Os Estados Unidos forneceram dados de inteligência ao México que levaram à localização e morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do CJNG (Cártel Jalisco Nueva Generación). A informação foi confirmada nesta 2ª feira (23.fev.2026) em entrevista a jornalistas pelo secretário de Defesa mexicano, Ricardo Trevilla, segundo o jornal El País.
Segundo a Agência Nacional de Mineração, demanda por minerais críticos explica aumento; ano passado registrou 9.319 requerimentos
Um relatório da ANM (Agência Nacional de Mineração) apontou aumento de 81% nos requerimentos de autorização de pesquisa mineral do 1º ao 4º trimestre de 2025 no Brasil. Para a agência, o crescente interesse por minerais críticos ajuda a explicar o salto na demanda.
De janeiro a março de 2025, foram protocolados 1.637 pedidos de pesquisa mineral. O número subiu para 2.960 de outubro a dezembro. Ao longo de todo o ano, foram registrados 9.319 requerimentos de pesquisa. Leia a íntegra (PDF – 273 kB).
“A movimentação do mercado em busca de minerais críticos impactou o número de requerimentos de pesquisa, especialmente na segunda quinzena de novembro e em dezembro de 2025, sem que houvesse tempo hábil para análise imediata”, afirmou a agência no relatório.
Os minerais críticos não se referem a uma propriedade química específica, mas à importância estratégica de determinadas substâncias para setores econômicos e ao risco de fornecimento, uma vez que a oferta está concentrada em poucos países.
Estão normalmente incluídos nessa categoria o nióbio, o lítio, o cobalto e as terras raras —conjunto de 17 elementos químicos encontrados no solo, geralmente em baixas concentrações, o que torna sua extração complexa.
Levantamento da ANM, o Brasil possui 94,1% das reservas mundiais de nióbio, 22,4% de grafita, 16% de níquel e 9,1% de terras raras, além de ser o 7º país com as maiores reservas de lítio. Apesar desses números, a participação brasileira nesse mercado está aquém do potencial. O país responde por 0,002% da produção mundial de lítio e por 0,03% da de terras raras.
No sábado (21.fev.2026), o Brasil e a Índia firmaram um pacto de cooperação em minerais críticos e terras raras. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi (BJP, direita), anunciou o acordo ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Nova Délhi. Foi o 1º acordo nesse setor assinado pelo Brasil.
AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA
De acordo com a ANM, a autorização de pesquisa é um regime de aproveitamento mineral em que são executados trabalhos voltados à definição da jazida, à sua avaliação e à determinação da viabilidade de seu aproveitamento econômico.
A pesquisa mineral compreende atividades de campo e de laboratório, como levantamentos geológicos, geofísicos e geoquímicos, incluindo a abertura de escavações, a execução de sondagens e análises físicas e químicas de amostras, entre outros procedimentos.
Para realizar a investigação em determinada área, é necessária autorização da ANM por meio de ato administrativo que concede o alvará de pesquisa, publicado no DOU (Diário Oficial da União).
O prazo para a realização da pesquisa varia de 1 a 3 anos, dependendo das características da área e da substância mineral a que se refere. As áreas concedidas variam de 50 a 2.000 hectares, com exceção da Amazônia Legal, onde o limite pode chegar a 10.000 hectares.
Substâncias classificadas como monopólio da União, como petróleo e urânio, não podem ser objeto de requerimento junto à ANM.
O prefeito Sandro Mabel lançou, nesta segunda-feira (23/2), o programa Obras Cidadãs, iniciativa voltada à execução de melhorias urbanas de pequeno porte sugeridas diretamente pela população dos bairros de Goiânia. A proposta prevê mais agilidade no atendimento de demandas locais, como manutenção de praças, reformas em unidades públicas, iluminação, drenagem e pavimentação.
Pelo modelo adotado, os pedidos serão intermediados pelos vereadores, que poderão encaminhar solicitações mensais de até R$ 70 mil cada. A estimativa da gestão municipal é investir cerca de R$ 1,5 milhão por mês, com a execução média de duas obras por vereador no período.
Segundo o prefeito, a meta é descentralizar decisões e priorizar intervenções com impacto direto na rotina das comunidades.
“Nosso objetivo é fazer a cidade andar conforme a vontade da comunidade. Vamos executar serviços de pequeno porte com agilidade e transparência”, afirmou.
