1 de abril de 2026
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Partido fará evento de adesão alusivo aos 46 anos de fundação em 6 de abril, em Brasília; há 3 categorias de ingressos

O Partido dos Trabalhadores fará um jantar de adesão alusivo aos 46 anos de fundação da sigla, completados em 10 de fevereiro. O evento será realizado em 6 de abril, às 20h, no CICB (Centro Internacional de Convenções do Brasil), em Brasília, e terá a finalidade de obter recursos.

Os ingressos custam de R$ 1.000 a R$ 50.000. “Quem pode mais, doa mais”, afirma a Secretaria de Finanças e Planejamento do PT, responsável pela organização.

Eis as 3 opções de convite de adesão ao jantar:

  • Democracia – R$ 1.000;
  • Soberania – R$ 20.000;
  • Justiça Social – R$ 50.000.

Ainda não há confirmação sobre quem participará do evento, mas a expectativa é de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteja.

“Ao longo de 46 anos, o Partido dos Trabalhadores construiu uma trajetória marcada pela defesa da democracia, da soberania e do povo brasileiro! Para celebrar essa história e reafirmar nosso compromisso de continuar mudando a vida do povo, realizaremos um Jantar de Comemoração e Arrecadação, fortalecendo as bases que sustentam a continuidade do projeto petista para o Brasil”, diz o convite.

CopyrightDivulgação/PT

O evento será realizado em 6 de abril, às 20h, no CICB (Centro Internacional de Convenções do Brasil), em Brasília

O pagamento é feito pelo Pix do partido. A Secretaria de Finanças do PT reforça que a doação tem de ser feita exclusivamente por pessoa física em razão da legislação, que impede a doação de empresas.

Depois do pagamento, é necessário entrar em contato com uma mensagem pelo WhatsApp para que o convite digital seja enviado ao doador. A entrada é individual.

Em fevereiro, o PT fez em Salvador uma festa de 3 dias para celebrar os 46 anos da sigla. Lula, ministros de Estado, congressistas e figuras históricas do partido estiveram no evento.

Festa gratuita em 2025

Em 2025, o PT comemorou o aniversário de fundação com uma festa gratuita no centro do Rio. Para participar, era necessário só um cadastro prévio.



Autor Poder360 ·


Visando à difusão do conhecimento sobre sinais e sintomas, fatores de risco e possibilidades terapêuticas, Antônio Gomide (PT) quer instituir o Setembro Dourado, uma campanha anual sobre os cânceres raros infantojuvenis. A ideia tramita na Assembleia Legislativa de Goiás como processo nº 2612/26.

Na justificativa do projeto de lei, ao defender a importância da informação, o deputado afirma que dados de entidades médicas e de organizações especializadas apontam que o diagnóstico tardio ainda é uma realidade frequente, o que compromete as chances de cura e aumenta o sofrimento físico e emocional do paciente e de seus familiares.

Nesse sentido, estimular o reconhecimento precoce, tratamento adequado e o acompanhamento multidisciplinar; e apoiar e orientar familiares e responsáveis, divulgando informações sobre direitos sociais e políticas públicas voltadas à oncologia pediátrica, são também finalidades da matéria.

Busca-se, além disso, fomentar ações educativas em escolas, unidades de saúde e demais espaços públicos ou comunitários e reforçar a importância da prevenção, quando possível, e da identificação de sinais e sintomas suspeitos pela rede de atenção à saúde.

Para alcançar tais objetivos, Gomide sugere que o Executivo Estadual promova, entre outros, eventos educativos; campanhas informativas nos meios de comunicação social e mídias institucionais; e parcerias ou convênios com municípios, entidades da sociedade civil, instituições de ensino, conselhos profissionais e organismos nacionais ou internacionais que atuem na área.

“A campanha proposta também fortalece o compromisso do Estado de Goiás com a proteção integral de crianças e adolescentes, em consonância com o Estatuto da Criança e do Adolescente e com o dever constitucional de garantir o direito à saúde”, argumenta Gomide.

