Funcionária que entrou na Justiça após ser demitida e acabou tendo que devolver R$ 100 mil para empresa terá de pagar dívida até 2036; entenda | Goiás
Lidiane 9 de abril de 2024
Funcionária entra na Justiça após demissão e acaba tendo que restituir R$ 100 mil para empresa
O valor foi divido em 142 parcelas após um acordo amigável, conforme descreveu a sentença assinada pelo juiz Armando Benedito Bianki, de Anápolis, a 55 km de Goiânia. O acordo foi assinado no dia 25 de março deste ano. Como o atual salário-mínimo é de R$ 1.412, a ex-funcionária deverá pagar parcelas de R$ 706 até o ano de 2036.
A mulher era gerente do estabelecimento e havia sido demitida por suspeita de retirar dinheiro do caixa e lançar como despesa de cartão de crédito. O resultado de uma auditoria particular que saiu após a demissão apontou um déficit de R$ 227 mil ao longo de dois anos de desvio de dinheiro.
Em nota, a defesa da ex-gerente argumentou que ela não desviou dinheiro enquanto trabalhou no estabelecimento. “A perícia somente confirmou que houve desvio, porém não conseguiu indicar a autoria dos mesmos”, disse o texto.
O processo foi aberto pela ex-funcionária, que alegou ter sido submetida a acúmulo de função, danos morais e assédio moral, por conta da suspeita do desvio. A princípio, ela reivindicava indenização no valor de R$ 87.996,36.
No entanto, durante o processo, a perícia judicial da 1ª Vara do Trabalho de Anápolis apontou um desvio de cerca de R$ 242 mil. Armando Benedito Bianki, juiz responsável pelo caso, promoveu reunião entre os advogados que representaram o posto e a ex-funcionária e recomendou que firmassem um acordo.
“A partir do princípio da conciliação trabalhista, as partes podem celebrar acordo em qualquer momento do processo”, explicou o advogado Jorge Henrique Elias, responsável pela defesa do posto de gasolina. “É um processo que vai ser pago por anos, com parcelas de meio salário-mínimo por mês”, informou.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Goiás Social doa mais de 200 perucas para mulheres em tratamento de câncer
Lidiane 9 de abril de 2024
Diretor do Araújo Jorge, Jales Benevides, responsável pela confecção das perucas, Joana Diniz, e secretário da Seds, Wellington Matos, durante a entrega. Perucas vão beneficiar mais de 200 pacientes em tratamento contra o câncer (Fotos: Seds/Carol Costa)
O Goiás Social, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) e da Secretaria da Saúde (SES), entregou nesta segunda-feira (08/04), 206 perucas ao hospital Araújo Jorge, destinadas a mulheres em tratamento de câncer.
As peças foram confeccionadas com material doado pela Receita Federal, apreendido pela Polícia Rodoviária Federal em Goiás (PRF-GO), em uma operação de fiscalização de contrabando.
Todas as perucas são de cabelo natural, extraídos de parte dos 350 quilos recebidos, que também incluíam sintéticos. As pacientes contempladas são mulheres em situação de vulnerabilidade, sem condições de adquirir uma peça como as que foram doadas e cujo valor pode chegar a R$ 2 mil no mercado.
O diretor de Relações Institucionais do hospital, Jales Benevides, destacou a importância da parceria com o Governo de Goiás, que trouxe um resultado tão impactante, e espera pela sua continuidade.
A responsável pela produção das perucas, Joana Diniz, disse que há 30 anos trabalha no ramo e esta é a primeira vez que vê uma ação desta grandeza.
“Eu nunca tinha presenciado, nessas três décadas, um gesto de solidariedade desta dimensão, com um produto de tanta qualidade”, afirma a especialista, explicando que foram confeccionadas perucas de diferentes cores, texturas, e comprimento de cabelos.
O secretário da Seds, Wellington Matos, destacou que todas as oportunidades de apoiar os goianos em situação de vulnerabilidade, nos mais diferentes contextos, são aproveitadas pelo Governo de Goiás, por meio do Goiás Social, com a atuação de suas diferentes secretarias e pastas.
