Setor hoteleiro concordou em ofertar cerca de 500 quartos com tarifas de US$ 100 a US$ 300, bem abaixo do que está sendo praticado em Belém; ideia é hospedar delegados de países com menor poder econômico
O governo do Estado do Pará negociou cerca de 500 quartos de hotel em Belém e em Castanhal (a 70 km da capital paraense) a preços de US$ 100 a US$ 300 para a COP30. Devem ser destinados para delegados da ONU (Organização das Nações Unidas) de países com menos recursos.
Em reunião na 3ª feira (1º.jul.2025), assessores da vice-governadora e coordenadora estadual da COP, Hana Gassan, e a secretaria de Turismo do Estado, chegaram ao acordo com os principais hotéis de Belém.
Ao todo, são ao menos 11 hotéis na capital e outros 8 em Castanhal. Há a expectativa de que mais quartos entrem no acordo nos próximos dias.
Além disso, também passou pela negociação a possibilidade de haver hospedagens desse tipo em Barcarena, a mais de 100 km do principal local de eventos da COP30. Essa possibilidade é mais remota, porque para ser viável, seria preciso haver barcos para fazer a travessia e encurtar o deslocamento.
Esses quartos a preços mais acessíveis eram uma exigência da ONU para que todos os países possam estar representados no evento. Esses preços estão bem abaixo do que vem sendo praticado pelos hotéis da capital.
O setor hoteleiro de Belém disse sofrer ameaças do governo federal para reduzir os preços. A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) notificou formalmente 24 hotéis da cidade para averiguar possíveis “práticas abusivas”. A ideia do acordo é aliviar a pressão por um corte generalizado nas tarifas cobradas pelos hotéis.
Segundo apurou o Poder360, os hotéis de Belém mantiveram suas tarifas para a COP30 em segredo até cerca de 2 meses atrás, quando começaram a flexibilizar as exigências, como só fechar reserva de, no mínimo, 15 diárias.
Menos da metade dos quartos disponíveis de Belém teria sido reservada até agora. A procura é alta. Os preços também. Faltam 4 meses para o evento.
FALTA DE HOTÉIS
Como mostrou o Poder360, das 50.554 hospedagens planejadas pelo Estado do Pará para a COP30, só 14.091 serão em hotéis tradicionais. O total equivale a 28% do total de leitos idealizados pelo governo estadual.
As alternativas para acomodar as 50.000 pessoas esperadas em Belém vão de escolas, igrejas, Airbnbs, motéis e uma vila modular para cerca de 400 pessoas.
Um fator que contribuirá, entretanto, para a alocação das delegações será uma plataforma de hospedagem que facilita o acesso dos participantes aos serviços de hotelaria. Apesar da demora no processo de contratação, o governo anunciou no final de maio a parceria com a empresa Bnetwork, também responsável pelo serviço na COP29, em Baku (Afeganistão).
Sobre os preços abusivos, o governador do Estado afirmou “não ter dúvidas”sobre o problema e que há pessoas “se excedendo” nas ofertas de hospedagem.
Em 19 de junho, o secretário extraordinário da conferência, Valter Correia, confirmou que o governo brasileiro trabalha para assegurar diárias de hotel a até US$ 100 durante o evento. Apesar disso, o secretário diz que o Executivo não pretende intervir de forma direta no mercado, mas atua via Ministério da Justiça para apurar possíveis abusos de preços.
Secretário-executivo da Fazenda afirma haver espaço para que o Banco Central “reveja a política monetária”
O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta 3ª feira (1º.jul.2025) haver condições para que os juros passem a cair no Brasil. Ele mencionou que a inflação está desacelerando e isso abre espaço para uma revisão na política monetária.
“Tem muita gente que reclama da inflação, e a gente deve se preocupar sempre com inflação, mas ela começa a cair. Maio e junho mostram que no período de 12 meses, a inflação começa a dar sinais de queda, dando condições para que a gente reveja a política monetária e consiga em algum momento ter taxas de juros baixas no país”, declarou.
A declaração foi dada durante o seminário Governança e Estratégias Públicas em Inteligência Artificial, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no Rio.