Caso aprovado pela Casa de Leis e sancionado pela Governadoria, o Setembro Dourado passará a integrar o Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás. O texto está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e será distribuído para relatoria em um dos próximos encontros do colegiado.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Os parlamentares vão analisar, nos próximos dias, o projeto de lei n° 1891/26, de autoria do deputado Virmondes Cruvinel (UB), que garante a criação do Programa Estadual de Cidades Internacionalizadas em Goiás. A iniciativa busca ampliar a inserção internacional dos municípios goianos, especialmente das cidades-polo do interior. A proposta tem como objetivo desenvolver capacidades em paradiplomacia e relações internacionais, estimular a cooperação técnica com cidades estrangeiras, fomentar acordos de cidades-irmãs, atrair eventos globais e criar ambientes urbanos mais cosmopolitas e multilíngues.

De acordo com o texto, paradiplomacia é a atuação internacional de entes subnacionais na promoção de interesses locais por meio de cooperação técnica, cultural, econômica e institucional com cidades e organismos estrangeiros. O programa também define como cidades-pólo regionais os municípios com capacidade de polarização econômica, demográfica e institucional sobre sua região de planejamento, conforme a legislação estadual.

Entre os objetivos da proposta estão a descentralização das atividades de relações internacionais no território goiano, o fortalecimento de polos regionais de atração de talentos e investimentos externos, a criação de ambiente favorável a negócios internacionais fora da capital e a capacitação de servidores municipais em relações internacionais e comércio exterior. O projeto ainda prevê incentivo à participação de municípios em redes internacionais de cidades, apoio à candidatura e realização de eventos internacionais no interior e estímulo à formação de ambientes urbanos multilíngues.

Podem integrar o programa municípios que atendam a, pelo menos, dois critérios estabelecidos, como população superior a 50 mil habitantes, Produto Interno Bruto acima de R$ 600 milhões, condição de cidade-polo regional, presença de instituições de ensino superior ou atividade relevante no comércio exterior estadual. A proposta também considera a existência de infraestrutura para realização de feiras e eventos técnicos.

Entre as linhas de ação previstas estão a capacitação de servidores em paradiplomacia, o apoio técnico para formalização de acordos de cidades-irmãs, o assessoramento para participação em redes internacionais, a promoção de missões técnicas e comerciais e a elaboração de planos municipais de internacionalização.

A justificativa do projeto destaca que Goiás possui 7.055.228 habitantes, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), distribuídos em dez Regiões de Planejamento marcadas por assimetrias econômicas. Enquanto a Região Metropolitana de Goiânia concentra grande parte das atividades produtivas, cidades-polo do interior apresentam dinamismo econômico e potencial de expansão internacional.

O texto também ressalta que o Estado exportou US$ 12,3 bilhões em 2024, consolidando-se como o segundo maior exportador do Centro-Oeste e o oitavo do país. A pauta exportadora, segundo a justificativa, é composta principalmente por produtos da indústria de transformação, agropecuária e indústria extrativa, com destaque para soja, carne bovina e farelo de soja, destinados a mercados como China, Espanha, Indonésia, Países Baixos e Vietnã. Para o deputado, esse cenário reforça a necessidade de fortalecer a capacidade dos municípios para atuar diretamente nas relações internacionais, ampliando oportunidades econômicas além da capital.

Nesse contexto, Cruvinel lembra que a literatura acadêmica sobre paradiplomacia demonstra que a atuação internacional de governos subnacionais têm se intensificado desde a redemocratização brasileira, impulsionada pelo processo de globalização e pela necessidade de os entes federados buscarem soluções próprias para desafios locais.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Por iniciativa da Governadoria, foi apresentado à Casa de Leis o veto integral a iniciativa do deputado Wilde Cambão (PSD), que prevê a instituição da Polícia de Combate ao Uso Indevido de Programas e Aplicativos de Inteligência Artificial para a Criação de Deep Nudes em Goiás. O processo nº 1487/26 foi encaminhado à análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que, inicialmente deve indicar seu relator.

Pela definição, deep nudes – ou falsa nudez, na tradução aproximada – são imagens ou vídeos gerados artificialmente que mostram pessoas nuas a partir de fotos ou vídeos originais, sem o consentimento das pessoas retratadas.