“E o resultado é o que vimos aqui hoje: mulheres em tratamento de câncer, que tiveram perda dos cabelos, tendo a oportunidade de acesso a uma peruca de qualidade, capaz de proporcionar a recuperação da autoestima em um momento tão difícil pelo qual estão passando”, avaliou Matos.
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Funcionária entra na Justiça após demissão e acaba tendo que restituir R$ 100 mil para a empresa por desvio de dinheiro | Goiás
Lidiane 9 de abril de 2024
A ex-funcionária de um posto de gasolina de Anápolis, a 55 km de Goiânia, entrou na Justiça e acabou tendo que restituir à empresa uma quantia de 71 salários-mínimos, que equivale a R$ 100.252,00.
A mulher, que era gerente do estabelecimento e não teve o nome divulgado, havia sido demitida por suspeita de retirar dinheiro do caixa e lançar como despesa de cartão de crédito. O resultado de uma auditoria particular que saiu após a demissão apontou um déficit de R$ 227 mil ao longo de dois anos de desvio de dinheiro.
Em nota, a defesa da ex-gerente reafirmou o posicionamento de que não realizou qualquer desvio de dinheiro enquanto trabalhou no estabelecimento. “A perícia somente confirmou que houve desvio, porém não conseguiu indicar a autoria dos mesmos”, disse o texto.
O processo foi aberto pela ex-funcionária, que alegou ter sido submetida a acúmulo de função, danos morais e assédio moral, por conta da suspeita do desvio. A princípio, ela reivindicava indenização no valor de R$ 87. 996,36.
No entanto, durante o processo, a perícia judicial da 1ª Vara do Trabalho de Anápolis apontou um desvio de cerca de R$ 242 mil. Armando Benedito Bianki, juiz responsável pelo caso, promoveu reunião entre os advogados que representaram o posto e a ex-funcionária e recomendou que firmassem um acordo.
“A partir do princípio da conciliação trabalhista, as partes podem celebrar acordo em qualquer momento do processo”, explicou o advogado Jorge Henrique Elias, responsável pela defesa do posto de gasolina. “É um processo que vai ser pago por anos, com parcelas de meio salário-mínimo por mês”, informou.
Com o valor atual do salário-mínimo em R$ 1.412, a ex-funcionária deverá pagar parcelas de R$ 706 até o ano de 2036.
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Goiás inicia vacinação contra HPV com dose única para jovens de 9 a 14 anos
Lidiane 9 de abril de 2024
Goiânia –
O Governo de Goiás iniciou a vacinação contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), que passa a ser administrado em dose única para jovens de 9 a 14 anos. O imunizante agora também é indicado para pessoas portadoras de papilomatose respiratória recorrente (PRR). A vacina contra o HPV é quadrivalente, protegendo contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus.A mudança, anunciada pelo Ministério da Saúde (MS), levou em consideração as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) diante de uma série de estudos que comprovaram a proteção com apenas uma dose do imunizante.
“Quem já tomou duas doses, ok, já está protegido. Quem tomou uma primeira dose, está com a segunda atrasada ou agendada, não vai precisar mais tomá-la. Com uma dose só ele já está imunizado”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Flúvia Amorim.”
A Nota Técnica nº 41/2024 do MS, que estabelece a nova estratégia de vacinação, já foi repassada aos 246 municípios goianos. A ideia é ampliar a cobertura vacinal e intensificar a proteção contra o câncer de colo do útero e de outras complicações associadas ao vírus. Dados parciais da cobertura para a vacina contra HPV em 2024 em Goiás é de 62,92% para primeira dose em meninas e 46,77% para a segunda. Já no caso dos meninos, a cobertura é de 45,61% (primeira dose) e 25,48% (segunda dose).
IST
O HPV é uma infecção sexualmente transmissível (IST) e uma das principais causas relacionadas a doenças como câncer no ânus, vulva, vagina, pênis, orofaringe e colo do útero. Este câncer é o segundo tipo da doença mais comum em mulheres em Goiás e o quarto tipo de câncer mais letal para o público feminino no estado. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil são portadoras de HPV e 700 mil novos casos de infecção pelo vírus devem surgir anualmente.
