O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União), rebateu nesta segunda-feira (13/4) os ataques feitos pelo vereador Igor Franco (MDB) e pelo deputado estadual Clécio Alves (PSDB) após os dois invadirem a antiga Estação de Transbordo da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), na GO-020. Segundo ele, os dois “estão mentindo” ao responsabilizar sua gestão pela situação dos veículos no local.
A ação ocorreu na manhã da última sexta-feira (10/4), quando Igor Franco, ex-líder do prefeito na Câmara, Clécio Alves e o influenciador Marcos Vinícius Pereira, conhecido como Índio Injustiçado, entraram na unidade ao pular o portão de acesso. Eles fizeram gravações sem autorização da portaria ou da equipe de segurança, o que levou a Comurg a adotar medidas jurídicas.
Durante entrevista, Mabel afirmou que houve invasão e acusou os parlamentares de tentarem inverter a responsabilidade sobre a deterioração da frota.
“Olha, eu dizia na campanha política que a Bíblia diz que quem mente, rouba. Quem mente, rouba. Os dois estão mentindo”, declarou.
O prefeito sustentou que os caminhões já estavam parados desde maio de 2024, antes de sua gestão, e que ele assumiu o cargo quase um ano depois. Segundo ele, Clécio Alves exercia forte influência na Comurg naquele período, sendo o principal responsável por decisões internas da companhia.
“Entrei na prefeitura quase um ano depois que eles pararam os caminhões. Então são mentirosos. E quem mente, rouba, pode ter certeza disso. Eles pularam portão que nem bandido pula”, disse.
‘Tiramos todos os ratos que tinha lá dentro’
Mabel afirmou ainda que as imagens divulgadas nas redes sociais distorcem os fatos ao tentar atribuir à atual gestão a responsabilidade pelos veículos parados.
“E pra contar uma mentira, mostrar um caminhão parado, que, volto a dizer, foi eles que pararam. Eu não parei caminhão nenhum”, afirmou.
Ele acrescentou que os caminhões foram deixados sem condições de uso e sofreram depredação ao longo do tempo, com retirada de peças e componentes.
“Eles não apenas acabaram com os caminhões, porque aqueles caminhões já roubaram os motores, já roubaram tudo de lá”, disse.
De acordo com o prefeito, a administração iniciada em janeiro de 2025 herdou uma estrutura sucateada, enquanto os opositores tentam transferir a responsabilidade para sua gestão.
“Foram eles que tiraram. Isso aí foi tirado em 2004, na gestão, quando eles eram vereadores e deputado”, declarou.
Mabel reforçou que a influência política na Comurg foi encerrada em sua administração e que isso explica as críticas que vem recebendo.
“Hoje não comanda mais. Hoje nós tiramos todos os ratos que tinha lá dentro. Tiramos todos. Tiramos a rataiada, tudo. É por isso que estão berrando”, acusou.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) usou suas redes sociais neste sábado (18.jan.2025) para afirmar que o movimento de anti-fiscalização do Pix, liderado pelo colega de Casa, Nikolas Ferreira (PL-MG), organizou uma “cortina de fumaça” para “mentir” à população.
Em vídeo publicado no seu perfil no Instagram, a congressista afirmou que “o governo Lula nunca defendeu a taxação” e que a proposta do Executivo foi “aumentar o limite de monitoramento de transações financeiras de R$ 2.000 para R$ 5.000”, com o objetivo de coibir atividades ilegais e combater crimes financeiros.
A deputada adotou estratégias de edição semelhantes às utilizadas por Ferreira: fundo monocromático, música de suspense, capturas de tela de notícias que reforçam suas afirmações e legendas sincronizadas com sua fala. Até às 19 horas de sábado, o vídeo de Hilton tinha 27 milhões de visualizações no Instagram.
Estão mentindo pra você.
O Pix é só uma cortina de fumaça. pic.twitter.com/CCwKCKizED— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) January 18, 2025
Na publicação feita por Nikolas Ferreira na 3ª feira (14.jan), o deputado afirmou que trabalhadores teriam suas contas “vigiadas” como se fossem “sonegadores”. Com mais de 318 milhões de visualizações no Instagram, o vídeo foi um dos fatores que ocasionou na decisão do governo de derrubar a instrução normativa que aumentava a fiscalização sobre transferências acima de R$ 5.000 do Pix de pessoas físicas.
As falas de Hilton reforçam a opinião do secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, que disse que “pessoas inescrupulosas distorceram o ato normativo da Receita Federal, prejudicando muita gente no Brasil, causando pânico, principalmente na população mais humilde”.
Hilton também defendeu a regulamentação das redes sociais como ferramenta para combater a desinformação. Para ela, a falta de regulação transforma as plataformas em “terras sem lei”.
“É urgente regulamentar as redes sociais para que deixem de ser usadas por criminosos da extrema-direita como instrumentos de caos e desinformação. A verdade precisa prevalecer, e a democracia precisa ser fortalecida”, declarou.
Leia mais:
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