Na justificativa do veto, o Poder Executivo informa que a Secretaria-Geral de Governo de Goiás (SGG) identifica uma contradição principiológica entre a normatização pretendida e a disposta na Lei Complementar nº  205, de 19 de maio de 2025, instituidora da Política Estadual de Fomento à lnovação em lnteligência Artificial no Estado de Goiás. Além disso, há omissões comprometedoras da efetividade do que se propõe. Apesar da relevância dos bens jurídicos que o autógrafo visa a proteger, entre as lacunas há externalidades que precisam ser melhor compreendidas a partir de uma decisão informada dos gestores competentes.

Segundo a SGG, a política pública prevista na proposta estadual tem como foco o fomento e a expansão de iniciativas de inteligência artificial, com diretrizes éticas em caráter de soft regulation, sem previsão de sanções ou fiscalização. O autógrafo, por sua vez, estabelece proibições e sanções relacionadas ao uso de programas e aplicativos de inteligência artificial para a criação de deep nudes.

A análise também indica que o autógrafo não aborda, de forma específica, os softwares abertos, mencionados como eixo da política estadual de desenvolvimento. O texto inclui, em uma única definição, programas de inteligência artificial e estipula condutas sujeitas a sanções de forma abrangente, sem distinções relacionadas à atividade de desenvolvimento.

Outro ponto apresentado refere-se à utilização da expressão “uso indevido”, considerada imprecisa. Conforme a manifestação, o texto não delimita condutas, nem diferencia hipóteses de uso lícito ou ilícito, tampouco especifica os resultados a serem evitados. A secretaria aponta que a adoção de conceitos juridicamente indeterminados pode gerar insegurança jurídica e transferir à administração pública a definição casuística de infrações.

Por fim, o órgão menciona que o artigo 4º do autógrafo de lei apresenta déficit de taxatividade ao tipificar como infração administrativa o “uso indevido” de programas de inteligência artificial para a criação de deep nudes.

 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Prefeito de São Paulo afirma que nome de Flávio “está escolhido” e que agora é com o senador

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP), afirmou neste domingo (1º.mar.2026) que a direita está “escalada” para ganhar as eleições de 2026. A declaração foi feita durante o ato  “Acorda Brasil”, na av. Paulista.

O Flávio está escalado, o time está sendo montado e agora a gente entrou em jogo. Para quê? Para ganhar de lavada e fazer uma grande vitória da verdadeira democracia, da liberdade, do avanço do Brasil e do combate à corrupção”, disse.

Nunes afirmou que estava se sentindo honrado de estar na manifestação e apoiando a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O prefeito de São Paulo falou que o Estado, governado por Tarcísio de Freitas, está resgatando o orgulho da bandeira do Brasil.

“É com ordem e progresso que vamos colocar o nosso país para frente. A eleição está aí, e é na urna que vamos mostrar nossa força e resgatar o Brasil. Flávio, agora é com você. Que Deus te abençoe. Viva o Brasil”, disse. 

Nunes fez uma saudação especial aos jovens e elogiou a atuação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Para Nunes, o congressista mineiro serve de exemplo para as novas gerações que buscam participar da política nacional. 



Autor Poder360 ·


O deputado Lucas Calil (MDB) apresentou a matéria nº 1920/26, que pretende instituir o Programa Estadual de Transição e Apoio à Autonomia para Adolescentes e Jovens Egressos de Serviços de Acolhimento no Estado de Goiás, com o objetivo de assegurar proteção progressiva, moradia, qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho para adolescentes e jovens que estejam ou tenham passado pelo sistema de acolhimento institucional ou familiar.

O projeto define como adolescente em processo de desligamento a pessoa entre 16 e 18 anos incompletos sob medida protetiva de acolhimento, com previsão de desligamento por maioridade, e como jovem egresso a pessoa entre 18 e 21 anos que tenha sido desligada do serviço de acolhimento ao atingir a maioridade civil.

De acordo com o texto do projeto de lei, o programa prevê prioridade para esse público em programas estaduais de primeiro emprego, aprendizagem e cursos de formação técnica, com reserva mínima de 10% das vagas. Além disso, os jovens contratados receberão mentoria e acompanhamento técnico por pelo menos seis meses, garantindo sua adaptação ao mercado de trabalho.