Na 5ª feira (26.jun), o IPCA-15 –considerado a prévia da inflação– acumulado em 12 meses desacelerou de 5,40% em maio para 5,27% em junho. Já a taxa básica de juros está em 15% ao ano.
Durigan afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está apresentando dados econômicos positivos. Citou a taxa de desemprego na mínima histórica: atingiu 6,2% no trimestre encerrado em maio.
“Vocês estão acompanhando a quantidade de problema e de ruído que a gente tem, mas acho que faz parte da democracia, do diálogo institucional, e a gente tem que perseverar para seguir entregando esses bons resultados para a população”, declarou.
DÍVIDA PÚBLICA
Pela manhã, o número 2 da Fazenda participou da 17ª Equity Conference, do Citi Brasil, em São Paulo. Durante o evento defendeu que a política econômica está “gerando bons resultados” para assegurar a estabilização da dívida pública.
Na sua visão, se for mantida, haveria uma melhoria no cenário da dívida nos próximos 5 anos.
Leia também:
Dívida pública sobe para R$ 7,671 trilhões em maio, diz Tesouro;
Limite encerra em 9 de julho; presidente dos EUA também afirma ter encontrado um comprador para o TikTok, mas com aval da China
O presidente Donald Trump (Partido Republicano) disse que não pretende estender o prazo de 9 de julho para que países firmem acordos comerciais com os EUA e evitem tarifas mais altas.
Em entrevista à Fox News divulgada neste domingo (29.jun.2025), Trump declarou acreditar que não será necessário postergar a data-limite. “Eu poderia [prorrogar], sem grandes problemas”, afirmou, “mas não acho que será preciso”.
Na 6ª feira (27.jun), o secretário do Tesouro, Scott Bessent, adotou um tom mais cauteloso em entrevista à Fox Business. Segundo ele, alguns países têm procurado os EUA com “acordos muito bons”, mas é improvável que sejam concluídos até o prazo final.
“Se conseguirmos fechar 10 ou 12 dos 18 acordos principais —há outros 20 relacionamentos importantes—, acho que poderemos concluir [os entendimentos] comerciais até o Dia do Trabalho”, disse Bessent, referindo-se ao feriado celebrado em setembro nos EUA.
A política comercial de Trump ganhou força em 2 de abril, com o início da cobrança de tarifas recíprocas. O presidente batizou a data de “Liberation Day” (“Dia da Libertação”) por considerá-la um marco no enfrentamento do que chama de comércio internacional “injusto”.
Desde o início de seu 2º mandato, em 20 de janeiro, Trump impôs diversas tarifas a produtos e parceiros comerciais, com o objetivo de reduzir déficits, impulsionar a indústria americana e fortalecer a economia do país.
Conflito com o Irã
Na mesma entrevista à Fox News, Trump falou sobre o ataque a instalações nucleares do Irã no sábado (21.jun). Segundo o presidente, a operação destruiu completamente as estruturas, que estariam localizadas em cavernas.
“Eles só fugiram para sobreviver. Não moveram nada. Não acreditavam que seria possível fazer o que fizemos. Foram milhares de toneladas de pedra em Fordow. Todo o lugar foi destruído”, afirmou.
Os ataques, segundo Trump, atingiram instalações em Fordow, Natanz e Esfahan.
TikTok na mira
Trump também voltou a comentar a possível venda das operações do TikTok nos EUA. Segundo o presidente, há “pessoas muito ricas” interessadas na aquisição da rede social, que pertence à empresa chinesa ByteDance. Ele disse que deve revelar os nomes dos interessados “em cerca de duas semanas”.
“Temos um comprador para o TikTok. Acredito que precisaremos da aprovação da China, e acho que o presidente Xi [Jinping] provavelmente dará essa aprovação”, afirmou.
Há 10 dias, Trump prorrogou por mais 90 dias o prazo para que a empresa chinesa ByteDance se desfaça das operações do TikTok em território norte-americano. A nova data-limite passa a ser 17 de setembro.