O fluxo de análise começa com o envio das demandas à Secretaria Municipal de Governo (Segov), que encaminha os pedidos para avaliação técnica e orçamentária da Secretaria de Articulação Institucional e Captação (Secap). Após a aprovação, a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) autoriza a execução por empresa contratada por licitação.
De acordo com a secretária de Governo, Sabrina Garcez, o programa deve alcançar cerca de 200 mil pessoas por ano: “Quando falamos em pequenas obras pontuais nos bairros, toda a população sente a diferença de forma mais imediata”, destacou.
O presidente da Câmara Municipal, Romário Policarpo, avaliou que a iniciativa atende demandas práticas da população: “Essas obras pequenas fazem muito mais diferença na vida das pessoas do que, às vezes, grandes intervenções que não alcançam tanta gente”, disse.
Para o vereador Welligton Bessa, o programa reduz a burocracia para resolver problemas antigos nos bairros: “São demandas simples, mas que demoravam por causa dos trâmites. Agora teremos mais rapidez para atender as regiões”, afirmou.
A expectativa da prefeitura é que o Obras Cidadãs funcione como ferramenta complementar às obras estruturantes, fortalecendo a presença do poder público nas comunidades e ampliando a participação popular na definição de prioridades.
Líder do narcotráfico mexicano foi morto no domingo (22.fev); inteligência norte-americana combinada com vigilância mexicana permitiu localizar Nemesio Oseguera Cervantes na serra de Jalisco
Segundo Trevilla, os dados enviados por Washington foram combinados com vigilância já conduzida pelas forças mexicanas. A ação permitiu mapear a estrutura de segurança do líder do cartel, incluindo deslocamentos e círculo próximo. O Exército mexicano executou a ofensiva.
A morte de Oseguera vem em meio a pressões do governo de Donald Trump (Partido Republicano) por maior rigor do México no combate ao narcotráfico. A presidente mexicana Claudia Sheinbaum defende cooperação baseada em troca de inteligência, sem ações que afetem a soberania nacional.
Depois da operação, autoridades registraram cerca de 250 bloqueios em 20 estados mexicanos. A tática, conhecida como “narcobloqueio”, envolveu interdições de rodovias e incêndio de veículos para dificultar a atuação das forças de segurança.
O CJNG, fundado em 2010, é apontado pela DEA (Drug Enforcement Administration) como organização com atuação em pelo menos 40 países. A agência já ofereceu recompensa milionária por informações que levassem à captura de Oseguera. O cartel disputa territórios estratégicos no México, incluindo confrontos com o Cártel Santa Rosa de Lima, em Guanajuato, e com dissidências do Cártel de Sinaloa, em Chiapas.
Instalação de ponto de recarga para veículo elétrico é tema de proposta de Bruno Peixoto
Lidiane 20 de fevereiro de 2026
O deputado Bruno Peixoto (UB) apresentou, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), o projeto de lei nº 32346/25 que assegura ao condômino de edificações residenciais ou comerciais o direito de instalar, às próprias expensas, estação de recarga individual para veículo elétrico em sua vaga de garagem privativa, desde que respeitadas as normas técnicas e de segurança vigentes.
A proposta busca conferir segurança jurídica a moradores de condomínios verticais que enfrentam entraves para instalar pontos de recarga elétrica, em razão da ausência de regulamentação específica. De acordo com a justificativa do parlamentar, o avanço da eletromobilidade é um movimento irreversível e integra a estratégia global de descarbonização da matriz de transportes e de enfrentamento às mudanças climáticas.
A proposta destaca que o Brasil possui posição estratégica nesse cenário, em razão de sua matriz energética predominantemente limpa e renovável, o que amplia o potencial de liderança na transição para veículos eletrificados. Contudo, um dos principais gargalos identificados é a dificuldade de adaptação da infraestrutura predial, especialmente em edifícios residenciais e comerciais.
Para Peixoto, a iniciativa não impõe obrigações civis ou técnicas aos condomínios — matéria de competência da legislação federal —, mas estabelece diretrizes para assegurar o direito individual do condômino à adequação de sua vaga de garagem à nova realidade energética. O projeto também prevê exigência de responsabilidade técnica nas instalações, em consonância com os princípios constitucionais da razoabilidade, proporcionalidade e eficiência, além de respeitar o pacto federativo.
Outro ponto contemplado pela proposta é a previsão de diretrizes para novas construções e a criação de programas de incentivo à instalação de pontos de recarga elétrica. A medida, defende Peixoto, permite ao Estado atuar de forma articulada com municípios e iniciativa privada, fomentando o desenvolvimento sustentável e preparando o ambiente urbano para as transformações tecnológicas já em curso.