Goiás inicia vacinação contra HPV com dose única para meninos e meninas de 9 a 14 anos
Lidiane 8 de abril de 2024
Novo esquema vacinal segue recomendação do Ministério da Saúde. Estudos comprovam proteção eficaz com apenas uma dose do imunizante
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), iniciou, nesta semana, o novo esquema vacinal contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), que passa a ser administrado em dose única. A mudança, anunciada pelo Ministério da Saúde (MS), levou em consideração as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) diante de uma série de estudos que comprovaram a proteção com apenas uma dose do imunizante.
A vacina contra o HPV é quadrivalente, protegendo contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus. Ela é disponibilizada de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como público-alvo crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos. O imunizante agora também é indicado para pessoas portadoras de papilomatose respiratória recorrente (PRR). “Quem já tomou duas doses, ok, já está protegido. Quem tomou uma primeira dose, está com a segunda atrasada ou agendada, não vai precisar mais tomá-la. Com uma dose só ele já está imunizado”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Flúvia Amorim.”
A Nota Técnica nº 41/2024 do MS, que estabelece a nova estratégia de vacinação, já foi repassada aos 246 municípios goianos. A ideia é ampliar a cobertura vacinal e intensificar a proteção contra o câncer de colo do útero e de outras complicações associadas ao vírus. Dados parciais da cobertura para a vacina contra HPV em 2024 em Goiás é de 62,92% para primeira dose em meninas e 46,77% para a segunda. Já no caso dos meninos, a cobertura é de 45,61% (primeira dose) e 25,48% (segunda dose).
“A gente está falando de proteção para a vida inteira, não só para essa hora que o adolescente toma a vacina, mas para a vida adulta, quando ele estiver na fase sexualmente ativa. Então é importante vacinar. Lembrando que os adolescentes respondem melhor à vacina, e por este motivo essa vacina é voltada a essa faixa etária”, ressalta a superintendente.
IST
O HPV é uma infecção sexualmente transmissível (IST) e uma das principais causas relacionadas a doenças como câncer no ânus, vulva, vagina, pênis, orofaringe e colo do útero. Este câncer é o segundo tipo da doença mais comum em mulheres em Goiás e o quarto tipo de câncer mais letal para o público feminino no estado. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil são portadoras de HPV e 700 mil novos casos de infecção pelo vírus devem surgir anualmente.
(Com informações, Secretaria de Estado da Saúde – Governo de Goiás)
Inscrições para concurso do TCE com salários de até R$ 12 mil terminam nesta segunda-feira | Goiás
Lidiane 8 de abril de 2024
As inscrições para o concurso do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO), com salários de até R$ 12 mil, terminam nesta segunda-feira (8). Ao todo, são 52 vagas para analista de controle externo.
As vagas são para analista de controle externo, distribuídas em cinco especialidades diferentes: ciências contábeis, controle externo, engenharia, jurídica e tecnologia da informação (veja abaixo). A carga horária será de seis horas diárias.
O valor da taxa de inscrição é de R$ 195. Os candidatos serão avaliados por meio de provas objetiva e discursiva, que serão realizadas no dia 16 de junho de 2024.
Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato com a área de Concursos da FGV por meio do e-mail: concursotcego24@fgv.br.
Confira cada especialidade:
- Controle externo (22 vagas): exige diploma de conclusão de qualquer curso de nível superior. Dessas vagas, duas são para pessoas com deficiência (PcD);
- Jurídica (10 vagas): candidatos deverão ter graduação em direto. Dessas vagas, duas são para pessoas com deficiência (PcD);
- Ciências Contábeis (8 vagas): exclusiva para graduados em Ciências Contábeis;
- Engenharia (8 vagas): destinadas a graduados nessa área e registro no conselho de engenharia
- Tecnologia da Informação (4 vagas): para aqueles que têm diploma em qualquer curso de nível superior.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Veja agora as novas atualizações do WhatsApp: curtida nos status e mais emojis para reações
Lidiane 7 de abril de 2024
Foto: Reprodução.
O WhatsApp está constantemente inovando e apresentando novos recursos para aprimorar a experiência do usuário. Atualizações recentes, descobertas em testes beta, prometem transformar a maneira como interagimos em conversas e status.
Uma das alterações mais significativas é a implementação do botão “Curtir” nos status do WhatsApp. Este botão, disponível na versão 2.24.8.6 do aplicativo em teste, visa facilitar a interação dos usuários com as atualizações de status de seus contatos.