É a 3ª vez que Trump adia a aplicação da lei que exige a venda do TikTok a uma empresa dos EUA –caso contrário, o aplicativo pode ser banido do país.
Audiência pública em Mambaí é oportuna para fortalecer a identidade ecoturística da região, como a criação de nome próprio
Lidiane 28 de junho de 2025
A visita técnica da Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) a Mambaí, Damianópolis e Buritinópolis, realizada nesta semana, foi encerrada com audiência pública diante da Câmara Municipal de Mambaí, na tarde desta sexta-feira, 27.
A encontro teve a presença dos deputados Coronel Adailton (Solidariedade) e Alessandro Moreira (PP), aquele presidente e esse membro da Comissão de Turismo.
Um dos principais temas em pauta foi o fortalecimento da identidade do turismo local, para evitar o engano comum de que integram o Parque Estadual de Terra Ronca e, assim, atrair um número maior de visitantes.
A ideia é delimitar uma área envolvendo no mínimo os três municípios mencionados, e possivelmente também outros do entorno, como Sítio D’Abadia, Posse, Guarani de Goiás e Simolândia, para criar uma região turística com nome próprio.
Localizados no Nordeste goiano, Mambaí, Damianópolis e Buritinópolis são integrantes da Área de Proteção Ambiental (APA) Nascentes do Rio Vermelho e tem trilhas, cachoeiras e cavernas equiparáveis às da Chapada dos Veadeiros e da própria Terra Ronca.
Cerca de cem pessoas compareceram à audiência, que teve a participação da população; de lideranças do turismo local, como o presidente do Conselho Municipal de Turismo, Emílio Manoel Calvo, e o presidente do Fórum Estadual de Turismo, Bruno Queiroz; e, entre outras autoridades, do prefeito de Mambaí, Eder Ornelas (PL), sua vice, Kelen de Tarcisio (Avante), e todos os vereadores de Mambaí.
Dois deles – Welinghton Pinheiro de Oliveira (Solidariedade) e o presidente da Câmara, João Paulo Vieira da Silva (PDT) – foram os idealizadores da audiência.
O prefeito de Damianópolis, Deni Santana (PL), e a prefeita de Buritinópolis, Marcilene Batista (União Brasil), estiveram com todas essas autoridades em almoço anterior e expuseram suas demandas aos deputados estaduais.
Representantes de Sítio D’Abadia, Guarani de Goiás, São Domingos, Posse, Alvorada do Norte e Simolândia também participaram do debate.
Turismo da região ainda é pouco conhecido pelos goianos
Coronel Adailton enalteceu a união dos municípios locais em prol do setor pontuando que “o turismo não é municipal, é regional”. Destacou que, desde o início da sua gestão à frente da Comissão de Turismo, em 2019, trabalha para que Goiás não seja conhecido apenas por poucos destinos, como Goiânia, Caldas Novas, cidade de Goiás e Pirenópolis.
O deputado sublinhou a importância das forças de segurança para o turismo, afirmando que a tranquilidade hoje desfrutada pelos viajantes no estado ajudou o turismo goiano a ter crescido, em 2024, acima da média nacional (15,5% ante 9,5%).
O parlamentar disse, ainda, ser preciso partir de um ponto de vista sincero a respeito da situação do turismo no Nordeste goiano hoje: “Menos de 5% dos goianos já visitaram Terra Ronca, e tem pessoas que não sabem onde fica Mambaí”.
Quanto à criação de região turística própria, o deputado disse acreditar que, com ela, tanto os municípios locais quanto aqueles de Terra Ronca ganhariam visitantes com isso. A demanda será analisada e deve ser encaminhada à Goiás Turismo.
Coronel Adailton ressaltou, ainda, que a Secretaria da Retomada está formando guias de turismo gratuitamente, portanto, os municípios locais devem selecionar candidatos para essa formação. “Os melhores guias quase sempre são os nativos”, disse.
Com forte base local, Alessandro Moreira – cujo pai, Iso Moreira, foi um político muito influente na região – concordou com a importância de se integrar os municípios para efeitos turísticos, criando-se uma rota própria.