O projeto será encaminhado para análise na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
Virmondes Cruvinel propõe aplicativo para acompanhamento de pacientes com câncer de mama
Lidiane 19 de fevereiro de 2026
O deputado Virmondes Cruvinel (UB) propõe, por meio do projeto de lei nº 31303/25, a instituição do aplicativo “Rosa Conecta”, no Estado de Goiás, destinado ao acompanhamento digital integrado de pacientes com suspeita ou diagnóstico de neoplasia maligna da mama.
A proposta tem como objetivo fortalecer a rede de atenção à saúde, garantindo mais agilidade, organização e transparência em todas as etapas do cuidado.
De acordo com o texto, o aplicativo permitirá o monitoramento completo do percurso da paciente, desde a primeira suspeita até o diagnóstico final e o início do tratamento. A plataforma deverá reunir informações essenciais, como agendamentos de consultas e exames, histórico clínico, tempo de espera entre atendimentos e alertas sobre pendências ou atrasos no fluxo assistencial.
O Rosa Conecta também pretende oferecer orientações de saúde, lembretes personalizados, acesso a resultados e integração com profissionais e unidades da rede pública, facilitando a comunicação entre equipes e melhorando a coordenação do tratamento. A iniciativa busca reduzir desigualdades, evitar perdas de exames, diminuir atrasos e aumentar as taxas de diagnóstico precoce, considerado o principal fator para ampliar as chances de cura.
Na justificativa do projeto, o parlamentar ressalta que a jornada da mulher com suspeita de câncer de mama ainda é marcada por dificuldades, especialmente na marcação de exames e na continuidade do acompanhamento. A criação do aplicativo é apresentada como uma ferramenta moderna e estratégica para garantir que nenhuma paciente fique sem retorno ou acompanhamento adequado.
“O aplicativo proposto não substitui o contato humano nem a relação terapêutica entre profissional e paciente. Ao contrário, a tecnologia atua como facilitadora, liberando tempo dos profissionais para atividades de maior valor clínico, reduzindo tarefas burocráticas e administrativas e permitindo que o foco seja direcionado para o cuidado direto e humanizado. A tecnologia deve estar a serviço das pessoas e dos valores fundamentais do Sistema Único de Saúde: universalidade, integralidade e equidade”, afirma Virmondes.
Se aprovado, o Rosa Conecta será implementado pela Secretaria de Estado da Saúde e deverá ser disponibilizado de forma gratuita para toda a população goiana. A matéria foi encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) para análise e será distribuida à relatoria na sessão ordinária prevista para esta quinta-feira, 19.
Quarta maior reserva do mundo, a moeda tem sido cada vez mais usada em transações comerciais com parceiros internacionais
O presidente da China, Xi Jinping (PCCh), definiu um plano para estabelecer o renminbi como a principal moeda de reserva mundialmente. O objetivo de Pequim, conforme anunciado pelo mandatário no final de janeiro, é de limitar a dependência e influência do dólar dos Estados Unidos.
As moedas de reserva são mantidas por bancos centrais para facilitar o comércio internacional, estabilizar o câmbio e assegurar liquidez e confiança financeira. A autoridade monetária chinesa tem desenvolvido estruturas institucionais e infraestrutura para operações internacionais com o renminbi –buscando criar condições para que empresas nacionais e estrangeiras utilizem o renminbi em suas transações.
O processo, no entanto, enfrenta impasses políticos e econômicos. Um deles é a diferença no sistema político chinês em comparação com os Estados Unidos, o que implica na menor aceitação dos títulos chineses entre investidores internacionais. A falta de plena conversibilidade e os controles sobre a conta de capital continuam como entraves relevantes para uma adoção mais ampla por bancos centrais estrangeiros.
O Banco Popular da China trabalha para estabelecer um ambiente que favoreça tanto organizações chinesas quanto estrangeiras interessadas em utilizar a moeda em suas operações. As políticas de apoio são:
- estabilização do comércio exterior e do investimento estrangeiro;
- novo comércio offshore;
- novas formas de negócios de comércio exterior;
- empréstimos no exterior;
- integração de fundos piloto de moedas domésticas e estrangeiras.