Calil explica que, para evitar a situação de rua, o projeto estabelece modalidades de suporte habitacional, como o aluguel social, benefício financeiro temporário de até quatro anos para egressos matriculados em instituições de ensino sem rede de apoio familiar e a República Jovem, moradia subsidiada para grupos de até seis jovens, com foco em autogestão e supervisão técnica mínima.

A preparação para o desligamento do sistema de acolhimento deve constar obrigatoriamente no Plano Individual de Atendimento (PIA) e ser iniciada antes que o adolescente complete 17 anos. O treinamento incluirá atividades de vida diária, gestão financeira básica, uso de transporte público, autocuidado em saúde e habilidades domésticas.

A iniciativa prevê ainda a criação do selo “Empresa Parceira da Juventude Goiana”, destinado a empresas privadas que comprovarem a contratação de jovens egressos do sistema de acolhimento, incentivando a participação do setor privado na inclusão social e produtiva desses jovens.

Calil destaca que a transição de jovens que deixam o acolhimento é uma das etapas mais sensíveis da política de proteção à infância e juventude. “Atualmente, muitos desses jovens são desligados do sistema de acolhimento sem rede de apoio, sem moradia, sem qualificação profissional adequada e sem condições mínimas de inserção no mercado de trabalho, o que os expõe a situações de extrema vulnerabilidade social”, argumenta o deputado.

O projeto foi encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), onde aguarda distribuição para relatoria.

 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O deputado Lucas do Vale (MDB) apresentou o projeto de lei nº 1924/26, visando estabelecer diretrizes para a prevenção e o enfrentamento dos crimes contra a dignidade sexual no ambiente esportivo em Goiás. A matéria foi encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Casa. 

De acordo com o texto da proposta, a intenção é instituir, em Goiás, um marco legal voltado ao enfrentamento de condutas de natureza sexual que configuram crime conforme o Código Penal brasileiro, quando praticadas no ambiente esportivo. O objetivo é ampliar a proteção de atletas e demais integrantes do setor, diante de episódios de violência e abuso sexual registrados no contexto desportivo.

Para fins de caracterização dos crimes contra a dignidade sexual, o projeto prevê que deverão ser observadas as disposições do Código Penal, especialmente as condutas tipificadas como: estupro; violação sexual mediante fraude; assédio sexual; estupro de vulnerável; corrupção de menores; divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cenas de sexo ou de pornografia; mediação para servir à lascívia de outrem; exploração sexual; rufianismo; promoção de migração ilegal; ato obsceno; além de outras condutas definidas em legislação especial aplicável.

Para os efeitos da proposta, considera-se entidade desportiva toda pessoa jurídica de direito público ou privado, com ou sem fins lucrativos, incluindo federações, ligas, clubes, associações e agremiações esportivas, na modalidade profissional ou amadora, bem como equipes de esporte eletrônico e congêneres, que se dediquem à administração, coordenação, regulamentação, fomento ou prática do esporte.

O deputado propõe que, ao tomar conhecimento da prática de qualquer crime contra a dignidade sexual envolvendo atletas, funcionários ou demais pessoas vinculadas à entidade desportiva, os dirigentes deverão adotar, de forma imediata, as seguintes providências: instaurar procedimento interno de apuração dos fatos, comunicar os fatos às autoridades competentes e garantir à vítima suporte integral durante todo o processo de investigação e denúncia, assegurando proteção, sigilo e assistência necessária ao exercício de seus direitos.

Lucas do Vale aponta que, reconhecido como espaço de formação cidadã, desenvolvimento humano e integração social, o esporte também pode reproduzir relações de hierarquia e assimetria de poder. Nesse cenário, a interação entre técnicos, dirigentes, patrocinadores e atletas pode aumentar a exposição a situações de vulnerabilidade, especialmente no caso de crianças, adolescentes e esportistas em início de carreira.