Moreira falou, sobretudo, da necessidade de infraestrutura para alavancar o turismo local, mencionando obras na Rodovia BR-030, estrada que faria quem vai de Brasília ao sul da Bahia passar por Mambaí; e a demanda do Poder Executivo goiano pela federalização da GO-236.
“Turismo precisa de infraestrutura, emendas parlamentares e iniciativa privada”, sintetizou o deputado, destacando ter destinado R$ 1 milhão em emendas para ampliação de escola pública de Mambaí neste ano. Ele anunciou que o Governo de Goiás deve liberar R$ 1,5 milhão para recapeamento de vias na região.
Vereadores apresentam demandas como melhoria de infraestrutura
O vereador de Mambaí, Welinghto Pinheiro, reforçou, na audiência, sua pauta de que é necessário brigar por uma identidade turística própria da região – citando, especificamente, a união de Mambaí, Damianópolis, Buritinópolis e Sítio D’Abadia.
Emílio Manoel Calvo, do Conselho Municipal de Turismo, concordou afirmando que a região está fazendo parte “de algo que não é nosso”, merecendo ter seu “cantinho no Nordeste goiano, para recuperar a identidade”.
Welinghton Pinheiro também abordou o recapeamento de trecho rodoviário precário entre Mambaí a Sítio D’Abadia. “No período da seca, como agora, ainda dá para percorrer, mas na chuva gastamos quase duas horas”, disse, em referência a um trecho que normalmente demanda um pouco menos de uma hora de carro.
Eder Ornelas, o prefeito de Mambaí, deu razão a Coronel Adailton por uma afirmação de que “os próprios goianos não conhecem muitas vezes as belezas naturais de Goiás e buscam o ecoturismo e o turismo de aventura em outros lugares”.
O prefeito também pontuou que o turismo depende em grande parte da iniciativa privada, mas “o poder público pode deixar a cidade mais bonita, bem cuidada, dar ao turista vontade de voltar”. Além disso, afirmou ser fundamental a retomada da obra do aeroporto, junto à divisa com a Bahia, e a melhoria das estradas locais para atrair mais investidores.
Pioneiro na exploração dos atrativos locais e um dos responsáveis por catalogar as inúmeras cavernas da região, Emílio Manoel concluiu sua fala na audiência pontuando: “Conheço o Brasil de leste a oeste e de norte a sul, e posso dizer que isso aqui é um diamante a ser lapidado, um lugar de belezas cênicas incríveis.”
Ação para alavancar excelência na alfabetização é proposta de Virmondes Cruvinel
Lidiane 27 de junho de 2025
A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) recebeu o projeto de lei nº 15292/25, de autoria do deputado Virmondes Cruvinel (UB), que propõe a criação da Semana Estadual de Apoio à Excelência na Alfabetização. A proposta prevê que a semana seja realizada anualmente na primeira semana de setembro, em consonância com o Dia Internacional da Alfabetização, celebrado em 8 de setembro.
O objetivo principal da medida é fortalecer políticas públicas voltadas à alfabetização, valorizando profissionais da área, promovendo formação continuada e incentivando o engajamento da sociedade civil. A proposta também pretende estimular o intercâmbio de experiências entre professores, gestores, pesquisadores e entidades da sociedade civil, além de divulgar práticas pedagógicas exitosas no Estado.
Segundo o texto, a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) será responsável pela coordenação das atividades elencadas na proposta, atuando em colaboração com os municípios goianos. Entre as atividades previstas estão seminários, oficinas, exposições de materiais didáticos, apresentações culturais, premiações e ações de mobilização comunitária.
O legislador anota que Goiás tem se destacado nacionalmente pela qualidade da educação básica. Em 2023, o estado alcançou o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), com nota 4,8, superando a meta estabelecida. Na alfabetização, os resultados também impressionam: o estado saiu de 39% de crianças alfabetizadas até o segundo ano em 2021 para 67% em 2023, ocupando a quarta colocação no ranking nacional.
Parte significativa desse avanço é atribuída ao Programa AlfaMais Goiás, instituído pela Lei nº 21.071/2021. O programa investiu R$ 58 milhões e atendeu cerca de 300 mil estudantes, com resultados expressivos aferidos pelo Saego-Alfa.
