subvenção do GLP e retiradas dos impostos do QAV e biodiesel: R$ 500 milhões;
  • zerar as alíquotas do PIS/Cofins do diesel: R$ 20 bilhões em valores anualizados. A equipe econômica afirma que a cobrança do tributo deverá voltar após posteriormente, ainda em 2026, o que reduziria a renúncia fiscal.

O governo Lula criou duas subvenções ao óleo diesel que complementam a ajuda de custo de R$ 0,32 por litro publicada na Medida Provisória nº 1.340, publicada em 12 de março. A medida provisória dá uma subvenção adicional de R$ 1,20 por litro do combustível, cujo valor será pago pelos Estados (R$0,60) e União (R$ 0,60). O custo desta medida específica é de R$ 4 bilhões, sendo metade para o governo Lula (R$ 2 bilhões) e o restante para os demais entes.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, só 2 Estados não aderiram. Ele disse que o combustível tende a ficar mais caro nestes locais. A medida vale por 2 meses, prorrogáveis por mais 2 meses.

O governo também dará custeará redução de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil. O governo reservou até R$ 10 bilhões para a medida, mas o ministro do Planejamento afirmou que o custo efetivo será de R$ 6 bilhões.

A medida provisória também pune empresários que não repassarem a queda de preços. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que um projeto de lei em caráter de urgência ampliará os poderes da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Silveira disse que são “medidas coercitivas” contra aqueles que vão “atentar” contra a economia popular. Empresários que vão “infringir as leis” da economia popular passarão a ser punidos no CPF. É necessária uma “flagrante” irregularidade.

Ele declarou que o governo tem visto essa prática de forma “reiterada” nas ações da Polícia Federal, do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e ANP.

“Agora [a ANP] passa a ser, inclusive, fortalecida. Agora não só o agente no seu CNPJ, mas no CPF aqueles empresários que venham infringir as leis da economia popular. Passam a, também, serem punidos no CPF com relação aos abusos de preços no Brasil”, disse.

As empresas deverão adotar mecanismos para a suavização de preços, segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Ele declarou que não é “razoável” que o dinheiro da subvenção do pagador de imposto não resulte no preço mais barato do diesel.



Autor Poder360 ·


Os EUA deram um ultimato para os iranianos reabrirem totalmente o estreito de Ormuz; prazo acaba às 21h desta 5ª feira

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance (republicano), ameaçou o Irã nesta 3ª feira (7.abr.2026). Afirmou que o país persa tem até as 21h (horário de Brasília) para dar uma resposta aos norte-americanos, “seja positiva ou negativa”. Disse esperar que Teerã dê a “resposta certa”.

“Espero que eles deem a resposta certa. O que queremos é um mundo em que petróleo e gás fluam livremente, em que as pessoas possam aquecer suas casas, dirigir até o trabalho. Isso não vai acontecer se os iranianos continuarem envolvidos em terrorismo econômico, declarou Vance em entrevista a jornalistas durante o comício eleitoral do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, em Budapeste, e divulgada pela Casa Branca nas redes sociais.

Ao falar de “terrorismo econômico”, Vance faz uma referência às restrições no estreito de Ormuz, rota fundamental para o escoamento global de petróleo.

Assista ao vídeo de Vance (37s):

A fala reforça o tom adotado mais cedo por Donald Trump. O presidente dos EUA afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite” ao falar sobre o impasse com o Irã em Ormuz. Na publicação, feita na Truth Social, o presidente mencionou a possibilidade de uma “mudança de regime completa e total” no país, sem apresentar provas.



Autor Poder360 ·


A vereadora por Goiânia Aava Santiago (PSB) poderá receber o Título de Cidadania Goiana, caso aprovado o projeto de lei nº 4809/26, de autoria do deputado Karlos Cabral (PSB), protocolado na Assembleia Legislativa no mês passado. 

Cabral justifica a proposta, dizendo que sua correligionária é reconhecida como uma parlamentar jovem e atuante, que alia ativismo social à produção legislativa, com foco na proteção da infância, igualdade de gênero, transparência, justiça social, defesa dos direitos humanos e no protagonismo do bioma Cerrado nas políticas públicas.

“Em razão de sua atuação, no ano de 2024 tornou-se a mulher mais votada da história do Legislativo de Goiânia, com 10.482 votos”, recorda Cabral.

A matéria será encaminhada a Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa, onde será distribuída para relatoria parlamentar.

A homenageada

Aava Santiago Aguiar nasceu em 20 de outubro de 1989, no município de Barra do Garças (MT). Desde a infância, destacou-se pelo interesse em atividades estudantis e comunitárias. Aos 11 anos de idade, já residindo no Rio de Janeiro, foi eleita presidente do grêmio da Escola Municipal Thomé de Souza, demonstrando desde cedo vocação para o cuidado com a coletividade.

Aos 15 anos de idade, Santiago mudou-se com sua família para Goiás e, aos 16 anos, ingressou no curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG), instituição na qual se graduou no ano de 2011.