Ao Poder360, Alex Agostini, economista-chefe da consultoria Austin Rating, avaliou que, apesar da dedicação do governo chinês, será difícil ver resultados imediatos na implementação do renminbi como moeda de reserva global. O principal motivo é o protagonismo dos títulos norte-americanos no mercado internacional –o que deixa pouco espaço para a difusão de títulos chineses.
“Em vez de comprar títulos do Tesouro chinês, muitos investidores optam pelos títulos do Tesouro norte-americano. Embora estes tenham uma rentabilidade menor, oferecem maior garantia de pagamento, considerando todas as questões associadas às características dos países emergentes. No caso da China, trata-se ainda de uma economia relativamente fechada”, afirma o especialista.
Outro impasse são os grandes volumes de reservas em dólares nos bancos centrais. De acordo com informações do Conselho Europeu, a moeda norte-americana é responsável por 57,8% das reservas cambiais no mundo. O renminbi, por sua vez, é a 4ª moeda com mais disponibilidade, com cerca de 2,2% de presença.
Segundo Agostini, para que o renminbi se torne a principal moeda de reserva, “é necessário ter um sistema financeiro sólido, o que envolve outros fatores, como a abertura de mercado”.
No entanto, o economista destaca que é possível que a moeda chinesa seja diretamente usada no sentido de acordos comerciais, como é feito com o Brasil, em alguns casos, desde 2023. Em meio de 2025, os bancos centrais dos 2 países firmaram um acordo de swap cambial.
TRANSAÇÕES COM O RENMINBI
Desde 1948, o renminbi é o nome oficial da moeda chinesa, no entanto, sua unidade monetária é conhecida como yuan –que significa “moeda do povo”. Uma nota de 50 yuans, por exemplo, representa 50 unidades de renminbi.
A cidade de Xangai e a região administrativa especial de Hong Kong funcionam como polos estratégicos para a expansão global da moeda chinesa, com políticas governamentais estabelecidas para facilitar transações internacionais.
O Banco Popular da China e a Autoridade Monetária de Hong Kong revisaram o acordo de swap de moedas —um mecanismo pelo qual os 2 bancos centrais trocam moedas entre si para fornecer liquidez ao sistema financeiro— transformando-o em um swap de caráter permanente (de espera) e ampliando seu volume, com o objetivo de oferecer um apoio de liquidez mais previsível e robusto ao mercado offshore, especialmente em momentos de maior volatilidade.
De acordo com informações do governo chinês, em 2023, mais de 80 bancos centrais ou autoridades monetárias no exterior incluíram o renminbi em suas reservas cambiais. O Banco Popular da China mantém 29 acordos bilaterais válidos de troca de moeda local com outros países.
Apesar da dificuldade em superar a curto prazo o dólar como moeda de reserva, há chances de o renminbi chinês se estabelecer como uma unidade monetária de referência para transações diretas. Com isso, se consolida mais no mercado internacional.
“O que tem acontecido é que a economia chinesa vem ganhando protagonismo há bastante tempo, em razão da sua força econômica. Em alguns anos, não há dúvida de que talvez [poderá ser] a maior economia do mundo”, afirma o economista-chefe.
Inicialmente, Pequim prioriza traçar a esfera de influência do renminbi com países vizinhos e integrantes da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático) –bloco que inclui nações como Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã.
“Não haveria necessariamente a necessidade de passar pelo dólar em todas as transações. Esse tipo de situação tende a se expandir, reduzindo custos e despesas, mas sem alterar, ao menos por enquanto, o papel do dólar como moeda de reserva de valor”, explica Agostini.
Projeto de Virmondes Cruvinel para prevenir crime de stalking será analisado em comissão temática
Lidiane 13 de fevereiro de 2026
Com o objetivo de instituir diretrizes de educação e prevenção à perseguição reiterada (stalking), denominadas “Alerta Respeito”, o deputado Virmondes Cruvinel (UB) protocolou, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), o projeto de lei nº 28283/25. A proposta busca promover a conscientização da população goiana sobre o crime de perseguição reiterada, seus riscos, suas manifestações e suas consequências jurídicas, psicológicas e sociais.
As ações de implementação das diretrizes “Alerta Respeito” incluem a realização de palestras, seminários, cursos, oficinas e capacitações presenciais e virtuais; a elaboração e distribuição de materiais informativos, cartilhas, vídeos educativos e conteúdos digitais acessíveis; e campanhas publicitárias de conscientização em meios de comunicação de massa, mídias digitais, redes sociais, rádio, televisão e outros veículos de amplo alcance.