Apesar do design estar finalizado, alguns usuários relataram problemas de travamento ao usá-lo, indicando a necessidade de ajustes antes do lançamento oficial.
WhatsApp apresentará novas reações Além disso, o WhatsApp está melhorando as reações emoji, semelhantes às já existentes no Instagram, para mídias compartilhadas em conversas. Atualmente, reagir a fotos e vídeos em uma conversa pode ser um processo complexo e demorado, que exige várias etapas.
No entanto, está sendo desenvolvida uma nova barra de resposta, que incluirá um botão emoji visível mesmo durante a visualização em tela cheia de uma imagem ou vídeo. Esta adição promete simplificar e tornar mais intuitivo expressar suas reações, seja em conversas individuais ou em grupos.
Recurso adicional revelado no aplicativo Em uma recente vazamento do site WABetaInfo, foi revelado um recurso adicional que promete aumentar a segurança nas conversas: a proteção por código secreto. Esta função, que deve ser exclusiva para o dispositivo principal, não apenas proporcionará uma camada extra de segurança, mas também manterá as conversas protegidas fora da tela principal do aplicativo.
Uma nova seção, denominada “Conversas trancadas”, será criada para armazenar essas conversas protegidas, proporcionando mais privacidade e controle para os usuários do WhatsApp.
Homem é condenado a mais de 60 anos de prisão por matar esposa e filho e simular incêndio acidental para esconder crime | Goiás
Lidiane 6 de abril de 2024
Marcelo Alves da Silva foi condenado a mais de 60 anos de prisão por matar a esposa, Eliete Carvalho de Jesus, de 30 anos, e o filho do casal, de 2, e simular um incêndio acidental para esconder o crime. A informação foi divulgada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) nesta sexta-feira (5). O caso ocorreu no dia 21 de maio de 2022, em São Domingos, região nordeste de Goiás.
O g1 não localizou a defesa de Marcelo até a última atualização da reportagem.
O homem responde por feminicídio e homicídio qualificado, além dos crimes de destruição de cadáver, fraude processual e incêndio. A Justiça ainda considerou o motivo do crime como torpe, com emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Segundo o MP-GO, as mortes teriam sido planejadas porque Marcelo suspeitava que Eliete o estava traindo e que o filho não seria dele, hipótese que foi descartada no decorrer das investigações e através de exames.
Conforme o MP-GO, além de Marcelo, também foi condenado, no julgamento realizado na quinta-feira (4), Isaque de Sousa Rodrigues. Ele teria contratado Marcelo para ajudá-lo nos homicídios. Isaque responde por dois homicídios qualificados, além dos crimes de vilipêndio a cadáver, destruição de cadáver, fraude processual e incêndio. A pena dele foi de mais de 42 anos de prisão.
De acordo com o Ministério Público, o casal tinha um bom relacionamento, mas o envolvimento de Marcelo com jogos de azar, inclusive apostando dinheiro, incomodava Eliete, causando brigas constantes.
Um dia antes do crime, Eliete foi trabalhar em um mercado e deixou o filho com a avó dele, como de rotina. Na ocasião, os patrões e colegas de trabalho destacaram que ela estava com semblante muito triste, mas por ser uma pessoa reservada nada foi dito sobre o motivo. Um cliente também estranhou o comportamento da vítima, que, segundo ele, estava “séria, fechada e não brincou como costumava fazer sempre”.
No final da tarde, o casal buscou o filho e retornaram para casa. Durante a tarde, Marcelo esteve com o filho na casa de uma irmã, mas nada de estranho foi notado.
Pouco antes das 20 horas, a dona de uma pizzaria recebeu uma mensagem de Eliete pedindo uma pizza, “da maior que tivesse na casa”. Logo em seguida, a comerciante recebeu uma mensagem da vítima, questionando se faziam entregas, o que causou estranhamento pois ela é uma antiga cliente do estabelecimento. Foram enviadas novas mensagens cobrando celeridade e por fim uma ligação foi feita do celular da vítima, que durou cerca de 11 segundos, mas sem que nada fosse dito.
Quando o entregador chegou na casa, encontrou Marcelo sozinho do lado de fora da casa, na porta, com uma nota de R$ 100. Ele não ouviu nenhum barulho nem viu Eliete ou Davi. O suspeito ainda comentou sobre o frio que fazia naquela noite e após pegar a pizza entrou na residência, conforme o MP.