Atualmente, Aava Santiago exerce o mandato de vereadora pela capital goiana. Aos 36 anos de idade, é casada com Guilherme Liberato Alves e mãe de Davi. Segundo Karlos Cabra, a vereadora pauta sua vida pessoal e pública em valores oriundos da fé cristã de orientação evangélica.

Em 2020, foi eleita vereadora por Goiânia, pelo PSDB, e direcionou seu primeiro mandato à defesa da igualdade de gênero e à redução das desigualdades sociais. Durante esse período, presidiu e integrou diversas comissões permanentes da Câmara Municipal de Goiânia, como os colegiados de educação, direitos humanos e cidadania.

Na condição de mãe e parlamentar, em 2021 apresentou o projeto de lei “Empregue uma Mãe”, com o objetivo de incentivar empresas a contratarem mulheres mães, ampliando oportunidades no mercado de trabalho. Também é autora de proposições que garantem o ingresso de pais e mães acompanhados de seus filhos pequenos em instituições de ensino, além de ter atuado na reestruturação da Ouvidoria da Mulher, implementando programas de acolhimento e apoio psicoterapêutico.

Neste ano de 2026 Aava Santiago filiou-se ao PSB.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Conforme a pesquisa, 26,3% afirmam que votarão para impedir que um candidato que consideram perigoso vença

Pesquisa da AtlasIntel sobre a percepção do cenário eleitoral para este ano mostra que 86,7% dos brasileiros já decidiram em quem vão votar para presidente. Conforme o levantamento, 63,6% escolheram o candidato com entusiasmo. Leia a íntegra do estudo (PDF – 9,26 MB).

A pesquisa entrevistou 4.224 pessoas de 16 a 23 de março de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-06058/2026. O estudo custou R$ 75.000. Foi pago com recursos próprios.

Ao perguntar “O quão decidido você está sobre seu voto nas próximas eleições para presidente?”, o estudo indica um eleitorado com posição consolidada. Além dos 86,7% que disseram já ter decidido, 5,9% declararam saber apenas em quem não votar. Outros 4,5% responderam avaliar 2 ou mais candidatos. Há ainda 1,7% em dúvida entre votar, anular ou não votar, enquanto 1,3% declarou não ter tomado qualquer decisão.

No recorte sobre motivação do voto, a pesquisa questionou: “Nas eleições presidenciais de 2026, como você acha mais provável que seja seu voto?”. A maior parte (63,6%) respondeu que votará com entusiasmo em alguém. Outros 26,3% disseram que devem votar para impedir um candidato que consideram perigoso. Já 7,9% afirmaram que escolherão o “menos pior”. Os que não sabem somam 1,5%. Os que declararam que pretendem anular, votar em branco ou não comparecer somam 0,7%.

O levantamento também mediu a avaliação das candidaturas com a pergunta: “De modo geral, como você avalia as candidaturas apresentadas até agora para a eleição presidencial deste ano?”. Para 50,6%, há apenas 1 bom candidato. Outros 30,7% disseram haver poucos nomes considerados bons. Já 8,6% afirmaram que há muitos candidatos bons. Uma parcela de 5,1% declarou que os candidatos bons não têm chance de vencer, enquanto 3,8% disseram que nenhum nome é uma boa opção. 

Conforme a pesquisa, a maioria (82,6%) afirmou acompanhar a política muito de perto, todos os dias. Outros 15,3% disseram acompanhar de vez em quando. Já 1,2% respondeu que quase ou nunca acompanha. Há ainda 0,7% que disse acompanhar apenas durante eleições ou crises e 0,3% que declarou evitar o tema.

AGREGADOR DE PESQUISAS

O Poder360 oferece aos assinantes do Drive o Agregador de Pesquisas, o mais antigo e mais completo da internet no Brasil. Reúne milhares de levantamentos de intenção de voto de todas as empresas desde o ano 2000. Em anos eleitorais, só são publicados os estudos que têm registro na Justiça Eleitoral e metodologia completa conhecida. Tem alguma pesquisa para divulgar? Mande a íntegra por e-mail para o Poder360: [email protected].

Caso seja assinante, clique aqui para acessar o Agregador de Pesquisas e buscar os dados que desejar para as disputas de 2026 ou de todos os anos anteriores. Leia aqui como assinar o Drive para acessar o Agregador de Pesquisas e outros produtos do Poder360



Autor Poder360 ·


Chegou à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), em meados de março, veto parcial do Poder Executivo a autógrafo de lei que institui a Política Estadual de Restauração Ecológica, com o objetivo de promover a recuperação de ecossistemas degradados, a conservação da biodiversidade e a mitigação das mudanças climáticas.

Na Casa de Leis, a obstrução parcial à iniciativa do deputado Antônio Gomide (PT)  tramita como processo nº 4936/26.

Propõe-se vetar, especificamente, da proposta de política de restauração ecológica, dispositivo que prevê instrumentos e ações estratégicas a serem implementadas pelo poder público.

