Cooperativas do Sicoob se unem para patrocinar 4º Jogo Solidário do Goianésia | Sistema OCB GO Cooperativismo em Goiás
Lidiane 12 de junho de 2024
Num gesto de intercooperação, as cooperativas Sicoob Emprecred, Sicoob Coopercred e Sicoob UniCentro Norte Brasileiro uniram-se para apoiar o 4º Jogo Solidário, promovido pelo Goianésia Esporte Clube, nesta quinta-feira (13/6), no Estádio Valdeir José de Oliveira, em Goianésia (GO). A partida, marcada para as 18 horas, será entre os times “Amigos do Michael” e “Amigos do Goianésia”.
O ingresso para assistir ao jogo beneficente poderá ser trocado por um quilo de alimento não perecível. As arrecadações serão destinadas a instituições que promovem trabalhos sociais na cidade. Nas três edições anteriores do evento, foram arrecadadas mais de 50 toneladas de alimentos.
As cooperativas do Sicoob patrocinam o Goianésia Esporte Clube há cerca de 10 anos. O apoio ao esporte é uma das diversas atividades de intercooperação na cidade. “A intercooperação é um dos sete princípios do cooperativismo. Na cidade de Goianésia, este é um princípio colocado em prática, não somente no esporte, como em diversas áreas. Sicoob Emprecred, Sicoob Coopercred e Sicoob UniCentro Norte Brasileiro são parceiros da promoção da justiça financeira e prosperidade no município”, ressalta João Pedro Braollos Neto, presidente do Sicoob Emprecred.
“Nossa cooperativa Sicoob UniCentro Norte Brasileiro se mobiliza constantemente em apoiar iniciativas que promovam o esporte, a saúde e o cuidado com a comunidade. Por meio desse jogo, reafirmamos nosso compromisso com o bem-estar coletivo. Convidamos todos a se juntarem a essa missão de fazer a diferença e construir um futuro melhor”, enfatiza o diretor-presidente do Sicoob UniCentro Norte Brasileiro, Vanderley Cezário de Lima.
“O Sicoob Coopercred não apenas apoia, mas também está presente na comunidade, por meio do esporte e de outras ações que beneficiam a sociedade. Reconhecemos que o esporte é uma importante ferramenta de inclusão e promoção da saúde. Por essa razão, reafirmamos nosso compromisso em estar presentes e participar de eventos que contribuam para esses objetivos. Esse evento representa uma oportunidade de unir esforços para colaborarmos ainda mais”, ressalta Isaac Amaral, diretor Operacional do Sicoob Coopercred.
O presidente do clube, delegado Marco Antônio Maia, compartilhou os preparativos para o evento, que contará com a presença de jogadores e ex-jogadores consagrados do mundo do futebol. Ele enfatizou a importância da presença do craque Michael, que tem atraído nomes de peso para a partida. “O ex-jogador Júnior, pentacampeão mundial, o influencer Cremosinho, o ex-pugilista Acelino ‘Popó’ Freitas, e o também ex-jogador Amaral são alguns dos nomes que já podemos revelar”, destacou Maia.
O presidente do Azulão do Vale expressou sua gratidão a Michael por sua dedicação à iniciativa. “Quanto mais eu conheço o Michael, mais aumenta minha admiração. Sua agenda é lotada, mas nos poucos dias de folga que tem, ele se dedica a promover esse evento que visa ajudar o próximo. Além disso, toda a questão das passagens aéreas dos jogadores fica por conta dele. Ele prometeu isso na época em que ainda jogava pelo Goianésia e, até hoje, cumpre essa promessa. Ele é um ser humano fora de série”, detalhou Marco Antônio.
A troca de ingressos poderá ser realizada em qualquer uma das unidades dos Supermercados Brasil.