No texto, o parlamentar pontua que o crime de stalking tem apresentado crescimento no país. “Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados 77.083 casos de perseguição reiterada contra mulheres em 2023, o que representa um aumento de 34,5% em relação ao ano anterior. Essa taxa de crescimento posiciona o stalking como o crime contra a mulher que mais avança no Brasil, superando inclusive os aumentos registrados em violência psicológica, ameaça e lesão corporal”, observa.
Cruvinel afirma que a medida se apresenta como estratégia eficiente de política pública. “Investir em educação, conscientização e capacitação profissional é atuar antes que a violência se instale ou se agrave, reduzindo custos sociais e econômicos associados ao tratamento de vítimas, à persecução penal e ao encarceramento de agressores. A abordagem preventiva é recomendada por organismos internacionais e tem sido adotada com sucesso em diversos países que tratam o stalking como questão de saúde pública e de segurança coletiva.”
A matéria foi aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e será analisada na Comissão de Segurança Pública após a retomada dos trabalhos legislativos.
A oferta de vagas na educação infantil voltou ao centro dos debates da Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia durante a sessão ordinária desta quarta-feira (11/2). O tema levou o presidente da Casa, vereador Gilsão Meu Povo, a cobrar maior atuação de deputados federais, senadores e parlamentares estaduais na destinação de emendas para o município e a anunciar a organização de uma comitiva de vereadores a Brasília ainda neste semestre.
Após discussões sobre o funcionamento do programa Vale-Creche, Gilsão defendeu que a classe política intensifique a articulação para captar recursos externos e criticou a falta de retorno de representantes que recebem votos na cidade. Segundo ele, além do Executivo, os vereadores também têm papel estratégico na busca por investimentos.
De acordo com o presidente, a ida à capital federal terá como objetivo dialogar diretamente com parlamentares e cobrar apoio institucional: “Também é nosso dever ir atrás desses recursos. Vamos organizar uma comitiva para buscar investimentos e cobrar respaldo de quem foi votado aqui”, afirmou.
O vice-presidente da Casa, vereador Rogério Almeida, reforçou a necessidade de articulação junto às bancadas federal e estadual. Ele relatou conversas com a deputada federal Silvye, que, segundo informou, se comprometeu a destinar verbas para ações de apoio educacional a pessoas com autismo, e destacou ainda a atuação do deputado estadual Karlos Cabral.
O debate teve início após questionamentos de vereadores sobre a execução do Vale-Creche. Felipe Cortez levantou dúvidas sobre o alcance do programa, enquanto Lipe Gomes afirmou que a proposta inicial previa maior liberdade de escolha das famílias em relação às unidades conveniadas.
Parte significativa das mais de 12 mil vagas já foi preenchida
Em resposta, Gilsão informou ter conversado com a secretária municipal de Educação, que relatou que parte significativa das mais de 12 mil vagas anunciadas já foi preenchida. Ele também ponderou que o déficit de vagas em centros municipais de educação infantil é um problema estrutural enfrentado por diversos municípios brasileiros.
O vereador Tatá Teixeira acrescentou que o credenciamento para novas instituições segue aberto e explicou que o valor do benefício varia conforme o agrupamento, entre R$ 700 e R$ 800 mensais para período integral e R$ 400 para meio período.
“A prefeitura deveria ampliar as unidades existentes”
Como alternativa emergencial, o presidente da Câmara sugeriu a ampliação das estruturas já existentes.
“Como medida paliativa, a prefeitura deveria ampliar as unidades existentes, com a construção de novas salas de aula, podendo reduzir o déficit de vagas na educação infantil de forma rápida e eficaz. Até que novas escolas sejam construídas, essa é uma medida que deve ser adotada”, pontuou Gilsão Meu Povo.
A discussão deve continuar nas próximas sessões, com foco na captação de recursos e no fortalecimento da rede municipal de educação infantil.
A Prefeitura de Goiânia anunciou um investimento de R$ 6 milhões para apoiar os três clubes da capital que disputam a Série B do Campeonato Brasileiro de Futebol em 2026: Goiás, Vila Nova e Atlético. O recurso será destinado por meio de parceria com a Câmara Municipal e repassado à Federação Goiana de Futebol (FGF), responsável pela distribuição às equipes conforme as necessidades de cada fase da competição.