Esses instrumentos e ações consistiriam em um Plano Estadual de Restauração Ecológica, a ser elaborado pelo órgão ambiental estadual, com metas e prioridades para a recuperação de ecossistemas; em incentivos fiscais e linhas de crédito para proprietários rurais que implementarem projetos de restauração; e em um banco de dados estadual para monitoramento das áreas restauradas.

Ao embasar o veto, a Secretaria de Economia apontou “a ausência da estimativa do impacto das despesas previstas, a previsão genérica de incentivos fiscais e a indevida imposição de obrigações ao Poder Executivo”.

Haveria potencial criação de despesas públicas e renúncia de receita, tornando “indispensável a estimativa do impacto orçamentário e financeiro exigida pelo art. 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal e pelo art. 16 da Lei Complementar federal n° 101 (Lei de Responsabilidade Fiscal), de 4 de maio de 2000.

Consultada quanto à constitucionalidade e à legalidade da matéria, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) disse ver nela “inconstitucionalidade formal subjetiva” por haver “interferência no funcionamento da administração pública estadual”.

O veto está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Alego, que deve emitir seu parecer por meio do relator a ser designado. Posteriormente, o veto é julgado em Plenário, podendo ser afastado pelos deputados estaduais, o que mantém o conteúdo originalmente proposto.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


No Dia Mundial da Prevenção, especialistas destacam importância de exames para detectar lesões pré-cancerígenas

O HSPE (Hospital do Servidor Público Estadual) de São Paulo reforça estratégias de prevenção contra o câncer de colo de útero. A iniciativa foi realizada na 5ª feira (26.mar.2026), data em que se celebra o Dia Mundial da Prevenção do Câncer de Colo de Útero. Profissionais do Serviço de Ginecologia da unidade destacam a importância dos exames preventivos para detectar lesões pré-cancerígenas em mulheres.

O câncer de colo de útero (CCU) é o 3º entre os tipos de câncer mais incidentes em mulheres, no Brasil, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer). A doença, também conhecida como câncer cervical, surge a partir de alterações celulares no colo do útero.

Infecções pelo HPV (papilomavírus humano) provocam o surgimento da doença. Os subtipos HPV-16 e HPV-18 são responsáveis por aproximadamente 70% dos casos. A prevenção pode ser feita por meio da vacinação contra o HPV e da realização de exames preventivos como o teste de detecção da presença do vírus HPV oncogênico e o papanicolau (exame citopatológico).

Mulheres de 25 anos a 64 anos que já iniciaram a vida sexual devem realizar exames preventivos. A princípio, o exame deve ser feito anualmente. Depois de 2 exames regulares consecutivos, o intervalo passa a ser de 3 anos.

EXAME PREVENTIVO 

O ginecologista do HSPE, Dr. Ilzo Vianna Júnior, explica que o exame citopatológico permite identificar lesões precursoras anos antes de se tornar um câncer invasivo. “Os exames preventivos, como o DNA HPV e o papanicolau, são instrumentos importantes na detecção de lesões pré-câncer. Quando identificadas e tratadas, evitam a progressão para quadros mais graves”, afirma.

As lesões pré-cancerígenas são assintomáticas e evoluem de forma lenta, podendo levar de 10 a 20 anos para se transformar em um tumor. A realização dos exames preventivos com regularidade permite detectar células anormais no início das alterações. “Quando o câncer de colo uterino é diagnosticado no início, as chances de cura são maiores. Já o diagnóstico tardio, em geral, é causado pela não realização do teste”, declara o especialista.

RELATO DE PACIENTE 

Zilda Peretta, de 53 anos, procurou pelo Serviço de Ginecologia do HSPE em 2021 depois de receber o diagnóstico de câncer de colo de útero. “Eu sempre fiz o exame papanicolau, por isso o câncer foi descoberto bem no início. Quando recebi o diagnóstico, eu fiquei sem acreditar. Não tive nenhum sintoma, nenhuma queixa, nenhuma dor. Liguei na segunda-feira e na sexta-feira já estava passando por consulta. Foram pedidos mais exames para confirmar o diagnóstico e depois marcaram a cirurgia”, relata.

A paciente foi submetida a uma conização do colo do útero em 2021. Esse procedimento ginecológico remove um fragmento em formato de cone da região cervical para a realização de uma biópsia. Os resultados indicaram que o câncer havia se espalhado no órgão. Foi necessária uma 2ª intervenção só 1 mês depois: a histerectomia total (retirada do útero).

O sucesso da operação, realizada em junho daquele ano, dispensou a necessidade de tratamentos agressivos, como quimioterapia ou radioterapia. Hoje, ela mantém o acompanhamento semestral. “O exame papanicolau, que sempre realizei anualmente, foi fundamental para que o câncer tenha sido detectado bem no início. Fiquei surpresa pela rapidez e a forma como fui acolhida no HSPE com profissionais comprometidos com a minha recuperação”, afirma.


Este texto foi publicado originalmente pela Agência São Paulo e adaptado para publicação pelo Poder360.



Autor Poder360 ·