4º Jogo Solidário
Data: 13 de junho, quinta-feira
Horário: 18h
Local: Estádio Valdeir José de Oliveira, em Goianésia
Ingressos: Um quilo de alimento não perecível
Pontos de troca: Rede de Supermercados Brasil
Veja quem é o motorista de carro de luxo suspeito de matar vigilante atropelado quando vítima ia para o trabalho | Goiás
Lidiane 12 de junho de 2024
Antônio Scelzi Netto, de 25 anos, é o motorista do carro de luxo suspeito de atropelar e matar o vigilante Clenilton Lemes Correia, de 38 anos, na GO-020, em Goiânia. A vítima foi atropelada e arrastada por mais de 200 metros quando ia para o trabalho. Antônio chegou a ser preso, mas a Justiça concedeu a ele a liberdade provisória.
O motorista foi preso no último domingo (9), no Jardim Guanabara, horas após o acidente. Em nota, a defesa do motorista informou que foi concedida uma liminar para revogar a prisão do suspeito, impondo apenas medidas cautelares diversas da prisão (leia a íntegra no fim desta reportagem).
Antônio nasceu e mora em Goiânia. Segundo o site de consulta pública de processos, ele é solteiro, tem residência fixa e é ré primário. Além disso, ele é empresário, dono de uma empresa varejista de bombas hidráulicas na capital, com o pai.
Clenilton, de 39 anos, morreu após o motorista bater na traseira da motocicleta dele na GO-020, segundo a Polícia Militar. De acordo com os policiais, Antônio Scelzi Netto, de 25 anos, dirigia um carro do modelo Mercedes-Benz C180 e fugiu do local sem prestar socorro.
O acidente ocorreu por volta das 5h40. De acordo com os policiais, o vigilante estava a caminho do trabalho quando foi atingido pelo carro. A Polícia Científica informou que ele teve politraumatismo com múltiplas lesões contusas.
Após a batida, a placa do carro saiu e ficou no local do acidente, o que ajudou a localizar o motorista, enquanto a placa da motocicleta ficou presa ao para-choque do carro.
A Polícia Militar afirmou que, após o acidente, o suspeito foi até a casa dele, localizada em um condomínio de luxo, deixou o carro e se escondeu em um galpão.
Durante a abordagem dos policiais, Antonio Netto se recusou a fazer o teste do bafômetro. No depoimento, Antônio disse que tinha saído de um pub, ia para casa e não tinha bebido no momento do acidente. Porém, segundo a delegada responsável pelo caso, Ana Cláudia Stoffel, um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que o motorista estava sobre efeito de álcool.
Conforme decisão do desembargador Ivo Favaro, desta terça-feira (11), Antônio responderá pelo crime em liberdade. Porém, ele deverá estar presente sempre que intimado no processo, manter o endereço atualizado na Justiça e, além disso, estar em casa após as 21h e aos sábados, domingos e feriados.
Na decisão, Favaro ainda destacou que o motorista assumiu o risco do crime ao dirigir sob efeito de álcool. “O caso é um homicídio doloso consumado, porque todas as pessoas que ingerem bebida alcoólica e pegam um veículo tem dolo, vontade e desejo […] de cometer tal barbaridade”, escreveu.
Íntegra da nota da defesa do motorista
A defesa do Sr. Antônio Scelzi Netto, informa que diante da decretação da prisão preventiva em desfavor do nosso cliente, contrário a norma Processual Penal, foi impetrado ordem de Habeas Corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás e diante da análise criteriosa e estritamente legal, foi concedida a liminar requerida para revogar a prisão, impondo medidas cautelares diversas da prisão, suficientes para acautelar o resultado útil do processo.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Brasília – O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (11/6) o projeto de lei que cria a Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), com ações para apoiar a permanência de alunos na educação superior e na educação profissional, científica e tecnológica nas instituições federais. O PL 5.395/2023, que insere na legislação a chamada Bolsa Permanência, vai à sanção do presidente da República.
A bolsa deverá ser paga a estudantes do ensino superior que não recebam bolsa de estudos de órgãos governamentais. O valor não poderá ser inferior ao das bolsas de iniciação científica para estudantes de graduação, hoje em R$ 700, e ao das bolsas de iniciação científica júnior para estudantes de educação profissional técnica de nível médio, que corresponde hoje a R$ 300. Estudantes indígenas e quilombolas receberão bolsas em dobro.