A justificativa da proposta fundamenta-se em definições já previstas no Código Penal e em normas específicas, garantindo segurança jurídica e maior precisão na caracterização das condutas. Além disso, atribui deveres às entidades desportivas, como a instauração imediata de procedimento apuratório, o afastamento cautelar do investigado e a comunicação às autoridades competentes, com a finalidade de tornar a atuação institucional mais rápida e efetiva.

“Ao aprovar esta lei, o Estado de Goiás reafirma seu compromisso com a proteção dos direitos fundamentais, com a igualdade de gênero e com a construção de um ambiente esportivo seguro, ético e inclusivo para todos os seus participantes, independentemente de idade, modalidade ou nível de desempenho”, defende Lucas do Vale. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Saldo negativo foi de R$ 3,3 bilhões, o maior desde o início da série histórica, em 2002

As estatais federais registraram deficit de R$ 3,3 bilhões em janeiro. Esse foi o maior saldo negativo para o mês da série histórica, iniciada em 2002. O BC (Banco Central) divulgou o relatório “Estatísticas Fiscais” nesta 6ª feira (27.fev.2026). Eis a íntegra (PDF – 397 kB).

O deficit aumentou 560% em janeiro ante o mesmo mês de 2025. As estatais estaduais registraram saldo negativo de R$ 1,56 bilhão, o maior para o mês desde 2023, quando totalizou R$ 1,61 bilhão. O deficit aumentou 386,2% em janeiro em relação ao ano anterior.

O Banco Central utiliza o conceito de necessidade de financiamento, que mostra se as companhias estão contribuindo positivamente para reduzir o deficit público ou exigindo mais recursos do Tesouro Nacional.

O levantamento exclui as estatais financeiras –como o BB (Banco do Brasil), a Caixa Econômica Federal e o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social)– e também a Petrobras.

Responsável por coordenar as gestões das estatais, o MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos) critica a metodologia para medir a saúde financeira das empresas. Para a equipe técnica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os dados financeiros do BC não informam a real saúde financeira das empresas, porque não detalham números contábeis, como as receitas, os custos, os ativos, os passivos e o lucro líquido.

O governo disse que as empresas estatais registraram lucro de R$ 136,3 bilhões de janeiro a setembro de 2025. Só os bancos públicos (Caixa, BB e BNDES) e a Petrobras registraram lucro de R$ 137,2 bilhões. O restante somado teve prejuízo.

Ao desconsiderar também os Correios, as estatais federais tiveram lucro líquido de R$ 5,2 bilhões.

O indicador do BC é relevante para medir o deficit das estatais pela ótica do impacto nas contas públicas e, portanto, na política fiscal do país. Quando uma estatal apresenta necessidade de financiamento, o Tesouro Nacional pode ter que cobrir a lacuna com mais dívida ou recursos arrecadados por impostos.

Um dos casos mais emblemáticos é o dos Correios. A estatal anunciou no fim de 2025 um plano de recuperação com ganho de R$ 7,4 bilhões por ano, sendo R$ 4,2 bilhões em corte de gastos com 15.000 funcionários e fechamento de 1.000 unidades de atendimento, e outros R$ 3,2 bilhões com o aumento de receita.

Os Correios registraram prejuízo de R$ 6,1 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2025.



Autor Poder360 ·


Normas tratam de temas como propaganda eleitoral, ilícitos eleitorais e cronograma eleitoral; corte voltará a se reunir para finalizar debate na 2ª feira (2.mar)

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) começou a debater as resoluções que definirão as regras para as eleições de 2026 durante sessão ordinária nesta 5ª feira (26.fev.2026). As normas tratam de temas como propaganda eleitoral, ilícitos eleitorais e cronograma eleitoral.

O vice-presidente e relator das novas diretrizes, ministro Nunes Marques, apresentou parte da nova redação para pesquisas eleitorais, atos gerais, facilitação do transporte de urnas para comunidades indígenas, ribeirinhos e quilombolas, e regras para o repasse das verbas de campanha. Na próxima 2ª feira (2.mar.2026), a Corte Eleitoral vai terminar de analisar as regras propostas pelo ministro.

As novas regras foram submetidas ao plenário com os 7 ministros, que têm até 5 de março para finalizar a análise das minutas.  