Para Cruvinel, a iniciativa reforça o protagonismo de Goiás na educação pública: “Com essa semana, damos visibilidade às conquistas de nossos educadores e estudantes, ampliamos o debate sobre alfabetização e reforçamos o compromisso do Estado com o futuro das nossas crianças. É mais uma ação concreta para garantir o direito à educação de qualidade desde os primeiros anos escolares.”
O projeto está sob relatoria do deputado Wagner Camargo Neto (SD) na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
Sandramara Matias Chaves é a mais votada em consulta pública para assumir reitoria da UFG
Lidiane 27 de junho de 2025
Professoras Sandramara e Camila, eleitas para reitoria da UFG. (Foto: Divulgação/UFG Atenta e Forte
A professora Sandramara Matias Chaves, de 67 anos, foi eleita reitora da Universidade Federal de Goiás (UFG) para o quadriênio 2026–2029. Ela venceu a consulta pública com a comunidade universitária, realizada na terça-feira (24) e quarta-feira (25).
Sandramara, da Faculdade de Educação (FE), teve como vice na chapa a professora Camila Cardoso Caixeta, da Faculdade de Enfermagem e Nutrição (FEN). A dupla recebeu 3.869 votos, contra 3.595 obtidos pela chapa da professora Karla da Hora.
Agora, Sandramara aguarda ser nomeada pelo presidente Lula (PT), para suceder Angelita Pereira de Lima, da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), no comando da instituição.
Trajetória eleitoral
Sandramara foi vice-reitora entre 2018 e 2021, na gestão do então reitor Edward Madureira. No pleito seguinte, foi a mais votada pela comunidade acadêmica, mas acabou preterida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que nomeou Angelita Pereira de Lima, terceira colocada, para o cargo.
Após o episódio, Sandramara assumiu a presidência da Fundação de Apoio à Pesquisa da UFG (Funape).
Leia mais sobre: Eleições UFG / Reitora UFG / Reitoria UFG / Sandramara Matias Chaves / Catalão / Cidades / Goiânia
Comenda Voluntários do Bem para reconhecer quem se dedica a ações solidárias é chancelada na CCJ
Lidiane 26 de junho de 2025
Recebeu a chancela da Comissão de Constituição, Justiça e Redação o projeto de resolução contido no processo nº 14651/25 para instituir a Comenda Voluntários do Bem, a ser concedida pelo Legislativo goiano. O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (UB), e a deputada Vivian Naves (PP) são os autores da matéria.
A proposta foi relatada pelo deputado Virmondes Cruvinel (UB) que emitiu parecer favorável que foi acatado pelo colegiado na reunião desta quinta-feira, 26, da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
A honraria tem como objetivo reconhecer e valorizar pessoas que, por meio de ações voluntárias, dedicam-se a transformar realidades e promover a solidariedade no Estado de Goiás.
A Comenda Voluntários do Bem buscará reconhecer anualmente aqueles que se destacam pelo trabalho voluntário em prol de pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco social, seja em instituições ou por meio de ações individuais. A entrega da honraria ocorrerá no dia 28 de agosto, em alusão ao Dia Nacional do Voluntariado, reforçando o compromisso do Poder Legislativo com a valorização de atitudes que fortalecem os laços comunitários e incentivam o protagonismo social.
O nome da comenda foi inspirado no Projeto Voluntariado, da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), realizado por meio da Plataforma do Voluntariado — Adote o Bem. Essa iniciativa da OVG é uma rede solidária que conecta pessoas dispostas a ajudar com aqueles que necessitam de apoio, promovendo uma cultura de empatia, colaboração e cidadania ativa. O projeto já impactou significativamente a vida de milhares de goianos, com milhões de atendimentos anuais e milhares de voluntários e empresas parceiras.
O Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu, registrou aumento de casos de picadas de escorpiões e reforça o alerta à população. Em 2023, a unidade teve apenas dois acidentes com escorpiões; já em 2024 foram sete registros, e de janeiro a junho deste ano já são seis atendimentos por este animal peçonhento.