A proposta foi apresentada em 2011 pela então deputada e hoje senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), com o objetivo de garantir a permanência dos estudantes de baixa renda nas instituições federais de ensino superior e nas instituições da rede federal de educação profissional, científica e tecnológica até a conclusão dos respectivos cursos.
Mercado de luxo: Goiânia tem fila de espera para relógios e carros que podem ultrapassar os R$ 4 milhões | Goiás
Lidiane 12 de junho de 2024
Mercado de luxo atrai público goiano
Lojas de marcas internacionais têm fomentado o mercado de luxo de Goiânia. Relógios, joias, acessórios e veículos importados chegam a custar mais de R$ 4 milhões. De acordo com lojistas, clientes são do Centro-oeste e do Norte do país.
“O céu é o limite, porque existe uma infinidade de possibilidades de configurações de um carro. Também existe carros especiais que podem chegar a R$ 4 milhões”, afirmou Roberto Cury.
Diretor de lojas que vendem seis marcas internacionais, como Rolex e Monblanc, Flávio Lima contou que há fila de espera pelos produtos. Os relógios estão entre os itens mais desejados, e a espera pode ultrapassar os quatro anos.
“Algumas canetas de edições limitadas costumam chegar na loja já vendidas e nem vão para a vitrine”, relatou.
De acordo com Flávio, as canetas custam a partir de R$ 6 mil e podem chegar a R$ 100 mil.
Flávio Lima explicou que o público que procura peças de luxo busca mais do que um produto funcional.
“São pessoas que buscam um posicionamento profissional ou social, pessoas que tem paixão pelas peças e que tem prazer em colecionar”, afirmou o diretor.
O diretor informou ainda que, apesar de a maioria de seus clientes serem de Goiânia, vem crescendo o número de pessoas de outros estados do Centro-oeste e do Norte que fazem compras na capital.
“Muita gente deixa de ir a São Paulo porque hoje aqui já tem tudo que tem lá”, avaliou Flávio Lima.
Lima disse ainda que o mercado está aquecido em Goiânia e que a tendência é continuar crescendo. “Esse ano, já vendemos 31% a mais do que no mesmo período do ano passado”, afirmou.
Um exemplo do aquecimento do mercado de imóveis de luxo é o caso de um edifício residencial que fica em frete ao Parque Vaca Brava, lançado no início do ano.
“O preço de venda deste lançamento foi acima de R$ 17,5 mil o metro quadrado, e os apartamentos foram todos vendidos em menos de 30 dias”, disse Felipe Melazzo, presidente da Ademi.
Com unidades de até 740 m², os apartamentos podem custar em torno de R$ 12 milhões.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Amigos viralizam ao se deitar sobre capô de carro e entregar rosas para atendentes de drive-thru | Goiás
Lidiane 11 de junho de 2024
Amigos viralizam ao entregar rosas para atendentes de drive-thru deitados em capô de carro
Imagine a cena: você está trabalhando no drive-thru de uma rede de fast food e se depara com um cliente deitado sobre o capô de um carro. Enquanto te olha e balança os pezinhos, ele carrega uma rosa vermelha entre os dentes e te entrega, declarando a suposta paixão. Foi fazendo exatamente isso que três amigos de Goiânia viralizaram nas redes sociais.
Até o momento, três vídeos foram publicados pelo jovem Flávio Rodrigues Castro, repetindo a mesma cena. Enquanto um dos amigos fica no capô do carro, outro dirige e um terceiro filma. Quando o carro chega à cabine do pedido, toca a famosa música Careless Whisper, do cantor britânico George Michael.
Juntos, os vídeos somam mais de 22 milhões de visualizações nas redes sociais e são chamados de “o último romântico”. A reação das atendentes, sempre mulheres, é a mesma: uma risada nervosa pela situação inesperada. Todas aceitaram a rosa e a maioria até chamou os colegas para rirem juntos.