O colegiado aprovou as novas diretrizes sobre os seguintes temas:

  • pesquisas eleitorais;
  • gastos com segurança;
  • prestação de contas;
  • registro de candidatura;
  • recursos para candidaturas indígenas;
  • transporte especial de eleitores com deficiência e mobilidade reduzida;
  • transporte das urnas eletrônicas para territórios indígenas e quilombolas;
  • cronograma operacional do cadastro eleitoral para 2026.

Os ministros aprovaram mudanças nas resoluções sobre o procedimento de apresentação e divulgação das pesquisas eleitorais. O TSE requer que as pesquisas estejam vinculadas com estatísticos profissionais que se responsabilizam por validar a metodologia aplicada pelos institutos de pesquisa. 

Também foi incluído no texto a necessidade de especificação clara da região em que a pesquisa foi realizada. 

As novas resoluções também estabelecem o uso de verba de campanha dos partidos para o pagamento de segurança particular para candidaturas que possam ser submetidas à violência de gênero.  

A expectativa é que na próxima 2ª feira (2.mar) o relator apresente propostas mais restritivas para o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral. Ainda na fase da consulta, durante audiência pública, a PGE (Procuradoria Geral Eleitoral) sugeriu incluir um dispositivo específico na resolução de propaganda eleitoral para aplicar penalidades em casos de uso de IA com potencial de desinformação. 

Segundo o procurador, o objetivo é multar apenas “casos de uso de conteúdo fabricado ou manipulado, com divulgação de fatos notoriamente inverídicos ou gravemente descontextualizados”. A proposta prioriza os efeitos do conteúdo sobre o eleitor e não o uso da tecnologia em si.

Nas discussões, associações, empresas de tecnologias e partidos políticos apresentaram propostas para definir: 

  • maior detalhamento das regras para obrigatoriedade da rotulagem de material criado por IA;
  • exigências de transparência das plataformas digitais;
  • definições mais precisas sobre conteúdos sintéticos e deepfakes;
  • estabelecimento de requisitos mínimos de informação em representações eleitorais diante do uso de automação e inteligência artificial;
  • mecanismos para acelerar decisões em casos envolvendo conteúdo digital, incluindo uso da própria tecnologia de IA para remoção de conteúdos que violem políticas das plataformas;
  • ampliação dos deveres de transparência, governança e prestação de contas de plataformas e sistemas de IA;
  • exigência de relatórios auditáveis sobre funcionamento de sistemas de IA;
  • restrição ao uso de óculos inteligentes, que têm câmera e outras funções, dentro da cabine de votação;
  • reforço na responsabilização por impulsionamento pago de material irregular.

Hoje, a Justiça Eleitoral já proíbe deepfakes na propaganda e permite o uso de conteúdo gerado por IA desde que haja aviso explícito ao eleitor. As regras foram aplicadas nas eleições municipais de 2024. O uso irregular pode ser enquadrado como abuso de poder ou uso indevido dos meios de comunicação.



Autor Poder360 ·


Save America Act estabelece 2 requisitos eleitorais, mas democratas querem bloquear proposta

Em apoio à lei Save America Act, o presidente Donald Trump (Partido Republicano) defendeu na 3ª feira (24.fev.2026) a prova de cidadania para votar nas eleições dos Estados Unidos. O projeto estabelece 2 requisitos para o processo eleitoral: apresentação de documento de identificação emitido pelo governo no ato de votar e comprovação de cidadania durante o registro eleitoral.

Trump afirmou que a legislação protegerá as eleições contra “fraudes”, que classificou como “desenfreadas”. O presidente atribuiu a oposição democrata ao projeto ao desejo de fraudar eleições.

O presidente também disse que a manobra seria a única maneira de candidatos do Partido Democrata se elegerem. Os opositores ao governo, que são contra a lei, argumentam que isso poderia impedir cidadãos que mudaram seus nomes e outros grupos de votarem.

Discurso sobre o Estado da União

O discurso sobre o Estado da União é um evento tradicional do calendário político norte-americano. O pronunciamento é realizado em sessão conjunta do Congresso e transmitido pela televisão em horário nobre. A ocasião representa uma oportunidade para o presidente destacar os principais feitos do governo.

Assista (2h12min):



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