De acordo com o MP-GO, na madrugada em que os crimes foram cometidos, Marcelo chegou primeiro na casa e liberou a entrada de Isaque. Marcelo matou a mulher asfixiada e sufocou o filho com um tecido. Ao confessar sua participação no caso, Isaque admitiu que perfurou o pescoço de Eliete com uma faca, a mando do marido, mas negou ter tocado na criança.
Na tentativa de esconder os crimes, conforme o MP-GO, o Marcelo jogou acetona nos corpos e ordenou a seu comparsa que ateasse fogo na casa.
Além disso, as investigações ainda apontaram, conforme o Ministério Público, que Eliete foi morta uma hora antes do marido deixar a casa para ir trabalhar na fazenda com o sogro a 25 quilômetros de São Domingos.
Na ida para o serviço, ele sentou no banco de trás do carro e não do que fica ao lado do motorista, como sempre fez, e ficou em silêncio o trajeto inteiro.
Na volta da fazenda, após ser informado sobre o incêndio, o suspeito ligou para diversas pessoas, menos para a esposa e, segundo o sogro, já dava como certa a morte dela e do filho.
Quando os corpos foram encontrados pela Polícia Científica, o de Eliete estava com uma lâmina, o que despertou a suspeita de homicídio. Além disso, no velório, testemunhas estranharam o fato de ele não ter chorado nem demonstrado tristeza pelas mortes.
Logo após o fogo ter sido apagado, ainda com os peritos na casa, um vizinho disse que o suspeito pediu a ele que entrasse na casa, pegasse o dinheiro que estava em um dos cômodos e guardasse consigo. De acordo com a polícia, eram cerca de R$ 13 mil em espécie.
Ainda segundo o MP-GO, testemunhas ainda informaram que pouco tempo depois do enterro das vítimas, quando todos ainda tratavam as mortes como acidente, uma irmã de Eliete foi procurada por Marcelo para que o ajudasse a encontrar a senha do cartão de banco da vítima, pois ele queria transferir para a conta dele os recursos.
No dia seguinte, insistiu para que fossem juntos ao banco fazer a transferência. Também pediu que fossem ao mercado em que Eliete trabalhava para providenciar o acerto de contas trabalhistas.
Uma outra testemunha destacou que dois dias após as mortes Marcelo tirou o carro da mulher que ficava na casa da mãe dela e levou para a da sua mãe.
Marcelo foi preso três dias após o crime. Na época, a delegada Lucilene Guimarães dos Santos, titular da delegacia de São Domingos, escreveu ao Judiciário que o marido “demonstrava pressa em levantar todo o dinheiro que conseguisse, (…), tudo isso, desde o dia do enterro dos corpos das vítimas, em nítido desprezo pelas mortes de sua esposa e de seu único filho”. Para ela, era prova de que Marcelo pretendia fugir.
Apesar disso, ao ser ouvido, ele negou ter matado a mulher e o filho. Na última, ao ser confrontado com as provas coletadas, em especial a faca encontrada com o corpo de Eliete, o suspeito insistiu na sua versão, dizendo que se cometeu algum crime, o “fez dormindo”.
Marcelo foi indiciado, denunciado pelo Ministério Público MP-GO) e nesta quinta-feira (4), condenado a 66 anos de prisão pelos dois homicídios qualificados.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Pastor Davi Passamani usava versículos bíblicos para ‘abordar’ vítimas, diz delegada | Goiás
Lidiane 5 de abril de 2024
Vídeo mostra momento em que pastor Davi Passamani é levado à delegacia em Goiânia
O pastor Davi Passamani, preso em Goiânia suspeito de crimes sexuais, agia de forma parecida para abordar as vítimas, conforme mostrou a investigação. Segundo a delegada Amanda Menucci, Passamani aproveitava de mulheres vulneráveis emocionalmente e usava até versículos bíblicos para a abordagem (assista acima o momento em que o religioso chega à delegacia).
“Ele inicia a conversa no teor religioso, cita versículos bíblicos e a abordagem é com base na bíblia, valendo-se da religião e aproveitando o estado de vulnerabilidade”, explica a delegada.