“Tenho certeza que tudo começou com um ‘dúvido’ de um deles”, brincou uma pessoa nos comentários.
“As pernas balançando é a melhor parte”, disse outro.
“Mesmo que tenha sido de brincadeira, foi gentil e ela gostou”, elogiou uma internauta.
Entre muitos comentários de pessoas dizendo que se divertiram com os vídeos, há também elogios em outros idiomas, mostrando que os vídeos foram assistidos por pessoas de outros países.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
A Diretoria Geral da Polícia Penal (DGAP) confirmou a transferência de Cacai Toledo para presídio de segurança máxima em Goiás. O procedimento foi realizado no último sábado (8/6). Apontado como mandante do assassinato do empresário Fábio Escobar, em 2021, em Anápolis, Cacai havia sido preso no início da semana passada, em Sobradinho, no Distrito Federal (DF).
Por medidas de segurança, ele foi encaminhado para o Núcleo de Custódia, presídio de segurança máxima, que fica no Complexo Prisional, em Aparecida de Goiânia. A unidade abriga, em celas individuais, líderes de organizações criminosas e presos de alta periculosidade e pouco convívio, como o serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha, que está preso, desde 2014, acusado de matar mais de 30 mulheres em Goiânia.
Ex-presidente do DEM ficou foragido por seis meses
Ex-presidente do Democratas (DEM, atual União Brasil), Cacai Toledo ficou foragido por cerca de seis meses, visto que a prisão dele foi decretada em novembro de 2023. Ele é investigado como suposto mandante do assassinato do empresário Fábio Escobar. Em fevereiro, ele e três policiais tornaram-se réus pelo assassinato, ocorrido em 23 de junho de 2021.
A apresentação de Cacai à polícia, concretizada nesta segunda-feira (3/6), em Brasília, resultou de uma negociação com a defesa do investigado. De acordo com o advogado dele, Demóstenes Torres, o esforço foi feito para garantir a integridade física de Toledo.
A alegação é de que os “verdadeiros mandantes do crime contra Fábio Escobar” pudessem atentar contra a vida de Toledo.
Ainda em novembro passado, o Mais Goiás teve acesso a uma carta em que Cacai afirmava ter feito as pazes com Fábio Escobar, além de alegar inocência.
Investigações apontam que sete pessoas foram assassinadas, pelo mesmo grupo criminoso, após a execução de Escobar. Dez policiais militares, suspeitos de envolvimento na trama criminosa, foram presos.
Mulher pula de carro em movimento para fugir de agressões do companheiro, diz polícia | Goiás
Lidiane 10 de junho de 2024
Mulher pula de carro em movimento para fugir de agressões do companheiro, diz polícia
Uma mulher pulou de um carro em movimento para fugir das agressões do companheiro, em Jataí, no sudoeste goiano. Segundo a Polícia Civil, o homem também teria ameaçado a vítima de morte e de atear fogo nos pertences dela.
O homem, que não teve o nome divulgado pela polícia, foi preso na sexta-feira (7). O g1 não conseguiu localizar a defesa dele para um posicionamento ou checar se ele continua preso até a última atualização desta reportagem.
A polícia descreveu que as agressões e ameaças ocorreram no dia anterior à prisão, após uma discussão pela manhã. Na ocasião, ele teria ameaçado a vítima de morte e de atear fogo nos pertences dela.
À noite, segundo a polícia, após a mulher sair com alguns amigos, o suspeito encontrou a mulher no bar e fez com que ela entrasse no veículo dele.
De acordo com os policiais, no veículo o homem agrediu a mulher fisicamente e a ameaçou de morte mais uma vez. O relato ainda explica que, na ocasião, o homem também teria mostrado à mulher conversas dele com um homem desconhecido, com quem ele teria trocado fotos de arma de fogo e ameaçado a mulher.