A médica infectologista Nívia Ferreira, que trabalha no HCN, chama a atenção para os dados estaduais: “Essa alta incidência em nosso estado reforça a importância de informarmos e orientarmos todas as pessoas sobre os cuidados necessários”. Segundo a especialista, Goiás contabilizou mais de sete mil acidentes com escorpiões em 2024.
Dados nacionais confirmam a tendência de crescimento. Estudo publicado na revista Frontiers in Public Health mostra que, entre 2014 e 2023, os acidentes com escorpiões no Brasil aumentaram 150%, somando 1,171 milhão de casos, com um acréscimo médio anual de 10.363 notificações. As regiões Sudeste e Centro-Oeste registraram as maiores taxas de letalidade (0,08%).
Os escorpiões costumam se abrigar em quintais com acúmulo de lixo e entulho, ambientes propícios para encontros com pessoas. O sintoma mais comum é dor intensa no local da picada, mas grupos vulneráveis merecem atenção especial.
“Nas crianças, esse veneno se espalha mais rápido e torna o acidente muito mais grave. Nos idosos também, por possuírem um sistema imunológico um pouco mais debilitado, o risco de complicação é muito maior. Por isso é muito importante procurar uma unidade de emergência o mais rápido possível quando ocorrer um acidente por escorpião”, alerta Nívia Ferreira.
SUS fornece antídoto para unidades de emergência
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o soro antiescorpiônico é fornecido gratuitamente pelo SUS e está disponível nas unidades de emergência de todo o estado. Nas mesmas unidades onde há o soro de escorpião, também estão disponíveis soros para picada de cobra, para aranha e para alguns outros acidentes que possam acontecer.
“É importante que a população se informar sobre qual é o ponto de referência que fornece esses soros. Geralmente são as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade”, completa a infectologista.
Além disso, a Secretaria de Estado da Saúde mantém o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) em regime de plantão 24 horas. O Disque Intoxicação oferece orientações a profissionais de saúde e à população pelos números 0800 646 4350 e (62) 3241-2723.
Quanto mais rápido for o atendimento médico, melhor o prognóstico e menor o risco de complicações para o paciente. A prevenção, aliada à informação, é o melhor caminho para reduzir esses acidentes em Goiás.
O deputado Gugu Nader (Avante) apresentou, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o projeto de lei nº 14647/25, com o qual busca instituir multa administrativa para coibir atos de agressão contra motoboys no exercício de suas funções.
O parlamentar anota que a proposta visa proteger uma categoria essencial para a economia e a mobilidade urbana, que enfrenta, com frequência, situações de violência física, moral e psicológica nas ruas.
De acordo com o texto, são considerados motoboys os profissionais que realizam entregas de documentos, alimentos, medicamentos, mercadorias ou prestam serviços de transporte utilizando motocicletas ou outros veículos de duas rodas.
A proposta abrange qualquer ato de agressão dolosa, como ameaças, injúrias, discriminação ou violência física, praticados contra esses trabalhadores durante o desempenho de suas atividades. A multa administrativa, cuja aplicação será regulamentada, tem como objetivo punir os agressores e promover o respeito à dignidade da categoria.
“A iniciativa busca garantir condições mínimas de segurança e dignidade para os motoboys, que desempenham um papel fundamental na dinâmica urbana. É inaceitável que esses trabalhadores sejam alvo de agressões enquanto cumprem suas funções”, destaca Nader.
O parlamentar, que tem outros projetos que valorizam categorias profissionais, como motoristas de aplicativo e entregadores, reforça a importância de medidas que protejam os trabalhadores expostos a riscos diários.
O projeto também prevê que os valores arrecadados com as multas sejam destinados a ações de prevenção e apoio aos motoboys, como campanhas educativas e programas de assistência. Além disso, a proposta reforça a necessidade de conscientização sobre o respeito a esses profissionais, que enfrentam não apenas os desafios do trânsito, mas também a hostilidade em interações com clientes ou terceiros.
O texto, encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação, foi apensado a outro de igual teor para seguir a tramitação regular.