Em nota, o advogado Leandro Silva afirmou que a prisão “não passa de uma conspiração para destruição de sua imagem e investida ilegítima de seu patrimônio, ruína financeira, bem como o impedimento de qualquer prática religiosa”. O advogado informou ainda que desconhece ordem judicial que impeça Passamani de exercer a prática religiosa e tomará providências para a soltura (leia nota completa no fim da reportagem).
A delegada detalhou que até o perfil físico das vítimas era semelhante: garotas jovens e bonitas. Passamani se oferecia para orar por elas pelo Instagram e depois pedia o WhatsApp, conforme mostrou a investigação.
“Ele vai citando coisas bíblicas, fala que teve uma visão, teve um sonho religioso e aí já em seguida entra na conversa sexual e pratica o crime”, completou.
A informação foi divulgada pela delegada Amanda Menucci em entrevista coletiva nesta sexta-feira (5). O pastor foi preso no início da noite de quinta-feira (4) por agentes da Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher. Conforme a polícia, ele estava sendo investigado desde dezembro de 2023 por importunação sexual.
“Após as investigações, a Polícia Civil percebeu que ele representava um risco a ordem pública, colocando em risco novas mulheres pela prática que ele já vinha realizando de crime sexual, e representou pela decretação da prisão preventiva dele”, afirma a delegada.
Passamani foi preso quando chegava em um local para participar de um louvor. O religioso passou a ser investigado após denúncias de crimes sexuais. A última vítima registrou boletim de ocorrência em 20 de dezembro de 2023, relatando que o líder religioso mandou mensagens falando sobre sexo e chegou a descrever fantasias eróticas.
Em 26 de março deste ano, o pastor foi condenado a pagar uma indenização de R$ 50 mil por assédio. A vítima do processo julgado pediu uma indenização do pastor por danos morais. Segundo a defesa da vítima, o valor será destinado a instituições que acolhem mulheres vítimas de violência.
Davi é fundador da igreja Casa, em Goiânia, e renunciou ao cargo de presidente e líder religioso em dezembro de 2023, após ser acusado de importunação sexual por outra mulher.
Pastor Davi Passamani é preso em Goiânia suspeito por crimes sexuais
Em março de 2020, uma jovem de 20 anos usou as redes sociais para denunciar Passamani por importunação sexual. A denúncia foi formalizada na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia, que apurou o relato e encaminhou o inquérito ao Ministério Público.
De acordo com a jovem, o assédio teria ocorrido pouco mais de um ano antes da denúncia, mas ela justificou que teve medo e insegurança em expor a situação. Nas postagens em perfil no X (antigo Twitter), ela garantia ter provas da queixa como áudios, mensagens de texto e até vídeo de uma chamada que o pastor teria feito com ela.
Pastor Davi Passamani é denunciado por importunação sexual em outro caso
O advogado do pastor disse à época que ele foi afastado das funções ministeriais para tratamento médico especializado. Também no final de março, Passamani gravou um vídeo no qual ele negava a prática de crime e avisava sobre o apoio psiquiátrico a que havia procurado.
Um mês depois, a Justiça arquivou o processo por “ausência de justa causa”. O processo corre em segredo de Justiça.
Em 20 de dezembro de 2023, uma outra vítima registrou boletim de ocorrência relatando que o líder religioso enviou mensagens com teor sexual, descreveu fantasias eróticas e ainda fez uma chamada de vídeo mostrando o órgão sexual. O caso é investigado pela Polícia Civil.
A jovem contou à polícia que havia procurado Davi anteriormente para um aconselhamento, após passar por uma crise em seu namoro. Segunda ela, a conversa em questão teria começado quando o pastor perguntou sobre o namoro dela. Ela agradeceu as orações e disse que tinha terminado o relacionamento. A partir desse momento, a conversa teria evoluído para investidas sexuais por parte do líder religioso. A investigação está sob sigilo.
Davi Passamani liderou por mais de 10 anos o grupo gospel Ministério Ipiranga, pela Igreja do Evangelho Quadrangular do Ipiranga, em São Paulo. Em 2010, saiu da banda e três anos depois lançou o primeiro álbum solo, seguindo até 2018 com cinco discos.