Para fugir da situação, a mulher pulou do carro em movimento e ficou ferida, conforme apurou a investigação. No dia seguinte, depois de o suspeito sair de casa para trabalhar, a mulher fugiu para a casa de uma parente e foi até à delegacia para denunciar o caso. Em seguida, o homem foi preso em flagrante pelos policiais civis.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Militares viram réus por torturar major da PM durante treinamentos do Bope e dizer para a família que ele estava com Covid | Goiás
Lidiane 8 de junho de 2024
Major é torturado durante três dias durante curso do Bope
Cinco policiais militares e dois coronéis se tornaram réus por envolvimento na tortura de um major durante um treinamento do Batalhão de Operações Especiais (Bope) em Goiás. Conforme a denúncia do Ministério Público, os militares chegaram a internar o major escondido da família e fingiram que ele estava com Covid-19.
Conforme o documento obtido pela TV Anhanguera, a Justiça determinou que os réus não podem manter contato com a vítima, com familiares dela e as testemunhas do processo.
Veja por quais crimes cada policial militar foi denunciado pelo Ministério Público:
- Coronel Joneval Gomes de Carvalho Júnior: Comandante imediato da vítima junto ao Comando de Missões Especiais foi denunciado por tentativa de homicídio qualificado e tortura na modalidade de omissão;
- Tenente-coronel Marcelo Duarte Veloso: Comandante do Bope e diretor do Comando de Operações Especiais (Coesp) foi denunciado por tentativa de homicídio qualificado e tortura na modalidade de omissão;
- Coronel David de Araújo Almeida Filho: Médico do Comando de Saúde, responsável por atuar no local do curso, foi denunciado por tentativa de homicídio qualificado e tortura na modalidade de omissão;
- Capitão Jonatan Magalhães Missel: Coordenador do curso do Bope foi denunciado por tentativa de homicídio qualificado e tortura;
- Sargento Erivelton Pereira da Mata: Instrutor do curso do Bope foi denunciado por tortura;
- Sargento Rogério Victor Pinto: Instrutor do curso do Bope foi denunciado por tortura;
- Cabo Leonardo de Oliveira Cerqueira: Instrutor do curso do Bope foi denunciado por tortura;
Em nota, a Polícia Militar do Estado de Goiás disse que, à época dos fatos, todos os procedimentos cabíveis foram adotados – leia nota na íntegra ao final do texto.
O g1 entrou em contato com a defesa de Jonatan Magalhães e Missel e Marcelo Duarte Veloso, via mensagens enviadas por volta das 17h, mas não houve retorno até a última atualização da reportagem. O advogado de Rogério Victor Pinto disse que se manifestará somente dentro dos autos. A reportagem não conseguiu localizar as defesas demais réus.
O documento ao qual o g1 teve acesso explica que o 12º Curso de Operações Especiais do Bope teve início no dia 13 de outubro de 2021, com uma aula de campo em uma fazenda em Hidrolândia. Lá, todos os alunos, incluindo o major, foram submetidos a um percurso de 16km em uma estrada de terra, equipados com uma mochila e fuzil.
O documento diz que, durante o trajeto, os alunos fizeram flexões, polichinelos e abdominais ao ar livre, enfrentando gás lacrimogêneo. A partir disso, começaram a ser agredidos com tapas na cara e “intensa pressão psicológica”, com xingamentos e provocações, além de afogamento dentro de um tanque com água.
Na madrugada do dia 14, todos foram levados de ônibus para a Base Aérea de Anápolis, onde começaram a ser feitas “Instruções Técnicos Individuais”, que segundo o documento, consistem em técnicas de manuseio de armas, contato tático com o terreno, combate corpo a corpo e outros.
Nas dependências, o Ministério Público afirma que o coordenador do curso, Capitão Jonatan Magalhães, e os instrutores Erivelton, Rogério e Leonardo passaram a agredir violentamente o major. O documento diz que o oficial foi torturado com tapas no rosto, pressão psicológica, varadas, pauladas e açoites de corda na região das costas, nádegas e pernas durante três dias seguidos.
As agressões aconteceram, inclusive, durante um “momento pedagógico”, que conforme a denúncia, “extrapolaram e muito os objetivos do curso”.
