26 de abril de 2026
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Percentual da população brasileira passou de 0,3% em 2010 para 1,05% em 2022, segundo dados do IBGE

O número de brasileiros que se declaram praticantes de religiões de matriz africana (umbanda e candomblé) triplicou de 2010 a 2022. Segundo dados do Censo Demográfico 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), esse grupo passou de 0,3% para 1,05% da população. Em números absolutos, o contingente soma agora 1,8 milhão de pessoas. Leia a íntegra dos dados (PDF – 1 MB). 

Entre as unidades da Federação, o Rio Grande do Sul lidera o ranking nacional, com 3,19% da população que se declara praticante dessas religiões. Rio de Janeiro (2,58%), São Paulo (1,47%), Bahia (1,00%) e Distrito Federal (0,85%) completam o top 5. 

No recorte por cor de pele, os dados de 2022 mostram a seguinte composição entre os adeptos da umbanda ou do candomblé:

  • brancos  42,9%;
  • pardos  33,2%;
  • pretos – 23,2%.

ALTA ESCOLARIDADE

Os praticantes de umbanda e candomblé têm um dos perfis educacionais mais elevados do país. O grupo registra a 2ª maior proporção de pessoas com nível superior completo (25,5%), atrás só dos espíritas (48%). A taxa de analfabetismo dentro desse grupo é de 2,4%, uma das menores registradas pelo Censo.

TRANSIÇÃO RELIGIOSA NO BRASIL

O Censo 2022 mostra uma queda no nº de católicos e um crescimento entre os evangélicos. Leia no infográfico abaixo:



Autor Poder360 ·


Grupo sustentou que “não sabia que o estabelecimento estava aberto” e, por isso, escolheu o local para levar os cartazes

Thiago Alonso –
Registro mostra crianças e adolescentes com cartazes. (Foto: Reprodução/TikTok)

Um vídeo chamou a atenção dos moradores de Águas Lindas de Goiás, município no Entorno do Distrito Federal (DF), ao mostrar diversas pessoas evangélicas — entre elas crianças e adolescentes — fazendo uma “manifestação” ao lado de uma loja de artigos religiosos de matriz africana.

A publicação, que já soma mais de 140 mil visualizações e 24 mil curtidas no TikTok, foi gravada na Avenida JK, no bairro Jardim Brasília.

No registro, Carmen Lima (@carmenclimar) filma de longe os manifestantes com placas e cartazes oferecendo orações, bem ao lado do estabelecimento, focado em produtos umbandistas e candomblecistas.

O que eles não sabiam, é que a mulher estava gravando tudo a fim de denunciar um possível caso de intolerância religiosa.

“Eles podiam fazer isso aqui em qualquer lugar, mas eles escolheram a frente da loja de artigos religiosos. Isso é intolerância, gente. Olha a quantidade de esquina que tem aqui!”, disse, indignada.

Ao chegar mais próximo do local, uma jovem ainda tenta abordar Carmen, perguntando se ela não queria uma oração, enquanto ao fundo, outras pessoas cantavam músicas cristãs.

No entanto, uma das líderes dos manifestantes explica que havia escolhido a calçada da loja, pois era o único lugar onde havia sombra.

“Não foi provocação, nós esperamos, só estávamos esperando o grupo que estava ali, a gente não sabia que vocês estavam abertos”, explicou a mulher.

Confusão continuou

Em certo momento, a dona da loja também se envolve na discussão, dizendo: “estou aqui para respeitar o espaço de todo mundo e para ser respeitada também”.

Juntamente com Carmen, ela ainda relata que a empresa já havia sido vítima de outras práticas de intolerância anteriormente, até mesmo com episódios de vandalismo no local.

“Um rapaz entrou aqui e quebrou, foi extremamente violento. Até hoje ele passa aqui na porta e nos xinga”, contou a empresária.

Apesar da discussão, o grupo evangélico se retirou do local proferindo palavras cristãs.

“Jesus ama o pecador, quando ele foi crucificado naquela cruz foi para todo mundo aceitar ele como salvador”, disse uma mulher.

Carmen, por sua vez, rebateu dizendo: “Pra vocês, ele chama Jesus, pra gente é Oxalá, pra outros é Orumilá, pra outros é Javé”, finalizou.

@carmenclimar intolerância religiosa #umbanda #candomblé #intolerância #matrizafricana #religião #aguaslindas ♬ som original – CarmenCLimaR



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