Morando em Ipatinga, Minas Gerais, Davi decidiu se mudar com a esposa e as duas filhas para Goiânia, com o objetivo de iniciar um grupo religioso. Em 2017, fundou a Igreja Casa, que atualmente reúne aproximadamente mais de mil pessoas em cada culto, sendo a maioria jovens.
A partir deste templo, foi criada a banda Casa Worship, em 2018, que ganhou notoriedade com a música “A Casa É Sua”. Naquele ano, o disco “Novo Tempo” recebeu a indicação do Grammy Latino ao prêmio Melhor Álbum de Música Cristã.
Nota defesa Pastor Passamani
A AUTORIDADE POLICIAL informou verbalmente a este advogado que o motivo da prisão seria o fato de DAVI PASSAMANI estar presente em louvores e isso representa risco à sociedade de ocorrência de possíveis novas vítimas de assédio. Indagada se era somente isso, ela disse que sim. Porém, se negou a entregar a cópia da decisão judicial que fundamentou a prisão, embora tenha certificado sua negativa.
Está prisão, segundo a delegada, está relacionada ao inquérito policial inaugurado no final do ano de 2023 por suspeita de assédio, porém, embora esgotado o prazo de 30 dias para a conclusão dele, a autoridade policial foi omissa e não o concluiu, provavelmente, aguardando o momento oportuno para o espetáculo público. A defesa qualifica as informações contidas nesse inquérito de vazias, lacunosas e genéricas.
Ressalte-se que DAVI PASSAMANI nunca foi condenado criminalmente por tipo penal de assédio sexual e a defesa nega tais acusações. Reafirma-se, mais uma vez, que tudo não passa de uma conspiração para destruição de sua imagem e investida ilegítima de seu patrimônio, ruína financeira, bem como o impedimento de qualquer prática religiosa. No momento estratégico adequado, seus conspiradores, todos eles, serão representados e seus nomes divulgados.
A defesa desconhece qualquer ordem judicial que o impeça de qualquer prática religiosa e não descumpriu ele nenhuma ordem judicial. Providências serão tomadas para a retomada de sua liberdade.
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VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Câmara Municipal reconhece colaboração das mulheres empreendedoras para o município
Lidiane 5 de abril de 2024
Legislativo, em sessão solene no dia 3 de abril, entrega certificados de honra ao mérito a 33 mulheres de diferentes áreas de atuação
Uma sessão solene, realizada na noite de quarta-feira (3.abr) no plenário Teotônio Vilela, homenageou empreendedoras de destaque em Anápolis. O evento promoveu a entrega de certificados de honra ao mérito a 33 mulheres de diferentes áreas de atuação, que à frente de seus negócios contribuem para o desenvolvimento da economia local.
A Mesa Diretora destacou a importância de iniciativa do tipo por parte do Poder Legislativo. Na sociedade e, principalmente, no mundo dos negócios, os homens ainda têm melhores cargos e salários, mas é possível perceber avanços positivos, com mulheres conquistando espaços que até então, eram para somente masculinos. Isso é o resultado da luta das próprias mulheres.
Na sessão foram citadas as dificuldades, mas também ressaltado o crescimento extraordinário dos espaços ocupados por mulheres em áreas de relevância, como a política e os negócios. Mulheres assumindo cargos de liderança em governos, organizações internacionais e empresas de renome, demonstrando habilidades excepcionais de liderança, visão estratégica e capacidade de tomar decisões impactantes.
Foi lembrado que ser mulher é um exemplo de resiliência e força. Mesmo diante das maiores dificuldades, o comportamento de uma mulher é o de permanecer firme em sua determinação, encontrando maneiras de prosperar e fazer a diferença em comunidades e no mundo.
O apoio entre mulheres, destacado durante a solenidade, foi a tônica dos depoimentos de cinco empreendedoras homenageadas no evento: Núbia Camilo Vieira, Ellen Muniz Sink Isaac, Laís Torres de Melo, Natália Chaveiro Gomes e Vivian Barbosa Vondra.
Estiveram presentes vários vereadores, especialmente as mulheres, que reforçaram a luta promovida pela Procuradoria Especial da Mulher, no apoio àquelas momentaneamente fragilizadas devido a alguma violência. A sessão foi prestigiada também pela presidente da CDL Mulher, Iesa Carvalho.



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