Formação de geadas, queda de neve e friagem caracterizam estação, que começa às 23h42 (horário de Brasília) desta 6ª feira (20.jun)
O inverno no Hemisfério Sul começa às 23h42 (horário de Brasília) desta 6ª feira (20.jun.2025) e termina em 22 de setembro. De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a estação é marcada pelo período menos chuvoso das regiões Sudeste, Centro-Oeste e parte das regiões Norte e Nordeste.
“Além de uma menor incidência de radiação solar, a estação caracteriza-se pelas incursões de massas de ar frio, oriundas do sul do continente, que provocam queda na temperatura do ar, resultando em valores médios inferiores a 22 graus Celsius (°C) sobre a parte leste das regiões Sul e Sudeste do Brasil”, diz o instituto.
Segundo o Inmet, a diminuição de temperatura pode ocasionar:
- formação de geadas nas regiões Sul, Sudeste e no Estado de Mato Grosso do Sul;
- queda de neve nas áreas serranas e nos planaltos da região Sul; e
- episódios de friagem em Mato Grosso, Rondônia, Acre e no sul do Amazonas.
“Durante a estação, em função das inversões térmicas no período da manhã, são comuns as formações de nevoeiro e/ou névoa úmida nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com redução de visibilidade, especialmente em estradas, áreas serranas e aeroportos”, afirmou.
Norte
Em grande parte da região Norte, a previsão climática indica condições favoráveis para ocorrência de chuvas próximas ou abaixo da média. Apenas no norte de Roraima e no noroeste do Pará e do Amapá, a previsão indica condições favoráveis para chuvas acima da média.
“A temperatura do ar nos próximos meses é prevista com predominância de condições acima da média em grande parte da região. Ressalta-se que a falta de chuvas no sul da Amazônia é comum entre os meses de julho a setembro e, aliadas à alta temperatura e baixa umidade relativa do ar, favorecem a incidência de queimadas e incêndios florestais.”
Nordeste
A previsão indica predominância de chuvas perto da média no interior do Nordeste, sendo que a região já está no período seco. Nas demais áreas, são previstas chuvas abaixo da média. No entanto, a presença de águas mais quentes que o normal no oceano Atlântico tropical pode favorecer chuvas na costa leste do Nordeste.
Quanto à temperatura, o Inmet prevê, para este inverno, o predomínio de temperaturas acima da média em toda a região, principalmente no sul do Maranhão, onde podem ser registradas temperaturas médias de até 2°C acima da média.
Centro-Oeste
No Centro-Oeste, o período seco começou no mês de maio, e a previsão, para o inverno, é de chuvas abaixo da média climatológica em toda a região, com tendência de queda da umidade relativa do ar nos próximos meses, com valores diários que podem ficar abaixo de 30% e picos mínimos abaixo de 20%.
As temperaturas, segundo o Inmet, tendem a apresentar-se acima da média, por causa da permanência de massas de ar seco e quente, favorecendo a ocorrência de queimadas e incêndios florestais.
Sudeste
A previsão para o inverno na região Sudeste indica predomínio de chuvas abaixo da média, porém, não estão descartadas chuvas em áreas pontuais do litoral da região, por causa da passagem de frentes frias.
De acordo com o instituto, as temperaturas tendem a permanecer acima da média em grande parte da área. E não se descarta a possibilidade de queda na temperatura média do ar causada pela entrada de massas de ar frio em alguns dias, podendo ser registrada formação de geadas em pontos isolados de áreas com altitude elevada.
Sul
O prognóstico para os meses de inverno indica condições favoráveis para chuvas próximas e acima da média em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Já as condições de chuvas abaixo da média são previstas apenas para o Paraná.
Para a região Sul, o Inmet prevê temperaturas acima da média durante a maior parte do inverno, com os maiores valores concentrados no Paraná. No entanto, a atuação de massas de ar de origem polar poderá ocasionar quedas pontuais de temperatura ao longo da estação, favorecendo a ocorrência de geadas em algumas áreas, sobretudo nas regiões de maior altitude.
Com informações da Agência Brasil.










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