O major chegou a reclamar com um colega que a equipe de instrução estava sendo “rigorosa demais com ele” e, por conta disso, ele foi levado para “um mergulho” em um lago frio à noite, sob a justificativa de que seria para amenizar suas lesões.
Depois disso, o Ministério Público narra que as agressões contra a vítima passaram a ser cada vez mais frequentes e severas. Como o major sempre foi mais persistente que outros alunos e tinha alta patente, os instrutores aumentavam o grau de tortura contra ele na expectativa de que ele desistisse do curso.
“Todos compartilhavam do mesmo objetivo: pressionar o ofendido (major) a se desligar do curso, especialmente devido à sua posição como o oficial mais graduado entre os alunos”, diz o MPGO.
O documento narra que, no dia 16 de outubro, o major foi novamente submetido à longas práticas de tortura e precisou ser atendido pela equipe médica do Comando de Saúde, que tinha como médico responsável o Coronel David de Araújo.
Segundo o MPGO, o major foi atendido já bem debilitado, desidratado e com baixa frequência cardíaca. Ele foi desligado do curso por conta disso e, enquanto era conduzido para uma viatura, desmaiou. O major, então, foi levado ao Hospital de Urgências de Anápolis (Huana), mas enquanto ainda estava dentro da ambulância, entrou em coma profundo.
O documento narra que o major teve lesão neurológica grave e não respondia a nenhum estímulo. Além disso, a equipe médica do Huana constatou que ele estava com rabdomiólise – uma ruptura do tecido muscular que faz com que uma proteína seja liberada no sangue e afete os rins.
Mesmo em situação tão grave, na noite do dia 16 de outubro, os policiais decidiram transferir o major para o Hospital Santa Mônica, em Aparecida de Goiânia, pois a unidade é considerada de confiança dos militares. Lá, segundo o documento, o major voltou a ser atendido pelo coronel médico do curso do Bope, David de Araújo.
Segundo o documento, David disse aos médicos do Huana que eles não precisavam comunicar nada do caso à família do major, pois ele mesmo faria. Mas os familiares só foram informados sobre a situação do oficial na manhã do dia 17 de outubro.
Além do coronel médico David de Araújo, os policiais militares Jonatan Magalhães, Marcelo Duarte Veloso e Joneval Gomes de Carvalho também sabiam do estado de saúde do major, mas não fizeram nada. A denúncia descreve a situação como um “pacto de silêncio”.
“Essa conduta negligente e conivente revela a nítida intenção de ocultarem os fatos e impedirem que a família fosse devidamente informada sobre debilidade em que se encontrava o major”, diz o Ministério Público.
O documento diz que os policiais trabalharam juntos para garantir que a informação não chegasse ao conhecimento de ninguém. Por saberem que o estado de saúde do major era grave, esperavam que o oficial morresse e pretendiam alegar que ele teve uma contaminação por Covid-19.
“Certos de que o estado de saúde do major havia atingido níveis críticos e que, por certo, ele não se recuperaria, preferiram aguardar até o seu esperado falecimento, quando poderiam entregar o seu corpo em um caixão lacrado à família, alegando a contaminação pela Covid e impedindo que os fatos viessem à tona e fossem investigados”, diz o documento.
Somente na manhã do dia 17 de outubro é que a esposa do major ficou sabendo da internação do marido. O documento narra que ela tomou conhecimento de que o major estava com Covid através de um amigo de farda pessoal da vítima. A mulher, então, passou a ligar para o coordenador do curso do Bope, que não atendeu às ligações.
Quando a esposa chegou ao hospital, foi informada que só poderia saber sobre o marido pelo médico coronel David. O documento diz que ele chegou ao hospital de uniforme militar completo e arma, dizendo que o major estava com Covid-19 e 40% do pulmão comprometido.
A tomografia comprovando o comprometimento do pulmão do oficial nunca foi apresentada, segundo o Ministério Público. Além disso, uma tomografia feita horas antes no Huana não encontrou sinais de Covid.
Existem documentos médicos que demonstram que o major precisava ser submetido à hemodiálise, por causa dos rins comprometidos, mas isso não foi oferecido na internação feita pelo médico coronel.