O anúncio foi feito pelo prefeito Sandro Mabel, em solenidade no Paço Municipal, na manhã desta segunda-feira (9/2). Segundo ele, o objetivo é fortalecer a estrutura dos clubes para aumentar as chances de acesso à Série A, além de impulsionar a economia local com a movimentação gerada pelos jogos, turismo esportivo e arrecadação de impostos.
“A participação na Série A representa um marco significativo, com a realização de eventos e a atração de clubes de destaque, impulsionando a cidade. O retorno desse investimento, conforme projeções, é quase três vezes superior ao valor aplicado, demonstrando um bom negócio para a prefeitura, além de ser um patrocínio. Essa iniciativa sinaliza nosso apoio ao esporte, com foco no futebol”, afirmou o prefeito.
“Estamos considerando um possível fracionamento em dez parcelas”, acrescentou Mabel.
O presidente da Câmara Municipal, Romário Policarpo, destacou o papel social do futebol:
“O futebol é onde o filho da empregada doméstica abraça o filho do patrão, comemoram e sofrem juntos. Ele cria vínculos”, comentou o parlamentar goianiense.

“Hoje, dos 20 times que disputam a Série B, os únicos que não tinham ajuda do poder público eram os três times goianos”, salientou Policarpo.
Dirigentes dos clubes ressaltaram a importância do aporte financeiro
O presidente do Goiás, Paulo Rogério Pinheiro, afirmou que o cenário é desafiador para as equipes das divisões inferiores: “A verdade é que o futebol brasileiro, principalmente os clubes das séries B, C e D, está passando uma míngua financeira. Esse apoio do prefeito é sensacional. Tenho que parabenizar, porque está tentando ajudar”, disse.
Fábio Brasil, presidente do Vila Nova, reforçou que o recurso chega em momento estratégico: “O Vila é carente de recursos e essa parceria vai ajudar muito”, pontuou.
Já o vice-presidente do Atlético Goianiense, Marcos Egídio, avaliou que a iniciativa representa um avanço para o esporte local: “Vamos fazer um bom uso desse recurso”, afirmou.
Para a gestão municipal, o investimento também tem caráter institucional. De acordo com o secretário de Esporte e Lazer, Luiz Alberto Bites, a marca da Prefeitura estará estampada nas camisetas das equipes, ampliando a exposição da capital em transmissões nacionais.
“Gastar em esporte é investimento. Isso traz divisas para o município”, frisou o secretário.
A expectativa é que, com melhores campanhas na Série B, Goiânia fortaleça sua imagem no cenário esportivo nacional, atraia mais torcedores visitantes e estimule setores como hotelaria, alimentação e transporte, consolidando o futebol como vetor de desenvolvimento econômico e social.
Hemocentro conclama servidores e comunidade para doação de sangue. Estoque precisa de reforço antes do carnaval
Lidiane 9 de fevereiro de 2026
Devido à proximidade do carnaval, o Hemocentro de Goiânia está em campanha para ampliar seus estoques. A medida tem anuência do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado Bruno Peixoto (UB), que conclama os servidores da Casa de Leis e a comunidade em geral para contribuir com o aumento das reservas, já que no carnaval a demanda normalmente é maior.
Para exercer essa atitude de solidariedade, é preciso que o doador atenda aos requisitos considerados básicos. É necessário que ele tenha entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos devem apresentar autorização); pesar no mínimo 50 kg; ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas; não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas; não estar em jejum e ter evitado alimentos gordurosos nas quatro horas anteriores à doação.
A iniciativa busca reforçar os estoques da rede pública de saúde, que atende não apenas a Goiânia, mas aos diversos municípios do Estado. Todos aqueles que puderem colaborar devem realizar acessar o link do Hemocentro Goiás para agendar o melhor horário para seu atendimento. Com esse gesto simples, cada doador pode salvar até quatro vidas.
A diretora de Captação do Hemocentro de Gopiânia, Daynara Vilar lembra que a demanda é contínua, pois o sangue e os hemoderivados são perecíveis e têm prazo de validade muito curto. “É imprescindível que as doações aconteçam frequentemente e, por isso, é tão importante criar a ideia de doador constante e regular.”
Ela também lembra que a condição clínica de um paciente que demanda hemoderivados, normalmente, é uma condição crítica e exige resposta rápida para que seja possível chegar a resultado satisfatório com benefício desejado pelo paciente. “Isso só é possível através da manutenção dos níveis de doação e regulação dos estoques”, reforça Daynara Vilar.



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