A investigação do Ministério Público cita também que a esposa do major também percebeu que, apesar da gravidade, o marido não estava sendo assistido por nenhum médico intensivista e estava sozinho em um cômodo do hospital. O major estava em uma maca, com o corpo coberto por uma manta até o pescoço.
A mulher decidiu transferir o marido para um hospital de confiança, mas segundo a denúncia, o médico coronel tentou colocar vários obstáculos, como a condição da Covid, falta de documentação e outras questões burocráticas.
Depois de muita insistência, conforme o documento, a esposa conseguiu levar o marido para o Hospital Anis Rassi, em Goiânia, onde foram constatadas lesões corporais gravíssimas e exame negativo para coronavírus.
O Ministério Público evidencia que, mesmo depois da mudança de hospital, os policiais envolvidos nos crimes tentaram destruir provas. O documento narra que um informante da polícia, a mando do tenente-coronel Marcelo Duarte Veloso, tentou pegar o prontuário do major no primeiro hospital em que ele foi internado, em Anápolis, dizendo à equipe que representava a família.
Mas, por acaso, a esposa do oficial estava na unidade de saúde naquele momento e impediu a ação. A denúncia também cita outra ocasião, em que um militar, que não está entre os denunciados, foi ao hospital Anis Rassi e tentou acesso ao quarto em que a vítima estava.
“Na ocasião, a esposa da vítima foi informada e se dirigiu até a recepção para conversar com o policial militar, que se recusou a identificar-se, afirmando apenas que lá estaria por determinação do Comando”, diz o documento.
Esse militar, segundo a investigação, era um motorista do tenente-coronel Joneval, um dos denunciados pelos crimes.
Após investigação feita pela Corregedoria da Polícia Militar, o Comando da Academia da Polícia Militar reconheceu irregularidades e aceitou que o major recebesse o diploma de conclusão do curso do Bope.
Porém, segundo o Ministério Público, todos os sete policiais citados continuam trabalhando normalmente e apenas os três instrutores foram punidos com 12 horas de prestação de serviço: Leonardo, Rogério e Erivelton.
O major recebeu alta do hospital no dia 27 de outubro de 2021, mas acabou contraindo uma infecção pelo cateter do tempo de internação e acabou sendo internado na UTI por mais 13 dias.
Atualmente, ele faz intensa fisioterapia pulmonar e motora, mas ainda enfrenta sequelas renais, teve perda de força nos braços e pernas, também sofre com formigamento e choques no corpo.
Fora isso, segundo o Ministério Público, o major ainda lida com um grande trauma emocional causado pelo sentimento de impunidade e “desprezo” de seus companheiros de farda. O documento diz que ele “nunca mais foi o mesmo”.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Resultados do indicador Criança Alfabetizada 2023, apresentados nesta semana pelo MEC, mostram que percentual no estado atinge 67% e ultrapassa a meta prevista, de 63%
Com 67% das crianças plenamente alfabetizadas na rede pública até o 2º ano do Ensino Fundamental, Goiás apresenta importante avanço na alfabetização, um dos principais desafios da Educação Básica. Conforme os dados divulgados esta semana pelo Ministério da Educação (MEC), o indicador Criança Alfabetizada demonstra que para além do crescimento no percentual, o estado também superou a meta definida para o período, que era de 63%.
O Criança Alfabetizada, conduzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do MEC, foi calculado com base nos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Ainda de acordo com a pesquisa, Goiás está entre os 19 estados que conseguiram a boa performance na Alfabetização das crianças na idade certa, considerando a proposta apontada em 2023 de que cada ente federado conseguisse alcançar e ou superar sua própria meta.
Estado e municípios juntos
Os bons resultados anunciados pelo MEC representam os primeiros frutos do programa AlfaMais, do Governo de Goiás, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc/GO) em regime de colaboração com os municípios. Em parceria com as redes municipais, o governo estadual estabeleceu e implementou ações que contribuíram para a significativa melhoria do processo de ensino e aprendizagem, fortalecendo a etapa da alfabetização.
Criado em 2021, o AlfaMais Goiás tem o propósito de alfabetizar plenamente todas as crianças do território goiano na idade certa, garantindo que o estudante conclua o 2º ano do Ensino Fundamental sabendo efetivamente ler e escrever, com a fluência nessas habilidades. Além de fortalecer as práticas dos professores alfabetizadores em sala de aula, o AlfaMais também estimula e valoriza os profissionais que estão à frente do processo, com o Prêmio Leia, que destaca 300 escolas públicas que ofertam a alfabetização.
100% das crianças alfabetizadas
O Programa AlfaMais Goiás é promovido pelo Governo Estadual, em regime de colaboração com os municípios e, atualmente, já alcança as redes públicas de Educação dos 246 municípios goianos. Após a implantação do programa, os municípios têm obtido melhores resultados no número de crianças alfabetizadas, chegando em algumas localidades ao percentual de 100%.
Diorama, Morro Agudo e Jesúpolis são exemplos de municípios que alcançaram a meta de alfabetizar todas as crianças, segundo os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação de Goiás (Idego-Alfa). De acordo com a articuladora municipal de Diorama, Hulle Carolina dos Santos, para alcançarem o objetivo foi preciso traçar estratégias específicas com as crianças dos 1° e 2° anos do Ensino Fundamental.
“Trabalhamos a leitura diária com os estudantes, treinando e cronometrando as atividades propostas e aplicando simulados e avaliações internas. Contamos com a ajuda de toda a comunidade escolar neste processo, até mesmo as famílias participaram dos momentos de contação de histórias,” explicou a articuladora.
Ela também contou que o resultado é motivo de muita alegria para todo o município e destacou que o programa AlfaMais foi a peça fundamental para conseguirem alfabetizar 100% das crianças. “O AlfaMais é um programa magnífico. Ele abriu horizontes e trouxe novas práticas. E mesmo com as dificuldades, nosso amor pelos pequenos é o que nos motiva todos os dias,” afirma Hulle Carolina.
Com informações: Secretaria de Estado da Educação – Governo de Goiás
PRF realiza ação de educação para o trânsito com mulheres e crianças do Projeto Mãe da Ternura JP — Polícia Rodoviária Federal
Lidiane 7 de junho de 2024
João Pessoa (PB), 07/06/2024 – Na tarde da última quinta-feira (06), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Paraíba realizou uma ação especial de educação para o trânsito, direcionada a mulheres e crianças atendidas pelo Projeto Mãe da Ternura JP. A iniciativa teve como objetivo instruir os participantes sobre como serem autores de um trânsito mais seguro, promovendo a cultura da paz.
Durante a ação, as mulheres e crianças receberam orientações valiosas sobre comportamento seguro no trânsito, contribuindo para a formação de uma consciência cidadã desde cedo e na maturidade. Além das instruções, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer as viaturas da PRF e aprender um pouco mais sobre a rotina dos policiais rodoviários, despertando curiosidade e respeito pela profissão.
O Projeto Social Mãe da Ternura JP, vinculado à Comunidade Doce Mãe de Deus, tem uma longa trajetória de impacto positivo na vida de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e risco social do Conjunto Ernesto Geisel e comunidades vizinhas. Desde 2007, o projeto desenvolve atividades que fortalecem vínculos familiares e comunitários, proporcionando um ambiente de apoio e desenvolvimento integral para os seus atendidos. Além desse, a Comunidade Doce Mãe de Deus também realiza o Projeto Santa Clara – para mulheres em vulnerabilidade da Comunidade Boa Esperança no Cristo; e o Projeto Fé em Ação – para pessoas em situação de rua do Centro de João Pessoa.
A ação da PRF não só complementa os esforços do Projeto Mãe da Ternura JP em promover o bem-estar e a segurança das crianças e suas famílias, mas também reforça a importância da educação no trânsito como ferramenta fundamental para a construção de uma sociedade mais segura e consciente.



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